por Fernando Francischini

Internet

De olho na modinha: Round 6, violência exposta para crianças

Com a internet e as redes sociais, a disseminação de conteúdos acontece de forma cada vez mais veloz, com virais de diversos temas. Nos últimos dias, o que mais se falou no ambiente digital foi a respeito da série Sul-Coreana “Round 6”, a nova febre mundial do Netflix.

Meu caçula me chamou para assistirmos a série na semana passada, mas não passamos nem do primeiro capítulo. Decidi falar sobre esse tema não para criticar o seriado, mas sim para alertar os pais que, assim como eu, se preocupam com o que os filhos estão consumindo na televisão e na internet. 

No pouco que assistimos, pude perceber que se trata de uma história triste, lunática, sangrenta e cheia de mortes. Nesse momento, pensei: por que devo expor meu filho a este tipo de conteúdo que incita a violência e não ensina nada? 

E foi aí que descobri que não fui o único a pensar dessa maneira. Saiu uma matéria contando que uma escola particular na Zona Oeste do Rio de Janeiro enviou um comunicado aos pais e responsáveis das crianças fazendo alertas sobre o seriado. Aqui no Paraná, tivemos uma outra instituição em São José dos Pinhais que tomou a mesma atitude. 

No documento, as escolas demonstraram preocupação com o impacto da produção nos alunos do ensino fundamental que, nos últimos dias, estariam “obcecados” com o seriado. 

Na minha opinião, uma baita atitude tomada por essas escolas. Como educadores, são fundamentais no auxílio do desenvolvimento dos nossos filhos, dando suporte aos pais que por vezes não conseguem fiscalizar tudo o que as crianças estão consumindo na TV e na internet.

Em entrevista, o criador da série, Hwang Dong-hyuk, se mostrou espantado com o fato de crianças e adolescentes consumirem a série. Leia o trecho da entrevista: 

“Não estou em nenhuma rede social, então nem pensei na possibilidade de crianças assistirem por essas mídias. Essa obra não é para elas. Estou perplexo que crianças estejam vendo. Espero que os pais e os professores ao redor do mundo sejam prudentes para que elas não sejam expostas a esse tipo de conteúdo”. 

Esse é o momento em que precisamos assumir aquele papel de “chatos” e explicar para os filhos que aquilo não foi feito para a idade deles. Principalmente por se tratar de uma fase de construção, onde são altamente influenciáveis e ainda não possuem um discernimento claro do que é certo ou errado.

Existe uma linha tênue entre a liberdade que nossos filhos precisam com os cuidados necessários nessa fase do crescimento. 

Bons pais também dizem não, mas explicam o porquê daquilo! 

Esteja atento! Um “não” que para eles pode parecer implicância, mas que, em algum momento, vão entender que se trata de amor, cuidado e proteção.