por Fernando Francischini

  • Paraná se prepara para a terceira dose da vacinação

    Enquanto a vacinação avança no mundo e novas variantes do coronavírus surgem, cresce o debate sobre a necessidade de uma terceira dose da vacina.

    Cientistas avaliam a reação do sistema imunológico às mutações do vírus e buscam respostas sobre o reforço na proteção.

    Reforço na proteção

    Por enquanto, ficou demonstrado que a dose extra é de extrema importância para pessoas imunodeprimidas – como pacientes oncológicos ou recém-transplantados.

    Os Estados Unidos aprovaram semana passada a terceira dose para esse público. A França faz isso há meses. Israel, no entanto, está aplicando a dose adicional em todas as pessoas maiores de 60 anos e já estuda fazê-lo em todos acima de 40 anos. Em setembro, a mesma medida será adotada pelo Reino Unido, Alemanha e França.

    Aqui no Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na quarta-feira (18) que a terceira dose da vacina contra a Covid será aplicada, inicialmente, em idosos e profissionais da saúde. Ainda não há, entretanto, previsão do início da imunização.

    “Estamos planejando para que, no momento que tivermos todos os dados científicos e tivermos o número de doses suficiente disponível, já orientar um reforço da vacina. Isso vale para todos os imunizantes. Para isso, nós precisamos de dados científicos, não vamos fazer isso baseado em opinião de especialista”, explicou o ministro.

    A decisão foi anunciada após a Anvisa pedir estudos da Pfizer e AstraZeneca sobre a dose reforço. O Ministério da Saúde também encomendou um estudo para verificar a estratégia de terceira dose em pessoas que tomaram a CoronaVac.

    Objetivo é identificar os dados que embasaram essa decisão da FDA.

    A Pfizer começou os testes clínicos para verificar a segurança e eficácia da terceira dose em julho, com 10 mil voluntários no mundo, incluindo 885 brasileiros.

    Um dos estudos, por exemplo, aponta que após a aplicação da segunda dose da Pfizer, a imunidade fica entre 95% a 100%, mas que após seis meses cai para 90% a 86%.

    Paraná na frente
    A decisão do Ministério acompanha a justificativa do projeto de lei que apresentei e que cria diretrizes para a aplicação da terceira dose no Paraná e está em trâmite na Assembleia Legislativa.

    O Estado saiu na frente neste debate importante para reforçar a imunização. No caso dos profissionais de saúde, há o risco da exposição por estarem na linha de frente do combate à Covid, enquanto os idosos são os que possuem maiores chances de complicações decorrentes da contaminação.

    É fundamental ampliar a proteção da vacina. Pela minha proposta, a pessoa deve apresentar exame de anticorpos, mostrando a baixa imunização conferida pelas duas primeiras doses e ainda um laudo médico recomendando mais uma aplicação.

    Estudos

    Esta semana começou em São Paulo um estudo inédito para avaliar a necessidade de uma terceira dose de vacinas para quem tomou duas doses da CoronaVac.

    A pesquisa envolve 1.200 voluntários e é conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Os pesquisadores estão estudando os quatro imunizantes aplicados no Brasil: AstraZeneca, Pfizer, CoronaVac e Janssen. Alguns voluntários vão receber uma dose adicional de uma vacina diferente daquela que ele já tomou antes. Outros vão receber uma terceira dose da CoronaVac. O objetivo é descobrir qual a proteção quando se cruza os imunizantes ou se mantém o mesmo na terceira dose.

    Na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, a terceira dose já está confirmada para idosos no final do mês de agosto. Serão usados os imunizantes da AstraZeneca ou da Pfizer, independentemente da vacina recebida no primeiro esquema vacinal. Quem tomou a CoronaVac terá reforço, portanto, de um imunizante diferente.

  • Trens nas cidades

    Linhas férreas serão retiradas dos centros urbanos no Paraná

    Você sabia que Curitiba tem a pior avaliação de acordo com o Programa de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas, ligado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes?

    Pois foi isso que mostrou o levantamento feito entre 2008 e 2011 nos 5.609 cruzamentos ao longo de 15 mil quilômetros de trilhos que percorrem 596 municípios em 16 estados (os dados estão na Agência Estadual de Notícias).

    A capital do Paraná é cortada por 37 quilômetros de trilhos de Sul e Leste. Ao todo são 45 passagens de nível para a circulação de pedestres e veículos, a maioria no Uberaba e no Cajuru –bairro palco do último acidente com morte, em junho.

    Em 2020, o Corpo de Bombeiros registrou 17 ocorrências na capital envolvendo trens. Este ano, entre janeiro e junho, já aconteceram 14 acidentes.

    Maurício Freire/RPC Curitiba

    No Paraná, mesmo em plena pandemia no ano passado, foram 167 ocorrências incluindo atropelamento e colisões.

    Um transtorno antigo que está perto do fim. Já pensou esses trilhos, palcos de tantas tragédias pelo Paraná, saírem dos centros urbanos?

    Pois é esse o cenário previsto pela lei de minha autoria sancionada esta semana pelo governador Ratinho Junior.

    Um avanço logístico para garantir um futuro com menos poluição, barulho e, principalmente, mais segurança para os paranaenses.

    A proposta prevê o desvio dos trens de carga dos centros urbanos nos próximos contratos de concessão. Um benefício a todas as regiões metropolitanas do estado.

    Os espaços podem ser ocupados por outros modais de transporte, como os veículos leves sobre trilhos, auxiliando também no trânsito das cidades. Ou, ainda, passar por reurbanizações com novas áreas para lazer e espaços culturais.

    Não é um tema novo. Muitas promessas já foram feitas. Porém, nunca saíram do papel fazendo crescer tristes estatísticas diante da perigosa proximidade entre os trilhos e os cidadãos.

    Hoje podemos comemorar este resultado fruto de muito debate e também do interesse do governo em um projeto consistente, com um impacto positivo a longo prazo para o estado.

    Estou satisfeito em participar de um marco logístico que vai impactar positivamente a vida dos paranaenses.

    A ideia contou com aprovação maciça na Assembleia Legislativa e agradeço aos deputados Delegado Jacovós, Marcio Pacheco, Evandro Araújo e Michele Caputo que assinam comigo essa medida inovadora.

    Foto: Maurício Freire/RPC Curitiba

  • Ladrões de condomínio

    Qual a face por trás de um crime?

    Quando você imagina um criminoso, como ele se parece? Mal-encarado? Jeito de malandro? Roupas velhas? Encapuzado ou de máscara? Bom, se você acredita em um “estereótipo” para criminosos, saiba que isso não existe e não é de hoje.

    Bandidos podem não ter diversas características semelhantes e muitas vezes eles se adaptam a situação em que estão submetidos para cometer seus crimes. Eles podem se disfarçar de segurança, vendedor, gerente bancário, motorista de aplicativo… Tudo depende do objetivo e da criatividade.

    E um dos “disfarces” que tem sido visto aqui em Curitiba e em outras cidades como no Rio de Janeiro é trabalhado em cima do pré-conceito advindo do poder aquisitivo.

    Como um jovem bem arrumado, com celular de última linha, relógio caro, super educado e comunicativo pode ser considerado um criminoso?

    Quando digo que essa preocupação não é de hoje, relembro de um dos casos mais emblemáticos da época no Rio de Janeiro com Pedro Machado Lomba Neto, mais conhecido pelo apelido de “Pedro Dom” ou “bandido gato”.

    Pedro era filho de policial e viciado em cocaína. Apesar das diversas internações, o rapaz sempre voltava para o tráfico, até que passou a utilizar da sua “boa pinta” para invadir apartamentos em prédios de luxo e assaltar. E sabe como ele acessava a maioria? Pela porta da frente! Se passava como parente de algum morador e entrava, junto com sua gangue, fazendo o maior arrastão.

    Na capital paranaense, tivemos episódios mais recentes, com jovens que, bem vestidos e aparentemente inofensivos, roubaram um apartamento no Ecoville, tentaram entrar em prédios na Praça do Japão e em outros bairros de Curitiba.

    Veja as imagens captadas pelo sistema de segurança do prédio abaixo:

    É extremamente necessário que haja uma rigorosidade maior no acesso desses criminosos, não se bastando apenas numa análise superficial. Infelizmente, enquanto ainda exista o mal e as oportunidades de fazê-lo, cabe uma atenção redobrada no cuidado e zelo pelas famílias de bem e seus patrimônios e vidas.

    Quem vê cara, não vê coração, já dizia o ditado!

  • Pedofilia

    Internet é terra fértil para pedófilos

    Um a cada oito brasileiros admite não ter conhecimento se o filho já foi abordado por estranhos na internet.
    Mais da metade dos pais relatam preocupação sobre uso de dispositivos eletrônicos e conteúdos acessados pelos filhos.
    8% já solicitaram algum tipo de bloqueio de páginas ou aplicativos.

    Estes dados são de pesquisa feita por uma empresa de cibersegurança e trazem preocupação. Mostram que a maioria dos pais não está atenta aos perigos que rondam seus filhos no mundo virtual.

    Eu convido você a assistir ao vídeo abaixo.
    Ele narra um problema real e crescente envolvendo uma criança.
    Sem saber, a menina conversa com um pedófilo na internet.

    A história não poderia ser mais fiel ao que acontece a cada minuto nas redes sociais. Os nossos filhos correm perigo, expostos e enganados por todo tipo de criminosos.

    Sem a supervisão dos pais, as crianças são assediadas por estranhos e podem se tornar vítimas de sequestros, induzidas a automutilação, ao suicídio, expostas à pornografia ou se tornarem presas fáceis de abuso sexual.

    - 70% das crianças brasileiras têm celular antes dos 10 anos.
    - 85% das crianças e adolescentes brasileiros são usuários da internet.
    - 67% publicam nas redes sociais informações sobre seus hobbies ou atividades favoritas.
    - 10% postam dados pessoais de amigos e parentes.
    - 16% divulgam fotos de suas casas.

    Pedofilia na internet

    Os pedófilos seguem essas informações e quando mantêm contato com a criança, já dispõem de informações suficientes para chamar a sua atenção, promover uma certa identificação, fazendo-se passar por pessoa amiga ou até outra criança com os mesmos interesses e estilo de vida, como companheiro de jogos virtuais.

    É a partir daí que o agressor vai ganhando confiança, se aproximando da vítima e usando de artifícios para dar início a algum tipo de abuso.

    A internet é terra fértil para abusadores e eles estão na espreita em busca de crianças e adolescentes, especialmente daquelas com autoestima desequilibrada ou com dificuldades afetivas familiares.

    Dados divulgados pela ONG Safernet Brasil apontam que só no primeiro mês de distanciamento social – março do ano passado – os casos de pedofilia virtual subiram 190% e o acesso de páginas de pornografia infantil em 69%.

    Esses crimes só cresceram de lá pra cá. Se de 2013 a 2018 a Polícia Federal prendeu pouco mais de 500 pedófilos, em 2020 a corporação organizou 84 operações com 32 presos no país. Este ano, numa só operação, a maior da história no combate à pedofilia, 1200 pessoas foram presas em mil municípios.

    A prevenção é o método mais eficaz de proteção, o caminho para evitar que nossos filhos sejam presas de abusadores.
    A conexão familiar tem papel fundamental nesse monitoramento. Estabelecer uma relação de confiança, manter uma conversa saudável e franca, ser um verdadeiro amigo, propicia um ambiente seguro em casa e no mundo virtual.

    Outro fator importante é entender os sinais dos filhos. Alterações repentinas de comportamento precisam ser observadas com atenção. Nervosismo, ansiedade, medo, comportamento agressivo ou introvertido, depressão, automutilação, podem indicar que a criança está sendo vítima de chantagem, ameaça ou abuso.

    Portanto, fique atento.
    Nossos filhos correm um grande perigo.
    A qualquer sinal, procure ajuda médica.
    E se desconfiar de algo, denuncie à polícia.

    Foto Thomas Coex (AFP)

  • Vacinação

    Multa alta para os fura-filas

    Quer furar a fila da vacina? Pois se prepare para pagar caro.

    Virou lei no Paraná, um projeto que apresentei na Assembleia Legislativa prevendo multa que vai R$ 5 mil a 57 mil para quem burlar o Plano nacional de Imunização.

    Furar a fila da vacina dá multa pesada

    A proposta ganhou apoio dos deputados e foi sancionada pelo governador Ratinho Junior para tentar coibir essa atitude desprezível que cansamos de ver aqui no estado.

    Agora, com o avanço da vacinação para mais faixas etárias, as denúncias diminuíram um pouco. Mas, e nos próximos anos? Afinal, o cenário aponta para a necessidade de novas campanhas de imunização.

    Há critérios rígidos e científicos para definir os grupos prioritários. Como os profissionais de saúde, que são os mais expostos, ou os idosos com mais risco de desenvolverem a forma grave.

    Não podemos permitir que os ‘espertos e folgados’ de plantão tentem novamente tirar vantagem com uma prática inaceitável e imoral.

    E que pode até virar até crime, através de um projeto em trâmite no Congresso Nacional. Não seria nada mal.

    Na Comissão Especial de Investigação que eu presido na Alep, recebemos mais 1.500 denúncias de tudo quando é tipo: falsa enfermeira que desviou doses, autoridades que se vacinaram fora do calendário para a sua idade, participação de agentes públicos nas fraudes e até quem utilizou o CPF de pessoas mortas para tomas a vacina antes da hora.

    Por isso que essa lei é tão importante. O alto valor da multa pode realmente frear essas fraudes. Afinal, o ‘bolso’ é uma das partes mais sensíveis do ser humano.

    https://youtu.be/6FbkUYGGxlA
  • Vício virtual

    Excesso virtual: reportagem classifica o smartphone como o novo cigarro

    Quantas vezes você mexe no celular por dia? Tem uma ideia?

    Pois eu vou te dizer: mais de 200 vezes!!! Muito, não é? E tem mais: o número de toques diários no aparelho é de 2.600 em média. Li esses dados em uma reportagem da Revista Superinteressante, que chamou muito a minha atenção.

    Vício virtual

    A matéria traz entrevistas, números e resultados de estudos que apontam o smartphones como o “novo cigarro”. Já são quatro bilhões de usuários. É mais da metade da população mundial.

    “O smartphone é tão viciante quanto uma máquina caça-níqueis”, explica o americano Tristan Harris, que trabalhou por cinco anos no Google. E, segundo ele, o caça-níqueis, é o jogo que mais causa dependência: vicia três a quatro vezes mais rápido que outros tipos de apostas

    A reportagem comprova esse vício. De acordo com uma pesquisa com dois mil brasileiros, 30% das pessoas disseram ter problemas com o uso excessivo do smartphone, como dificuldade de concentração ou insônia, e 32% já tentaram sem sucesso diminuir o uso.

    Além disso, como ainda é uma realidade de certa forma recente nas nossas vidas, não se sabe a fundo todos os impactos que podem causar no futuro. De novo o especialista Harris alerta: “estamos colocando toda a humanidade no maior experimento psicológico já feito, sem nenhum controle.”

    A reportagem também contabiliza que a loja do Android tem 2,1 milhões de aplicativos e a do iPhone, 1,8 milhão. Tudo para roubar a sua atenção, que é a maior riqueza para as empresas da internet.

    Confesso que uso muito o celular. Para o trabalho, para me informar, para me conectar, com autoridades, outros deputados e também com meus eleitores, através das redes sociais. É realmente uma ferramenta importantíssima nos dias de hoje.

    Mas, passamos muito tempo mesmo olhando para as telas. E não podemos deixar de olhar para a nossa vida real.

    Qualquer excesso preocupa. Aqui no estado há até uma lei que criou a Semana "Detox Digital Paraná" de conscientização e prevenção para desintoxicação dos efeitos do mau uso do meio ambiente digital, que é comemorada em outubro.

    E você? Como está sua relação com esse “novo cigarro”?

    Foto: internet

    Fonte: https://super.abril.com.br/especiais/smartphone-o-novo-cigarro/?utm_campaign=later-linkinbio-revistasuper&utm_content=later-19325762&utm_medium=social&utm_source=linkin.bio

  • Vacina contra Covid

    Vamos precisar de uma terceira dose da vacina?

    O debate sobre a possibilidade de uma terceira dose para completar a imunização contra a Covid cresceu muito. Será que duas doses são suficientes? Há necessidade de um reforço?

    Na quarta-feira (28), o Ministério da Saúde encomendou pesquisa com 1200 voluntários para analisar a efetividade de uma terceira dose de vacina contra a Covid-19 para quem tomou CoronaVac.

    A Prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, anunciou que pretende aplicar uma terceira dose em idosos ainda em 2021 e projetou campanhas frequentes a partir do ano que vem.

    Foto Canva



    A Pfizer está buscando uma autorização de emergência nos Estados Unidos para uma terceira dose de sua vacina, que, segundo o laboratório, pode ajudar as pessoas a manter níveis mais altos de proteção.

    Novos estudos mostraram que a aplicação extra tem efeitos neutralizadores contra a variante Delta, cinco vezes mais elevados entre os jovens e mais de 11 vezes entre os mais velhos.

    Israel saiu na frente e já começou a oferecer o reforço para pessoas com imunidade comprometida, caso a caso, e pessoas com mais de 60 anos. O presidente do país recebeu hoje a terceira dose da vacina da Pfizer e deu início à campanha.

    Temos acompanhado dados e relatos mostrando que determinados imunizantes não apresentam níveis elevados de proteção, o que acaba deixando as pessoas inseguras diante do risco de desenvolverem casos graves da doença mesmo tomando duas doses.

    Diante de tudo isso, apresentei um projeto na Assembleia Legislativa possibilitando esse reforço aos paranaenses.

    O projeto determina que, caso haja a liberação desse reforço, a pessoa apresente exame de anticorpos, mostrando a baixa imunização conferida pelas duas primeiras doses e ainda um laudo médico recomendando mais uma aplicação.

    Isso seria de grande importância, por exemplo, aos grupos prioritários como os profissionais de saúde, sempre expostos ao vírus por atuarem na linha de frente, e os idosos, mais suscetíveis a desenvolverem casos graves.

    Além de preservar a saúde dos paranaenses, a medida reforça as ações sanitárias na rede pública, de modo a reduzir os riscos da propagação da doença no estado. É uma forma de garantir uma proteção mais completa à população para superarmos mais rápido essa pandemia

  • Vacinação

    Mais de mil denúncias na imunização paranaense

    Durante a luta pela vida, a pandemia provocou diversos problemas que precisavam ser solucionados de forma emergencial. Foram investimentos para fortalecer a saúde, auxílio para combater o choque na economia, recursos enviados para a ciência e, no momento atual, o foco maior se voltou para a imunização e compra de vacinas.

    O que lá no início parecia tão distante, hoje se renova dia a dia com a vacinação que cresce cada vez mais e tenta reverter a dura realidade com mais de 550 mil mortos pela Covid-19 em nosso país. Mas, infelizmente, a situação ainda não é essa.

    Com o início da vacinação começaram a ocorrer diversos casos de fraude por todo país. Aplicações erradas, frascos roubados, falsos enfermeiros, uso indevido de diplomas e pessoas utilizando do nome ou do poder para dar aquele velho “jeitinho brasileiro” e furar a fila de imunização, tomando a vez de quem, por regra, tinha prioridade em receber aquela dose.

    Fura-fila na vacinação: denuncie

    Por entendermos a gravidade dessas situações, nos movimentamos pela Assembleia Legislativa e criamos a Comissão Especial de Investigação contra fraudes na vacinação, buscando tornar o Paraná um exemplo para todo o país, principalmente pelo método que deveria ser adotado em outros estados e cidades.

    Nos primeiros meses de trabalho, foram mais de mil denúncias em cerca de 160 municípios paranaenses. Desde que foi instalada em abril, a Comissão se reuniu em oito oportunidades. Além disso, realizou uma oitiva com os citados de envolvimento na denúncia de fura-fila em Rio Branco do Sul e uma reunião virtual com a cúpula do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) para apresentar o trabalho e colher informações sobre procedimentos adotados, especialmente para a validação dos atestados usado para vacinação do grupo prioritário de comorbidades. Além disso, foram realizadas diligências nos municípios de Rio Branco do Sul, Apucarana, Umuarama, Cianorte, Lapa, Paranaguá e São José dos Pinhais.

    Outro ponto essencial foi a credibilidade que buscamos nas investigações. Analisamos e checamos todas as denúncias, onde constatamos diversas que se tratavam de erros de digitação ou falsas, feitas por adversários políticos ou por alguém que queira prejudicar outras pessoas.

    Acredito que estamos no caminho certo e que ainda há muito a ser feito. Nosso objetivo é construir uma proposta legislativa de todos os deputados para fechar os gargalos que foram identificados, pois novas campanhas devem ocorrer nos próximos anos.

    Situações detectadas hoje servirão de lição para que não se repitam no futuro. Além, claro, do encaminhamento de fatos apurados aos órgãos competentes, como Ministério Público e a polícia, se for o caso.

    Nos tornamos uma referência. Desde o início dos trabalhos da Comissão, temos sido procurados e recebido denúncias, além das que foram apontadas pela Controladoria Geral do Estado, Ministério Público e Tribunal de Contas.

    Nós estamos trabalhando para construir, junto com prefeitos e autoridades, mais transparência e correção na vacinação, buscando uma maior eficiência e priorizando o foco principal: SALVAR VIDAS!

  • Pedofilia

    Até onde deve ir a liberdade dada aos nossos filhos?

    Quando viramos pai pela primeira vez, é normal conversar com quem tem mais experiência, pesquisar e aprender algumas “manhas” de como exercer a “profissão”, não é?

    Brincadeiras à parte, a função de um pai é mesmo essencial e, nada mais justo do que dedicar toda a atenção possível para ser o melhor para o seu filho. Alguns pais escolhem o jeito mais duro e sério; outros são aqueles babões que não deixam desgrudar, ou tem aqueles que viram amigos, saem juntos e acompanham até nas baladas.

    Independente do pai ou mãe que você seja, o assunto que vamos falar hoje é de extrema importância para você que ama, zela e cuida da vida do seu filho, principalmente com tantos monstros que vemos diariamente por aí.

    Perigo na internet

    Essa semana foi preso um homem acusado de cometer abuso sexual contra, pelo menos, 70 menores de idade. Depois de cometer os atos, o criminoso tirava fotos e enviava em grupos das famílias.

    E sabe como ele tinha acesso aos jovens? Pelas redes sociais. O criminoso fingia ser uma menina adolescente para conversar com os rapazes, marcar encontros e pedir fotos sensuais.

    A história desse monstro é apenas a ponta de um problema ainda maior que vem assombrando o país, principalmente durante a pandemia.

    As denúncias de pedofilia sofreram um aumento expressivo desde que tudo isso começou. Entre 2013 a 2018, a Polícia Federal prendeu pouco mais de 500 pedófilos e, apenas em 2020, foram feitas mais de 80 operações com 32 presos.

    A situação é gravíssima e não é de hoje, já alertava nossa ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, no início do ano passado, quando declarou que havia “um risco da legalização da pedofilia no Brasil”, já apresentando uma agenda de combate a esse tipo de crime.

    Vale lembrar também sobre a “demora” nos ajustes necessários no Código Penal Brasileiro, que ainda não possui um dispositivo específico para pedofilia.

    Dias atrás, o Ministério da Justiça e Segurança Pública realizou a maior operação da história no combate à pedofilia, atuando em mais de mil municípios, simultaneamente, em todo o Brasil. A ação inédita prendeu 1200 envolvidos em crimes de violência de contra menores e emitiu 1490 medidas protetivas.

    Lembra quando falei sobre o criminoso preso essa semana e a forma como ele utilizava as redes sociais para escolher suas vítimas?

    Com toda a evolução tecnológica, os smartphones e suas redes sociais, o nosso papel como pai ou mãe é estar sempre alerta. Mesmo com todas as operações feitas pelas forças de segurança é preciso acompanhar o uso e acesso dos nossos filhos à internet. É claro que pode existir uma relação de confiança, mas é necessário que haja discernimento e bom senso, principalmente se for uma criança que ainda não tem pudor e experiência para saber o que realmente está certo ou o que é real.

    Os pedófilos geralmente têm uma grande facilidade em convencer e alcançar os pontos frágeis de suas vítimas, utilizando da inocência das mesmas ao seu favor.

    O olhar atento dos pais, avós e pessoas mais próximas pode evitar grandes tragédias e traumas para a família e a criança. O primeiro passo é o diálogo, aquela conversa importante que não pode ser adiada e que trará à compreensão o perigo que ronda as redes sociais.

    O segundo passo é o controle do conteúdo, a supervisão daquilo que os nossos filhos acessam no mundo virtual, e o acompanhamento das interações. Precisamos conhecer as pessoas com quem eles conversam, saber quem são.

    Esses cuidados, apesar de parecerem pequenos, são importantíssimos quando o assunto é a proteção das crianças e adolescentes, que deve ser prioridade absoluta.

    Se nós, adultos e experientes na vida, estamos sujeitos a cair em emboscadas cibernéticas, imaginem uma criança vulnerável, indefesa, ingênua, sem malícia.

    Redobre a sua atenção!

    Sejamos todos intolerantes com este grave crime.

    (Foto Tiago Ghizoni,BD)

  • Fake news

    Pandemia da desinformação

    Já perdi as contas de quantas vezes ouvi durante toda a pandemia frases como “ainda ninguém sabe” ou “não temos certeza” sobre diversas dúvidas que atingiram todo o mundo com a chegada da Covid-19.

    É desesperador pensar que, depois de mais de um ano, as novidades sobre o assunto não param de surgir e, entre cepas, imunização e variantes, as dúvidas voltam a surgir, inevitavelmente.

    O problema disso tudo são aqueles que se aproveitam dessas incertezas para atacar na fragilidade, no medo e, sem mensurar a gravidade disso, alimentam um outro mal que precisa ser combatido no Brasil: as fake news.

    O que parece não ter a mínima relevância comparada à crise sanitária que vivemos hoje, a pandemia das fake news carrega números assustadores durante todo o período. Segundo pesquisa realizada pela Kaspersky, uma empresa global de cibersegurança, 62% dos brasileiros NÃO conseguem reconhecer se uma notícia é verdadeira ou falsa.

    E pasmem: apenas 2% já ouviram falar no termo “fake news”.

    Fake news

    Será mesmo desnecessário saber? E a credibilidade da fonte, de quem te contou, de onde ficou sabendo, não importa? Acho incrível que todo pai ou mãe já deve ter falado, incansavelmente, para seus filhos não confiarem em estranhos, não falaram? Hoje, em diversas vezes, são eles que te alertam que aquilo é uma montagem ou que aquela informação já foi desmentida.

    O jogo virou? Talvez. Mas as pessoas não enxergam a necessidade de se questionar. De pesquisar, procurar saber mais, se atualizar sobre algo. E, tirando as classes que vivem em alguma condição de extrema vulnerabilidade ou em regiões com menos acesso à informação, para uma grande maioria é preciso usufruir melhor do “privilégio” de poder questionar e buscar as respostas.

    Precisamos sair da caixinha. Essa é a vacina com maior eficácia contra o vírus letal da desinformação!

  • Legislativo paranaense

    Com avanços importantes para o Paraná, CCJ analisa 349 projetos no primeiro semestre de 2021

    Desde que assumi a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tive o foco principal em destravar e incentivar todas as propostas que se mostrassem eficientes e entregassem uma melhor qualidade de vida a cada paranaense, seja na saúde, educação, segurança ou infraestrutura.

    Comissão de Constituição e Justiça

    Com a chegada da pandemia e todas as mudanças que ocorreram, adotamos as reuniões remotas, como forma de segurança sanitária para os parlamentares e funcionários da casa. Entretanto, nosso trabalho não poderia parar, muito menos diminuir, com todas as dificuldades e perdas que a Covid-19 gerou.

    Nesses momentos de dificuldade, torna-se ainda mais necessário o diálogo, a cooperação e sobretudo o alinhamento entre poderes e órgãos, uma vez que, como diz o ditado: “estamos todos no mesmo barco”.

    E foi assim que construímos uma relação firme e eficiente com o governo de estado e alcançamos números expressivos nesse primeiro semestre legislativo, com 349 projetos debatidos, incluindo as 57 propostas enviadas pelo governador Ratinho Junior.

    Todas as iniciativas do Executivo foram aprovadas! Projetos como o Programa Retoma Paraná, o auxílio a micro e pequenas empresas, o homeschooling.

    E é com essa mentalidade que vamos seguir o nosso trabalho, pois apesar das boas conquistas, ainda enfrentamos tempos difíceis e há muito a ser feito para reconstruir todo o país.

    Mas, até lá, vamos buscar cada vez mais soluções e ferramentas que efetivamente auxiliem todo o paranaense. Ainda teremos que vencer o desemprego, a fome e todos os danos à educação e à saúde.

    Vamos superar tudo isso, com fé, sempre!

    349 projetos analisados no primeiro semestre.

    (Foto Dálie Felberg)

  • Violência contra a mulher

    Em briga de marido e mulher a gente mete a colher, sim

    O domingo terminou com uma explosão de violência doméstica nas redes sociais. Cenas fortes e muito reais de agressões dentro de quatro paredes, reveladas por uma vítima que teve coragem de denunciar o crime.

    Não fosse a condição do agressor, um famoso DJ de Fortaleza, as imagens não ganhariam tamanho alcance numa sociedade que se cala diante da violência contra a mulher.

    Os vídeos são chocantes. A crueldade aconteceu na frente da filha de 9 meses e de testemunhas que se calaram. Cúmplices do marginal, que agora vão responder à Justiça. Um boletim de ocorrência foi registrado dias antes pela ex-mulher e o machão de cozinha já é investigado pela polícia.

    Violência entre quatro paredes cresceu na pandemia

    Diante da repercussão, o agressor tentou desqualificar os vídeos, pedindo à Justiça a retirada das imagens do ar e o impedimento da ex-mulher de prestar declarações à imprensa. A juíza responsável pelo caso negou o “apelo”, afirmando que a vítima tem o direito de expressão.

    Não bastasse tudo o que vimos estarrecidos, um dia depois da divulgação dos vídeos, novas denúncias começaram a aparecer. Pessoas ligadas ao DJ, especialmente mulheres, relataram à imprensa um comportamento agressivo e arrogante com produtores, compositores e equipe e a rotina de violência contra a ex-mulher.

    Um caso que por muito pouco não teve um final ainda mais trágico. A violência doméstica tende a se agravar com a submissão da vítima e, em diversos casos, pode terminar em feminicídio.

    Conscientização

    Aquela história de “não é comigo, não vou me envolver” e “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” que ao longo de décadas oprimiu mulheres e se naturalizou na sociedade, muito vagarosamente começa a mudar.

    Leis mais rígidas contribuem para uma nova mentalidade e dão força para mulheres que vivem essa atrocidade. Falta, agora, ATITUDE da sociedade.
    A conscientização da família, dos filhos, dos vizinhos, dos colegas de trabalho, das pessoas que presenciam este tipo de violência, é imprescindível. O dever de denunciar, a responsabilidade de não deixar que estas situações - que para muitos parecem sem importância-, se transformem em casos mais graves e culminem na morte da vítima.

    A Lei Maria da Penha foi um marco na defesa das mulheres ao qualificar a violência doméstica como crime, determinar a punição do agressor e ampliar medidas protetivas.

    Outra contribuição significativa foi a criação de novos canais de denúncia. Hoje são muitas as formas que as mulheres têm ao alcance para registrar a ocorrência. Mesmo assim, ainda é preciso a ampla divulgação destas ferramentas e muitas e muitas campanhas de conscientização. Isso porque as vítimas só assumirão a coragem libertadora do relacionamento abusivo quando tiverem a certeza de que estarão protegidas.

    Aqui no Paraná uma lei de minha autoria é outra ferramenta importante para conter essa pandemia de selvageria. A Lei dos Condomínios foi sancionada no ano passado e tem, gradativamente, atingido seus objetivos. Ela determina que casos ou indícios de violência contra mulheres, crianças e idosos devem, obrigatoriamente, ser denunciados aos órgãos competentes.

    Tenho muito orgulho desta lei e como ela pode ajudar a reduzir os índices de violência dentro dos lares paranaenses.

    Eu desprezo qualquer tipo de violência contra mulheres. Sou um defensor radical de penas mais duras para os agressores. Eles nunca param, só ficam mais violentos.

    CADEIA SEM DÓ!

    Não podemos fechar os olhos ou ser coniventes com esses crimes. São atos de extrema covardia com danos a curto e longo prazo, seja físico ou mental.

    Não se cale e denuncie. É urgente que coloquemos esses monstros onde devem e merecem estar.

  • Violência contra crianças e adolescentes

    A quem estamos protegendo?

    35 mil denúncias de violência só em 2021

    Até onde eu me lembro, sempre existiu uma “ordem” de pessoas que são prioridade em diversas esferas, principalmente no que diz respeito à saúde, à segurança e à proteção.

    Quando lutamos por resguardar, acima de tudo, a vida das nossas crianças, sinto muito dizer, mas o Brasil falha miseravelmente com essa necessidade.

    Voltemos um pouco no tempo, até o último grande caso que chocou o país: a morte do menino Henry. Quando falo assim parece que já faz muito tempo e, se você se sente assim, devo te contar que ontem completamos exatos quatro meses dessa tragédia. E sabem o que aprendemos? O que mudou, o que melhorou?

    Nada.

    Não sei dizer se consideramos a morte de Henry um estopim para uma nova onda de crimes ou um flagrante de uma realidade que já vivemos há muito tempo.

    Os números da violência contra crianças e adolescentes são estarrecedores. Somente entre janeiro e maio deste ano foram registradas 35 mil denúncias.

    Os dados são do canal Disque 100 e o que mais chama a atenção é a idade das vítimas. Em quase 6 mil registros, as crianças tinham apenas de 2 a 4 anos.

    Violência física e psicológica são mais recorrentes e a maior incidência – 66% - envolve meninas na faixa etária de 12 a 14 anos.

    Outro dado alarmante: cerca de 20,8 mil denúncias possuem pais e mães como suspeitos da violação.

    Inimaginável!

    Se não bastasse a crueldade da violência doméstica contra crianças, a imaginação desses monstros vai ainda mais adiante e as histórias são cada vez mais bárbaras.

    Esta semana a Polícia Federal desarticulou um grupo criminoso atuando em São Paulo, especializado em tráfico de menores vindos de Bangladesh para o Brasil. Em Cristalina, cidade perto do DF, um casal foi preso após tentativa de homicídio de dois meninos, um de três anos, que precisou ser hospitalizado, e um bebê com apenas um ano e 11 meses, resgatado em estado gravíssimo.

    Não, essas não são as únicas histórias que aconteceram durante esses quatro meses. E nos últimos 13 anos, desde a morte de Isabella Nardoni?

    O que mudou no sistema judiciário? Quais foram as novas ferramentas implantadas para combater efetivamente toda a violência e abuso que as crianças estão sofrendo? E a impunidade, segue “intocável” no Brasil?

    Os exemplos precisam mudar, as leis precisam oferecer uma maior amplitude e o sistema tem que funcionar. Sem uma mudança concreta e um estímulo constante para que a população faça denúncias, seguiremos ouvindo histórias desse mal sorrateiro e covarde que invade os lares brasileiros.

    É preciso lembrar disso no ano que vem, quando encherem a garganta em campanhas políticas prometendo que vão cuidar dos seus filhos e protegê-los como se fossem deles.

    Vão mesmo?

    (foto internet)

  • Segurança Pública

    Como o Brasil lida com a morte de policiais?

    Enterro de PM morto no Rio de Janeiro
    Enterro de PM morto no Rio de Janeiro (Foto: Foto Matheus Rodrigues )

    É assustador como no Brasil algumas coisas se tornam tão banais. É claro que o crime e o mal já existem há muitos anos e que isso não é exclusividade do nosso país, mas por aqui passamos a conviver e “entender” a corrupção, a impunidade, o domínio do crime nas periferias e as mortes colaterais de tudo isso.

    Nesta semana, aconteceu algo que pra nós pode ser comum, mas para a população da cidade de Gotemburgo, a segunda maior da Suécia, foi algo que causou uma comoção popular: a morte de um policial.

    É a primeira perda de um oficial em atividade nos últimos 14 anos e o terceiro policial morto dos últimos 20 anos. O oficial de 30 anos foi atingido durante um tiroteio no subúrbio da cidade que vem sofrendo com a violência de gangues na região.

    Nas ruas, o país realizou um minuto nacional de silêncio em homenagem póstuma ao agente assassinado. Na política, partidos reivindicam ações mais duras de repressão aos crimes. Para o primeiro-ministro interino da Suécia, Stefan Lofven, o crime foi um “ataque à nossa sociedade” e declarou que não recuará no combate ao crime organizado.

    Aqui no Brasil, policial morto “faz parte” e bandido merece segunda chance. Se ele tinha família, ninguém se importa, mas pra mídia esquerdista, o que vale é a entrevista com a mãe do criminoso “assassinado”.

    Só no ano passado, foram 198 vidas policiais perdidas, 10% a mais do que em 2019. Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins foram os únicos estados que não registraram nem sequer uma morte de policial no ano de 2020.

    Precisamos voltar a sofrer, a lembrar e se indignar quando perdemos esses verdadeiros heróis, que estão nas ruas, seja dia ou madrugada, fazendo valer a justiça e protegendo o cidadão de bem.

    Precisamos voltar a lutar pelo o que é certo.

  • Infraestrutura urbana

    O fim dos trens de carga nos centros urbanos

    Na próxima semana devemos conseguir um avanço importante para acabar com um transtorno nas principais cidades do Paraná: a passagem dos trens de carga pelos centros urbanos.

    Vamos para as últimas votações na Assembleia Legislativa do meu projeto de lei que prevê o desvio das linhas férreas nos próximos contratos de concessão.

    Contamos com grande apoio dos deputados e esperamos a sanção do governador Ratinho Junior.

    Trem de carga em Curitiba (Foto Daniel Castellano)

    Entenda

    A proposta define que na renovação das concessões, sejam previstas a retirada das linhas ferroviárias do transporte de cargas das áreas centrais nas principais cidades do estado.

    Na capital, uma das ideias é transformar as linhas já existentes em outros modais de transporte, como os veículos leves sobre trilhos, auxiliando também no trânsito da cidade. E ainda a reurbanização, com áreas para lazer e espaços culturais.

    As linhas férreas são uma cicatriz cortando as cidades. Além da poluição e do barulho, há o risco constante de acidentes. Aqui mesmo em Curitiba um homem morreu na semana passada e o filho saltou para se salvar quando o carro foi arrastado por uma locomotiva. Mais um caso que mostra a importância deste projeto.

    Em 2019 no Paraná, foram registrados 146 acidentes com trens – incluindo colisões e atropelamentos. Em 2020 foram 167 ocorrências.

    A proposta tem o apoio do governo Ratinho Junior e a intenção da medida é estabelecer melhorias entre as linhas férreas das Regiões Metropolitanas do estado do Paraná bem como a integração de estados e países vizinhos.

    O projeto recebeu parecer favorável em todas as comissões: CCJ; de Finanças e Tributação; de Fiscalização da Assembleia Legislativa e Assuntos Municipais; de Obras Públicas, Transporte e Comunicações e de Relações Federadas e Assuntos Metropolitanos.

    Infraestrutura

    O tema é pertinente e atual. No final do mês de junho o Paraná recebeu a visita de uma comitiva, formada por membros do Ministério da Infraestrutura e do Ministério da Economia, para conhecer e discutir o novo projeto da Ferroeste. A ferrovia, com 1.285 km de extensão, vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, no litoral do Estado.

    Além do setor produtivo, a capital paranaense também pode se beneficiar com a construção da estrada de ferro.

    O próprio governo deve analisar a possibilidade de a malha ferroviária ser desviada de Curitiba, fazendo com que os trens de carga deixem de transitar pela cidade. O nosso projeto já antecipou essa necessidade, incluindo outros grandes centros urbanos do estado.

    Foto Daniel Castellano / Trem de carga em Curitiba

    https://youtu.be/s_EqXBrExoU
  • Lázaro Barbosa

    Menos um monstro nas ruas


    O caso que parou o Brasil nos últimos dias finalmente chegou ao fim e, desculpe a sinceridade, mas seu desfecho foi justo e necessário.

    Lázaro Barbosa, também conhecido como “Serial Killer do DF” foi morto após uma caçada que durou 20 dias e mobilizou quase 300 policiais.

    Capturado e morto pela polícia de Goiás

    Quando digo que o desfecho foi justo, precisamos enxergar lá atrás, quando o criminoso foi detido pela primeira vez e, com um laudo de psicopatia irreversível, foi transferido para o regime semiaberto.

    Será que serviu para alguma coisa? Lázaro se tornou alguém melhor depois da sua primeira prisão? Obviamente, não.

    O serial killer mostrou o quanto a maldade pode ser fatal e espalhou medo, dor e indignação para diversas famílias que perderam alguém ou que passaram dias de verdadeiro terror e pânico.

    Em contrapartida, por mais assustador que pareça, existem aqueles que “abraçaram” a causa do assassino, clamando por piedade pela sua vida, além daqueles que serão investigados por darem cobertura a Lázaro, dificultando o trabalho da polícia. Foram cúmplices dos crimes bárbaros que ele cometeu.

    Sabendo disso alguém ainda acredita que daria certo apenas prendê-lo?

    Provavelmente, nos primeiros anos, Lázaro até cumpriria sua pena no fundo da jaula, mas até quando?

    É em casos como esse que aparecem os defensores dos direitos humanos que buscariam qualquer brecha para livrar o assassino.

    Lázaro vivo seria dar uma nova chance ao azar.

    A história está aí. Quantas vidas foram destruídas pela fragilidade de um sistema judiciário que não funciona e ainda beneficia criminosos?

    A verdade é que o sangue dessas mortes não está apenas nas mãos de Lázaro.

    E é por isso que me junto aos cidadãos de bem e nossos guerreiros policiais na comemoração que fazem hoje.

    Foi graças ao trabalho incansável e obstinado da força tarefa que essas famílias poderão, finalmente, ter uma noite mais tranquila, sem precisar ter medo de fechar os olhos e ter sua casa invadida por um monstro.

    Sentimento de alma lavada.

    Hoje, o caso Lázaro deve ser visto e lembrado de uma só forma:

    missão cumprida. Menos um monstro nas ruas.

  • Segurança Pública

    Preso em situação degradante ganha contagem em dobro da pena

    Uma decisão inédita do Superior Tribunal de Justiça determinou que seja contado em dobro todo o período da pena que o detento cumpriu em situação degradante. Precedente que abre brechas para centenas de recursos que vão colocar condenados em liberdade e a população em risco.

    A invocação do chamado ‘princípio da fraternidade” foi aplicada pela primeira vez pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça em acordo à decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, favorável a um homem preso no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro.

    Preso em situação degradante (foto Brazilian Voice)

    O ministro entendeu que houve violação de determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que em 2018 reconheceu o instituto como ‘inadequado para a execução de penas, principalmente em razão de os presos se acharem em situação degradante e desumana’ e publicou resolução que proibiu ingresso de novos detentos na unidade. A exceção coube aos crimes contra a vida e sexuais ou à integridade física.

    Em 1981, o Brasil foi o 25º país a reconhecer a competência da CIDH em todos os casos relativos à interpretação ou aplicação da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de 1969. Sendo assim, as sentenças da CIDH passaram a ser vinculantes para as partes processuais e todos os órgãos e poderes internos brasileiros encontram-se obrigados a cumprir a sentença.

    Fonseca é defensor do Constitucionalismo Fraternal, a separação entre macrocriminalidade da criminalidade comum, dando à segunda a possibilidade de trabalhar com justiça restaurativa e comunitária, remissão de pena e modelos alternativos de encarceramento.

    É o princípio da fraternidade elevado à categoria jurídica, principalmente na área penal diante da situação do sistema carcerário brasileiro, considerado desumano em alguns estabelecimentos prisionais.

    Na área do Direito, a decisão foi entendida como respeito à Declaração Universal de Direitos Humanos, que garante que ninguém deve ser submetido a tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, inclusive no sistema penitenciário.

    Os ministros consideraram a deliberação como “histórica”.

    Eu considero um veredito trágico para a sociedade, que mais uma vez ficará refém da marginalidade solta nas ruas.

    Se juntarmos aqui uma decisão do STF de fevereiro de 2017, teremos um sério agravante.

    Naquela data, o Supremo julgou uma ação relativa à situação de um preso em Mato Grosso do Sul, mantido em situação degradante no presídio de Corumbá, e deliberou pela indenização em dinheiro. A decisão obrigava o governo do Mato Grosso do Sul a pagar R$ 2 mil ao detento.

    O sistema prisional brasileiro tem muitos problemas conhecidos e nenhuma proposta concreta para sua melhoria.

    Pesquisas sobre encarceramento mostram a ausência de políticas prisionais mesmo diante da crescente expansão da população carcerária.


    Soma-se a isso, os baixos investimentos nas estruturas penitenciárias, a ausência total de programas de ressocialização, o excesso de pessoas presas sem condenação e uma justiça que não prioriza os crimes mais graves, mas pune com rigor as ocorrências mais leves, além, é claro, da baixa remuneração policial, que agrava ainda o caos.

    O sistema finge que está ressocializando e nós fingimos que acreditamos.

    Estamos criando monstros.

    Se o Estado se faz ausente no cumprimento de suas responsabilidades, o crime organizado assume como poder legitimado o papel de “protetor das vítimas da sociedade”.

    E a violência cresce diante de uma população vulnerável.

  • Covid-19

    Aprovado projeto impondo multa de até R$ 56 mil a quem furar a fila da vacina no PR

    Multa pode variar de R$ 5,6 mil até R$ 56,5 mil

    Quem furar a fila da vacinação contra o coronavírus no Paraná pode pagar caro. É o que prevê o projeto aprovado nesta quarta-feira (23), na Assembleia Legislativa.

    A proposta de minha autoria, assinada junto com os deputados Requião Filho e Plauto Miró, lista uma série de penalidades como o impedimento de receber a segunda dose, veto para benefícios ou incentivos fiscais e multa.

    Vimos vários casos que causaram muita indignação, especialmente aos profissionais de saúde que fazem esse trabalhado imprescindível na luta contra a covid e que nos procuraram pedindo uma providência.

    A multa pode variar entre 50 a 500 Unidades de Padrão Fiscal do Estado do Paraná (UPF-PR), ou R$ 5,6 mil até R$ 56,5 mil.

    O projeto vai ajudar a coibir essa prática inaceitável e contribuir para processo de vacinação poupando vidas no nosso estado e no país. E que pela importância merece a coautoria de todo o legislativo paranaense.

    Como presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) constituída na Assembleia Legislativa para apurar fraudes na imunização no Paraná tenho obrigação de tomar providência para que abusos não sejam mais cometidos. Agora vai doer no bolso de quem ousar burlar as regras.

    Denúncias do Ministério Público e do Tribunal de contas do estado apontam cerca de mil denúncias a serem investigadas, incluindo pessoas que teriam usado CPF de pessoas mortas para de vacinarem.

  • Vacinação

    Espanto do bem

    Vacinação para o grupo de 51 anos no Expo Renault, Curitiba.
    Vacinação para o grupo de 51 anos no Expo Renault, Curitiba.

    Uma cena me emocionou muito ontem quando fui receber a vacina contra a Covid no Parque Barigui. Já era um momento especial por ter chegado o tão esperado dia da imunização para minha idade. E ficou ainda mais com o momento que presenciei no Expo Renault.

    Muitos sabem que eu minha esposa Flávia Francischini somos pais do Bernardo, um menino autista. Por isso esse episódio marcou ainda mais. Enquanto aguardava na fila, vi chegar uma senhora de cabelos brancos com o filho já adulto e autista. Dava para perceber que ele estava tenso, nervoso com aquela situação e prestes a ter uma crise.

    As enfermeiras perceberam e com a maior sensibilidade do mundo começaram a brincar com o rapaz, distraí-lo, aplaudir quando tirava a jaqueta, a blusa para vacinar.

    Profissionais incríveis que se colocam em risco desde o início da pandemia e ainda demostraram essa empatia, esse cuidado trabalhando em conjunto para acolher e atender o rapaz.

    Acabei me vacinando com a enfermeira Adriana, que coincidentemente vacinou o rapaz. A ela, às outras enfermeiras e a todos os profissionais de saúde deixo o meu reconhecimento. Eles merecem nossos aplausos.

    Todos precisamos da vacina e assistir à vacinação desse rapaz autista com tanto carinho reforçou as esperanças de que passar juntos por tudo isso.

  • Serial Killer

    Lázaro: capturado vivo ou morto

    Um animal das ruas
    Um animal das ruas

    O Brasil acompanha com muita expectativa a gigante caçada ao monstro que aterroriza a região Centro-Oeste do país há 10 dias.

    Lázaro Barbosa, psicopata, cruel, sanguinário, mobiliza mais de 270 policiais numa operação sem precedentes para capturar o criminoso. Nas redes sociais é chamado de "serial killer de Brasília".

    Uma escola municipal da pequena Girassol foi transformada em base da força tarefa, que reúne policiais civis e militares, bope, polícia federal e rodoviária federal, snipers, cães farejadores, helicópteros, dezenas de viaturas, drones, equipamentos de visão noturna. E mais reforço está chegando com a Força Nacional de Segurança Pública.

    A rotina mudou nas fazendas do interior de Goiás, mas o medo é superado pela vontade de ver o marginal preso.

    Enquanto a polícia busca Lázaro, os moradores rezam e ajudam a força-tarefa. Levam comida para as equipes de buscas, passam informações, acompanham atentos.

    Os policiais não deixam nenhuma pista para trás. O assassino é da região, cresceu ali, foi mateiro, conhece tudo, sabe se esconder. E deixa um rastro de sangue por onde passa.Invade fazendas em busca de comida, munição e armas, faz famílias reféns, enfrenta os policiais a bala.

    A polícia acredita que ele foi ferido, está cansado e com fome, e por isso a perseguição pode terminar nas próximas horas.

    Ele será capturado, sem dúvida, vivo ou morto, mas a lição deste caso será compreendida?

    Os primeiros crimes de Lázaro foram cometidos em 2007. Depois disso ele fugiu de três presídios e mesmo diagnosticado com “psicopata imprevisível”, comportamento agressivo, impulsivo, instabilidade emocional e falta de controle e equilíbrio, a justiça converteu a sua prisão em regime semiaberto.

    Inaceitável!

    Uma decisão que colocou toda a sociedade em risco. Só neste mês, ele cometeu cinco crimes.

    A mãe quer que o filho seja preso. O pai diz que o filho é um monstro e pede perdão à sociedade.

    A fragilidade do sistema está exposta mais uma vez. Leis frouxas que beneficiam bandidos, sistema carcerário em colapso, políticas públicas ineficientes.

    Resultado? Novos Lázaros surgirão e seus crimes serão ainda mais bárbaros!

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