Arquivo mensais:abril 2016

Pousada vegana

12 abril, 2016 às 17:06  |  por Ana Maria Ferrarini

foto 1Samudrá Yoga Villas é o nome de uma pousada totalmente vegana inaugurada recentemente na Praia de Itamambuca, uma das mais bonitas do litoral norte de São Paulo.

Destino certo de quem gosta de natureza preservada e lindas praias, a região norte do litoral do estado de São Paulo é um convite ao relaxamento e ao descanso. Mas há também vida noturna e muito surf para quem gosta.

A pousada Samudrá oferece atualmente quatro suítes e tem um projeto de disponibilizar doze, ao todo. O café da manhã e as práticas de yoga são gratuitos para os hóspedes. Em baixa temporada, as suítes menores custam R$ 270,00 por noite e as maiores, R$ 300,00.

Propositalmente, por questões ambientais e de filosofia do local, as suítes não têm ar condicionado ou televisão. Mas há wi-fi liberado para os hóspedes e ventiladores de teto nas suítes. No café da manhã são oferecidos bolos, pães, pastas, frutas, pão de queijo vegetal e uma sobremesa. Tudo, claro, sem nada de origem animal. Para beber, sucos naturais, chás, iogurtes vegetais e café.

foto 3Um dos grandes diferenciais da pousada Samudrá é que ela também funciona como restaurante, oferecendo, além do café da manhã, refeições completas para o almoço e para o jantar. O prato individual custa R$ 35,00 tanto no almoço quanto no jantar.

O cardápio varia diariamente, mas são sempre ótimas opções como moqueca, hambúrguer saudável, panqueca com ricota de tofu e estrogonofe. Sempre que possível, são utilizados produtos orgânicos da região para o preparo dos pratos.

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O restaurante não é necessariamente para quem está hospedado, mas é bom ligar antes informando a visita caso você queira apenas ir comer por lá.

A pousada conta ainda com dois moradores que adoram interagir com os visitantes: um gatinho chamado Shanti e uma cachorrinha chamada Kora.

Serviço

Samudrá Yoga Villas

Endereço: Rua 37, nº 193 – Praia de Itamambuca – Ubatuba-SP | MAPA
E-mail: samudrayogavillas@gmail.com
Facebook: www.facebook.com/samudrayogavillas
Site: www.samudrayogavillas.com
Telefone: (12) 99762-3737

Horário de funcionamento:
Atendimento todos os dias das 8 às 22 horas

Bebidas vegetais – alternativas saudáveis ao leite

11 abril, 2016 às 15:47  |  por Ana Maria Ferrarini

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Bebida de Soja

A bebida de soja é rica em fibra, proteína, vitaminas do complexo B e cálcio. O consumo da bebida de soja diminui o risco de doenças cardiovasculares, combate a osteoporose e ajuda a diabetes e colesterol alto.

O consumo de bebida de soja equilibra os níveis de glicose e insulina no sangue e diminui o risco de problemas renais.

A bebida de soja também contém isoflavonas que aliviam os sintomas da menopausa e a TPM (tensão pré-menstrual).

A bebida de soja é cozida e demora cerca de 15 minutos na máquina de leite de soja.

Cem gramas de feijão de soja demolhado durante 8-12horas, fazem 1,5 litros de bebida de soja, que pode ser guardada durante 4-5 dias no frigorífico.

Bebida de amêndoa

A bebida de amêndoa tem um índice glicémico baixo e ajuda a emagrecer e a controlar a diabetes.

O consumo de bebida vegetal de amêndoa ajuda na presença de doenças cardiovasculares e facilita a digestão.

A amêndoa é rica em cálcio e magnésio, tem poucas calorias e muita fibra, que ajudam a combater a prisão de ventre.

100g de amêndoa demolhada 4 horas fazem 1,5 litros de bebida vegetal. A bebida de amêndoa é crua.

Bebida de castanha de caju

A bebida de castanha de caju é rica em beta-caroteno e ácido fólico. Graças às suas propriedades antioxidantes, esta bebida fortalece os vasos sanguíneos.

Nutricionalmente é muito rica e ajuda na prevenção das artrites e osteoporose.

Fonte: Sociedade Vegana

Bolacha vegan de aveia e pepitas de chocolate

11 abril, 2016 às 15:41  |  por Ana Maria Ferrarini

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Ingredientes

120g de flocos de aveia grossos
60g de margarina
1/4 copo de agave
40g de semolina
1 colher de sobremesa de farinha integral
Raspa de 1 laranja
1 banana pequena
Pepitas de chocolate vegano
Óleo de coco para untar a base

Modo de preparo

Pre-aquecer o forno a 150graus

Juntar os ingredientes secos numa taça e misturar
Acrescentar o agave e a margarina previamente amolecida
À parte fazer puré de banana, esmagando-a com um garfo
Juntar tudo e mexer.
Levar ao forno entre 15 a 20 minutos e deixar arrefecer no tabuleiro.

Além da economia, armazenar recursos naturais fortalece a reputação das empresas

11 abril, 2016 às 15:29  |  por Ana Maria Ferrarini

Há muito tempo em pauta, a discussão e a conscientização sobre as atitudes sustentáveis têm aumentado cada vez mais. Além das medidas tomadas no dia a dia dentro de casa, muitas empresas acrescentaram essa postura em suas diretrizes, e consequentemente, reduziram os gastos mensais.

Segundo o professor da IBE-FGV, Luiz Fernando de Araújo Bueno, especialista em Sustentabilidade e Responsabilidade Social, as vantagens das empresas engajadas na causa vão além da redução das contas. “Alguns benefícios que poderão ser contabilizados com essa mudança de atitude são valorização da marca, fortalecimento da reputação, melhoria do gerenciamento de risco, melhoria das condições de competitividade e maior valor agregado para a sociedade. Essa ação se viabiliza via condutas de indivíduos, grupos, organizações e redes”, diz o especialista.

Localizada na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo, a fabricante de bebidas Ultrapan, criou um Comitê de Gestão de Ambiental, responsável por engajar os 190 funcionários internos e externos no tema. Com reuniões semanais, os responsáveis buscam soluções para minimizar os possíveis impactos causados ao meio ambiente, além de aprimorar as atitudes já implantadas na organização.

“A sustentabilidade sempre existiu na empresa, tornando-se um importante quesito e uma das diretrizes seguidas pelos nossos colaboradores. Criamos uma comissão específica, onde nos reunimos para trocar ideias e demonstrar a nossa preocupação com os recursos naturais”, ressalta a gerente de Qualidade, Ana Paula Moraes.

Segundo ela, os fornecedores também estão conscientes sobre o empenho da Ultrapan pela preservação e seguem as regras estabelecidas pela empresa. “Nossos fornecedores são conscientes do nosso rígido padrão de qualidade e do seguimento das regras de utilização e preservação dos recursos naturais. Todos estão engajados na causa. Uma pequena semente plantada aqui dentro pode fazer grandes diferenças lá fora”, diz a gerente.

Atitudes geram economia

Recentemente instalados na empresa, os capacitores de energia elétrica já demonstraram resultado. “Percebemos a redução de 10% no valor mensal da conta. Quanto mais nos conscientizarmos sobre o uso correto desse bem, maior economia mensal será gerada”, relata Ana Paula.

Outorgada a captar e tratar a água antes de utilizá-la no processo produtivo, a Ultrapan utiliza água de poços semi-artesianos, não impactando no consumo do produto utilizado pela comunidade vizinha. Já os resíduos são devidamente descartados, evitando a agressão ao solo e possível contaminação. “Trabalhamos no cumprimento da legislação vigente para a nossa área de atuação. Além das normas seguidas no processo de fabricação, tomamos os cuidados necessários durante a jornada de trabalho para que as atitudes dos colaboradores causem baixo impacto ao meio ambiente”, destaca a engenheira.

A comunicação interna utilizada para alertar os funcionários sobre a importância dessa prática também surte efeito e economia na Ultrapan. Até as redes sociais são utilizadas pela empresa, como forma de divulgação das atitudes aplicadas e dos projetos sustentáveis da empresa.

“Quando divulgamos que estamos engajados em ações sustentáveis, além de não estar agredindo a natureza, estamos dando exemplo aos consumidores que é possível agir dessa forma. Algumas iniciativas parecem pequenas, mas devem ser passadas adiante, causando grandes efeitos positivos”, finaliza a gerente.

5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental tem nova data

11 abril, 2016 às 15:26  |  por Ana Maria Ferrarini

A 5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental será realizada entre 15 e 29 de junho. A nova data foi definida em função de questões logísticas.

“A Mostra cresceu, e este ano vamos exibir mais de 100 filmes de países diversos. O processo logístico para trazer esses filmes para serem exibidos aqui é bastante complexo, e esse novo prazo vai nos dar fôlego, ao mesmo tempo em que facilita a vinda de diretores estrangeiros para participar da Mostra”, define o diretor Chico Guariba.

Dentre os filmes que serão exibidos este ano incluem-se desde produções contemporâneas de diversos países até clássicos do cinema francês de diferentes épocas, sempre abordando temáticas socioambientais. São produções do Canadá, Alemanha, Turquia, EUA, China, França, Grécia, Itália, Israel, Índia, Reino Unido, Noruega, Bélgica, Luxemburgo, África do Sul, Quirguistão, Brasil, Argentina, Colômbia, Peru, Uruguai, Paraguai, Chile, entre outros países.

As sessões são gratuitas e acontecem em salas de cinema da cidade de São Paulo, como Reserva Cultural, Cinemateca, Caixa Belas Artes, Olido, Centro Cultural São Paulo e Matilha Cultural.

Desde março acontecem sessões e debates da 5ª Mostra em Escolas Técnicas Estaduais (ETECs), instituições de ensino superior, escolas particulares e Fábricas de Cultura. Já participaram das atividades 8.800 pessoas.

A 5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é uma realização da ONG Ecofalante e do Programa de Apoio à Cultura (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo, com patrocínio da White Martins e da Reciclo Pepsico e correalização da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo e pela Spcine. A Mostra tem apoio institucional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Embaixada da França no Brasil, Institut Français, La Cinémathéque Française, Le Monde Diplomatique Brasil, Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, São Paulo Turismo (SPTuris), Observatório do Clima, SOS Mata Atlântica, Greenpeace, Instituto Socioambiental (ISA), Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Akatu, Inst ituto de Energia e Ambiente (IEE)/USP, Fábricas de Cultura (Poiesis e Catavento), Rede Nossa São Paulo, Instituto Envolverde, Revista Piauí, Catraca Livre, Rádio Eldorado, Conexão Planeta e Horizonte Educação e Comunicação.

Acompanhe a programação nas redes da Mostra:

ecofalante.org.br/mostra

mostraecofalante.wordpress.com

facebook.com/mostraecofalante

@MostraEco

Bazar vegano com entrada gratuita é realizado em Curitiba

8 abril, 2016 às 16:52  |  por Ana Maria Ferrarini

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Todo segundo sábado do mês, produtores veganos artesanais e locais se reúnem no Bazar Vegano para apresentar, gastronomia, cuidados pessoais e para o lar, cosméticos, música, artes, permacultura e muito mais! Esta edição acontece em um novo local, Rua Eugênio Flor, 468, no Bairro Abranches, próximo a entrada de acesso ao Parque Tanguá, local que futuramente abrigará um mini-mercado vegano e sustentável e uma estação de permacultura vegana.

O Bazar Vegano é um evento horizontal e colaborativo que busca reunir uma diversidade de produtos isentos de crueldade animal e proporcionar um contato direto do público com os produtores, além de divulgar várias formas de arte abolicionista e proporcionar a troca de ideias sobre veganismo, permacultura urbana, colaborativismo e abolicionismo animal.

Para a sétima edição do Bazar Vegano Vegan Cheese, Sal de Ervas, vegAninha, Gato Vegan Curitiba e Lucha Libre Veg preparam delícias da gastronomia vegana; Divino Sabor traz palmitos agroecológicos; Cervejaria Xamã com Cerveja Artesanal; Prema apresenta podutos para cuidados pessoais e do lar; Biomimética oferece composteiras, mudas e informações sobre Permacultura; SVB Curitiba traz sua lojinha itinerante e informações sobre veganismo; Gustavo Morette apresenta sua arte abolicionista, prints e adesivos; Gil José Silva faz a cobertura fotográfica e discotecagem; Banda Mística Acústica apresenta um pocket show durante o dia. Acesse a página do evento no Facebook.

Restaurante vegano em Belo Horizonte criado por mulheres é também um espaço de resistência

7 abril, 2016 às 16:13  |  por Ana Maria Ferrarini

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Um vídeo publicado no Youtube apresenta a história do restaurante Las Chicas Vegan, localizado em uma sobreloja no centro de Belo Horizonte.

Produzido pelo canal TV de Gente (https://www.youtube.com/watch?v=ZJGfTN_NVwc), o vídeo mostra uma entrevista com a ativista e chef Gabi, que idealizou e mantém o espaço ao lado de sua companheira. O espaço é feito por mulheres e qualquer pessoa é bem-vinda, mas o local foi especialmente pensado para ser um porto seguro para o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros).

Como – infelizmente – ocorre em outras partes do país, a violência motivada por ódio e discriminação contra os cidadãos LGBT também acontece na capital mineira. Gabi contou na entrevista que sofreu um ataque grave e foi espancada na rua por ser lésbica. O incidente renovou as forças da empreendedora para abrir o restaurante.

“Eu queria um espaço sem machismo, sem homofobia, sem sexismo, sem racismo.” – disse Gabi. Formada em gastronomia, ela fundou também um espaço livre de especismo, totalmente vegano. Mais do que um restaurante, o Las Chicas Vegan é um grito de resistência – que também serve comida.

O espaço funciona para o almoço e também para o jantar. Os nomes dos pratos homenageiam mulheres que fizeram história. Ambientalismo, mobilidade urbana e preço justo também fazem parte dos ideais do restaurante.

Fonte: Portal Vista-se

Refeições veganas farão parte do cardápio dos Jogos Olímpicos 2016

7 abril, 2016 às 16:08  |  por Ana Maria Ferrarini

Uma boa notícia para os atletas veganos que estarão no Brasil para os Jogos Olímpicos 2016, que acontecem no Rio de Janeiro de 5 a 21 de agosto: refeições vegetarianas estritas (sem nenhum produto de origem animal) farão parte do cardápio gratuito que será oferecido para atletas, delegações e imprensa ao longo do evento, conforme garantiu o Comitê Olímpico em reunião realizada com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e outras ONG´s que participaram da iniciativa Rio Alimentação Sustentável, que tem como objetivo apoiar o Comitê na viabilização de refeições saudáveis e sustentáveis no evento.

A decisão do Comitê é fundamental: um levantamento realizado pela SVB aponta que 24% das refeições consumidas por atletas e visitantes nos Jogos Olímpicos de 2016 serão vegetarianas se houver oferta apropriada à esta demanda. A estimativa foi calculada somando a porcentagem de refeições vegetarianas consumidas por onívoros (17% – dados do Instituto Harris Interactive, dos EUA) e porcentual de vegetarianos visitantes dos jogos (7%), calculada a partir da proporção média de visitantes de cada país (dados do Anuário Estatístico de Turismo 2015), multiplicada pela proporção de vegetarianos dos respectivos países.

Além da alimentação dos atletas, a SVB está empenhada em garantir, junto ao Comitê Olímpico, que o público em geral também tenha alternativas vegetarianas. “Queremos garantir a oferta apropriada de opções alimentares para este público, que representa uma parcela substancial da população de brasileiros e estrangeiros”, diz o secretário-executivo da SVB, Guilherme Carvalho. De acordo com o Comitê, existirão 86 pontos de venda de comida cadastrados (o número não inclui vendedores ambulantes).

Para a coordenadora do Departamento de Meio Ambiente da SVB, Dra. Cynthia Schuck, a oferta de refeições vegetarianas nos jogos reflete os princípios de sustentabilidade promovidos pelo evento. “A substituição de alimentos de origem animal por alternativas vegetais tem contribuição decisiva na preservação de recursos naturais e mitigação das principais crises ambientais atuais”, diz Cynthia. Atualmente, mais de 75% das terras agrícolas do planeta são usadas para pastagem ou produção de ração. No Brasil, para cada R$ 1 milhão da receita da pecuária bovina, são gerados R$ 22 milhões de prejuízos com impactos ambientais.

Além disso, a existência de opções veganas no cardápio estimula hábitos alimentares mais saudáveis – a literatura científica mostra que a substituição de carnes e derivados por alimentos vegetais de valor nutricional equivalente ajudam a prevenir doenças crônicas como diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer.

Logística

Ainda segundo a pesquisa da SVB, a oferta de refeições vegetarianas estritas facilitará a logística de atendimento de fornecedores, já que, além de atender pessoas que não consomem carnes e derivados, os pratos veganos também contemplam outros grupos, como: intolerantes à lactose (mais de 50% da população sul-americana); portadores de alergias alimentares (a ovos, frutos do mar, peixes e leite); Judeus (refeições vegetarianas estritas também são Kosher), Hindús (15% da população mundial) e Adventistas (mais de 2 milhões de pessoas na América do Sul).

Beijinho funcional vegano com resíduo do leite de aveia

7 abril, 2016 às 16:05  |  por Ana Maria Ferrarini

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Ingredientes
1 xícara de resíduo de leite de aveia [a receita está aqui]
1 xícara de açúcar demerara ou mascavo
3 colheres de sopa de coco bem ralado (mais o suficiente para cobrir depois)
2 colheres de sopa de óleo de coco
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de farinha de linhaça
Opcional: canela em pó e cravo para enfeitar

Modo de preparo
Em uma panela média, misture todos os ingredientes até formar uma massa homogênea que começará a desgrudar da panela. Transfira para outro recipiente e espere esfriar. Faça pequenas bolinhas com a massa e passe-as no açúcar demerara / coco ralado fresco.

Sirva de acordo com a sua preferência.

Fonte: Presunto Vegetariano

Brasileiro cria aparelho que amplia a captação da energia solar

7 abril, 2016 às 15:47  |  por Ana Maria Ferrarini

Os captadores independentes do aparelho redirecionam os raios solares, sem a necessidade de rastreadores solares

Por ter a maior parte do seu território na zona tropical, o Brasil tem alto potencial para aproveitamento da energia solar. Entretanto, a maioria dos captadores de energia solar não obtém captação total por não conseguir acompanhar o movimento do astro pela abóbada celeste. Atento a essa questão, Ítalo Rodrigo Stochi Lima, afiliado à Associação Nacional dos Inventores (ANI), criou o “captador zenital de ondas eletromagnéticas, fixo e de aceitação universal”, equipamento que se autoajusta de modo a captar o máximo da energia solar.

“Eu buscava uma alternativa que fosse simples e barata para as formas atuais de aproveitamento da energia solar e, percebi que o ‘movimento do Sol pelo céu’ é um grande problema na captação de sua energia pelos receptores/transformadores da energia solar. Nas três primeiras e nas três últimas horas do dia claro (metade do dia) o potencial de captação fica muito baixo, comprometendo o resultado total. Hoje, a solução são os rastreadores solares, compostos por estruturas grandes e complexas. Pensando nisso, consegui idealizar um design de captadores independentes de movimentação, mas capazes de redirecionar os raios luminosos para que incidam mais perpendicularmente nos receptores, chegando, por fim no ‘captador zenital de ondas eletromagnéticas, fixo e de aceitação universal’”, conta Ítalo.

O “captador zenital de ondas eletromagnéticas” se diferencia por substituir os rastreadores solares, barateando os custos de obtenção da energia solar. O produto ainda se destaca por poder ser aplicado aos receptores hoje existentes, o que permite a eles um salto de produtividade, diminuindo a sua obsolescência.

O aparelho pode ter tanto uso residencial quanto ser instalado em grandes plantas de produção de energia elétrica de base solar e indústrias aeroespaciais. Outra aplicação, de acordo com Ítalo, é o uso invertido dos coletores, principalmente para os coletores de escala manométrica e na construção de superfícies de proteção contra luz, como exemplo, embalagens para conservação de alimentos e vidraças, sem perder a translucidez. É importante destacar que o “captador zenital de ondas eletromagnéticas” pode ser construído de vários formatos e composições, garantindo o mesmo princípio de funcionamento.

Ítalo está em busca de parceiros para viabilizar a produção de comercialização do “captador zenital de ondas eletromagnéticas” e para isso conta com o apoio da Associação Nacional dos Inventores.