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'Roberta Sudbrack'

Salada de rúcula, figos e camembert crocante, por Roberta Sudbrack

4 December, 2011 por Jussara Voss
18:37

Para atender o pedido de uma leitora, publico novamente a receita  da salada de rúcula, com figos e camembert crocante,  do livro Uma chef, um Palácio, da Roberta Sudbrack. Como eu já expliquei, as receitas, que a chef autoriza que eu publique, sumiram do meu endereço eletrônico que eu usava antes de estar aqui… A primeira vez que fiz foi em 2002, publiquei em 2008 e acho que vale a pena repetir porque é muito boa. Espero apenas que a leitora me perdoe, pois demorei a atendê-la. Como é época de figo e faz calor, acho que vem em boa hora. Espere aplausos.

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Santa Luzia e lentilha com foie gras da Roberta Sudbrack

12 September, 2011 por Jussara Voss
23:11

Ir a São Paulo e não passar no Santa Luzia, me desculpem o lugar comum, é como ir a Roma e não conhecer o Vaticano. Não visitar o supermercado mais famoso da cidade é uma heresia. Eu fui atrás das lentilhas verdes francesas. Micropérolas que vão muito bem no caldo clarificado, aprendido com a chef Roberta, que é servido com foie gras. Verdadeira obra-prima. Mas procurar a lentilha era apenas uma desculpa. Não preciso ter uma lista de compras para dar uma passadinha lá. Desta vez ainda tive a sorte de conhecer seu Álvaro Lopes, filho do fundador e que com 84 anos ainda dá expediente, todos os dias, no Santa Luzia, que foi aberto em 1926.  Empresa familiar que prima pelo atendimento personalizado, também valoriza seus colaboradores, que ao completarem 25 anos de trabalho, e não são poucos os que alcançam essa marca, ganham um carro em reconhecimento aos serviços prestados. É possível comprar pelo site e eles entregam em Curitiba http://www.santaluzia.com.br/. Repeti a receita chamada pela chef Roberta Sudbrack de “Simplesmente foie gras”, porque meus amigos mereciam esse agrado. É um dos meus pratos preferidos. Esqueci de fotografar, mas já que tenho o principal, as lentilhas, posso repetir.

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Risoto de carne seca e mascarpone na minimoranga, por Roberta Sudbrack

26 June, 2011 por Jussara Voss
21:37

O prato principal da noite de sexta-feira, que teve a codorna em emulsão de castanha de caju e foie gras na entrada, foi risoto de carne seca e mascarpone na minimoranga da mesma chef e do mesmo cardápio para o presidente italiano. Outro hit parade, como diria minha amiga de comilanças e viagens gastronômicas. Eu que não gostava de charque virei fã desse prato. O mascarpone equilibra os sabores e o prato ganha admiradores. No feriado, por sorte, consegui comprar as minimorangas no Mercado Municipal de Curitiba. Liguei antes para saber o horário de funcionamento. O número do telefone que está no site cai numa loja do mercado e a atendente me respondeu: aberto até às 14h. Cheguei pouco antes das 13h e quase fico sem as minhas compras. Agora já sei: nos feriados o mercado fica aberto até às 13h, sempre.

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Codorna em emulsão de castanha de caju e foie gras, por Roberta Sudbrack

26 June, 2011 por Jussara Voss
21:37

Para visitas especiais, um cardápio condizente. Por isso, a codorna em emulsão de castanha de caju e foie gras da Roberta Sudbrack deu uma piscadinha pra mim e foi parar na  lista do cardápio para os meus amigos. Preparei o prato em 2008, e nunca esqueci do sabor e da combinação dos ingredientes, mas, não me pergunte porquê, nunca mais repeti. Como a receita sumiu do meu antigo endereço, aproveito a oportunidade para publicá-la aqui. Os prazeres devem ser compartilhados. Foi fazer e escutar os suspiros dos convidados. O preparo é uma brincadeira e o resultado estupendo. O prato foi servido pela chef quando ela estava na cozinha do Palácio do Planalto e foi preparada para a recepção do presidente da Itália, Carlo Ciampi. Com a devida autorização para publicação neste endereço: Codorna em emulsão de castanha de caju e foie gras. Vocês não podem imaginar…

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Yorkshire, Arnaldo Antunes e a Sophie

5 January, 2011 por Jussara Voss
23:48

Há tempos que quero escrever sobre como é difícil envelhecer. Isso nunca me preocupava até pouco tempo. Agora, a realidade é outra, “não dá mais para disfarçar, explode coração”, literalmente. As palpitações chegaram, junto com os calorões. Arnaldo Antunes me consola e comemora a chegada da velhice com uma grande festa. Canta “Envelhecer” e dedica a todos “que enfrentam e afrontam o medo de envelhecer”. Procuro não pensar no que estar por vir e “prefiro dez anos a mil do que mil a dez”, só que vou devagar, e sempre, e corro para fazer o testamento, não que tenha riquezas a dividir, só não quero dar trabalho e deixar bem quem sempre cuidou de mim. Arnaldo Antunes diz que quer coisas que o façam levantar do sofá, “que mantenham a vitalidade dentro dessa perspectiva de confrontamento”. Eu quero levantar para o que faz sentido, como um filé poivre, mesmo com o preço do mignon, e o pudim yorkshire. Desta vez, testei a receita do Mark Bittman e aprovei suas duas dicas: não abrir o forno, não sabia porque às vezes o meu bolinho murchava, e usar manteiga no lugar do óleo, mas fico mesmo com a receita da Roberta Sudbrack, achei melhor. Publico as duas receitas abaixo, porque numa rápida consulta vi que o bolinho não estava aqui. É um  acompanhamento perfeito para carnes.

Antes do poivre, conto que Sophie –  a gatinha abandonada que pediu socorro – ganhou casa e carinho e eu serei eternamente grata. Já vi várias receitas de filé poivre e quem nunca fez pode pensar que é muito difícil. Que nada. Uma maneira bem fácil é a que coloca pimenta verde na frigideira em que foi fritado o filé com bastante manteiga, que deve até queimar um pouquinho, e acrescentar creme de mesa, o do pote e está pronto. Outra, um pouco mais elaborada, da Sudbrack, está aqui. Antes desse prato, enfrentei uma receita do Salvatore Loi, do Fasano. Clássica e simples. Cotoleta di vitelo. Acabei trocando a carne de vitela, pela qual tenho uma certa resistência, por carré de porco. Foi a glória e a senha para esquecer qualquer problema. Depois da adoção da Sophie, que me contaram come como uma leoa e domina o espaço recém conquistado, espero dias melhores para ela e para todos nós, então, boas-vindas 2011, já no seu sexto dia, aliás, Dia de Reis, de comer romã e distribuir entre os amigos e deixar na carteira, como certeza de fartura, e guardar os enfeites de Natal. Mas isso já seria assunto para outro post, porque vários países mantém a tradição de distribuir doces.

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Roberta Sudbrack

2 January, 2011 por Jussara Voss
23:48

O post era para ser sobre o jantar no restaurante da Roberta Sudbrack, só que mudo o rumo porque estava pensando na posse da Dilma Roussef. Foi emocionante. Não dá para negar, mesmo ela sendo do Partido dos Trabalhadores, o PT de tantas decepções nos últimos anos. Mas, “o Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo…” ,  volto ao tema inicial correndo, festejando o reencontro com o talento de uma das mais respeitadas chefs do país, isso emociona de fato e eu fico sem fala. Roberta, batalhadora, disciplinada e obcecada pela comida autêntica, tem conquistado admiradores. Impossível não se render aos sabores e cheiros da sua cozinha.  Acompanhada por familiares, que confiaram, no escuro, na minha escolha, sem saber o que encontrariam, entramos na casinha laranja no Jardim Botânico.  Eu teria pedido o menu-degustação de oito pratos e rezaria por agrados e surpresas, aliás, ficaria só com as pequenas porções de iguarias, dispensando até os pratos mais tradicionais, mas chegamos a um consenso à mesa, escolhendo o roteiro de cinco, com apenas uma exceção para um pedido de três pratos.

Começou o serviço e junto vieram as exclamações. O pão de queijo que derretia na boca parecendo um suflê e a manteiga com o pão da casa provocaram gemidos contidos. E assim continuamos abençoados e agraciados com  a delicada surpresa de uma porção de curau com caviar, palet e uma farinha de banana, o ingrediente eleito para ser estudado por ela em 2010.  Botei olho grande na flor de abobrinha, mas era preciso escolher uma entrada apenas e eu queria provar a “lichia com foie gras em geleia de Tokaji”, já que eu me atrevi a fazer essa receita em casa. Esqueci de pegar o cardápio impresso, mas não os sabores e com a ajuda do twitter descrevo: paleta de cordeiro assada por seis horas em baixa temperatura, ovo caipira com praliné de farinha de milho, ravióli de ossobuco de vitelo Maison e a “Sudvitrola” bombando e ajudando a emocionar. Destaque também para os sabores das ervas e brotos. E teve mais: lattecotto, em versão natalina, sublime. O requinte de um leve creme embalado por belas e saborosas frutas vermelhas selou a noite, que ainda teve queijo, eu gostaria de mais compota de laranja kinkan, brigadeiro de colher e variações imperdíveis de doce de leite. Poesia pura. Ave Sudbrack! Amém!

Alô Rio de Janeiro
Aquele Abraço!
Meu caminho pelo mundo
Eu mesmo traço
Sudbrack já me ensinou
A cozinhar
Quem sabe de tudo é ela
Aquele abraço!
Todos os cozinheiros da casinha laranja
Aquele abraço!
Espero você em Curitiba
Aquele abraço!
P.S. Pra quem não sabe, eu já testei quase todas as receitas da chef do livro Uma Chef, um Palácio.

 

Carpaccio de Verona

24 June, 2010 por Jussara Voss
21:20

Achei a receita da Roberta Sudbrack do carpaccio de Verona e comprei um pote de pinoli, ou “snoubar”, no Santa Luzia, em São Paulo, porque não achava aqui. Experimentei esse carpaccio no restaurante da chef, no Rio de Janeiro, e nunca mais esqueci. Agora, preciso de um tempinho para fazer, quem sabe domingo à noite…

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Chocolates da Cuore di Cacao e receitas da Roberta Sudbrack

12 March, 2010 por Jussara Voss
17:46

Vários avisos, tem uma festa hoje no restaurante Aire, a partir das 21 horas em benefício dos lares Antônia e Criançarteira, a entrada custa R$ 20 ou R$ 10 mais um ovo de Páscoa; o jantar em benefício da Fundação Pró-Renal Brasil no Graciosa Country Club é amanhã e ainda dá para comprar o ingresso (41 3015-5005); uma leitora querendo as receitas da Roberta Sudbrack para um jantar com amigos no fim de semana, parece, se eu entendi, que ela está nos Estados Unidos, e as ditas sumiram do blog; eu arrumando mala e, ao mesmo tempo, querendo comer o  ovo recheado com caramelo e flor de sal que eu ganhei da Carolina e da Bibiana Schneider da Cuore di Cacao e que está derretendo com o calor que voltou. Bem, comi só um pedaço do ovo, o suficiente para gemer e querer conhecer as outras novidades da dupla para a Páscoa, acho que vou conseguir publicar as receitas, fotografei (Queijo brie gratinado em leito de alho poró crocante e bolinho morno de chocolate), espero que fiquem legíveis e continuo o post na volta. Até. O restaurante AIRE fica na Ébano Pereira, 269. Telefone: (41) 3077 8161.

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O que falta testar do livro da Roberta Sudbrack

18 February, 2010 por Jussara Voss
22:45

O ano só começa depois do carnaval. É o que eu mais escuto. “Será que pode ser na próxima segunda-feira?”, pergunto. Preciso de mais uns dias para descansar do feriado. Foi só falar em trabalhar e a insônia bateu na porta e entrou, mesmo sem ser convidada. O feriado foi tranquilo, bem tranquilo. De tudo um pouco. Sem preocupação e calor, por conta da STR. Tampouco me preocupei com receitas novas. Foi tudo caseiro, bem simples: picadinho, costela, farofa, macarrão e pudim de leite. Quando descobri a receita tradicional dessa sobremesa, sem leite condensado, virei fã. Já publiquei no blog, é da Roberta Sudbrack. Aliás, falando nisso, aproveito para fazer um balanço das receitas testadas da chef. Saiba o que eu já testei e o que está na fila de espera do livro da Roberta Sudbrack “Uma Chef, um Palácio”. Estou no final, se a “gota” deixar, acabo logo, logo. Como o conteúdo do meu antigo endereço não está disponível aqui, você pode ver as receitas ao lado, ou no endereço http://jussaravoss.blogspot.com
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Vem 2010, vem

5 January, 2010 por Jussara Voss
00:35

Estou com preguiça de começar o ano. Por isso, nem estranhei passar o primeiro dia sem sair da cama, fui  levantar quando já corria 2 de janeiro. Não sei se 2009 me exauriu tanto que resolvi me aquietar, ou se foram as lembranças do jantar que fechou um ano marcado pela excelente gastronomia que experimentei, ou se era o fato de que não sei direito o que fazer com 2010, completamente instalado agora. Nesta virada, nada de pedidos, grãos de uvas e outras simpatias tradicionais. O “aqui e agora” veio forte. É por a mão na massa mesmo. Enquanto um milagre não acontece vou me enchendo de coragem e gana.  Tirando o bode, o jantar no dia 31 foi classudo, numa sequência em que “um prato levantava a bola para o outro”, ouvi  de um amigo a definição adequada. No dia seguinte, largada na cama, só comi melancia e um pedacinho de lasagna caseira, no fim da tarde. Mas repetiria o jantar, com certeza. Fiquei lembrando dos pratos, da harmonia e dos sabores que não queria esquecer. Definitivamente, eu gosto de estar na cozinha, ou perto dela. Preparei duas entradas frias, tarefa que me coube, e fiquei muito satisfeita com o resultado, entendi porque a Roberta Sudbrack espera o ano todo e festeja a chegada das lichias para fazer a entrada que leva terrine de foie gras e gelatina de Tokaji. Contei com a colaboração de uma amiga que preparou a terrine. Com medo de errar, não tive coragem de usar o refinado e dourado vinho húngaro, mas agora sei que o prato merece tal coroamento. É comer e se apaixonar.

Depois, um simples quiabo defumado foi parar na sala de jantar, recheado com camarão semicozido e seu caviar – as sementes crocantes -, passou a figurar entre as estrelas da noite, todo pomposo. Aprendi a gostar desse fruto cônico com a Roberta, numa aula na Escola Wilma Kövesi de Cozinha, no começo de 2009. Fiquei com pena da fatiar tão fino o camarão graúdo, o que tornou quase impossível rechear os quiabinhos, meio raquitícos, porém orgânicos, como o recomendado. Pequenos e tenros, foi difícil equilibrá-los em pé. Me falaram que você fica sabendo se o jantar é bom no dia seguinte, quando se tem apenas boas lembranças. Acho que vou levar bem mais que um dia pensando nas comidas dessa noite. Barnaut Grand Cru Blanc de Noirs acompanhou a lichia e com o quiabo o P. Pacalet Chablis “Beauroy” 1º Cru, 2004. Sucesso.


Com as vieiras salteadas acompanhou um vinagrete de alho poró e batatas com páprica, uma receita do grande Arzak,  que teve o J. Drouhin Chablis – Vaudesir Grand Cru, 2004, ao lado para valorizá-las. Um prato delicado e saboroso. Execução perfeita.


Terrine de alcatra de porco recheada com farinha de pistache, presunto San Daniela, envolta em gelatina de tomate, escoltada por creme de lentilha, molho balsâmico e emulsão de mostarda. Côte-Rôtie – Domaine Jamet, 2004, orgânico e potente. Chegamos ao ápice do jantar, tudo certo: do sabor, passando pela textura e maciez da carne, até a perfeita combinação dos acompanhamentos e vinho.

Pain perdu com purê de pera e creme anglaise, com Château Climens 1er Cru de Barsac, 1998, arrebatador. Quando não esperávamos mais nenhuma surpresa entra a sobremesa querendo roubar todas as atenções e reinar absoluta. Toda prosa conquistou de cara pela leveza, doçura na medida, crocância e delicadeza. Não dá para descrever, só comendo.  A rabanada de brioche empanado, polvilhado com açúcar e creme inglês aveludado foi a campeã do Prêmio Paladar, do jornal O Estado de São Paulo, apresentada pelo Ici Bistrô. É comer e se sentir em casa, ou se lembrar da infância, feliz, enfim. O queijo da Serra da Estrela Costa Nevada, com Porto Taylor’s Vintage 2000, estava perfeito e o que falar do consommé de beterraba, que foi clarificado para ganhar o céu. Dizer que estava confortante é pouco. Digno de reis. Inesquecível.


Veja a receita do quiabo e da lichia.

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Crocante de frutas tropicais, por Roberta Sudbrack

23 November, 2009 por Jussara Voss
15:38

Consegui fazer o “crocante de frutas tropicais”, da Roberta Sudbrack, aliás, arrisco a dizer que só a salada de frutas marinada servida com sorvete faria a alegria de qualquer um. Só me bati pra encontrar todas as frutas, as mais difíceis: caqui e pitanga, comprei a última caixinha do Mercado Municipal de Curitiba. É com essa sobremesa que completo as receitas de doces da Roberta Sudbrack que estão aí ao lado em “cozinhando com os chefs”, ou no meu endereço anterior: jussaravoss.blogspot.com


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“Breakfast at Tiffany’s”, por Roberta Sudbrack

23 November, 2009 por Jussara Voss
15:08


Estou quase sem esperança de que ele volte a ocupar o seu lugar na minha cozinha. É aí que ele fica escondidinho sempre que eu vou cozinhar, me fazendo companhia; educado, fica ali quietinho. Neste fim de semana, um fato inesperado mudou o ritmo da casa e por isso o “Breakfast at Tiffany’s”, da Roberta Sudbrack ficou intacto, não consegui comer, mas tendo já provado tudo separadamente, marinada de frutas, tuiles, creme pâtissiére, imagino o resultado, como tudo que leva a mão da chef. É um pouco trabalhosa. Segue a receita.

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Roberta Sudbrack

19 November, 2009 por Jussara Voss
16:45

Fiz “meia” sobremesa da Roberta Sudbrack, só a salada de frutas, morango, kiwi, goiaba, carambola, no coulis de pitanga, que eu acrescentei amoras, servida bem gelada. Pretendo repetir, daí a versão completa, no próximo fim de semana. É incrível como as criações da chef são simples, é muito fácil se apaixonar pelos sabores preparados por essa gaúcha.

 

Roberta Sudbrack faz “poesia gastronômica” homenageando Miró

8 November, 2009 por Jussara Voss
23:44

A poesia da Roberta Sudbrack tem nome: “Miró de frutas silvestres”. Doce, sem enjoar.  Azedinha como gostamos. Leve e crocante. Fresca, dá vontade de comer mais. Seus suaves sabores, cores e formas nos levam a sonhar. Comendo, fechei os olhos e me vi na terra do pintor catalão.  Arrumei os ingredientes tentando fazer bonito, mas com a ansiedade para experimentar faltou ousadia, muito longe de lembrar um “Miró”, talvez pelas cores… Creme “pâtissiére” perfeito, pela primeira vez, só exigiu um pouquinho de paciência. Foi a sobremesa deste domingo. Estou quase terminando de reproduzir as receitas do livro: “Roberta Sudbrack – Uma chef, um palácio”, esgotado. Falta pouco.


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Compota quente de carambola, por Roberta Sudbrack

4 August, 2009 por Jussara Voss
00:16

Escutei todos os adjetivos que uma cozinheira gostaria de ouvir e fiquei pensando se seria tudo isso mesmo. Desconfiada, fiquei lá: escutando e duvidando. O fato é que a compota quente de carambola servida com uma renda de açúcar tem um sabor meio inexplicável mesmo. Exótica e aveludada, é diferente, tem um sabor único. “Sabor de infância. Comida de princesa”. Imaginei as estrelinhas amarelas unidas formando uma corda e o príncipe encantado subindo… Como não tenho muita prática, nem com princípes e princesas, nem com caramelo, me bati para fazer a “renda”, mas consegui, um pouco, arabescos suficientes para dois pratos. Ficou um cravo no vidro de compota o que acentuou o gosto, eu aconselharia tirar. Uma única coisa realmente não me deixou satisfeita, a minha carambola era pequena, então, imagine se não estou sonhando com umas bem grandes para repetir a receita.

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