Vinhos verdes na La Vinothèque
Nesta sexta-feira, almoço harmonizado com vinhos verdes da Adega Monção, às 12h30. Promoção da Adega Barrinhas e La Vinothèque. Reservas: 41 3077-1020.
Nesta sexta-feira, almoço harmonizado com vinhos verdes da Adega Monção, às 12h30. Promoção da Adega Barrinhas e La Vinothèque. Reservas: 41 3077-1020.
Um post que escrevo para pesquisar na hora que eu quiser comprar vinhos nacionais. Sébastien Lapaque fala no Estadão sobre os vinhos naturais brasileiros e eu que ando cismada com os biodinâmicos, orgânicos etc., resolvi arquivar a dica. Ele esteve no restaurante da Roberta Sudbrack, no Rio de Janeiro, e além de comer muito bem e elogiar a chef brasileira, Lapaque enalteceu a carta de vinhos, disse que é a melhor carta da cidade. Então, vamos procurar: champagne Egly-Ouriert, Touraine Clos de Tue Boeuf de Puzelat, Mâcon-Village de Valette, Morgon de Lapierre. E os artesanais brasileiros, das uvas: Peverella de Bento Gonçalves, a Ancellota e a Tannat da Serra Gaúcha, como o Era dos Ventos, vinho branco 100% Peverella e o Barbera 2006 Angheben.
Na Zahil comprando vinho você pode ganhar um decanter, precisa gastar mais de R$ 350,00. A loja também está associada ao Nu Jazz Club de Curitiba, no Full Jazz Bar do Hotel Slavieiro no Batel. Veja a programação no site, sempre tem atrações bacanas.
2º Expo Vinhos Curitiba, de 19 a 21 de agosto. No Mercado Municipal de Curitiba.
Grand Cru promove wine dinner com Felipe Müller no Café Journal.
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Wine Connousier – um passeio por Bordeaux (16 de agosto), Borgonha (30 de agosto) e Champagne (13 de setembro) –, com o sommelier e professor Alcioni Dünes. Na adega La Vinothéque.
Em tempo de colocar os posts em dia, lembrei, olhando minhas anotações, da degustação para convidados da linha Amplus, no Vin Bistrô. Vem da região do Vale do Maipo, no Chile, uma das linhas da Santa Ema, empresa que começou com a família de Pedro Pavone que imigrou da Itália para o país vizinho. Rodeada por especialistas, fiquei atenta aos comentários e feliz ao descobrir que a minha escolha não foi a única: Amplus Carignan 2006 – o melhor da noite. A Carignan tem um aroma floral e um pouco doce, é levemente frutado e bem equilibrado, com 18 meses em carvalho, foi a grande surpresa. O jantar foi promovido pela Vinoteca, dos irmãos Luis Fernando e Maurício Jativa, que abriram a importadora em 1997, e têm “paixão por vinho”, trazem, entre outros, a Cava Cristalino e da Bodegas Marqués de Cáceres. A degustação foi conduzida pelo enólogo Juarez Fernandes.
O chef Hermes Custódio, do Vin, surpreendeu os convidados com alguns sabores e com a competência e determinação com que apresentava os pratos servidos: tartar de salmão com azeite de amêndoas; polvo grelhado com batatas douradas; camarão com shitake; ossobuco de vitela com polenta bramata; entrecot ao molho lardon com gratin de palmito; e tarte tartin. Com pouca luz ambiente, não consegui boas fotos, e não me pergunte o porquê, mas alguns posts ficam escondidos, esquecidos entre tantas ideias e desejos. De acordo com os produtores, a linha Amplus “representa a união da tradição e distinção dos seus ancestrais italianos com a inovação dos novos tempos”. A empresa tem mais de 500 hectares no vale do Maipo, Cachapoal, Casablanca e Leyda e inaugurou em 2003 uma moderna planta de vinificação, com capacidade de 3,5 milhões de litros e alta tecnologia, no total são 9,5 milhões de litros de vinhos exportados para mais de 30 países.
Vinhos provados
Amplus One Carmenère 2005: tem gente que adora, outros menosprezam, mas quem gosta de Carmenère, com certeza, aprovou esse vinho, fácil de beber e com aroma de café.
Amplus Sauvignon Blanc 2007: um vinho barato (em torno de R$ 50,00) ótimo para acompanhar um aperitivo, com notas de ervas, bem fresco e persistente.
Amplus Cabernet Sauvignon 2005: só tenho anotado que era muito bom e equilibrado. Com poucas dicas vou ficar devendo informações.
Amplus Chardonay: amadeirado, um vinho que pede comida.
Amplus Carignan 2006: foi o vinho que eu mais gostei e uma uva que eu não conhecia. Suave, saboroso, com boa acidez e taninos harmônicos, foi o escolhido da noite.
Os vinhos da Amplus alcançaram 90 pontos na Wine Spectator e Wine Advocate, 91 para a Cabernet Sauvignon e, por isso, é chamada de “family os 90 points +”. Conhecendo outras linhas da Santa Ema, que eu nem sabia da existência, fiquei querendo provar o Rivalta – “um tributo ao fundador da vinícola” – da antigas videira de Carmenère, Syrah e Carignan de Peumo.
O ambiente inspirava, a bonita adega do restaurante Porcini, em Curitiba. O clima frio também ajudava, 10ºC mais ou menos, com chuva fina. No grupo reunido, só especialistas, eu era a mais inexperiente. Uma grande mesa de madeira com copos de cristal e garrafas enfileiradas prenunciava que bons momentos estavam reservados, pois, os vinhos, eram uma seleção especial da Caliterra. E o encontro teria ainda uma surpresa, iríamos elaborar um blend, brincando de enólogos. Que responsabilidade. Agradável e saboroso exercício. Eu jurava que tinha feito um post sobre os vinhos da Caliterra provados num jantar, no ano passado, revirei o blog e não achei o post, por isso, fiquei tão calada quando encontrei o competente enólogo Sérgio Cuadra, que tem mais de 15 anos de experiência. Como não falei dos vinhos extraordinários desta vinícola chilena que se encontra no lindo vale de Colchagua – “1.085 ha (2.681 acres) tiene un 75% de tierra virgen”, com cavalos selvagens cuidando de aparar o mato? Bem, não adianta falar do “vinho derramado”, depois de ontem, não esqueço mais deste nome, ou melhor, dos sabores da Caliterra. Já se passou um dia e a lembrança é a melhor possível. Ainda mais, depois de ter elaborado um vinho, agora que eu nunca mais esqueço. Visite o site e saiba mais sobre a produção dos vinhos da Caliterra, e se puder, prove.
Experimentamos o Cenit, safras de 2005 até 2008, top de linha, e fizemos o blend com quatros uvas de 2009. Na prova, primeiro elegi a de 2006, depois, como é bom sentir o vinho evoluindo e mudando, achei que a preferida seria a de 2007. O 2008 era perfumadíssimo, bem floral, aroma divino. Gostaria de acompanhar com a comida, descansar um pouco e começar tudo novamente. Tem razão o enólogo quando diz que são necessárias várias provas até a escolha final.
Sergio Cuadra todo compenetrado na composição sugerida pelos participantes. A dupla, que eu integrei, deixou a Carmènére de fora e equilibrou Petit Verdot, com todo o seu esplendor, com Malbec e Cabernet Sauvignon. Será que alguém presente colocou todas as combinações testadas, com percentual? Difícil escolha, se eu descobrir mais informações, coloco o link aqui. Vou atrás dos preços também.

“Cenit: único entre los grandes vinos chilenos es la perfecta interacción entre las cepas Malbec y Cabernet Sauvignon”. Perfeitos. principalmente, porque gosto de taninos suaves, marcantes, porém, suaves. Nada que agrida, a vida já se encarrega disso. Espero os vinhos orgânicos, o BioSur, que deve sair em breve. A Caliterra liderou um processo de certificação completa do vinho no Chile. Massas e carneiro do Porcini para acompanhar.
Eu tive a honra de conhecer o champagne Deutz no ano passado, leia aqui, numa degustação promovida pela importadora Porto a Porto, que já me apresentou grandes marcas, e também a felicidade, porque estive diante de um néctar. Para quem ama esta bebida, estar próximo de quem fabrica um bom produto e degustar safras, ou garrafas especiais é algo da ordem do divino, com o devido exagero que o tema merece. Pois, em 2010, ganhei outra oportunidade, desta vez com mais brilho porque foi acompanhada de um jantar preparado pelo Junior Durski, do restaurante Durski. O evento: uma homenagem ao carismático monsieur Fabrice Rosset (foto), presidente do Champagne Deutz, que fez os participantes da noite e amigos dos promotores ainda mais satisfeitos. Rosset viaja pelo mundo para divulgar a bebida, ainda pouco conhecida aqui. Fica a minha devida reverência a todos.

O grupo Louis Roederer comprou na década de 1980 a empresa fundada em 1838 pelos empreendedores William Deutz e seu cunhado Pierre-Hubert Geldermann. Vindos da Alemanha, os dois colocaram a marca da família ao lado de nomes famosos da história da bebida. Aliás, falando em grandes nomes do champagne, estou terminando de ler a história da viúva Clicquot, por Tilar J. Mazzeo, uma obra recomendada até para quem não é muito fã do assunto porque, antes de tudo, é um livro de história.
Ceviche de robalo, bolinho de arroz da “vó Isabel” e bolinho de camarão e bacalhau foram os primeiros a entrar no salão, antecipando o que seria a noite. Depois veio o couvert com pães quentinhos, manteiga com flor de sal e geleia de morango, que não ofuscaram nem um pouco o escabeche de camarões, ao contrário. A moqueca de camarões e robalo já é uma “releitura” clássica do chef paranaense que é servida com a certeza de agradar, mas o que dizer do carret de cordeiro uruguaio, cortado inteiro e servido com feijões brancos, com farofa de foie gras e trufas? Só provando. A sobremesa – mil folhas de creme vanilla e frutas do bosque, com sorvete artesanal – estava igualmente perfeita. Qual bebida poderia enfrentar esse banquete? Deutz.

Saber que estou diante de uma grande bebida é um prazer. O grupo investe num portfólio amplo e na qualidade, podemos sentir isso. Vinhos reserva, uvas de vinhedos Grand Cru e no mínimo três anos de envelhecimento: garantia de bons produtos. Jackson, do QVinho, relata os detalhes das bebidas degustadas, com preço e comentários de quem entende, veja aqui: http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champagne-deutz-quer-conquistar-ainda-mais-brasileiros/
Fui provar os sanduíches da Bon Vivant, na loja do shopping Curitiba, a filial da conhecida delicatessen do Mercado Municipal, inspirados nos sabores de cidades do Brasil e do exterior. A minha viagem foi bem perto, fui até Pomerode. Se a ideia é reproduzir sanduíches que possam lembrar alguns sabores provados quando viajamos, a proprietária Flávia Rogoski acertou. Do pão de multigrãos da marca Casa Robell quentinho à qualidade dos queijos e salames, estava tudo perfeito. A vantagem da loja do shopping é poder comprar os produtos da Bon Vivant até às 22h.

O Pomerode foi personalizado e ganhou mais uma camada de outro tipo de queijo e presunto cru.
E você pode ainda atravessar o corredor e comprar um vinho na Expand.
A enóloga portuguesa Filipa Pato e seu marido, que é chef de cozinha, criaram dois vinhos brancos: o Bossa e o Nossa. De acordo com Filipa o Bossa é um vinho de festa, para ser consumido em boates, aniversários e casamentos. O Bossa é 100% elaborado com a casta branca, Maria Gomes, típica da região da Bairrada. O vinho chega ao Brasil por intermédio das importadoras Porto a Porto e Casa Flora. Preço sugerido R$ 38. Pois, vamos festejar a Copa com vinhos da Filipa.
Na fila de posts atrasados ficou escondido um em especial pelo qual guardo muito respeito. Passado alguns meses da degustação de 40 vinhos de safra especial, deduzo que a ausência de linhas sobre a prova aqui só pode ter sido insegurança, afinal, o que eu iria falar sobre os melhores vinhos do Porto desta década: a safra de vintages de 2007. Falta de tempo também pesou, ok, mas fiquei mareada, perdida, sem saber por onde começar. Primeiro cheguei atrasada à prova e achei que tinha deixado escapar valiosas explicações, algumas taças depois, descobri que é assim mesmo, bebendo ou não, o ideal nas provas é não engolir o líquido, é difícil julgar. Tirando algumas poucas marcas, arrisco dizer que quase todos eram perfeitos, equilibrados e com futuro garantido. Imagino que daqui a alguns anos vamos poder escolher os melhores. Entåo, guarde este ano e se puder compre algumas garrafas para degustar nas próximas décadas. Quem promoveu a prova, que aconteceu no restaurante Terra Madre, foi o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.
Eu nem tive tempo de conhecer os novos sanduíches “temáticos” da loja Bon Vivant e já recebo outra dica, o presunto “Pata Negra” para ser degustado com vinho Roda I – Reserva 2003, uma sugestão que inclui a parceira Expand do Shopping Curitiba. Agora tenho dois bons motivos para ir lá.
Curso “Básico de Degustação de Vinhos”, nos dias 24 e 25 de maio, das 19h30 às 22h, com a enóloga Sandra Zottis, da equipe do grupo Vino!. R$ 65,00 (por pessoa). Reservas e informações (41) 3335-6060.
Saindo de uma consulta, olhei para o relógio, telefonei para saber se não atrasaria o início da degustação e dei meia-volta no caminho de casa, deixando o cansaço e uma pilha de posts me esperando, afinal, a Ilha da Madeira tinha aparecido nas fotos de uma viagem recente de amigos e ganhado a minha atenção, pois é, simplesmente, não consegui ignorar a prova de alguns vinhos desse lugar paradisíaco, que pouco sabia a respeito. Sorte minha.
Lá onde o céu é perfeito, a ilha não tem poluição, o solo é vulcânico e sem nutrientes, a natureza nos presenteia com uma bebida especial. O pH muito baixo do solo dá a estrutura e acidez características do vinho fortificado que ganhou o mundo e fama há muito tempo. O diretor comercial da vinícola, Júlio Fernandes, contou tudo sobre os vinhos da Justino’s para uma plateia de interessados.
Além dos detalhes da produção, Fernandes contou que o vinho da Madeira existe graças aos ingleses que o descobriram e lideraram o comércio da bebida. Na história contada, por acaso, acho que descobri a origem de uma brincadeira da infância. A caminho da praia, as crianças sempre ficavam ansiosas para saber quem gritaria: “primeiro a ver o mar”. Imagino que a origem está no fato de que os portugueses ficavam nas varandas altas das casas dos ingleses esperando para avistar os navios na costa, porque quem gritasse, “primeiro a ver o navio”, ganhava parte no negócio. Diferentemente do seu primo vinho do Porto, o Madeira não recebe aguardente e tem uma aceleração rápida, com mais tempo de fermentação, passa por uma espécie de “banho-Maria”. A grande riqueza das empresas da ilha é poder guardar “pras calendas”, contou Fernandes. O vinho fica esperando a demanda em toneis para só então ser engarrafado e fica cada vez melhor com o tempo. Até pode oxidar, explicou o diretor. “O oxigênio só melhora o vinho”, no caso do Madeira, que precisa de 10 a 15 anos para ganhar qualidade. “Quanto mais velho melhor e a garrafa pode ficar na vertical. Só é preciso paciência”, sentenciou. Outro detalhe: pode ficar um a dois anos aberto, o que é uma grande vantagem. Como outros países fazem vinho Madeira? “É um crime. Vinho Madeira é só da Ilha da Madeira”. Claro. Para acompanhar sobremesas, queijos, ou aperitivo é ideal. Vinho jovem, de três anos, é para cozinhar. “Quer usar outro similar, ‘um falso’? “Cada um usa o que quer, eu gosto de ter qualidade”, declara abertamente. Eu também.
Eu elegi o Justino’s 1995 como meu preferido da noite. Quando senti o aroma de figo seco entrei em alfa. É, quanto mais tempo melhor. A degustação dos vinhos da Justino’s aconteceu no hotel escola do Centro Europeu, num evento realizado em parceria com a importadora Porto a Porto.