Lira Neto fala da história do samba e Nelson Sargento anuncia livro

28 julho, 2017 às 09:06  |  por Ana Paula Mira

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Por Aline Reis

Ainda faltava uma hora para que a mesa do escritor Lira Neto começasse na Casa Folha, mas todos os lugares já estavam preenchidos.

Nessa quinta-feira (27), na Festa Literária Internacional de Paraty, o escritor falou do seu novo trabalho “Uma história do Samba – as origens”.

Um dos grandes biógrafos braileiros, Lira Neto falou sobre o nascimento do samba urbano no Rio de Janeiro, no começo do século XX.

Oportuno para uma edição da Flip que homenageia Lima Barreto e por consequências a cultura africana e afro-brasileira.

No escrito é possível conhecer detalhes sobre o samba e também sobre as transformações socias pelas quais passaram o país durante o período.

Determinado como marco histórico, o 1917 foi um dos apontamentos feitos por Lira. “Desde muito antes já havia samba, é um erro dizer que tudo começou em 17. Essa história de centenário do samba teve mais uma conotação política por conta das olimpíadas que histórica”, revelou.

Após a apresentação do novo trabalho, o autor foi questionado sobre a política brasileira nos dias atuais e se mostrou receoso com o que chamou de “onda conservadora”, citando o exemplo da política higienista adotada pelo prefeito de São Paulo, João Dória.

Embora a mesa organizada na Casa Folha trouxesse um dos grandes biógrafos brasileiros, a emoção ficou por conta da lenda do samba Nelson Sargento, que no auge dos 93 anos revelou que está organizando um livro.

VERDE E ROSA
“O samba não é um movimento, o samba é uma instituição”. A declaração de Nelson Sargento, apaixonada e intensa foi uma das tantas que emocionou o público nesta Flip.

De acordo com o sambista, “o samba agoniza mas não morre”, justamente porque soube resistir às apropriações da indústria do entretenimento, à marginalização e a tantos outros ataques.

Na oportunidade, para deleite dos fãs, Sargento falou da organização de um livro com frases e fatos de sambistas consagrados.

Nelson Sargento também falou dos sambas-enredo atuais que, de acordo com ele, muitas vezes são escritos por autores que sequer conhecem as escolas. Na oportunidade ele também falou da sua relação de amor e admiração pela Mangueira.

A expectativa do público é para que o livro do sambista seja lançado logo, assim como o segundo volume da biografia de Lira Neto, previsto para ano que vem.

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