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'Restaurantes em Curitiba'

Restaurante Manu

26 January, 2011 por Jussara Voss
20:14

Um dia, Le Chateubriand, em Paris. Logo depois, Manu, em Curitiba. Sou mesmo uma pessoa de sorte. Bistronomique a poucos quilômetros? No conforto do meu espaço natal encontro sabores especiais da nossa terra transformados pelas mãos da Manu Buffara e nem precisei esperar por uma vaga, enfrentando baixas temperaturas. É em Curitiba, mas poderia estar em qualquer cidade do mundo. A frase está no site do restaurante que, acredito, vai marcar a gastronomia da cidade, seja pela inovação, ou provocação, ou pelo talento da chef e da sua equipe. A proposta é ousada, mas Manoella Buffara, a Manu, tem coragem e bagagem, apesar da pouca idade, para fazer sucesso. Tudo foi planejado e pensado, desde a concepção do espaço até a escolha das louças, para marcar a experiência de quem estiver disposto a se aventurar por outros sabores. Dá gosto de ver e eu me emociono. Alguma restrição? Não, respondo, rapidamente. Pensando bem, minha restrição é com comida ruim, não consigo comer. Quando escuto essa pergunta imagino que a refeição terá surpresas e assim foi o que aconteceu no primeiro jantar para a imprensa na abertura do restaurante Manu. Não poderia ser diferente. “A equipe do Manu agradece a sua presença. Foi uma grande honra dividir essa noite tão especial com você. Trabalhamos com muito carinho e esperamos que todas as suas expectativas tenham sido atendidas. Muito obrigada”. Leio no cartão, como assim? Sou quem agradece! Até logo mais.

Podem aplaudir que eles merecem! Ainda vou falar muito sobre o lugar, mas não queria deixar a emoção esfriar…

Com uma perfeita harmonização definida com competência por Tháys Ferrão, além dos snacks, quatro pequenos aperitivos, dos quais escolho o sushi de soja com wasani e caviar shoyoy e o queijo de cabra com beterraba, destaco o lagostin, wonton, com pesto de agrião e o salmão com guacamole e chocolate branco. Eu queria mesmo é estar dentro da cozinha. Parabéns!

Snacks
Sushi, soja, wasabi, caviar shoyo
Carne seca, foie gras, sorbet de manga
Queijo de cabra, beterraba
Sugo, parmesão
Champagne Deutz classic brut

Lagostin, wonton, pesto agrião
Velante pinot grigio, Veneto, Itália

Salmão, guacamole, chocolate branco
Le Rose de Floridene, Bordeaux, França

Fraldinha, espuma de raízes, grape tomate
Sud. Primitivo/Merlot, Puglia, Itália

Retorno a infância
Porto Messias 10 anos Douro Portugal

Alameda Dom Pedro II – 317 – Bairro Batel

Horário de funcionamento: das 20h às 24h
Telefone (41) 3044-4395 ou www.restaurantemanu.com.br

 

Vindouro

8 December, 2010 por Jussara Voss
21:36

Um amigo deu a dica e nós corremos atrás das bochechas de javali, só que, difíceis de obter, estavam em falta, tivemos de mudar o pedido. Eu quis sentir novamente o sabor do foie gras com figo e repeti a escolha recente, o mezzaluna. Pude também conversar com o chef Marco Antônio Araújo e comecei a entender o que tinha mudado na casa, que agora dá passos mais firmes. Parece que a cozinha ganhou alma e expressão com o jovem Araújo no comando, imprimindo seu estilo. Uma boa promessa. Eu diria que temos uma saborosa combinação de talento, dedicação e comprometimento. São esses ingredientes que, quase sempre, faltam nas cozinhas comerciais. Faz tempo que você não vai lá? Acho que é hora de voltar. Vindouro: 41 3027-0700.

 

O Grego Gyros

2 December, 2010 por Jussara Voss
23:34

Ainda tem lugar para a noite grega no próximo sábado (4), no O Grego Gyros, com direito a quebra de pratos, muita dança, com a banda Laiki Kompania  e comida grega, é claro. A partir das 20h. Ontem provei o “oktapôdhi skáras”, polvo com limão e azeite de oliva e favas brancas assadas no forno com molho de tomate, azeite de oliva e ervas finas: muito bom.

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C La Vie Brasserie

20 August, 2010 por Jussara Voss
19:40

Neste dia, depois de uma temporada cinzenta em Curitiba, brilhou o sol lá fora e o C La Vie. Sotaque francês com muita classe e personalidade. Descubra o tem por trás dessas contas, vale a pena.

Fiquei muito bem impressionada com o novíssimo C La Vie. A casa tem tudo para fazer sucesso. Dá para ver que todos os detalhes foram pensados, desde a decoração sóbria e moderna, com as minhas cores preferidas, num casarão antigo no bairro do Batel onde os gradis de ferro ganharam destaque, até a escolha do consultor. O restaurante  tem o respaldo de um dos principais chefs franceses radicado no Brasil, Erick Jacquin, dono do La Brasserie, em São Paulo.

O melhor foi ver que os alunos do consultor estão afiados, mesmo na ausência de Jacquin e com apenas algumas semanas de funcionamento. Eduardo Marcondes comandou o almoço para a imprensa com competência, revelando, apesar da idade, apenas 28 anos, que sabe o que faz. Ele  já passou pela Vino! Batel,  Caffe Maria, Sale Pepe, Armazém Santo Antônio e Café Padrino, em Curitiba, e Bistrot Mamma Lu, em Joinville. Trabalhou com  chef italiano Luciano Bossegia e ficou dois meses em São Paulo com Jacquin.

Foi uma grata surpresa conhecer a proposta e a comida do novíssimo representante da culinária francesa que Curitiba ganhou. Dizem que Jacquin é muito exigente, na sua cozinha só ingredientes frescos e muita disciplina. Se é assim mesmo, pode prosseguir, dá resultado. E espero que continue.

Outro ponto positivo é que a casa abre para o almoço com o mesmo menu a la carte da  noite, além das sugestões do chef para cada dia da semana, e não fecha durante o dia, à tarde é possível fazer um lanche à moda francesa com os sanduíches tradicionais do país. Das 15h às 19h, desde canapés de foie gras e salmão até o croque monsieur  e croque madame. Juro que vou provar. Se eles servirem vinho em taça, então, não saio mais de lá. A loja de vinhos Vino!, que já funcionava no local, foi ampliada, fica junto a um bar e inspira para horas de bom papo. Alguns pratos que fazem sucesso na casa paulista estão aqui e os clientes já descobriram, são os mais pedidos. “O pato está há mais de dez anos no menu do meu restaurante”, revela Jacquin. O “canard em cocotte, chef Jacquin”, ou pato na panela (R$ 59,00), foi dividido para que pudéssemos provar outros pratos. O cardápio tem os clássicos da gastronomia francesa, mas também “releituras”, e eu fiquei querendo experimentar diferentes especialidades do chef. “Foie gras de pato quente com manga e chocolate amargo (R$ 59), paleta de cordeiro confit e lentilhas de Puy (R$ 49), a entrada de raviólis de lagostins com molho de Sauternes e gengibre (R$ 36,00), entrecôte maturado ao forno, molho trufado e champignon fresco (R$ 47,00) que me aguardem.

Quem estava na cozinha não imagina como fiquei feliz saboreando o robalo com azeite de oliva e ervas frescas (R$ 44,00), igual ao que eu faço em casa, sem molhos pesados ou ingredientes que atrapalham o sabor do peixe. O camarão assado com polenta cremosa com creme de basílico (R$ 29,00), outro prato provado, estava perfeito, no ponto.

Jacquin destaca a versão tradicional do petit gâteau, ao chocolate quente (R$ 18). De acordo com a assessoria, foi ele quem introduziu esta receita no Brasil. Eu posso falar do que eu experimentei, “brownie choco pistache”, que a simpática e também competente Harumi, apresentou e me fez perder o controle, não consegui parar de comer até terminar com o doce.

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Os melhores de Curitiba

18 May, 2010 por Jussara Voss
21:29

Se você tivesse que escolher os dez melhores restaurantes de Curitiba, como seria a sua lista? Qual a lembrança que alguém que não conhece a cidade deveria guardar? A minha lista foi um parto, mas havia tempo que eu pensava numa relação assim, então, atendi o pedido da Ale Forbes, jornalista e blogueira que não mora no Brasil e escreve sobre gastronomia e turismo. Como sou fã dela, aceitei o desafio. Para me certificar de que não estava esquecendo algum lugar bacana, fui perguntando para amigos e conhecidos como seria a lista deles. Parece que temos algumas concordâncias. E qual seria a sua?

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La Pasta Gialla

26 March, 2010 por Jussara Voss
17:34

Diego Pisante

A empresária Christhiane Mansur e o chef Sergio Arno, na foto de Diego Pisante, receberam profissionais da imprensa para um jantar no novo La Pasta Gialla Batel, na última terça-feira. Mantendo o estilo do endereço anterior, a casa –  primeira franquia do chef – foi transferida para a Rua Fernando Simas, 47, na Praça da Espanha, é maior, mas continua aconchegante, simples e charmosa.  A reutilização de parte do mobiliário foi uma decisão acertada e o ambiente ao ar livre com vista para a Praça da Espanha, usada apenas para a espera, realmente ficou convidativo, como queria a arquiteta, que assinou o paisagismo com o ceramista Wolf Schlögel. Vasos de cerâmica com limoeiros que lembram os pratos com limão siciliano da casa são uma boa ideia, assim como a parede verde que pretendem fazer, imagino que pela descrição dada, como os  jardins verticais do norte-americano Patrick Blanc. Aliás, um amigo me mandou por e-mail uma coleção fantástica das obras do artista.

A noite foi de flashes, não só para os empresários que comemoram sete anos de sucesso, mas porque a presença de blogueiros numa mesa é sinal de ambiente iluminado e calma para obter o melhor ângulo, e a comida fica ali esperando, não tem jeito. Entre as novidades no cardápio opções de entradas, bruschettas e massas, como o penne com camarão e vodka e o raviolli de berinjela defumada ao molho branco de pera, e a Praça Espanha entra mesmo no roteiro dos lugares para serem visitados na cidade. A casa tem um horário que eu considero perfeito: das 12h às 24 horas.

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L’Epicerie

18 March, 2010 por Jussara Voss
16:25

Jantar no bistrô L’Epicerie é garantia de boa comida e segurança. Fanie, a proprietária, sempre está lá supervisionando tudo, e mesmo com Gustavo contando que iria viajar e, por isso, não estaria na cozinha, correu tudo muito bem. Em noite de comemoração, experimentei pratos da casa que eu ainda não tinha provado: terrine de foie gras maison com confiture de figo e torradas especiais, deliciosa, e o entrecôte Maitre d’hotel com gâteau de shitake, carne no ponto certo, como sempre, muito bom também. Terminei a refeição com “iles flottentes”, os ovos nevados, com creme inglês, caramelo e amêndoas – a sobremesa da vovó e certeza de bons sonhos – porque às vezes precisamos ser confortados.

 

Aya Vong e Jin Jin Wok são as novidades

18 November, 2009 por Jussara Voss
14:39

Na Coronel Dulcídio, em Curitiba, sai Guantanamera, da América, entra Aya Vong, do Oriente, com Gerson Balmat nas panelas. Os sócios Bruno e Lu Lorenzetti já começam abrindo para almoço e à noite. E no shopping Curitiba a novidade é o Jin Jin Wok – “franquia ‘slow food’ oriental”.

 

Cais da Ribeira com novidades

7 October, 2009 por Jussara Voss
16:07

Velas, seleção musical especial e cardápio preparado pelo chef Tarciso Lopes com surpresas, como o “cassoulet de cordeiro em croute” e sorvete de azeite e açafrão sobre toucinho do céu “brulée”. É a nova receita “de salivar” para as noites de sábado no hotel Pestana em Curitiba, eleito pelo Guia Quatro Rodas como ‘Melhor Hotel para Ir a Dois’. Hernán Saucedo, gerente geral do Pestana Curitiba Hotel, batizou o jantar enogastronômico de ‘cinco sentidos’ com a ideia de “uma experiência única”.  Tarciso Lopes prepara a sequencia de cinco pratos (couvert, entrada, primeiro prato, segundo prato e sobremesa) harmonizados com vinhos da importadora Porto a Porto. A base é a cozinha portuguesa, mas o chef coloca novos ingredientes e criações no cardápio que será trocado todos os meses. A tarifa também é especial para quem provar o “cinco sentidos”.

Tarciso Lopes, 27 anos de carreira, segue alguns ícones da gastronomia nacional e mundial, como Claude Troigros e Roland Villard e aposta da diversificação . “Sem medo de errar, afirmo que estou iniciando uma nova fase de minha carreira”, só o cenário é o mesmo. O restaurante Cais da Ribeira também está comemorando aniversário: cinco anos de existência marcados pela divulgação da gastronomia portuguesa, com suas inúmeras vertentes.

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Nakaba no balcão

24 September, 2009 por Jussara Voss
23:28

Que restaurante estrelado, que nada, camarão perfeito assim é em Curitiba. Convocado para um jantar especial, o Alberto Tamura, do Nakaba, mostrou todo o seu talento e respeito aos ingredientes. Foi seduzindo lentamente com pequenas porções até arrebatar completamente. Inesquecível. Estava tão espetacular, que por medo de derrapar no caminho da descrição, aposto nas fotos, mesmo sabendo que também não honrarão essa missão.

 

Pathyo Galeteria

24 September, 2009 por Jussara Voss
22:13

Desde 22 de setembro funciona em Curitiba a Pathyo Galeteria, a única com o galeto a primo canto seguindo a tradição de Gramado, servido acompanhado com “polenta brustolada” tostada na chapa, é o que conta o proprietário José Raul Florenze, sócio-proprietário do Château de Gazon. Av. Batel, 1190, Curitiba. Telefone: 41 3092-9383.

 

Guega e Vin

10 August, 2009 por Jussara Voss
20:54

Já está funcionando o Vin Bistrô, na Fernando Simas, no Batel Soho. E na próxima quarta-feira (19), abre também, com um jantar harmonizado com vinhos Caliterra, o Guega. O restaurante, ex-Boulevard, do chef Celso Freire foi repaginado e tem nova proposta. A noite é uma parceria com a enoteca Decanter e terá a presença do enólogo da vinícola Caliterra Sérgio Cuadra. Reservas pelo telefone 41 3039-2333.

 

Construindo uma cultura enogastronomica

6 August, 2009 por Jussara Voss
00:42

No começo de julho, voltei para a segunda aula do curso básico sobre vinhos que o sommelier Roberto Cartaxo da Expand vem ministrando e encontrei uma turma já formada e entusiasmada com o aprendizado. Tão entusiasmada que o tema “confraria” veio logo. Mais dia, menos dia, quem gosta de comer e beber bem quer e vai participar de uma. A vontade de unir momentos agradáveis e aprendizado entre pessoas com o mesmo interesse é o mote. Por isso, quando acabou a aula todos toparam ir jantar na outra loja da Expand, estávamos na unidade do shopping Curitiba, que não tem restaurante. Ao final da noite, mais empolgados ainda com o jantar preparado pelo grande chef Paulino, a promessa de marcar encontros regulares com o objetivo de degustar, aprender e se divertir.

Na aula.


Não é muito comum acontecer isso, mas às vezes dá azar, avinagrou.


Seleção de vinhos para degustar. Roda dos aromas, vou carregar sempre comigo.


Como Sur: delicadeza e estímulo para deixar o carro na garagem, meta atual.

Stone Cellars: baunilha inebriante.

No jantar.

Prosseguimos com descobertas interessantes, como este vinho branco Branciforti elaborado com a uva Grecanico, perfeito acompanhamento para a lasanha de pupunha grelhado e camarão, com molho de limão, uma versão contemporânea do famoso prato italiano. A acidez do vinho casou com a leve acidez do molho: resultado equilibrado.

Fechando a noite:

Primeiro encontro

Se já era um desafio cozinhar e contar as experiências aqui, agora acho que me lanço em terras bem mais desconhecidas e até, posso dizer, infindáveis. Porque entender o universo dos vinhos não é fácil. Abre-se um novo horizonte que eu sigo tateando. Ajuda é fundamental, não se anda por um caminho como esse sozinha. Não, não pretendo me especializar, não vou mudar o foco do blog, é tarefa para quem entende do assunto. No grupo inicial, apenas três participantes, porém, todos firmes no propósito e aguardando outras adesões. Divagações sobre a vida na terra antes e depois do domínio do fogo pelo homem, com direito a uma indicação para assistir ao filme “A Guerra do Fogo”, selaram esse início. Retomamos a viagem na educação dos sentidos que começou muito tempo atrás, um pouco Marco Pólo, um pouco Ítalo Calvino passeando, quem sabe, por “cidades invisíveis”. Nada como um leitor apaixonado no grupo.

Baron de Ley, 2006
Uma entrada, que ainda não está no cardápio, ravióli de camarão com emulsão de bottarga, foi servida com um vinho da Rioja, região da Espanha conhecida por produzir bons exemplares. O Baron de Ley tem toques florais e boa acidez. Teve estrutura para acompanhar a bottarga, de sabor forte. Maduro, mas ainda com frescor. A bottarga surpreendeu, a ova de tainha não era muito conhecida, não com esse nome, porque descobrimos que a iguaria é uma tradição em algumas famílias. Leia mais aqui.

Surì Barbera d’Asti, 2007: bom preço, bom vinho

Na região do Piemonte, famosa por produzir vinhos de qualidade, no Norte da Itália, entre Asti e Alba, está localizada a Villa Giada, onde Andrea Faccio  produz o Surì, o segundo vinho varietal da noite. Aromático e delicado, fácil de beber, o vinho, de um vermelho intenso, elaborado com a uva barbera “cresceu” com a carne servida – mignonettes com purê de cogumelos e molho de trufas brancas -  uma característica dos vinhos italianos.

O purê, aveludado, predominou e estava perfeito. O molho tirou a atenção do aroma do vinho no início, depois completaram-se. Nessa batalha ninguém saiu ferido, ao contrário, de braços dados. O vinho tem ainda o chamado “preço justo”. Voltaria para repetir.

Sobremesa


Minidegustação de doces: brownie com calda de cappuccino; cheese cake de castanha do Pará com coulis de goiabada cascão; galette de tapioca com sorbet de framboesa e um Sauternes. Aroma seco, mineral, um néctar que equilibrou doçura e acidez. Com certeza, ninguém resiste a essa combinação. Salve e obrigada!

 

Mondo Birre em nova fase

22 July, 2009 por Jussara Voss
23:41

O Brasil é o país que mais consome cerveja, certo? Não, é a República Tcheca. Errou? Então, veja as próximas perguntas e responda rápido: Quais são os ingredientes da cerveja? E qual é a diferença entre chope e cerveja? Se pensar um pouco você pode até acertar, mas assim de supetão é difícil. Os ingredientes: água, malte, lúpulo e  fermento. Diferença: a cerveja é pasteurizada e o chopp não. Acertou? Parabéns.
Se estivesse lá poderia ter levado uma das garrafas selecionadas que o especialista no assunto Daniel Wolff usou para quebrar o gelo e mostrar que a cerveja ainda é um universo desconhecido para muita gente. Eu, por exemplo, que não entendo nada do assunto, gostei da oportunidade de participar do primeiro jantar harmonizado oferecido à imprensa no Mondo Birre e aprender um pouco mais. Dentre as deliciosas cervejas provadas, a Klein, de Campo Largo, que vai bem com comidas condimentadas, e a alemã Aventinus, escura e feita de trigo, premiada mundialmente, foram as minhas preferidas. Gostei do licor de cerveja também, com um aroma da canela, além da Lust, que eu já conheço e que está na lista de preferidas, e a Estrella Damm, muito boa também. Deu até para ficar com saudades da diversidade e qualidade das cervejas belgas, o país tem 365 cervejas, uma para cada dia do ano. Na noite de descobertas provamos até a curitibana Diabólica, que será lançada hoje. Muito boa.


O Mondo Birre abriu em 2003 com uma proposta arrojada: mais de 100 rótulos de cerveja no cardápio e agora apresenta outras novidades, como um local reservado para harmonização de cerveja especiais e gastronomia.

(Foto: divulgação)

A dupla formada por Gustavo Corrêa, chef capixaba, e Daniel Wolff é quem vai cuidar da cervejaria gourmet na nova proposta da casa que é bem ousada.

(Foto: divulgação)

Corajosos, os donos reformaram totalmente o bar, que passa a ter nove ambientes. Isso mesmo, além da cervejaria gourmet mais oito espaços estão sendo preparados, eles juram que tudo vai ficar pronto até o dia marcado para a abertura, no caso, amanhã. Pelo empenho de todos, dá para acreditar.

Um outro “mondo” e não é só da cerveja. Os freqüentadores poderão escolher entre um snooker irlandês; um camarote oriental; um bar ocidental; um lounge indiano; as tendas turcas; o bar mexicano, ou um bar havaiano. A partir de agosto, o Mondo Birre abre para o almoço, com o reforço de marcas de peso, como Freddo Gelateria, Lucca Cafés Especiais e chocolates da Cuore di Cacao. Bandas, DJs e som acústico completam as atrações do local.

Veja a lista de pratos e bebidas do jantar.

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HOO

17 July, 2009 por Jussara Voss
18:00

Por onde nos levará essa trilha?

Pode se entregar e seguir sem medo, esse doce caminho vai desembocar em momentos especiais e saborosos no HOO Café, agora com uma proposta mais abrangente de gastronomia e uma filial, a HOO Café Express no “largo” do shopping Curitiba. Na ampliação de conceito e espaço, o proprietário Marcos Block ganhou a companhia de Ana Paula Gumy, um reforço especialíssimo.

Além da formação em gastronomia, Ana Paula, que em breve será a senhora Block, é uma gourmet e vem da área financeira de um banco internacional para assumir com determinação a posição, sem tempo de se dar conta que um sonho, o de ter um pequeno restaurante, pudesse mesmo ser concretizado. Por isso, veja lá o que você pensa, pode acabar acontecendo. O paulista Samuel Sagasqui é o novo chef e acrescenta, com competência, novas receitas e temperos ao local, que se já tinha conquistado uma clientela cativa vai ampliá-la, com certeza.

Alguns jornalistas foram conhecer o cardápio da casa servido em versão reduzida. Uma parceria com a Möet & Henessi apresenta os espumantes Chandon e vinhos para acompanhar. Simplesmente o máximo a proposta de “combo” da casa: quatro miniaturas de folhados com a “Baby Chandon”, melhor impossível.

Ana Paula está cheia de ideias: café literário com a renda em benefício de uma instituição de caridade, uma “baladinha” – fim de tarde com DJ, opção para o cliente montar o seu próprio prato, proposta de meia porção, que eu adoro, enfim, muita novidade bacana, como os novos uniformes do pessoal da casa criados pelo funcionário do HOO, o barista e estudante de moda e design Vagner Borges.

Samuel Sagasqui é formado pelo Grande Hotel Águas de São Pedro, a renomada escola do Senac e tem experiência na área.


Espresso ganash (chocolate meio amargo com creme de leite) uma das sugestões dos clientes que entra no cardápio, provada e aprovada.

 

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