Como todas as autoridades em perigo, ministro da Saúde evita o SUS

10 novembro, 2017 às 10:45  |  por Fernando Tupan

Do Cláudio Humberto

Assim como dez em cada dez autoridades brasileiras acometidas com problemas de saúde, o próprio ministro da Saúde, Ricardo Barros, recorreu ao pronto-socorro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, nesta  quinta (9), após ter um pico de pressão na manhã desta quinta (9) em São Paulo. No fim de semana, o ministro se internou no Hospital Sírio Libanês para submeter-se a exame de cateterismo.

O ministro da Saúde é mais uma autoridade adepta do “faça o que eo digo…”. O ex-presidente Lula, por exemplo, mentiu à Nação, ainda no cargo, ao afirmar que o Sistema Único de Saúde (SUS) estava “uma maravilha” compatível com os sistemas de saúde “de primeiro mundo”. Mas quando lhe diagnosticaram o câncer na gargarante, ele preferiu a segurança do Sírio e Libanês, um dos hospitais particulares mais requisitados do País. Ele repetiu o procedimento da sua sucessora, Dilma Rousseff.

Em outubro, foi a vez do presidente Michel Temer, que também tratou de refugiar-se no Sírio Libanês para se submeter a um procedimento cirúrgico na próstata, após o mal-estar que sentiu em Brasília. Num primeiro momento, ele, foi levado a um hospital do Exército, mas combinou com seu médico ir a São Paulo… para o Sírio, naturalmente.

Cateterismo
O ministro da Saúde participava nesta quinta da cerimônia de abertura do Seminário Organizações Sociais de Saúde, realizado no hospital, quando teve um mal-estar por volta das 10h, de acordo com a assessoria do ministério.

Ricardo Barros, que fez um cateterismo e uma angioplastia na última sexta (3) foi submetido a um eletrocardiograma. Segundo a sua assessoria, o resultado foi normal e o médico informou que Barros está bem.

Mesmo assim, até por volta das 11h, o ministro permanecia em observação no hospital. Ricardo Barros teria uma agenda no Hospital Estadual de Sapopemba, na zona leste da capital, mas ela foi cancelada.

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