Arquivos da categoria: Restaurantes em Buenos Aires

Buenos Aires III

13 maio, 2010 às 21:41  |  por Jussara Voss

A lista de restaurantes em Buenos Aires está ganhando folego com as contribuições de amigos. Então, não posso deixar de lado a valiosa e certeira contribuição dos colegas blogueiros do Qvinho. No endereço deles você vai encontrar uma lista completa e atualizada. Vai lá também. Assim vamos descobrindo outra cidade. E não esqueça, se for, divida as suas impressões gastronômicas. Ah, no próximo dia 17, a chef Mariana Valentini, do Restaurante Valentina, em São Paulo, estará no Canal Fox Life apresentando a série de programas gravados em Buenos Aires no final do ano passado. Assistam clicando no link e aprenda como fazer a focaccia do Valentina.

Buenos Aires II

13 maio, 2010 às 20:54  |  por Jussara Voss

Que gosto gostoso tem o acaso que nos alimenta. Pois, o acaso fez me encontrar com a obra poética de Jorge Luis Borges, a primeira, trazida por uma amiga. Fui alcançar Fervor, na Recoleta, o restaurante, nomeado em homenagem a obra “Fervor de Buenos Aires”, na qual Borges vai destrinchando o mapa da cidade. O que tem para revelar-me, ainda estou a descobrir. Que sorte a minha: conhecer outra Buenos Aires, a outra pelos olhos do poeta. Para quem vai, boa viagem. Eu, depois da leitura, precisarei voltar, é claro. E o acaso ainda me brindou com essa: “cada pessoa pensa como pode”, Mário Quintana*. Não tão por acaso, encomendei uma lista de melhores restaurantes de lá para um local, e olha o tesouro. Veja que o Guia Óleo, que eu já citei, foi a referência deles, mas os endereços são totalmente novos, pelo menos para mim. E se quem me pediu as dicas visitar algum desses tem a obrigação de comentar aqui. “Las calles de Buenos Aires ya son mi entreña…”.

- Osaka
www.osaka.com.pe
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=2116
Restaurante oriental-peruano lá em Palermo. Cozinha fusion com pratos modernos.

- El Pobre Luis
não possui site
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=480
Acho que esta é (ou deveria) a mais famosa parrilla de Buenos Aires, com inclusive uma recente matéria com a CNN International. Não sei o motivo de não ser tão conhecida por nossas bandas.

- Don Julio
não possui site
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=802
Mais uma parrilla. Como El Pobre Luis não abre para almoço, esta é uma excelente opção. Fica bem próximo a região das lojas bacanas de Palermo. Almoçar lá e depois dar uma volta na região é uma boa pedida para um dia em Buenos.

- Ceviche
www.ceviche.com.ar
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=3899
Outro peruano com tendências asiáticas, ou como o chef diz: cocina Nikkei. Ambiente moderno e muito agradável. Melhor sushi de Buenos Aires na minha opinião.

- Olviedo
www.oviedoresto.com.ar
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=99
Restaurante espanhol. Excelente pedida para quem esta buscando mariscos em Buenos Aires. Destaque para carta de vinhos.

- Rosa Negra
www.rosanegraargentina.com.ar
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=253
Restaurante na região norte da cidade, já fora da Capital Federal. Meio longe, mas vale muito a pena. Um de meus favoritos. Ambiente moderno, luz baixa, excelente comida e (meio redundante) excelentes vinhos. Nesta rua ficam vários outros restaurantes muito interessantes, Região bem agitada a noite. Vale a pena a corrida de taxi até lá.

- Uruguay
www.pablomassey.com
www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=4020
Olha, graças aos meus pais posso dizer que já fui em um número interessante de restaurantes mundo afora. E com isso em mente, ouso a dizer que este foi um dos (senão “o”) melhores restaurantes que já comi. Ambiente intimo, atendimento caloroso e atencioso. Assim que você se senta o barman vem até sua mesa oferecer para te preparar um drink, antes do vinho. O caminho para o banheiro é por dentro da cozinha do renomado chef Pablo Massey. Também fora da Capital Federal. Esse é o tipo de restaurante que você vai para comer de joelhos, como diria meu pai. Parada obrigatória para quem quer comer bem em Buenos Aires.

Continuar lendo

Buenos Aires

3 maio, 2010 às 22:27  |  por Jussara Voss

Não deu 48 horas na capital da vizinha Argentina. Pouco tempo para uma corrida gastronômica e com o erro de escolher dois restaurantes do mesmo chef, Germán Martitegui, já comento. Mesmo assim, “valeu”, como diz meu pai quando fazemos um passeio sem rumo certo pela cidade. Ultimamente, beirando os 90 anos, é o programa preferido dele, isso quer dizer que é bem legal, como é para mim descobrir novos locais, comidas e chefs. Por que não vamos mais vezes? Com o peso desvalorizado, sempre faço essa pergunto. O voo da GOL direto Buenos Aires – Curitiba com uma escala rápida em Assunção é muito bom, sem contar que a cidade continua bonita e sofisticada. A viagem rápida surgiu quando amigos gourmets pediram dicas e resolvemos confirmar antes de indicar. Depois da estadia, e com tantas opções, peço ajuda aos leitores, vamos eleger os dois restaurantes “tem que ir” em Buenos Aires? Coments, please. Eu ficaria com La Bourgogne no Hotel Alvear e, quem sabe Cabaña Las Lilas, apesar de que me falaram que as carnes melhores na cidade estão no La Cabrera. Ainda quero voltar ao Fervor, nome inspirado na obra El Fervor de Buenos Aires, de Jorge Luis Borges, e escolhido por amigos que viajam o mundo e sabem comer bem e pelo estilista Karl Lagerfeld. Lá só deu tempo para comer língua de cordeiro escabeche, foto, que eu achei muito forte. Todo mundo fala do Sucre, que ainda não conheci. Eu voltaria ao hotel Faena, para ver um show de tango e o design de Philippe Starck e iria ao Palácio Duhau-Park Hyatt, nem que fosse para tomar um vinho com queijos na varanda. Para quem gosta de empanadas, dizem que Sanjuanino é a parada certa, ao lado do Fervor, bem pertinho do Alvear, não conheci. Se está de passagem marcada, consulte o Guia Óleo, é a referência dos locais. E imagine, hoje, escutei um amigo falar: “não gosto de Buenos Aires, é uma cidade muito velha”, como assim? Eu volto sempre que puder.

Tegui

3 maio, 2010 às 22:04  |  por Jussara Voss

Teve um certo mistério a ida ao Tegui. Primeiro porque ele fica escondido em Palermo Holywood, bairro hypado de Buenos Aires, e deu um medinho entrar pela porta preta entre paredes grafitadas, lindas, por sinal, isso depois de rodar muito com o táxi, ainda bem que a corrida lá é barata. Será que é aqui? Nem o motorista acreditou, só eu segui decidida: “é aqui, sim. Pode parar”, disse, meio desconfiada constatando o deserto da rua em que nos encontrávamos. Eu que sou a responsável por  descobrir novos lugares, várias vezes fico apreensiva por estar levando alguém pela primeira vez a um lugar que eu não conheço, nem sempre se acerta. Aberta a porta, o medo continuou, o restaurante estava vazio, acho que abriram só para nós.

Depois chegou outro brasileiro, um gaúcho apaixonado pelo chef e por Buenos Aires. Ótimo papo depois do almoço, vinho, comida… E eu cheia de ideias. Suspense, acho que é isso que o chef Germán Martitegui quer e consegue. Muito bacana o local, mas nada de fotos. Ih, agora já tiramos. Voltaria, à noite, acho que é a pedida, e com sorte talvez topasse com Martitegui, que pelo jeito virou empresário, e eu que gosto de cozinheiro na cozinha, como fico? Na rápida viagem, foi o restaurante que eu mais gostei. O cardápio também é uma surpresa “minimalista”: quatro opções do “primero”, quatro do “segundo” e quatro do “dulce”. Leio no caderno Paladar do Estadão o relato do Michael T. Luongo, do The New York Times, falando do local, quando ele foi eram cinco as opções. Enfim, os “hongos confitados, espuma de papas y trufa, huevo”; o lomo argentno, chimichurri, papas al carbón, huevo, farofa; o pechuga de pato, higos frescos, pan de mostaza, mascarpone; e o cremoso de chocolate, galleta de sal, espuma de vainilla agradaram, e muito. “1 plato $90/ 2 platos $140/ 3 platos $180 incluye copa de vino o cerveza, agua y cafe”.

Casa Cruz

3 maio, 2010 às 17:15  |  por Jussara Voss

Se você quer badalação em Buenos Aires, esse é um dos endereços a ser visitado. Sem identificação na porta, o local mais parece um clube, existe há cinco anos em Palermo e sempre está lotado. Imponente, pé-direito alto, cortinas vermelhas, tapete de oncinha, bar oval na entrada, que se impõe depois de cruzar uma grande porta dourada, pesadas cortinas vermelhas, enorme adega entre o salão e a cozinha, pouca luz e boa música. Algo teatral demais. Os superconfortáveis sofás, em veludo, se não me engano, grande arranjos e coquetéis variadíssimos impressionam, junto com o restante da decoração. Mas, eu iria só para um aperitivo no começo da noite, um “arranca”. As ostras e o steak tartare estavam divinos. Já o prato principal ficou quase intocado, uma roubada. É a segunda casa do chef  Germán Martitegui, que já tem cinco anos, a primeira é o Olsen, de cozinha escandinava, com oito anos. O Tegui é o último, com pouco mais de um ano de funcionamento, talvez, por isso, o melhor, comparando com o Casa Cruz que conheci, não visitei o Olsen, que dizem ser muito bom. Na hora de escrever o post fui pesquisar novamente nos meus blogs de referênci e vi que os comentários, todos positivos, eram de 2007 e 2008, acho que alguma coisa mudou…

TOMO I

3 maio, 2010 às 17:00  |  por Jussara Voss

A propaganda foi tão grande que a expectativa era enorme. Talvez o erro foi não ter pedido o menu-degustação, mas as opções, incluindo frango e outros ingredientes sem expressão, entre as três entradas, três pratos e três sobremesas com taças de vinho, 200 pesos, não inspiraram. Além do cardápio que é grande, ainda tinha um seleção especial, que foi o que atraiu a atenção. Correto, com alguns pratos se sobressaindo, entre eles a sobremesa. A pequena casa bem decorada das irmãs Ada and Ebe Concaro, instalada no mezanino do hotel Panamericano, em Buenos Aires, na minha modesta opinião, comparando com restaurantes com estrelas Michelin, é uma pedida bacana, só isso.  Lendo a apresentação do cardápio, eu esperava algo diferente.


Continuar lendo

Casa Sur Hotel: indico

3 maio, 2010 às 16:38  |  por Jussara Voss

Em Buenos Aires, indico o Casa Sur Hotel, na Recoleta. Charmoso “hotel-butique”, pequeno, com atendimento excelente e bem localizado. O quarto era enorme, com dois banheiros, mas acho que não são todos assim. Na Recoleta. Bem minha cara. Li comentários positivos sobre o restaurante do hotel, não provei, mas estava sempre bem frequentado.

Buenos Aires

3 maio, 2010 às 00:00  |  por Jussara Voss

Com pouco tempo em Buenos Aires, consegui conhecer o clássico TOMO I, o bacana “demais” Casa Cruz e o vanguardista Tegui. Experimentei os sorvetes cremooosos do Un’Altra Volta e Persicco, dulce de leche, é claro, na “melhor esquina de Buenos Aires” (Cabello y Salguero), que deixam saudades, faltou os do Freddo, com várias lojas espalhadas na cidade,  e encontrei, finalmente, os chás incomparáveis da Ines Breton. Na escondida galeria Promenade ao lado do Hotel Alvear, perco a respiração, emocionada, paro a vida e entro na loja dela que já preparou chá até para Dalai Lama e trata a bebida com o devido respeito. Um lugar para se visitar sempre. Além de chás, volto com um livro e um “coladore” de bambú.  Nessa estada, andei por Palermo Viejo, que inclui Palermo Hollywood e Palermo Soho. Conto tudo amanhã, com fotos, prometo. Um  chá, uma comida, um vinho, quando bem preparados, fazem com que eu conheça outros mundos e viva outra vida. Por isso, sigo viajando em busca da harmonia, aqui ou em qualquer lugar, devo achar um sentido e, um dia, “partir flotando”…

Continuar lendo