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'Restaurantes em Curitiba'

Marcelo Amaral: que orgulho chef!

13 janeiro, 2013 por Jussara Voss
20:29

Eu virei fã assim que conheci a nova proposta dele. Logo tratei de escrever. Conto um pouco sobre o trabalho do Marcelo Amaral, chef do Lagundri, no último número da revista Ideias. Fiquei impressionada com alguns pratos e drinques e com a energia e a vontade do chef em trabalhar com a comida caiçara, resgatar nossas origens e oferecer bons sabores. Marcelo, que garanto e espero vai dar o que falar, também está no Estadão. O chef tira da jaca o sabor doce para compor o curry com camarão. Jaca foi o tema da edição do jornal na semana passada. Como ele ficou devendo uma receita pra mim, aproveito a publicada no Estadão. A receita você tem aqui e a matéria pode ser lida aqui. Quem me alertou sobre o novo projeto do chef foi a também chef e jornalista internacional Luciana Bianchi. Merci!

Manu: um ano

7 fevereiro, 2012 por Jussara Voss
19:21

Ela chegou com jeito de quem queria acertar. Decidida. Depois que descobriu que a cozinha seria o seu lugar preferido, não parou mais. Estudo, trabalho, temporadas em restaurantes conceituados e a abertura da sua própria casa. E foi dando certo, com muita dedicação, investimento e esforço. Bonito de ver, melhor ainda de experimentar. Criativa e determinada, tem talento que transborda pelas panelas e pratos. A comida chega à mesa como esculturas e vai surpreendendo o mais desconfiado cliente. Seus fãs comemoram a abertura do Manu: um ano completado no dia 26 de janeiro e esperam mais porque foi ela quem nos acostumou assim. Mesmo passado alguns dias da data, não poderia deixar de registrar. Eu insisto que a redução das opções de menus daria fôlego e sabor às criações. Vida longuíssima, é claro, é o que desejamos, temperada com sucesso, casa cheia, premiações… Saúde!

A chef trabalhando e os pratos do almoço da Chandon Weeks, no ano passado.

 

 

 

 

 

 

Ivo Lopes, Ivan Lopes, Terra Madre, Girarrosto

6 fevereiro, 2012 por Jussara Voss
22:04

Esqueci os bons modos e a educação quando o chef Ivo Lopes chegou à mesa e perguntou  se gostaríamos de olhar o cardápio ou ficaríamos com as sugestões dele. Pode sugerir chef, disse sem hesitar, não dando tempo para as minhas amigas se manifestarem. Não se recusa uma proposta assim, jamais. Sei que elas não gostam muito de experimentações, mas não poderia perder essa oportunidade. Depois da entrega ao talento do chef e de morrer de vergonha pelo meu atrevimento, festejei as entradas dele sempre levando o prato preparado à mesa. Uma massa, um peixe, uma carne. Foi um delírio. Passado o almoço, elas entenderam a minha ansiedade em aceitar a proposta dele, a refeição valeu cada bocada e se entregar ao talento de um cozinheiro como Ivo não tem preço. O visual do restaurante com uma vista linda da cidade de São Paulo, na cobertura do shopping Cidade Jardim, também ajudou.

Tivemos sorte, essa foi uma das últimas refeições que o chef preparou ali. A sociedade de Paulo Barros com Ida Maria Frank foi desfeita naquela semana e Ivo se prepara para assumir a tratoria Girarrosto, ao lado de Massimo Barletti, onde funcionava o Pandoro, que deveria ter sido aberta em novembro. Paulo Barros e Paulo Kress estão à frente também do Italy, o último empreendimento do grupo que já faz sucesso, e do Kaá. O forno giratório será uma das atrações da casa ao lado das massas e carnes e das pizzas e sanduíches aos domingos à noite. Ida ficou com o Due Cuochi, continua com o Marais e o St. Honoré, e associou-se ao grupo do América e do Barbacoa. Para quem não sabe Ivo é irmão do Ivan Lopes, do Terra Madre, e padrinho profissional do Paulino da Costa, agora no grupo do Chico Urban. Pois tive sorte mais uma vez e provei a comida do Ivo, desta vez em companhia do seu irmão, no aniversário do Terra Madre. Seis anos comemorados em grande estilo. Tudo isso aconteceu em novembro do ano passado, mas eu não poderia deixar de tornar público esses dois encontros memoráveis, ainda lembro da polenta cremosa com frutos do mar grelhados ao molho de limão siciliano. Quando ele aparecer por aqui, não perca a oportunidade.

Almoço despedida do Ivo Lopes (foto) no Due Cuochi

Polenta cremosa com frutos do mar grelhados ao molho de limão siciliano no aniversário do Terra Madre, em Curitiba, inesquecível

 

 

Manu: hora de comemorar

26 janeiro, 2012 por Jussara Voss
17:40

Um ano depois…

Nesta quinta-feira (26) quem faz festa e recebe os parabéns é Manu Buffara. O seu restaurante Manu completa um ano com muito sucesso. A abertura da casa foi o acontecimento gastronômico na cidade no ano passado. Com esse comentário fui transportada para o almoço oferecido pela Chandon nacional para mostrar à imprensa seus produtos, foi lá. Baita casamento perfeito não comentado aqui. Já famosa e premiada, a chef mostrou porque foi revelação nacional pelo Guia Quatro Rodas, dentre outros troféus acumulados em tão pouco tempo de vida do seu ”Manu”, e fez um banquete. Quanto ao champagne da Chandon: também é de conhecimento de quase todos que os espumantes nacionais estão ganhando mercado e deixando os produtores felizes pelo retorno do investimento. O diretor de enologia da Chandon, Philippe Mével, esteve em Curitiba neste dia, no mês de setembro, era mais uma etapa da Chandon Weeks, que percorre capitais brasileiras promovendo degustações do espumante brasileiro. Foi um dia excepcional, como aqueles dias quando tudo dá certo. Experimentei verdadeiras joias da coroa. A variedade de produtos da Chandon é grande e vale a pena provar. Escolha a versão Chandon Réserve Brut, Brut Rosé, ou Excellence e fique feliz.  Tim-tim! Vida Longa!

 

 

Feriados no Madero: sempre aberto

16 janeiro, 2012 por Jussara Voss
18:46

Madero abre todos os dias. A decisão do Júnior Durski foi acabar com as dúvidas de qual casa abre em qual dia nos feriados, agora todas abrem sempre. Outra novidade foi a criação de uma central de reservas: um único número de telefone – 3014-0600 – para todos os restaurantes. A nova Central de Reservas Madero Burger & Grill funcionará de segunda a sábado das 9h às 21h e aos domingos, das 9h às 13h. Durski, além dos restaurantes na cidade, mais dois devem abrir em breve, inaugura novas casas em Londrina e Maringá, e em Manaus.

Madero’s invadindo Curitiba

18 dezembro, 2011 por Jussara Voss
19:26

Júnior Durski não para de expandir a rede de restaurantes Madero. O da praça do Relógio das Flores, ali no centro histórico, que aparece na fotos de Gerson Lima, pertinho do Madero original, apresenta como novidade a feijoada aos sábados, às vezes com direito a apresentação de chorinho. Durski  diz que é o mais bonito. Eu voto no da Praça da Espanha, também inaugurado recentemente. Fui conhecer e me apaixonei pelos espaços externos, que agradam quem fuma também, hoje, categoria totalmente discriminada. A vista das árvores da praça é uma atração especial. A comida, a bebida, servida na temperatura certa, e o serviço: tudo ok. As duas casas foram inauguradas recentemente. Sem falar sobre o Madero da Comendador Araújo, que é o lugar certo para levar as crianças. Desse Madero eu gosto da loja de vinhos e do café que serve os dois bolos mais caseiros e saborosos de Curitiba, o de amendoim e o de morango, sem falar das empadinhas, com a conhecida “massa podre”, difícil de encontrar e que só perde para a feita lá em casa. E tem mais inaugurações. Em breve, aguardem um Madero no Bigorrilho, pertinho do açougue Domakoski, e outro na Nossa Senhora da Luz, no Jardim Social, perto da Família Farinha. É bom lembrar que o Madero Prime Steakhouse, nas ruínas de São Francisco,  é diferente dos demais restaurantes da rede Madero Burguer e Grills. Como explica o site, o Prime tem “atendimento diferenciado, frutos do mar, adega e exclusivos cortes de carnes uruguaias”; já o Burguer e Grill agrada pelos preços: 40% menores. No Prime, acho que ninguém lembra de variar o pedido, eu recomendo o carpaccio quente, que pode substituir o couvert, a lagosta grelhada e a muqueca, além das carnes. E encerro o post, lembrando que o Madero de Goiânia, única casa que não está no Sul, já ganhou reconhecimento. O Burger & Grill de lá, inaugurado em 2009 e com uma das maiores adegas da cidade, já ganhou o título de melhor hambúrguer  – prêmio da revista Veja.

 

Zea Maïs

6 dezembro, 2011 por Jussara Voss
22:50

Quando recebi o convite para jantar no Zea Maïs a minha primeira reação foi pensar “opa, que legal”. Tenho uma dívida com o restaurante. Adoro o lugar. Há oito anos em Curitiba, sempre achei que era a casa mais moderna e bacana da cidade. E ainda é. Local favorito para comemorar meu aniversário, por exemplo, mas em algum momento, um desentendimento qualquer fez com que eu não frequentasse a casa com tanta assiduidade assim. Pois, vou contar, fui experimentar o prato e a sobremesa preparados para o cardápio de Natal e morri de amores, valem ser provados, são especiais. Celso Freire, um dos sócios, pediu um corte especial da carne ao fornecedor, e pronto, estava na mesa um medalhão de pato divino. Pense em um magret alto, assado na grelha, com aquela gordura rodeando a carne suculenta. Olha que não é fácil deixar essa carne saborosa. Acompanhou uma alface grelhada no ponto, perfeita. A ideia da chef Joy Perini (foto), de quem eu nunca falei e sinto vergonha disso porque é uma superprofissional, de colocar fatias de maçãs entre a carne casou muito bem. O molho estava divino e juro que quando ela falou em crosta de pistache eu não gostei, pensei naquela casquinha um pouco seca, mas que nada, era uma farofinha muito da boa. Se os clientes insistirem pode entrar para o cardápio fixo, por favor, prestigiem, nós merecemos esse prato! Gostei tanto que esqueci de falar da sobremesa. Esperava um pudim de pão, que eu aprendi a fazer recentemente, mas era diferente, igualmente muito bom. Noite agradável e de bons sonhos, só posso agradecer.

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São Francisco

5 outubro, 2011 por Jussara Voss
21:48

Desconfiei do convite e do endereço suspeito: rua São Francisco, em Curitiba. Mas como a vida é feita de “som e fúria” me joguei no caminho do santo, pois tenho com ele um pacto. Não me peça explicação nenhuma, mas é ver um animal na rua para eu invocar a proteção daquele que dedicou a sua vida aos bichos, esses meus amados. Eu me compadeço do sofrimento dos pobres desprotegidos e faço por eles bem menos do que gostaria, sempre achando que o santo vai me ajudar. O post também é para aqueles que reclamam que eu só falo de coisas caras. Bobagem, eu falo é de coisas boas. Enfim, o São Francisco, o restaurante, localizado na rua de mesmo nome e mais velho do que eu!, é barato e uma opção para quem está no centro da cidade. O filé, que eu esqueci de fotografar quando chegou à mesa, estava bom, nada demais, mas já escutei comentários recomendando a rabada, a língua e outros pratos do insólito local.

Novo Durski

18 agosto, 2011 por Jussara Voss
06:40

Perguntada se um jantar no repaginado Durski estava com o preço nas alturas, respondo: não. É claro, vai depender muito da escolha dos vinhos porque a carta do restaurante permite e, aí sim, o valor da refeição pode subir e muito, mas tudo de acordo com o gosto e o bolso, sem sustos, tem opções para todos. Quanto ao cardápio, os preços estão bem razoáveis, o serviço e as instalações dispensam comentários, a casa está em primeiro lugar na cidade. O menu do chef: salada+camarão grelhado+linguini fresco+lombo de bacalhau+confit de pato+petit gatêau = R$ 138,00. Menu ucraniano e polonês com seis pratos+sobremesa = R$ 116,00 (deve servir toda a mesa). Os frutos do mar vão de R$ 68,00 até R$ 89,00 (bacalhau). As carmes: de R$ 59,00 até R$ 98,00, com o clássico “tournedos Rossini”,  filé mignon uruguaio e foie gras. As massas ficam entre R$ 55,00 e R$ 74,00. As entradas começam em R$ 35,00, passam por R$ 89,00, com o foie gras de figo grelhado e molho suave a base de vinho da região de Sauternes, e chegam até R$ 160,00, justificado pelo caviar Ossetra Malassol do Uruguai. O couvert é R$ 19,50 e é bom lembrar também que o azeite servido é único, o Cortes de Cima, e tem flor de sal de Guérande.

La Santa Birra

10 julho, 2011 por Jussara Voss
21:16

Tinha costelinha de porco no cardápio deste sábado no La Santa Birra. Já falei da casa aqui. Lembrei do post sobre a noite em que fui com amigas para um jantar harmonizado com cervejas, que ficou na gaveta, e que tinha o prato. O suplemento de um jornal também falava de porco. O e-mail com o cardápio do dia ficou piscando pra mim. Atração fatal. Sem programar, como que por sorte do destino, deu certo. Lá estava eu comendo a costelinha de porco confitada, com farofa de bacon e castanha, e cebola caramelizada e churros de doce de leite de sobremesa. Uma forte cerveja inglesa coroou a fartura, o sabor, a crocância do delicioso prato. E escutei o tempo todo: “como isso está bom”. Almoço caprichado no sábado? Lembre do La Santa Birra. Telma Souza cuida da cozinha e Élcio Appel faz a seleção das bebidas, o resultado: uma opção diferenciada em Santa Felicidade. Durante a semana e aos sábados a casa abre à noite, a carne de onça é famosa. Consulte o cardápio. Telefone 41 3042 7041. Entrada, prato e sobremesa R$ 30,00.

Forneria Copacabana

9 julho, 2011 por Jussara Voss
13:15

Dizer que um pedaço de Copacabana, a famosa praia dos cariocas, está em Curitiba soaria falso demais. Talvez pudesse falar que o Caminho do Itupava está entre nós, uma vez que um pedaço da Mata Atlântica se projeta garbosamente ao lado do espelho d’água e dos ombrelones espalhados pelo quintal da casa curitibana para dar mais charme e beleza ao admirável projeto do jovem empresário e chef Beto Madalosso, assinado pela arquiteta Cláudia Pereira. Nada disso, a Forneria Copacabana, instalada na rua Itupava, no Alto da Rua XV, é o presente que os moradores de Curitiba ganharam recentemente. Fui antes da inauguração saber como a casa funcionaria e ainda não consegui escrever aqui. Voltei outras vezes porque o lugar inspira. Se fosse uma roupa seria um jeans rasgado e uma camisa desbotada, diz Beto no site do local, pode ser, mas teria bossa, origem nobre e conforto, completo. A proposta gastronômica é simples e está no DNA da família. Tem pizza, mas também bacalhau. Vem do forno e borbulha, como gostamos. Já comi o ravioli de rabada e posso recomendar. Também o galeto campeiro, o ceviche e uma entradinha folhada com calabresa que eu esqueci o nome, mas que você tem de pedir, caro leitor. “Pratos inspirados nos sabores da infância”, explica ele, como valorizamos, digo eu. Referências das viagens do Beto também estão em toda parte, nas fotos e em pratos e, se por acaso, alguma coisa não sair como o esperado, não deixe de falar com o chef e dê um desconto, por favor, a casa acabou de abrir e queremos que tenha muito sucesso e vida longa. Nem falei das bebidas, que vão do espumante espanhol Estrella Damm, passando por uma boa carta de vinhos e um magnífico Dry Martini, afinal temos gente preparada também nessa área que vem do grupo paulista Fasano. Curta o visual e depois me conte se não tenho razão. A Forneria Copacabana é despretensiosa, cheia de charme, como a citada praia nos áureos tempos, e nota dez. Telefone 41 3363-5565. http://www.forneriacopacabana.com.br/ Reserve, a área externa costuma lotar, mesmo nos dias de frio.

Vindouro

7 julho, 2011 por Jussara Voss
21:53

Como o El Bulli vai fechar, o restaurante Vindouro resolveu ousar um pouco e colocar no cardápio uma opção em homenagem ao chef catalão Ferran Adrià. “Fizemos uma brincadeira”, escutei. Eu sei. Conheço o restaurante em Roses, mas topei conhecer a proposta da casa, que vai até o próximo domingo. Estive lá e fui surpreendida com alguns sabores do chef Marco Antônio, o baiano, responsável por uma das melhores cozinhas da cidade.  Couvert, entrada, dois pratos principais e sobremesa por R$79,00. Uma boa pedida. Depois dessa noite, voltei logo para provar a codorna recheada, ando atrás de receitas com essa ave, e os camarões ao curry, leite de coco tailandês e arroz sete cereais. Nas fotos, os pratos em pequenas versões. Ulalá! Duas grandes pedidas. Com um atendimento de primeiríssima da equipe do salão, Alex sugerindo os vinhos, e o pessoal da cozinha se esmerando também, é claro, estava tudo muito bom. Destaco especialmente o magret de canard do cardápio “El Bulli”, mas deixaria de lado a sobremesa. Ainda preciso falar da bochecha de javali de alguns meses atrás, servida apenas por encomenda. Superdica. O Vindouro só me traz alegrias e boas lembranças.

Rua Guarda-mor Lustosa, 129. Telefone 41 3027-0700

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O novo Durski: quando o detalhe é a diferença

5 julho, 2011 por Jussara Voss
21:40

É entrar pela porta do novo restaurante Durski e afundar no macio tapete estendido sobre o piso aquecido. Grandes lustres de cristal também estão ali para anunciar o banquete que deverá ser servido. Pequenas poltronas de couro convidam para um brinde antes do jantar. O mármore dá pistas da tradição do local ao lado do pão de queijo feito ali e colocado no forno na hora em que o cliente chega. A porta blindada protege os tesouros de Baco. Ali, em três andares, está a adega premiada. Um ambiente “classudo” que consegue ser simples também. Aconchegante o suficiente para acolher com conforto, mas as exclamações vêm mesmo da cozinha, que ficou um pouco mais aberta para a sala de espera e apresenta clássicos que brilham pela qualidade dos ingredientes. O Durski International Cuisine, em Curitiba, abre nesta terça-feira (5). Rua Jaime Reis, 254. Telefone 41 3225-7893.

Os novos pratos do Terra Madre

4 maio, 2011 por Jussara Voss
22:02

Não passa muito tempo e o pessoal do Terra Madre Ristorante aparece com novidades no cardápio. Ivan Lopes mantém os pratos tradicionais, que fazem sucesso com a clientela fiel, mas sempre vai em busca de novos sabores. É um risco, ele sabe, mas enfrenta o desafio que faz parte da vida dos cozinheiros com segurança. Em boa companhia, estive lá para conhecer os quatro novos pratos. Nunca tinha comido  pirarucu, imagine, e gostei muito. O peixe é gorduroso e a escolha de grelhar o lombo foi acertada. Servido com dueto de palmito pupunha e gel de mandioquinha, marcou ponto. Acredito que vai fazer sucesso. Apresentado no “Festival Noite dos Peixes da Água Doce” da casa, agradou. (R$ 54,00). Foto: divulgação.

A salada de folhas com queijo de cabra, manga, vinagrete de mel e limão siciliano (R$ 18,00) resulta numa combinação perfeita, mas eu dispensaria a “renda de parmesão”, invoco um pouco com o gosto e formato e já foi muito usada, acho que não está no cardápio, melhor sem. Já o ravióli nero de filhote ao molho rústico de tomate e camarão com compota de limão siciliano (R$ 39,00) não agradou ao meu paladar, esperava mais. A massa estava perfeita, mas também implico com os molhos de tomates, que precisam ser especiais. O lombo suíno, acompanhado por culatello, que eu também não conhecia, agradou bem mais. Muito saboroso. Dispensaria o risoto, mas sei que é uma dupla – carne e risoto – que agrada a maioria. (R$ 45,00). E o que surpreendeu, mas não era novidade, já está no cardápio, foi o bacalhau, acompanhado de três tipos de batatas cortadas em cubos e fritas, no ponto. Como sobremesa, pequenas porções, que podem ser pedidas pelos clientes se desejarem experimentar mais de um sabor. Deixaram lembranças. Serviço e atendimento impecáveis, como sempre, além dos vinhos escolhidos pelo sommelier Alessandro Augusto Xavier. Da Viña Chocalan, um Chardonnay, para a entrada e os peixes, combinação adequada de frescor e leveza. Depois, o espanhol Lan Crianza da uva Tempranillo, macio na medida para o bacalhau e a carne, 90 pontos Wine Spectator. Aproveitei a ocasião para levar para casa alguns vinhos da promoção de Páscoa, o espanhol Sentido, da Neo, da Ribera Del Duero, muito bom, e o português Alento, da Adega Monte Branco, que espera um momento para ser degustado. Uma oportunidade para experimentar bons rótulos de custo mais elevado. Todo mês a casa apresenta uma seleção especial como sugestão.

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Os restaurantes tradicionais

19 fevereiro, 2011 por Jussara Voss
15:11

Bastou uma amiga contar que estava com saudades da comida e dos detalhes de um dos restaurantes mais tradicionais de Curitiba, como os talheres de prata, e outro amigo mandar um texto que descia o sarrafo, como dizem, nas modernidades gastronômicas da cozinha “tecnoemocional”, para uma visão de escargots, vol au vent e fois gras começarem a girar na minha cabeça. Depois que isso aconteceu, parece que o carro pegou o rumo sozinho e quando olhei para o lado lá estava a praça do casal nú, no centro de Curitiba, do outro lado, o restaurante Ile de France, que junto com o antigo Boulevard e o Chalet Suisse, disputavam a preferência dos interessados em comer bem na Curitiba de décadas passadas. Eles foram referência na cidade e acho que continuam sendo, tem um público cativo que gosta mesmo é de tradição e nem liga para a ebulição que os fogões ao lado estejam fazendo. Pois, eu, que gosto de comida boa, especialmente saborosa, bem feita e apresentada, não tenho restrições, sem me importar se a técnica é antiga ou nova. Topo tudo, ainda mais escutando Edith Piaf.

O camarão estava no ponto, mas a batata e o molho poderiam ganhar uma repaginada. A casa é muito aconchegante e carrega o nome com galhardia de quem tem um francês atrás do balcão. Jean Paul Decock está lá firme e forte, há mais de 50 anos. Os detalhes continuam ali para impressionar, mas custam caro. Aplaudi as meias porções porque permitem mais de uma escolha, só que ainda prefiro buscar fora o que eu não posso fazer em casa. Quanto a cozinha tecnoemocional e a escola do Ferran Adrià, acho que fazem muito barulho em torno do assunto, foi assim quando a nouvelle cuisine surgiu. Adrià é hors concours, isso é fora de questão, um gênio. E agora o movimento perdeu seu principal maestro, eu nem sabia. O chef espanhol Santi Santamaria, 53, opositor de Adrià, sofreu um ataque cardíaco nesta quarta-feira (16), em Cingapura. De acordo com as agências de notícias, ele mostrava o novo restaurante dele na cidade para jornalistas e amigos. Foi o primeiro catalão a receber as três estrelas Michelin com o seu restaurante El Racó de Can Fabes, de Barcelona. O Santceloni, de Madri, tinha duas, e eu não cheguei a conhecer, só pude indicar para amigos. Uma grande perda para a gastronomia espanhola.

Chalet Suisse

Arthur Saredi é o chef do Chalet Suisse, que mudou de mãos em 1996, quando o suíço e fundador da casa Markus Sigrist faleceu. Alexandre Saredi, ao lado do pai, comanda o restaurante, que se destaca pela gastronomia francesa no bairro de italianos em Santa Felicidade. Também instalado num casarão charmoso.

Trattoria Boulevard

O Boulevard deu lugar ao Guega e agora voltou com o antigo nome em uma versão italiana da casa. O restaurateur Andersen Prado, com a saída de Celso Freire, está no comando da Trattoria Boulevard. A equipe é a mesma e a proposta de estilo e cardápio também.

Ile de France 41 3223-9962.
Trattoria Boulevard 41 2023-8244
Chalet Suisse 41 3364-7889

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