por Fernando Francischini

Política

Construindo a história para mudar o Brasil

Esta semana o Brasil ganhou um novo partido. Mas não é uma legenda qualquer. É a mudança mais expressiva na política após a alteração na legislação eleitoral. Criado da fusão do PSL/DEM, o União Brasil é o maior partido do Direita do país. Isso não acontecia há 20 anos, desde o segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando o PFL elegeu 105 representantes.

Hoje são 82 deputados federais, oito senadores, cinco governos estaduais e 545 prefeituras. Aqui no Paraná, onde serei o presidente estadual da legenda, são 50 prefeitos, 56 vice-prefeitos, 450 vereadores, 4 deputados federais e a maior bancada estadual na Assembleia Legislativa, com 12 deputados.

Uma grandeza do tamanho da nossa responsabilidade. Estamos construindo a história juntos. Com o nosso programa de governo liberal na economia, em defesa da família e sem radicalismo, podemos crescer ainda mais, abarcando um grande espectro político que se sente sem representação nos últimos anos. Somos também um partido consistente para enfrentar o PT e as esquerdas nas eleições.

Uma das virtudes deste superpartido está no próprio nome. E minha missão será unir lideranças para construir um grupo forte em um momento em que é necessária a estabilização da democracia. Vemos Câmara, Senado e Assembleias fragmentadas por muitos partidos. O União Brasil chega em boa hora e podemos ajudar neste alinhamento para respaldar o governo federal e estadual na aprovação de matérias importantes para a população.

As mulheres também terão papel relevante na nova legenda.  Elas são metade do país, mas não passam de 10% na Câmara, Senado, Assembleias e Câmaras municipais.

Antes os partidos ficavam procurando mulheres para compor as chapas, pois era uma imposição para completar as vagas exigidas pela legislação eleitoral. Eram só um número para muitos partidos. Mas elas têm cada vez mais importância. E a mulher do União Brasil será respeitada por conteúdo intelectual, liderança e pela dedicação em construir o partido.

Certamente o União Brasil terá impacto nas próximas eleições. Defendemos bandeiras e valores, mas respeitando as diferenças das pessoas. A democracia pressupõe isso. Temos os mesmos ideais de outros partidos, mas não podemos chegar ao radicalismo que desagrega.

O Brasil precisa ser um país único, mais justo, mesmo com suas diferenças. Vamos unir esforços com foco nos desafios que só aumentaram com a pandemia e que terão reflexos ainda nos próximos anos