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'Onde ir'

C La Vie Brasserie

20 agosto, 2010 por Jussara Voss
19:40

Neste dia, depois de uma temporada cinzenta em Curitiba, brilhou o sol lá fora e o C La Vie. Sotaque francês com muita classe e personalidade. Descubra o tem por trás dessas contas, vale a pena.

Fiquei muito bem impressionada com o novíssimo C La Vie. A casa tem tudo para fazer sucesso. Dá para ver que todos os detalhes foram pensados, desde a decoração sóbria e moderna, com as minhas cores preferidas, num casarão antigo no bairro do Batel onde os gradis de ferro ganharam destaque, até a escolha do consultor. O restaurante  tem o respaldo de um dos principais chefs franceses radicado no Brasil, Erick Jacquin, dono do La Brasserie, em São Paulo.

O melhor foi ver que os alunos do consultor estão afiados, mesmo na ausência de Jacquin e com apenas algumas semanas de funcionamento. Eduardo Marcondes comandou o almoço para a imprensa com competência, revelando, apesar da idade, apenas 28 anos, que sabe o que faz. Ele  já passou pela Vino! Batel,  Caffe Maria, Sale Pepe, Armazém Santo Antônio e Café Padrino, em Curitiba, e Bistrot Mamma Lu, em Joinville. Trabalhou com  chef italiano Luciano Bossegia e ficou dois meses em São Paulo com Jacquin.

Foi uma grata surpresa conhecer a proposta e a comida do novíssimo representante da culinária francesa que Curitiba ganhou. Dizem que Jacquin é muito exigente, na sua cozinha só ingredientes frescos e muita disciplina. Se é assim mesmo, pode prosseguir, dá resultado. E espero que continue.

Outro ponto positivo é que a casa abre para o almoço com o mesmo menu a la carte da  noite, além das sugestões do chef para cada dia da semana, e não fecha durante o dia, à tarde é possível fazer um lanche à moda francesa com os sanduíches tradicionais do país. Das 15h às 19h, desde canapés de foie gras e salmão até o croque monsieur  e croque madame. Juro que vou provar. Se eles servirem vinho em taça, então, não saio mais de lá. A loja de vinhos Vino!, que já funcionava no local, foi ampliada, fica junto a um bar e inspira para horas de bom papo. Alguns pratos que fazem sucesso na casa paulista estão aqui e os clientes já descobriram, são os mais pedidos. “O pato está há mais de dez anos no menu do meu restaurante”, revela Jacquin. O “canard em cocotte, chef Jacquin”, ou pato na panela (R$ 59,00), foi dividido para que pudéssemos provar outros pratos. O cardápio tem os clássicos da gastronomia francesa, mas também “releituras”, e eu fiquei querendo experimentar diferentes especialidades do chef. “Foie gras de pato quente com manga e chocolate amargo (R$ 59), paleta de cordeiro confit e lentilhas de Puy (R$ 49), a entrada de raviólis de lagostins com molho de Sauternes e gengibre (R$ 36,00), entrecôte maturado ao forno, molho trufado e champignon fresco (R$ 47,00) que me aguardem.

Quem estava na cozinha não imagina como fiquei feliz saboreando o robalo com azeite de oliva e ervas frescas (R$ 44,00), igual ao que eu faço em casa, sem molhos pesados ou ingredientes que atrapalham o sabor do peixe. O camarão assado com polenta cremosa com creme de basílico (R$ 29,00), outro prato provado, estava perfeito, no ponto.

Jacquin destaca a versão tradicional do petit gâteau, ao chocolate quente (R$ 18). De acordo com a assessoria, foi ele quem introduziu esta receita no Brasil. Eu posso falar do que eu experimentei, “brownie choco pistache”, que a simpática e também competente Harumi, apresentou e me fez perder o controle, não consegui parar de comer até terminar com o doce.

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Los Palillos

30 junho, 2010 por Jussara Voss
20:29

A senha é essa: sem restrições e sem arrependimentos, por favor. Depois disso, prepare-se para um desfile de iguarias, algumas conhecidas, outras nem tanto. Algumas ótimas, outras estranhas ao nosso paladar e cultura. Assim é o Los Palillos, o restaurante do chef Albert Raurich, onde a Ásia encontra a Espanha. Ano passado, fui conhecer a casa que está fazendo sucesso em Barcelona. Só consegui um lugar porque contei com a influência de um amigo. O chefe do Los Palillos é ex-pupilo de Ferran Adrià, que tem como companheira uma sommelier de sakê. O lugar é muito simples e para chegar ao restaurante é preciso passar pelo estreito bar. Assista ao vídeo http://www.dospalillos.com/ e vai entender. O restaurante é, na verdade, uma grande e única mesa em forma de “u” e no centro chapa, fogareiro, fogão e balcões onde são preparadas as comidas por diferentes cozinheiros, cliente inclusive, a certa altura do jantar recebemos os ingredientes separadamente e ficava por conta de cada um finalizar o prato. Tem de tudo, muita alga e até um hambúrguer delicioso. Pode ir. É uma mostra da tendência da gastronomia atual.

Começando a diversão:

Valrhona, no Brasil

27 junho, 2010 por Jussara Voss
22:49


A possibilidade de ter uma loja dos chocolates da Valrhona por perto, em São Paulo, confesso que foi uma notícia que li com prazer, acho que foi no ano passado. O chocolate andava por aqui nas melhores lojas do ramo, mas ter um endereço próprio é diferente. Por isso, uma visita à loja estava na minha enorme lista de desejos. Na última estada na capital paulista, cumpri a obrigação comigo mesma. Tomei café harmonizado, comi bombons e sobremesa e trouxe uns pacotinhos de chocolate, é claro, dentre os escolhidos uma latinha de Equinoxe, porquê. O que é que eu faço agora quando bater aquela vontade de comer “amandes, noisettes” & cia? A loja de São Paulo é única, espero que não por muito tempo. A francesa Valrhona é uma das melhores marcas de chocolate do mundo e a loja aqui – Lorena 1818 – foi inaugurada em abril.

D.O.M.

16 junho, 2010 por Jussara Voss
22:29

Eu, como a Nina Horta, também precisava provar o menu vegetariano do Alex Atala, principalmente depois de ter lido o que ela escreveu sobre a experiência. Ideia fixa, até que não demorou muito para a minha hora chegar e suspirei aliviada quando soube que não seria preciso convencer meus acompanhantes a correrem esse risco, claro, menu vegetariano, para a maioria, cheira a perigo, mas não no D.O.M.. Tinha pensado em imprimir a coluna da Nina, suplicar, implorar e em último caso até sentar sozinha. Nada disso foi preciso, é possível pedir menus diferentes na mesma mesa. Em 2010, o D.O.M. subiu para a 18º posição na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo da revista inglesa Restaurant – prêmio S.Pellegrino – e passou por uma pequena reforma, a casa encolheu um pouco, ganhou um grande lustre e objetos indígenas e pessoais do chef, e serve três menus, o do reino vegetal e outros dois, de quatro e oito pratos, além dos pratos tops que ganharam fama. Senti um acolhimento, uma proximidade com as nossas raízes, que o chef sabe tão bem explorar. Não queria mais sair de lá. Durante o jantar, meus acompanhantes de olho na minha comida, com cara de arrependidos, eu em êxtase. Como é possível alguém ser tão talentoso e criativo assim? E ele nem estava na cozinha, prova de que sabe mesmo ensinar. Provem, provem.

Menu do Reino Vegetal


Depois do ¨supercouvert¨ todos provaram a salada de tomate pera, com água de melancia, salsinha lisa, beldroega e minimussarela de búfalo e o arroz negro levemente tostado com legumes verdes de leite de castanha do Pará de sabor surpreendente.


Fetuccine de palmito na manteiga e sálvia, queijo parmesão e pó de pipoca.


Champignon de Paris tostado e cru com mandioquinha defumada e alho negro.


Quimera com manteiga de garrafa, manteiga tostada, manteiga montada, gema de ovo e toffee (creme de caramelo).


Priprioca, ravióli de limão e banana ouro.

Menu degustação – 4 pratos

Linguado com farofa de maracujá, vinagrete e arroz vermelho.

Fettuccine de palmito à carbonara e o aligot ficaram sem foto.

Para um jantar assim: um vinho natural. Complemento indispensável.


Filet mignon de javali ao roti e shitake com canjiquinha.

Torta de castanha do Pará com sorvete de whisky, curry, chocolate, sal, rúcula selvagem e pimenta.

Tudo estava perfeito, mas a água de melancia, os tomates cheirosos, o champignon de Paris tostado e cru, a mandioquinha defumada e o alho negro, a “declinação” das manteigas perfumadíssimas, o arroz negro tostado, os legumes verdes, o leite de castanha do Pará, o pó de pipoca, o grão de milho peruano, a priprioca, o ravióli de limão com banana ouro… será difícil esquecer este menu. Quero mais.

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São Paulo: D.O.M, Pichi, Ping Pong, Valrhona, Figueira, eñe

13 junho, 2010 por Jussara Voss
23:02

Um fim de semana em São Paulo e muitos lugares para conhecer, é claro que faltou tempo e disposição para cumprir a maratona de almoços e jantares prevista, ou melhor, desejada. O “Menu do Reino Vegetal” do D.O.M, um dos locais visitados, é indescritível e de deixar com inveja quem não apostou na sugestão. Alex Atala é mesmo genial. Conto como foi depois.

Pier Paolo Picchi


Consegui, finalmente, conhecer o italiano Picchi. Fui atraída pela indicação, que já nem lembro onde li, de que é um local preferido do Alex Atala, Pier Paolo Picchi trabalhou com Atala no primeiro restaurante do chef, e de que o chef tinha passado um ano com Andoni, do Mugaritz, entre outros chefs conceituados. A comida estava muito boa, acho que o que faltou mesmo foi apetite. Comi “pancetta de leitão, com purê de batata” (R$ 54,00) delicioso, muito bem feito, e ainda conversei um pouquinho com o simpático e jovem chef. Veja a crítica do Luiz Américo aqui e tenha ideia da cozinha desse italiano que mora no Brasil há muito tempo e mesmo tendo trabalhado na cozinha de um dos mais criativos e talentosos chefs da atualidade, o Andoni, voltou ao Brasil e abriu um restaurante tradicional, bem de acordo com a sua origem. Fãs reclamam a ausência do Picchi em listas dos “melhores”. Precisarei voltar.

Na foto abaixo o “stracotto de cupim ao vinho tinto e polenta cremosa”. Um complemento do couvert, considerado um dos melhores da cidade, e a sobremesa uma corretissíma “pannacotta com goiabada”. Fui também ao Ping Pong atraída mais pela beleza do local, mas não sai decepcionada, o “dim sum” é mesmo muito bom. Mas nem tão bom assim foi a comida da tradicional Figueira Rubaiyat, muita gente e a comida sem sal não acrescentou nada. Até o eñe foi irregular, mas também, Dia dos Namorados e casa lotada desde às 19h até a madrugada, não dá para exigir muita coisa. Deu tempo ainda para conhecer a nova loja dos chocolates Valrhona na Lorena e, confesso, comer “amandes & noisettes au chocolat” agora não vai ser tão fácil.

Os melhores de Curitiba

18 maio, 2010 por Jussara Voss
21:29

Se você tivesse que escolher os dez melhores restaurantes de Curitiba, como seria a sua lista? Qual a lembrança que alguém que não conhece a cidade deveria guardar? A minha lista foi um parto, mas havia tempo que eu pensava numa relação assim, então, atendi o pedido da Ale Forbes, jornalista e blogueira que não mora no Brasil e escreve sobre gastronomia e turismo. Como sou fã dela, aceitei o desafio. Para me certificar de que não estava esquecendo algum lugar bacana, fui perguntando para amigos e conhecidos como seria a lista deles. Parece que temos algumas concordâncias. E qual seria a sua?

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Buenos Aires III

13 maio, 2010 por Jussara Voss
21:41

A lista de restaurantes em Buenos Aires está ganhando folego com as contribuições de amigos. Então, não posso deixar de lado a valiosa e certeira contribuição dos colegas blogueiros do Qvinho. No endereço deles você vai encontrar uma lista completa e atualizada. Vai lá também. Assim vamos descobrindo outra cidade. E não esqueça, se for, divida as suas impressões gastronômicas. Ah, no próximo dia 17, a chef Mariana Valentini, do Restaurante Valentina, em São Paulo, estará no Canal Fox Life apresentando a série de programas gravados em Buenos Aires no final do ano passado. Assistam clicando no link e aprenda como fazer a focaccia do Valentina.

Buenos Aires II

13 maio, 2010 por Jussara Voss
20:54

Que gosto gostoso tem o acaso que nos alimenta. Pois, o acaso fez me encontrar com a obra poética de Jorge Luis Borges, a primeira, trazida por uma amiga. Fui alcançar Fervor, na Recoleta, o restaurante, nomeado em homenagem a obra “Fervor de Buenos Aires”, na qual Borges vai destrinchando o mapa da cidade. O que tem para revelar-me, ainda estou a descobrir. Que sorte a minha: conhecer outra Buenos Aires, a outra pelos olhos do poeta. Para quem vai, boa viagem. Eu, depois da leitura, precisarei voltar, é claro. E o acaso ainda me brindou com essa: “cada pessoa pensa como pode”, Mário Quintana*. Não tão por acaso, encomendei uma lista de melhores restaurantes de lá para um local, e olha o tesouro. Veja que o Guia Óleo, que eu já citei, foi a referência deles, mas os endereços são totalmente novos, pelo menos para mim. E se quem me pediu as dicas visitar algum desses tem a obrigação de comentar aqui. “Las calles de Buenos Aires ya son mi entreña…”.

- Osaka
www.osaka.com.pe
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=2116
Restaurante oriental-peruano lá em Palermo. Cozinha fusion com pratos modernos.

- El Pobre Luis
não possui site
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=480
Acho que esta é (ou deveria) a mais famosa parrilla de Buenos Aires, com inclusive uma recente matéria com a CNN International. Não sei o motivo de não ser tão conhecida por nossas bandas.

- Don Julio
não possui site
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=802
Mais uma parrilla. Como El Pobre Luis não abre para almoço, esta é uma excelente opção. Fica bem próximo a região das lojas bacanas de Palermo. Almoçar lá e depois dar uma volta na região é uma boa pedida para um dia em Buenos.

- Ceviche
www.ceviche.com.ar
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=3899
Outro peruano com tendências asiáticas, ou como o chef diz: cocina Nikkei. Ambiente moderno e muito agradável. Melhor sushi de Buenos Aires na minha opinião.

- Olviedo
www.oviedoresto.com.ar
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=99
Restaurante espanhol. Excelente pedida para quem esta buscando mariscos em Buenos Aires. Destaque para carta de vinhos.

- Rosa Negra
www.rosanegraargentina.com.ar
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=253
Restaurante na região norte da cidade, já fora da Capital Federal. Meio longe, mas vale muito a pena. Um de meus favoritos. Ambiente moderno, luz baixa, excelente comida e (meio redundante) excelentes vinhos. Nesta rua ficam vários outros restaurantes muito interessantes, Região bem agitada a noite. Vale a pena a corrida de taxi até lá.

- Uruguay
www.pablomassey.com
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=4020
Olha, graças aos meus pais posso dizer que já fui em um número interessante de restaurantes mundo afora. E com isso em mente, ouso a dizer que este foi um dos (senão “o”) melhores restaurantes que já comi. Ambiente intimo, atendimento caloroso e atencioso. Assim que você se senta o barman vem até sua mesa oferecer para te preparar um drink, antes do vinho. O caminho para o banheiro é por dentro da cozinha do renomado chef Pablo Massey. Também fora da Capital Federal. Esse é o tipo de restaurante que você vai para comer de joelhos, como diria meu pai. Parada obrigatória para quem quer comer bem em Buenos Aires.

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Buenos Aires

3 maio, 2010 por Jussara Voss
22:27

Não deu 48 horas na capital da vizinha Argentina. Pouco tempo para uma corrida gastronômica e com o erro de escolher dois restaurantes do mesmo chef, Germán Martitegui, já comento. Mesmo assim, “valeu”, como diz meu pai quando fazemos um passeio sem rumo certo pela cidade. Ultimamente, beirando os 90 anos, é o programa preferido dele, isso quer dizer que é bem legal, como é para mim descobrir novos locais, comidas e chefs. Por que não vamos mais vezes? Com o peso desvalorizado, sempre faço essa pergunto. O voo da GOL direto Buenos Aires – Curitiba com uma escala rápida em Assunção é muito bom, sem contar que a cidade continua bonita e sofisticada. A viagem rápida surgiu quando amigos gourmets pediram dicas e resolvemos confirmar antes de indicar. Depois da estadia, e com tantas opções, peço ajuda aos leitores, vamos eleger os dois restaurantes “tem que ir” em Buenos Aires? Coments, please. Eu ficaria com La Bourgogne no Hotel Alvear e, quem sabe Cabaña Las Lilas, apesar de que me falaram que as carnes melhores na cidade estão no La Cabrera. Ainda quero voltar ao Fervor, nome inspirado na obra El Fervor de Buenos Aires, de Jorge Luis Borges, e escolhido por amigos que viajam o mundo e sabem comer bem e pelo estilista Karl Lagerfeld. Lá só deu tempo para comer língua de cordeiro escabeche, foto, que eu achei muito forte. Todo mundo fala do Sucre, que ainda não conheci. Eu voltaria ao hotel Faena, para ver um show de tango e o design de Philippe Starck e iria ao Palácio Duhau-Park Hyatt, nem que fosse para tomar um vinho com queijos na varanda. Para quem gosta de empanadas, dizem que Sanjuanino é a parada certa, ao lado do Fervor, bem pertinho do Alvear, não conheci. Se está de passagem marcada, consulte o Guia Óleo, é a referência dos locais. E imagine, hoje, escutei um amigo falar: “não gosto de Buenos Aires, é uma cidade muito velha”, como assim? Eu volto sempre que puder.

Tegui

3 maio, 2010 por Jussara Voss
22:04

Teve um certo mistério a ida ao Tegui. Primeiro porque ele fica escondido em Palermo Holywood, bairro hypado de Buenos Aires, e deu um medinho entrar pela porta preta entre paredes grafitadas, lindas, por sinal, isso depois de rodar muito com o táxi, ainda bem que a corrida lá é barata. Será que é aqui? Nem o motorista acreditou, só eu segui decidida: “é aqui, sim. Pode parar”, disse, meio desconfiada constatando o deserto da rua em que nos encontrávamos. Eu que sou a responsável por  descobrir novos lugares, várias vezes fico apreensiva por estar levando alguém pela primeira vez a um lugar que eu não conheço, nem sempre se acerta. Aberta a porta, o medo continuou, o restaurante estava vazio, acho que abriram só para nós.

Depois chegou outro brasileiro, um gaúcho apaixonado pelo chef e por Buenos Aires. Ótimo papo depois do almoço, vinho, comida… E eu cheia de ideias. Suspense, acho que é isso que o chef Germán Martitegui quer e consegue. Muito bacana o local, mas nada de fotos. Ih, agora já tiramos. Voltaria, à noite, acho que é a pedida, e com sorte talvez topasse com Martitegui, que pelo jeito virou empresário, e eu que gosto de cozinheiro na cozinha, como fico? Na rápida viagem, foi o restaurante que eu mais gostei. O cardápio também é uma surpresa “minimalista”: quatro opções do “primero”, quatro do “segundo” e quatro do “dulce”. Leio no caderno Paladar do Estadão o relato do Michael T. Luongo, do The New York Times, falando do local, quando ele foi eram cinco as opções. Enfim, os “hongos confitados, espuma de papas y trufa, huevo”; o lomo argentno, chimichurri, papas al carbón, huevo, farofa; o pechuga de pato, higos frescos, pan de mostaza, mascarpone; e o cremoso de chocolate, galleta de sal, espuma de vainilla agradaram, e muito. “1 plato $90/ 2 platos $140/ 3 platos $180 incluye copa de vino o cerveza, agua y cafe”.

Casa Cruz

3 maio, 2010 por Jussara Voss
17:15

Se você quer badalação em Buenos Aires, esse é um dos endereços a ser visitado. Sem identificação na porta, o local mais parece um clube, existe há cinco anos em Palermo e sempre está lotado. Imponente, pé-direito alto, cortinas vermelhas, tapete de oncinha, bar oval na entrada, que se impõe depois de cruzar uma grande porta dourada, pesadas cortinas vermelhas, enorme adega entre o salão e a cozinha, pouca luz e boa música. Algo teatral demais. Os superconfortáveis sofás, em veludo, se não me engano, grande arranjos e coquetéis variadíssimos impressionam, junto com o restante da decoração. Mas, eu iria só para um aperitivo no começo da noite, um “arranca”. As ostras e o steak tartare estavam divinos. Já o prato principal ficou quase intocado, uma roubada. É a segunda casa do chef  Germán Martitegui, que já tem cinco anos, a primeira é o Olsen, de cozinha escandinava, com oito anos. O Tegui é o último, com pouco mais de um ano de funcionamento, talvez, por isso, o melhor, comparando com o Casa Cruz que conheci, não visitei o Olsen, que dizem ser muito bom. Na hora de escrever o post fui pesquisar novamente nos meus blogs de referênci e vi que os comentários, todos positivos, eram de 2007 e 2008, acho que alguma coisa mudou…

TOMO I

3 maio, 2010 por Jussara Voss
17:00

A propaganda foi tão grande que a expectativa era enorme. Talvez o erro foi não ter pedido o menu-degustação, mas as opções, incluindo frango e outros ingredientes sem expressão, entre as três entradas, três pratos e três sobremesas com taças de vinho, 200 pesos, não inspiraram. Além do cardápio que é grande, ainda tinha um seleção especial, que foi o que atraiu a atenção. Correto, com alguns pratos se sobressaindo, entre eles a sobremesa. A pequena casa bem decorada das irmãs Ada and Ebe Concaro, instalada no mezanino do hotel Panamericano, em Buenos Aires, na minha modesta opinião, comparando com restaurantes com estrelas Michelin, é uma pedida bacana, só isso.  Lendo a apresentação do cardápio, eu esperava algo diferente.


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Casa Sur Hotel: indico

3 maio, 2010 por Jussara Voss
16:38

Em Buenos Aires, indico o Casa Sur Hotel, na Recoleta. Charmoso “hotel-butique”, pequeno, com atendimento excelente e bem localizado. O quarto era enorme, com dois banheiros, mas acho que não são todos assim. Na Recoleta. Bem minha cara. Li comentários positivos sobre o restaurante do hotel, não provei, mas estava sempre bem frequentado.

Buenos Aires

3 maio, 2010 por Jussara Voss
00:00

Com pouco tempo em Buenos Aires, consegui conhecer o clássico TOMO I, o bacana “demais” Casa Cruz e o vanguardista Tegui. Experimentei os sorvetes cremooosos do Un’Altra Volta e Persicco, dulce de leche, é claro, na “melhor esquina de Buenos Aires” (Cabello y Salguero), que deixam saudades, faltou os do Freddo, com várias lojas espalhadas na cidade,  e encontrei, finalmente, os chás incomparáveis da Ines Breton. Na escondida galeria Promenade ao lado do Hotel Alvear, perco a respiração, emocionada, paro a vida e entro na loja dela que já preparou chá até para Dalai Lama e trata a bebida com o devido respeito. Um lugar para se visitar sempre. Além de chás, volto com um livro e um “coladore” de bambú.  Nessa estada, andei por Palermo Viejo, que inclui Palermo Hollywood e Palermo Soho. Conto tudo amanhã, com fotos, prometo. Um  chá, uma comida, um vinho, quando bem preparados, fazem com que eu conheça outros mundos e viva outra vida. Por isso, sigo viajando em busca da harmonia, aqui ou em qualquer lugar, devo achar um sentido e, um dia, “partir flotando”…

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Chocolates em Paris

27 abril, 2010 por Jussara Voss
23:05

Se eu estivesse em Paris anotaria esse endereço para conhecer: Chocolaterie Jacques Genin. Rue de Turenne, 133 (0033) 0145 772901. Comeria o mil-folhas e o éclair au chocolat, não esqueceria dos caramelos com nozes pecã, nougats e torrones com mel de castanheiro e os chocolates Orient Express (chocolate amargo, café e cardamomo) e o Menthe Amante (chocolate amargo com hortelã). A dica é da Marina Gobet, que mora lá, na Prazeres da Mesa. Na mesma revista, Constance Escobar, que tem um roteiro apetitoso publicado no seu blog (veja aqui), com fotos de enlouquecer, entrevista a consultora Chloé Doutre-Roussel e dá mais um nome “tem que conhecer”: Jean-Paul Hévin. E se você ler esse post e estiver na capital francesa, anote, agende, visite e coma um bombom por mim, por favor.

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