Deutz

7 July, 2010 por Jussara Voss
20:55

Eu tive a honra de conhecer o champagne Deutz no ano passado, leia aqui, numa degustação promovida pela importadora Porto a Porto, que já me apresentou grandes marcas,  e também a felicidade, porque estive diante de um néctar. Para quem ama esta bebida, estar próximo de quem fabrica um bom produto e degustar safras, ou garrafas especiais é algo da ordem do divino, com o devido exagero que o tema merece. Pois, em 2010, ganhei outra oportunidade, desta vez com mais brilho porque foi acompanhada de um jantar preparado pelo Junior Durski, do restaurante Durski. O evento: uma homenagem ao carismático monsieur Fabrice Rosset (foto), presidente do Champagne Deutz, que fez os participantes da noite e amigos dos promotores ainda mais satisfeitos. Rosset viaja pelo mundo para divulgar a bebida, ainda pouco conhecida aqui. Fica a minha devida reverência a todos.


O grupo Louis Roederer comprou na década de 1980 a empresa fundada em 1838 pelos empreendedores William Deutz e seu cunhado Pierre-Hubert Geldermann. Vindos da Alemanha, os dois colocaram a marca da família ao lado de nomes famosos da história da bebida. Aliás, falando em grandes nomes do champagne, estou terminando de ler a história da viúva Clicquot, por Tilar J. Mazzeo, uma obra recomendada até para quem não é muito fã do assunto porque, antes de tudo, é um livro de história.

Ceviche de robalo, bolinho de arroz da “vó Isabel” e bolinho de camarão e bacalhau foram os primeiros a entrar no salão, antecipando o que seria a noite. Depois veio o couvert com pães quentinhos, manteiga com flor de sal e geleia de morango, que não ofuscaram nem um pouco o escabeche de camarões, ao contrário. A moqueca de camarões e robalo já é uma “releitura” clássica do chef paranaense que é servida com a certeza de agradar, mas o que dizer do carret de cordeiro uruguaio, cortado inteiro e servido com feijões brancos, com farofa de foie gras e trufas? Só provando. A sobremesa – mil folhas de creme vanilla e frutas do bosque, com sorvete artesanal – estava igualmente perfeita. Qual bebida poderia enfrentar esse banquete? Deutz.


Saber que estou diante de uma grande bebida é um prazer. O grupo investe num portfólio amplo e na qualidade, podemos sentir isso. Vinhos reserva, uvas de vinhedos Grand Cru e no mínimo três anos de envelhecimento: garantia de bons produtos. Jackson, do QVinho, relata os detalhes das bebidas degustadas, com preço e comentários de quem entende, veja aqui: http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champagne-deutz-quer-conquistar-ainda-mais-brasileiros/

 

Deixe seu comentário