Cheiros, sabores e cores do Peru
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Quer entrar no clima antes de ler o post? Vá até o blog da nossa “embaixatriz” do Peru no Brasil, a chef Carla Pernambuco. Lá tem um vídeo de uma visita dela ao País, pelo qual estou me apaixonando. É aqui do lado e fico me perguntando por que nós não conhecemos…
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Ela, mais falante e desinibida, e ele, o charmoso chef Coque Ossio, mais calado e tímido, foram os protagonistas da aula “Diálogo entre o Brasil e Peru” no Paladar – Cozinha do Brasil.
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São tantos sabores que vem do Peru que é difícil ficar indiferente. É preciso ir devagar, tudo bem, é como quando, nos anos 80, ficamos cara a cara com a comida japonesa. O primeiro impacto foi assustador, lembro, e pensar que até hoje tem gente que ainda torce o nariz para a gastronomia do Japão, não me conformo. Na época, ajudou também conhecer as tradições e os costumes do País. É preciso se atrever, ir além.
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Eles começaram a aula com o ceviche ou “cebiche” clássico, que já é nosso conhecido e amado, depois não pararam, foram seis receitas, arrisco. Para nossa sorte pudemos provar o que eles prepararam. Foi-nos servido um pouquinho de cada coisa para o delírio da plateia, meu pelo menos, com certeza. Atum, camarão, lagostim. Olha, não dá pra descrever. Eu, se fosse você, se pudesse, iria para o Peru experimentar a comida do chef Coque, que é dono do La Bonbonniere e filho da famosa banqueteira Marisa Guilfo. Alguns chefes não serviram nada do que foi mostrado nas aulas, para o desespero de quem assistia. Daria tudo por uma mordida só que fosse nos pratos preparados por Massimo Bottura, por exemplo, o Adriá italiano, quem me levará para Modena, um dia, com certeza, pra conhecer a Osteria Francescana. Ele faz a união da cozinha tradicional italiana da Emilia Romagna com a vanguarda da gastronomia e vem causando polêmica, mas isso já é outra história para o post da aula dele, que eu conto logo mais.
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Aprendi a fazer “leche de tigre” e nunca mais serei a mesma. O “leche” serve pra tudo. É base para tiradito, cebiche e ainda por cima cura ressaca. A novidade que eu aprendi é que antes o cebiche ficava marinando, o peixe “cozinhava” no limão, agora é feito rapidinho, tem influência japonesa, fica mais gostoso ainda. O prato mais representativo do Peru leva cinco ingredientes: cebola, sal, limão – espremido na hora – peixe fresco e aji – que eu ganhei para plantar, acreditem, vamos ter cebiche verdadeiro! Bem, voltando ao leite de tigre: limão, cebola, salsão, gengibre, pimenta, coentro e um pedaço de peixe cru fresco, bate no liquidificador e côa. Bate no “pulsar” rapidamente. Tome puro no copinho e seja feliz. Não vou colocar todas as receitas aqui. Procure no link, ou escreva pedindo e veja as fotos dos pratos. O primeiro é o “resumo” – de tudo um pouco.
As minhas pimentas…
Veja aqui as receitas do Paladar – Cozinha do Brasil.




10 October, 2009 às 22:38
Parabéns! Cozinhar é uma arte!
Eu não sei cozinhar mas aprecio ver belos pratos e saborear, é claro.
Entrei neste blog, pois vou ao Perú e quero conhecer a culinária!
Sucessos!!!!!
11 December, 2009 às 19:52
[...] não tem erro, veja aqui e para o “leche de tigre” deixo o link para um post do “vosso blog” aqui. Boa sorte e depois conte como foi. Seção: Geral, Receitas de Frutos do [...]