por Fernando Francischini

Crime organizado

Crime de terrorismo: Polícia Federal assume caso de Araçatuba

Terror, aulas canceladas, população presa dentro de casa. Esse foi o resultado de uma noite de pânico em Araçatuba, interior de São Paulo. Uma madrugada que nunca mais será esquecida.

Os ataques pareciam cenas de filmes.

Foram pelo menos 3 agências bancárias assaltadas por 50 criminosos fortemente armados com fuzis e metralhadoras em 10 veículos.

Cidade interditada, carros queimados, ataques aos quarteis e drones monitorando a polícia.
Explosões, tiros pra todo lado, reféns, moradores amarrados em carros feitos de escudo humano para a fuga da quadrilha.

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) já localizou 93 bombas com sensor de aproximação, montadas em pontos estratégicos da cidade. Os materiais foram encontrados em ruas (32 explosivos), 13 dentro da agência do banco do Brasil, 29 em um caminhão usado na ação e o restante dentro dos nove veículos encontrados na estrada. A polícia já detonou 100 quilos dos artefatos explosivos.



É justamente pelas características da ação e a grande quantidade de explosivos usados pelo bando que a Polícia Federal vai investigar o caso como crime de terrorismo.

Violência, medo e saldo trágico para a população.
Pessoas mortas!

Moradores feridos a bala. Um deles com um tiro na barriga quando saiu do carro para filmar a ação da gangue. Outro teve os dois pés amputados ao passar com a bicicleta perto de uma bomba armada na praça.

Informações da polícia apontam 1 criminoso no colo do capeta, outro ferido e quatro bandidos presos.

Cruel e assustador! É o novo cangaço. Facções criminosas especializadas neste tipo de assalto, grupos grandes, armamento de guerra, recursos tecnológicos, carros blindados.

Atacam cidades menores, com efetivo policial reduzido. E podem ter certeza: Matam quem passar pela frente.

Quanto eu torci pela polícia nesta madrugada acompanhando os vídeos e informações que circularam com abundância nas redes sociais.

Sem dó nem piedade!

E no dia seguinte ao terror vivido por moradores de Araçatuba, a pequena Mariluz, cidade de 10 mil habitantes no noroeste do Paraná, acordou na madrugada com o som de tiros e explosões.

A quadrilha fortemente armada usou explosivos para estourar os caixas eletrônicos, queimou veículos, fez reféns.

Outra cidade que viveu momentos de terror nesta madrugada foi Camacã, no Sul Baiano. O foco dos criminosos era uma agência da CEF. Foi o 36º ataque a agências bancárias neste ano no Estado.

É preciso conter a bandidagem!

Por isso defendo que ataques a bancos sejam incluídos no rol dos crimes hediondos, da mesma forma que meu projeto para a corrupção ativa ou passiva.

Inafiançável, sem direito a anistia ou indulto, sem regalias. Se não morrer antes da prisão, vai para a penitenciária de segurança máxima e nunca mais sai de lá.

É assim que deve ser: bandido tratado como bandido.

Leis frouxas só protegem essas gangues, geram impunidade e ainda mais violência.