Arquivos da categoria: Odontopediatria

A importância do Sorriso

19 outubro, 2013 às 09:18  |  por Dr. Rogerio Agulham

Em uma pesquisa feita há cerca de um ano, entre diferentes pessoas, países e culturas, foi constatado que 47% das pessoas reparam primeiramente no sorriso das outras, ao invés de olhos, cabelos, roupas…. Com isso, a Colgate, resolveu fazer um “teste” com seus consumidores.

Nas 3 fotos que seguem da propaganda, o que mais chama a atenção é a sujeira nos dentes dos modelos. Após uma analise minuciosa, pode-se constatar que na primeira foto a senhora apresenta um dedo a mais que o normal.

Já na segunda foto, um braço “fantasma” aparace abraçando o homem que está com o dente sujo

E na terceira foto, o modelo não apresenta uma orelha…..

Lógico que depois que lrmos e prestarmos atenção nas imagens, tudo fica mais claro…. Mas inicialmente, o que mais lhe chamou a atenção?

Por isso cuide sempre de seu Sorriso!

A equipe do CEOPAR estará sempre disponível para os atender e oferecer o melhor tratamento possível

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Pay attention!!

Sedação Consciente

8 maio, 2012 às 10:30  |  por Dra. Michele de Camargo


Trata-se de uma técnica segura e que visa, acima de tudo, o bem estar dos nossos pequenos pacientes.
A sedação consciente, também conhecida como analgesia inalatória ou analgesia relativa – como o próprio nome diz – é uma técnica de sedação do paciente através da inalação de uma mistura de gases: o óxido nitroso associado ao oxigênio. Nesta técnica, diferentemente da anestesia geral, o paciente não perde a consciência. Ela “tem o poder de eliminar ou diminuir o medo dos procedimentos odontológicos, provocando na criança ou no adolescente uma sensação de bem estar e felicidade e também uma leve noção de perda de tempo, produzindo uma resposta psicológica positiva, tornando o tratamento mais fácil de ser realizado.” (Fonte: Associação Brasileira de Odontopediatria)

É importante ressaltar que esta técnica não elimina a necessidade da anestesia local, mas facilita muito o seu uso, já que o paciente não percebe a punção da agulha e não sente dor alguma.

Como funciona?

A inalação da mistura óxido nitroso/ oxigênio é feita através de uma máscara colocada sobre o nariz do paciente, tal qual ilustrado na figura acima. Seus efeitos no organismos são facilmente percebidos durante a administração: promove efeitos analgésicos, cognitivos e psicométricos. Traduzindo para fins práticos: aumenta o limiar de dor e tolerância para procedimentos mais demorados, reduz os movimentos inesperados durante o atendimento, altera a percepção do ambiente e da passagem do tempo. Mas um detalhe importante deve ser ressaltado: a criança permanece em um estado de consciência muito próximo do normal.

Cuidados

Uma vez que a inalação é feita pelo nariz, a técnica fica contra-indicada nos casos de pacientes com algum tipo de obstrução das vias aéreas superiores como infecção respiratória, aumento das amígdalas e/ou adenoides. Além disso, o paciente deve estar saudável ou com uma doença sistêmica leve.

Observação importante para papais e mamães: apesar de ser uma técnica segura, regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia (resolução CFO-51/2004), é imprescindível que vocês assinem um termo de consentimento autorizando o odontopediatra a usá-la. Neste documento vocês serão informados sobre a dosagem da mistura óxido nitroso/ oxigênio, o tempo de duração do atendimento e sobre os efeitos dos gases na criança: sonolência (podendo dormir durante o procedimento) e choro durante e/ou após o atendimento.

Quando usada corretamente e dentro dos padrões de segurança, a técnica de sedação consciente pode ser uma grande aliada no controle do comportamento da criança durante o atendimento odontológico proporcionando, acima de tudo, um atendimento tranquilo e eficaz, sem medo ou ansiedade.

Meu bebê caiu. E agora?

15 setembro, 2011 às 22:45  |  por Dra. Michele de Camargo

Os acidentes domésticos mais frequentes são as quedas dos bebês, principalmente dos 1 aos 3 anos, idade que estão aprendendo a andar e a se equilibrar. As vezes o pior acontece e vão de boca no chão. Não é bonito de se ver, geralmente vem acompanhado de muito sangue, choro e desespero dos pais. Mas vamos ao lado prático:
O que fazer quando o bebê cai e bate a boca:
• Em primeiro lugar, e muito importante, é necessário manter a calma e sangue frio. Acalme a criança enquanto vai limpando com gaze ou um pano bem limpo (lave bem as mãos antes).
• Observe se os dentes ficaram inclinados para dentro. Com o dedo, sem fazer muita pressão, puxe-os para a posição correta. Não dói nada se for feito logo a seguir á queda.
• Se os dentes ficaram “pendurados” não tente tirar, empurre-os na vertical para recolocar no lugar.
• Consulte o dentista o mais rapidamente possível para que sejam avaliados os danos e tomadas as devidas providências. Poderá ser receitado antibiótico e anti-inflamatório. Em casos extremos de hemorragia poderá ser necessário suturar.
Num período de alguns dias é normal os dentes escurecerem um pouco, o que não significa que perderam a vitalidade. Após algum tempo volta ao normal. Se observar que o escurecimento não diminui e se há formação de uma pequena bolha na gengiva (fístula) será necessário tratar o canal.
Em todos os casos é recomendado o acompanhamento pelo dentista, onde serão realizados os exames necessários para observar a evolução do traumatismo.

Primeira consulta

19 junho, 2011 às 16:00  |  por Dra. Michele de Camargo

A prevenção contra cáries e doenças nas gengivas começa no bebê, antes mesmo de nascer o primeiro dente. A primeira consulta ao dentista deve ser feita o mais precocemente possível, por volta dos quatro meses de idade, para que o profissional avalie as condições gerais que interferem na saúde bucal e dê orientações sobre a limpeza da mucosa do bebê e também sobre alimentação, amamentação noturna, desmame, contaminação mãe-filho e outras medidas.
A atenção deve estar presente desde a gestação para que os pais possam criar um ambiente favorável à saúde bucal. Para isso, uma medida fundamental é higienizar a boca do bebê com uma gaze umedecida com água filtrada e fervida, após cada mamada.
O uso da escova deve ser introduzido, gradativamente, a partir da formação dos quatro primeiros dentes anteriores, que ocorre por volta de um ano de idade.  As pastas devem conter flúor, pois são essenciais para proteger contra a cárie. O fio dental, deve ser usado após a erupção dos primeiros molares, sempre feito pelos pais.
Mais difícil do que convencer a criança da importância da escovação e do uso do fio dental, é fazê-la perder o medo do dentista. Se os pais levarem seus filhos desde bebês ao dentista, para iniciarem tratamento preventivo e não apenas em situações de emergência, eles não terão medo. A prevenção é a melhor forma de prevenir traumas.

Ulotomia

12 junho, 2011 às 13:56  |  por Dra. Michele de Camargo

A Ulotomia é um procedimento cirúrgico simples que consiste numa pequena incisão para remoção da mucosa sobreposta a um dente permanente não irrompido. É indicado quando o cirurgião dentista detecta um atraso na erupção da unidade permanente e diagnostica o problema como sendo causado por uma resistência maior da gengiva. A gengiva pode estar fibrosada demais e não deixa o dente erupcionar, isso geralmente acontece quando o dente de leite é removido precocemente. Após esse procedimento, o processo de erupção é liberado.

 

Respiração bucal na infância

29 maio, 2011 às 12:28  |  por Dra. Michele de Camargo

A respiração é junto com a mastigação, um dos principais fatores que contribuem para o correto desenvolvimento dos ossos maxilares e conseqüentemente um correto posicionamento dos dentes. Quando a criança passa a respirar pela boca, várias alterações começam a ocorrer:

 
  • Passa a manter a boca aberta a maior parte do tempo.
  • A língua passa a ficar mais baixa, junto ao assoalho da boca, em contato apenas com os dentes de baixo.
  • A criança, para facilitar a respiração bucal, projeta a cabeça para a frente, esticando o pescoço, mudando a postura da coluna cervical.
   
   

Essas alterações, junto com a inversão da passagem do ar aos poucos vão trazendo alterações para os ossos maxilares, para as arcadas dentárias e para o posicionamento correto dos dentes. As principais alterações que vemos são o céu da boca alto e estreito, as mordidas cruzadas, as mordidas abertas, os apinhamentos dentários e as retrusões mandibulares (falta de crescimento da mandíbula). As causas principais do aparecimento da respiração bucal são as obstruções das vias aéreas superiores, e podem ser devido à rinites, rinossinusites, desvio de septo, adenóides e amídalas aumentadas. O respirador bucal além das características descritas acima ainda apresenta uma face característica, com: nariz estreito, narinas afiladas, lábio superior curto, boca entreaberta, olheiras acentuadas. Também pode apresentar baixo rendimento escolar, ser irriquieto, sonolento, apresentar cansaço intenso com pouco exercício físico, ronca e baba a noite e é um forte candidato a apresentar apnéia do sono, ainda na infância. Como toda alteração que envolve o crescimento e desenvolvimento dos ossos maxilares e arcadas dentárias, o tratamento ortodôntico das seqüelas da respiração bucal deve ser o mais precoce possível, mesmo enquanto a criança ainda tem os dentes de leite, para que essas alterações não se perpetuem durante o crescimento da criança, tornando mais difícil seu tratamento no futuro.

Sapinho

14 fevereiro, 2010 às 12:53  |  por Dr. Anderson Kovaleski

O famoso “sapinho” que muitas vezes fica no cantinho da boca das crianças e dos adultos nada mais é do que uma infecção fúngica causada por um fungo chamado cândida. As espécies de cândida geralmente são encontradas como microrganismos comensais normais da cavidade bucal, e os organismos tendem a aumentar em qualquer circunstância onde a resistência do hospdeiro está diminuída.

Cientificamente o sapinho é chamado de candidíase pseudomembranosa e é caracterizado pela presença de depósitos cremosos branco-amarelados semelhantes ao coalho, que geralmente podem ser removidos, deixando pequenos pontos sangrantes. Ela pode ocorrer em qualquer lugar da cavidade bucal, e pode ser assintomática. Em outras situações os pacientes queixam-se de ardência ou sensação alterada no paladar.

O tratamento da candidíase bucal pode incluir o uso de agentes antifúngicos tópicos ou de medicação sistêmica, conforme a necessidade e resistência do fungo e do hospedeiro.

Dentes de tubarão

5 janeiro, 2010 às 08:00  |  por Dr. Anderson Kovaleski

Não tenho o hábito de atender muitas crianças no consultório mas, quando nossa odontopediatra pede para que eu faça algo que envolve nossas áreas, não tem como negar. Nessa semana, o que me chamou a atenção, foi o comentário de uma “pacientinha” que quebrou um dentinho permanente em um acidente e precisou removê-lo. Após a explicação atenciosa da Dra. Adriana sobre o destino do dentinho e os cuidados futuros com a boca, a garotinha disse: ” Bom seria se eu fosse igual a um tubarão! Quando os meus dentes estragassem, eles cairiam e nasceriam de novo!” Notando o paralelo que ela fez com relação às duas dentições, resolvi fazer uma breve pesquisa e postar alguma coisa a esse respeito.

Todos os tubarões têm dentes que são reproduzidos regularmente, sendo substituídos a intervalos habituais. Alguns tubarões conseguem produzir vários milhares de dentes a cada ano. Os dentes antigos são liberados para serem substituídos por uma nova fileira deles.

Até a pele do tubarão tem dentes! Uma das características que define os tubarões é a presença de escamas semelhantes a dentes que cobrem sua pele e são denominadas de dentículos dérmicos. São estes dentículos que fazem com que a pele do tubarão pareça uma lixa.

Os dentes dos tubarões têm a mesma consistência básica que os nossos, mas não se acomodam na boca da mesma forma. Os nossos dentes ficam em compartimentos e não são substituídos depois da infância. Os dentes dos tubarões são presos à mandíbula por um tecido macio e caem o tempo todo. Isso é fundamental para o tubarão: dentes gastos ou quebrados são constantemente substituídos por outros novos e afiados.

Tenho que concordar com a Jéssica que tudo ficaria muito mais prático e rápido. Sem falar que seríamos exímios nadadores. Porém, não sei como seria arrumar namorado tendo uma pele parecida com uma lixa e dentes bem afiados e enfileirados. E, se eles caem o tempo todo, significa que ficaríamos, ainda que por pouco tempo, totalmente banguelas várias vezes na vida? Pensando bem… acho que prefiro ser humano mesmo e continuar com minhas aulinhas de natação.

Entre 1,5 a 2,5 anos…. cuidado dobrado!!!

3 janeiro, 2010 às 08:10  |  por Dra. Adriana O. Costacurta

Seu filho tem um ano e meio a dois anos e meio??? Cuidado!!! Ele está na fase que as crianças sofrem mais traumatismo dental! Nesta fase as quedas ocorrem com maior freqüencia, pois a criança está aprendendo andar, correr e aiaiai… cair. Quase 30% das crianças na fase pré-escolar são vítimas dessas quedas. Se isso ocorrer, procure imediatamente seu Odontopediatra, pois ele saberá avaliar a gravidade do caso e o tratamento mais adequado. Seu filho é mais velho, já possui dente permanente? Então esteja alerta. Ocorrendo uma queda ou batida nos dentes, mantenha os fragmentos ou o dente inteiro em água ou em qualquer outro ambiente úmido e procure o quanto antes um especialista para restaurá-lo. O dente pode ser reimplantado, ou mesmo, os  fragmentos podem ser ulilizados no reparo dental, portanto, cuide bem deles!!!

Chupar o dedo X Chupar chupeta

20 novembro, 2009 às 08:00  |  por Dra. Adriana O. Costacurta

O hábito de chupar o dedo é responsável por modificações dentárias e nos maxilares, como a má oclusão dentária, o estreitamento do arco maxilar, a mordida aberta, a dificuldade de ingestão, entre outras. Quando está chupando o dedo, a criança faz um grande esforço neuromuscular, com os dentes, a garganta, a língua, os músculos orofaciais e outras estruturas. Quanto maior for a frequência da sucção digital, maiores serão as modificações dentárias.

Pesquisas feitas por profissionais especializados dizem que:

  1. As crianças que chupam chupeta e dedo têm problemas com a má oclusão;
  2. Quando as crianças chupam chupeta, geralmente não tem o hábito de sucção digital;
  3. Quando a chupeta é tirada repentinamente, a criança geralmente passa a chupar o dedo;
  4. Se o hábito de chupar o dedo é deixado até os 2-3 anos, problemas com a má oclusão  poderão ser corrigidos naturalmente.
  5. Caso contrário, é preciso procurar o dentista.