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Flash Day e exposição homenageiam tatuadora curitibana Leticia Mikami

Flash Day e exposição homenageiam tatuadora curitibana Leticia Mikami

Leticia Mikami começou a desenhar muito cedo, e logo aos 16 anos entrou para o universo da tatuagem.  Com uma carreira promissora pela frente, a jovem artista curitibana acabou morrendo precocemente, aos 20 anos, em julho de 2017.


Um ano depois, amigos e profissionais que trabalharam com Letícia promovem uma exposição e um Flash Day com desenhos deixados por ela, muitos deles inéditos, no Royal Street Tattoo Gallery. A homenagem será no dia 8 de julho (domingo), das 13h às 20h.


Participarão do flash os tatuadores Frank Unterstell (@frankunterstell), Giselle Maggioni (@gimaggioni_tattoo),  Wagner Muniz (@wagner_muniz_tattoo), AL (@heyalbqrq) e  Rafael Oliveira (@rafewtattoo).


“Esse será um Flash Day mais que especial aqui no Royal Street Tattoo Gallery, pois faremos em memória à nossa querida Leticia Mikami que, além de saudade, nos deixou também sua arte que iremos expor e tatuar no dia do evento”, diz Diego Doneda, proprietário do Royal.


Além disso, o evento terá som comandado pelo DJ Hugo Miyamura e haverá chope da Growlers a $7, comidas do Brother’s Food Truck, venda de roupas, decoração e arte e perfurações de piercings a partir de $50. 


Carreira interrompida – Letícia Mikami tinha um talento especial para desenhar desde pequenina, e aos 16 anos começou a aprender sobre a arte da tattoo com o amigo Etam Paese, do Studio Caravela. Tatuou  de forma independente  e em alguns estúdios da cidade, como Black Bones,  Back to Black  e Red Rooster,  até  a sua morte abrupta.


Estudou Gravura na Unespar/Embap  e Design de Moda na Universidade  Positivo – onde, no programa de serviço voluntário da instituição, dedicou-se a um trabalho de cobertura de cicatrizes por meio de tatuagens.


Letícia foi diagnosticada com uma doença denominada Transtorno de Personalidade Limítrofe – ou simplesmente Borderline. A homenagem também é uma forma de alertar para os riscos da doença, muitas vezes sub-diagnosticada ou mal diagnosticada – principalmente pela alta incidência de suicídio entre os portadores. “É muito importante ficar atento aos sintomas e procurar tratamento especializado por um psiquiatra e um psicólogo o quanto antes”, diz Katia Mikami, mãe de Letícia, que cedeu todos os desenhos para a exposição e o Flash Day.

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