Opet coleta óleo de cozinha

29 junho, 2017 às 18:57  |  por Ana Maria Ferrarini

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O consumo anula de óleos vegetais no Brasil é de 3,72 milhões de toneladas. Cada família consome cerca de 4 litros por mês, sendo que, apenas um litro descartado nos rios e mares, contamina 25 mil litros de água. Com o objetivo de envolver o tema diretamente no dia a dia de crianças e jovens, o Colégio e a Faculdade Opet disponibilizam postos de coleta de óleo de cozinha em duas unidades, no Rebouças e Centro Cívico.

O óleo deve ser armazenado em garrafas PET e entregue nos locais de coleta. “Estamos pedindo o apoio da comunidade para ampliar o recolhimento de óleos vegetais que é tão prejudicial ao meio ambiente quando descartado indevidamente”, ressalta Andrea Delfini, coordenadora do projeto.

A ideia surgiu a partir de um trabalho de conclusão de curso (TCC) de Gestão Comercial, na modalidade à distância, no qual a professora Andrea coordena, e verificou-se que os óleos vegetais já usados podem sem transformados em produtos de limpeza como sabão e até mesmo biodiesel. “A partir disso, pensamos em como poderíamos colocar isso em prática na própria instituição”, destaca Andrea.

No Colégio, os alunos do 6º ano vão transformar o óleo em sabão na disciplina de química, sensibilizando-os para a possibilidade de reaproveitamento de insumos que, normalmente, são jogados fora. Eles também farão uma ação para informar os benefícios da reutilização do óleo dos restaurantes em Antonina e Morretes, no Litoral do Paraná, em homenagem ao Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação e Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com as Escolas Associadas à Unesco, que o Colégio Opet faz parte.

O valor arrecadado com a transformação do óleo de cozinha será direcionado aos alunos que exercem cargos políticos na Cidade Mirim, com o objetivo de conscientizar a utilização de recursos financeiros em ações públicas. Para a realização dessas ações, eles contarão com a orientação dos alunos dos cursos de graduação de Gestão Comercial, Processos Gerenciais, Gestão Pública, Ciências Contábeis e Pedagogia, na modalidade à distância, e também dos alunos dos cursos de graduação de Gestão Financeira, Logística, Publicidade e Propaganda, Marketing, Ciências Contábeis, na modalidade presencial. O projeto ainda contou com a parceria do Instituto Opet.

“Estamos envolvendo toda a instituição, desde as crianças até os universitários em um esforço conjunto para tratar de um tema muito importante”, conclui a coordenadora Andrea Delfini.

Ameaçada, Floresta com Araucárias ainda é motivo de preocupação

29 junho, 2017 às 18:55  |  por Ana Maria Ferrarini

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Um dos ecossistemas mais característicos da região sul do Brasil e bastante ameaçado, a Floresta Ombrófila Mista (FOM), ou Floresta com Araucárias, tem hoje menos de 3% da sua área original. O motivo são os anos de degradação e o corte de seus pinheiros que a levaram a essa situação crítica. Como consequência, uma das espécies mais emblemáticas do ecossistema, o pinheiro-do-paraná ou araucária (Araucaria angustifolia) entrou na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

Na Região Sul, local que tinha grande parte de sua extensão coberta por essa floresta, Santa Catarina foi o estado que mais conseguiu conservar o ecossistema, mesmo com o desmatamento de quase 75% da área original. De acordo com o biólogo e engenheiro agrônomo Jaime Martinez, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), são 25% de área original que restaram e que formam a maior área preservada de Floresta com Araucárias no mundo.

“Embora a ocorrência da espécie seja majoritária na região Sul do País, existem populações naturais da espécie na Região Sudeste, mais precisamente nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e localizadas, em sua maioria, dentro de uma unidade de conservação, a APA Serra da Mantiqueira, classificada em estudo publicado na revista Science como a oitava área insubstituível do mundo”, destaca Martinez.

Valorizar para conservar

Para contribuir na conservação da  Floresta com Araucárias, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI), implantaram no estado de Santa Catarina uma iniciativa  que agrega valor  aos produtos extraídos desse ecossistema de acordo com um padrão sustentável de produção – como o pinhão, semente da araucária, e a erva-mate, ambas espécies nativas. A iniciativa Araucária+ reúne produtores do Planalto Serrano catarinense, indústria, varejo e sociedade, criando uma rede sustentável de produção, venda e consumo.

Desde o seu início, em 2014, a iniciativa contabiliza 50 instituições envolvidas (entre empresas, ONGs, governos e instituições de pesquisa), 83 produtores articulados,  470 hectares de floresta conservados, e quatro transações comerciais com três empresas.

Para Martinez, ações que colocam a Araucária em evidência, são uma excelente forma de agregar valor à floresta. “Além do cuidado dos consumidores com a compra do pinhão maduro, outras estratégias complementares são fundamentais para promover a conservação dos remanescentes de Floresta com Araucárias. Entre elas estão a coibição do desmatamento ilegal e a agregação de valor à produção não madeireira, mantendo a floresta em pé”, garante.

Época certa para colher e comercializar

Matérias-primas vindas da Floresta de Araucária, o pinhão e a erva-mate, devem seguir algumas normas na hora da extração. Um dos indicativos do momento adequado para a colheita do pinhão, por exemplo, é a queda de temperatura. Se feita antes da hora, pode gerar prejuízos tanto para o consumidor, como para o meio ambiente, pois interfere na manutenção da árvore e de todo seu ecossistema.

Martinez afirma que a prática da coleta do pinhão no tempo certo é um fator positivo no que diz respeito à conservação da Floresta com Araucárias. “Enquanto os produtores locais tiverem retorno econômico com o pinhão, eles vão assegurar a existência da Araucária. Porém, para que a atividade seja sustentável, a coleta devemanter em torno de 50% dos pinhões. Dessa forma, há sobra suficiente para as aves e outros animais que se alimentam da semente, e também para a germinação de novas plantas”, diz o biólogo.

O que ocorre é que muitos coletores se adiantam e removem a pinha ainda na árvore, afetando a germinação de novas plantas. A semente que não amadurece na Araucária perde em sabor para aquela que foi colhida no tempo certo, e os animais que se alimentam do pinhão também são afetados, pois têm menos alimento disponível, gerando um efeito em cadeia.  Por isso o ideal é que a colheita seja feita no solo, buscando os pinhões que realmente estão maduros.

Já a erva-mate não deve ser colhida no período da floração (de setembro a dezembro) e as árvores precisam ficar com, pelo menos, 30% das folhas. “Outra medida muito importante que o Araucária+ incentiva, e que também vale para o pinhão, é a retirada do gado de dentro da floresta. O gado pisoteia o solo, deixando-o compacto, e dificultando a germinação de sementes das espécies vegetais nativas da floresta. Além de também comer as mudas que já estão estabelecidas”, explica o coordenador de Estratégias e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam.

Fundação Espaço ECO® divulga seu Relatório de Atividades 2016

29 junho, 2017 às 18:53  |  por Ana Maria Ferrarini

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O ano de 2016 foi marcado pela agilidade e engajamento da equipe da Fundação Espaço ECO® (FEE®) para os bons resultados alcançados, relatados no Relatório de Atividades 2016 da organização. Foram mais de 12 mil pessoas beneficiadas pelo conhecimento sobre sustentabilidade compartilhado pela FEE®. Além disso, 11 estudos de sustentabilidade aplicada foram realizados com metodologias baseadas no conceito de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV). A organização ainda fez o plantio de mais de 14 mil mudas nativas que proporcionaram a restauração de 11 hectares de floresta. O relatório completo pode ser acessado em: https://goo.gl/W4QGya. Para dowload acesse: https://goo.gl/z1vHY5.

Obra traz mais de 150 receitas veganas práticas e rápidas de preparar

29 junho, 2017 às 18:51  |  por Ana Maria Ferrarini

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Porta-voz de uma geração que revolucionou a culinária vegana americana, a blogueira Isa Chandra faz sua estreia no Brasil com o livroOs segredos veganos de Isa – Mais de 150 receitas fáceis e rápidas para o dia a dia. Na obra a autora ensina o preparo de pratos fáceis, saborosos, sem carne e com ingredientes frescos, trazendo opções  para todas as refeições. A maioria das receitas não precisa de mais de 30 minutos para ficar pronta, e mesmo as mais demoradas são práticas, pois permitem que a pessoa tenha tempo livre enquanto os ingredientes cozinham em fogo baixo ou douram no forno.

Lançamento da Editora Alaúde, o livro apresenta receitas de ensopados quentinhos e saladas fresquinhas, sanduíches que valem por uma refeição e refogados que alimentam um batalhão, além de sugestões para o café da manhã e para o almoço de domingo, por exemplo. Completam a obra dicas para organizar a despensa, técnicas para diferentes cortes de tofu e sugestões para substituir os alérgenos mais comuns.

A obra é ideal para quem é novato na cozinha já que, além das receitas descomplicadas, o texto bem-humorado e descontraído de Isa faz com que os momentos na cozinha sejam mais divertidos e produtivos.

Entretanto, quem é expert na cozinha e está em busca de novos paladares também encontrará opções que vão agradar, já que a obra apresenta receitas dos pratos mais tradicionais da comfort food norte-americana além de sugestões inspiradas na gastronomia de países como Itália, México, Tailândia, Índia e muitos outros.

Sobre a autora

Isa Chandra Moskowitz é autora deste e de mais cinco livros de culinária vegana, além de ter escrito mais três em coautoria. Foi eleita durante sete anos seguidos a autora de culinária preferida da revista norte-americana VegNews. Possui um restaurante chamado Modern Love, com unidades em Omaha, no estado de Nebraska, e no Brooklyn, em Nova York.

Sobre a Editora

Com mais de 10 anos de tradição no mercado editorial, a Alaúde vem desenvolvendo um catálogo sólido e diversificado, com títulos de destaque na área de gastronomia, saúde, filosofia prática, espiritualidade, automobilismo, desenvolvimento pessoal e profissional. Para mais informações, visite o site www.alaude.com.br.

Brasil participa de encontro internacional de conservação

29 junho, 2017 às 18:49  |  por Ana Maria Ferrarini
Reserva Natural Salto Morato

Reserva Natural Salto Morato

O gerente de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, André Ferretti,  esteve na Alemanha reunido com outros 22 pesquisadores e especialistas em conservação do mundo, para discutir boas práticas de conservação em áreas protegidas privadas.

Realizado na ilha de Insel Vilm, pela União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN) e pelo Governo Alemão, o encontro debateu a conservação de terras privadas, o funcionamento dessa prática em diferentes países, o que estimula essa conservação, e quais as principais dificuldades e demandas. A partir dos debates realizados nesse evento, a IUCN deverá criar e divulgar um guia sobre o tema mostrando os resultados do encontro.

Na oportunidade, André apresentou a experiência da Fundação Grupo Boticário com a conservação de terras privadas. Por meio de suas duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), a Fundação Grupo Boticário protege quase 11 mil hectares de Mata Atlântica e de Cerrado, dois dos biomas mais ameaçados no Brasil. A Reserva Natural Salto Morato está localizada em Guaraqueçaba, litoral do Paraná, dentro do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil. Salto Morato é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e considerada referência nacional em manejo de reservas privadas. A Reserva Natural Serra do Tombador fica em Cavalcante, no interior de Goiás, preserva fauna e flora únicas da região e contribui na proteção do entorno do Parque Nacional Chapada dos Veadeiros.

Revista National Geographic destaca o derretimento da Antártida

29 junho, 2017 às 18:41  |  por Ana Maria Ferrarini

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A edição de julho da revista National Geographic, que chega às bancas hoje, dia 29 de junho, destaca o colapso do gelo na Antártida. A reportagem de capa ressalta como os cientistas monitoram o derretimento do gelo no continente austral e os possíveis eventos que podem fazer subir de forma acentuada o nível dos mares, desencadeando uma crise mundial.

Ao longo da reportagem, especialistas revelam áreas de risco, traçam o histórico do aquecimento da atmosfera desde a Revolução Industrial, diagnosticam a situação e detalham as consequências do degelo antártico. De acordo com a revista, o lado oeste da Península Antártica está se aquecendo mais rápido que o restante do planeta: das 674 geleiras locais, 90% estão em retração e liberando icebergs no mar. Para Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, o colapso do enorme Manto de Gelo da Antártida Ocidental é questão de tempo. Crucial, porém, é saber se isso vai ocorrer daqui a 500 anos ou antes, em menos de um século – e se a humanidade terá tempo de se preparar.

Por enquanto, as melhores estimativas indicam que a Antártida vai perder gelo suficiente para elevar o nível dos oceanos, em todo o planeta, mais de 1 metro até 2100 – dependendo da rapidez com que os seres humanos continuem a lançar na atmosfera os gases associados ao efeito estufa. Quando se leva em conta também o degelo que ocorre na Groenlândia e em outras partes do mundo, não é inconcebível que o nível dos mares suba de 1 a 2 metros até o fim do século 21. Para imaginar o pior cenário possível, os cientistas têm de levar em conta a Antártida Oriental, que abriga mais de três quartos de todo o gelo do planeta. No futuro distante, no caso de um eventual degelo de todo o continente, os mares subiriam 57,6 metros – um cenário de apocalipse.

Também nesta edição a revista lança a nova seção “Vozes”, um espaço para especialistas decorrerem sobre o seu tema de domínio. A estreia será com jornalista Matthew Shirts, que apresenta um panorama sobre as mudanças climáticas e a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. “O polêmico presidente conseguiu o que milhares de pesquisadores e ambientalistas sonhavam: trazer o desafio de controlar o aquecimento global ao seu devido lugar de destaque na mídia mundial”, afirma Shirts.

A revista também apresenta cenários de otimismo: na seção “3 Perguntas”, com Al Gore, o ex-vice-presidente americano fala do seu novo projeto no cinema, An Inconvenient Sequel (“Uma Sequência Inconveniente”) e confessa que, agora, as soluções parecem mais claras. Para Gore, de 69 anos, “há tantas pessoas trabalhando nisso ao redor do mundo que eu sou muito otimista. Tecnologia solar, eólica e outras estão ficando mais baratas e melhores. Acredito que a revolução sustentável seja irrefreável”, conclui.

National Geographic acredita no poder da ciência, da exploração e da reportagem para mudar o mundo. A revista National Geographic Brasil é uma publicação mensal da editora Content Stuff.

Fundação Grupo Boticário recebe troféu ambiental em Congresso Nacional

25 maio, 2017 às 16:31  |  por Ana Maria Ferrarini
Leide Takahashi recebeu o Troféu Empresa Amiga do Meio Ambiente pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza  Foto: Christiana Marques

Leide Takahashi recebeu o Troféu Empresa Amiga do Meio Ambiente pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
Foto: Christiana Marques

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza foi premiada com o Troféu Empresa Amiga do Meio Ambiente, durante o XVII Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente. A homenagem, recebida por Leide Takahashi, gerente de projetos ambientais da instituição, foi um reconhecimento às ações de conservação da natureza realizadas em todo o Brasil, ao longo dos 26 anos de história da Fundação Grupo Boticário.

A premiação foi concedida pela Abrampa (Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente), que realiza todos os anos o congresso com o propósito de promover debates sobre temas ambientais e estimular pesquisas relacionadas ao Direito Ambiental. Este ano, o evento foi realizado entre os dias 26 e 28 de abril, na cidade de São Paulo.

 

Dez impactos causados pela redução de áreas naturais no Brasil

25 maio, 2017 às 16:29  |  por Ana Maria Ferrarini

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Recentemente, o governo federal propôs a redução de mais de 1 milhão de hectares da área de unidades de conservação (UCs), que inclui áreas do Pará, na Amazônia, e de outras regiões do Brasil.

A mudança, que já foi aprovada por uma comissão mista de deputados e senadores, acontece por meio de uma ferramenta ágil e destinada apenas a assuntos urgentes: as medidas provisórias. No último dia 16 de maio, a MP 756 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, que autoriza a mudança de categoria de parques nacionais e de florestas nacionais e os transforma em áreas de preservação ambiental (APAs), cujas restrições para exploração são menores.

A proposta atinge uma região que sofre com o desmatamento há anos. Apesar da redução do índice histórico de desmatamentos na Amazônia, em 2016 ainda foram registrados 8 mil km² pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – área equivalente a quase uma vez e meia o Distrito Federal, que tem 5,7 mil km². As consequências dessas ações não afetam somente quem vive perto das florestas, mas abrange todo o País, de Norte a Sul, sem contar o impacto causado na fauna, na flora e nos serviços ambientais daquelas áreas reduzidas pela proposta.

Confira dez fatos e impactos que a redução de florestas causa para o meio ambiente e para a população:

1. A falta ou excesso de chuva no Brasil é influenciada pela Amazônia

É na Amazônia que são formados os rios aéreos ou voadores, que são massas de ar carregadas de vapor d’água. A floresta amazônica atrai a umidade evaporada pelo oceano e cria correntes de ar que transportam essa umidade em direção ao Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. De acordo com o biólogo e diretor da Permian Brasil, Fábio Olmos, existem diversos estudos que mostram que a segurança hídrica nacional depende da Amazônia. “Tanto os centros urbanos como o campo, a região mais povoada do País ou a mais remota, dependem dos serviços ambientais fornecidos pela floresta e outros ecossistemas naturais. Isso sem nem mencionar a questão das emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento, que intensificam a mudança global do clima”, afirma ele, que também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

2. Conservação da natureza não está na lista da maioria dos governantes

Parece ser uma triste verdade. As recentes mudanças anunciadas pelo governo brasileiro demonstram que as regras atendem aos interesses de poucos e não a vontade de muitos. No Pará, os limites do Parque Nacional do Rio Novo, Parque Nacional do Jamanxim e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós correm sérios riscos de serem alterados. Essas últimas mudanças aconteceram por meio das Medidas Provisórias 756 (aprovada pela Câmara dos Deputados na terça, 16 de maio) e 758, que, além do Pará, também propõe alteração na área do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina.

3. Não estamos reduzindo o desmatamento

Por cerca de 10 anos, até a celebração do Acordo de Paris na Conferência de dezembro de 2015 (COP21), a redução de desmatamentos na Amazônia era destaque global ano após ano: a taxa anual foi reduzida em 83% e oscilou entre 5 a 6 mil km²/ano até 2015. Em 2016, no entanto, os desmatamentos medidos pelo sistema PRODES do INPE registraram quase 8 mil km² na região. Entre as causas, pode-se apontar tanto as reduções orçamentárias dos órgãos ambientais reguladores, como mudanças do Código Florestal Brasileiro, em 2012, que anistiaram desmatamentos ilegais do passado, encorajando o descumprimento da lei.

4. O Brasil é um país que não cumpre acordos internacionais

O Acordo de Paris foi assinado em 2015 por dezenas de países que se comprometeram a parar e reduzir o aquecimento global e suas consequências. O ideal é que as nações signatárias promovam mudanças para que o aumento não supere 1,5°C. O Brasil foi protagonista nas negociações que concretizaram o pacto e se comprometeu a reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025, 43% até 2030 em relação às emissões de 2005, e zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. Ou seja, até lá, o Brasil está dizendo que continuará tendo desmatamento ilegal na Amazônia; e, quanto aos demais Biomas, o compromisso brasileiro não traz metas específicas. De acordo com o climatologista Carlos Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências e da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, com as constantes reduções de áreas protegidas e o aumento do desmatamento, dificilmente chegaremos à meta de desmatamento zero, que já era desafiadora. “A relação entre o desmatamento, a floresta e o clima é real e nos afeta diariamente. Não podemos perder o trem da história, pois o custo será o futuro de nossa e das próximas gerações”, analisa Nobre.

5. O clima do planeta está esquentando

A temperatura média do planeta está aumentando e isso é perigoso! Dados divulgados pela Nasa, agência espacial americana, e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), em janeiro deste ano, confirmam que a temperatura do planeta bateu recordes pelo terceiro ano consecutivo. Em 2016, o planeta estava 0,99 grau Celsius mais quente que a média do século XX. Há grande consenso científico de que a maior parte do aquecimento observado nos últimos 60 anos é devido ao aumento da concentração de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), decorrente da emissão de combustíveis fósseis, do desmatamento, entre outros. Quanto menos áreas naturais tivermos, pior ficará a situação.

6. Quando uma floresta é derrubada, as outras regiões também são afetadas

Além do impacto no regime de chuvas, as florestas também atuam como reguladores do clima, proteção de rios e das espécies que vivem nelas, entre muitos outros fatores. O recente surto de febre amarela que alarmou o Brasil é consequência do desmatamento da Mata Atlântica, por exemplo.

7. Pecuária é uma das atividades mais poluentes

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançou o relatório Estado das Florestas do Mundo 2016 e concluiu que, no Brasil, mais de 80% do desmatamento está ligado à conversão de terras em terrenos de pasto. Além disso, o relatório analítico do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa) do Observatório do Clima mostra que as emissões diretas e indiretas do agronegócio representam dois terços das emissões brasileiras de gases de efeito estufa.

8. Medidas provisórias deveriam ser usadas com mais cautela

Na hora de mudar ou propor normas, o governo tem três caminhos possíveis: as medidas provisórias (MPs), os decretos e os projetos de lei. Os decretos podem ser feitos apenas pelo presidente, governadores e prefeitos para determinadas leis. Os projetos de lei são a maneira mais tradicional e “certa” de se propor uma mudança, mas também são mais lentas e burocráticas. É aí que surgem as MPs, que devem ser usadas apenas em casos relevantes e urgentes e quem define isso é o presidente da República. Uma medida precisa ser aprovada em no máximo 120 dias e tem força de lei imediata. Usar uma MP para alterar a área de uma unidade de conservação, por exemplo, é uma distorção grave da lei, de acordo com o advogado especializado em causas ambientais, Marcelo Dantas, que é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. “Se as alterações sugeridas na Amazônia são urgentes a ponto de pedir uma medida provisória, certamente elas atendem a interesses específicos e que divergem da opinião da população. Essa manobra foi feita para driblar a burocracia e reduzir a resistência na aprovação”, explica.

9. Florestas e áreas de preservação podem gerar emprego e renda

Acreditar que desmatamento e danos ambientais estão ligados ao desenvolvimento é um pensamento, no mínimo, atrasado. Carlos Eduardo Young, economista e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, defende o conceito de economia verde: uma prática que estimula atividades associadas à preservação ambiental, uso eficiente de recursos e inclusão social. “As atividades ‘verdes’ tendem a ser mais intensivas em mão de obra e em produtos manufaturados com maior conteúdo de inovação”, explica.

10. O desmatamento das áreas naturais induz a mais violência no campo

Há no Brasil uma tradição de que, se for estabelecido um uso produtivo da terra, é possível ter direito à sua posse. Nesse ponto de vista, a taxa de desmatamento tende a aumentar e dar a oportunidade para que grileiros reclamem para si o direito à posse; e o resultado: violência. De acordo com o artigo “Direitos de Propriedade, Desmatamento e Violência: Problemas para o Desenvolvimento da Amazônia”, publicado em 2014, nos municípios onde há mais desmatamento, a taxa de homicídios também é maior. Para o pesquisador Carlos Eduardo Young, que é membro da Rede de Especialistas e um dos autores do artigo, “há inúmeros estudos que apontam como o processo de desmatamento é acompanhado por atos de violência, que vão do conflito entre posseiros e grileiros, até a expulsão dos antigos moradores da floresta. Casos, ainda, que podem resultar em homicídio”, explica.

*Carlos Nobre, Carlos Eduardo Young, Fábio Olmos e Marcelo Dantas fazem parte da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Burger vegetariano

25 maio, 2017 às 16:25  |  por Ana Maria Ferrarini
Sem carne, mas com muito sabor. De olho nesta receita, o JPL Burgers traz uma novidade para quem aprecia os hambúrgueres que não levam proteína animal. Todos os sanduíches da rede já podem ser pedidos com a opção de burgers vegetarianos nas três lojas – ParkShopping Barigui, Mercadoteca e Distrito 1340. Além disso, também é possível escolher o tipo de pão: integral, sem glúten ou o convencional.
Sanduiche Riviera do JPL Burgers
O burger “veggie” do JPL tem receita própria. Leva em sua preparação berinjela, proteína de soja, batata, cebola, alho, alecrim e molho shoyu. Muito saboroso, agrada não só quem é vegetariano ou segue algum tipo de dieta, mas como todos que apreciam diferentes paladares.  Os pães também são exclusividade, criados pela Fabulosa Bakery, e não possuem lactose.
Um dos sanduíches mais novos do cardápio é o Vegas, que traz burger de 100 gramas, maionese, cebola roxa, tomate e alface, por R$ 14,90. Outro destaque é o Riviera, uma releitura de um grande sucesso de cardápio antigo da casa que foi resgatado. Traz o burger padrão da casa, com 200 gramas de carnes selecionadas, mais sour cream, provolone, pimenta jalapeño e alface americana. Custa R$ 26,90 (apenas o sanduíche) ou R$ 29,90 (com batatas fritas).
Mas não faltam sabores diferentes. Um dos grandes sucessos da marca, o Hellburger leva com queijo muçarela, bacon e queijo cheddar, a R$ 25,90. O New Yorker Ramone (R$ 24,90) é preparado com cebola crispy, molho lemon pepper e queijo muçarela. O Super Series, por sua vez, conta com muçarela, alface, tomate e maionese, vendido a R$ 22,90. Outra dica para quem busca algo diferente é o La Crosse, que apresenta uma combinação bem diferente: queijo gorgonzola com cogumelos e alho poró (R$ 29,90).
Para os pequenos, uma sugestão “kids” é o Rocky Jr (R$ 16,90), versão com hambúrguer de 100 gramas, servido no pão com muçarela e barbecue, além de batatas smiles.
INFORMAÇÕES: www.jplburgers.com.br

Menu vegano

25 maio, 2017 às 16:22  |  por Ana Maria Ferrarini

Desapega

O Lagundri volta a inovar e promove todas as semanas, nas noites de segunda e terça-feira, o Desapega, que oferece o menu vegano da casa por R$ 39,90, incluindo a degustação da entrada, prato principal e sobremesa.

Realizado até julho, o Desapega tem um conceito divertido que pode ser conferido nos vídeos inusitados estrelados pela própria equipe do Lagundri, postados no facebook: https://www.facebook.com/LagundriCuritiba/

Enquanto durar a promoção – às segundas e terças-feiras –, os clientes poderão também degustar os demais pratos do dia do cardápio por R$ 49,90.

Serviço: Desapega

Todas as segundas-feiras e terças-feiras

Horário: a partir das 20h30

Local: Lagundri – Rua Saldanha Marinho, 1061, Centro

Informações: (41) 3232-7758