Arquivos da categoria: Restaurantes em Curitiba

Pizzaria DeBonna

5 maio, 2009 às 20:40  |  por Jussara Voss

Nesta quarta-feira (6) acontece o jantar de apresentação da pizzaria DeBonna para a imprensa. Em Curitiba, mas com sotaque paulista e barman campeão brasileiro. Na Avenida Visconde de Guarapuava, 4451. Telefone: 3243.2778.

Cardápio do Edvino

29 abril, 2009 às 01:52  |  por Jussara Voss

O restaurante Edvino, que participou do lançamento do festival gastronômico da Abrasel, o Brasil Sabor, que aconteceu no Village Batel, em Curitiba, agora também abre no almoço. Veja o cardápio desta quarta-feira (29).

Aprendendo com a chef Kika Marder

24 abril, 2009 às 17:35  |  por Jussara Voss

A chef Kika Marder, do excelente Sel et Sucre, deu início as aulas práticas na cozinha do seu restaurante. Como incentivadora da ideia e louca por uma “aulinha” e por novidades, não poderia deixar de participar, afinal, por minha causa ela tinha incluído na lista de pratos a serem ensinados o creme pâtisserie. Lutando contra o cansaço, tinha acabado de voltar de uma viagem, lá fui eu. “Uma proposta de aulas caseiras e despretensiosas para um grupo pequeno, dentro de uma cozinha profissional”, explicou a chef, depois de colocar todas as participantes de avental e toque, o chapéu do cozinheiro. Assessorada pela Maria, a aula seguiu descontraída, com ela aprendi a torradinha com ervas, que é uma delícia. Coloque bastante manteiga na frigideira, pode por um pouco de azeite de oliva, e tempere com sal, pimenta e ervas frescas, de preferência. Pode experimentar, sucesso na certa, ainda mais se for com um pão caseiro. Na foto, blinis substituíram o pão.

As aulas da chef terão sempre uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, que serão degustadas ao final da preparação. Do primeiro curso, eu já testei o “creme de endívias com cammembert” e o “tournedor de mignon grelhado com molho bordelaise e batata gratin”. Como esqueci as orientações da chef e não coloquei as endívias somente ao finalizar o creme, ficou amargo. Paciência, vou repetir.

Daisy Carias de Oliveira, minha “partner sommelier” fez a harmonização do “tournedor”. O molho bordelaise, um clássico da culinária francesa, é feito com vinho da região francesa de Bourdeaux, que você pode substituir por outro vinho, da uva carmenére, por exemplo, acrescentando ao final uma redução de vinho do Porto, como eu fiz.

Harmonização, por Daisy Carias de Oliveira
No geral, o mignon exige um vinho mais encorpado e estruturado, porém não muito tânico. Há alguns dias provei o Montes Selección Limitada Cabernet Sauvignon/Carmenére 2006, chileno, da vinícola de mesmo nome. Coincidentemente ele acompanhava no meu jantar um mignon grelhado, e ambos formaram um belo par. A casta Cabernet Sauvignon (70%) traz a estrutura e o esqueleto do vinho, enquanto a Carmenère (30%) lhe aporta maciez e um delicado toque de especiarias, combinando muito bem com o molho bordelaise.
(Importadora Mistral – $)
$ – até 60 reais
$$ – de 60 a 120 reais
$$$ – acima de 120 reais

Mandoline

A foto é para uma amiga que apesar de exímia cozinheira não conhecia o utensílio muito prático. Em Curitiba, a Via Mundi tem um profissional completo.

Roux “farofa”

A chef fez um roux (mistura de manteiga e farinha) como uma farofa. Passa na peneira para usar. Apesar de preferir dar consistência aos molhos só reduzindo, sem usar a mistura, achei bem prática dessa forma, permite que você use bem pouco. Poucas fotos no post porque resolvi filmar tudo e um pequeno problema com o provedor fez com que eu desista de colocá-los aqui… Volto lá.

Próximo curso

Na próxima quarta-feira (29/4) tem mais. Entrada: creme de alho poró com camarões; prato principal: tournedor de mignon com molho escuro de mostarda dijon e risoto verde; sobremesa: taça de frutas grelhadas com calda de laranja e merengue de côco. Veja as receitas. Só faltou o crepe Suzete, quando testar publico.

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Durski

23 abril, 2009 às 21:57  |  por Jussara Voss

O restaurante Durski está com site novo criado pelas agências E-Weg Design e Hipermídia, agora mais interativo e ilustrado.

Zea Maïs

20 abril, 2009 às 16:05  |  por Jussara Voss

Um dos melhores restaurantes contemporâneos de Curitiba, o Zea Maïs, está aberto neste feriado. Informações e reservas: 41 3232-3988 ou 41 9208-1062.

Vindouro: surpresas

15 abril, 2009 às 23:31  |  por Jussara Voss

Tive o prazer de experimentar ostras preparadas por um especialista e vencer o preconceito que tinha de só comê-las frescas, com limão e sal. O responsável pela proeza foi o chef francês Alain Uzan, o consultor do restaurante Vindouro. Fui seduzida. Nem preciso dizer que vou virar fã. A iguaria poderá ser degustada em três dias na semana no novo estabelecimento da cidade. Tomei coragem de provar depois de pesquisar um pouco sobre a vida desse simpático chefe. Ele é do ramo há quase 30 anos, cresceu na cozinha do restaurante dos pais na França e trabalhou muito tempo com frutos do mar. Era a senha de que precisava para me jogar com confiança e experimentar o roteiro sugerido por ele para saborear as ostras, começando pela natural, seguida da “balochon” de salmão marinado e ovas, depois a vietnamita e a Roquefeller, que é gratinada, e a beurre blanc encerrando a ciranda. A natural e a Roquefeller estavam muito boas, mas perderam para as demais, que brilharam majestosamente. Falando sobre as diferenças entre as ostras de cativeiro, Alain contou que todas as ostras cultivadas são da mesma matriz japonesa, o que difere é o tamanho, dependendo do tempo em que é tirada, e a água, doce ou salgada.

A outra surpresa da casa é logo na entrada, ninguém imagina encontrar uma loja bem montada lá dentro, com mais de 400 rótulos, entre tintos, brancos, rosés, espumantes e vinhos de sobremesa, além de produtos importados, como massas, doces e bacalhau.


A casa é acolhedora, tem espaços externos para fumantes, que ganhará aquecedores no inverno, e um para reuniões privadas, onde o cliente pode até cozinhar, se quiser. A impressão é de que o local já funcionava há muito tempo porque está tudo bem organizado e está sempre cheio, mesmo sem propaganda.

Assim é o Vindouro dos empresários Silvana Fetter e Eliseu Fernandes, instalado na divisa entre os bairros do Cabral e do Juvevê e que veio dar uma luz para esse lado da cidade, carente de locais mais sofisticados. Sem alarde, eles levaram um ano entre o planejamento, a execução do projeto e abertura do local. O encontro dos três, incluindo aí o chef consultor, foi na enogastronomia – uma paixão – que fechou a parceria do mais novo restaurante de Curitiba.


A advogada atuante adora cozinhar e vibra quando fala do seu projeto. “Para mim é uma espécie de plano ‘b’”, brinca, deixando evidente a felicidade com a nova possibilidade. Mãe de três filhos, fiquei pensando como dá conta de tudo.  A paixão pelo negócio também é evidente em Eliseu, um sommelier respeitado na cidade, que sempre pensou em abrir uma casa como essa.


Alain Uzan
Há dez anos no Brasil, o parisiense já se sente paulistano. A decisão de morar no Brasil foi rápida, aconteceu quando retornava ao seu país depois de uma viagem de férias aqui. Alain tem formação na área, mas o seu aprendizado vem da prática, é daquelas pessoas que vibram com a gastronomia. Aos 18 anos começou a trabalhar na cozinha com seu pai e dedicou-se também a arte da panificação, o resultado pode ser comprovado no Vindouro, os pães servidos são maravilhosos. Quem gosta de comer bem sabe que quando um restaurante oferece uma variada e ótima cesta de pães a refeição deverá ser boa. Alain trouxe toda a sua experiência para a casa curitibana e além de treinar a equipe comandada por três cozinheiros: Daniel Camargo, Giuliano Hahn e Guilherme Virmond volta todo mês para fazer os ajustes necessários.
A cozinha foi toda desenhada por ele, fez questão de mostrar a estufa onde é guardada a louça que é aproveitada para manter quente os pratos já preparados. “Gosto de planejar a cozinha porque assim você pode reduzir problemas de higienização, por exemplo”, explica.

Sucesso

O sucesso da casa talvez também seja por conta do nome: Vindouro – vindo + ouro – que significa também  posteridade. Talvez porque todos colocaram seus sonhos ali e trabalham para dar certo. Talvez seja ainda pela torcida para que o Vindouro tenha vida longa, pelo menos é a vontade dos moradores da região onde está localizado o restaurante, incluindo essa blogueira. Acho que a localização também ajudou. O local fica numa esquina privilegiada: uma via expressa que dá visibilidade e duas paralelas bem tranquilas que garantem estacionamento aos clientes, e Guarda-mor Lustosa – o nome de uma das ruas que passa em frente ao restaurante – foi um próspero comerciante e sertanista, fundou uma cidade em Minas Gerais e descobriu minas nesse Estado e no Paraná, em Tibaji.

No jantar servido: pratos bem feitos e saborosos.
Couvert: pães de limão, mel com amêndoas, pesto e tradicional. Prosecco Incontri – Piera Martelozzo
Entrada: Ciranda de ostras, Roquefeller, vietnamita, natural, beurre blanc e com balochon de salmão marinado e caviar. Champagne Pierre Gimonnet & Fils Blanc de Blancs
1º Prato
Peixe do dia (pescada amarela), com molho de vongoli e legumes no vapor. Champagne Pierre Gimonnet & Fils Brut Premier Cru Gastronome 2004.


2º Prato
Costelas de cordeiro com vagem ao bacon e molho de tomilho. Champagne Paul Bara Grand Rose Gran cru 100%.


Sobremesa
Trilogia: creme brulle, nougat glacê e profiteroles. Chateau Doisy Daëne Sauternes – 2002.