Ter a Sandra Zottis como guia não é para qualquer um e é um privilégio. Professora e enóloga das mais respeitadas na cidade, tem experiência para ensinar, o que faz muito bem. Eu sendo uma aprendiz não poderia estar em melhor companhia. Era tudo o que eu sempre desejei. As feiras e exposições de vinho sempre me intrigaram. Acho que é muito vinho e muita gente, mas, cumprem sua função, são uma oportunidade para produtores, representantes, distribuidores, importadores, enfim, todos os envolvidos mostrarem seus produtos a quem interessa. Em maio e junho, Curitiba recebeu três mostras, falo da última, porque estará aberta hoje e amanhã para o público em geral. Acho que vale a pena. O convite custa R$ 30,00. A abertura da 3ª Curitiba ExpoVinhos, na quinta-feira (16), foi apenas para convidados e recebeu a visita de 850 pessoas. A promoção do evento é da Associação dos Empresários do Mercado Municipal de Curitiba (Ascesme) que reuniu cerca de 500 rótulos de 15 países, de 20 importadoras. Vale a pena também porque é uma oportunidade de aprender com os principais chefs da cidade. Hoje, Junior Durski ensina a fazer a moqueca de camarão e amanhã Eva dos Santos o arroz de polvo e arroz de camarão temperado com rúcula. Veja a programação completa aqui http://www.mercadomunicipaldecuritiba.com.br/noticia/programacao-3a-expovinho.html ou ligue 41 3363-3764. Quem fizer a inscrição para aula de culinária tem direito a participar da degustação de vinhos e recebe, ainda, um livro de receitas do aniversário de 50 anos do Mercado Municipal de Curitiba. A inscrição deve ser feita no local evento. O valor é de R$ 100,00 por pessoa e o pagamento deve ser feito em dinheiro.

Carregando bolsa e casaco no braço, fiz uma ginástica para cruzar o salão cheio, em meio a alguns cumprimentos e esbarrões, decidida a provar um inusitada combinação de duas uvas: Sauvignon Blanc e Gewürztraminer. Começamos delicadamente com o aromático branco chileno Ramirana Gran Reserva 2009 da Ventisquero, importado pela Cantu. Bem fresco, ideal para beber num fim de tarde quente “de costas para o Brasil”, como dizem uns amigos. Na faixa dos R$ 60,00.

Do Chile para a Itália, cai nos braços de um Sangiovese, o Pater da Toscana – “terre del buon vivere” – por onde andei ontem no almoço com o relato de uma grande amiga e com as fotos de Stefano Caporali, mais um roteiro que não me sai da cabeça. Na foto, cortei o rótulo, lembre-se que estou equilibrando meus pesados acessórios. O vinho da Frescobaldi que passa por carvalho é bem leve. Da importadora Ravin provei também o tinto da Argentina Zuccardi 100% Tempranillo, muito bom, bem estruturado, e o 100% Bonarda, mais leve. Ambos muito agradáveis, fazem parte do projeto da vinícola de produzir vinhos de qualidade, varietais com uvas selecionadas. No Uruguai, provei o marcante Marichal Reserve Collection com as uvas Pinot Noir e Tannat e gostei. É o que eu lembro, pois não anotei nada.


Já na saída, Portugal. A deliciosa família Crasto de vinhos de qualidade, principalmente o Quinta do Crasto Reserva. E quase ia esquecendo, voltei passear pelo Chile com o potente (14% álcool), de taninos macios, aroma complexo, que foi abrindo com o tempo, muito bom, o Gran Reserva Carmenère de Von Siebenthal. Para quem gosta de Carmenère é a pedida. Mercado Municipal de Curitiba. Está tudo lá, esperando vocês.


Desculpem o rótulo manchado…