Paul Rigaud Brut, Cave Extrême e Extrême chegam a Curitiba
O francês radicado na Argentina Jean-Edouard Rochebouët, da vinícola Cave Extrême, estava feliz. Pela primeira vez em Curitiba, constatava o mercado potencial da cidade e do país, a boa venda dos seus produtos antes mesmo do lançamento oficial e a aprovação de quem estava degustando os espumantes Paul Rigaud Brut, Cave Extrême e Extrême na última terça-feira (8), no restaurante Duo. Eu também ficaria. Com as características de um bom champagne e preço de um espumante, R$ 74,90, escolheria o Extrême para acompanhar uma refeição, certamente. É um vinho gastronômico. Produção de apenas 10 mil garrafas. Escolheria também o Cave Extrême, R$ 38,90, para acompanhar um coquetel, ou um bate papo. Já o Paul Rigaut Brut é mais indicado para aqueles que preferem os espumantes suaves, como os demi ou moscatel, “fácil de tomar”. Os empresários Guilherme Franco e Omar Omeiri, que agora somam às suas atividades a de importadores de vinhos com a novíssima La Bodegha, também apostaram firme. Franco não pensou duas vezes quando, pesquisando bebidas no país vizinho para importar, provou os produtos da Cave Extrême, “tem tudo para agradar”, festeja.
Pinot Noir, Chardonnay e Chenin Blanc nos espumantes da Cave Extrême.
Ele é fã de champanhe, não é para menos, Jean-Edouard de Rochebouët ocupou o cargo de diretor-geral na Moët Chandon da Argentina durante 15 anos, então, para esse francês produzir espumantes foi um caminho natural. Livre para fazer o que quer na sua própria empresa, Rochebouët apostou na bebida. “Acho que somos uma exceção, pois os espumantes são a especialidade e o principal produto da nossa bodega, o que não acontece no país conhecido pela produção de vinhos tintos”, contou.
Um francês na Argentina, fã de champanhe
Mas qual a receita para um bom espumante? “Equilíbrio entre açúcar e acidez, para ter frescor e vivacidade”, ensina Jean-Edouard, proprietário da linda vinícola, localizada a 70 km de Mendoza. Gostei da preocupação do produtor, que fez sua formação em Reims, na região de Champagne, em explicar ao garçom a maneira de servir. “Não vendemos cerveja, é só um fio de espuma”, brincou. É uma cena muito comum, poucas pessoas sabem, ou se preocupam com o serviço que é tão importante.
Omar Omeiri, o chef Rodrigo Cavichiollo e Guilherme Franco. Cavichiollo foi o responsável pelas comidinhas servidas no corretíssimo coquetel.



