Marajás de universidades tentam esconder salários de até R$ 47 mil

9 outubro, 2017 às 17:14  |  por Fernando Tupan

greve universidade (2)

Salários nababescos, capazes de deixar cidadãos comuns escandalizados, estão por trás da violenta campanha das universidades estaduais do Paraná contra o Meta 4 (sistema informatizado de gerenciamento de recursos humanos, que discrimina a folha de pagamentos e progressões salariais e benefícios dos professores) que o governo do estado quer implantar. O temor dos professores das universidades é de que a implantação do Meta 4 vá revelar, para todo mundo, que o eterno discurso de servidores mal pagos, sempre em campanha salarial ou em greve, um clichê dos professores, vai ser desmoralizado por uma realidade chocante. Os professores, especialmente os das universidades estaduais, constituem uma categoria muito bem paga que aufere benefícios incríveis aos quais os brasileiros não podem nem sonhar. O caso da Universidade Estadual de Ponta Grossa é exemplar, uma amostra de uma realidade que contempla todas as universidades paranaenses.

Nas universidades do Paraná, é muito difícil encontrar os professores sofridos e mal pagos da mitologia esquerdista. Muito mais fácil é descobrir salários espantosos para a realidade brasileira, como o de um professor aposentado da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), que embolsa todos os meses R$ 47.104,39, um valor acima do teto constitucional. Se a aposentadoria com valores ínfimos é um pesadelo para a maioria dos brasileiros, um colega desse felizardo professor não tem do que se queixar. Ele vê cair em sua conta bancária, todos os meses, uma estupenda pensão de R$ 42.104,39.

Os professores da ativa também não tem do que se queixar da vida. Um deles embolsa mensalmente R$ 38.244,52. Outro recebe R$ 34.667,80. Outro recebe R$ 35.022,06; outro professor que não tem do que se queixar da vida (mas se queixa), coloca no cofrinho, todo mês, R$ 33.307,28. Os salários prosseguem com valores elevadíssimos para os padrões dos brasileiros que enfrentam a crise.

Mas os professores das universidades estaduais do Paraná vivem uma realidade paralela. Onde profissionais que ganham salários tão altos que ultrapassam o teto legal, mas vendem uma imagem de vítimas de uma conjuntura nefasta. Fazem greves por mais aumentos, reposições e progressões, totalmente insensíveis aos dramas verdadeiros vivido pela grande maioria da população brasileira.

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