Que venham os cavas da Gramona

8 December, 2009 por Jussara Voss
18:28

A família Gramona, da bodega de mesmo nome, imagine, já passou por nossas terras. Os espanhóis aventureiros olharam longe e nos idos de 1930 se instalaram no interior de São Paulo. Tudo isso porque eles têm o dever de inovar e buscar o melhor. Fazem isso há 125 anos. No Brasil, infelizmente, a experiência não deu frutos. Nosso líquido espumante vem dos 40 hectares das cinco fincas em Penedes, na região de Barcelona, uma das mais ricas para a produção de vinho e que há mais de 150 anos produz as uvas Xarel-lo, num dos vinhedo mais antigos dessa variedade no lugar.


Conheci os cavas da Gramona, importadas pela Porto da Porto e Casa Flora, com a Ana Lopez Lidon, uma química que resolveu deixar o trabalho de consultoria numa multinacional para ir atrás de uma profissão que fosse também uma paixão. Encontrou o rumo e na faculdade recebeu o convite do professor de Cava para trabalhar. Adivinhe em qual empresa. Hoje, a Master em Enologia e Viticultura é gerente de exportação e sai orgulhosa a mostrar pelo mundo um produto que conheceu e passou a admirar e que lhe deu o caminho que buscava. Ana contou um pouco da história da casa e alguns fatos que ajudaram a consolidar a vinícola, que só produz cavas e vinhos brancos, como o desastre da praga da Philoxera e o fôlego extra quando cresceu a demanda da França pela bebida e o champagne virou moda.

100 best wines
A Bodega Gramona acumula prêmios, está entre as “Top 100” do mundo pela eleição da Wine&Spirits, ao lado dos vinhos espumantes da Krug e Louis Roederer, seus vinhos também estão entre os 10 melhores vinhos espanhóis, pela Wine Enthusiast e pelo Guia Peñin 2010. Levou a Gran Medalla de Oro no Concurso Mundial de Bruselas em 2008. Poderia dizer que são vinhos complexos, elegantes, finos, mas acho que isso todo mundo já disse algum dia, eu digo que me apaixonei pelos sabores e pelos produtos da Gramona, sai encantada. Entre os vinhos degustados desde um cava jovem, que satisfaz o consumidor que está aprendendo a beber, até as especiais, para os muito exigentes. Senti pinhão e café, o que é difícil, quase nunca identifico os aromas, na Gramona Imperial 2005 Gran Reserva Brut, se estou certa, e a especialista comentou que esses aromas costumam se intensificar com o tempo. Perfeito.

Cavas degustadas
Gramona Xarel-lo Font Jui 2005
100% Xarel-lo, 4 meses de Crianza em barricas de roble francês de 300 litros.
Gramona Al-legro Brut Reserva
Macabeo, Xarel-lo, Parellada. 18 meses de Crianza em garrafa.
Gramona Rose Brut Reserva
100% Pinot Noir. Dois anos de Crianza em garrafa.
Gramona Imperial 2005 Gran Reserva Brut
50% Xarel-lo, 40% Macabeo, 10% Chardonnay. Três a quatro anos de
crianza em garrafa.
Gramona III Lustros 2003 Gran Reserva Brut Nature
70% Xarel-lo, 30% Macabeo. Cinco anos de crianza em garrafa.

 

2 Comentários para “Que venham os cavas da Gramona”

  1. 1 Luiz
    9 December, 2009 às 19:58

    Tudo bem ? Me permite uma pequena correção ?
    É os Cavas, no masculino, assim como dizemos os Champagnes.
    Um abraço

  2. 2 Jussara Voss
    9 December, 2009 às 23:53

    Oi,Luiz!
    Não só permito, como agradeço.
    Um abraço

Deixe seu comentário