Arquivos da categoria: Política Internacional

Fluxo de migrantes que deixam Venezuela é similar ao do Mediterrâneo

15 fevereiro, 2018 às 17:32  |  por Fernando Tupan

O fluxo de migrantes da Venezuela em direção às cidades brasileiras e colombianas já se assemelha ao fluxo mensal de migrantes que cruzaram o mar Mediterrâneo em direção às ilhas italianas no auge da crise.  O alerta é de Joel Millman, porta-voz da Organização Internacional de Migrações (OIM). “Fomos informados de um fluxo de 40 mil pessoas por mês cruzando a fronteira para a Colômbia”, disse. As informações são do Estado de São Paulo.

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Órfãos do socialismo

15 fevereiro, 2018 às 12:00  |  por Fernando Tupan

ademar Traiano

Ademar Traiano

Um êxodo de dimensões bíblicas, sob as vistas do mundo, acontece na América do Sul. Pelo menos 40 mil venezuelanos famintos já atravessaram a fronteira com o Brasil com a Venezuela e se amontoam em Boa Vista, em Roraima, à espera de um pedaço de pão e da expectativa de trabalho. O Brasil da crise e dos altos índices de desemprego parece a esse povo desesperado uma terra das oportunidades.
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Cida Borghetti foi de Renata Bueno em Maringá

15 fevereiro, 2018 às 09:00  |  por Fernando Tupan

Renata Bueno

Renata Bueno

As relações entre a família Barros e a Petruzziello ficaram estremecidas com o apoio da vice-governadora Cida Borghetti (PP) e do ministro Ricardo Barros (PP) à candidatura de Renata Bueno, em Maringá, para o parlamento italiano. O vereador Pier Petruzziello (PTB) esperava apoio ao pai, Walter, na disputa por uma das vagas a Câmara Federal, da Itália. Não rolou. Agora, virá a eleição ao governo do Paraná, em outubro, na qual, Cida vai tentar a chave do Palácio Iguaçu. Tudo indica que no primeiro turno, Petruzziello vai ficar na dele, esperando o resultado das urnas, para somente depois, se manifestar na corrida pelo decisivo segundo.

Perguntem aos venezuelanos

14 fevereiro, 2018 às 14:00  |  por Fernando Tupan

Do Ari Cunha

Na madrugada de sábado para domingo de carnaval, um morador de Ipanema acordou com gritos vindos da orla. Foi conferir o que havia e, da janela de seu apartamento, viu um bando de jovens que promoviam um grande e cruel arrastão. A tática usada era sempre a mesma: dezenas de marginais cercavam a vítima, que era brutalmente, espancada e depois derrubada ao chão. Na sequência, roubavam tudo o que podiam carregar, deixando o coitado exangue, depenado e aturdido no meio da avenida.

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Evo Morales e os ‘logros’ do PT

12 fevereiro, 2018 às 05:15  |  por Fernando Tupan

Do Antagonista

Evo Morales, aquele que rasgou uma consulta popular para se conceder reeleição eterna na Bolívia, tuitou hoje em homenagem aos “companheiros de luta” Lula e Dilma Rousseff. O boliviano chamou o condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e o seu poste de “vítimas de perseguição” e parabenizou o PT “por sus logros” –em espanhol, “por seus sucessos”. Nesse caso, a tradução errada seria a correta. É um especialista em logro –engano– cumprimentando outros. Boi preto conhece boi preto.

Brasil provedor de paz

4 fevereiro, 2018 às 05:00  |  por Fernando Tupan
Raul Jungmann – Ministro da Defesa
O Brasil sempre esteve presente nas operações de paz das Nações Unidas. Sua participação remonta a 1947, na missão da ONU aos Bálcãs. Contribuímos à paz no Egito, em Moçambique, Angola e Timor-leste. Nossa participação exitosa no Haiti (Minustah) encerrou-se em outubro, onde mais de 36 mil militares atuaram por treze anos em favor da paz e da estabilidade. Ademais, há seis anos o Brasil comanda, no Líbano (Unifil), primeira Força-Tarefa Marítima em operação de paz da ONU.
O estilo brasileiro de atuação em missões de paz está estreitamente ligado aos nossos valores de solidariedade, cooperação sem condicionalidades e não interferência em assuntos internos.
Uma das prioridades do Brasil, nessas missões, é a proteção de civis, que são, ao mesmo tempo, o segmento mais frágil e a razão de ser das missões de paz. No Haiti, nossos capacetes azuis atuaram com base no lema do Exército: “braço forte, mão amiga”. No enfrentamento armado contra criminosos em áreas urbanas, a aplicação das regras de engajamento das tropas brasileiras era extremamente cuidadosa para evitar danos colaterais sobre a população civil.
Quando se reduzia o risco das áreas em conflito, a tropa brasileira passava a operar em viaturas leves, em vez de blindados, e ampliava o patrulhamento a pé, a fim de ter maior contato com a população. Esse contato próximo fazia toda a diferença.  Soldados brasileiros jogavam bola, dançavam com crianças e interagiam amigavelmente com os haitianos, com os quais compartilhamos a base africana de nossa matriz étnica. Os brasileiros passaram a ser carinhosamente chamados de bon bagay (gente boa).
Por isso, o Brasil não concorda com a ênfase excessiva no uso da força para a proteção de civis, com base apenas em intervenções robustas, sem levar em devida conta aspectos sociais, políticos e de desenvolvimento. Não é possível paz sem desenvolvimento humano, nem sem estabilidade sociopolítica. A visão brasileira de missões de paz vai, portanto, além do componente exclusivamente militar, e enfatiza a necessidade de reconstrução pós-conflito dos países, com o restabelecimento dos laços sociais rompidos, o entendimento político entre grupos opositores e a retomada do desenvolvimento.
As tropas brasileiras são preparadas com severa conduta disciplinar, inclusive para evitar casos de exploração e abuso sexual. A tolerância zero nesse aspecto é fielmente observada no preparo e nas orientações aos militares. Daí o registro honroso que qualificou ainda mais a missão de paz sob nosso comando: não se verificaram casos de assédio ou abuso sexual conforme destacou o subsecretário-geral das Nações Unidas Para Missões de Paz, Pierre Lacroix. Ou seja, o Brasil deu exemplo ao mundo e passa a ser agente importante no cenário de esforço pela paz.
Vale também destacar a importância dos programas de redução da violência comunitária das missões de manutenção de paz, voltadas a grupos armados e jovens em situação de risco. O Brasil também valoriza a presença feminina nos contingentes. A participação de mulheres militares nas tropas de paz permitiu estabelecer melhores vínculos com as comunidades haitianas. O Brasil incorporou na atuação da tropa a dimensão psicossocial e o “empoderamento” da mulher haitiana, sobretudo as mães de família, o que gerou maior sintonia com a população.
O Brasil sempre foi um provedor de paz, e nunca se furtou a assumir responsabilidades com a estabilidade e a paz em escala global. As Nações Unidas e a comunidade internacional reconhecem a qualidade da atuação do Brasil, especialmente sua responsabilidade de proteger os civis em situação de risco. Como resultado desse reconhecimento, o Brasil está sendo convidado a participar de nova operação de paz da ONU, e cumprirá essa missão com a coragem, o profissionalismo e a responsabilidade que sempre caracterizaram seus militares. Além disso, o Brasil está colocando cada vez mais à disposição do sistema de “prontidão” da ONU unidades específicas que podem ser empregadas em diversas operações de paz — em 2017, por exemplo, oferecemos companhias de engenharia militar e de polícia do Exército.
É de interesse do Brasil continuar participando de missões de paz, além de seu valor intrínseco, também pelo fato de que tais missões permitem a capacitação de nossas Forças Armadas em ações reais, no terreno. Além disso, Forças Armadas bem treinadas, equipadas e profissionalmente respeitadas em todo o mundo constituem fator de dissuasão contra potenciais ameaças externas — e, portanto, de fortalecimento da soberania nacional.

Bolívia: O governo de Evo Morales está perto do fim?

31 janeiro, 2018 às 19:29  |  por Fernando Tupan

Revista Época/Ariel Palacios

Na semana passada o presidente da Bolívia, Evo Morales, completou 12 anos como hóspede principal do palácio Quemado, a sede do governo em La Paz. Ele é o presidente que está há mais tempo no poder na América do Sul de forma ininterrupta. Apesar do potente crescimento econômico – a Bolívia é atualmente o país com maior aumento do PIB na América do Sul –, Morales acumula desgastes por medidas polêmicas. Uma pesquisa do jornal boliviano El Deber indica que Morales, nas quatro principais cidades do país, sofreu uma queda profunda em sua aprovação, passando de 58% para 34% ao longo do último ano. Essa é a menor aprovação nesta dúzia de anos. A pesquisa do El Deber revela que 70% dos entrevistados rejeitam o drible jurídico no Tribunal Constitucional que ele conseguiu em novembro passado para poder ser candidato presidencial pela quarta vez em 2019, algo proibido na atual Carta Magna (uma Carta Magna que ele próprio aprovou). Será que o governo longevo de Morales está se aproximando do fim?

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Evo Morales defende Lula

25 janeiro, 2018 às 10:30  |  por Fernando Tupan

Da Coluna Expresso

O presidente da Bolívia, Evo Morales, usou as redes sociais para defender Lula em meio ao julgamento do recurso do ex-presidente no processo do tríplex. Segundo Morales, Lula é vítima de “conspiração por ter tirado da pobreza 30 milhões de brasileiros”. Morales afirmou, ainda, que o julgamento é uma tentativa da direita brasileira de inviabilizar o ex-presidente nas eleições de 2018. O presidente boliviano classifica Lula como o “candidato do povo”.

Evo Morales confirma plano de estender seu mandato até 2025 na Bolívia

23 janeiro, 2018 às 12:24  |  por Fernando Tupan

O presidente da Bolívia, Evo Morales, celebrou nesta segunda-feira (22) doze anos no governo, confirmando diante do Congresso sua decisão de permanecer no poder até 2025. ”Em doze anos transformamos estruturalmente o país, somos um país com maior justiça social (e agora) olhamos para o futuro com maior otimismo”, disse Morales. Seu vice-presidente, Álvaro García, foi mais específico: “como Estado, com o presidente Evo tomamos a decisão de tornar a Bolívia em uma Bolívia industrial antes de celebrarmos o bicentenário da pátria em 2025″, afirmou em discurso na mesma cerimônia. As informações são da France Press.

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PPS e PTB apoiam candidaturas para o parlamento italiano

22 janeiro, 2018 às 09:00  |  por Fernando Tupan

Walter Petruzziello

Walter Petruzziello

Em março haverá eleição para o parlamento italiano. A América do Sul terá duas cadeiras no Senado e duas na Câmara Federal. Dois partidos estão apoiando candidatos para o parlamento da Itália. O PTB paranaense está trabalhando para eleger Walter Petruzziello, pai do vereador e líder do prefeito Rafael Greca, Pier Peruzziello (PTB). O PPS dos pinheirais busca reeleger Renata Bueno, filha do deputado federal, Rubens Bueno (PPS). Militantes dos partidos estão buscando votos de 351 mil brasileiros com passaportes italianos. Os eleitores cadastrados poderão começar a votar a partir de 9 de fevereiro, após receberem um envelope chamado “Plicco Elettorale” pelos Correios. Os votos precisam chegar aos consulados até às 16h, do dia 1º de março.

 

Dizendo-se vencida pela burocracia, Renata Bueno desiste de criar partido na Itália

19 janeiro, 2018 às 16:28  |  por Fernando Tupan

Nem bem duas semanas após ter anunciado a sua recandidatura por um novo partido – o ‘Movimento Passione Italia’ que anunciava ser o primeiro italiano no Brasil, Renata Bueno joga a toalha e desiste, aparentemente vencida pelas exigências burocráticas da lei eleitoral italiana. Num arquivo de voz que chegou à revista Insieme nesta madrugada, ela confirma pessoalmente, em mensagem aos seus “amigos de lista”, a adesão a uma formação já existente na Itália para não ter que enfrentar o desafio final da coleta de assinaturas de apoio que já estava em curso. As informações são de Desiderio Peron na Revista Insieme.

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Reino Unido colaborou e foi conivente com tortura no Brasil

16 janeiro, 2018 às 08:00  |  por Fernando Tupan
Do Estado de Minas
Reino Unido não só colaborou com o sistema repressivo da ditadura militar no Brasil, no período compreendido entre 1964 e 1985, como também a sua diplomacia tinha conhecimento das técnicas de tortura utilizadas em presos políticos brasileiros, mais tarde também empregadas pelos britânicos contra presos políticos na Irlanda do Norte. Com a colaboração, o Reino Unido também viu oportunidade para melhorar as relações comerciais com o Brasil, com a venda de equipamentos como fragatas, helicópteros e mísseis.  A informação foi divulgada em reportagem da Folha de S. Paulo.

Venezuelanos já comem comida de cachorro, diz ONG

13 janeiro, 2018 às 18:14  |  por Fernando Tupan

A crise na Venezuela atingiu um novo patamar nos últimos dias. A Provea, ONG de defesa dos direitos humanos, percorreu supermercados em Caracas e constatou que os venezuelanos começaram a consumir comida para cachorro e ração de galinha. Nesta quinta-feira, quatro pessoas morreram em saques e confrontos com a polícia causados pela falta de comida, aumentando para sete o número de mortos nas últimas duas semanas. As informações são de Cristiano Dias no Estadão.

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Em que momento Peru e Brasil fracassaram?

12 janeiro, 2018 às 07:00  |  por Fernando Tupan

Luiz Flávio Gomes 

No romance pessimista Conversa no Catedral, lançado em 1969, pelo Prêmio Nobel de Literatura 2010, Mário Vargas Llosa, um jornalista, desiludido com o País, no momento em que deixava a redação do jornal La Crónica, perguntou: “Em que momento o Peru tinha se fodido?”

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Guerrilha na internet

8 janeiro, 2018 às 15:30  |  por Fernando Tupan

Já chegou no WhatsApp de muitos brasileiros o livro-bomba de Michael Wolff, “Fogo e fúria – por dentro da Casa Branca de Trump”. O livro esgotou nos EUA, foi comprado por editoras de todo o mundo e mandado freneticamente pelas redes sociais em versão PDF. No Rio, só um publicitário recebeu de dez amigos diferentes o livro de 365 páginas no seu WhatsApp. As informações são d’O Globo.