Abaixo o “MESMISMO”

27 abril, 2017 às 16:39  |  por Ana Paula Mira

Novamente, tomei a liberdade de inventar uma palavra neste post! Na nossa última conversa, falei sobre o uso indiscriminado do ONDE como elemento de coesão. Mas tendo a achar que o uso do MESMO como elemento anafórico (palavra que se remete a outra já citada na sentença) é hoje um dos maiores vícios da escrita. Como sempre, melhor começar por exemplos para ficar mais claro. Veja as frases abaixo:

Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar.
Segue em anexo o contrato. O mesmo deve ser assinado até amanhã.
Consideramos o projeto de sustentabilidade o melhor dos apresentados, por isso o mesmo será colocado em prática.

As frases parecem familiares? Você usa a palavra “mesmo” ou “mesma” dessa forma? Se sua resposta foi sim para as duas perguntas, provavelmente você é um viciado nesse tipo de escrita. TODAS as frases acima estão erradas!

A palavra mesmo e suas variações (mesma, mesmos, mesmas) podem ser várias classes gramaticais diferentes. Veja:

A mesma testemunha foi chamada duas vezes. (adjetivo) 
O político corrupto de hoje é o mesmo do passado. (pronome com valor demonstrativo)
Mesmo que ele peça desculpas, não vou aceitar. (conjunção)
Mesmo aqueles que pediram a saída da presidenta devem estar hoje arrependidos. (advérbio)

Como podemos perceber, a palavra não tem valor substantivo, ou seja, não pode ser usada como sujeito ou complemento de verbo como nos exemplos errados. No entanto, não precisamos saber esse gramatiquês todo para usar corretamente. Basta guardar a informação de que ele não pode completar a ideia de um verbo (nem antes, como sujeito; nem depois, como complemento).

Então, fica a dica: o MESMO não pode ser sujeito nem complemento.

Até a próxima!

 

Abaixo o ONDISMO

26 abril, 2017 às 14:00  |  por Ana Paula Mira

Você sabe o que é ondismo? Uma palavra que me dei a liberdade de inventar para explicar o uso indiscriminado do ONDE como elemento de coesão universal. Na gramática, existe um vício de linguagem que se chama QUEÍSMO, que é a repetição excessiva do QUE na redação dos textos. Dessa forma, emprestei a lógica da palavra para explicar o que vejo, hoje, também como um vício de linguagem. Para entender melhor, veja os exemplos abaixo:

1. Para aprovar a Marcha, partiu-se do princípio onde a liberdade de expressão é direito básico do homem.

2. Ele conta piadas onde a vítima é sempre um português.

3. Governo cancela pregão onde gastaria R$ 15 mil com chicletes.

As três frases foram retiradas da mídia. E as três utilizam de forma errada o advérbio ONDE, que só pode ser usado quando tem ideia de lugar. Para entender essa lógica, é importante observar sempre a qual palavra ONDE se remete diretamente. Na frase 1, a palavra “onde” está relacionada a “princípio”, que não indica lugar! Na frase 2, acontece o mesmo com “piadas” e, na frase 3, com “pregão”. “Princípio”, “piadas” e “pregão”não são lugares físicos, portanto, não podem ser utilizadas com a palavra ONDE, como nos exemplos.

- “Mas, Ana, como eu deveria escrever então?”

Tem que eliminar o ONDE e substituir por palavras que se encaixem na ideia indicada. Veja as correções:

1. Para aprovar a Marcha, partiu-se do princípio de que a liberdade de expressão é direito básico do homem.

2. Ele conta piadas cuja vítima é sempre um português OU Ele conta piadas nas quais/em que vítima é sempre um português.

3. Governo cancela pregão com o qual/com que gastaria R$ 15 mil com chicletes.

O que percebemos quando fazemos a correção é que as novas construções são mais atípicas na fala, por isso o uso do ONDE foi tão disseminado. Ele é mais fácil, parece que cabe em qualquer lugar! No entanto, não é bem assim. Lembre-se: a palavra só cabe quando se referir a uma ideia de lugar físico!

No próximo post, vamos falar do “mesmismo”. Você conhece?

Até a próxima!

 

 

Crase – Parte I

26 abril, 2017 às 05:48  |  por Ana Paula Mira

Origem

Muitos confundem a crase com o nome do acento. No entanto, a crase, que vem do grego krasys, significa junção, fusão de sons iguais. Portanto, uma regra de ouro para aprender crase é guardar, já de início, que, para haver o acento agudo indicativo da crase, é preciso que existam dois sons iguais. Veja a frase: “Ele se referiu à mãe como se ela fosse uma santa!”. O verbo “referir-se” (que deve ser usado com pronome, sempre!) precisa de preposição A; “mãe” é uma palavra que admite o uso do artigo “A”. Portanto, existem as duas condições para haver crase, ou seja, o processo da fusão.

A todos

O pronome indefinido “todos” não aceita uso de artigo feminino. Por isso, o A que vai antes dele é apenas preposição.

A partir e datas

Não se usa crase na expressão A PARTIR ou quando usamos o A no meio de uma data (de 12 a 15 de outubro, por exemplo). Não há acento da crase em nenhum dos dois casos, pelo fato de que o A da expressão A PARTIR é apenas preposição, ou seja, não existe ali o artigo também, que é condição básica para existir crase. A mesma explicação cabe para o exemplo “DE 12 A 15 DE SETEMBRO”. Entre os números, existe apenas A preposição, por isso nunca haverá acento nesse tipo de exemplo.

Falaremos de crase em outros posts. A princípio (sem crase!), ficamos com esses exemplos. Até mais!

Você saber usar os porquês?

13 abril, 2017 às 14:30  |  por Ana Paula Mira

O uso dos porquês na língua portuguesa não tem segredo. Basta entender quais palavras formam as expressões. Mais do que decorar que um é para pergunta e outro é para resposta, é essencial saber que PORQUE é uma conjunção explicativa, ou seja, serve para explicar ou responder algo e pode ser substituído por POIS. Toda vez que a substituição for possível, é sinal de que a palavra PORQUE (tudo junto) deve ser usada. Veja o exemplo:

Não fui à aula porque (=pois) perdi a hora.

Quando essa mesma palavra for usada com acento (PORQUÊ), ela é um substantivo, o que significa que pode ser também substituída por outro substantivo com mesmo significado, como RAZÃO, MOTIVO ou CAUSA. Veja:

O governo não explicou o porquê (=motivo/ razão/ causa) de tanta corrupção.

Já na palavra separada, temos uma expressão formada por uma preposição (POR) e por um pronome (QUE). Ou seja, POR QUE será usado quando a sentença exigir essas duas classes gramaticais. Uma forma bem fácil de fazer isso é, de novo, a substituição, pelas expressões pelo qual/pela qual/ por qual/ por quais etc. Ainda poderá ser substituído pelas expressões por qual razão/ por qual motivo, vai depender da frase! Atente para os exemplos:

Os bombeiros não sabem explicar por que (=por qual razão/ por qual motivo) o incêndio começou.

Ninguém disse por que (=por qual) razão a Defesa Civil liberou os alvarás.

O processo corre em segredo de justiça, motivo por que (=pelo qual) a imprensa não tem divulgado informações.

Quando utilizado no fim das frases, o POR QUÊ deverá ser utilizado. A explicação para seu uso no início, meio ou fim da frase é a mesma! A única diferença é o acento que surge quando a palavra estiver no fim da sentença.

Por que as aulas foram suspensas?

Ninguém explicou por quê (=por qual razão/ por qual motivo).

Para ficar mais fácil, segue um resuminho das substituições:

PORQUE =POIS
POR QUE=PELO (A) QUAL; PELOS (AS) QUAIS
                     POR QUAL MOTIVO/ POR QUAL RAZÃO
PORQUÊ= A RAZÃO/ O MOTIVO
POR QUÊ= igual ao POR QUE, mas deve aparecer no fim da frase

Quando usar vírgula antes de “E”?

11 abril, 2017 às 14:26  |  por Ana Paula Mira

Uma dúvida bem comum de pontuação é o uso de vírgula com a conjunção E. Muita gente pergunta se pode ter vírgula antes do E, se ela é proibida e outras confusões! Primeiramente, antes de pensarmos na vírgula antes do E, acho importante relembrar que na língua portuguesa existe a ordem direta da escrita (sujeito + verbo + complemento). No entanto, podemos usar a ordem indireta também. Quando isso acontece, as vírgulas aparecem. Vejam o exemplo:

Acordei muito tarde e perdi a aula de dança por conta disso.

Há duas sentenças nessa frase: “Acordei muito tarde” + “perdi a aula de dança por conta disso”. As duas estão na ordem direta. No entanto, o que acontece se colocamos a expressão “por conta disso” fora da ordem (na ordem indireta)? As vírgulas vão ter que dar o ar da graça!

Acordei muito tarde e, por conta disso, perdi a aula de dança.

Ou seja, toda vez que usarmos ordem indireta e surgirem expressões intercaladas na ordem da frase, as vírgulas serão obrigatórias, independente se estiver no meio do caminho um E.

Outro erro comum é achar que nunca pode haver vírgula antes do E. Ledo engano! Se houver duas frases unidas pelo E e elas tiverem sujeitos diferentes, a vírgula antes do E será obrigatória. Veja o exemplo:

A mulher abandonou o carro e o marido teve que ir resgatar o automóvel no meio da estrada.

Se não usarmos a vírgula antes do E, parece que a mulher abandonou o carro + o marido, informação incorreta segundo a frase indicada. “A mulher” é o sujeito da primeira oração e “o marido” é o sujeito da segunda oração, portanto TEM que colocar vírgula antes do E para não haver confusão. Portanto, a frase correta seria grafada assim:

A mulher abandonou o carro, e o marido teve que ir resgatar o automóvel no meio da estrada.

Tem mais alguma dúvida? Manda pra mim: anamira@todaletra.com.br

Tudo a ver ou tudo haver?

6 abril, 2017 às 14:36  |  por Ana Paula Mira

Muito normal encontrarmos a expressão “nada a ver” ou “tudo a ver” escrita com o verbo HAVER.

O certo é “tudo/nada a ver”. A ideia da expressão é “tudo/nada para ver”. E a ideia do verbo “haver” é a mesma de “existir”. Pense na substituição para perceber como não faz sentido usar haver:

  • Eu não tenho nada a ver com isso (eu não tenho “nada para ver” em relação a isso).
  • Eu não tenho nada haver (eu não tenho nada “a existir” – estranho, né?).

Mas, atenção, porque existem frases em que há a construção “ter a haver”, que significa ter direito a algo. Veja o exemplo:

  • Ele tem a haver uma quantia expressiva na herança. (Ele tem “para receber”; ele tem direito a uma quantia expressiva).

Até a próxima!

 

Quando usar ponto e vírgula?

3 abril, 2017 às 14:18  |  por Ana Paula Mira

A pontuação – não é de hoje – é uma dor de cabeça para muita gente. Nas empresas nas quais damos treinamentos, é muito comum existirem problemas nesse aspecto gramatical. O ponto e vírgula, por consequência, entra nessas dúvidas. Muita gente deixa de usar essa pontuação pelo simples fato de não saber como e onde utilizá-la. O uso mais evidente é em listas, muito comuns em materiais publicitários e documentos legislativos, como no exemplo abaixo:

“Art. 2o  A assistência social tem por objetivos:
I – a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de riscos, especialmente:
a) a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;
b) o amparo às crianças e aos adolescentes carentes;
(…)”

Mas há outro uso, dentro do texto corrido, que mais gera dúvida. A primeira questão importante é entender que o ponto e vírgula separa sempre duas orações completas, ou seja, duas frases com verbo e até com vírgulas internas. Também entendemos por orações completas aquelas que, isoladas, encerram uma ideia lógica. Veja o exemplo:

1.     Não esperava outra coisa; afinal, eu já havia sido avisado.

Percebam como as frases “não esperava outra coisa” e “afinal, eu já havia sido avisado” são frases compreensíveis se estivessem sozinhas em um texto, mas que se complementam quando colocadas lado a lado. Essa é uma das principais funções do ponto e vírgula: unir duas orações cujos sentidos são complementares.

Veja outro exemplo:

  • 2.     Os jogadores de futebol olímpico, com razão, reclamaram das constantes críticas do técnico; porém, o teimoso técnico ficou completamente indiferente aos apelos dos atletas.

No exemplo 2, também acontece essa ideia de complementaridade, mas há ainda outro ponto importante: as frases que se unem nesse período já têm uma pontuação particular, o que causaria confusão na leitura e geraria um período longo demais, com muitas vírgulas, se não usássemos o ponto e vírgula para separar as duas orações complementares.

Vale ressaltar que no exemplo 2 era perfeitamente possível usar um ponto final antes de “porém”. Portanto, o uso do ponto e vírgula é uma questão de estilo.

Até a próxima!

AO INVÉS DE ou EM VEZ DE?

22 março, 2017 às 16:47  |  por Ana Paula Mira

Hoje a dúvida é sobre o uso do em vez de e do ao invés de. Apesar de serem bastante parecidas, as expressões não significam a mesma coisa. Quando usamos em vez de, temos a intenção de indicar uma substituição: “Ele dormiu em vez de estudar”. Claramente, as ideias se substituem.

Já no uso do ao invés de, a expressão vem da palavra inverso, contrário. Quando utilizada, então, indica a ideia de contrariedade, conceitos opostos. Veja o exemplo:  “Ao contrário do que indicou a meteorologia, hoje esquentou ao invés de esfriar”.

Importante ressaltar que a expressão ao invés de só pode ser utilizada com binômios contrários, como cair/levantar, nascer/morrer/ esquentar/esfriar etc.

Até a próxima!

Chegado ou chego? Pegado ou pego?

22 março, 2017 às 16:46  |  por Ana Paula Mira

Há três formas nominais utilizadas para escrever verbos em português:

Gerúndio – quando terminado em -NDO (fazendo, estudando, dançando)
Infinitivo – as formas terminadas em -AR, -ER, -IR, -OR (fazer, estudar, dançar)
Particípio – quando regular, terminado em -DO; quando irregular, pode assumir diferentes formas (feito, estudado, dançado).

Como você já percebeu, a forma que acaba gerando mais dúvida é o particípio, não só porque há os verbos irregulares (feito, escrito), mas também porque há, na língua portuguesa, o que chamamos de verbos abundantes (que tem dois particípios diferentes). Entre esses abundantes, estão os verbos imprimir, pegar, acender, pagar, ganhar. E eles geram dúvidas porque, ao apresentarem duas formas, têm regras a ser seguidas com cada uma delas. Usamos o particípio regular (terminado em -DO) com verbos TER e HAVER. Já o particípio irregular é usado com os verbos SER e ESTAR. Veja os exemplos:

Quando a polícia chegou, o bandido já estava MORTO.

O bandido já tinha MORRIDO quando a polícia chegou.

Pena que nem tudo é assim tão simples. O verbo PEGAR não é classificado como abundante pelas gramáticas, ou seja, tem apenas um particípio – PEGADO. No entanto, a forma PEGO é largamente utilizada. Seu uso faz parte da evolução da língua, que é responsável por incluir palavras do dia a dia das pessoas nos dicionários e até por mudar a própria gramática. Portanto, o particípio de PEGAR é usado normalmente com os verbos TER e HAVER, como na frase seguinte: “O camisa 20 do Timão, que quase não tinha pegado na bola, foi até o banco e pediu para sair”. Já a forma PEGO é usada com os verbos SER e ESTAR – “Ele foi pego em flagrante”.

Nos Manuais de Redação da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo, o uso do PEGO é recomendado com os verbos ser e estar, como se ele fosse abundante. Na gramática do Pasquale, está bem claro: “Pegar apresenta apenas o particípio regular: pegado”. No entanto, podemos considerar correto o uso da forma PEGO, já que ela aparece em dicionários e em boa parte da mídia, o que significa que seu uso já foi consagrado pela linguagem popular ou informal.

Outro verbo que dá um nó na cabeça é CHEGAR. Assim como pegar, ele não é abundante. Mas, ao contrário do que aconteceu com o tempo com o verbo pegar, o uso de CHEGO não é considerado correto como particípio, e há unanimidade nas gramáticas em admitir apenas a forma tradicional: CHEGADO. Portanto, é errado dizer: “Quando eu cheguei ao lugar, ninguém tinha chego ainda”. O correto é “ninguém tinha chegado ainda”.

Em tempo 1: CHEGO está corretíssimo quando usado na primeira pessoa do singular do presente (“Eu chego cedo todos os dias”).

Em tempo 2: os verbos “do dinheiro”, segundo a gramática – GASTAR, GANHAR e PAGAR – têm uso do particípio facultativo. Você pode escrever que alguém tinha ganho ou ganhado na loteria, por exemplo.

Até a próxima!

Como escreve aquela palavra mesmo?

22 março, 2017 às 16:27  |  por Ana Paula Mira

A estreia do blog tem como tema a difícil tarefa de evitar erros de ortografia já enraizados no nosso aprendizado. Não é raro nos depararmos com palavras que sabemos exatamente o que significam, mas não sabemos qual é sua correta grafia. Isso é comum, independente do grau de instrução das pessoas.

Muitos alunos, ex-alunos e colegas me perguntam como é possível “consertar” nossa memória e guardar uma nova maneira de escrita de determinado vocábulo. Como reprogramar o cérebro para escrever palavras como “exceção”, “paralisar”, “assessoria”, entre tantas outras, de modo correto?

O segredo disso está relacionado, em primeiro lugar, ao quanto você lê. A quantidade, nesse caso, traz qualidade, já que o contato direto com estruturas gramaticais e com a escrita correta das palavras faz com que se aprenda até mesmo sem fazer muito esforço. Claro que depende muito do que se lê. É preciso tomar cuidado com o que está publicado na internet e com a procedência de determinados materiais com os quais temos contato. Tomados os devidos cuidados, uma quantidade considerável de leitura é uma grande aliada nesse processo.

Em segundo lugar, conta muito a qualidade com que você lê. Não adianta ler muito e em grande quantidade se, na hora em que aparece uma palavra nova no texto ou uma que lhe cause dúvida, você passa reto por ela pelo simples fato de seu significado já estar subentendido. Ler com qualidade é ler com dicionário sempre ao alcance para ser consultado. Reaprender a escrever certas palavras nos obriga a conviver de perto com o “pai dos burros” (nome tão feio para o dicionário, coitado).

Portanto, para reprogramar a maneira de escrever aquela palavra tão traiçoeira (e cada um tem a sua listinha negra) leia com qualidade, não só com quantidade! Conversamos novamente na próxima semana. Até lá!