Kafka é aqui

23 maio, 2017 às 21:52  |  por Helena Carnieri
kafka

Foto de Chico Nogueira.

O  diretor Edson Bueno ataca novamente o universo de Franz Kafka, ou melhor, imerge nele em sua nova estreia, “Organismo Kafka”. Numa colagem e adaptação a partir de textos do autor tcheco, a obra nos coloca no sopé de um Castelo. Não exatamente aquele do romance inacabado “O Castelo”, mas certamente essa é uma referência forte. Outras são as “Narrativas do Espólio”, a “Metamorfose” e “O Processo”.

Nas palavras do diretor em entrevista ao blog: “O Kafka que mora e se esconde dentro do meu coração é inquieto, provocador e insatisfeito. E acabou que o K de ‘Organismo Kafka’ é um pouco o meu sentimento de artista numa sociedade onde a palavra, a arte, a criação está cada vez menos inquieta e mais conformada. Uma leitura de Kafka e sua literatura, mas também um pesadelo.”

Estamos junto com os personagens nesse lugar de medo e expectativa, enquanto não se sabe o que pode vir, de bom ou ruim, das alturas do poder.

Na peça de Bueno, K. é um escritor empobrecido que chega a um vilarejo escuro e frio (como é toda a literatura de Kafka, não?). Ali se vê nas mãos de uma gangue de _ bandidos? mortos-vivos? _ que tornarão sua vida ainda pior.

Vale lembrar que as obras de Edson Bueno há algum tempo acontecem em seu espaço próprio, o Estúdio Delírio. Um dos teatros independentes da cidade que precisam ser frequentados!

 

Ficha técnica

Texto e Direção: Edson Bueno

Figurinos e Maquiagem: Aldice Lopes

Programação Visual: Marcos Minini

Elenco: Douglas Lacerda, Guilherme Oliveira, Marcos Maciel, Rafael Wolff, Sandra Prado, Antonio Barros e Robysom Souza.

SERVIÇO

ESTÚDIO DELÍRIO – Rua Saldanha da Gama, 69 – Centro (Próximo ao Museu do Expedicionário) – Telefone: 996931776

Sextas e sábados – 20 horas, domingos – 18 horas. Até 28 de maio. R$ 40 e R$ 20,00 (meia) – estudantes, professores, maiores de 60 anos, classe teatral.

 

Pelados no teatro. E daí?

2 maio, 2017 às 10:02  |  por Helena Carnieri

O que mais me impressionou na única noite do festival Cena Breve à qual consegui ir foi o público. O evento, em sua nona edição, é uma proposta da companhia CiaSenhas. Cada inscrito tem 15 minutos para apresentar algo inédito e fantástico. Em toda essa década de existência (não em anos consecutivos) surgiram criações muito potentes, que depois se desdobraram em espetáculos maiores.

Mas voltando à audiência, como diria a professora Madalena, cicerone do evento e sensitiva. Quando cheguei, a primeira cena já ia pela metade (já tentou por um bebê pra dormir com hora marcada?). Con la Carmen no te metas, avisava a companhia Súbita, um trabalho sobre a violência contra a mulher que ocupou o teatro por dentro e por fora com corpos e mentes desnudados.

O espetáculo ia vibrante, mulheres que esmurram o próprio corpo como em rituais primitivos, e algumas pessoas estavam visivelmente incomodadas. A cada tapa de mão espalmada, quanto mais os peitos e coxas se avermelhavam, olhares me procuravam, seria eu também uma inexperiente em matéria de sustos teatrais? Quase puxei uma garota de lado para confortar, dizer é normal, só sinta isso tudo. Não vão te despir, você eventualmente poderá ir embora.

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Momento de “Con la Carmen no te metas”, da Súbita. Imagem de Elenize Dezgeniski.

O problema eram os rapazes, munidos de celulares, fotografando a nudez e mandando imediatamente aos colegas. Rindo. A violência da ignorância, brutidão receptiva, parecia dialogar com o texto ali em cena. Era um complemento, uma confirmação de que talvez esse momento redundante nas artes em que se fala muito de mulheres com mulheres, sim, talvez realmente esse discurso e esse susto seja necessário e urgente.

Política no teatro?

19 abril, 2017 às 14:39  |  por Helena Carnieri

Aproveito esse espaço para divulgar o trabalho super democrático de Jorge Dubatti, historiador, professor e crítico de teatro com quem conversei para a Folha de S.Paulo. Leia a entrevista abaixo:

‘Amantes do teatro se tornam filósofos’, diz historiador

HELENA CARNIERI

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CURITIBA

Jorge Dubatti, foto tomada por Alejandro Iurman

O conceito de teatro político foi ampliado na América Latina e entrou numa onda de multiplicidade.

A avaliação é do historiador e crítico argentino Jorge Dubatti, 53, para quem “todo amante do teatro torna-se um filósofo do teatro”. Ele difunde há 20 anos diferentes bases teóricas para que se aprimore a experiência de ver um espetáculo –e aquilo que se diz sobre ele depois.

Fundador da Escola de Espectadores de Buenos Aires, onde ministra aulas com lista de espera, lançou o livro “Teatro dos Mortos: Introdução a uma Filosofia do Teatro” (ed. Sesc, 204 págs., R$ 56). Em entrevista à Folha, ele traçou um panorama da pesquisa sobre teatro na América Latina e falou do potencial do teatro político.

Folha – O senhor tem fomentado a filosofia do teatro. Analisar uma obra teatral por meio da semiótica, ou seja, dos signos presentes nela, é insuficiente?

Jorge Dubatti - Há muitas construções científicas sobre o teatro, e cada uma defende uma abordagem diferente, com possibilidades e limitações distintas. As principais são a semiótica, a antropologia, a sociologia e a filosofia.

A semiótica entende o teatro como linguagem, enquanto a filosofia do teatro o compreende como acontecimento, que é uma ideia muito maior.

É fundamental que cada pensador saiba que não há uma única maneira de pensar o teatro e que essas formas podem se combinar e se enriquecer mutuamente.

Em Buenos Aires acreditamos que a forma de compreensão mais rica e abrangente do fenômeno teatral seja a filosofia do teatro, entendida como filosofia da práxis teatral. Daí surge o protagonismo dos artistas na produção desse pensamento.

O livro fala no aumento do número de artistas-pesquisadores. De que forma essa tendência faz avançar a investigação teórica?

A universidade está começando a aceitar as ciências da arte, no sentido da produção de discurso científico (rigoroso, sistemático, fundamentado e validado por uma comunidade de especialistas) sobre os fenômenos artísticos.

Também valoriza cada vez mais os artistas na produção do pensamento, um pensamento que surge da prática, numa filosofia da práxis artística. As combinações são múltiplas: o artista-pesquisador, o pesquisador-artista, as parcerias entre artistas e pesquisadores, e um novo modelo de pesquisador, aquele participativo, que, sem ser artista, faz do meio teatral seu laboratório, seja como espectador, seja como alguém próximo ao contexto de produção, circulação e recepção.

Os artistas-pesquisadores e essas outras combinações produzem um pensamento único, específico, singular, que deve ser promovido e estimulado pela universidade, que se vê diante de um grande desafio na articulação com as artes.

Existe alguma proposta para “controlar cientificamente a qualidade da produção de teatrologia”, conforme o senhor sugere no livro?

Cada comunidade de especialistas possui suas coordenadas de validação, de acordo com as bases epistemológicas, teóricas, metodológicas e analíticas. Muitas vezes essas diferentes coordenadas de validação geram discussões apaixonadas. A ciência é uma aventura cheia de paixão.

A predominância do teatro político hoje estimula produções panfletárias?

Na América Latina, ampliou-se o conceito de teatro político. Hoje observamos a força política do teatro em todos os níveis, na medida em que incide em um campo de poder que vai além dos partidos políticos, mas que pode incluí-los também.

Como se cria uma escola de espectadores?

É um espaço ao qual se convocam espectadores para analisar a cena teatral da cidade. Trata-se de estimulá-los a descobrir e alimentar a maravilha do teatro. Apostamos num espectador companheiro, crítico e filosófico

Aproveito esse espaço para divulgar o trabalho super democrático de Jorge Dubatti, historiador, professor e crítico de teatro com quem conversei para a Folha de S.Paulo. Leia a entrevista abaixo:

O cenário? Roubaram

11 abril, 2017 às 21:05  |  por Helena Carnieri

Fui roubada durante o Festival de Teatro. Alerta para momento dramático: me surrupiaram uma experiência pela qual eu ansiava por motivos afetivos.

O caso é o seguinte. Desde outubro passado, mais ou menos, o grupo Olho Rasteiro ensaiava debaixo da minha janela. Começaram só com as falas, texto na mão. Depois veio um tambor, que os acompanhou até o fim e marcava nosso horário de por as crianças no banho. Quando surgiu o figurino e o cenário, compostos por pernas de pau e uma escada, foi o delírio. Minha mais velha sempre perguntava com cautela: mas são piratas maus ou bonzinhos? O menor, então, era só gritos e aplausos.

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Peça de rua “Os cegos”. Fotos de Annelize Tozetto.

 

Sempre que dava a gente desviava o caminho para passar com o carrinho ao lado do ensaio e espiar um pouco. Parecia bom.

Pois é, deve ser ótima a peça, mas ela, uma das que mais me atraíam no Fringe pelos motivos acima expostos, foi cancelada em suas últimas apresentações. Eram só 3. Após a estreia, a segunda não aconteceu por causa da chuva. E a terceira, porque a escada referida sumiu de dentro do Memorial de Curitiba, onde foram acondicionados os cenários de alguns grupos de rua.

Para não se apresentarem “capengas”, nas palavras de uma integrante, a decisão foi pelo cancelamento.

Que pena, me senti roubada junto com eles.   oscegos3

Curitiba e suas neuroses

6 abril, 2017 às 22:55  |  por Helena Carnieri

Você já leu algo de um escritor curitibano? Pois eu estou em lua de mel com eles. Temos gente com um senso de humor fora de série, que sabe admirar e debochar na medida certa de sua terra natal.

Tá certo que grande parte de nossos escritores são, na verdade, catarinenses. Mas todos de Curitiba no coração e na neurose.

Uma chance de conhecer alguns textos locais está na “II Curitiba Mostra”, que acontece no Teatro José Maria Santos até domingo.

São cinco solos, em que atores experientes da cidade dão voz e corpo a escritos que falam sobre nosso cotidiano, nossas ruas, mas não só isso. Tem muito da alma curitibana e das crises existenciais desse momento.

Acompanhei duas peças. Em “Eu se errei”, o ator e diretor Rafael Camargo interpreta contos de Jamil Snege, “o turco”, escritor e publicitário morto em 2005. Vestindo um pijamão, sobre uma cama de molas sem colchão, ele consegue fazer ver as imagens criadas literariamente por Snege. Passa pela Catedral, a Graciosa, a Boca Maldita. E como é bom conhecer um texto pela via do teatro!

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Rafael Camargo em “Eu se errei”. Foto de Leonardo Lima.

 

Já \todas/ é um xuxu, com exuberância de cenas contemporâneas. O texto de Luci Collin foi uma grata surpresa para mim neste ano. Alguns trechos de seu livro de contos “A árvore todas” foram adaptados e estão no palco com ótimas atrizes.

Com fina ironia, elas falam do que está no imaginário coletivo sobre ser mulher. E sai de baixo.

“todas” tem sessão neste sábado (7 de abril) às 20h no Teatro José Maria Santos, com entrada franca.

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Helena de Jorge Portela (esq.) e Catharine Moreira. Foto de Samira Neves.

 

Se um apartamento falasse

1 abril, 2017 às 11:02  |  por Helena Carnieri

Ele seria assim como Ap da 13. O lar de um ex-aluno do Núcleo de Dramaturgia do Sesi, Eduardo Ramos, tornou-se agregador de dramaturgos, atores, a classe teatral e até gente que nunca foi ao teatro. Situado na quadra seguinte ao viaduto da 13 de Maio, o local tem recebido leituras cênicas às segundas-feiras há 6 meses.

Agora no Festival, recebe uma das mostras especiais do Fringe, a Mostra de Segunda, com gente de alto calibre e muita experimentação.

O clima despojado tem atraído estudantes que, por algum motivo, nunca tinham frequentado teatros.

Aqui vai a programação, que também pode ser consultada no site www.teatrodesegunda.com.

PROGRAMAÇÃO DATAS HORIZONTAL 23 MARÇO SEM APOIADORES

Teatro-cinema e ao vivo no parque

28 março, 2017 às 16:44  |  por Helena Carnieri

E SE ELAS FOSSEM PARA MOSCOU_foto_Aline Macedo_2

Começou o Festival de Teatro, e finalmente recebemos “E se elas fossem para Moscou”, de Christiane Jatahy, nesta quarta (29) e quinta no Guairinha. É uma peça que mescla teatro e cinema fazendo uma adaptação de “As três irmãs”, de Tchékhov. Já tem alguns anos da estreia, mas agora vamos ver e curtir. Programão!

Na rua

O evento também convida neste ano a estar ao ar livre. Só na mostra principal são quatro espetáculos (gratuitos), sem falar em dezenas de outros da mostra paralela Fringe.

Nesta quarta-feira (29) tem “O Campeonato Interdrag de Gaymada” na Praça Osório, que acontece também na quinta (30) no Passeio Público.

“A ideia é interagir com as pessoas que já estão na rua”, contou ao blog a atriz Juliana Abreu. O grupo Toda Deseo simula, ou melhor, realiza de verdade um jogo de caçador/queimada, em meio ao qual é discutida a questão de gênero.

Sábado (1º de abril) e domingo o mesmo grupo mineiro apresenta “Nossa Senhora [da Luz]” na Praça Santos Dumont (o espetáculo é itinerante, indo até a Catedral). Tudo se passa numa rua onde mora uma família tradicional, que, ao longo do tempo, vai se transformando a partir das decepções e modificações de cinco senhoras.

 

Brasília, política e mulheres

27 março, 2017 às 15:37  |  por Helena Carnieri

brasilia

A política atual é uma constante em grande parte dos espetáculos em cartaz no Festival de Curitiba que começa nesta terça-feira (28 de março). Mas o passado que não pode ser esquecido volta à tona em montagens como “Duas gotas de lágrimas no frasco de perfume”, que chega de Brasília para apresentações de 6 a 9 de abril no Mini-Guaíra.

Com texto e direção de Sergio Maggio, a peça aborda o desaparecimento de pessoas durante a ditadura sob o ponto de vista de mães, filhas e companheiras. Com essa peça, o grupo Criaturas Alaranjadas alcançou destaque no ano passado na cena brasiliense.

No enredo, quatro mulheres contam suas dores particulares, mas que têm muita relação entre si. As atrizes são acompanhadas por um performer e pianista ao vivo.

O texto parte do “Esperando Godot” de Beckett, que serviu como gatilho para falar de experiências pessoais.

 

SERVIÇO

“Duas gotas de lágrimas no frasco de perfume”

Mini-Guaíra (Rua XV de Novembro, 971).

Dias 6 e 7 de abril às 15h; dia 8 às 18h e 9 às 21h. Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Duração: 70 minutos. Idade mínima: 12 anos. Ingressos à venda no site do Festival de Teatro, no Memorial de Curitiba e no Shopping Barigui.

Desenho em movimento

21 março, 2017 às 17:44  |  por Helena Carnieri

 

A cada ano o Festival de Teatro atrai novas manifestações artísticas. Dessa vez, alguns espetáculos serão assistidos por desenhistas munidos de suas pranchetas e lápis. Os Desenhadores de Rua, projeto de extensão da UTFPR, colocará cerca de 30 jovens na plateia de peças que, a princípio, prometam render bons registros.

É o caso de “Próspero e os Orixás”, espetáculo que faz uma leitura afro-brasileira da “Tempestade”, de Shakespeare. Com direção de Amir Haddad, a peça será encenada na Praça Santo Andrade. Outras obras de rua também estão no alvo dos aprendizes, que são coordenados pelo pesquisador José Marconi.

desenho festival

Mas o objetivo é desenhar também peças em teatros fechados, como “Nós” e os espetáculos de dança da mostra “Mova”.

“É um desafio captar o corpo em movimento, e isso foi algo que me fez pesquisar novas estratégias”, contou Marconi ao blog. Cada artista deverá sair com vários esquetes daquilo que assistiu, resultando em algo semelhante a um storyboard.

A ideia é captar, quando possível, cenas dos bastidores também, como o trabalho dos maquiadores. O projeto tem apoio do Sesc Paço da Liberdade, que poderá no futuro transformar alguns dos trabalhos em Pacotes de Desenho.

Marconi é um dos idealizadores de outro grupo de sketchers ao ar livre, o Croquis Urbanos, que já tem quatro anos de atividades e capta cenas de Curitiba.

Não precisa amar

19 março, 2017 às 23:06  |  por Helena Carnieri

Falta uma semana para nossa festa anual do teatro, e que venham os espetáculos! Quem segue o evento todo ano provavelmente já comprou ingressos.

Vou falar de algumas atrações do Fringe nos próximos posts, a mostra paralela com tanta coisa que torna difícil se guiar para escolher. Muitas peças são de Curitiba mesmo e já tiveram temporada, como “LOVLOVLOV – peça única dividida em cinco choques”.

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Como eu assisti durante a temporada, vou contar algumas coisas, apesar de que algumas pessoas consideram isso spoiler. O texto foi criado em conjunto entre os dois atores (Fernando de Proença e Diego Marchioro) e a diretora Isabel Teixeira a partir de cartas escritas por Carmen Miranda (1909-1955). Sim, a cantora “com bananas na cabeça”, que alcançou Hollywood mas pagou um preço emocional alto por isso.

Esse é o ponto de ignição para a criação, que extrapola qualquer intenção de contar uma história a partir da correspondência da artista.

Instalados dentro de cabines, os atores nos perturbam com seu olhar, fala e gestos, além de serem submetidos a uma crescente saraivada de sujeira. Percebeu? É uma daquelas peças que não se preocupam em significar nem em serem amadas. Daí a ironia do título, que remete à paixão contida nas confissões de Carmen.

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Serão 8 apresentações gratuitas: dias 29 e 30 de março e de 3 a 6 de abril às 19h. Dias 30 e 6, também às 17h. Sempre no Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França (Av. Marechal Floria  no Peixoto, 458. Fone 41  3322-2111.

Outro destaque é a musicista Edith de Camargo, que está em cena e está incrível. Ponto.Vide abaixo:

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Além das apresentações, o grupo oferece oficinas sobre várias facetas da criação cênica, mas já com inscrições encerradas. Dia 5 de abril, às 20h, também acontece um bate-papo com os artistas após a apresentação.