Tegui

3 May, 2010 por Jussara Voss
22:04

Teve um certo mistério a ida ao Tegui. Primeiro porque ele fica escondido em Palermo Holywood, bairro hypado de Buenos Aires, e deu um medinho entrar pela porta preta entre paredes grafitadas, lindas, por sinal, isso depois de rodar muito com o táxi, ainda bem que a corrida lá é barata. Será que é aqui? Nem o motorista acreditou, só eu segui decidida: “é aqui, sim. Pode parar”, disse, meio desconfiada constatando o deserto da rua em que nos encontrávamos. Eu que sou a responsável por  descobrir novos lugares, várias vezes fico apreensiva por estar levando alguém pela primeira vez a um lugar que eu não conheço, nem sempre se acerta. Aberta a porta, o medo continuou, o restaurante estava vazio, acho que abriram só para nós.

Depois chegou outro brasileiro, um gaúcho apaixonado pelo chef e por Buenos Aires. Ótimo papo depois do almoço, vinho, comida… E eu cheia de ideias. Suspense, acho que é isso que o chef Germán Martitegui quer e consegue. Muito bacana o local, mas nada de fotos. Ih, agora já tiramos. Voltaria, à noite, acho que é a pedida, e com sorte talvez topasse com Martitegui, que pelo jeito virou empresário, e eu que gosto de cozinheiro na cozinha, como fico? Na rápida viagem, foi o restaurante que eu mais gostei. O cardápio também é uma surpresa “minimalista”: quatro opções do “primero”, quatro do “segundo” e quatro do “dulce”. Leio no caderno Paladar do Estadão o relato do Michael T. Luongo, do The New York Times, falando do local, quando ele foi eram cinco as opções. Enfim, os “hongos confitados, espuma de papas y trufa, huevo”; o lomo argentno, chimichurri, papas al carbón, huevo, farofa; o pechuga de pato, higos frescos, pan de mostaza, mascarpone; e o cremoso de chocolate, galleta de sal, espuma de vainilla agradaram, e muito. “1 plato $90/ 2 platos $140/ 3 platos $180 incluye copa de vino o cerveza, agua y cafe”.

 

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