• Meia Maratona de João Pessoa: os 21k mais quentes que já corremos

    Meia Maratona de João Pessoa: os 21k mais quentes que já corremos

    Em 2017, começamos um novo estilo de vida no mundo das corridas: viajar para correr! Fomos para o Rio de Janeiro fazer a Meia Maratona e, desde então, sempre que vamos viajar procuramos alguma prova no local ou, quando tem uma prova bacana que queremos fazer, organizamos uma viagem para tal. Com isso, além do Rio, já corremos em São Paulo, Florianópolis, Camboriú, Santos, Belo Horizonte, nos Estados Unidos, Canadá... E agora podemos riscar mais uma cidade: João Pessoa!

    Já estávamos com planos de morar no nordeste por alguns meses este ano, mas ainda não tínhamos definido as localidades ou datas. Em maio, achei a Meia Maratona de João Pessoa no Instagram: prova plana, internacional, em lote promocional... Por que não? A partir da inscrição, começamos a planejar o restante da temporada no nordeste.

    Chegamos em João Pessoa uma semana antes da prova, no dia 8 de novembro. Um calor que nem o mais nordestino estava aguentando. Fizemos alguns treinos de manhã e à noite para nos acostumarmos com a temperatura e já sabíamos que não seria nada fácil: em um sentido era um bafo de calor (mais para uma sauna) e a falta do vento. No oposto, o vento contra parecia um paredão!

    Pré-prova

    Na sexta-feira que antecedeu a prova fomos retirar o kit em um shopping. Filas e mais filas! Nos lembramos da retirada nada agradável da Meia das Gerais, em agosto, e já desanimamos. Mas, apesar da fila longa, os atendentes foram muito rápidos: scanner com QR Code, sacolas semi-prontas, agilidade. O kit veio com camiseta, viseira, alguns brindes de patrocinadores, como salgadinho e barra de cereal.

    Dia D

    Chegamos no local da prova com meia hora de antecedência, aproximadamente. Deixamos algumas coisas no guarda-volumes e fomos nos preparar para a largada. O tempo parecia estar bom, clima animado, locutor agitando a galera. Meu espírito não estava dos melhores, mas... Vamos lá.

    Largada às 6h da manhã. O percurso saia do Busto de Tamandaré e percorria a orla até Intermares, em Cabedelo, cidade vizinha a João Pessoa. Até os 5km estava tudo nos conformes, com ritmo bom. Mas foi só me melecar com uma suplementação que o negócio desandou. Esse negócio de hidratar e suplementar sem parar não é comigo, hahaha.

    Próximo dessa parada, a primeira surpresa da prova: um caminhão pipa banhava os corredores, maravilhoso! A vontade era de ficar por lá, tomando banho (vide outros corredores), mas precisávamos seguir rumo.

    Não sei ao certo qual o espaçamento das hidratações, mas em momento algum senti sede. Para nossa surpresa, todos os postos estavam com água bem gelada, essencial para beber e molhar o corpo, que estava fervendo. Perto dos 10k também tinha um posto com isotônico e muitos tambores para jogar o lixo no caminho.

    O retorno

    Tudo que vai, volta. E que volta. Foi difícil... além do sol que já pegava, um vento que segurava até canhão. Foi preciso força para conseguir chegar. Um pouco mais demorado do que o melhor tempo, mas com certeza com muita superação em um visual lindo.

    Agora a prova aos olhos de quem foi um pouquinho mais rápido do que eu!

    Fica para outra vez o sub 1h30 -- sem grilo, nenhum 

    Em 2019, fiz uma única meia maratona séria - a Meia de Curitiba, ainda em fevereiro, com 1h37. Depois, as meias maratonas foram sempre como preparação para a maratona: ou seja, em ritmo de treino longo. Ainda assim, fiz 1h35 na Meia Maratona Internacional de Curitiba, em agosto. Por outro lado, em uma prova de 18 kms em São Paulo, em julho, teria fechado os 21 kms para 1h27. 

    Logo, fechar em menos de 1h30 seria algo factível, em tese, especialmente por ser uma prova plana. Já no primeiro treino em João Pessoa, a percepção mudou: não adianta correr que nem louco, é preciso ser estratégico: o problema não era o calor, mas o vento. Optei por largar a um ritmo de 4’15/4’20 e seguir nele, o que já dificultaria baixar de 1h30, mas me permitiria sobreviver sem quebrar. 

    Mesmo com a sensação de mais de 30 graus já na largada, às 6 da manhã, cheguei ao retorno dos 10,5 quilômetros dentro da meta, mas sabia que, devido ao vento, iria perder tempo na segunda parte. Com a ventania na casa de 25/30 km/h contra, é como se você estivesse correndo em uma subida eterna. O tempo final foi de 1h33’20”. Esses três minutos foram justamente a diferença entre a primeira e a segunda metades e dão o tom da dificuldade.

    Dentro das condições oferecidas, o resultado foi bem positivo. Mesmo corredores de João Pessoa e de cidades próximas (como Recife, Maceió e Natal) reclamaram da intensidade do calor e, sobretudo, do vento. Mais uma prova concluída, mais bagagem na mente (sobre como encarar o calor e o vento) e mais uma cidade conhecida por meio da corrida. Dá para reclamar? 

     

    Confira o vídeo oficial da prova.

  • Amazing Runs e TRC Brasil anunciam parceria para a Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® 2020

    Amazing Runs e TRC Brasil anunciam parceria para a Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® 2020

    Duas das principais empresas organizadoras de corridas em trilhas do Paraná formaram uma parceria para ampliar e trazer ainda mais qualidade para a Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® - uma das maiores e mais importantes corridas trilha do Brasil. Com esta parceria, tanto a TRC Brasil quanto a Global Vita Sports, com o Circuito Amazing Runs, buscam trazer o máximo de qualidade e inovação para potencializar o projeto, unindo o que as duas empresas têm de melhor para cravar de vez a prova como uma das maiores da América Latina.

    "As empresas já são próximas há algum tempo e sempre concorreram de forma muito saudável no mercado. Somente agora para a edição de 2020 da Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® a parceria se concretizou. Não vemos a hora de ver até onde a Ultramaratona dos Perdidos ainda pode chegar", revela Ricardo Tourinho, co-fundador e diretor técnico da TRC Brasil. 

    “Sempre admiramos a Ultra dos Perdidos e a forma com que a TRC Brasil conduziu o projeto. Com a nossa entrada, queremos alavancar o projeto e dar ainda mais qualidade à experiência de prova dos atletas”, comenta Arthur Trauczynski, Diretor de Negócios da Global Vita Sports.

    Quem ganha com esta parceria são os atletas e as marcas que investem no trail run brasileiro. Serão duas empresas com profissionais capacitados atuando no planejamento estratégico de todas as fases do projeto, da criação do produto à entrega final da experiência. 

    Em comemoração ao lançamento da parceria, as inscrições estão com 15% de desconto durante a semana da Black Friday. Para utilizar o benefício basta inserir o código BLACKFRIDAY na finalização do  pedido.

    Serviço

    Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® 2020
    Data: 11/07/2020
    Distâncias: 4k, 13k, 25k, 45k e 80k
    Código de 15% de desconto: BLACKFRIDAY
    Inscrições: http://bit.ly/ultraperdidos2020 
    Realização: TRC Brasil e Global Vita Sports

  • Calendário de corrida de rua 2020

    Calendário de corrida de rua 2020

    Quem já está preparando o calendário de corridas para 2020, planejando as provas-alvo, as metas e os objetivos? Já temos algumas corridas propostas no calendário oficial de Curitiba e de outras regiões. Aproveite, pois várias delas já estão com as inscrições abertas.

    Esse calendário será atualizado conforme as provas vão sendo confirmadas. Temos provas de Curitiba, região e de estados vizinhos, como São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande. Sabe de alguma prova bacana que não está aqui? Mande para a gente!

     

    JANEIRO

    19/01 - Corrida da Ponte – 5km e 10km - https://www.globalvita.com.br/calendario/corrida-da-ponte

    19/01 – Discover Trail – 7,5km, 13,5km, 19km - https://www.glpromo.com.br/eventos-esportivos/discover-trail/93

    19/01 – Meia Maratona Foz do Iguaçu Uninter – 5km e 21km - https://www.ticketagora.com.br/e/MEIA-MARATONA-DE-FOZ-DO-IGUACU-UNINTER--2020-29127?origem=assessocor

    25/01 - Summer Night Run - 3,5km e 7km - https://www.eliteeventos.com/

    26/01 – Batel Run – 5km e 10km - https://www.glpromo.com.br/eventos-esportivos/eventos-esportivos-curitiba-26Jan-batel-run/79

     

    FEVEREIRO

    02/02 – Meia Maratona Internacional de São Paulo – 5km e 21km - https://www.ticketagora.com.br/Evento/28919/14-MEIA-MARATONA-INTL-SAO-PAULO-2020-?origem=assessocor

    09/02 - Meia de Curita – 5km, 10km e 21km - https://www.globalvita.com.br/calendario/meia-de-curita

    13/02 - Esquenta de Corridas – Barigui – 5km e 10km - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    15/02 – Naventura Ouro Fino – 7km, 15km, 33km, 55km - https://www.naventura.com.br/Orfn/Aprsntc.html

    16/02 – Evento Esportivo Smelj - https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/corridas-chanceladas-de-curitiba/3011

    23/02 – Meia Maratona Litoral PR - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

     

    MARÇO

    01/03 - Corrida Cross Country - local a definir - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    01/03 - Circuito Popular - 4km, 8km no Parque Tingui - https://www.eliteeventos.com/

    08/03 - Corrida da Mulher – 6km e 10km - https://www.globalvita.com.br/calendario/corrida-da-mulher

    08/03 – Trail to Woman – 6km e 12km - https://www.naventura.com.br/TrltWmn/Prcrss.html

    15/03 - Evento Esportivo Smelj - https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/corridas-chanceladas-de-curitiba/3011

    21 e 22/03 - Amazing Runs Ilha do Mel – 6km, 9km, 14km, 22km - https://www.globalvita.com.br/calendario/amazing-runs-ilha-do-mel

    22/03 – Circuito de Corridas Rústicas das Indústrias Etapa Copel – 5km, 9,9km e 20km - http://www.sesipr.org.br/corridasrusticas/

    29/03 – Circuito das Águas - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    29/03 – Athenas Run Faster São Paulo – 5km, 10km, 15km - https://iguanasports.com.br/athenas-15k-sp2020

     

    ABRIL

    05/05 – Corrida do Exército – 5km e 10km - https://www.eliteeventos.com/

    05/04 – Maratona de São Paulo – 5km, 21km, 42km - https://www.ticketagora.com.br/Evento/28913/26-MARATONA-INTL-DE-SAO-PAULO-2020?origem=assessocor

    16/04 – Esquenta de Corridas Barigui – 5km e 10km - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    18/04 – Naventura Canion Guartela – 6km, 15km, 25km, 42km - https://www.naventura.com.br/CnnGrtl/Aprsntc.html

    18 e 19/04  - Amazing Runs Garopaba – 5km, 10km, 27km, 50km - https://www.globalvita.com.br/calendario/amazing-runs-garopaba

    26/04 – Corrida Verde – Desafio 10 milhas - https://www.thomeesantos.com.br/

    26/04 - Corrida do Paraná Clube - 2,5km, 5km, 10km e kids - https://www.eliteeventos.com/

    26/04 – Meia Maratona Balneário Camboriú – 5km, 21km solo e dupla - http://www.correbrasil.com.br/meia-maratona-balneario-2020

     

    MAIO

    01/05 – Corrida Stadium Marathon – 6,5km, 11km, 16km - https://www.corridastematicas.com.br/stadium-marathon/page.html

    03/05 – Rio City Half Marathon - https://iguanasports.com.br/riocity-half-marathon-2020

    10/05 - CWB Night Run - 3km, 6km, 12km - https://www.eliteeventos.com/

    30/05 – Naventura Garopaba – 8km, 17km, 35km, 55km - https://www.naventura.com.br/Grpb/Aprsntc.html

    31/05 - Evento Esportivo Smelj - https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/corridas-chanceladas-de-curitiba/3011

    31/05 - Maratona de Porto Alegre - 7,5km, 21km, 42km - http://maratonadeportoalegre.com.br/

     

    JUNHO

    04/06 – Esquenta de Corrida Tingui – 4,4km e 9,8km - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    07/06 - Corrida do Artilheiro - 5km e 10km - https://www.eliteeventos.com/

    14/06 – Maratona de Floripa – 10km, 21km e 42km - https://www.42kdefloripa.com/

    13 e 14/06 – Maratona do Rio – 5km, 10km, 21km, 42km - https://www.ticketagora.com.br/Evento/28592/MARATONA-DO-RIO-2020?origem=assessocor

    14/06 – Meia Maratona Internacional de Curitiba - https://www.thomeesantos.com.br/

    21/06 – Naventura Canion da Faxina – 6km, 12km, 21km - https://www.naventura.com.br/Cnndfxn/Aprsntc.html

    21/06 - Corrida da Cavalaria - 2,5km, 5km, 10km e kids - https://www.eliteeventos.com/

    28/06 - Circuito Popular (segunda etapa) - 4km, 8km no Parque Náutico- https://www.eliteeventos.com/

  • 18ª edição da Corrida Arrastão MPR pela cidadania acontece em dezembro, em São Paulo

    18ª edição da Corrida Arrastão MPR pela cidadania acontece em dezembro, em São Paulo
    (Foto: Divulgação)

    Idealizada pelo preparador físico Marcos Paulo Reis, da MPR Assessoria Esportiva, e pela ONG Projeto Arrastão, a Corrida Arrastão MPR pela Cidadania chega à sua 18ª edição com novidades. Esse ano o evento acontecerá no domingo, 15 de dezembro, a partir das 7 da manhã, no Parque do Povo, na zona oeste de São Paulo, e os percursos de 5K e 10K serão montados na marginal do Rio Pinheiros. Buscando a interação familiar e o estímulo à atividade desde a infância, a corrida terá também baterias especialmente preparadas para crianças e adolescentes de 3 a 13 anos - com percursos de 50 a 400 metros de distância, dentro do parque.

     "Melhoramos ainda mais o evento para que todos possam aproveitar ao máximo essa grande festa de esporte e solidariedade. Convido você a correr, a se divertir e ajudar ao próximo por meio da Corrida Arrastão MPR Pela Cidadania, fechando mais uma temporada com saúde e sucesso", diz Marcos Paulo Reis.

    A renda líquida obtida na Corrida Arrastão MPR pela Cidadania será revertida ao Projeto Arrastão para manutenção de seu trabalho de acolhimento das famílias e de contribuição para o desenvolvimento das comunidades do Campo Limpo.

    O Projeto Arrastão

    Fundado em 1968, o Arrastão é uma organização sem fins lucrativos que faz o acolhimento e dá suporte às famílias da região do Campo Limpo, em São Paulo, que vivem em condição de pobreza. Esse trabalho de promoção humana e de desenvolvimento das comunidades é feito junto com estas famílias e dão origem aos programas oferecidos nas áreas de educação, cultura, geração de renda, habitação e qualidade de vida.

    Missão: formar cidadãos capazes de transformar a realidade e o meio em que vivem sempre considerando o espírito coletivo de não dar o peixe, mas ensinar a pescar. Compromisso: formação e crescimento das pessoas que constroem as comunidades de Campo Limpo e Taboão da Serra, buscando o desenvolvimento integrado e sustentável. Essência: o Projeto Arrastão é uma rede em movimento que valoriza o potencial de cada um, unindo inteligências individuais e coletivas, integrando as diferenças e criando vínculos que se fortalecem em uma trama forte.

    Impacto na comunidade: 13.735 atendidos nos programas educacionais e sociais; 2.628 atendidos na sede do Projeto; 11.107 atendidos em ações comunitárias e organizações parceiras; mais de 400 mil refeições servidas ao ano; 13 organizações beneficiadas pelos programas sociais e educacionais (escolas, universidades, organizações sociais).

    SERVIÇO

    18ª Corrida Arrastão MPR pela Cidadania

    Data: 15 de dezembro (domingo)

    Arena: Parque do Povo - Av. Henrique Chamma, 420, Pinheiros, São Paulo (SP)

    Largada adultos: 7 da manhã (abertura do parque 5h30)

    Largada infantil: a partir das 9h30 da manhã

    Modalidades: infantil, 5K, 10K

    Valor: R$ 99,90 (adulto); R$ 59,90 (infantil)

    Inscrições: https://iguanasports.com.br/corrida-arrastao-mpr-cidadania

    No Instagram @projetoarrastao

    Hashtags #corridapelacidadania2019 #projetoarrastao

  • Corrida do Tingui terá sua última edição em dezembro de 2019

    Corrida do Tingui terá sua última edição em dezembro de 2019

    Com sua primeira edição em 1995, a Corrida do Tingui, tradicional e mais antiga corrida de rua de Curitiba, terá a sua última edição no domingo, 15 de dezembro. A largada será às 7h, no Parque Tingui, de provas de 5kms, 10 kms, caminhada e corrida kids. As inscrições podem ser feitas no site http://bit.ly/tingui2019 e custam a partir de R$44,90 mais taxas.

    Criada pelo professor Tadeu Natálio, diretor técnico da Global Vita Sports,  organizadora da prova junto à Associação Procorrer, a Corrida do Tingui fez parte do calendário de diversos corredores de Curitiba e região nos últimos anos.  A prova ficou famosa por suas subidas que desafiaram os participantes sempre ao final da temporada esportiva.

    “É uma prova tradicional, com realização ininterrupta por mais de 20 anos, e já deixa saudade, mesmo antes da última edição. Será a chance de relembrar histórias, momentos de perceber como a corrida de rua evoluiu nos últimos anos. Novos projetos virão pela frente e a Corrida do Tingui será uma agradável lembrança para os apaixonados por corridas de rua. Teremos muitas novidades em 2020, aguardem”, avisa Arthur Trauczynski, diretor de negócios da Global Vita Sports.

    Serviço

    A ÚLTIMA CORRIDA DO TINGUI
    QUANDO: domingo, 15 de dezembro de 2019
    ONDE: Parque Tingui - Estacionamento Memorial Ucraniano – Curitiba-PR
    DISTÂNCIAS: 5km | 10km | Caminhada | Corrida Kids
    HORÁRIO: 5KM e 10KM: 07h00
    CORRIDA KIDS: 08h30
    INSCRIÇÕES: http://bit.ly/tingui2019_
    REALIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO: Global Vita Sports | Associação Procorrer

  • As alterações de percurso da Maratona de Curitiba

    As alterações de percurso da Maratona de Curitiba

    Agendada para 17/11, prova, considerada a última das grandes maratonas do país, traz algumas mudanças que exigem atenção dos corredores

    A Maratona de Curitiba fecha o calendário das provas de 42 quilômetros do Brasil. Conhecida por ser uma das provas mais duras do país – levando em conta apenas as capitais –, a corrida já conta com mais de 7 mil atletas confirmados, considerando os inscritos nos 5, 10 e 42 (solo e em dupla) quilômetros. Em termos de altimetria, não há muita variação em relação ao ano passado, mas há alguns pontos de atenção. Se a prova fosse dividida em 4 trechos de 10,5 quilômetros, podemos afirmar:

    - Trecho 1 (do 0 aos 10,5 kms) – Há uma grande variação de altimetria a partir do quilômetro 6 até quase o 10. Trata-se da fase que pega a descida constante da Avenida Iguaçu e, na sequência, a subida da Arthur Bernardes, que vai recuperar todo o declive anterior.

    - Trecho 2 (dos 10,5 aos 21) – Trata-se de uma fase mais plana. Há uma variação média dos kms 15 aos 17, nos bairros do Capão Raso/Pinheirinho: exatamente em uma das novas partes da prova.

    - Trecho 3  (dos 21 aos 31,5) – É um ponto de bastante atenção, já que vai se dar em sua grande maioria em descida – embora, dos quilômetros 25 ao 27, conte com as subidas longas da Marechal Floriano Peixoto.

    - Trecho 4 (dos 31,5 aos 42) – Se depois dos 30 já é desafiador tradicionalmente, aqui a Maratona de Curitiba dificultou ainda mais o processo. Será basicamente tudo em subida: com uma leve descida nos kms 37/38.

    Mudanças na prova

    Largada – Em anos anteriores, a largada ocorria no Centro Cívico, fazendo um retorno no Shopping Mueller e seguia pela Mateus Leme, fazendo uma espécie de “círculo” pela região do Ahú e Juvevê, passando em frente ao Museu Oscar Niemeyer. Agora, os corredores seguem direto pela Cândido de Abreu rumo a Augusto Stelfeld. Para quem é de fora da cidade, o novo percurso retira a passagem em frente ao Museu do Olho, ponto turístico da capital. 

    Região do Capão Raso/Pinheirinho – Os corredores estavam acostumados a seguir pela Rápida Sentido Bairro e fazer o retorno próximo ao Colégio Madre Clélia. Agora, o percurso incluiu uma curva à direita, onde serão percorridas 8 quadras, predominantemente em descida, com retorno para a Rápida -- desta vez, em subida.

    Jardim Botânico – Na fase final da prova, ao invés de fazer um retorno curto na Av. Dario Lopes dos Santos (rua da Vila Capanema), os corredores vão seguir até o Jardim Botânico e retornar por dentro do bairro. A região é recheada de curvas e conta com trechos de parelelepípedo, o que pode se tornar um desafio maior para os corredores já fadigados. Para os turistas, não será possível ter uma visão muito clara do Jardim Botânico, já que a prova chega perto apenas de um acesso lateral.

    Ficou com alguma dúvida do percurso? Quer saber algo mais sobre a prova? Entre em contato pelos nossos canais: IG @nomadescorredores e @bomdedica

  • O conceito da antifragilidade: a relação entre a corrida e os investimentos

    O conceito da antifragilidade: a relação entre a corrida e os investimentos

    O livro “Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos”, do analista de risco Nassim Nicholas Taleb, desenvolve um conceito para ser usado na economia. Para entendermos melhor, vale compreender o conceito de fragilidade, de acordo com o dicionário:

    1. que se espedaça ou quebra facilmente; quebradiço. 2. que enguiça ou se danifica com facilidade; delicado. 3. falta de vigor físico; franzino; debilitado. 4. pouco estável; sem solidez.

    Trazendo isso para a economia e investimentos, a lógica é a seguinte: há uma série de variáveis incontroláveis no momento de aplicar os seus recursos. Exemplo: todos os fundamentos de uma ação podem se mostrar positivos, mas uma crise política afetar todo o cenário e fazer com que o investimento seja afetado. De forma muito simples, ao entender e aceitar a própria antifragilidade, o investidor é capaz de se sair melhor neste verdadeiro caos, tomando as decisões mais acertadas para aquele momento.

    Com o passar do tempo, ser capaz de lidar com esse tipo de situação faz com que o investidor busque conhecimento e confiança: é como se o caos contribuísse no desenvolvimento desta pessoa. “A antifragilidade não se resume à resiliência ou à robustez. O resiliente resiste a impactos e permanece o mesmo; o antifrágil fica melhor. Essa propriedade está por trás de tudo o que vem mudando com o tempo: a evolução, a cultura, as ideias, as revoluções, os sistemas políticos, a inovação tecnológica, o sucesso cultural e econômico, a sobrevivência das empresas...”, escreve Taleb, em seu livro.

    A metáfora com a corrida

    Lendo um livro que apresentou o conceito de antifrágil, me passou à cabeça a relação com a corrida. Temos que buscar ser corredores antifrágeis e isso, assim como com os investimentos financeiros, só com o tempo, treino e paciência – algo que falta a quase todo mundo, inclusive este que vos escreve.

    Por mais que você se prepare para uma prova, no volume, no fortalecimento, na dieta, suplementação, entre outros pontos, há uma série de fatores que estão longe do controle de um corredor, em especial o clima: calor ou frio; vento contrário; chuva, sol ou neve; umidade alta ou baixa; altimetria. É muito provável que, em determinado momento, o corredor precise tomar decisões importantes, sob o efeito do cansaço físico e mental, especialmente em provas longas ou nas tentativas de quebrar suas melhores marcas.

    Um dos grandes desafios é descobrir o que deu errado nas tentativas de tentar ser um corredor melhor. Há todo o aspecto de treinos e fortalecimento, mas também as tentativas de treinar a mente para suportar aquela carga e intensidade. Na introdução do livro, Taleb fala sobre “apreciar o erro”:

    “O antifrágil aprecia a aleatoriedade e a incerteza, o que também significa — acima de tudo — apreciar os erros, ou pelo menos certo tipo de erro. A antifragilidade tem uma propriedade singular de nos capacitar a lidar com o desconhecido, de fazer as coisas sem compreendê-las — e fazê-las bem. Permita-me ser mais incisivo: somos muito melhores agindo do que pensando, graças à antifragilidade. Eu preferiria ser ignorante e antifrágil a extremamente inteligente e frágil, em qualquer ocasião”.

    Trata-se de um aprendizado e de uma reflexão, que serve para inúmeros aspectos da vida, incluindo a corrida.

     

  • Quanto custa correr as majors?

    Quanto custa correr as majors?

    Já mostramos no blog a época do ano em que são realizadas Majors. Trata-se de um conjunto de 6 maratonas, composto por Boston, Chicago, Nova Iorque, Londres, Berlim e Tóquio, que são consideradas as principais maratonas do mundo. Além de sorte (pois a maioria das provas tem sorteio) e competência, é preciso excelente planejamento financeiro para garantir a Six Star Medal. Ao todo, no mundo, pouco mais de 6 mil pessoas conseguiu obter essa medalha, sonhada por muitos.

    Só as inscrições das seis provas custam em média R$ 5 mil – sem entrar no mérito de deslocamento, hospedagem, alimentação, entre outros. Além disso, Chicago e Boston têm cortes notórios que exigem muito treino, mas em todas elas quanto melhor a sua performance, maior a chance de participar. Por exemplo, na categoria 30-34 anos masculina, há a necessidade de fazer uma maratona abaixo de 3 horas para ter direito a participar de Boston com o índice e de ter mais chances nas demais provas. Nela, que é considerada a maratona das maratonas, a inscrição é feita de acordo com a performance de cada atleta. Ou seja, quanto melhor o resultado, mais chances de garantir a sua vaga.

    Confira, abaixo, mais informações sobre as provas:

    Maratona de Berlim

    Data: 27 de setembro de 2020

    Número de participantes: 47 mil corredores

    Valor da inscrição: 125 euros, aproximadamente R$ 550

    Como se inscrever: É preciso se inscrever no site da Maratona. Haverá um sorteio para definir quem vai correr. Quanto melhor o seu desempenho em provas classificatórias, maior a chance de ser selecionado.

    Site: https://www.bmw-berlin-marathon.com/

    --

    Maratona de Boston

    Data: 20 de abril de 2020

    Número de participantes: Máximo de 35 mil

    Valor da inscrição: US$ 240 dólares, o equivalente a cerca de R$ 960

    Como se inscrever: É preciso comprovação de índice para participar da prova. Cada faixa etária e gênero contam com diferentes performances. https://www.baa.org/races/boston-marathon/enter/qualify

    Site: https://www.baa.org/

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    Maratona de Chicago

    Data: 13 de outubro de 2019

    Número de participantes: Aproximadamente 45 mil

    Valor da inscrição: US$ 230 dólares, o equivalente a cerca de R$ 920

    Como se inscrever: É preciso comprovação de índice para participar da prova. Cada faixa etária e gênero contam com diferentes performances. https://www.baa.org/races/boston-marathon/enter/qualify

    Site: https://www.chicagomarathon.com/

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    Maratona de Londres

    Data: 26 de abril de 2020

    Número de participantes: Aproximadamente 40 mil

    Valor da inscrição: A inscrição custa 80 libras, cerca de R$ 400

    Como se inscrever: É preciso se inscrever no site da Maratona. Haverá um sorteio para definir quem vai correr. Quanto melhor o seu desempenho em provas classificatórias, maior a chance de ser selecionado.

    Site: https://www.virginmoneylondonmarathon.com/en-gb/

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    Maratona de Nova Iorque

    Data: 01 de novembro de 2020

    Número de participantes: Aproximadamente 52 mil

    Valor da inscrição: A inscrição custa US$ 358, cerca de R$ 1.450.

    Como se inscrever: É preciso se inscrever no site da Maratona. Haverá um sorteio para definir quem vai correr. Há inscrições para pessoas que correram outras provas da organizadora ou contribuem em eventos de caridade. Quanto melhor o seu desempenho em provas classificatórias, maior a chance de ser selecionado.

    Site: https://www.nyrr.org/tcsnycmarathon

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    Maratona de Tóquio

    Data: 1 de março de 2020

    Número de participantes: Máximo de 38 mil inscritos

    Valor da inscrição: A inscrição custa 18,2 mil ienes para estrangeiros, o equivalente a aproximadamente R$ 700.

    Como se inscrever: Há preferência para os japoneses. Haverá sorteio para definir quem vai correr. Quanto melhor o seu desempenho em provas classificatórias, maior a chance de ser selecionado.

    Site: https://www.marathon.tokyo/en/

  • Maratoninhas está com inscrições abertas

    Maratoninhas está com inscrições abertas
    (Foto: @lutakatfc/ Fotop)

    Vem aí a segunda edição do Maratoninhas, dia 20 de outubro. O evento é exclusivo para os pequenos corredores e acontece na Pista de Atletismo da Universidade Positivo. Crianças de dois a 12 anos podem participar das provas que serão de 50 a 800 metros. Na primeira edição, realizada em maio deste ano, 300 atletinhas participaram da prova. No dia da corrida, todo o espaço destinado à competição é tomado por diversas estações brincantes para deixar tudo bem voltado para os atletas mirins, com muitas brincadeiras retrô, artes marciais e oficinas circenses como acrobacias e malabares.

    As inscrições do lote promocional custam R$ 69 e incluem mochilinha Maratoninhas, camiseta atletinha, número de peito com o nome da criança, chip de cronometragem e medalha de participação. Ao final da prova, todos receberão um kit com água e fruta. As inscrições podem ser feitas no site www.gopanda.com.br e no www.ticketagora.com.br até dia 13/10. Mais informações pelo e-mail maratoninhas@gmail.com e nas redes sociais @maratoninhas.

     

    Categorias

    50m – atletinhas de 2 e 3 anos (nascidos em 2016 e 2017)

    100m – atletinhas de 4 e 5 anos (nascidos em 2014 e 2015)

    200m – atletinhas de 6 e 7 anos (nascidos em 2012 e 2013)

    400m– atletinhas de 8 e 9 anos (nascidos em 2010 e 2011)

    600m– atletinhas de 10 e 11 anos (nascidos em 2008 e 2009)

    800m – atletinhas de 12 e 13 anos (nascidos em 2007 e 2006)

     

    Serviço

    O que: 2º Maratoninhas

    Quando: 20 de outubro – 1ª largada às 9h

    Inscrições: lote promocional R$ 69 por criança – www.gopanda.com.br e www.ticketagora.com.br

    Informações: maratoninhas@gmail.com ou @maratoninhas

    Produção: Maratoninhas – Corridas de Rua Infantis

  • Maratona das Gerais: será que sempre melhora?

    Maratona das Gerais: será que sempre melhora?

    A quarta maratona foi conquistada com muito suor, calor e subidas em 3h21m08s, na acidentada Belo Horizonte, 17 minutos a menos do que o resultado obtido em Florianópolis no ano passado

    Não escondo de ninguém que tenho um objetivo com a corrida: fazer uma maratona por ano. Nós nos inscrevemos (eu nos 42 kms e a Fer nos 21) antes da virada do ano na Maratona das Gerais, em Belo Horizonte. Era uma prova nova, barata (quase um terço do valor da São Silvestre deste ano) e em uma cidade que eu não conhecia. Para quem segue os nossos perfis no instagram, o @nomadescorredores e o @bomdedica, sabe que gostamos de viajar e sempre inserir uma corrida no roteiro. Dessa vez, a corrida foi a razão da viagem.

    Na chegada, na sexta-feira pré-prova, percebemos que não seria brincadeira. Apesar de conhecermos a altimetria, as subidas da região central de Belo Horizonte deram um frio na barriga. Quando fomos buscar o kit, seguimos de metrô em boa parte do trecho pelo qual a prova passaria: sim, as subidas eram longas e constantes. Será que daria para fazer as 3h20 sonhadas? Lembrando que meu recorde era de 3h38, em Florianópolis.

    A Maratona

    Seguimos para a Cidade Administrativa de BH com o ônibus/metrô fornecido pela organização, e a largada ocorreu pontualmente às 6h30. Sabia que o trecho da prova mais pesado seria os 21 kms iniciais. Mesmo assim consegui manter um ritmo de 4’35/4’40 por km, fechando a meia maratona para 1h38. O combinado com o meu treinador seria manter o ritmo entre 4’40 e 4’55. No meu planejamento, no segundo trecho, por ser mais plano, eu teria pernas para forçar entre 4’20 e 4’30 até o fim.

    Assim o fiz até o km 37, quando aquele leve incômodo na panturrilha esquerda, que já vinha me acompanhando desde o km 25 aproximadamente, se tornou uma daquelas fisgadas de cãibra. Toda maratona tem um momento decisivo e este foi o meu: optei por ser conservador e não deixar a cãibra estourar de vez. Acelerava quando podia e reduzia o ritmo quando sentia que a situação apertava. Meu medo era: se tivesse que parar para alongar, perderia 2/3 minutos preciosos.

    Saldo final: fechei a prova em 3h21m08s. Ainda consegui encontrar a Fer para chegarmos juntos – um momento único para toda a minha vida. Ao todo, foram 643 metros de elevação em toda a prova: a título de comparação, a Amazing Runs Graciosa (meia maratona que sobe a Serra da Graciosa) teve uma variação de 908 metros – dados do meu Strava.

    Ou seja, considerando a dificuldade da prova, não posso nem pensar em ficar chateado com esse 1 minuto acima do que havia projetado. Tenho convicção de que, em uma prova mais plana, meu tempo seria próximo das 3h15. Um puta orgulho, de verdade. E que venha Porto Alegre, em 2020!

    O caminho até a Maratona das Gerais

    - 1.479 kms rodados entre janeiro e 15/08;

    - Média de 197,5 quilômetros por mês;

    - O pico de treino foi em junho (devido à concentração de 5 treinos longos) de 255,6 kms;

    - De janeiro a março, treinava 3x na semana; a partir de abril, foram 4x na semana (além de fortalecimento com pilates e funcional).

    Sobre a Maratona das Gerais

    Para quem quer fugir do circuito mais tradicional de maratonas, é uma prova diferente. Ela não ocorreu em um período de dez anos, até ser reativada, no ano passado. Neste ano, em sua segunda edição, ela teve pontos altos e baixos:

    Pontos altos

    - Valor (R$ 75)

    - Percurso (apesar de duro, é uma prova bonita de se correr)

    - Fugir do circuito tradicional de provas brasileiras

    - Kit com bom custo-benefício para o valor investido

    - Transporte até o local de largada (apesar da falta de informação ele funcionou direito)

    - Facilidade em conversar com a organização

    Pontos baixos

    - Hidratação (só tinha um posto de isotônico para os 42 e nenhum para a meia. Apesar de eu ter pego gel em dois pontos, a Fer não recebeu em nenhum)

    - Falta de apoio e divulgação na cidade (poucas pessoas na rua, muita gente sem conhecimento sobre a prova)

    - Problemas na retirada do kit (mais de 1h30 de espera)

    Para quem quiser se desafiar, a prova já está com data para 2020: 16/08. Inscrições em breve. Mais informações em http://www.byjapao.com.br/site/.

  • O que o valor da São Silvestre indica sobre o mercado de corridas de rua

    O que o valor da São Silvestre indica sobre o mercado de corridas de rua

    Inscrição para a principal prova do país custa R$ 197,50, o equivalente a 19,8% do salário mínimo;

    Corrida de rua mais conhecida do Brasil, a São Silvestre abriu suas inscrições ao preço de R$ 197,50 – sim, você não leu errado. É o equivalente a 19,8% do salário mínimo atual, de R$ 998. Este valor será mantido até 22 de novembro (ou seja, pode aumentar ainda!). Mais do que criticar o preço – o que se tornou motivo de inúmeros memes e piadas nas redes sociais –, a ideia deste post é discutir o que significa este valor pensando no mercado de corridas de rua do país.

    Não é incomum encontrar corredores que iniciaram neste universo com um propósito bem específico: finalizar a São Silvestre. Dali em diante, acabaram gostando e partiram para outros desafios: 5, 10, 21, 42, ultras. Nós fizemos a São Silvestre em 2013: particularmente, não é o tipo de prova que me atrai.

    Os motivos? É mais festa do que corrida e há muita gente. Quando fizemos, levamos mais de 30 minutos para passar o pórtico, e os primeiros 5 quilômetros foram intransitáveis pela quantidade de pessoas nas vias. Particularmente, entendo valer fazer o investimento em outras grandes provas do que a SS – especialmente se você precisa viajar --, mas isso é algo muito pessoal.

    Uma baliza de preços

    O que não se pode negar é que, assim como a SS é a porta de entrada para muitos corredores, ela também baliza e indica os preços de provas Brasil afora. Via de regra, a SS lota todos os anos (cerca de 30 mil corredores) e deve ser assim mais uma vez, até em razão de sua mística.

    Portanto, muitos organizadores continuam a subir os valores da prova, criando uma espiral complexa: quanto maior o valor da prova, mais o corredor espera do kit (qualidade da camiseta, itens distribuídos por patrocinadores, o que se entrega no pós-prova e etc). 

    Dentro desta lógica, a tendência é que os valores continuem a subir, pois o organizador tem mais custos e novas demandas, e o consumidor (corredor) se torna ainda mais exigente – sentindo que tem mais razões para reclamar. Ou seja, em linhas gerais, torna-se uma relação que começa a fugir daquilo que parecia ser seu objetivo: a organização de uma prova com distância aferida, com hidratação e segurança.

    O que esperar de uma prova?

    Essa é uma questão complexa, porque cada pessoa pode ter uma resposta – e, além disso, existem diferentes perfis de corredores. Eu, particularmente, espero uma aferição correta da distância, segurança (especialmente em provas grandes, que trancam o trânsito de grandes cidades e irritam muitos motoristas malucos por aí), hidratação adequada e organização para a retirada do kit – se houver uma expo, melhor ainda.

    Medalha é legal? Sim. Mas confesso que tenho muito mais recordações das provas do que da medalha em si. Camiseta é bacana? Sim. Mas estou disposto a pagar um valor menor por uma inscrição sem camiseta e sem medalha, por exemplo, desde que haja uma diferença de valor entre os pacotes oferecidos pelas organizações. Sei que há vários corredores com o meu perfil espalhados pelo Brasil, assim como aqueles que não abrem mão de um mega kit.

    Chegamos em um ponto no qual as principais praças do Brasil contam com eventos semanais. Em Curitiba, quase todos os finais de semana temos uma prova para fazer – e o mesmo acontece em outras praças, como São Paulo e Rio de Janeiro, muitas vezes até com mais de uma prova no dia. E a questão é: até quando as provas serão viáveis com o aumento contínuo dos preços?

    Em última análise, nós, corredores, teremos que fazer o filtro do que vale o investimento de tempo e dinheiro e daquelas que não merecem ser valorizadas, até mesmo para que o mercado amadureça.

  • 58ª Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama em São Paulo

    58ª Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama em São Paulo

    O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) realiza, no dia 29 de setembro, a 58ª edição da Corrida e Caminhada contra o Câncer de Mama em São Paulo. Organizado pela Life Marketing Esportivo com o apoio da Prefeitura da cidade, o evento ocorre a partir das 7h, no Campo de Marte, e terá os percursos de corrida de 5km e 10km e caminhada de 3km. As inscrições podem ser feitas no www.corridaibcc.com.br.

    A corrida é uma forma de engajamento na luta contra a doença que mais mata mulheres no país, mostrando a prevenção e detecção precoce, por meio do autoexame e da mamografia, como fator de superação. A cada ano, quase 60 mil novos casos surgem no Brasil e podem ser curados em mais de 90% dos casos, se diagnosticada em fase inicial. Além da conscientização, a prática de atividades esportivas contribui muito para uma vida saudável. 

    Os valores líquidos arrecadados pela Corrida serão revertidos para a Campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda”. Em 2018, o evento reuniu mais de 8 mil pessoas entre participantes e acompanhantes, em um dia especial para comemorar a vida. Os participantes procuram bater recordes pessoais, mas são as histórias de vida de cada um que fazem a diferença. Este ano, a corrida abre o calendário de ações da campanha Outubro Rosa que será realizada pelo instituto. 

    A Corrida

    Criada em 1999, o evento fitness já faz parte do calendário de milhares de pessoas, atletas ou não, que todos os anos vestem a camisa estampada com o alvo azul. O IBCC já realizou 57 edições do evento em mais de 10 cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Blumenau, Brasília, Curitiba, Recife, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, Florianópolis e Porto Alegre.

    Confira a programação do evento:

    06h40 – Alongamento Geral
    07h00 – Largada PCD
    07h05 – Largada 5K / 10K
    07h40 – Largada Caminhada 3K
    08h30 – Premiação aos Primeiros Colocados
    11h00 – Encerramento do Evento

    Campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda”

    A Campanha "O Câncer de Mama no Alvo da Moda" foi idealizada em 1994 por Ralph Lauren, que após acompanhar a luta de sua amiga e jornalista Nina Hyde contra o câncer de mama decidiu que precisava usar a moda para falar com as mulheres sobre esse assunto. Criador do alvo azul, ele fez muito mais do que isso.

    Sua campanha, abraçada pelos seus colegas do Council of Fashion Designers of America (CFDA), fez sucesso nos EUA e chegou ao Brasil em 1995, com a escolha do IBCC como detentor exclusivo da marca. Há 27 anos, os recursos arrecadados pela campanha têm sido utilizados na melhoria do atendimento aos pacientes e na conscientização da população em geral com relação à importância da prevenção e da detecção precoce da doença.

    Serviço - 58ª Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama

    Dia: 29/09/2019 (domingo)

    Local: Campo de Marte, em São Paulo

    Inscrições: www.corridaibcc.com.br

  • O relato de um Iron Man

    O relato de um Iron Man

    Por Leonardo Dambiscki*

    Uma prova de Iron Man consiste em nadar 3,8 kms, pedalar 180 kms e correr uma maratona (42 kms) em sequência. Na natação, o tempo máximo é de 2h20; o ciclismo precisa ser fechado em até 10h30 após a última onda de largada, com corte intermediário no km 146,5, às 16h10. E a duração máxima da prova é de 17 horas.

    “Desde que comecei a praticar o Triathlon em 2008, meu sonho era realizar um Ironman. Em 2012, parei com o tri e voltei no final de 2017, justamente com a ideia de fazer o Iron em 2019. Foram quase 2 anos de treinamento para a prova. A preparação foi muito cansativa: quase dois anos em função desta prova, 7 dias por semana de treinos. Nos últimos três meses, a preparação se intensifica: são 1,2 mil kms de bicicleta, de 150 a 170 kms de corrida e em torno de 60 kms de natação a cada mês.

    Além do treino em si, a nutrição é ajustada para a performance: ter a quantidade de energia necessária é a principal preocupação. Também fiz muita recuperação pós-treino, com banheira de gelo, bota compressiva, entre outros métodos. Quanto mais recuperasse, melhor seria para aguentar a intensidade dos treinos. O recovery e a nutrição são importantes para conseguir dar sequência aos treinos. Você pedalou 70 kms em um dia e tem mais 70 no dia seguinte ou a corrida e a natação.

    O propósito era realizar a prova em Florianópolis, no último dia 26 de maio. A prova, em si, é surreal. Não falo só do dia, mas do clima e de tudo que ronda a cidade nos dias que antecedem a prova. Não tem explicação.

    O grande dia

    Eu dividi a prova em partes: a natação em duas pernas; o ciclismo e a corrida também (4 voltas de 10,5 kms), exatamente como eu fiz com os treinos. Aquela ansiedade na largada. Pretendia fazer a natação para 1h07 ou 1h10. Quando saí da água, tinha feito minha natação para 1 hora cravado. Fiquei muito feliz e isso me deu um gás para o pedal. Passei os primeiros 120 quilômetros muito bem, com média de velocidade de 35,5 km/h.

    A partir daí, senti bastante. Cãibras e muito vento no ciclismo, fazendo com que tivesse que diminuir muito o meu ritmo, pois, ao terminar a bike, tinha nada mais nada menos do que uma maratona para correr. Nessa hora, vem à cabeça tudo o que passei: dois anos treinando embaixo de chuva, no frio. Isso fica muito forte na memória, e eu tive muita ajuda, muitas pessoas me acompanhando no aplicativo (que permite acompanhar em tempo real o desempenho).

    Eu sabia que não dava para abandonar e coloquei na cabeça que estava treinado, ainda que com todos os altos e baixos da prova. Mesmo com as dificuldades, fiz um pedal muito bom, com 33,3 km/h de média.

    Saí para a corrida: 42 quilômetros pela frente, já com as pernas cansadas. Eram 4 voltas de 10,5 quilômetros. Nas 2 primeiras, tudo muito bem, dentro do que tinha estipulado: média de 5’ de pace. Na terceira volta, tudo caiu. Senti muitas dores e cãibras. 

    Minha meta sempre foi terminar abaixo de 11 horas. Quando abri a última volta da corrida, mudei a configuração do meu relógio para o tempo total da prova. Se eu mantivesse o ritmo, não conseguiria atingir o meu objetivo. Decidi administrar: forçava o ritmo, se a sensação de cãibra viesse, eu reduzia. Foi muito na raça para fechar a prova em 10h56m56s. Uma realização pessoal e uma sensação indescritível de atingir o objetivo proposto.

    Um ironman não tem explicação: só fazendo um para entender o que é!”

    *Formado em educação física e sócio fundador da CF Trainer; Terminou seu primeiro Iron Man em Florianópolis, no último 26 de maio

     

  • Corrida anos 80 encerra inscrição nesta terça-feira

    As inscrições para a 80`s Night Run se encerram nesta terça-feira (16). A corrida será no dia 20 de julho no Parque Barigui, a partir das 20 horas, com percursos de 5 e 10 quilômetros. As inscrições estão abertas no site https://ticketagora.com.br/e/80-s-night-run-7961

    “É um percurso ótimo para a diversão entre amigos, fazer uma atividade física e ainda relembrar momentos incríveis dos anos 80, que curiosamente era uma época em que número de praticantes de corridas de rua era muito menor. Será uma prova inesquecível”, explica o diretor de negócios da Global Vita Sports, Arthur Trauczynski. Toda a temática, o kit do atleta e as músicas vão fazer parte da festa que será uma viagem no tempo.

    A escolha do local também se tem uma relação com o propósito da prova. Na década de 1980, o Parque Barigui abrigava um parque de diversões com brinquedos como roda gigante, carrinho bate-bate e trem fantasma, além do passeio romântico de pedalinho pelo lago do parque. Hoje, é o principal ponto de encontro de assessorias de corrida e praticantes de esportes ao ar livre.

    Serviço

    Data: sábado, 20 de julho de 2019
    Horário: 20 horas
    Local de Chegada e Largada: Parque Barigui, Curitiba-PR
    Distâncias: 5km / 10km
    Inscrições: https://ticketagora.com.br/e/80-s-night-run-7961
    Realização e Organização: Associação Procorrer e Global Vita Sports

  • A corrida por razões psicológicas

    A corrida por razões psicológicas
    (Foto: Otávio Imamura)

    Cada vez mais, as pessoas estão correndo por razões psicológicas em vez de físicas. Essa é, pelo menos, uma das conclusões possíveis tiradas do estudo "The State of Running 2019”, elaborado pelo site RunRepeat.com e a Federação Internacional de Atletismo. Para chegar a essa afirmação, a pesquisa estabelece quatro razões para correr: psicológicas, sociais (reconhecimento e aproximação social), físicas e realização pessoal -- (competição ou metas pessoais). Nesse contexto, tomando como base o tempo de fechamento de provas dos participantes entre 1986 e 2018, um aumento de pessoas viajando para correr e o envelhecimento dos atletas amadores, o estudo chegou a essa conclusão. Publicamos a primeira parte da análise da pesquisa, mostrando que as mulheres já são maioria entre os corredores.

    De acordo com a pesquisa, há uma mudança da competição pela busca pela experiência. Muitos corredores relatam um foco maior nos benefícios psicológicos gerados pela atividade física do que a realização pessoal para buscar uma melhor performance. No entanto, há uma ponderação: como a corrida é um esporte acessível para boa parte das pessoas, é possível que haja um novo perfil de corredores, menos baseado na performance. Isso não significa que o corredor "raiz" (mais focado em seu tempo) tenha deixado de existir. 

    Corredores mais lentos

    O estudo constata que, hoje, os corredores são mais lentos do que no passado -- os homens, em especial. Em 1986, a média de conclusão de maratonas era de 3h52, número que subiu para 4h32 no ano passado. Há uma diferença considerável de 40 minutos -- 8 quilômetros a um pace de 5 min/km neste intervalo de 28 anos. 

    De fato, conforme é possível enxergar no gráfico abaixo, os resultados de 2018 estão no pico da performance média dos amadores do globo. Isso, em tese, indica um perfil de corredores mais focados em obter uma experiência e saber o que significa correr uma maratona do que interessados em performance.

    Nesse contexto, o gênero tem diferença quando se observa o gráfico abaixo. Os homens seguem aumentando o seu tempo para a conclusão das provas, mesmo com uma leve redução no crescimento a partir de 2001. Entre 1986 e 2001, o tempo de conclusão de provas de 42 kms masculino saltou de 3h48 para 4h15 -- a partir de 2001, o aumento foi de 7 minutos, atingindo 4h22.

    No caso das mulheres, elas estão ficando mais lentas, mas em menor intensidade do que os homens. Entre 1986 e 2001, houve um aumento de 15% na velocidade média de fechamento de maratonas: de 4h18 para 4h56. No entanto, a partir de 2001, houve queda de 1.3%.

    Mais velhos

    A média de idade dos corredores está aumentando. Em 1986, era de 35,2 anos e saltou para 39,3 anos em 2018. Uma das hipóteses do estudo é que as pessoas estão iniciando na corrida com mais idade -- os dados das corridas de 5 kms indicam isso, ao menos, com um aumento de 32 anos para 40. O mesmo ocorreu nas demais modalidades: 10 kms, de 33 para 39 anos; 21 kms, de 37,5 para 39 anos; e maratonistas, de 38 para 40 anos.

    - Comentário: No nosso caso, começamos a correr antes dos 30 anos, mas por uma razão específica e objetiva: emagrecer. Correr é um dos exercícios mais em conta e fáceis de se fazer: em tese, basta colocar um pé atrás do outro. É provável que um dos motivos que esteja levando ao aumento da idade média esteja relacionada a aspectos de saúde, com muitos corredores buscando melhorar a sua qualidade de vida, além de a saúde passar a ser uma preocupação maior a partir dos 30 anos.

    Viaje para correr

    Essa busca por experiências faz com que muitos corredores estejam buscando viajar para correr. No caso da pesquisa, ela considera o número de participantes estrangeiros em comparação aos locais. Para esse tipo de viagem, as maratonas são as mais buscadas: houve aumento de 0,2% para 3,5% entre o total de corredores inscritos de outros países. Nas meias maratonas e 10 quilômetros, os índices saíram de 0,1% e 0,2% para 1,9% e 1,4%, respectivamente. A única queda registrada foi nos 5 quilômetros.

    - Comentário: Nós somos exemplos vivo disso. Deixamos de fazer uma série de corridas em nossa cidade para conhecer outras cidades por uma diferente perspectiva. Já estivemos no Rio de Janeiro, em São Paulo, Ilha do Mel, Balneário Camboriú, Florianópolis, Santos, Seattle e Vancouver. A ideia é que isso seja cada vez mais frequente daqui para frente, já temos a Paraíba engatilhada para este ano!

     

    Metodologia e dados

    O estudo cobriu 96% dos resultados de corridas nos Estados Unidos e 91% da União Europeia, Canadá e Austrália, além de grandes porções da Ásia, África e América do Sul – os 193 países reconhecidos pelas Nações Unidas foram considerados. Os corredores de elite foram excluídos do levantamento – foram considerados apenas os amadores –, assim como eventos de corrida e caminhada, corridas de obstáculos e outras modalidades “não convencionais”.

     

  • Mulheres são maioria em corridas de rua

    Mulheres são maioria em corridas de rua

    Estudo global mostrou que as mulheres somam 50,24% do total de corredores em 193 países. É a primeira vez que há mais corredoras do que corredores no mundo

    Pela primeira vez na história, há mais mulheres (50,24%) do que os homens entre os corredores do mundo. Essa é uma das principais constatações do estudo “The State of Running 2019”, elaborado pelo site RunRepeat.com e a Federação Internacional de Atletismo, que trouxe alguns números interessantes sobre as corridas de ruas.

    Se compararmos a divisão por gênero entre 1986 e 2018, houve um salto da presença feminina: de menos de 20% do total de participantes para pouco acima dos 50% em 2018. Nas provas de 5 quilômetros, as mulheres somam mais de 60% dos participantes, tomando como base o ano passado. As mulheres ainda são minoria nas maratonas, mas se mostram em ascensão nos 10 e nos 21 quilômetros. A pesquisa levou em conta 107,9 milhões de resultados de 70 mil eventos no período.

    Número de corredores

    A participação em eventos caiu 13% desde 2016, quando foi registrado um pico de 9,1 milhões de concluintes em provas (conforme o gráfico abaixo). A queda se deve à diminuição de corredores em provas nos EUA e na Europa. Apesar do aumento de participantes na Ásia, não foi o suficiente para impedir a queda.

    De acordo com a pesquisa, nos últimos 10 anos, o número de corredores cresceu 57%: por isso é natural que haja períodos de declínio. O estudo é inconclusivo se essa queda vai persistir ou se é uma variação natural. Além disso, há um aspecto social importante: há alguns anos, correr uma maratona era considerado um grande desafio.

    Como houve um elevado número de corredores "menos preparados" e com tempos mais altos terminando maratonas, muitos amadores migraram para ultramaratonas, trail-running, triathlon (Iron Man), entre outros desafios. Trata-se de uma mudança social por aspectos comparativos, avalia o estudo.

    Quais as distâncias prediletas?

    Tomando como base a inscrição das provas, as corridas de 5 quilômetros e as meias maratonas detém os maiores números de participantes. Houve um declínio do total de inscritos para esses percursos, mas eles seguem como os prediletos entre os corredores. Os 10 quilômetros e as maratonas não perderam inscritos, mas seguem estáveis na terceira e quarta colocação, respectivamente.

    - Comentário: Tradicionalmente, os 5 quilômetros são as corridas de entrada, com uma evolução para os 10 quilômetros e, posteriormente, meia-maratona e maratona. Fiquei surpreso com um maior número de atletas amadores em 21 kms do que nos 10 kms. Os gráficos da pesquisa mostram que os 10 quilômetros cresceram nos últimos anos e se aproximam das meias.

    Metodologia e dados

    O estudo cobriu 96% dos resultados de corridas nos Estados Unidos e 91% da União Europeia, Canadá e Austrália, além de grandes porções da Ásia, África e América do Sul – os 193 países reconhecidos pelas Nações Unidas foram considerados. Os corredores de elite foram excluídos do levantamento – foram considerados apenas os amadores –, assim como eventos de corrida e caminhada, corridas de obstáculos e outras modalidades “não convencionais”.

  • Inscrições para o PUC Night Run estão abertas

    Como parte das comemorações de 60 anos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a instituição promove no dia 24 de agosto o PUC Night Run. A corrida noturna de rua é voltada para toda comunidade. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site http://www.pucpr.br/pucrun/. As vagas são limitadas.

    A corrida é dividida nas categorias Geral, Colaborador, Estudante e Alumni, com percursos de 5 e 10 quilômetros. Para a categoria Kids, crianças de 4 a 15 anos participam do percurso interno, com o trajeto de 100 a 900 metros, de acordo com a idade. Os participantes ainda podem optar pelos 3 quilômetros de caminhada. O evento tem início a partir das 18h com a categoria infantil.

    Os preços das inscrições variam entre R$35,00 e R$95,00, conforme a categoria, idade e lote da compra. R$5,00 de cada inscrição será destinado ao Projeto Todo Mundo Sonha, da Rede Marista de Solidariedade, que oferece oportunidades a crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social (http://todomundosonha.org.br/). Todos os atletas que completarem o percurso receberão medalha e os primeiros colocados de cada categoria recebem um troféu. Para o dia, são esperadas cerca de 3.600 pessoas.

    A concentração para o PUC Night Run acontece a partir das 16h, no estacionamento próximo ao portão 02 da Universidade. Para o dia, a PUCPR preparou diferentes interações: praça de alimentação, espaço kids, espaço pet, atividades lúdicas e jogos interativos para os participantes de todas as idades. Em uma parceria com a Rádio Transamérica, a concentração também contará com DJ, distribuição de brindes e jogos de futebol inflável. A instituição preparou, ainda, diversas ações voltadas à saúde dos atletas, com a colaboração dos cursos da Universidade e do Hospital Marcelino Champagnat.

    Serviço

    PUC Night Run

    Quando: 24 de agosto 

    Onde: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) - Portão 2

    Informações e inscrições: http://www.pucpr.br/pucrun/

  • Onde Está Wally? Walk&Run;

    Onde Está Wally? Walk&Run;

    Que tal ser o Wally por um dia e correr com outras pessoas vestidas com as roupas e cores do famoso personagem? Essa é a proposta da Onde Está Wally? Walk&Run, a primeira corrida temática do Wally. O evento terá caminhada de 2 km e corrida de 5 km, e acontecerá em três praças diferentes: São Paulo (4 de agosto), Belo Horizonte (18 de agosto) e Rio de Janeiro (22 de setembro).

    Experiência incrível do início ao fim 

    Com um percurso democrático para todos os níveis de corredores e um kit divertido, a prova é para toda a família. O kit será composto por camisa de manga longa listrada, touca, óculos de armação redonda e número de peito. Ao longo do caminho haverá painéis para os participantes tirarem fotos e todos que concluírem a prova terão direito a uma medalha de participação, além de poder curtir as ativações do evento. Os primeiros colocados, tanto na categoria masculina quanto feminina, receberão troféus como premiação.

    As inscrições para São Paulo e Belo Horizonte já estão abertas e custam R$ 89,90, mais taxa de conveniência, e podem ser feitas pelo site: www.ondeestawally.com.br.

    Serviço

    Onde Está Wally? Walk&Run

    São Paulo (4 de agosto), Belo Horizonte (18 de agosto) e Rio de Janeiro (22 de setembro)

    Inscrições: www.ondeestawally.com.br

    Valor: R$ 89,90 + taxa de conveniência

  • Treinar para longas distâncias vai além do longão: seja consistente

    Treinar para longas distâncias vai além do longão: seja consistente

    Confira a tradução e adaptação do texto de Nick Anderson para o blog da Polar; você pode conferir o texto original aqui

    Muitos corredores estão em suas fases finais de treino para suas maratonas – logo ocorrem as Maratonas de Porto Alegre, de Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro. Claro que é importante passar mais tempo ativo nas próximas semanas, mas é importante evitar um erro comum: focar apenas nos longões. É muito fácil para o corredor se concentrar apenas no longo e relegar os demais treinos. Lembre-se: o longão é só uma das variáveis de um treino para longas distâncias.

    Manter o treino equilibrado, motivador e saudável é essencial para chegar ao dia da prova bem preparado e apto a correr na sua melhor performance. É aquele velho ditado: o dia da maratona é como se fosse o quilômetro final – treinar para a maratona equivale aos outros 41,195 metros.

    É importante garantir que as suas corridas longas estejam dentro do nível de esforço corretos e progredindo de forma realista. Nesse contexto, é importante construir a sua base de corrida: correr mais leve de vez em quando, ocasionalmente completar um treino mais rápido e incluir provas intermediárias para avaliar como anda o seu progresso. Focar só nos longões é um mito. Veja dicas para ter treinos mais produtivos:

    1- Tenha um plano

    Desenvolva um plano – de preferência com orientação profissional – para que a evolução seja gradual. Tenha um diálogo com o seu treinador para que a planilha esteja adequada ao seu estilo de vida, condição física e objetivos. Saiba que a mistura de corridas longas, leves e fortes – que testem o seu limiar – vai desenvolver a base necessária para o seu objetivo.

    2 - Aumente o volume gradualmente

    Cresça o volume da sua corrida longa 10 minutos por semana. Mantenha esses treinos fáceis – que você seja capaz de conversar --, especialmente se for um iniciante na distância. Esses treinos devem ficar entre 60-70% de seu batimento cardíaco máximo, retirando energia de gordura e carboidrato. Nas 8 ou 10 semanas finais, é comum inserir períodos dentro do longo em que se usa o ritmo de prova ou uma intensidade maior.

    3 - Quantidade não é qualidade

    O sucesso de uma maratona não depende só do volume de treino. O coração ficará mais forte na medida em que o volume cresça e desenvolva uma melhor condição física e de economia de energia. Fazer treinos mais rápidos e curtos vai auxiliar a melhorar sua velocidade, o que tende a fazer com que suas longas distâncias se tornem mais confortáveis. Momentos de desconforto no treino auxiliam a tornar o seu corpo mais forte e preparado – além de uma mente acostumada a ir além dos limites.

    4 - Aprenda a correr leve

    O pace não é importante nesse tipo de treino. As corridas leves e regenerativas não devem ser feitas em ritmos muito rápidos. Um maratonista se torna mais eficiente ao usar as gorduras e carboidratos armazenados para a prova – corridas longas em paces confortáveis e regenerativas (a cerca de 60 ou 70% da capacidade) vão estimular e desenvolver isso. Os glóbulos vermelhos e a capilarização e a estimulação das mitocôndrias ocorrem em intensidades menores, quando o corpo utiliza a gordura como energia. Isso resulta em um aumento da capacidade de consumo de oxigênio, o VO2max. Em outras palavras, é como se o metabolismo muscular melhorasse.

    5 - Dê a energia necessária ao seu corpo

    Recorra a um nutricionista para auxiliar a construir uma alimentação adequada aos seus objetivos e as suas necessidades corporais. Essa orientação é fundamental para se manter saudável ao longo do treino e ter a energia necessária para concluir a prova. Não é inteligente eliminar grupos alimentares de dieta, exceto se houver algum tipo de orientação médica.

    6 - Recuperação

    Descansar também é treinar! Embora não pareça, o período de regeneração é fundamental para a melhora do seu condicionamento, a progressão e os seus resultados. Uma das formas de controlar é monitorar os seus batimentos cardíacos. Caso eles estejam acima do normal, podem indicar uma série de coisas, como:

    - Não houve recuperação da última corrida longa.

    - Você está estressado ou desidratado.

    - Você pode estar no início de algum quadro de enfermidades.

    7 - Seja flexível

    Nem mesmo os atletas de elite são extremamente rígidos em seu plano de treinamento: eles são flexíveis e adaptam de acordo com o rendimento do seu corpo e suas rotinas. Esteja preparado a considerar períodos de descanso, se houver necessidade, ou de aumento do volume e intensidade.

    8 - Descanse

    Dormir mais cedo pode contribuir para o seu treinamento, pois é o momento que o corpo efetivamente descansa. Não deixe em segundo plano suas horas de sono, pois isso pode acarretar em lesões e um aumento da probabilidade de doenças.

    9 - Mentalidade de maratona

    Treinar para uma maratona é uma jornada e nem sempre será um processo linear. Haverá treinos que não vão funcionar como o esperado, corridas em que você não se sente confortável e adaptações. Também é importante se preparar psicologicamente para a maratona: os treinos longos auxiliam neste aspecto, criando uma casca e uma preparação física e mental para enfrentar as dificuldades que aparecerão. É importante desenvolver esta mentalidade.

    10 - A semana “fácil”

    Como dissemos antes, o corpo fica mais preparado com o equilíbrio entre treino e recuperação. A cada três ou quatro semanas, é importante incluir uma semana mais leve de treinos, reduzindo o volume para que o corpo possa se adaptar e ficar mais forte.

    11 - Seja consistente

    A lógica é simples: um corredor que treina regularmente, dorme bem, sabe se alimentar, tem uma planilha adaptada e procura saúde sabe que é essa consistência que vai levá-lo a um bom resultado no dia da prova.

     

  • O relógio de corrida: um item essencial para corredores intermediários

    O relógio de corrida: um item essencial para corredores intermediários

    Uma das dúvidas mais frequentes de corredores é: quando devo trocar meu celular por um relógio?

    É inegável que a corrida é um esporte democrático. Em essência, não há necessidade de roupas mais elaboradas ou tênis ultra tecnológico: basta colocar um pé na frente do outro. Por outro lado, na medida em que as pessoas se apaixonam pelo esporte, elas tendem a buscar mais informações e equipamentos que estejam alinhados às suas expectativas. Por isso, é normal que os corredores procurem por tênis e equipamentos mais avançados com o passar do tempo.

    Em determinado momento, haverá a pergunta cruel: é hora de abandonar o meu celular e comprar um relógio? Dentro da lógica dessa evolução gradual, é comum que os corredores comecem usando o seu celular e os diversos aplicativos disponíveis – Nike Run Club, Strava, Runtastic, Runkeeper, Adidas Sports & Style, entre outros. Boa parte deles funciona perfeitamente e resolve o problema de marcar as distâncias, saber como foi a corrida, o tempo total, as marcações por quilômetros, entre outros dados.

    Para mim, contudo, o relógio mudou a minha forma de correr. Assim como um gestor de empresa gostaria de ter informações em tempo real para fazer os ajustes necessários em sua cadeia produtiva, o relógio faz isso por mim. Os modelos mais simples das principais marcas do mercado – uso um Garmin Forerunner 35 – oferece todas as informações essenciais para o corredor: tempo transcorrido, pace, frequência cardíaca, zona cardíaca, número de passos, cadência, altimetria e por aí vai.

    Além disso, mesmo os modelos mais simples costumam contar com ferramentas bastante importantes para um corredor: configuração de treinos intervalados (você pode inserir distância, tempo do intervalo, de aquecimento e desaquecimento) e um pacer virtual (no qual você estabelece um ritmo, e o relógio avisa se você está dentro, acima ou abaixo desta faixa periodicamente).

    Uma grande vantagem...

    Por muito tempo, fui dependente da música para correr. Não pensava sequer em sair de casa sem um fone de ouvido. Neste ano, 90% dos meus treinos foram feitos sem música, mas 100% deles foram feitos com o relógio. São as informações apresentadas por ele que uso para seguir as orientações do meu treinador e para fazer um planejamento de prova.

    Desde que comecei a correr com o relógio, no fim de 2017, meus tempos de prova mudaram consideravelmente. Saí de 10 kms em 48 minutos para 42; 21 kms de 1h55 para 1h36; 42 kms de 4h40 para 3h38. Há muito treino e dedicação por trás desses números, mas também existe uma coisa que considero fundamental (ainda mais para um jornalista): informação na hora em que você mais precisa.

    Em Florianópolis, me mantive até onde pude no ritmo que eu queria terminar a prova, de 4 minutos e 50 segundos por quilômetro. Sem o relógio, eu teria reduzido o ritmo muito antes, sem sombra de dúvida.

    ... e uma dificuldade

    Ao mesmo tempo, a informação é um limitador. Se você está acostumado a treinar a um determinado ritmo, existe uma tendência a correr mais rápido em provas, quando o corpo tende a estar descansado e há um objetivo por trás. Neste caso, a informação trazida pelo relógio pode criar uma barreira mental a ser superada. É um desafio enfrentado por muitas pessoas – grupo no qual eu me incluo – de olhar o relógio e pensar: “Será que sou capaz de terminar a prova neste ritmo?”

    Outro ponto a se preocupar é a dependência: a facilidade que a tecnologia traz, neste caso, acaba fazendo com que nos tornemos reféns. Não consigo nem imaginar como seria treinar sem um relógio atualmente!

    Conclusão

    Se você já sabe que gosta de correr e está disposto a ter uma performance melhor, o relógio é um excelente investimento. Se você é novato na corrida, o seu celular vai ter as informações básicas para você se apaixonar por esse esporte. Quanto mais nos aprofundamos nele, percebemos que vai muito além de colocar um pé na frente do outro.

     

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