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Homens lideram as compras coletivas

17 novembro, 2012 às 08:28  |  por Brisa Teixeira

As mulheres são sempre tachadas de consumistas e sempre tem aquela piadinha que elas estouram o cartão de crédito. Mas uma pesquisa revela que eles também são, mas preferem fazer isso “às escondidas”. Eles não ficam se expondo vendo as vitrines no shopping. Enquanto a mulher vai às compras, ele faz as suas sem sair de casa e acaba gastando em sites de compras coletivas.

Segundo os dados da Ibope Media, metade dos internautas brasileiros possuem uma conta em sites de compras coletivas, e desses, 42% efetivaram alguma compra on-line. Eles também gostam de promoções quando efetivam compras e sites de desconto totalizando 55% das visitas nesses sites

Tá certo que eles são mais comedidos que as mulheres. Os dados mostram que o gasto é de R$110 por mês. Quando surgiu o e-commerce eram elas a maioria dominando 58% desse tipo de compra. Agora, isto está se invertendo. O que levou a essa mudança foi a maior confiabilidade masculina em relação aos cartões de créditos e dados pessoais em sites de compras coletivas.

Nessa pesquisa do Ibope, os livros aparecem em primeiro lugar, empatados com as ofertas de restaurantes e bares. Ambos foram adquiridos por 27,7% dos internautas, seguidos de  passagens aéreas (19,5%), serviços de saúde e beleza (18,8%), celulares e acessórios (17,8%) e cosméticos (17,2%).

A pesquisa foi feita em maio e junho e considerou o mercado de compras coletivas nas principais cidades das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Foi respondida online por 2.900 internautas com idade de 15 a 75 anos.

Fonte: informações editadas do  Exame.com

Navegação das crianças na internet. De quem é a responsabilidade?

4 outubro, 2012 às 08:17  |  por Brisa Teixeira

Shutterstock

Esta semana saiu uma pesquisa do estudo TIC Kids onde revela que 68% das crianças e adolescentes (entre 9 e 16 anos) usam redes sociais no Brasil. Desse percentual, 53% acessam as redes diariamente ou quase todos os dias. Já outro levantamento do CGI (Comitê Gestor da Internet no Brasil), onde foram ouvidos  1.580 pais e 1.580 crianças e adolescentes, concluiu que 61% das famílias esperam que a educação sobre a internet ocorra na escola. Para 57%, essa tarefa cabe também aos meios de comunicação e, para 30%, ao governo. Os parentes e amigos aparecem apenas em quarto lugar, com 29% das respostas

Os dados são bem preocupantes e fica a pergunta: de quem é a responsabilidade, afinal? Jogar mais essa responsabilidade para a escola é pensar que a escola pode tudo e que os pais podem ficar tranquilos que tem uma instituição que está cuidando do que seu filho está vendo na internet e redes sociais.

A pesquisa do CGI revelou que 14% das crianças entrevistadas  já tiveram contato com mensagens de ódio e 9% leram sobre experiências com drogas na web.

Será que os pais não deveriam dialogar mais com os filhos e acompanhar o que eles estão vendo nas redes sociais e nas páginas que costumam visitar? A oportunidade de diálogo está aberta, falta apenas quebrar essa barreira. Falta consciência dois pais neste assunto, que pelo jeito não imaginam os riscos em que seus filhos estão expostos.

Adolescentes: loucos por SMS

23 maio, 2012 às 17:27  |  por Brisa Teixeira

Adolescentes dos Estados Unidos enviam mais mensagens de texto pelo celular (SMS) do que nunca. Projeto Pew de Internet e Vida Americana revela que, em média, os jovens americanos de 12 a 17 anos enviam em média 60 mensagens de texto por dia, dez a mais do que dois anos antes. Se o objeto de estudo for só as meninas, este número sobe para 100 mensagens de texto por dia. Já os meninos, enviam exatamente a metade, ou seja 50 mensagens. O Projeto Pew também revelou que 23% dos 799 jovens que participaram da pesquisa por telefone, feita no território continental dos Estados Unidos, entre abril e julho do ano passado, tinham um ‘smartphone’, como iPhone ou BlackBerry.

Adaptado de: France Presse

Retrospectiva: quem foi destaque nas mídias sociais em 2011

16 janeiro, 2012 às 23:16  |  por Brisa Teixeira

Esses dias recebi no meu e mail um material da MITI Inteligência com a divulgação de números interessantes sobre os temas que movimentaram a web no último ano. Análises e estudos foram realizados e organizados em cinco principais grupos: Indústria e Varejo, Tecnologia, Economia, Política e Comportamento. O resultado é interessante para conhecer melhor o comportamento dos usuários das mídias sociais para, a partir daí, pensar em ações efetivas para atrair esse público consumidor de Facebook, Orkut, You Tube, entre outros.

Vamos à divisão dos grupos com os destaques de cada um:

Indústria e Varejo:  a denúncia de trabalho escravo da varejista Zara entrou no Trending Topics do Twitter e teve mais de 50 mil menções nas primeiras 24 horas, sendo 9.000 só na primeira hora. Para você entender melhor a situação assista o programa a Liga da Tv Bandeirantes que fez uma excelente matéria sobre o tema e filmou uma das oficinas flagradas. Já o sucesso de campanha neste segmento foi o vídeo da Nissam “Pôneis Malditos”. Como profissional da área digital critiquei muito a campanha, mas não tem como negar que deu certo. O assunto ficou por seis dias entre os 20 mais comentados no Twitter, além de figurar entre os 10 vídeos mais assistidos no Youtube durante o ano e se tornar o vídeo nº 1 em volume de views no mês de julho, lançamento da campanha, somando 14 milhões de visualizações ao longo de 2011.

Tecnologia: em 36 horas, a morte de Steve Jobs gerou mais de 8 milhões de menções no Twitter, tornando um dos assuntos de maior destaque no ano em Tecnologia, ao lado do sucesso das versões do iPad. Outro assunto que ganhou notoriedade foi a chegada do iPhone 4S às lojas do Brasil. Uma semana antes de estar nas lojas, o produto já tinha sido citado mais de 1 milhão de vezes no Twitter e, na semana do Natal, atingia a marca de quase 350.000 menções na rede.

Economia: um assunto que gerou polêmica e repercussão nas redes foi a licença para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, principalmente com o Projeto Gota D’Água, que reuniu diversos artistas e ativistas contra a construção, movimentando mais de 480 mil pessoas na Fan Page do projeto.

Política: o termo “mulheres no poder” gerou mais de 170.000 resultados de busca no Google.  As mortes de Osama e Gaddafi, dominaram as redes sociais, só a hashtag  #osama ultrapassou a marca de 5.000 tweets por segundo, conforme dados oficiais do Twitter.  Conteúdos a respeito também foram publicados no Youtube e os dois vídeos mais populares sobre a morte de Kadafi tiveram quase 500.000 visualizações.

Comportamento: o Casamento Real foi um dos grandes destaques. Foram 72 milhões visualizações no You Tube no dia da cerimônia. O casamento mobilizou a criação de eventos no Facebook como o 1º Churrasco de Casamento do Príncipe Willians, que somou 300 mil participantes confirmados na rede. De acordo com Leléo Amâncio, que criou o evento junto com o irmão Marcelo, a ideia era só fazer uma brincadeira com amigos no Facebook, “mas a coisa se alastrou”. Outro assunto bastante repercutido foi a morte da cantora Amy Winehouse, que gerou mais de 470 mil tweets no fim de semana do falecimento. Já o festival Rock in Rio movimentou diferentes redes: mais de 300 mil seguidores no perfil oficial do Twitter, quase 600 mil likes na sua página no Facebook,  cerca de 11 mil check-in pelo Foursquare e nada menos que 3 milhões e quatrocentos mil membros em comunidade do Orkut.

Pesquisa revela cansaço das redes sociais

21 agosto, 2011 às 08:45  |  por Brisa Teixeira

fonte: dicastrowebdesign.com

Toda vez que se faz um levantamento sobre o uso das redes sociais em diversos países, os brasileiros estão no topo dos que mais usam essas ferramentas. Mas esta semana, uma pesquisa da Gartner realizada em 11 países demonstrou que os brasileiros estão entre os mais cansados dessas mídias.  Será mesmo?

A pesquisa da consultoria ouviu 6,3 mil pessoas entre 13 e 74 anos de idade, em 11 países desenvolvidos e emergentes. No Brasil, a pesquisa ouviu 581 pessoas e revelou que o Orkut ainda é o líder de usuários, seguido pelo YouTube e pelo Facebook. (Este dado do Orkut é outra polêmica que rende outro post aqui no blog. Empresas estão descartando fortalecer a sua marca no Orkut, sendo que ela ainda é preferência dos brasileiros nas redes sociais).

Os usuários foram questionados sobre como usam e quais são suas opiniões sobre sites de redes sociais. Uma das razões apontadas pelos internautas dos que disseram menos animados, foi problemas relacionados à privacidade, atingindo 33% dos entrevistados. Em seguida, vem a superficialidade dos comentários postados por outros usuários.

A reflexão que faço desta pesquisa é: o problema está na quantidade de amigos que a maioria aceita sem ao menos conhecer; só para fazer volume e compartilhar informações que não gostaria que todos soubessem. Nem tudo precisa ser compartilhado, ainda mais problemas pessoais, nestas horas ligar para um amigo funciona mais. O resultado é este incômodo com a privacidade e na superficialidade dos comentários, revelados na pesquisa.  Se o Google + vai “pegar” ninguém sabe ainda. O que se sabe é que ele está entrando com tudo com foco na privacidade de compartilhamento das informações com os círculos que o próprio usuário cria.

Referências: G1 e Folha de São Paulo

INFOGRÁFICO FOLHA DE SÃO PAULO