Endocardite Bacteriana! A relação entre Boca e Coração.

22 março, 2014 às 10:01  |  por Dr. Rogerio Agulham

A Endocardite Infecciosa (EI) é uma doença comum, que causa alto índice de mortalidade. Trata-se de uma infecção da parede interna do coração ou das válvulas do coração e uma de suas causas é a má conservação dos dentes.

Seguindo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a doença é responsável por uma alta morbidade e por significativas taxas de mortalidade. Em torno de 20% dos doentes não sobrevivem. Porém, quando a endocardite bacteriana tem foco dentário ela chega a ser responsável por cerca de 10% dos casos de morte, de vítimas de doenças no coração, em todo o mundo.Para quem ainda não conhece, a endocardite é o nome dado às afecções, infecciosas ou não, do endocárdio, camada interna do coração da qual fazem parte as válvulas cardíacas. O comprometimento da saúde bucal está diretamente associado à endocardite infecciosa. A doença afeta o coração com rapidez e pode comprometer as funções vitais, exigindo uma internação prolongada.

O coração humano é constituído de quatro câmaras (dois átrios e dois ventrículos). Os átrios são responsáveis por mandar sangue, que vem dos pulmões, ou do restante do corpo, para os ventrículos, enquanto os ventrículos mandam o sangue para os pulmões ou para o restante do corpo. O sangue que vai para os pulmões é o que será oxigenado e, para o restante do organismo, o sangue vai cheio de nutrientes e de oxigênio, mantendo seu funcionamento.

 

A boca é a maior cavidade do corpo em contato com o mundo exterior. Porta de entrada do tubo digestivo e auxiliar da respiração. Por suas características e funções, a boca é um ninho de bactérias. Em apenas um mililitro de saliva pululam 150 milhões de bactérias. Quando o equilíbrio entre essas bactérias se quebra podem surgir o que dentistas e médicos chamam de doenças periodontais (gengivite e periodontite), inflamações na gengiva ou no tecido que une os dentes ao osso. Em suas formas mais graves, elas contribuem para o desenvolvimento de distúrbios cardíacos. De cada dez brasileiros, nove sofrem em algum grau desse tipo de afecção. Na maioria dos casos, ela decorre de uma higiene bucal inadequada e da falta de visitas periódicas ao dentista.

As implicações da gengivite e da periodontite seguem basicamente o seguinte caminho: inflamados, os tecidos se tornam irritáveis e sangram durante a mastigação, pela ação da escova de dentes ou do fio dental. Essa hemorragia, por sua vez, possibilita que os micróbios que desencadearam o processo entrem na corrente sanguínea e cheguem a outras partes do organismo. É relativamente fácil que isso aconteça porque a gengiva e o periodonto têm irrigação sanguínea abundante. Por este motivo, a endocardite bacteriana está mais presentes em vítimas de doença periodontal. Para evitar esse mal as sociedades americanas de cardiologia e odontologia estabelecem que, antes de se submeter a uma cirurgia na boca, todo paciente propenso a ter uma endocardite bacteriana deve tomar, uma hora antes, uma dose de antibióticos. O objetivo é evitar os riscos de infecção durante a operação.

90% dos brasileiros sofrem de algum grau de doença periodontal, inflamações na gengiva ou no tecido que une o dente ao osso
- 1 mililitro de saliva contém 150 milhões de bactérias
- 1 grama de placa bacteriana abriga 100 bilhões de micróbios
- O risco de problemas cardíacos é 25% maior entre pacientes com doença periodontal

Causa

A causa da endocardite bacteriana é a presença de agentes infecciosos no sangue, que pode decorrer de uma atividade normal, como espremer uma espinha ou escovar os dentes, o diagnóstico se faz por métodos de ecocardiografia, e pela demonstração de infecção sanguínea, através de hemocultura, a demonstração de bactérias livres no sangue.
Tratamento:
O tratamento visa controlar a infecção e a correção do fator que predispôs a endocardite. São longos tratamentos, com muitas semanas de internação hospitalar, com uso de um grande número de medicamentos, inclusive antibióticos, e muitas vezes necessitando de cirurgia cardíaca.

Sintomas

Febre de longa duração, suores noturnos persistentes, baço aumentado de volume, alterações cardíacas ou agravamento súbito de uma doença cardíaca previamente existente.

Por isso fiquem atento, a qualquer sinal de doença, procurem o dentista.

Esse post serve para alertar nossos queridos pacientes e leitores, para que a manutenção de 6 em 6 meses ou de 4 em 4 meses seja realizada por profissionais capacitados

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Dr. Bruno Brites

CEOPAR

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