por Fernando Francischini

Maus tratos animais

Pandemia do abandono

A pandemia piorou um problema que já era grave: o abandono de animais domésticos. Se por um lado, o número de adoções aumentou durante os primeiros meses de isolamento, o retorno às atividades presenciais e a crise econômica levou muitos donos a largarem seus bichinhos na rua.

ONGs e protetores dos animais afirmam que a procura por adoção de cães e gatos teve um aumento de até 50% nos primeiros meses de pandemia. Mas o abandono superou esse número em 61%, entre junho de 2020 a março de 2021

A quantidade de animais nas ruas cresceu no mundo todo. A estimativa é de que são 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães abandonados no Brasil. Além da morte de tutores vítimas da Covid, a crise econômica trouxe mais dificuldades às pessoas e sobrou para os bichinhos. Abrigo e cuidadores também sofrem sem recursos e com a alta demanda.


Em Curitiba e região, os resgates de animais vítimas de maus-tratos ou abandono também aumentaram. De acordo com a Polícia Civil, foram 1,5 mil animais resgatados no ano de 2020, o que representa um aumento de 50% na comparação com 2019, quando houve cerca de 1 mil. Ainda segundo a polícia, de janeiro até o começo de 2021, foram cerca de 300.


Mas isso é crime! Está definido na Lei Federal n° 9.605/1998 e também é uma infração ambiental em Curitiba passível de multas (Lei 13.908/2011).

Pensamos nisso, apresentei um projeto de lei que cria a Campanha de Conscientização contra o Abandono de Animais no Paraná.

A iniciativa é conjunta com o deputado Anibelli Neto e pretende conscientizar a população de que o abandono de animais é crime, alertar sobre as responsabilidades assumidas na guarda ou criação e divulgar campanhas de denúncia sobre o abandono de animais. A primeira semana de dezembro foi escolhida para a realização das ações.

Pelo projeto, o estado pode buscar parcerias para desenvolver ações, campanhas e palestras para conscientizar a população.

A melhor maneira de combater o abandono de animais domésticos é promovendo a posse responsável e que os tutores saibam tudo o que está envolvido na adoção de um animal para que seja possível tomar essa decisão com segurança.


Foto IStock