Curso de degustação de vinho
Curso “Básico de Degustação de Vinhos”, nos dias 24 e 25 de maio, das 19h30 às 22h, com a enóloga Sandra Zottis, da equipe do grupo Vino!. R$ 65,00 (por pessoa). Reservas e informações (41) 3335-6060.
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Saindo de uma consulta, olhei para o relógio, telefonei para saber se não atrasaria o início da degustação e dei meia-volta no caminho de casa, deixando o cansaço e uma pilha de posts me esperando, afinal, a Ilha da Madeira tinha aparecido nas fotos de uma viagem recente de amigos e ganhado a minha atenção, pois é, simplesmente, não consegui ignorar a prova de alguns vinhos desse lugar paradisíaco, que pouco sabia a respeito. Sorte minha.
Lá onde o céu é perfeito, a ilha não tem poluição, o solo é vulcânico e sem nutrientes, a natureza nos presenteia com uma bebida especial. O pH muito baixo do solo dá a estrutura e acidez características do vinho fortificado que ganhou o mundo e fama há muito tempo. O diretor comercial da vinícola, Júlio Fernandes, contou tudo sobre os vinhos da Justino’s para uma plateia de interessados.
Além dos detalhes da produção, Fernandes contou que o vinho da Madeira existe graças aos ingleses que o descobriram e lideraram o comércio da bebida. Na história contada, por acaso, acho que descobri a origem de uma brincadeira da infância. A caminho da praia, as crianças sempre ficavam ansiosas para saber quem gritaria: “primeiro a ver o mar”. Imagino que a origem está no fato de que os portugueses ficavam nas varandas altas das casas dos ingleses esperando para avistar os navios na costa, porque quem gritasse, “primeiro a ver o navio”, ganhava parte no negócio. Diferentemente do seu primo vinho do Porto, o Madeira não recebe aguardente e tem uma aceleração rápida, com mais tempo de fermentação, passa por uma espécie de “banho-Maria”. A grande riqueza das empresas da ilha é poder guardar “pras calendas”, contou Fernandes. O vinho fica esperando a demanda em toneis para só então ser engarrafado e fica cada vez melhor com o tempo. Até pode oxidar, explicou o diretor. “O oxigênio só melhora o vinho”, no caso do Madeira, que precisa de 10 a 15 anos para ganhar qualidade. “Quanto mais velho melhor e a garrafa pode ficar na vertical. Só é preciso paciência”, sentenciou. Outro detalhe: pode ficar um a dois anos aberto, o que é uma grande vantagem. Como outros países fazem vinho Madeira? “É um crime. Vinho Madeira é só da Ilha da Madeira”. Claro. Para acompanhar sobremesas, queijos, ou aperitivo é ideal. Vinho jovem, de três anos, é para cozinhar. “Quer usar outro similar, ‘um falso’? “Cada um usa o que quer, eu gosto de ter qualidade”, declara abertamente. Eu também.
Eu elegi o Justino’s 1995 como meu preferido da noite. Quando senti o aroma de figo seco entrei em alfa. É, quanto mais tempo melhor. A degustação dos vinhos da Justino’s aconteceu no hotel escola do Centro Europeu, num evento realizado em parceria com a importadora Porto a Porto.
Completando o post das combinações possíveis: Pinot Noir com comida japonesa.
Meu amigo, apesar do pedido, não se manifestou sobre os vinhos do jantar português, mas recebi uma contribuição especial que reparto com os leitores. Thabata Martin, da Verbo Comunicação, e Camila Podolak, sommelier da importadora Porto a Porto – empresa responsável pela importação do Portal do Fidalgo, um dos vinhos provados no jantar em questão –, são as responsáveis pelas informações que reproduzo aqui. O Portal do Fidalgo é um vinho elaborado exclusivamente a partir da casta Alvarinho – reconhecida como a melhor e mais fina casta branca portuguesa. De aspecto límpido, cor citrina e aroma complexo e elegante, o Portal do Fidalgo destaca-se pelas notas minerais, de flores e frutos tropicais. Trata-se de um vinho encorpado e persistente, com final longo. Ideal para realizar uma clássica harmonização: Alvarinho com bacalhau. “A estrutura desta casta combina perfeitamente com a textura do bacalhau, assim como a acidez do vinho verde tem potencial para equilibrar o azeite que agrega valor ao prato”, explicou Camila. Escolha realmente acertadíssima.
O 14. Salão Internacional do Vinho – Expo Vinis Brasil 10 – acontece de 27 a 29 de abril, em São Paulo.
O empresário e consultor de vinhos Raphael Zanette participa da ProWein, em Dusseldorf, Alemanha, considerada a maior feira enológica do mundo. Na outra semana, ele segue para a feira Alimentaria, em Barcelona, Espanha. Em breve, teremos novidades para a rede de lojas Vino! e a importadora Magnum.
Aprendendo com quem entente, devo ter lido na coluna, ou no blog do Luiz Horta, escrevo aqui para eu não esquecer e consultar mais tarde. Espero ajudar quem tem a mesma dúvida. Qual uva combina com tomate? Baga e Sangiovese. Vinhos ácidos vão bem com a fruta. Torrontés, com comida asiática, picante e sushi. Aproveito e coloco também a avaliação do Jorge Lucki, na Conexão Peru, Prazeres da Mesa de fevereiro. Ele provou e aprovou Sauvignon Blanc, o Maycas del Kimarí Reserva Especial 2007, Valle del Limarí, Chile, e Riesling, Dr. Bürklin-Wolf Riesling Trocken 2006, Pfalz, Alemanha, com ceviche clássico.
Mais sobre vinhos. Alcioni Dümes, da loja La Vinothèque, sugere o vinho Las Acequias, Rosedal. Um malbec encorpado, porém aveludado, de acordo com ele. Acompanha muito bem carnes mais elaborados, com ervas, por exemplo, ou cordeiro. R$ 89,90. Saldanha Marinho, 1487.
Você pode ir até o site da CBN e escutar os seus comentaristas preferidos, ou ouvir no rádio, é claro, mas eu gosto da dica de cadastrar o e-mail lá para receber os boletins, como o do Renato Machado, por exemplo. Esta semana, o jornalista anda pela França conhecendo as novidades do mercado local. Dia desses, ele falou dos preços dos vinhos no exterior, a diferença pode chegar até quatro vezes mais do é praticado aqui. Acho que a causa vai além dos altos impostos. Achei interessante também o comentário sobre a combinação de vinhos com queijos, sabe qual é o indicado? Vinho branco. Eu nem desconfiava. Você sabia? O especialista sugere, entre outras uvas, a sancerre como a ideal, “…vai vestir o queijo, enxugar-lhe a gordura e compensar o sabor forte”. Oito horas da noite, e eu lendo isso, lembrei que ainda não jantei, vou começar abrindo uma garrafa de vinho.
O francês radicado na Argentina Jean-Edouard Rochebouët, da vinícola Cave Extrême, estava feliz. Pela primeira vez em Curitiba, constatava o mercado potencial da cidade e do país, a boa venda dos seus produtos antes mesmo do lançamento oficial e a aprovação de quem estava degustando os espumantes Paul Rigaud Brut, Cave Extrême e Extrême na última terça-feira (8), no restaurante Duo. Eu também ficaria. Com as características de um bom champagne e preço de um espumante, R$ 74,90, escolheria o Extrême para acompanhar uma refeição, certamente. É um vinho gastronômico. Produção de apenas 10 mil garrafas. Escolheria também o Cave Extrême, R$ 38,90, para acompanhar um coquetel, ou um bate papo. Já o Paul Rigaut Brut é mais indicado para aqueles que preferem os espumantes suaves, como os demi ou moscatel, “fácil de tomar”. Os empresários Guilherme Franco e Omar Omeiri, que agora somam às suas atividades a de importadores de vinhos com a novíssima La Bodegha, também apostaram firme. Franco não pensou duas vezes quando, pesquisando bebidas no país vizinho para importar, provou os produtos da Cave Extrême, “tem tudo para agradar”, festeja.
Pinot Noir, Chardonnay e Chenin Blanc nos espumantes da Cave Extrême.
Ele é fã de champanhe, não é para menos, Jean-Edouard de Rochebouët ocupou o cargo de diretor-geral na Moët Chandon da Argentina durante 15 anos, então, para esse francês produzir espumantes foi um caminho natural. Livre para fazer o que quer na sua própria empresa, Rochebouët apostou na bebida. “Acho que somos uma exceção, pois os espumantes são a especialidade e o principal produto da nossa bodega, o que não acontece no país conhecido pela produção de vinhos tintos”, contou.
Um francês na Argentina, fã de champanhe
Mas qual a receita para um bom espumante? “Equilíbrio entre açúcar e acidez, para ter frescor e vivacidade”, ensina Jean-Edouard, proprietário da linda vinícola, localizada a 70 km de Mendoza. Gostei da preocupação do produtor, que fez sua formação em Reims, na região de Champagne, em explicar ao garçom a maneira de servir. “Não vendemos cerveja, é só um fio de espuma”, brincou. É uma cena muito comum, poucas pessoas sabem, ou se preocupam com o serviço que é tão importante.
Omar Omeiri, o chef Rodrigo Cavichiollo e Guilherme Franco. Cavichiollo foi o responsável pelas comidinhas servidas no corretíssimo coquetel.
A família Gramona, da bodega de mesmo nome, imagine, já passou por nossas terras. Os espanhóis aventureiros olharam longe e nos idos de 1930 se instalaram no interior de São Paulo. Tudo isso porque eles têm o dever de inovar e buscar o melhor. Fazem isso há 125 anos. No Brasil, infelizmente, a experiência não deu frutos. Nosso líquido espumante vem dos 40 hectares das cinco fincas em Penedes, na região de Barcelona, uma das mais ricas para a produção de vinho e que há mais de 150 anos produz as uvas Xarel-lo, num dos vinhedo mais antigos dessa variedade no lugar.
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Conheci os cavas da Gramona, importadas pela Porto da Porto e Casa Flora, com a Ana Lopez Lidon, uma química que resolveu deixar o trabalho de consultoria numa multinacional para ir atrás de uma profissão que fosse também uma paixão. Encontrou o rumo e na faculdade recebeu o convite do professor de Cava para trabalhar. Adivinhe em qual empresa. Hoje, a Master em Enologia e Viticultura é gerente de exportação e sai orgulhosa a mostrar pelo mundo um produto que conheceu e passou a admirar e que lhe deu o caminho que buscava. Ana contou um pouco da história da casa e alguns fatos que ajudaram a consolidar a vinícola, que só produz cavas e vinhos brancos, como o desastre da praga da Philoxera e o fôlego extra quando cresceu a demanda da França pela bebida e o champagne virou moda.
100 best wines
A Bodega Gramona acumula prêmios, está entre as “Top 100” do mundo pela eleição da Wine&Spirits, ao lado dos vinhos espumantes da Krug e Louis Roederer, seus vinhos também estão entre os 10 melhores vinhos espanhóis, pela Wine Enthusiast e pelo Guia Peñin 2010. Levou a Gran Medalla de Oro no Concurso Mundial de Bruselas em 2008. Poderia dizer que são vinhos complexos, elegantes, finos, mas acho que isso todo mundo já disse algum dia, eu digo que me apaixonei pelos sabores e pelos produtos da Gramona, sai encantada. Entre os vinhos degustados desde um cava jovem, que satisfaz o consumidor que está aprendendo a beber, até as especiais, para os muito exigentes. Senti pinhão e café, o que é difícil, quase nunca identifico os aromas, na Gramona Imperial 2005 Gran Reserva Brut, se estou certa, e a especialista comentou que esses aromas costumam se intensificar com o tempo. Perfeito.
Foi uma noite de tempestades, Curitiba recebeu raios e uma tromba-d’água de dar medo. Através da enorme parede envidraçada do restaurante parecia que o mundo desabava, galhos de árvores ameaçavam quem ousasse enfrentá-los, mas lá dentro, no Duo, reinava a calmaria, também pudera, nós experimentávamos os vinhos da Pérez Cruz, joias do Maipo Alto, no Chile, apresentados pela Wine Company, ali a força era das uvas transformadas. Duas facetas da natureza. Como num filme, com goles estudados íamos bebendo aos poucos, escutando as explicações do enólogo sobre os vinhos e a jovem – apenas sete anos produzindo – bodega familiar.
Depois das apresentações dos produtos iniciamos a degustação com os vinhos mais simples da casa chilena. Entre empresários, não fossem alguns amigos e conhecidos, eu diria que estaria quase desambientada, mas nada disso, me senti tão em casa que às vezes deixava o papo dos vizinhos para dar uma espiada nas imagens dos desfiles de Paris, minha outa paixão, que passavam numa TV gigante na entrada do restaurante.
Começamos bem: com o Pérez Cruz Reserva Cabernet Sauvignon, 2007, de taninos suaves, eleito entre os 12 melhores Cabernet Sauvignon do Chile no guia de Patrício Tapia, o Descorchados; depois o Pérez Cruz Reserva Limited Edition Carmenere, 90 pontos Robert Parker e o Pérez Cruz Reserva Limited Edition Cot, premiado como um dos melhores vinhos tintos de outras cepas do Chile; seguindo com o Pérez Cruz Reserva Limited Edition Syrah, 92 pontos Wine Enthusiast, que eu gostei muito. Aí já era possível notar o potencial da vinícola que chegou ao ponto máximo com o Pérez Cruz Liguai, 91 pontos Robert Parker e o Pérez Cruz Quelen, destacado entre os melhores vinhos de corte do país, 92 ponto no Guia Descorchados, servidos generosamente para deleite dos convidados. Escolheria o Pérez Cruz Reserva Limited Edition Cot e o Pérez Cruz Reserva Limited Edition Syrah do “segundo” time e elegeria o Pérez Cruz Quelen, de inspiração Bordeaux, como campeão, contudo, sem desprezar o igualmente excelente Pérez Cruz Liguai.
Os vinhedos da Pérez Cruz começaram a ser plantados, nos anos 90, pelos descendentes do empresário Don Pablo Pérez Zañartu, que adquiriu a terra – Fundo Liguai de Huélquen – no Vale do Maipo Alto, origem de alguns ícones do Chile, como Almaviva e Domus Áurea, na metade do século passado.
Para a família, de 11 irmãos, alguns na foto, o que importa é qualidade, mais que tudo, por isso, a produção de um ano deles é a quantidade de um dia de outra grande vinícola chilena, por exemplo. Não compram vinho, nem uvas, o vinhedo é próprio. Só produzem vinho tinto, seis no total e estão em 23 mercados no mundo.
As modernas instalações da bodega já valeriam uma visita, é belíssima, um projeto do arquiteto José Cruz Ovalle, com um edifício em madeira laminada de 6 mil metros quadrados com entradas naturais de luz e uma base de pedra. “Uma cobertura de madeira sustentada por pilares curvos foi desenhada para permitir o isolamento térmico e circulação de correntes de ar, condições ótimas para a elaboração de vinhos”, explicam os proprietários. Os primeiros vinhos da Pérez Cruz foram engarrafados em 2002. A equipe de enologia é formada por Germán Lyon que é assessorado por Álvaro Espinoza e Juan Carlos Faúnde.
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Noite mais que gostosa. Desta vez, não fiquei tão preocupada em identificar sabores, ou aromas, ou em aprender. Fiquei pensando na vida tranquilamente, conversando com as pessoas conhecidas que estavam ali… Espere aí, acho que escutei o enólogo falar que fazia vinhos que fizessem pensar… será que foi isso mesmo?
(fotos: divulgação)
Tintos franceses em degustação comandada pelo jornalista e enólogo Jorge Lucki na Grand Cru do Jardim Botânico no Rio de Janeiro. Dia 2 de dezembro, às 20h. R$ 290 por pessoa. Veja os vinhos.
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Degustação vertical do vinhos Barolo Pio Cesare no jantar promovido pela Decanter e a Tratoria Porcini. O evento ainda tem a participação do premiado sommelier Guilherme Corrêa. Nesta quarta-feira (25), às 20h. Reservas: 41 3039-2333.
Guilherme Franco, da Adega Franco, está empolgado com a exclusividade da importadora La Bodegha para as suas lojas: os espumantes Paul Rigaud, Cave Extrême e Extreme. Eu, que amo espumantes e champagnes, gostei da novidade e vou provar. Veja os detalhes.
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