Arquivo mensais:dezembro 2016

Bolo de Banana Mesclado (Vegano)

5 dezembro, 2016 às 16:12  |  por Ana Maria Ferrarini

BolodeBanana

Ingredientes

1 xícara (de chá) de farinha de trigo branca
1 xícara (de chá) de farinha de trigo integral
1/2 xícara (de chá) de resíduos do leite de amêndoas (ou amendoim) –  opcional
1 xícara (de chá) de açúcar demerara ou cristal
1 colher (de chá) de canela em pó
1 pitada de sal
3/4 de xícara (de chá)  de leite de côco, amêndoas, amendoim ou soja
1/2 de xícara (de chá) de óleo vegetal (girassol, milho, canola, coco…)
1 xícara (de chá) de banana nanica amassada
1 colher (de sopa) de vinagre branco ou suco de limão
1 colher (de sopa) de fermento químico em pó
1 colher (de sopa) de cacau em pó – opcional

Modo de preparo

Pré aqueça o forno a 210ºC e unte uma forma média (a minha tinha 20cm de diâmetro) com óleo e salpique fubá ou farinha. Prefiro usar o fubá para o bolo não ficar com marquinhas brancas. Pode usar farinha de rosca também.
Em uma vasilha, coloque a farinha de trigo branca, a integral, os resíduos, o açúcar, a canela, o sal e misture.
Adicione o leite vegetal, o óleo, a banana nanica amassada e o vinagre. Misture bem e adicione o fermento. Misture delicadamente para misturar e coloque metade da massa na forma untada.
Para fazer o bolo mesclado, adicione o cacau em pó no restante da massa e coloque também na assadeira.
Leve para assar por cerca de 40 minutos ou até espetar uma faca ou garfo e sair limpo.
Está pronto!

Fonte: Presunto Vegetariano

Compostagem doméstica: fácil e sustentável

5 dezembro, 2016 às 16:05  |  por Ana Maria Ferrarini

Compostagem 1

A compostagem é o processo de reaproveitamento da matéria orgânica encontrada no lixo, na intenção de transformá-la em uma fonte de nutrientes que quando misturada a terra funciona como fertilizante. A técnica muito utilizada em grande escala na agricultura também pode ser reproduzida domesticamente e aplicada em plantas, hortas e jardins.

Para Bruno José Esperança, diretor geral da Esalflores, maior floricultura e Garden Center do Sul do país, o processo de compostar é um grande aliado no cuidado com o meio ambiente, pois colabora com a redução dos resíduos orgânicos produzidos em residências. “A compostagem permite que restos de alimentos e outros tipos de sobras orgânicas sejam reaproveitadas contribuindo com a diminuição do volume de compostos descartados em lixões. Além de evitar a utilização de fertilizantes sintéticos”, explica Bruno.

O especialista ainda alerta que é preciso ter cuidado com os resíduos utilizados. “Nem todos os restos orgânicos podem ser utilizado na compostagem. Lixo comum, restos de carne, laticínios e óleos não são indicados. Já restos de verduras e legumes, cascas de frutas, borras de café, cascas de ovos e serragem são ideais”, detalha.

Passo a passo para montagem da composteira caseira

O processo de compostagem doméstica é simples e exige apenas 3 caixas plásticas escuras (sendo uma com tampa), folhas secas e galhos pequenos e cerca de 100 minhocas. “As caixas serão empilhadas em três níveis. Nas duas caixas superiores será feira a compostagem, elas devem ter pequenos furos que serão responsáveis pela comunicação entre uma caixa e outra. A caixa inferior será utilizada apenas para coletar o resíduo líquido orgânico”, explica Esperança.

O primeiro passo é forrar o fundo da caixa superior com as folhas secas e pequenos galhos ou serragem. Esta primeira camada vai funcionar como dreno para a composteira. Em seguida deve-se colocar a terra com minhocas e logo acima os resíduos orgânicos. É importante que os resíduos sejam cobertos com outra camada de folhas secas para contribuir com oxigenação.

Depois disso é só fechar a caixa e fazer depósitos diários até que ela seja preenchida. Assim que estiver completa basta passar essa caixa para baixo e subir uma vazia para recomeçar o processo. Não sendo necessário inserir novas minhocas. “Após três meses em média, já é possível coletar o húmus que pode ser utilizado como adubo. Na última caixa ficará acumulado o resíduo líquido orgânico. Diluído ele pode ser usado para regar plantas e hortas”, completa o especialista.

 

Novas locomotivas que circulam no Paraná poluem menos e são mais eficientes

5 dezembro, 2016 às 15:57  |  por Ana Maria Ferrarini

ferrovia

Criadas especialmente para atender o mercado brasileiro, as locomotivas ES43BBi já fazem parte frota da Rumo. Com tecnologia de última geração adaptada à bitola métrica, utilizada na maior parte da malha ferroviária brasileira, são mais eficientes e poluem menos que outros modelos.

A ES43BBi conta com um sistema de tração de corrente alternada que fornece 38% mais capacidade de tração em comparação ao modelo de locomotiva que opera no mesmo trecho, que sai de Maringá ou Londrina com destino a Curitiba e Rio Negro.

As novas locomotivas da frota da Rumo também são menos poluentes. O motor Evolution GEVO-12 utiliza melhor o combustível e possibilita uma redução de 26% em L/TKB (litros por tonelada bruta transportada) no consumo de diesel em relação às máquinas que fazem o transporte no Paraná. Reduzindo a emissão de gases da queima de combustível, a ES43BBi polui menos.

Com sistema operacional integrado de forma online à General Eletrics (GE), fabricante das máquinas, o modelo é chamado de locomotiva digital. Essa tecnologia faz um diagnóstico antecipado de anomalias, reduzindo o tempo que a locomotiva fica parada para eventuais diagnósticos.

Segundo Agnaldo Lopes, gerente de engenharia ferroviária, a ES43BBi ficou à frente dos modelos Dash9bb e SD-40 em todos os indicadores de disponibilidade e confiabilidade. “Além do resultado positivo nos indicadores, agora os intervalos de manutenção preventiva são semestrais e permitem um planejamento detalhado na parada da locomotiva em função do sistema integrado de telemetria”, acrescenta.

Atualmente, são 23 novas locomotivas em operação nos trechos que vão de Maringá a Curitiba, e de Londrina à capital ou a Rio Negro. Os trens operados hoje com a ES43BBi são de 105 Vagões com duas locomotivas, enquanto que com outras frotas eram necessárias de três a quatro locomotivas para fazer a mesma viagem.

Além dos ganhos para o transporte, os maquinistas também são beneficiados: a BBi tem maior conforto interno na cabine, é mais ergonômica e mais silenciosa, contribuindo para a satisfação do colaborador.

A Ruma é uma concessionária que tem 12 mil quilômetros de malha ferroviária, 966 locomotivas, 28 mil vagões e quase 12 mil funcionários diretos e indiretos. Só maquinistas, são 1,75 mil profissionais. Sua capacidade de elevação no Porto de Santos e no Porto de Paranaguá é de 29 milhões de toneladas ao ano.

Projetos inovadores valorizam a cidade de Curitiba

5 dezembro, 2016 às 15:53  |  por Ana Maria Ferrarini
Coleção Sensações de Curitiba

Coleção Sensações de Curitiba

Desenvolver produtos e serviços inovadores que destaquem a capital paranaense. Esse é o objetivo do Concurso Curitiba Economia Criativa, organizado pelo Centro Europeu em parceria com a Agência Curitiba de Desenvolvimento. Os nove projetos selecionados participaram de uma rodada com investidores, e agora seguem para implantação.

Coleção CWB: Chuva

Coleção CWB: Chuva

Os projetos têm como base a iconografia da capital paranaense, que foi elaborada no Projeto Digitais Curitibanas, que teve início em setembro de 2014.  Ao todo, foram 66 projetos inscritos. Eles comtemplaram um dos cinco segmentos da economia criativa: design, moda, audiovisual, software de lazer e jogos de computador.

Para Carlos Sandrini, presidente do Centro Europeu, o concurso é de grande relevância para o futuro do segmento. “A economia criativa é um dos setores que guarda a empregabilidade do futuro. E é neste sentido que o Centro Europeu tem pautado e oferecido seus serviços em mais de 30 cursos de profissões. Nosso foco é estimular o espírito empreendedor e transformar nossos alunos em agentes fortalecedores da economia criativa”, detalha Sandrini.

Piá: passeando por Curitiba

Piá: passeando por Curitiba

Relação dos projetos selecionados:

 • Eco PetBox (caixa de transporte descartável para pets);

• Iconografia brasileira (bordados em diferentes peças de iconografia);

• Coleção Sensações de Curitiba (produtos que remetem a Curitiba);

• Sob Signos (luminária de teto econômica e sustentável feita em 3D);

• Conheça Curitiba (game sobre Curitiba apresentando seus pontos turísticos e culturais);

• Piá: passeando por Curitiba (game baseado em jogos de gerenciamento e adventure);

• Coleção CWB: Chuva (capa de chuva feita a partir de plástico, polipropileno e couro de peixe);

• Veste Guri (serviço de aluguel de roupas para casos emergenciais em relação a mudanças do clima);

• Via Viane (reutilização de retalhos em confecção).

Cientista brasileiro é reconhecido com prêmio internacional

5 dezembro, 2016 às 15:47  |  por Ana Maria Ferrarini
Carlos Nobre, à direita, foi premiado durante cerimônia na Suécia  Crédito: Alexander Ruas

Carlos Nobre, à direita, foi premiado durante cerimônia na Suécia
Crédito: Alexander Ruas

Há 28 anos, a Fundação Volvo Environment Prize seleciona e reconhece cientistas de todo o mundo que se destacam por suas pesquisas e descobertas na área ambiental. Em 2016, Carlos Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências dos EUA e da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza foi o escolhido pela instituição sueca.

A cerimônia de premiação foi em 30 de novembro, em Estocolmo, na Suécia, e contou com centenas de convidados do setor público, cientistas, políticos, entre outros. O pesquisador brasileiro foi indicado pelo comitê científico da fundação e selecionado pelo júri da premiação por seus esforços pioneiros realizados para entender e proteger a Amazônia, um dos ecossistemas mais importantes do mundo.

Na opinião de Nobre, o reconhecimento é a consolidação de sua carreira e também reforça a atualidade de suas pesquisas. “Desde a década de 1970 a Amazônia chama a minha atenção de uma maneira apaixonante. Estudar os impactos e as consequências do desmatamento foi algo pioneiro em 1980, mas hoje é algo extremamente atual e urgente”, comenta.

Convidados  no evento da Fundação Volvo Environment Prize  Crédito: Alexander Ruas

Convidados no evento da Fundação Volvo Environment Prize
Crédito: Alexander Ruas

Mudanças climáticas X mudanças comportamentais

Em 2016 foi consolidado o Acordo de Paris, que busca frear as mudanças climáticas que o planeta vem sofrendo e limitar o aquecimento global a no máximo 2°C em relação aos níveis pré-industriais. O ideal é que as nações signatárias promovam mudanças para que o aumento não supere 1,5°C, mas de acordo com Carlos Nobre, os compromissos assumidos pelos países até o momento podem não ser suficientes. “O Acordo de Paris sinaliza um esforço global que nos levará apenas até o limite aceitável. Se todos os países cumprirem com suas metas ainda estaremos longe de um limite seguro de sobrevivência na Terra. É necessário muito mais do que isso para que seja possível estabilizar o clima”, alerta ele.

A meta do Brasil é reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025 e 43% até 2030 em relação aos níveis de 2005. Para isso é preciso investir em energias limpas, zerar o desmatamento na Amazônia até 2030, recuperar áreas degradadas, diminuir as emissões da agricultura, entre outras iniciativas.

A realidade, no entanto, é que na Amazônia a temperatura já é mais elevada do que no restante do Brasil e se o aumento de temperatura superar 31°C— associada a alteração no regime pluviométrico com menos chuvas no sul e sudeste da Amazônia – isto forçaria a região ao limite. A eliminação do desmatamento, apesar de ser extremamente necessária, reduziria apenas 4% das emissões globais de gases do efeito estufa (GEE), segundo Nobre, que afirma: “é preciso que a mudança seja comportamental, disruptiva e completa. Iniciativas isoladas não resolverão nosso problema, que é urgente”.

Apesar de mudanças culturais serem as mais difíceis, são a saída apontada pelo especialista. Optar por uma dieta mais saudável, com redução de carne vermelha, trocar combustível fóssil por fontes de energia limpas são algumas das sugestões dadas pelo cientista. “A relação entre o clima, a floresta, o desmatamento é real e nos afeta diariamente. Não podemos perder o trem da história, pois o custo será o futuro de nossa e das próximas gerações”, conclui Carlos Nobre.

Desde 1990, os premiados pela Volvo Environment recebem uma escultura de vidro e um diploma da instituição  Crédito: Alexander Ruas

Desde 1990, os premiados pela Volvo Environment recebem uma escultura de vidro e um diploma da instituição
Crédito: Alexander Ruas

Quem é Carlos Nobre é membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Engenheiro eletrônico pelo Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA), doutor na área de meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e especialista em modelagem matemática de cenários climáticos. Atuou como secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Sua carreira científica e sua luta contra as alterações climáticas no planeta já lhe renderam muitos prêmios, entre eles o Nobel da Paz de 2008, que recebeu como membro do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).