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Reserva Natural é opção de tranquilidade em meio ao tumulto das férias de verão

9 janeiro, 2018 às 15:02  |  por Ana Maria Ferrarini

Nem toda viagem de verão precisa seguir o tradicional roteiro sentido beira-mar. Para quem deseja fugir do trânsito intenso e da multidão de turistas que seguem para as tradicionais praias paranaenses e catarinenses, a Reserva Natural Salto Morato, criada e mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, é uma opção que oferece tranquilidade e contato com a natureza.

Reserva Natural Salto Morato oferece ótima estrutura aos visitantes   Foto: Mariana Blessmann

Reserva Natural Salto Morato oferece ótima estrutura aos visitantes
Foto: Mariana Blessmann

O local é reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco e está aberto ao público desde 1996. Localizada a 160 quilômetros de Curitiba, na cidade de Guaraqueçaba, a reserva é uma das áreas protegidas do Lagamar, uma extensa faixa entre o litoral paranaense e o litoral sul de São Paulo, que representa o maior e mais conservado remanescente contínuo de Mata Atlântica no Brasil. “Nossa reserva foi criada para conservar suas áreas em perpetuidade contribuindo para complementar os esforços públicos na manutenção de áreas protegidas e na proteção dos ecossistemas naturais. Além disso, a área também incentiva o turismo da região e fortalece a economia local”, analisa a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

Cachoeira Salto Morato é um dos atrativos mais procurados na Reserva  Foto: Haroldo Palo Jr

Cachoeira Salto Morato é um dos atrativos mais procurados na Reserva
Foto: Haroldo Palo Jr

Ao todo são 2.253 hectares que incluem duas trilhas: uma que leva ao aquário natural, ideal para banho e o Salto Morato, uma queda d’água com mais de 100 metros de altura; e outra que conduz os visitantes à Figueira do Rio de Engenho, árvore cuja raiz forma um portal sobre os seis metros de largura do rio. Nesta trilha, também é possível realizar a travessia do rio em cabos de aço, atração conhecida como Falsa Baiana.

Outra opção que o local oferece é um ambiente ideal para os praticantes do ‘birdwatching’ - observação de aves como é popularmente conhecido – e, de acordo com o ornitólogo, Pedro Scherer Neto, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, uma atividade que cresce cada vez mais no Brasil. “Com um binóculo, uma câmera fotográfica e até com alguns modelos de telefone celular é possível registrar pássaros na natureza. Identificar o canto e as características de cada espécie é apaixonante e a cada ave avistada, cresce a vontade de achar novos pássaros”, comenta. Somente na Reserva foram registradas a ocorrência de mais de 320 espécies.

Figueira do Rio do Engenho

Outra trilha do local leva até a centenária Figueira
Fundação Grupo Boticário

A reserva oferece aos visitantes uma infraestrutura com centro de visitantes, quiosques, lanchonete, alojamento para pesquisadores e um auditório para eventos e capacitações. O local funciona das 8h30 às 17h30 – com entrada permitida somente até as 16h -,  de terça-feira a domingo e os ingressos para entrada na Reserva custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) para estudantes ou doadores de sangue com carteirinha.

Para quem pretende estender o passeio, antes ou depois da visita à Reserva, a cidade de Guaraqueçaba também oferece atrativos aos visitantes. O centro da cidade fica a 18km da Reserva e conta com uma estrutura de atendimento ao turista com hotéis, bares e restaurantes. A partir dali também é possível conhecer outros atrativos locais como a Trilha do Quitumbe com uma linda vista para a baía, os passeios de barco para o Parque Nacional de Superagui, a Reserva do Sebuí, além do pôr-do-sol de frente para o mar.

Diversas espécies de aves podem ser avistadas na Reserva  Foto: Fundação Grupo Boticário

Diversas espécies de aves podem ser avistadas na Reserva
Foto: Fundação Grupo Boticário

 

72% das empresas ainda não reconhecem as mudanças climáticas como um risco financeiro

9 janeiro, 2018 às 14:55  |  por Ana Maria Ferrarini

No mundo inteiro, 72% das empresas de médio e grande portes com ações negociadas em bolsas de valores ainda não reconhecem os riscos financeiros oriundos das mudanças climáticas em seus relatórios anuais financeiros, de acordo com a Pesquisa 2017 de Relatórios de Responsabilidade Corporativa da KPMG (The KPMG Survey of Corporate Responsibility Reporting 2017, em inglês).  O levantamento estudou relatórios anuais financeiros e relatórios de responsabilidade corporativa das 100 maiores empresas por receita de 49 países, dentre eles o Brasil.

Ainda de acordo com a pesquisa, da parcela minoritária que reconhece o risco das mudanças climáticas, apenas 4% fornece uma análise aos investidores do potencial valor de negócio em risco.

Em termos de setores, as empresas que operam em recursos florestais e papel (44%), mineração (40%), e petróleo e gás natural (39%) têm as mais altas taxas de reconhecimento do risco relacionado ao clima em seus relatórios.  Já serviços de saúde (14%), transporte e entretenimento (20%) e varejo (23%) são setores menos propensos a reconhecer o risco climático.

“A pesquisa mostra que, mesmo entre as maiores empresas do mundo, uma parcela extremamente reduzida está disponibilizando indicações adequadas do valor em risco a partir das mudanças climáticas.  A pressão sobre as empresas para que se esforcem para melhorar, no que se refere à divulgação, cresce diariamente.  Alguns investidores já estão adotando uma abordagem linha dura para exigir a divulgação; alguns países estão avaliando a regulamentação para impô-la; e alguns agentes reguladores financeiros alertaram para o fato que a não identificação e a não gestão do risco climático seja uma violação do dever fiduciário de um Conselho.  Neste contexto, estimulamos as empresas a se mexer rapidamente.  Aquelas empresas que não o fizerem, poderiam começar a perder investidores em um futuro bem próximo, e constatar que o custo do capital e da cobertura de seguro aumentam rapidamente”, analisa o diretor da KPMG no Brasil e líder para a prática de sustentabilidade, Ricardo Zibas.

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Tendências 

A pesquisa da KPMG também explorou as tendências futuras nos relatórios de responsabilidade corporativa, incluindo relatórios sobre as Metas de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) das Nações Unidas, que relatam sobre os direitos humanos e preparam e divulgam metas de redução de emissão de carbono.

As principais constatações incluem:

•As Metas de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) da ONU tiveram forte receptividade junto às empresas em todo o mundo, em menos de dois anos contados a partir do seu lançamento. Trinta e nove porcento dos relatórios estudados conectam as atividades de responsabilidade corporativa das empresas com as SDGs.   A proporção cresce para 43% quando são examinadas especificamente as 250 maiores empresas do mundo (G250).

•73% dos participantes reconhecem os direitos humanos como uma questão de responsabilidade corporativa que a empresa precisa tratar.  Esta proporção cresce para 90%  no grupo G250.

•67% das 250 maiores empresas do mundo divulgam as suas metas visando reduzir as emissões de carbono da empresa.  Todavia, 69% desses relatórios não se alinham com as às metas climáticas que estão sendo estabelecidas pelos governos, pelas autoridades regionais  ou pela ONU.

O estudo completo está disponível em www.kpmg.com/crreporting

 

Artista cria obras com lixo eletrônico

9 janeiro, 2018 às 14:53  |  por Ana Maria Ferrarini

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Quando qualquer equipamento eletrônico quebra, a maioria vai parar no lixo comum ou, pior, na calçada. No entanto, esse tipo de resíduo, que pode ser tóxico, tem ainda grande utilidade para a indústria e, agora, para a arte. Com o lixo eletrônico da Coopermiti, o artista plástico Marcos Sachs transformou “sucata” em obra de arte.

As placas adquiridas na Coopermiti e outros materiais, os componentes eletrônicos se transformaram em esculturas, painéis e no retrato do escritor francês, Michel Houellebecq. “Acredito que a arte seja uma ferramenta especialmente útil na conscientização de várias causas da maior importância, como é a da reciclagem”, afirma o artista.

O descarte regular do lixo eletrônico ainda é um tema pouco explorado e ensinado à população, mas de extrema relevância. Estes equipamentos podem liberar materiais como Mercúrio, Cádmio, Cobre, Cromo, entre outros que, caso dispostos em aterros não licenciados e controlados, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, causando grande impacto ao meio ambiente e ao ser humano.

Sobre a escolha desses materiais para construir o trabalho, Sachs afirma que foi levado pela curiosidade. “Além do aspecto da preservação ambiental, o que também me atraiu para a reutilização de materiais descartados foi a curiosidade que tinha para certas experimentações em pintura figurativa, buscando substituir a tinta tradicional por objetos coloridos. Algo intermediário, entre pintura e instalação”, conta.

Para quem deseja colaborar com o trabalho da cooperativa de reciclagem, o serviço é gratuito. No site da empresa, além dos endereços de todos os postos, é possível encontrar conteúdo educacional sobre a importância do descarte regular de resíduos eletrônicos. E para conhecer mais o trabalho de Marcos Sachs, basta segui-lo nas redes sociais, @marcos_sachs.

“A arte feita com material descartado é a mais acessível a todos que quiserem usar um pouco da criatividade, todo mundo pode criar algo bacana dessa forma. Mãos à obra, pessoal”, incentiva o artista. Para quem deseja conhecer mais sobre a reciclagem de eletrônicos e incentivar às crianças a olharem os objetos por outras perspectivas, a Coopermiti ainda realiza excursões para escolas e visitas guiadas que podem ser agendadas pelo site da cooperativa.