Teatro-cinema e ao vivo no parque

28 março, 2017 às 16:44  |  por Helena Carnieri

E SE ELAS FOSSEM PARA MOSCOU_foto_Aline Macedo_2

Começou o Festival de Teatro, e finalmente recebemos “E se elas fossem para Moscou”, de Christiane Jatahy, nesta quarta (29) e quinta no Guairinha. É uma peça que mescla teatro e cinema fazendo uma adaptação de “As três irmãs”, de Tchékhov. Já tem alguns anos da estreia, mas agora vamos ver e curtir. Programão!

Na rua

O evento também convida neste ano a estar ao ar livre. Só na mostra principal são quatro espetáculos (gratuitos), sem falar em dezenas de outros da mostra paralela Fringe.

Nesta quarta-feira (29) tem “O Campeonato Interdrag de Gaymada” na Praça Osório, que acontece também na quinta (30) no Passeio Público.

“A ideia é interagir com as pessoas que já estão na rua”, contou ao blog a atriz Juliana Abreu. O grupo Toda Deseo simula, ou melhor, realiza de verdade um jogo de caçador/queimada, em meio ao qual é discutida a questão de gênero.

Sábado (1º de abril) e domingo o mesmo grupo mineiro apresenta “Nossa Senhora [da Luz]” na Praça Santos Dumont (o espetáculo é itinerante, indo até a Catedral). Tudo se passa numa rua onde mora uma família tradicional, que, ao longo do tempo, vai se transformando a partir das decepções e modificações de cinco senhoras.

 

Brasília, política e mulheres

27 março, 2017 às 15:37  |  por Helena Carnieri

brasilia

A política atual é uma constante em grande parte dos espetáculos em cartaz no Festival de Curitiba que começa nesta terça-feira (28 de março). Mas o passado que não pode ser esquecido volta à tona em montagens como “Duas gotas de lágrimas no frasco de perfume”, que chega de Brasília para apresentações de 6 a 9 de abril no Mini-Guaíra.

Com texto e direção de Sergio Maggio, a peça aborda o desaparecimento de pessoas durante a ditadura sob o ponto de vista de mães, filhas e companheiras. Com essa peça, o grupo Criaturas Alaranjadas alcançou destaque no ano passado na cena brasiliense.

No enredo, quatro mulheres contam suas dores particulares, mas que têm muita relação entre si. As atrizes são acompanhadas por um performer e pianista ao vivo.

O texto parte do “Esperando Godot” de Beckett, que serviu como gatilho para falar de experiências pessoais.

 

SERVIÇO

“Duas gotas de lágrimas no frasco de perfume”

Mini-Guaíra (Rua XV de Novembro, 971).

Dias 6 e 7 de abril às 15h; dia 8 às 18h e 9 às 21h. Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Duração: 70 minutos. Idade mínima: 12 anos. Ingressos à venda no site do Festival de Teatro, no Memorial de Curitiba e no Shopping Barigui.

Desenho em movimento

21 março, 2017 às 17:44  |  por Helena Carnieri

 

A cada ano o Festival de Teatro atrai novas manifestações artísticas. Dessa vez, alguns espetáculos serão assistidos por desenhistas munidos de suas pranchetas e lápis. Os Desenhadores de Rua, projeto de extensão da UTFPR, colocará cerca de 30 jovens na plateia de peças que, a princípio, prometam render bons registros.

É o caso de “Próspero e os Orixás”, espetáculo que faz uma leitura afro-brasileira da “Tempestade”, de Shakespeare. Com direção de Amir Haddad, a peça será encenada na Praça Santo Andrade. Outras obras de rua também estão no alvo dos aprendizes, que são coordenados pelo pesquisador José Marconi.

desenho festival

Mas o objetivo é desenhar também peças em teatros fechados, como “Nós” e os espetáculos de dança da mostra “Mova”.

“É um desafio captar o corpo em movimento, e isso foi algo que me fez pesquisar novas estratégias”, contou Marconi ao blog. Cada artista deverá sair com vários esquetes daquilo que assistiu, resultando em algo semelhante a um storyboard.

A ideia é captar, quando possível, cenas dos bastidores também, como o trabalho dos maquiadores. O projeto tem apoio do Sesc Paço da Liberdade, que poderá no futuro transformar alguns dos trabalhos em Pacotes de Desenho.

Marconi é um dos idealizadores de outro grupo de sketchers ao ar livre, o Croquis Urbanos, que já tem quatro anos de atividades e capta cenas de Curitiba.

Não precisa amar

19 março, 2017 às 23:06  |  por Helena Carnieri

Falta uma semana para nossa festa anual do teatro, e que venham os espetáculos! Quem segue o evento todo ano provavelmente já comprou ingressos.

Vou falar de algumas atrações do Fringe nos próximos posts, a mostra paralela com tanta coisa que torna difícil se guiar para escolher. Muitas peças são de Curitiba mesmo e já tiveram temporada, como “LOVLOVLOV – peça única dividida em cinco choques”.

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Como eu assisti durante a temporada, vou contar algumas coisas, apesar de que algumas pessoas consideram isso spoiler. O texto foi criado em conjunto entre os dois atores (Fernando de Proença e Diego Marchioro) e a diretora Isabel Teixeira a partir de cartas escritas por Carmen Miranda (1909-1955). Sim, a cantora “com bananas na cabeça”, que alcançou Hollywood mas pagou um preço emocional alto por isso.

Esse é o ponto de ignição para a criação, que extrapola qualquer intenção de contar uma história a partir da correspondência da artista.

Instalados dentro de cabines, os atores nos perturbam com seu olhar, fala e gestos, além de serem submetidos a uma crescente saraivada de sujeira. Percebeu? É uma daquelas peças que não se preocupam em significar nem em serem amadas. Daí a ironia do título, que remete à paixão contida nas confissões de Carmen.

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Serão 8 apresentações gratuitas: dias 29 e 30 de março e de 3 a 6 de abril às 19h. Dias 30 e 6, também às 17h. Sempre no Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França (Av. Marechal Floria  no Peixoto, 458. Fone 41  3322-2111.

Outro destaque é a musicista Edith de Camargo, que está em cena e está incrível. Ponto.Vide abaixo:

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Além das apresentações, o grupo oferece oficinas sobre várias facetas da criação cênica, mas já com inscrições encerradas. Dia 5 de abril, às 20h, também acontece um bate-papo com os artistas após a apresentação.

Como plantar um teatro

10 março, 2017 às 15:01  |  por Helena Carnieri

Apesar de a cultura ser (erroneamente) considerada um supérfluo em tempos de crise, tem espaço cultural abrindo as portas! É uma boa notícia para o fim de semana. O Ave Lola, que manteve uma casa-teatro-jardim por 5 anos no bairro São Francisco, agora se transfere para o centrão de Curitiba (Av. Marechal Deodoro, 1.227).

O novo teatro.

O novo teatro.

É um imóvel bem maior, ainda em reforma (abre oficialmente dia 29 de março). Mas neste sábado (11 de março) já tem um open house. Será um brunch das 10h às 15h, com música ao vivo a partir das 14h com The Cave Family. É só trazer uma plantinha como doação para o jardim. Algumas sugestões do grupo são begônias, samambaias, xaxins, bromélias, lírios, trepadeiras, palmeirinhas e butiás!

A vida é palco conversou com a diretora Ana Rosa Tezza sobre os planos para o ano. Veja alguns destaques:

A diretora Ana Rosa, ao centro, e sua trupe.

A diretora Ana Rosa, ao centro, e sua trupe.

JARDIM

O novo quintal é bem menor no novo espaço do Ave Lola, com 4 metros quadrados, mas a ideia é continuar mantendo um jardim bacana. Será usado o ‘conceito japonês’ de cuidado extremo em dimensões pequenas, incluindo ainda a jardinagem vertical, com plantas em paredes, e canteiros.

FESTIVAL

A cada ano o Ave Lola amplia sua presença no Festiva de Teatro. Neste ano, a festa de abertura do novo espaço foi marcada para o início do evento (29 de março), e o grupo tem uma mostra maior de trabalhos. Além do seu já clássico “Malefício da Mariposa” com três novos atores no elenco e da premiada “Nuon”, serão apresentadas outras três peças de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Também haverá dois bate-papos: sobre a presença das mulheres na arte e o processo de criação artística.

PAGUE QUANTO VALE

Uma das marcas do Ave Lola desde seu início foi a adoção do sistema “pague quanto vale”. Ao final do espetáculo, o público é convidado a contribuir. A passada de chapéu tem tido bons resultados, porque, segundo Ana, “as pessoas estão cada vez mais conscientes e contribuindo dentro de suas possibilidades”, ou seja, não veem a situação como uma forma de “economizar”. Neste ano, a direção do festival concordou em permitir esse sistema e cerca de 40 outras atrações aderiram.

SERVIÇO
Doe uma Planta para o jardim da Ave Lola
Local: Ave Lola Espaço de Criação (Rua Marechal Deodoro, 1227 – Centro)
Data: 11 de março (sábado)
Horário: das 10h às 15h
Página no Facebook: www.facebook.com/avelolaespacaodecriacao

 

Peça tem canções de Alexandre Nero

6 março, 2017 às 16:06  |  por Helena Carnieri
Imagem de Marcelo Almeida

Imagem de Marcelo Almeida

Rock e chuva, melancolia e fúria, literatura e alma jovem são algumas facetas da cultura em Curitiba. E elas estão retratadas em “Tom – 208 beijos e abraçossemfim”, espetáculo que estreia nesta quarta-feira (8 de março) no Teatro Novelas Curitibanas.

A peça tem canções originais de Alexandre Nero e Gilson Fukushima, que quebram num espanto o lirismo do texto (do diretor Marcos Damaceno). A dobradinha salienta essa cara punk-poética da cidade. Além dos atores, estão em cena músicos que executam a trilha ao vivo. Em uma das performances sonoras, a soprano Mariana Thomas mostra sua voz treinada para ópera.

O espectador do Novelas nunca sabe por que porta irá entrar ou onde estará posicionado o palco. Dessa vez, os atores giram em três círculos concêntricos sobre plataformas que exigem, além de todas as habilidades envolvidas na atuação, o equilíbrio constante.

No centro, Tom está em seu quarto, mas também está no abraço mais gostoso de sua vida. O personagem, vivido por Ranieri Gonzalez, ouve vozes que chamam seu nome, numa repetição que enfatiza o abismo da loucura.

Outra inovação do espetáculo é unir três atores veteranos (além de Ranieri, Rosana Stavis e Zeca Cenovicz) e três estreantes (além de Mariana, Marrara Mara e Pedro Latro).

SERVIÇO

TEATRO NOVELAS CURITIBANAS
Rua Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco
De 2 a 26 de março – quarta a domingo às 20h – ENTRADA FRANCA
Durante o Festival de Teatro de Curitiba: de 30 de março a 09 de abril – quinta a domingo às 19h (R$30)
Informações: (41) 33213358
*Classificação 14 anos
*Duração 60min.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e Direção Marcos Damaceno

Assistência de Direção Marrara Mara

Elenco: Rosana Stavis; Zeca Cenovicz; Ranieri Gonzales; Mariana Thomas e Pedro Latro.

Músicos: Priscila Graciano; Sergio Justen; Robson Zan Zanlucas.

Musica Original: Alexandre Nero e Gilson Fukushima

Direção Musical: Gilson Fukushima

Iluminação: Beto Bruel

Cenografia: Marcos Damaceno

Figurino: Maureen Miranda

Cenotécnicos: Paulo Carvalho; Paulo Pessin

Operador de Luz: Debora Zanatta

Operador de Som: Guto Gevaerd

Direção de Produção: Luis Roberto Meira

Produção Executiva: Diego Marchioro

Assistência de Produção: Thomaz Marcondes e Rosa Aragón

Designer Gráfico: Foca Cruz

Fotografia: Marcelo Almeida

Teaser e Registro de Vídeo: Alan Raffo

Realização: Marcos Damaceno Companhia de Teatro e Araucária Produções Artísticas

Elas escrevem sem vergonha

3 março, 2017 às 18:22  |  por Helena Carnieri
Luci Collin, Assionara Souza e Carol Sakura são escritoras que atuam em Curitiba. Foto de Theo Marques/Folhapress

Luci Collin, Assionara Souza e Carol Sakura são escritoras que atuam em Curitiba. Foto de Theo Marques/Folhapress

É só o quinto post e este blog já abraça outros temas para além das artes cênicas. O que é bom! Abaixo as camisas de força.

Por outro lado, vou falar de mulheres que, todo mês, encenam performances em que são donas de sua voz. Em saraus mensais, as Marianas lêem textos próprios, perdendo aos poucos a vergonha de mostrar seus pensamentos e criações.

O coletivo lança mais 11 livros neste 8 de Março (quarta-feira), por meio do selo Marianas Edições. A festa será na Cia dos Palhaços (Alameda Princesa Izabel, 465, São Francisco) das 19h às 22hs. Além de leituras, haverá um cover da Tina Turner!

Veja a lista de livros e autoras e, abaixo, matéria que publiquei sobre iniciativas como esta na Folha de S.Paulo:

- Araci Labiak – “Impermanências”
- Deisi Jaguatirica – “Amo em Rascunho (Não ouso passá-lo a limpo)”
- Elciana Goedert – “Nutrisia”
- Francielle Costacurta – “Poética livre”
- Jaqueline Balthazar Silva – “Sobre sonhos, encontros e desencontros”
- Lia Finn – “A Madrasta: entre o espelho e a maçã”
- Marli Carvalho da Silva – “Raízes Acesas em Solo de Nuvens”
- Patrícia Claudine Hoffmann – “Feito Vértebras de Colibris”
- Rita Maria Kalinovski – “Meias para sereias”
- Rosa Maria Mano – “Manuscritos de areia”
- Vera Lúcia de Paula Paixão – “AYO”

Poeta cria lista com 330 escritoras em Curitiba e prepara lançamentos

Surgem ao redor do Brasil projetos de valorização das mulheres escritoras, a começar pelo autorreconhecimento. Em Curitiba, no Paraná, a poeta Andréia Carvalho Gavita, 43, está há três anos elaborando uma lista de autoras da cidade como parte dessa missão.

Até agora, elencou 330, mas não param de chegar sugestões de novos nomes. A iniciativa animou as novatas no ramo. “A maioria das mulheres com quem entrei em contato passou a mostrar os textos escondidos na gaveta”, disse à Folha.

O primeiro objetivo é estimular que elas mesmas se denominem escritoras –no grupo havia até quem publicasse sob pseudônimo masculino. “Ainda falta a mulher perder o receio de se assumir.”

Da catalogação de escritoras curitibanas surgiu o Coletivo Marianas e o selo Marianas Edições, que já publicou dez livros entre as autoras e prepara mais 11 lançamentos para 8/3, Dia da Mulher.

BRASIL

Além de realizar saraus mensais, o grupo pretende agora ampliar sua página na internet a exemplo do que foi feito na Bahia. Isso porque no portal escritorasdabahia.com.br estão não apenas os nomes das escritoras mapeadas no Estado, mas também perfis com foto, trechos de obra, críticas e ensaios sobre elas.

Criado em Minas Gerais, o Escritoras Suicidas congrega textos de mulheres e homens com pseudônimo feminino para questionar o preconceito ainda existente contra a “escrita feminina”. O resultado é que ninguém sabe diferenciar os textos. “Surgiu como uma brincadeira leve, mas descobrimos que o mundo literário dá importância descabida ao gênero de quem escreve”, diz a editora Silvana Guimarães.

Em Porto Alegre (RS), o blog Veredas, da jornalista Priscila Pasko, apresenta e discute literatura produzida por mulheres. Divulgou, por exemplo, a tese “Mulheres Escritas por Mulheres: Personagens Femininas no Romance Brasileiro Contemporâneo”, em que a pesquisadora Camila Doval conclui que, apesar de tanto esforço, a representação que as mulheres fazem de seu gênero ainda não contribui para a emancipação feminina. “Mas vivemos um feliz momento, em que muitas mulheres estão escrevendo e publicando”, pondera Priscila.

A lista de autoras curitibanas elaborada por Andréia é bastante democrática, sem curadoria, e reúne desde iniciantes até consagradas, como a poeta Alice Ruiz, viúva de Paulo Leminski.

COMBATIVO

Assionara Souza, 47, é uma das mais empolgadas com o ofício na cidade, indo para o sexto livro publicado. Quando organizou uma antologia de autores paranaenses (“Translações “” Literatura em Trânsito”, Ed. Arte & Letra, 2014), fez questão de incluir mais mulheres que homens.

Mas a busca por espaço não necessariamente se traduz em obras combativas ou que abordem questões de gênero. “Não quero ser obrigada a escrever sob esse ponto de vista”, desabafa Carol Sakura, 31, que se interessa pelo universo fantástico e tem publicado o livro infantil “Anacleto, o Balão”. “Isso também é feminista: poder falar do que eu quiser.”

Espécie de mentora para todas elas, a professora Luci Collin, 52, finalista do Prêmio Oceanos em 2015, considera que as autoras curitibanas “escrevem sobre tudo”, contrariando o lugar comum de que a mulher só fala sobre maternidade ou questões de gênero. Especialista em Gertrude Stein, ela tem 17 livros publicados.

Mulheres entre Clarice Lispector e a física quântica

1 março, 2017 às 16:03  |  por Helena Carnieri

Uma super comemoração ao Dia da Mulher acontece neste domingo (5 de março), na Companhia dos Palhaços. O convite é do grupo curitibano Bife Seco, que traz de volta 3 capítulos de um espetáculo surpreendente de 2014, “Bifes_1”.

Em cena, três solos protagonizados por atrizes apresentam um pouco de sua trajetória no mundo da arte, por meio de referências a marcos artísticos brasileiros. Mesclando a própria vida com a de outros artistas, elas criaram monólogos em que tanto o texto quanto os elementos visuais e sonoros são bem diferentes entre si. Dá pouco tempo para respirar entre um e outro, sobrando muita coisa para ruminar depois, em casa.

Ciliane Vendruscolo escolheu Clarice Lispector. A partir de seus escritos, ela se mostra como uma mulher presa nela mesma. Enclausurada em casa, a personagem devaneia e põe em primeiro plano o mundo das sensações.

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Em seu solo, a atriz Patrícia Cipriano surge como uma mulher que coleciona objetos e pessoas, e assim “escancara a crueldade e os esquemas de conquistas nas relações”.

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Por fim, a clown/cantora/atriz Má Ribeiro se inspira no espaço sideral para falar dos abismos da alma. O vazio interior e a infinitude do Universo são abordados por ela como num jogo, em que cita desde poesia até a física quântica.

Má Ribeiro em seu solo.

Fica a dica de programa para domingo à noite!


SERVIÇO
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Dia 05 de março de 2017 (domingo), 19h
Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia)*
Espaço Cultural Cia dos Palhaços
Alameda Princesa Izabel, 465 – São Francisco
Fone: 41 3077-5009
*A bilheteria abre uma hora antes de cada sessão.

Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 150 min.

 

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO GERAL – Dimis Jean Sores
CODIREÇÃO – Mariana Mello
TEXTO – Companhia de BifeSeco
ELENCO E CRIAÇÃO – Ciliane Vendruscolo, Má Ribeiro e Patrícia Cipriano
CONCEPÇÃO VISUAL – Dimis Jean Sores
FIGURINO – Rodrigo Sasi
DESENHO DE LUZ – Lucas Amado
COMPOSIÇÃO MUSICAL E SONOPLASTIA – Enzo Veiga
FOTOS – Marco Novack

Viva o teatro

23 fevereiro, 2017 às 19:38  |  por Helena Carnieri
"Anticlássico" foi uma das peças que marcaram minha vida. Uma performance de Alessandra Colasanti e sua personagem Bailarina de Vermelho.

“Anticlássico” foi uma das peças que marcaram minha vida. Uma performance de Alessandra Colasanti e sua personagem Bailarina de Vermelho.

Apesar dos cortes de verba, ou talvez estimulada por eles, a cena teatral de Curitiba apresenta uma série de novidades no momento. Estrear uma peça por si só talvez seja uma grande notícia, e vamos falar de algumas delas nas próximas semanas. Mas tem também gente lotando apartamento para ler peças em voz alta, grupo de rua ensaiando para o Festival debaixo da minha janela, escritor testando a mão em libreto de ópera.

Minha proposta em A VIDA É PALCO é trazer esses bastidores da criação teatral, numa mescla de depoimento e reportagem. O objetivo é divulgar o que eu encontrar de melhor nas artes cênicas de Curitiba, ou seja, puramente calcado na minha modesta opinião.

Aceito sugestões, releases, críticas (moderadas), convites.

A arte para você é estética, política, entretenimento? Talvez seja uma necessidade vital.

Conte para nós sua experiência com os palcos!

 

Tempos de guerra

23 fevereiro, 2017 às 19:36  |  por Helena Carnieri

guernicaArtes visuais, dança e…geopolítica. O espetáculo de dança contemporânea “Guernica” entra na última semana se apresentações, no pátio (ao ar livre) da Capela Santa Maria.

Partindo do quadro de mesmo nome de Pablo Picasso, painel que completa 80 anos em 2017, bailarinos experientes da cidade executam coreografias de Carmen Jorge, com direção geral de Laura Haddad. É preciso reservar (veja no serviço).

Além de prometer uma excelente atração (ainda não vi), a produção partiu do tema geral da obra, a guerra e seus horrores consequentes, para destinar uma sessão especial a refugiados. A ideia veio em parceria com a ONG Adus Curitiba – Instituto de Reintegração do Refugiado. Cerca de 130 refugiados e suas famílias assistirão o show gratuitamente e poderão conversar com a equipe ao final.

SERVIÇO

“Guernica”

Local: Pátio da Capela Santa Maria (Rua Conselheiro Laurindo, 273)

Até 5 de março

Dia 1/3 – quarta-feira –  21h. (uma sessão)

Dia 2/3 – quinta-feira – 21h (uma sessão)

Dia 3/3 – sexta-feira – 19h30 e 21h. (Duas sessões)

Dia 4/3 – sábado – 19h30 e 21h. (Duas sessões)

Dia 5/3 – domingo – 19h30 e 21h. (Duas sessões)

*Espetáculo ao ar livre. Sessões sujeitas às condições climáticas.

Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia)

Aceita dinheiro, cartões de débito e crédito

Duração: 1h

Classificação indicativa: Livre

Informações e reservas: 41 99932-8842