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'Onde ir'

9 maio, 2013 por Jussara Voss
19:42

Hoje quero falar do Bistrozinho. Fui conhecer o lugar logo depois da inauguração da casa, no começo do ano e não tinha comentado nada aqui. Fiquei impressionada com a decoração, que é muito charmosa, tem teto retrátil para os dias mais quentes, um jardim vertical e até horta, e também com definição da proposta, um restaurante para crianças, que precisam aprender a frequentar restaurantes e saber como se comportar neles. Lembro de uma amiga que sempre levava os filhos pequenos quando saia à noite, o que não é recomendado, mas eles nunca ficavam gritando e correndo, cena muito comum hoje em dia. Mas aqui o post é pra falar do Bistrozinho, que tem ótima estrutura para a criançada, que vai gostar do lugar, tenho certeza. A psicóloga Denise Pereira é a proprietária e pensou em tudo, acertando nos detalhes, os pais também vão gostar do Bistrozinho, que é despretensioso, encantador mesmo. Neste domingo (12), Dia das Mães, a casa preparou surpresas, desde o menu até as homenagens. O Bistrozinho funciona de quarta à sexta-feira, das 17 h às 21h30; aos sábados, das 12 às 21h30; e no domingo, das 12 às 15 horas. O endereço é na Alameda Presidente Taunay, 543, Batel, Curitiba. Telefone:  41 3018-3034.

Feiras gastronômicas, Restaurant Week e Curitiba Risotto Festival

13 abril, 2013 por Jussara Voss
17:34

Já falei sobre as feiras gastronômicas, mas agora, além de comentar um pouco sobre o Gastronomix (foto) – a única que eu fui – vale lembrar que estamos em plena Restaurant Week, deixei de lado o Empório Soho, Gastronomia na palma da mão, porque não estava na cidade. A sétima edição do Restaurant Week reúne 57 restaurantes em Curitiba, que oferecem menu e preço fixo: R$ 31,90 no almoço e R$ 43,90 no jantar. Até 21 de abril. Veja a programação completa no site official http://curitibarestaurantweek.wordpress.com/, ou no link acima.

Tem gente que ama e gente que odeia os eventos gastronômicos citados. Quem gosta fala da possibilidade de comer em lugares bacanas pagando menos do que o usual, por exemplo, assim como nas feiras, que tem preços populares e ainda dão a possibilidade de encontrar chefs famosos. Mas isso é para quem não se importa com as filas, que costumam ser imensas nesses eventos, é preciso paciência porque geralmente, principalmente nas feiras, também falta organização. Impossível atender bem tanta gente em locais improvisados.

Empório Soho e Gastronomix

Acho que todo mundo conhece o Empório Soho, a feira de gastronomia na Praça Espanha agrada e já é um evento consolidado aqui, bem ao estilo quermesse do interior. Ponto para a associação dos comerciantes do bairro que organiza. Mas o comentário geral foi uma reclamação por acontecer, pela segunda vez, se não me engano, no mesmo fim de semana do Gastronomix – o outro evento de gastronomia, com a curadoria do chef Celso Freire, que faz parte da programação do Festival de Teatro de Curitiba e traz chefs de fora de Curitiba, além de uma seleção dos locais. Aliás, Freire estava feliz com o sucesso, a cada ano mais gente quer participar e, mesmo com longas filas nas barracas de comida, e pilhas de louças sujas no chão, é um programa bacana, mas é preciso um pouco de paciência, como já mencionei, um pouco de bom humor também e entrar no espírito da iniciativa, uma “festa pública”. Comprar o ingresso antes pela internet facilita e é necessário, mas é preciso pegar o ticket em um dos locais de venda e chegar cedo. Se não cometo nenhum erro, apenas dois chefs prepararam uma comida que podia ser degustada com as mãos, sem precisar de talher, ou prato. Manu Buffara, escondida no gramado, era a última barraca, e Marcolini acertaram em cheio. Aplausos para os dois.

Sanduíche de porco: preparado exclusivamente para o evento

Curitiba Risotto Festival

O chef Fabiano Marcolini é o curador de outra iniciativa gastronômica: o Curitiba Risotto Festival, que vai acontecer nos dias 25 e 26 de maio, no Museu Oscar Niemeyer (MON), mesmo local do Gastronomix. Quem organiza são os promotores da Feira Alto Juvevê Gastronomia. Vamos aguardar a página oficial do festival no Facebook www.facebook.com/CuritibaRisottoFestival para saber mais sobre o evento.

Nespresso e charutos

15 janeiro, 2013 por Jussara Voss
19:16

Finalmente, Curitiba ganhou uma boutique Nespresso, a primeira da região Sul. Foi no final de 2012, em tempo para as compras de Natal. A loja está no ParkShoppingBarigüi, no piso térreo, e veio com novidades, além dos blends especiais, muitos acessórios. Vale também dar uma olhada no site, que ganhou uma revista on-line, segue o link aqui. E no bairro do Cabral a novidade é uma loja de produtos exclusivos: charuto e champagne. Fica na Munhoz da Rocha ao lado do Madero, que é responsável pela comida da casa. Recém aberta, a loja fechou para um período de férias. Prometem reabrir com eventos exclusivos para degustação. As mesas na calçada parecem que incomodaram os vizinhos do prédio onde está instalada a loja e foram temporariamente recolhidas. O espaço ficou muito charmoso e tem área para não fumantes.

Marcelo Amaral: que orgulho chef!

13 janeiro, 2013 por Jussara Voss
20:29

Eu virei fã assim que conheci a nova proposta dele. Logo tratei de escrever. Conto um pouco sobre o trabalho do Marcelo Amaral, chef do Lagundri, no último número da revista Ideias. Fiquei impressionada com alguns pratos e drinques e com a energia e a vontade do chef em trabalhar com a comida caiçara, resgatar nossas origens e oferecer bons sabores. Marcelo, que garanto e espero vai dar o que falar, também está no Estadão. O chef tira da jaca o sabor doce para compor o curry com camarão. Jaca foi o tema da edição do jornal na semana passada. Como ele ficou devendo uma receita pra mim, aproveito a publicada no Estadão. A receita você tem aqui e a matéria pode ser lida aqui. Quem me alertou sobre o novo projeto do chef foi a também chef e jornalista internacional Luciana Bianchi. Merci!

Chegou

5 janeiro, 2013 por Jussara Voss
23:50

Agora não tem mais desculpa, passaram as festas, a reforma da cozinha quase terminou, e 2013 está aí, então, vamos ao que interessa. Estive longe daqui, mas não parei de trabalhar. Duas receitas exclusivas foram publicadas da revista Ideias e apesar de serem sugestão para o fim de ano, elas valem para qualquer época. Aqui está o link.

Depois também andei por Punta del Este e fiquei encantada com o hotel e o SPA da Renata de Abreu, que vale a visita. A gastronomia do lindíssimo Fasano Las Piedras não deixou lembranças. O restaurante principal estava fechado. Conto tudo neste número da Top View, aqui o link. Veja algumas imagens e tenha ideia do porquê da minha empolgação.

Também contei na Top View quase tudo o que eu vi e experimentei na Suécia. O restaurante Frantzén/Lindeberg vale a viagem, foi uma das experiências mais incríveis que eu tive recentemente, ao lado do longínquo Fäviken, quase no Polo Norte. Dois lugares incríveis, que merecem outro post. Veja porquê aqui.

Fäviken

Frantzén/Lindeberg

Espero muito de 2013 e desejo muito também: feliz Ano Novo!

 

 

São Paulo III: Girarrosto e Dalva e Dito

13 outubro, 2012 por Jussara Voss
14:12

Na última viagem a São Paulo também fui conhecer o novo mercadinho do Alex Atala no Dalva e Dito. Um charme. O restaurante está todo modificado. A sala das samambaias virou um bar e é a entrada do local, que continua bonito. O mercadinho tem pães, pipoca e frango assado, entre outras gostosuras, e funciona onde era a entrada do restaurante. Escolhi pirarucu para o prato principal (foto), mas cai de boca mesmo no ratatuile do sertão, tenho lá minha implicância com criadores de cativeiros. O couvert, com pimentas variadas, pães fantásticos e outras delicadezas, além da bebida e do atendimento e da arquitetura e decoração do lugar, contam pontos, claro. O que falta? Atala não fica ali, está no D.O.M. sempre que possível, pois o chef tem viajado bastante por conta dos eventos internacionais de que participa. Não faz muito tempo um taxista do aeroporto de Congonhas passou um e-mail pra mim, deve ter encontrado o blog numa busca pelo chef, dizendo que ele tinha esquecido a mala no seu carro. Peru, Polônia, Japão, poucos dias em cada cidade, dá para imaginar o cansaço. Ainda não provei a famosa galinhada servida aos sábados depois da meia-noite. Programa imperdível.

Na mesma viagem ainda almocei no Girarrosto, achando que iria encontrar o chef Ivo Lopes, que nada. Ele está montando um restaurante, foi o que eu fiquei sabendo apenas, sem mais detalhes sobre o novo empreendimento. Voltando ao Girarrosto, o novo restaurante é um megainvestimento, lugar chique e bacana, a cara de São Paulo, instalado onde funcionava o Cadoro, que foi durante muitos anos uma tradição na capital. Os donos trabalham firme para que tudo funcione. Ninguém menos do que Salvatore Loi, que tinha acabado de deixar o Fasano, estava lá. Quando terminei o almoço, ele estava fazendo reunião com a equipe da cozinha, a famosa brigada.

 

 

 

São Paulo II

28 agosto, 2012 por Jussara Voss
19:18

Em São Paulo, também fui conhecer o Epice, e gostei bastante, apesar de não ter experimentado o menu-degustação, a novidade para agradar os clientes do chef Alberto Landgraf depois que a casa completou um ano. O menu-degustação sempre é a maneira mais fácil de conhecer o potencial do cozinheiro. No meu pedido: as vieiras estavam no ponto e o porco também. A sobremesa: perfeita e o atendimento idem, o garçom que atendia a nossa mesa se esforçou e contornou, com maestria, o mau humor de duas senhoras, que, infelizmente, estavam muito próximas, o restaurante é pequeno e as pessoas ficam quase coladas, por isso, um pouco de educação é preciso, pena que nem todos pensem assim. Landgraf é paranaense de Cornélio Procópio, morou em Londres, trabalhou com os ingleses Gordon Ramsay e Tom Aikens e com o francês Pierre Gagnaire. Aqui, caiu nas graças de Alex Atala que o incluiu na lista dos cinco melhores chefs do país, ao lado de Roberta Sudbrack, Helena Rizzo, Rodrigo Oliveira e Thiago Castanho. Cursou a escola de gastronomia Westminster, em Londres. Com referências assim, concluo que é preciso voltar para uma melhor avaliação. As fotos não ficaram boas, o lugar tem pouca iluminação, mais um motivo para voltar.

 

 

São Paulo I

7 agosto, 2012 por Jussara Voss
23:13

Antes que me critiquem pela ausência aqui, digo que ela se deve a uma viagem. Estava trabalhando, mas, é claro, nos intervalos eu tive de comer. Posso dizer, sem dúvida, que em São Carlos, você deve conhecer o Dhama, caso a comida não agrade, você vai curtir o visual e ficar satisfeito. Eu tive sorte, o restaurante abre todos os dias no almoço. No jantar apenas aos sábados e sextas, fui, sem telefonar, para jantar. Salva por um evento corporativo. Final de tarde especial, o Dhama fica em um condomínio afastado do centro, dentro de um campo de golfe. Pode imaginar? É outra dica para quem gosta do esporte também. Comi um carré de cordeiro, que apesar de estar no ponto, faltava um pouco de sal. Fique tranquilo. O cardápio é bem extenso, e pode-se encontrar uma boa opção, com certeza. Agradeço a dica de uma amiga querida. Sem ela, eu não iria descobrir o local. Depois, o destino foi São Paulo. Attimo: a grande novidade. Marcelo Fernandes acertou a mão, mais uma vez. Merece outro post, evidentemente. Fiquei muito impressionada. Sei de amigos que irão adorar.

Amsterdam: outras dicas

25 junho, 2012 por Jussara Voss
19:27

Não sei porquê não segui o meu instinto e não fui conhecer o Tempo Doeloe, pois as outras dicas da Carla Pernambuco já tinham sido boas, enfim, eu tinha mais opções e a promessa de que teria uma refeição memorável fez com que eu atravessasse a rua do chocolate Puccini e fosse conhecer o Krua Thai. Não que o jantar não estivesse bom, longe disso, mas como sabem, procuro sabores de tirar o folego. É uma boa opção, mas agora tenho outra desculpa para voltar à cidade. Além dos bombonis Puccini, quero conhecer a “mesa de arroz”, rijsttafel. Os holandeses incorporaram a refeição que é da Indonésia. Fiquei curiosa. Curiosidade também para provar os croquetes de carne vendidos em máquinas por um Euro. Febo: vai ficar para outra estada, não foi dessa vez. Apesar da dica não ser para comer, preciso lembrar do Kenkenhof, o parque da flores, mas veja que abre apenas em alguns meses do ano. E se estiver por lá, ande muito pelo Jordaan, coma broodje haring, o sanduíche com arenque, cebola e picles, e compre hagelslad, o granulado para brigadeiro, que os holandeses comem até no café da manhã. Encerro o post falando das panquecas, outra especialidade deles. Fui atrás da tradição e encostei a bicicleta na calçada da The Pancake Bakery. Entrei. Aleluia! Experimentei as salgadas pannenkoeken e as doces poffertjes, que parecem uns bolinhos. Foi bom, muito bom, pena não ter fotos.

 

Amsterdam: imperdível

21 junho, 2012 por Jussara Voss
19:55

Juro, não sei se fiquei impressionada pelo fato de o chocolate não levar conservantes e, por isso, deve ser consumido em sete dias, ou pela loja tão bem decorada, ou pela beleza dos chocolates expostos, enfim, o fato é que o Puccini Bomboni não me sai da cabeça. Na verdade, sei que é a lembrança do chocolate derretendo na minha boca e o sabor, o aroma e a textura perfeitos que me marcaram a ponto de querer voltar para experimentar mais. Não acredito que eu comprei um bomboni, um!, e quatro bastões de marzipã. Com o cheiro que tinha a loja, simplesmente, não acredito. E não foi fácil comprar. Uma hora a loja estava fechada, depois esqueci o pacote, a loja fechou e eu iria embora no dia seguinte. Voltei pela terceira vez e fui salva pelo garçom do restaurante próximo que conhecia o funcionário da limpeza que trabalhava à noite. A dica foi da Constance Escobar, e que dica. Inesquecível. Aqui o link para o post dela, e além do site da loja, quase nada de informação. Adorei a descrição encontrada na web “no sugar, no butter, no fondant, no artificial additives”. Some a isso, ingredientes frescos e inusitados, têm os tradicionais também, é claro, e preparo artesanal. De decoração minimalista, são duas lojas na cidade. Não esqueço do meu hazelnut gianduia. Impossível.

Amsterdam: Vinkeles

19 junho, 2012 por Jussara Voss
18:27

Outro hotel-boutique com bom restaurante. Dica da Carla Pernambuco mais uma vez. Veja o post dela sobre a cidade aqui. Adorei o lugar, tanto o restaurante Vinkeles quanto o Dylan Hotel Amsterdam. Charmoso e com ótima comida. Pelas fotos é possível ver que deve ser visitado. Localizado no canal Keizersgracht, é porto seguro e uma das novidades gastronômicas. A cozinha de base francesa, entre o estilo clássico e contemporâneo, foi responsável por bons momentos, protagonizado pelo chef Dennis Kuipers, pelo maître Casper Westerveld e pelo sommelier Gosse Hollander. Aberto em 2009, tem uma estrela Michelin. Servem menus de quatro a cinco pratos, ou o menu maior com a assinatura do chef. Construído onde funcionou uma padaria até 1811, ainda mantém o forno original conservado durante a restauração do prédio. Visita recomendada.

Amsterdam: The College

18 junho, 2012 por Jussara Voss
21:22

Deixando Amsterdam para trás, a primeira cidade de uma longa jornada, logo fiquei com saudades. Moraria ali, com certeza. Bem que me avisaram. Não conhecia. Andaria de bicicleta, muito, ou de barco pelos canais. A cidade, é que é muito bonita, tem mais bicicletas do que gente. Achei pouco tempo para as descobertas gastronômicas. Sempre acho isso, já não é novidade. Minhas escolhas seriam dois restaurantes da lista World’s 50 Best Restaurants, da revista britânica Restaurant, porém, Oud Sluis (21º) e De Libirje (33º) estão afastados da cidade e tornaram as minhas opções mais difíceis. Segui, então, as dicas certeiras da Carla Pernambuco, a quem preciso agradecer. Veja aqui o post dela. Como a chef, adorei o ritmo da cidade, o comércio abre às 11h e fecha às 18h, preciso falar mais? A primeira, o restaurante do The College. Hotel da lista dos endereços charmosos, lembrou-me o Faena de Buenos Aires. Instalado em um ginásio do século19, o restaurante funciona como uma escola e para julgá-lo é preciso considerar que era um domingo e que o chef Wilko Hoogendoorn não estava. Foi um bom jantar. Veja as fotos. Não recebi o cardápio, como combinado. Boas lembranças saborosas de alguns pratos, como as sobremesas. Dá para recomendar. E para quem pediu mais fotos, aqui está um post de imagens, que, na seleção das mesmas já começo a recuperar meu ânimo, nos últimos dias adormecido, exceto no fim de semana, de emoções intensas. Esse “lembrar” quem sabe ajude a empurrar essa gripe, que teimou em voltar, para longe.

 

 

theworlds50best – Roberta Sudbrack está na “lista”; Asador Etxebarri sobe 19 posições e Favikën estreia na 34 posição

30 abril, 2012 por Jussara Voss
21:21

A mais esperada lista que apresenta os 100 melhores restaurantes do mundo tem novidades, desculpem, é o terceiro post hoje sobre o assunto. Mas não dá para não falar nos melhores. Foi uma alegria ver alguns nomes. Além dos primeiros lugares: Noma, El Celler, Mugaritz e D.O.M.; Roberta Sudbrack entra pela primeira vez em 71, o Mani, da Helena Rizzo, sobe e está em 51. Favikën, 700 km de Estocolmo, aparece pela primeira vez e já na 34 posição, e o Asador Etxebarri sobe para 31, merecidamente. Peru e México também estão na lista! Sinto não ver o Dos Cielos e o 41 Grados. Quem sabe no próximo ano… Estava com a minha lista quase completa, mas o site deles está atualizado, ainda bem, então vai o link aqui.

Novo cardápio no Sel et Sucre; o premiado espumante italiano Ferrari; a hamburgueria Guiolla; a opção do La Cucina na Trattoria Boulevard e um ano do Atelier Satis Fudge

31 março, 2012 por Jussara Voss
11:24

A semana foi agitada, com uma enxurrada de eventos que me deixaram longe daqui. Vou tentar resumir. Conheci o novo cardápio do Sel et Sucre e destaco alguns pratos. Primeiro, Kika Marder mostrou que está preparada para eventos no seu restaurante, com arranjos diferentes das mesas, ou não. O lugar é muito charmoso e os pedidos para abrir à noite são muitos. A equipe feminina, na maioria, não pensa na alternativa, que agradaria, com certeza. Ralf Sperka fez a ambientação e definiu a música, ótima, como sempre, contribuindo para a noite ficar mais agradável ainda. Sou fã. O fagotini de cammembert e pêras carameladas, o vol au vent de camarão, além do cheesecake de doce de leite e o risoto de abóbora kabotia e sálvia, que também estava muito bom, agradaram, mas bom mesmo eu achei o ravióli de figo com manteiga de amêndoas, volto para comer. Todos os pratos foram apresentados em versão “mini”, veja as fotos.

Depois participei de uma degustação de vinhos de sobremesa do Chile e da Argentina. O jantar foi na Trattoria Boulevard que agora, à noite, está nas mãos do La Cucina. A entrada de foie gras e frutas grelhadas surpreendeu, merecia uma pitada de flor de sal, mas os chefs arrasaram, e a sobremesa de figo foi outro prato acertado, apesar de o açúcar brigar um pouco com a fruta. Também outro espaço bacana para eventos.


Nesta semana fui conhecer ainda a hamburgueria gourmet Guiolla, como experimentei porções pequenas, volto para provar o sanduiche no tamanho original. Ficou comprovado a dedicação e o carinho dos sócios no empreendimento. Escolheram profissionais capacitados para definir o cardápio, a marca e a divulgação. O investimento tem uma dose alta de empenho e paixão para que tudo dê certo. O lugar é muito bacana também, num ponto estratégico do Batel, com estacionamento ao lado, o que é fundamental hoje em dia. Outro ponto positivo é que depois do lanche, ou do almoço, ou do jantar, o sanduíche também é servido aberto e com talher para os mais frescos, como eu, tem sorvete italiano, legítimo! Muito bom. Gostei também de saber que tem a versão light do hambúrger, que não usa nenhum produto com aquele sabor horrível, mas sim tem a maionese substituída por um molho de iogurte e menos carne.


Já a Champagneria Baltazar, a nova casa no Juvevê, lotou para a degustação dos espumantes italianos da Ferrari distribuídos aqui pela Decanter. Aprovação unânime. A tradicional casa de Trento, no Norte da Itália, faz excelentes produtos, sem dúvidas. A bebida brilhou mesmo sendo servido em taças de vidro. Teve também a prova de vinhos e azeites realizada no Bourbon, que eu comento depois. E acabei a semana provando o doce de origem inglesa, o fudge, do Atelier Satis Fudge. A sobremesa artesanal à base de cacau e ingredientes selecionados agrada. As sócias comemoram um ano lançando a versão em café. É a novidade curitibana e parece que é a única no Brasil. A receita veio da Nova Zelândia. Muitas opções para presente, inclusive para substituir os tradicionais bem-casados.

Manu: um ano

7 fevereiro, 2012 por Jussara Voss
19:21

Ela chegou com jeito de quem queria acertar. Decidida. Depois que descobriu que a cozinha seria o seu lugar preferido, não parou mais. Estudo, trabalho, temporadas em restaurantes conceituados e a abertura da sua própria casa. E foi dando certo, com muita dedicação, investimento e esforço. Bonito de ver, melhor ainda de experimentar. Criativa e determinada, tem talento que transborda pelas panelas e pratos. A comida chega à mesa como esculturas e vai surpreendendo o mais desconfiado cliente. Seus fãs comemoram a abertura do Manu: um ano completado no dia 26 de janeiro e esperam mais porque foi ela quem nos acostumou assim. Mesmo passado alguns dias da data, não poderia deixar de registrar. Eu insisto que a redução das opções de menus daria fôlego e sabor às criações. Vida longuíssima, é claro, é o que desejamos, temperada com sucesso, casa cheia, premiações… Saúde!

A chef trabalhando e os pratos do almoço da Chandon Weeks, no ano passado.

 

 

 

 

 

 

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