Senadores dos EUA criam perfil falso para mostrar como é fácil espalhar ‘fake news’

3 novembro, 2017 às 13:34  |  por Fernando Tupan

Os senadores democratas Mark Warner, da Virginia, e Amy Klobuchar, de Minnesota, criaram um perfil falso no Facebook e compraram anúncios para promover uma organização fictícia chamada “Americanos por Soluções para a Transparência” Os anúncios, que custaram equivalente a R$ 120, foram vistos por cerca de 3 mil pessoas, entre jornalistas e servidores. O objetivo dos senadores era mostrar como é fácil disseminar informações falsas nas redes sociais – tática utilizada por agentes russos para influenciar as eleições americanas em 2016.

Os senadores identificaram ser possível criar facilmente uma narrativa e espalhá-la sem ter que provar quem eles eram e seus objetivos, conforme disse o porta-voz de Mark Warner à rede CNBC. “Não existem políticas para impedir anúncios nefastos no Facebook. Apesar de registrar a ADS no Facebook como uma ‘Organização Política’, conseguimos executar uma campanha publicitária sem fornecer informações básicas necessárias para garantir o cumprimento das normas federais, estaduais ou leis eleitorais locais, como informações de contato da campanha, identificação do candidato, etc.”, afirmou.

s senadores democratas Mark Warner, da Virginia, e Amy Klobuchar, de Minnesota, criaram um perfil falso no Facebook e compraram anúncios para promover uma organização fictícia chamada “Americanos por Soluções para a Transparência”.

Os anúncios, que custaram o equivalente a R$ 120, foram vistos por cerca de 3 mil pessoas, entre jornalistas e servidores. O objetivo dos senadores era mostrar como é fácil disseminar informações falsas nas redes sociais – tática utilizada por agentes russos para influenciar as eleições americanas em 2016.

Os senadores identificaram ser possível criar facilmente uma narrativa e espalhá-la sem ter que provar quem eles eram e seus objetivos, conforme disse o porta-voz de Mark Warner à rede CNBC. “Não existem políticas para impedir anúncios nefastos no Facebook. Apesar de registrar a ADS no Facebook como uma ‘Organização Política’, conseguimos executar uma campanha publicitária sem fornecer informações básicas necessárias para garantir o cumprimento das normas federais, estaduais ou leis eleitorais locais, como informações de contato da campanha, identificação do candidato, etc.”, afirmou.

Trump e a Rússia

 

As suspeitas sobre os vínculos entre Moscou e o presidente Donald Trump se intensificaram quando os Serviços de Inteligência americanos asseguraram que o governo russo interferiu na eleição presidencial de 2016 contra sua rival Hillary Clinton.

A investigação resultou, na última segunda-feira (30), nas prisões do ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort e de seu ex-sócio Rick Gates. Os dois foram indiciados por 12 acusações, incluindo conspiração contra os Estados Unidos, lavagem de dinheiro e falso testemunho. Também na segunda, George Papadopoulos, um assessor da campanha, se declarou culpado por mentirsobre suas relações com a Rússia.

As acusações contra dois importantes membros da campanha de Trump apontam para uma nova fase da investigação e lançam uma sombra sobre o presidente republicano.

A Casa Branca nega que o Trump tenha recebido ajuda russa. Segundo a secretária de Imprensa, Sahah Huckabee, Papadopoulos era apenas um voluntário na campanha, sem laços oficiais e sem grande relevância. Quanto a Manafort, a secretária ressaltou que as acusações não estão ligadas ao período em que ele trabalhou na campanha presidencial.

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