Hotel Califórnia

10 julho, 2017 às 18:00  |  por Helena Carnieri

berço

Lendo colunas antigas sobre maternidade – mais do palco da vida, gente – só posso dizer ah….se eu soubesse então o que eu não sei hoje! Escrever dando dica de como fazer o bebê dormir, é, dona Helena? Se Nelson Rodrigues disse mesmo “jovens, envelheçam”, eu diria “casais que falam demais do filho (tipo nós), tenham o segundo filho…”

Tem gente que chama isso de “cuspir pra cima” (cai na cara). Pavonear-se de algo que fazemos “ó tão bem” e de repente… tudo errado.

Com minha primeira filha foi tão mil maravilhas essa coisa de dormir, que o segundo está aproveitando a brecha pra pedir colo de hora em hora. De madrugada. O pior mesmo não é isso, é que…nós damos! Que fim deram os livros que ensinam a fazer dormir, toda a oração a esse respeito, o que aconteceu com nossas vidas? Sério, eu dormia tão bem. Enfim, resta o desabafo de quem ainda está na tormenta mas sabe que um dia sairá dela. Não é possível que com 17 anos ele continue chorando à noite. Espero realmente que não.

Dá também para rir um pouco. Por exemplo, ao seguir a sugestão da psicóloga da escola: “se precisar durma você no berço dele, mas não leve para a sua cama”. Pois é, eu fiz isso. Baixei a grade, thcum pra dentro com ele no pescoço, meia hora pra desgrudar, e aí começa o contorcionismo digno de um Houldini saindo das algemas dentro de um tanque de água. Entrar foi fácil, mas quem disse que consigo sair do berço? Subitamente me senti no aeroporto de Tel Aviv, onde descobri que sair de Israel é muito mais difícil do que entrar, não me pergunte por quê.

Mas tudo bem. O bebê muda de hábitos como quem muda a fralda, então vamos esperar que logo venham mudanças noturnas para melhor!

Chaplin no teatro

22 junho, 2017 às 21:40  |  por Helena Carnieri
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Foto de Isabelle Neri.

 

Uma visão coletiva do estilo de Chaplin de atuar está no espetáculo “Um mundo debaixo do meu chapéu”. O espetáculo, da Companhia do Abração, tem uma sessão neste domingo (25) às 16h na sede do grupo.

A escolha por representar o palhaço do chapéu coco no palco é, nas palavras da diretora Letícia Guimarães, uma homenagem à “genialidade de seu silêncio”. O espetáculo deixa de lado a solidão um tanto melancólica de Chaplin e põe em cena três atores (Blás Torres, Edgard Assumpção e Kamila Ferrazzi).

Usando sombras e objetos, eles revivem algumas cenas clássicas dos filmes de Charles Chaplin, como a do “balé dos pãezinhos” em sua simplicidade poética.

SERVIÇO

UM MUNDO DEBAIXO DO MEU CHAPÉU

Apresentação: Dia 25/07/2017

Horário:  domingo, às 16h.

Local: Sala Raul Cruz, sede da Cia. do Abração. Rua Paulo Ildefonso Assumpção, 725 -  Bacacheri – Curitiba – PR

Entrada: franca

Duração: 50 minutos

Classificação indicativa: Livre – Indicado para todas as idades.

FICHA TÉCNICA

Direção: Letícia Guimarães

Dramaturgia: Criação coletiva sob a supervisão de Letícia Guimarães

Cenografia e figurinos: Simone Pontes

Iluminação: Blás Torres e Edgard Assumpção

Sonoplastia, composição e direção musical: O grupo

Elenco: Blás Torres, Edgard Assumpção e Kamila Ferrazzi

 

Quero ser a mãe da Peppa

6 junho, 2017 às 22:22  |  por Helena Carnieri

peppa

Quero ser a mãe da Peppa. Serena, senhora de si, não se incomoda com a bagunça geral que aqueles porquinhos armam. Ou pelo menos não aparenta nos 5 minutos de desenho. Se ela vai fazer bolo, é óbvio que põe os dois filhos para ajudar, mesmo que espirre massa de chocolate por tudo. E ainda dá risada junto com a garotada.

Já eu estou com sintomas de child burnout, se isso existe. Solto fogo pelas ventas, derramou iogurte é bronca na certa. Nem o nenê escapa, apelidado de “preazinho selvagem”, e isso nos bons dias.

Por isso quero a serenidade da Senhora Pig, essa senhora de si cor de rosa.

Só que não. Hoje eu tinha só uma meta extra filhos: tirar o esmalte das unhas, e, se desse um golpe de sorte, quem sabe até cortar e lixar. Então, antes mesmo que o segundo acordasse, já tinha botado meu plano em ação. Às 8h35 estava tirando tudo do armário de venenos em busca do óleo de banana. A acetona já tinha evaporado no ano sem uso e o lencinho removedor que sobrou da última viagem só deu para uma mão.

Com a outra, a de unhas ainda vermelho descascado, digitei no whattsapp “tá em casa?” para minhas duas amigas do prédio. Uma respondeu, sim, tinha acetona. “Tô colocando o elevador”, mas eu só vi 5 minutos depois. O pacotinho ficou lá, subindo e descendo. Enquanto isso eu raspava a parte queimada das torradas.

Quando saí esperar o elevador, que demorou, porque vinha sempre o errado, sem acetona, a vizinha abriu a porta. De roupão, perguntou o que era esse cheiro de queimado. “A torradeira”, expliquei, também de pijama. Por sorte nos damos bem. Taí algo do mundo da Peppa que existe na minha vida.

Kafka é aqui

23 maio, 2017 às 21:52  |  por Helena Carnieri
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Foto de Chico Nogueira.

O  diretor Edson Bueno ataca novamente o universo de Franz Kafka, ou melhor, imerge nele em sua nova estreia, “Organismo Kafka”. Numa colagem e adaptação a partir de textos do autor tcheco, a obra nos coloca no sopé de um Castelo. Não exatamente aquele do romance inacabado “O Castelo”, mas certamente essa é uma referência forte. Outras são as “Narrativas do Espólio”, a “Metamorfose” e “O Processo”.

Nas palavras do diretor em entrevista ao blog: “O Kafka que mora e se esconde dentro do meu coração é inquieto, provocador e insatisfeito. E acabou que o K de ‘Organismo Kafka’ é um pouco o meu sentimento de artista numa sociedade onde a palavra, a arte, a criação está cada vez menos inquieta e mais conformada. Uma leitura de Kafka e sua literatura, mas também um pesadelo.”

Estamos junto com os personagens nesse lugar de medo e expectativa, enquanto não se sabe o que pode vir, de bom ou ruim, das alturas do poder.

Na peça de Bueno, K. é um escritor empobrecido que chega a um vilarejo escuro e frio (como é toda a literatura de Kafka, não?). Ali se vê nas mãos de uma gangue de _ bandidos? mortos-vivos? _ que tornarão sua vida ainda pior.

Vale lembrar que as obras de Edson Bueno há algum tempo acontecem em seu espaço próprio, o Estúdio Delírio. Um dos teatros independentes da cidade que precisam ser frequentados!

 

Ficha técnica

Texto e Direção: Edson Bueno

Figurinos e Maquiagem: Aldice Lopes

Programação Visual: Marcos Minini

Elenco: Douglas Lacerda, Guilherme Oliveira, Marcos Maciel, Rafael Wolff, Sandra Prado, Antonio Barros e Robysom Souza.

SERVIÇO

ESTÚDIO DELÍRIO – Rua Saldanha da Gama, 69 – Centro (Próximo ao Museu do Expedicionário) – Telefone: 996931776

Sextas e sábados – 20 horas, domingos – 18 horas. Até 28 de maio. R$ 40 e R$ 20,00 (meia) – estudantes, professores, maiores de 60 anos, classe teatral.

 

Pelados no teatro. E daí?

2 maio, 2017 às 10:02  |  por Helena Carnieri

O que mais me impressionou na única noite do festival Cena Breve à qual consegui ir foi o público. O evento, em sua nona edição, é uma proposta da companhia CiaSenhas. Cada inscrito tem 15 minutos para apresentar algo inédito e fantástico. Em toda essa década de existência (não em anos consecutivos) surgiram criações muito potentes, que depois se desdobraram em espetáculos maiores.

Mas voltando à audiência, como diria a professora Madalena, cicerone do evento e sensitiva. Quando cheguei, a primeira cena já ia pela metade (já tentou por um bebê pra dormir com hora marcada?). Con la Carmen no te metas, avisava a companhia Súbita, um trabalho sobre a violência contra a mulher que ocupou o teatro por dentro e por fora com corpos e mentes desnudados.

O espetáculo ia vibrante, mulheres que esmurram o próprio corpo como em rituais primitivos, e algumas pessoas estavam visivelmente incomodadas. A cada tapa de mão espalmada, quanto mais os peitos e coxas se avermelhavam, olhares me procuravam, seria eu também uma inexperiente em matéria de sustos teatrais? Quase puxei uma garota de lado para confortar, dizer é normal, só sinta isso tudo. Não vão te despir, você eventualmente poderá ir embora.

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Momento de “Con la Carmen no te metas”, da Súbita. Imagem de Elenize Dezgeniski.

O problema eram os rapazes, munidos de celulares, fotografando a nudez e mandando imediatamente aos colegas. Rindo. A violência da ignorância, brutidão receptiva, parecia dialogar com o texto ali em cena. Era um complemento, uma confirmação de que talvez esse momento redundante nas artes em que se fala muito de mulheres com mulheres, sim, talvez realmente esse discurso e esse susto seja necessário e urgente.

Política no teatro?

19 abril, 2017 às 14:39  |  por Helena Carnieri

Aproveito esse espaço para divulgar o trabalho super democrático de Jorge Dubatti, historiador, professor e crítico de teatro com quem conversei para a Folha de S.Paulo. Leia a entrevista abaixo:

‘Amantes do teatro se tornam filósofos’, diz historiador

HELENA CARNIERI

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CURITIBA

Jorge Dubatti, foto tomada por Alejandro Iurman

O conceito de teatro político foi ampliado na América Latina e entrou numa onda de multiplicidade.

A avaliação é do historiador e crítico argentino Jorge Dubatti, 53, para quem “todo amante do teatro torna-se um filósofo do teatro”. Ele difunde há 20 anos diferentes bases teóricas para que se aprimore a experiência de ver um espetáculo –e aquilo que se diz sobre ele depois.

Fundador da Escola de Espectadores de Buenos Aires, onde ministra aulas com lista de espera, lançou o livro “Teatro dos Mortos: Introdução a uma Filosofia do Teatro” (ed. Sesc, 204 págs., R$ 56). Em entrevista à Folha, ele traçou um panorama da pesquisa sobre teatro na América Latina e falou do potencial do teatro político.

Folha – O senhor tem fomentado a filosofia do teatro. Analisar uma obra teatral por meio da semiótica, ou seja, dos signos presentes nela, é insuficiente?

Jorge Dubatti - Há muitas construções científicas sobre o teatro, e cada uma defende uma abordagem diferente, com possibilidades e limitações distintas. As principais são a semiótica, a antropologia, a sociologia e a filosofia.

A semiótica entende o teatro como linguagem, enquanto a filosofia do teatro o compreende como acontecimento, que é uma ideia muito maior.

É fundamental que cada pensador saiba que não há uma única maneira de pensar o teatro e que essas formas podem se combinar e se enriquecer mutuamente.

Em Buenos Aires acreditamos que a forma de compreensão mais rica e abrangente do fenômeno teatral seja a filosofia do teatro, entendida como filosofia da práxis teatral. Daí surge o protagonismo dos artistas na produção desse pensamento.

O livro fala no aumento do número de artistas-pesquisadores. De que forma essa tendência faz avançar a investigação teórica?

A universidade está começando a aceitar as ciências da arte, no sentido da produção de discurso científico (rigoroso, sistemático, fundamentado e validado por uma comunidade de especialistas) sobre os fenômenos artísticos.

Também valoriza cada vez mais os artistas na produção do pensamento, um pensamento que surge da prática, numa filosofia da práxis artística. As combinações são múltiplas: o artista-pesquisador, o pesquisador-artista, as parcerias entre artistas e pesquisadores, e um novo modelo de pesquisador, aquele participativo, que, sem ser artista, faz do meio teatral seu laboratório, seja como espectador, seja como alguém próximo ao contexto de produção, circulação e recepção.

Os artistas-pesquisadores e essas outras combinações produzem um pensamento único, específico, singular, que deve ser promovido e estimulado pela universidade, que se vê diante de um grande desafio na articulação com as artes.

Existe alguma proposta para “controlar cientificamente a qualidade da produção de teatrologia”, conforme o senhor sugere no livro?

Cada comunidade de especialistas possui suas coordenadas de validação, de acordo com as bases epistemológicas, teóricas, metodológicas e analíticas. Muitas vezes essas diferentes coordenadas de validação geram discussões apaixonadas. A ciência é uma aventura cheia de paixão.

A predominância do teatro político hoje estimula produções panfletárias?

Na América Latina, ampliou-se o conceito de teatro político. Hoje observamos a força política do teatro em todos os níveis, na medida em que incide em um campo de poder que vai além dos partidos políticos, mas que pode incluí-los também.

Como se cria uma escola de espectadores?

É um espaço ao qual se convocam espectadores para analisar a cena teatral da cidade. Trata-se de estimulá-los a descobrir e alimentar a maravilha do teatro. Apostamos num espectador companheiro, crítico e filosófico

Aproveito esse espaço para divulgar o trabalho super democrático de Jorge Dubatti, historiador, professor e crítico de teatro com quem conversei para a Folha de S.Paulo. Leia a entrevista abaixo:

O cenário? Roubaram

11 abril, 2017 às 21:05  |  por Helena Carnieri

Fui roubada durante o Festival de Teatro. Alerta para momento dramático: me surrupiaram uma experiência pela qual eu ansiava por motivos afetivos.

O caso é o seguinte. Desde outubro passado, mais ou menos, o grupo Olho Rasteiro ensaiava debaixo da minha janela. Começaram só com as falas, texto na mão. Depois veio um tambor, que os acompanhou até o fim e marcava nosso horário de por as crianças no banho. Quando surgiu o figurino e o cenário, compostos por pernas de pau e uma escada, foi o delírio. Minha mais velha sempre perguntava com cautela: mas são piratas maus ou bonzinhos? O menor, então, era só gritos e aplausos.

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Peça de rua “Os cegos”. Fotos de Annelize Tozetto.

 

Sempre que dava a gente desviava o caminho para passar com o carrinho ao lado do ensaio e espiar um pouco. Parecia bom.

Pois é, deve ser ótima a peça, mas ela, uma das que mais me atraíam no Fringe pelos motivos acima expostos, foi cancelada em suas últimas apresentações. Eram só 3. Após a estreia, a segunda não aconteceu por causa da chuva. E a terceira, porque a escada referida sumiu de dentro do Memorial de Curitiba, onde foram acondicionados os cenários de alguns grupos de rua.

Para não se apresentarem “capengas”, nas palavras de uma integrante, a decisão foi pelo cancelamento.

Que pena, me senti roubada junto com eles.   oscegos3

Curitiba e suas neuroses

6 abril, 2017 às 22:55  |  por Helena Carnieri

Você já leu algo de um escritor curitibano? Pois eu estou em lua de mel com eles. Temos gente com um senso de humor fora de série, que sabe admirar e debochar na medida certa de sua terra natal.

Tá certo que grande parte de nossos escritores são, na verdade, catarinenses. Mas todos de Curitiba no coração e na neurose.

Uma chance de conhecer alguns textos locais está na “II Curitiba Mostra”, que acontece no Teatro José Maria Santos até domingo.

São cinco solos, em que atores experientes da cidade dão voz e corpo a escritos que falam sobre nosso cotidiano, nossas ruas, mas não só isso. Tem muito da alma curitibana e das crises existenciais desse momento.

Acompanhei duas peças. Em “Eu se errei”, o ator e diretor Rafael Camargo interpreta contos de Jamil Snege, “o turco”, escritor e publicitário morto em 2005. Vestindo um pijamão, sobre uma cama de molas sem colchão, ele consegue fazer ver as imagens criadas literariamente por Snege. Passa pela Catedral, a Graciosa, a Boca Maldita. E como é bom conhecer um texto pela via do teatro!

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Rafael Camargo em “Eu se errei”. Foto de Leonardo Lima.

 

Já \todas/ é um xuxu, com exuberância de cenas contemporâneas. O texto de Luci Collin foi uma grata surpresa para mim neste ano. Alguns trechos de seu livro de contos “A árvore todas” foram adaptados e estão no palco com ótimas atrizes.

Com fina ironia, elas falam do que está no imaginário coletivo sobre ser mulher. E sai de baixo.

“todas” tem sessão neste sábado (7 de abril) às 20h no Teatro José Maria Santos, com entrada franca.

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Helena de Jorge Portela (esq.) e Catharine Moreira. Foto de Samira Neves.

 

Se um apartamento falasse

1 abril, 2017 às 11:02  |  por Helena Carnieri

Ele seria assim como Ap da 13. O lar de um ex-aluno do Núcleo de Dramaturgia do Sesi, Eduardo Ramos, tornou-se agregador de dramaturgos, atores, a classe teatral e até gente que nunca foi ao teatro. Situado na quadra seguinte ao viaduto da 13 de Maio, o local tem recebido leituras cênicas às segundas-feiras há 6 meses.

Agora no Festival, recebe uma das mostras especiais do Fringe, a Mostra de Segunda, com gente de alto calibre e muita experimentação.

O clima despojado tem atraído estudantes que, por algum motivo, nunca tinham frequentado teatros.

Aqui vai a programação, que também pode ser consultada no site www.teatrodesegunda.com.

PROGRAMAÇÃO DATAS HORIZONTAL 23 MARÇO SEM APOIADORES

Teatro-cinema e ao vivo no parque

28 março, 2017 às 16:44  |  por Helena Carnieri

E SE ELAS FOSSEM PARA MOSCOU_foto_Aline Macedo_2

Começou o Festival de Teatro, e finalmente recebemos “E se elas fossem para Moscou”, de Christiane Jatahy, nesta quarta (29) e quinta no Guairinha. É uma peça que mescla teatro e cinema fazendo uma adaptação de “As três irmãs”, de Tchékhov. Já tem alguns anos da estreia, mas agora vamos ver e curtir. Programão!

Na rua

O evento também convida neste ano a estar ao ar livre. Só na mostra principal são quatro espetáculos (gratuitos), sem falar em dezenas de outros da mostra paralela Fringe.

Nesta quarta-feira (29) tem “O Campeonato Interdrag de Gaymada” na Praça Osório, que acontece também na quinta (30) no Passeio Público.

“A ideia é interagir com as pessoas que já estão na rua”, contou ao blog a atriz Juliana Abreu. O grupo Toda Deseo simula, ou melhor, realiza de verdade um jogo de caçador/queimada, em meio ao qual é discutida a questão de gênero.

Sábado (1º de abril) e domingo o mesmo grupo mineiro apresenta “Nossa Senhora [da Luz]” na Praça Santos Dumont (o espetáculo é itinerante, indo até a Catedral). Tudo se passa numa rua onde mora uma família tradicional, que, ao longo do tempo, vai se transformando a partir das decepções e modificações de cinco senhoras.