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Criador da Blue Moon anuncia lançamento de cerveja com THC

maconha

A legalização da maconha em alguns estados americanos tem movimentado a economia dos EUA. Poucos dias após a New Belgium Brewing anunciar a The Hemperor Hemp Pale Ale, cuja mistura de lúpulo e cânhamo traz um aroma forte característico da erva; outro cervejeiro renomado divulgou seus planos para o lançamento de uma cerveja não-alcoólica que realmente chape os bebedores.

Keith Villa, criador da famosa witbier americana Blue Moon Belgian White, que trabalhou por 32 anos na MillerCoors, anunciou em janeiro deste ano a sua saída da empresa para tocar novos projetos. Esta semana divulgou que irá lançar uma cerveja com THC e suas características psicoativas. Não apenas será possível escolher entre três níveis de chapeira, como saber exatamente quanta energia ou euforia esperar de cada garrafa ou lata.

“Quem quiser assistir aos jogos do Super Bowl bebendo um six-pack, mas não quiser ficar totalmente chapado, pode se divertir com as nossas cervejas light. Deste jeito ficará tão leve como se tivesse bebido o equivalente a uma cerveja com 4 – 4,5% de teor alcoólico.”

Enquanto outros cervejeiros utilizam uma versão não-psicoativa do composto CBD contido na cannabis, Keith sabe que os consumidores de cannabis querem pirar o cabeção, diz ele: “Dar-lhes uma cerveja com cânhamo ou CBD é quase como dar a um bebedor de cerveja artesanal uma Russian Imperial Stout sem álcool e dizer a eles: 'Isso é bom o suficiente’”.

Dois meses depois de se aposentar de sua carreira de três décadas na MillerCoors, onde ficou conhecido pela cerveja que é servida com uma fatia de laranja e continua a introduzir milhões de bebedores em todo o mundo para a cerveja do estilo witbier, Villa diz que espera revolucionar mais uma vez a indústria com este empreendimento. Ele ainda está formulando o nome da linha de produtos que irá lançar, está pensando em utilizar o nome da empresa que fundou com a esposa CERIA BEVERAGES.

Com este projeto ele procura trazer novos ares para o mundo da cannabis, colocando-a no mesmo patamar que a cerveja artesal. Pretende atrair não só novos consumidores, como instigar neles a sede por conhecimento: “Estamos no mesmo barco que a cerveja artesanal estava nos anos 90. Se você pensar em um consumidor típico que entra em um marijuana dispensaries (o equivalente aos coffee shops, nos EUA), eles sabem muito pouco além de que essa coisa é verde e que você fica chapado.”

Trabalhando com parceiros como cultivadores de maconha e marijuana dispensaries no Colorado, e gradualmente outros estados onde a maconha recreativa é legal, Villa preparará cerveja, retirará o álcool e o entregará para os dispensaries que adicionarão o THC. A cerveja será encontrada pelos consumidores nestes pontos de venda. Keith fez uma parceria com uma empresa chamada Ebbu que descobriu como dosar em cada garrafa ou lata de 355ml a quantidade de THC ideal. Como o álcool, o metabolismo de um bebedor, a massa corporal, o consumo de alimentos e similares contribuirão para variações na sensação.

A cerveja virá em diversas versões, permitindo controlar o nível da chapeira. Para aqueles que querem curtir um brilho, sem perder a razão, terá a “light”. Para aqueles que já querem curtir a chaperia, ouvir um reggae na beira da praia e ficar levente retardado, a escolha é a “medium”. Mas também terá a “heavy-duty”, cerveja para aquele seu amigo cabeçudo, que quer sentir um soco no córtex, viajar no universo e ver a terra girar. Segundo Villa não existe limite teórico para as doses de TCH.

Serão combinadas proporções de Sativa com Indica para personalizar as experiências que irão variar entre estados como feliz, enérgico ou relaxado, e eventualmente ela poderá decidir se quer tudo isso em uma RIS ou em uma cerveja mais refrescante como a Wit.

Tradução livre da matéria da Forbes: Blue Moon's Creator Aims To Get Customers Mile-High On His New Brew

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