C La Vie Brasserie
Neste dia, depois de uma temporada cinzenta em Curitiba, brilhou o sol lá fora e o C La Vie. Sotaque francês com muita classe e personalidade. Descubra o tem por trás dessas contas, vale a pena.
Fiquei muito bem impressionada com o novíssimo C La Vie. A casa tem tudo para fazer sucesso. Dá para ver que todos os detalhes foram pensados, desde a decoração sóbria e moderna, com as minhas cores preferidas, num casarão antigo no bairro do Batel onde os gradis de ferro ganharam destaque, até a escolha do consultor. O restaurante tem o respaldo de um dos principais chefs franceses radicado no Brasil, Erick Jacquin, dono do La Brasserie, em São Paulo.
O melhor foi ver que os alunos do consultor estão afiados, mesmo na ausência de Jacquin e com apenas algumas semanas de funcionamento. Eduardo Marcondes comandou o almoço para a imprensa com competência, revelando, apesar da idade, apenas 28 anos, que sabe o que faz. Ele já passou pela Vino! Batel, Caffe Maria, Sale Pepe, Armazém Santo Antônio e Café Padrino, em Curitiba, e Bistrot Mamma Lu, em Joinville. Trabalhou com chef italiano Luciano Bossegia e ficou dois meses em São Paulo com Jacquin.
Foi uma grata surpresa conhecer a proposta e a comida do novíssimo representante da culinária francesa que Curitiba ganhou. Dizem que Jacquin é muito exigente, na sua cozinha só ingredientes frescos e muita disciplina. Se é assim mesmo, pode prosseguir, dá resultado. E espero que continue.
Outro ponto positivo é que a casa abre para o almoço com o mesmo menu a la carte da noite, além das sugestões do chef para cada dia da semana, e não fecha durante o dia, à tarde é possível fazer um lanche à moda francesa com os sanduíches tradicionais do país. Das 15h às 19h, desde canapés de foie gras e salmão até o croque monsieur e croque madame. Juro que vou provar. Se eles servirem vinho em taça, então, não saio mais de lá. A loja de vinhos Vino!, que já funcionava no local, foi ampliada, fica junto a um bar e inspira para horas de bom papo. Alguns pratos que fazem sucesso na casa paulista estão aqui e os clientes já descobriram, são os mais pedidos. “O pato está há mais de dez anos no menu do meu restaurante”, revela Jacquin. O “canard em cocotte, chef Jacquin”, ou pato na panela (R$ 59,00), foi dividido para que pudéssemos provar outros pratos. O cardápio tem os clássicos da gastronomia francesa, mas também “releituras”, e eu fiquei querendo experimentar diferentes especialidades do chef. “Foie gras de pato quente com manga e chocolate amargo (R$ 59), paleta de cordeiro confit e lentilhas de Puy (R$ 49), a entrada de raviólis de lagostins com molho de Sauternes e gengibre (R$ 36,00), entrecôte maturado ao forno, molho trufado e champignon fresco (R$ 47,00) que me aguardem.
Quem estava na cozinha não imagina como fiquei feliz saboreando o robalo com azeite de oliva e ervas frescas (R$ 44,00), igual ao que eu faço em casa, sem molhos pesados ou ingredientes que atrapalham o sabor do peixe. O camarão assado com polenta cremosa com creme de basílico (R$ 29,00), outro prato provado, estava perfeito, no ponto.
Jacquin destaca a versão tradicional do petit gâteau, ao chocolate quente (R$ 18). De acordo com a assessoria, foi ele quem introduziu esta receita no Brasil. Eu posso falar do que eu experimentei, “brownie choco pistache”, que a simpática e também competente Harumi, apresentou e me fez perder o controle, não consegui parar de comer até terminar com o doce.














