por Fernando Francischini

Covid-19

Veneno de serpente brasileira inibe o coronavírus

O Brasil é mesmo um país espetacular! E a sua natureza exuberante também pode ajudar na busca mundial por um remédio contra o vírus que desafia a ciência e já matou milhões de pessoas em todo o planeta. Isso demonstra a importância da preservação ambiental e do investimento em pesquisas científicas.

Nesta corrida desesperada contra a Covid-19, cientistas do Instituto de Química da Unesp, em Araraquara (SP) descobriram uma molécula do veneno da jararacuçu capaz de inibir a ação do coronavírus. A serpente brasileira que vive na Mata Atlântica é a nova aposta da ciência para conter o avanço da doença no organismo humano.

Estudos feitos em laboratório mostraram resultados promissores. Os especialistas aplicaram um pedaço da proteína do veneno em células de macacos infectados com Covid e constataram que a capacidade do vírus se reproduzir caiu 75%. A molécula age em uma enzima do vírus que está presente em todas as variantes descobertas até o momento. No estudo, os cientistas reproduziram essa partícula em laboratório.

O grande desafio dos pesquisadores daqui pra frente é desenvolver rapidamente um medicamento eficiente contra a doença e que não provoque potenciais efeitos colaterais.

Os dados coletados pelos pesquisadores do Brasil são de extrema importância para a sequência das pesquisas e para a produção dos remédios indicados no tratamento de pessoas infectadas.

Além dos pesquisadores da Unesp, o trabalho envolveu cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com a Fiocruz, a picada da Jararacuçu pode causar hemorragia e ela é responsável por 90% dos envenenamentos por cobra no Brasil. Por isso, somente a molécula, manipulada em laboratório, é usada nesse estudo.

Já pensou se dá certo? Viva a ciência!
Parabéns aos cientistas brasileiros!!