• Maratona de Curitiba confirmada em 2022

    (Foto: Foto: Levy Ferreira/SMCS)

    A tradicional Maratona de Curitiba, que acontece desde 1997, já tem data marcada para retornar: 20 de novembro de 2022. Atletas do Brasil e de outros países vão correr pelas ruas da capital paranaense, após dois anos de paralisação devido à pandemia.

    A corrida será organizada pela Associação Pro Correr de Incentivo ao Esporte, vencedora do chamamento público feito pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj). As inscrições para a prova vão começar em junho.

    O prefeito Rafael Greca tratou do tema, nesta terça-feira (26/4), com representantes das empresas Global Vita, Procorrer e Sportion e da Associação Brasileira dos Organizadores de Corrida de Rua e de Esportes Outdoor (Abraceo).

    Segundo os organizadores, a expectativa é que a Maratona de Curitiba reúna de 12 mil a 14 mil atletas do Brasil e de outros países com tradição de maratonistas. A premiação será a maior do país para uma corrida de rua em 2022, totalizando R$ 192 mil em prêmios. O primeiro colocado vai receber R$ 40 mil. 

    Turismo

    Greca explicou que a Maratona de Curitiba também vai movimentar o turismo, com a ocupação dos hotéis pelos atletas que virão para a cidade. Uma feira esportiva será feita na semana que vai anteceder a prova. A Maratona de Curitiba terá provas de 42 km, 10 km e 5 km.

  • O retorno

    Dois anos depois: meu retorno às corridas de rua

    O ano começou com um pouco mais de esperança, diferente dos últimos pandêmicos, com a volta das corridas de rua em Curitiba. Foram exatos dois anos desde a nossa última prova juntos, em fevereiro de 2020. O retorno aconteceu em um percurso já conhecido, o da Track&Field Mueller.

    Desde o início da pandemia, foram dias de reclusão e poucos treinos. Vini decidiu correr na rua e manteve a planilha em dia, já eu, optei por não sair e não correr durante 3 meses. Depois, com o aluguel de uma esteira e a retomada dos treinos em casa, vieram as crises e a descoberta da esclerose múltipla, no fim de 2020.

    2021 foi um ano de poucos treinos, muito conhecimento do corpo e da doença, exames, medicações e uns trotezinhos, para não deixar o corpo esquecer o que sabe fazer. Por sinal, a atividade física é bastante recomendada para quem tem esclerose múltipla, então, só benefícios.

    Hora de voltar

    Com a doença controlada e os exames em dia, estava na hora de pensar em correr novamente de verdade. Retornei para a assessoria de corrida – que já nos acompanha desde 2019 -, e nos inscrevemos para a primeira corrida pós-pandemia, os 5km da Track&Field Mueller.

    Estava ansiosa com o momento, anos sem colocar uma bermuda de corrida e os números no peito. A retirada do kit foi tranquila, com a exigência do comprovante de vacinação dos atletas e a obrigatoriedade de entrar no funil de largada de máscara (parabéns, TF).


    A prova

    Depois de uma noite mal dormida, talvez pelo nervosismo, talvez pelos gatinhos que miavam, fomos para a prova. Reencontramos amigos da corrida, de fora da corrida. As pessoas estavam todas animadas, felizes com o momento. Quem não estaria?

    Prova tranquila e bem sinalizada, clima quente, hidratação gelada (e em latinha). Ótima para a retomada. No quilômetro final, o Vini veio me buscar e finalizamos com aquele sprint, que deixou o tempo final bem próximo do proposto.

    Foto: Lu Takahashi Fotografia
    Foto: Lu Takahashi 

    E por falar em Vini, resolveu fazer uma prova de 5km, que há muitos anos não fazia, e garantiu um 11o lugar geral! Todos felizes, com suas medalhas no peito e doidos pelas próximas.

    Foto: Lu Takahashi Fotografia
    Foto: Lu Takahashi 

    O circuito Track&Field Run Series conta com 88 etapas em 20 estados do Brasil. Próximas etapas em Curitiba serão em setembro (Pátio Batel) e em novembro (ParkShopping Barigui).

    Nossa próxima parada já está engatilhada: 10km e 21km em maio na cidade de Aracaju, etapa que marcará pela primeira vez o circuito com uma maratona.

    Quem vamos? Confere o calendário completo ou acesse o App TFSports!

     

  • Circuito Santander Track & Field Run Series

    Circuito Santander Track & Field Run Series divulga calendário para 2022

    O Santander Track&Field Run Series, maior circuito de corridas de rua da América Latina, estará de volta em 2022. O circuito conta com um número limitado de corredores por etapa, visando a segurança dos participantes, e um percurso adequado para aqueles que buscam melhorar sua performance ou iniciar no mundo da corrida. Serão 88 etapas em 20 estados, espalhadas por mais de 40 cidades.

    A grande novidade do Circuito é a realização da primeira maratona, a etapa Santander Track&Field Run Series Celi - Maratona de Aracaju SE, que acontecerá no dia 14 de maio, com percursos de 5km, 10km, 21km e 42km.

    Corrida mais sustentável

    Em 2022, algumas iniciativas tornarão o circuito mais sustentável. O número de motos que fazem o acompanhamento do percurso será reduzido para diminuir a emissão de gases, os copos plásticos de água serão substituídos por latas e não haverá saco plástico no guarda-volumes, serão utilizadas gym bags. No lugar do papel com informações, apenas QRCodes. Além disso, lonas de sinalização impressas e alimentos foram reduzidos para evitar resíduos e desperdício.

    Protocolos Sanitários

    Neste momento que ainda exige cuidados e medidas de prevenção, todas as etapas do circuito Santander Track&Field Run Series seguem rigorosamente as recomendações das autoridades competentes para a realização das corridas em segurança. Desta forma, todos os participantes deverão seguir os seguintes protocolos:

    * Uso de máscara obrigatório em ambientes com aglomeração durante o evento (arena, largada e chegada).
    * Apresentação do comprovante de vacinação completo contra a Covid-19, impressa ou digital (via Conect SUS ou autoridade governamental local), além do documento de identidade original com foto. 

    Em Curitiba, o circuito conta com três provas: em fevereiro (Mueller), setembro (Pátio Batel) e novembro (PKS Barigui). Além da capital, Londrina também recebe uma das etapas, em agosto. 

    As inscrições para as primeiras corridas já estão abertas no APP da TFSports e dão direito a um kit exclusivo, contendo uma bolsa do evento e uma camiseta Thermodry®.

    PROVA LOCAL DATA MODALIDADE
    STFRS Shopping Vila Olímpia São Paulo 16/01/22 5k,8k e 12k
    STFRS Riviera de São Lourenço Bertioga 23/01/22 3,5 (caminhada) e 6k
    STFRS Vila Nova Conceição São Paulo 06/02/22 5k e 10k
    STFRS Shopping Mueller Curitiba 06/02/22 5k e 10k
    STFRS Praia de Belas Porto Alegre 13/02/22 5k e 10k
    STFRS Villa Lobos I São Paulo 13/02/22 5k e 10k
    STFRS Sorocaba - Parque das aguas Sorocaba 13/02/22 5k e 10k
    STFRS Villa Romana Shopping Florianópolis 20/02/22 5k e 10k
    STFRS Botafogo Praia Shopping Rio de Janeiro 20/02/22 5k e 10k
    STFRS Marília Marilia 20/02/22 5k e 10k
    STFRS Parque Dom Pedro Shopping I Campinas 06/03/22 5, 10 e 21k
    STFRS Ribeirão Preto I Ribeirão Preto 06/03/22 4k e 8k
    STFRS Cidade Jardim I São Paulo 13/03/22 5k, 10k e 15k
    STFRS Só Marcas Outlet Contagem Contagem 13/03/22 5k e 10k
    STFRS Salvador Shopping Salvador 13/03/22 5k e 10k
    STFRS Santos I Santos 20/03/22 5k e 10k
    STFRS Metropolitano Barra Rio de Janeiro 20/03/22 5k e 10k
    STFRS Patio Altiplano João Pessoa 20/03/22 5k, 10k e 21k
    STFRS Terraço Shopping Brasilia Brasilia 27/03/22 5k e 8k
    STFRS Boulevard Feira de Santana Feira de Santana 27/03/22 5k e 10k
    STFRS Iguatemi São Carlos São Paulo 03/04/22 5k e 10k
    STFRS Shopping Vitoria I Vitória 30/04/22 5k, 10k e 15k
    STFRS Colinas Shopping São José dos campos 01/05/22 5k, 10k e 15k
    STFRS JK Iguatemi I São Paulo 01/05/22 5k e 10k
    STFRS Barretos Barretos 08/05/22 5k e 10k
    STFRS Villa Forma I Salvador 08/05/22 5k e 10k
    STFRS Celi - Maratona de Aracaju Aracaju 14/05/22 5k, 10k, 21k e 42k
    STFRS Boulevard BH Belo Horizonte 15/05/22 4k, 8k, 16k
    STFRS Riomar Fortaleza Fortaleza 22/05/22 5k, 10k e 21k
    STFRS Analia Franco São Paulo 22/05/22 5k e 10k
    STFRS São José do Rio Preto I São José do Rio Preto 29/05/22 5k e 10k
    STFRS Villa Lobos II São Paulo 05/06/22 5k e 10k
    STFRS Galleria Shopping Campinas 05/06/22 5k e 10k
    STFRS Market Place São Paulo 19/06/22 5, 10, 15 e 21k
    STFRS Shopping da Ilha I São Luís 26/06/22 5,10 e 21k
    STFRS Goiânia Setor Marista Goiânia 03/07/22 5,10 e 5k
    STFRS Parque Dom Pedro Shopping II Campinas 24/07/22 3, 6 e 10 milhas
    STFRS Shopping Recife Recife 31/07/22 5k e 10k
    STFRS JK Iguatemi II São Paulo 31/07/22 5k e 10k
    STFRS Mooca Plaza São Paulo 07/08/22 5k e 10k
    STFRS Cidade Jardim II São Paulo 21/08/22 5k, 10k e 15k
    STFRS Teresina Shopping Teresina 21/08/22 5k, 10k e 21k
    STFRS Aurora Shopping - Lago Igapó Londrina 28/08/22 5k, 10k e 15k
    STFRS Iguatemi Alphaville Barueri 04/09/22 5k e 10k
    STFRS Parque Shopping Bahia Salvador 11/09/22 5k e 10k
    STFRS Iguatemi Campinas Campinas 18/09/22 5k e 10k
    STFRS Celi - Aracaju Sunrise Aracaju 18/09/22 5k e 10k
    STFRS Pompeia - Night São Paulo 24/09/22 5k e 10k
    STFRS Minas Shopping Belo Horizonte 25/09/22 5k e 10k
    STFRS Shopping Del Paseo Fortaleza 25/09/22 5k, 10k e 15k
    STFRS Pátio Batel Curitiba 25/09/22 5k e 10k
    STFRS Uberlândia Shopping - Night Uberlândia 15/10/22 5k e 10k
    STFRS João Pessoa João Pessoa 16/10/22 5k, 10k e 15k
    STFRS Shopping da Bahia Salvador 23/10/22 6k
    STFRS Barra Shopping Sul Porto Alegre 06/11/22 5k e 10k
    STFRS Park Shopping São Caetano São Caetano 06/11/22 5k e 10k
    STFRS Park Shopping Barigui Curitiba 06/11/22 5k e 10k
    STFRS Shopping da Ilha II São Luís 20/11/22 5,10 e 21k
    STFRS VillaLobos III São Paulo 20/11/22 5k e 10k
    STFRS Shopping Vitória II Vitória 20/11/22 5k e 10k
    STFRS Shopping ABC Santo André 27/11/22 5k e 10k
    STFRS Shopping Tamboré Barueri 04/12/22 5k e 10k
    STFRS JK Iguatemi III São Paulo 11/12/22 5k e 10K



  • Calendário

    Sesc PR divulga calendário do Circuito Sesc de Corridas 2022

    Depois de um longo período sem a realização de provas de corrida de rua por conta das restrições de mobilidade e de reunião de pessoas, o Sesc PR prepara o Circuito Sesc de Corridas 2022, levando esporte e saúde para todo o Paraná.

    De fevereiro a dezembro serão realizadas 23 etapas em diferentes cidades de todas as regiões do estado. 

    O calendário de provas do Circuito Sesc de Corridas começa no dia 19 de fevereiro, com a tradicional Prova Pedestre XV de Fevereiro, a Quinzinha, realizada na cidade de Cornélio Procópio e que está na 44ª edição. São realizadas corridas de 6km, para atletas com idade superior a 16 anos, e de 12km para maiores de 18 anos. As inscrições da primeira etapa já estão abertas, terminam no dia 13 de fevereiro e custam a partir de R$ 30,00.

    As inscrições e demais informações referentes a todas as etapas estão disponíveis no site www.sescpr.com.br/circuito

     

    Confira o calendário de provas 2022 do Circuito Sesc de Corridas:

    - 19/02 - Cornélio Procópio 

    - 13/03 - Pato Branco

    - 03/04: Marechal Cândido Rondon

    - 10/04: Umuarama

    - 24/04: Toledo

    - 15/05: Jacarezinho

    - 22/05: Londrina

    - 05/06: União da Vitória

    - 09/07: Medianeira

    - 17/07: Paranaguá

    - 07/08: Santo Antônio da Platina

    - 21/08: Cascavel

    - 28/08: Palmas

    - 04/09: Rio Negro

    - 11/09: Apucarana

    - 09/10: Paranavaí

    - 16/10: Ivaiporã

    - 22/10: Campo Mourão

    - 30/10: Maringá

    - 06/11: Ponta Grossa

    - 20/11: Francisco Beltrão

    - 04/12: Guarapuava

    - 11/12: Curitiba

  • Volta CWB 10k

    Volta CWB 10K marca o retorno das corridas de rua em Curitiba

    Volta CWB 10K
    Volta CWB 10K

    As corridas de rua estão de volta à programação de Curitiba. A Volta CBW 10K foi autorizada pelo poder público e, após um ano meio de espera, os corredores da capital paranaense poderão participar de uma prova presencial. O evento está confirmado para o dia 24 de outubro. A largada para as distâncias de 5 km e 10 km será em frente ao Shopping Mueller, na Avenida Cândido de Abreu. As inscrições serão abertas na segunda-feira, 27 de setembro, no site da Ticket Agora, com valor de R$ 74,00.

    Com idealização da Sportion, a Volta CWB 10K segue uma série de protocolos estabelecidos pelos órgãos de saúde. Como em eventos já realizados com sucesso em outras cidades, como São Paulo e Florianópolis, os documentos que balizaram a decisão para a retomada das corridas de rua em Curitiba foram criados pela ABRACEO - Associação Brasileira dos Organizadores de Corrida de Rua e Eventos Outdoor.

    Já fizemos duas corridas de retomada em Santa Catarina e São Paulo e os resultados foram extremamente positivos. A emoção de voltar a realizar uma prova presencial em Curitiba é muito grande e nos traz uma enorme responsabilidade. Até agora recebemos muitas mensagens de corredores animados para esse retorno”, afirma Marcos Pinheiro, sócio da Sportion e Vice-Presidente da ABRACEO.

    As inscrições são limitadas a 600 atletas e a expectativa da organização é de que as vagas sejam esgotadas rapidamente. O percurso da prova, nas duas distâncias, será todo no Centro Cívico. As largadas serão em ondas e as primeiras estão previstas para às 7h. 

    Protocolos

    Dentre uma série de protocolos estabelecidos pela organização está a obrigatoriedade do uso de máscara nas áreas comuns do evento, além da largada e chegada. Durante o percurso o atleta está liberado para correr sem a máscara facial. Além disso, o acesso ao local de prova será controlado, e é vetada a presença de acompanhantes ou pessoas que não estejam trabalhando na prova. 

    A triagem para acesso aos locais comuns contarão com medição de temperatura infravermelho e só poderão acessar os atletas que estiverem em perfeitas condições de saúde e fora dos grupos de risco. 

    Marcas no solo, cones e unifilas (organizador de filas) serão utilizados para garantir o distanciamento nos locais de maior risco de aglomeração. Além da largada em ondas, serão disponibilizados recipientes abastecidos com álcool gel 70% para higienização das mãos, instalados nos lugares de maior circulação de pessoas, de fácil visualização e acesso, bem como em grande quantidade para atender a demanda.

    A Volta CWB 10K é uma realização da Sportion, Nosso Time Eventos Esportivos, Glpromo Eventos Esportivos, Global Vita Sports, Thomé e Santos e Kenya Sports. A corrida conta com a supervisão da ABRACEO, apresentação do Shopping Mueller, patrocínio da Foxlux/Famastil, além do apoio da Unimed Curitiba, Jasmine, Voit, Best For You, Phosfato, AmendoBirl e Fotop.

  • Resenha: Do que eu falo quando eu falo de corrida

    Foto: Pexels
    Foto: Pexels

    O escritor japonês Haruki Murakami redigiu um dos principais livros falando sobre o hábito de correr

    Um dos autores mais importantes da literatura japonesa, Haruki Murakami abandonou a gestão de um bar para se dedicar à literatura. Ao ficar mais tempo sentado para redigir em vez de carregando caixas e realizando outras atividades em pé, viu a barriga crescer e decidiu que precisava de uma atividade física em seu dia a dia. De repente, a corrida entrou em sua vida e, como acontece com muitas pessoas, tornou-se um daqueles hábitos que ganha um aspecto de meditação e importância na rotina.

    A frase mais famosa do seu livro é: “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”. A forma como ele constrói a influência da corrida em sua vida faz com que a obra vá muito além – é impossível não se identificar com os relatos de treinos e provas e das emoções envolvidas no processo de treinar e competir.

    Murakami diz que “não importa quão mundana uma atividade possa parecer, mantenha-a por tempo suficiente para que se torne um ato contemplativo, até mesmo meditativo”. Quem corre há anos sabe que a afirmação tem um aspecto verdadeiro, sobretudo para os corredores de longa distância. Quantos problemas pessoais e profissionais já foram resolvidos durante uma corrida?

    Uma luta contra o tempo

    Murakami descobriu o amor pela corrida, especialmente a de longa distância, em todas as suas nuances. E junto com a prática diária veio a vontade de competir: não com os outros, mas com si próprio. É aquele velho dilema: queremos ser mais rápidos, mesmo que estejamos mais velhos.

    “Para mim, correr é um exercício e uma metáfora ao mesmo tempo. Correr dia após dia, empilhar corridas, pouco a pouco, eu elevo o nível e, ao fazer isso, eu evoluo. Pelo menos, é por isso que eu me esforço dia após dia: para elevar o meu próprio nível”, diz. Ele menciona ser um corredor comum, mas essa não é a discussão mais importante. “O ponto é se eu estou melhor do que ontem. Na corrida de longa distância, o único oponente a ser batido é você mesmo”, acrescenta.

    No que pensamos quando corremos?

    Quando você conversa com outra pessoa que não está habituada a correr, uma das perguntas mais comuns é: no que você pensa quando corre? Em um treino para maratona, os treinos longos superam duas horas. Para quem não usa música – como eu -, no que se pensa?

    Murakami conseguiu colocar em palavras uma resposta. “Em dias frios, acho que penso um pouco em quão frio está. Nos dias quentes, penso no calor. Quando estou triste, penso um pouco na tristeza. Quando estou feliz, um pouco sobre felicidade. Como já mencionei antes, memórias aleatórias vêm em minha cabeça. Quando eu corro, não acho que penso em algo que valha a pena ser mencionado”, diz.

    É exatamente isso que torna a corrida importante na vida de muitas pessoas a ponto de ser chamada de meditação ou de “higiene mental” por muitos: a possibilidade de abstrair o mundo externo, de olhar para dentro de si (e das emoções), de entender mais os atributos físicos e emocionais.

    E o que me identifica ainda mais com Murakami é a possibilidade de obter o benefício sem necessariamente pensar sobre ele. “A mente não pode estar completamente vazia. Os seres humanos não são fortes ou consistentes o suficiente para sustentar esse vácuo. O que eu quero dizer é que as emoções e ideias que vem à mente enquanto corro são subordinadas a esse vazio”.

    Murakami usa uma metáfora para explicar como a mente funciona durante a corrida. “Os pensamentos que me ocorrem enquanto corro são como nuvens no céu. As nuvens são meras convidadas que passam e desaparecem, deixando apenas o céu”.

     

  • O mercado de luxo na corrida

    (Foto: Reuters)

    Novo tênis da nike custa 170% do salário mínimo e causou furor nas redes sociais, gerando até mesmo uma onda de ataques à marca

    O preço de prateleira do novo Alphafly, tênis usado por Eliud Kipchoge para quebrar a barreira das 2 horas em maratonas, chegou ao mercado brasileiro por R$ 1.799. Este valor corresponde a cerca de 170% do salário mínimo do Brasil – de R$ 1.045. O valor do calçado causou revolta em muitos corredores, mas há uma explicação por trás deste número: o desenvolvimento de um mercado de luxo na corrida.

    Destaca-se que a maioria das marcas tem calçados na faixa de R$ 1 mil para modelos mais recentes e tecnológicos. Se formos usar a lógica do salário mínimo, o preço de R$ 999 cotado para o Mizuno Enerzy, que foi lançado recentemente, também deveria incomodar. Os preços assustam por estarem associados a um esporte que, em essência, demanda muito pouco, além da vontade de treinar e de se movimentar.

    Investir em tênis, relógio com GPS, roupas esportivas, fone de ouvido bluetooth, suplementos alimentares e outros acessórios pode ser uma maneira de tornar essa rotina mais confortável e agradável, mas não são materiais determinantes para os resultados. Pelo contrário, inclusive. Há muitos corredores amadores com desempenhos excelentes com pouco ou nada dos materiais mais modernos.

    Apesar de o esporte ser simples, isso não quer dizer que não exista um mercado de luxo. Assim como em outros setores, há sempre produtos mais caros para quem está disposto a pagar – pela exclusividade, pelo status e pela valorização. Por isso, é claro, a Nike não vai lançar o mesmo volume de Alphafly e de Zoom Fly 3 em sua loja – exclusividade e indisponibilidade torna o modelo usado por Kipchoge mais cobiçado.

    Será que o Brasil tem um público de luxo? E como! Entre 2013 e 2018, o faturamento desses produtos teve alta de 18% no Brasil, de acordo com a consultoria Euromonitor. Vale lembrar que, nestes seis anos, o Brasil enfrentou grave crise econômica – O PIB caiu 1,3% neste período. E as projeções para o setor são de crescimento: a estimativa é de aumento do faturamento em 4% ao ano, com alta de 20% até 2023.

    Valores intangíveis

    O mercado de luxo vai além da qualidade do tênis: ele traz valores intangíveis. Para sairmos do exemplo da corrida, imagine o universo das motos. Existe o motociclista que usa a moto para o trabalho, aquele que compra para rodar no fim de semana (geralmente procura as motos esportivas ou customizadas) e o que gosta de viajar, que investe em motos mais confortáveis e robustas.

    A pergunta é: a Harley-Davidson vende só a moto? Longe disso. Quem adquire esta moto compra um valor intangível: o sonho de liberdade construído pela marca ao longo de muitos e muitos anos. Quer dizer que o “harleiro” vai fazer uma expedição e conhecer toda a América do Sul sobre duas rodas? Não necessariamente. Ele pode seguir só entre Curitiba e Matinhos, mas ele adquiriu este sonho.

    A lógica é parecida com o mundo da corrida: será que todos os corredores que vão adquirir o Alphafly correm a um pace que justifica este investimento? Tenho minhas dúvidas e, para a Nike, essa questão é irrelevante. Ela conseguiu despertar o desejo e, mais do que isso, atribuiu ao calçado o valor intangível da velocidade. A pessoa que o adquirir pode não ser um corredor rápido, mas vai se sentir como tal.

    Essa construção não é simples e veio ao longo dos anos, com patrocínios no esporte de alto rendimento, o desenvolvimento de um evento para tentar quebrar a barreira das 2 horas, a criação de diversos tênis para o dia da prova (incluindo a última linha com a placa de carbono, que trouxe um novo movimento de tênis muito próximo do salário mínimo).

    Em outras palavras, o Brasil – e a corrida de rua – tem público para consumir esses produtos. Você precisa dele? Esta questão é de foro íntimo. Eu não gasto mais de R$ 400 nos meus tênis e tenho convicção de que eles cumprem com o seu objetivo. Apesar de eu não ter desejo ou interesse em ter esse tênis, isso não significa que a marca deve ser atacada por desenvolver um produto voltado a um público que não só existe no país como está em pleno desenvolvimento.

     

  • A polêmica do momento: correr com ou sem máscara?

    Apesar do desconforto causado pela proteção, médico recomenda o uso do acessório; exceção seria treinar em locais totalmente isolados, com a garantia de que não haverá contato com outras pessoas

    Há um grande debate entre corredores e quem manteve suas atividades físicas ao longo dos quase 5 meses de quarentena devido à pandemia: usar ou não usar máscara? De fato, quando se observa as decisões tomadas por diferentes países, não há uma unidade de como proceder. Nos Estados Unidos, por exemplo, o uso de máscaras para atividades físicas era obrigatório em São Francisco, enquanto, em Nova Iorque, os praticantes deveriam usá-la somente quando vissem outra pessoa transitando.

    Ao que parece, a forma como a Covid-19 atua e o fato de os estudos sobre a doença estarem se desenrolando em meio à pandemia torna a questão ainda mais complexa, gerando dúvidas e questionamentos. Uma das causas é o fato de terem existido recomendações distintas pelos órgãos: a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício do Esporte (SBMEE) já deram diferentes orientações a esse respeito.

    Especialista em Medicina Esportiva do Hospital Marcelino Champagnat, Pedro Murara diz que as práticas esportivas ao ar livre em ambientes espaçosos e sem aglomeração representam risco baixo de contágio. Porém, o momento epidemiológico e a adesão da população às recomendações das autoridades devem ser os fiéis da balança para tomar essa decisão, assim como o respeito à legislação local.

    Segundo Murara, a OMS teve o cuidado de orientar as pessoas sobre os riscos de treinar com máscaras úmidas, e a SBMEE “corrigiu” o problema ao sugerir que o atleta leve mais de uma unidade para efetuar a troca.

    Pontos favoráveis e desfavoráveis das máscaras

    Embora seja desagradável, a máscara efetivamente oferece proteção ao usuário. “A má experiência que ela proporciona pode realmente ser uma dificuldade adicional, mais uma barreira à prática regular de exercícios físicos que tanto incentivamos, fundamentais para saúde cardiovascular, metabólica, musculoesquelética e, especialmente neste momento, imunológica e mental. Por outro lado, a máscara é uma importante barreira física contra gotículas, o principal veículo de transmissão comunitária do vírus”, esclarece Murara.

    Máscara molhada?

    Um dos argumentos contrários ao uso da máscara é o fato de molhar com facilidade em exercícios ao ar livre. Na opinião de Murara, é recomendável usar a máscara nos treinos, mesmo com o aumento da dificuldade – e, ao molhar, fazer a troca por uma máscara seca durante a prática.

    “As máscaras umedecem precocemente quando usadas durante a prática esportiva de fato, o que realmente anula a proteção que visamos obter com seu uso ao criar um meio de continuidade entre o ambiente interno da máscara em contato direto com as vias aéreas e o meio externo. É por essa razão que a SBMEE recomenda portar outras máscaras limpas para trocas conforme necessidade”, justifica.

    Baixar e levantar durante o exercício?

    Muitas pessoas têm adotado uma espécie de etiqueta: carregam a máscara no queixo ou pescoço e a colocam apenas ao verem outras pessoas. Esse procedimento é correto? Não, na opinião do profissional.

    “Abaixar a máscara no queixo ao chegar ao local de exercício a contamina com as sujidades e micro-organismos da região, que até então estava exposta e é contraindicado. Após adaptar a máscara no rosto para sair de sua casa, deve-se mexer o mínimo possível nela. Quando o fizer, o apropriado é pelas tiras laterais”, afirma.

    É necessário em treinos isolados?

    Na teoria, não há riscos de transmissão para quem consegue sair de um local e chegar ao ponto da prática isolado, treinar de forma individual para, ao fim da atividade, colocar a máscara novamente. “O risco de encontrar alguém inesperadamente está sendo assumido como inexistente, o que é difícil de garantir na maioria dos casos. Entendo que esse tipo de situação não é realidade para todos, e as sociedades médicas devem pautar suas recomendações nas maiorias e não nas exceções”, afirma.

    Existe “máscara esportiva”?

    De algodão, de neoprene, de knit... O mercado passou a oferecer inúmeras opções para os corredores por diferentes valores. Mas existe uma máscara esportiva? Apesar dos argumentos comerciais usados por muitas empresas, a lógica é simples: quanto mais respirável um tecido, mais permeável ele é. Em outras palavras, embora ofereça mais conforto ao corredor, ela é, em tese, menos segura.

    No entanto, Murara argumenta que o fato de dar mais segurança e diminuir o volume de toques no rosto durante o exercício pode fazer com que esses itens auxiliem os atletas. “As máscaras esportivas podem superar as comuns em conforto e adaptação ao rosto. Haveria ganho de proteção contra o vírus e, ainda assim, facilitaria o treino, diminuindo o deslocamento da máscara pela face”.

    O que diz a lei no Paraná

    No Paraná, por exemplo, desde 28 de abril, é obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos, conforme a lei estadual 20.189/20. Em seu artigo 1º, o texto da lei “obriga, no Estado do Paraná, o uso de máscara por todas as pessoas que estiverem fora de sua residência, enquanto perdurar a pandemia”.

    A legislação estabelece a obrigatoriedade para espaços “abertos ao público ou de uso coletivo”, caso de vias públicas, parques e praças, terminais de ônibus, estabelecimentos comerciais e outros locais em que possa haver aglomeração de pessoas.

    “Independentemente de recomendações controversas, deve ser observado o que estado e município regulamentam. No Paraná, a lei determina obrigatoriedade do uso em espaços abertos ao público ou de uso coletivo. Treinar sem máscara é passível de multa”, ressalta Murara.

     

  • Treinar sem provas: apaixone-se pelo processo

    Deixe o corpo evoluir e aprenda a curtir os treinos e a sensação de bem-estar causada pela corrida

    Há uma reclamação constante de muitos corredores nas redes sociais sobre a dificuldade para treinar sem um calendário de provas definido. Os atrasos e cancelamentos de provas tornam bem mais complicado se imaginar cruzando a linha de chegada naquele momento difícil do treino ou no dia em que as coisas parecem mais duras do que costumam ser.

    Para muitos – grupo no qual me incluo --, é mais fácil se motivar tendo uma prova-alvo no futuro para atingir um objetivo. E o propósito de cada um pode ser variado: terminar a primeira prova de rua; seu melhor tempo ou finalizar bem provas de 5 ou 10 quilômetros; concluir a primeira meia maratona ou maratona ou atingir marcas como sub1h30/sub2 (nos 21 kms), sub3 e sub4 (nos 42 kms), entre outras.

    Apesar de me incluir no grupo que gosta de treinar com um objetivo, descobri nos últimos três anos que sou um apaixonado pelo processo em si. Para mim, ao conseguir treinar de forma adequada ao longo do período, há uma grande chance de se atingir o objetivo estabelecido – ou de chegar muito perto, desde que as metas sejam plausíveis.

    Há variáveis incontroláveis no dia da prova: clima (muito calor ou muito vento podem atrapalhar); umidade do ar (muito alta ou muito baixa são adversárias duras); chuva; a sua condição (por melhor que seja o seu treino, há dias e dias). Ou seja, o fato de não atingir o objetivo não inviabiliza o processo de melhora obtido durante o período.

    Motive-se sem provas

    Compartilho um relato pessoal. Há alguns anos, reduzi o número de provas em que participo por um motivo específico: quanto mais provas participamos, mais difícil fica para treinar.

    O raciocínio parece esquisito, mas explico: gosto de ir para uma prova para fazer o melhor. Dessa forma, a semana anterior e a posterior têm menos intensidade e volume de treinos, visando, respectivamente, a preparação e a recuperação.

    Em outras palavras, um atleta que corre uma prova (no limite) a cada 15 dias praticamente não treina da forma mais adequada, pois está sempre se expondo a um limiar de força em prazos muito curtos, sem dar chance de o corpo, de fato, melhorar.

    Para aperfeiçoar o rendimento, o corpo precisa de tempo e constância. Sem a definição de um calendário, o corredor pode usar esse período para focar na melhoria de valências que, por vezes, ficam em um segundo plano: mobilidade, força, mais velocidade, dificuldade em subidas e etc.

    Ao usar a quarentena dessa forma, dando espaço e pensando em evoluir sem ter uma prova específica, você estará mais preparado para quando as provas de rua voltarem. E se você sente necessidade de ter uma prova ou uma data pré-determinada para se testar, por que não aproveitar uma corrida virtual – o que também vai ajudar as empresas do ramo?

    Um apelo

    Por último, um apelo: muitos países – mesmo nos momentos mais rigorosos do isolamento social – não impediram a realização de atividades físicas. Sou um defensor disso: ter a sua hora de exercícios diários ao ar livre contribui demais para encarar a quarentena. Mas é importante respeitar as recomendações dos órgãos de saúde: usar a máscara, procurar correr de forma isolada e não treinar em grupo (exceto se for com as pessoas da sua própria casa). Não é difícil, né?

     

  • Projeto Movimente-se pelo Hospital Pequeno Príncipe

    (Foto: Divulgação)

    Toda a renda das inscrições será revertida para as atividades de assistência e pesquisa do HPP no enfrentamento ao coronavírus 

    A chegada da pandemia do coronavírus trouxe um dos maiores desafios enfrentados pela instituição em seus 100 anos de história, acarretando um déficit operacional da ordem de R$ 20 milhões.

    Para arrecadar fundo, o hospital criou o PROJETO MOVIMENTE-SE, com a venda de kits com medalha, camiseta e máscara. O primeiro lote vai até o dia 26/7, a partir de R$ 64,90. Toda a renda arrecadada com os kits será revertida para as atividades de assistência e pesquisa do Hospital Pequeno Príncipe no enfrentamento ao coronavírus.

    Além de contribuir com o hospital, quem adquirir o kit fará parte do PROJETO MOVIMENTE-SE. Funciona assim: o participante terá um login no site do projeto, onde irá registrar o tempo do exercício físico praticado em casa e entrará para o ranking de classificação do evento. Vale de tudo, aula de dança, ginástica, corrida na esteira, alongamento. O importante é se movimentar!

    Há 100 anos, o Pequeno Príncipe – maior hospital pediátrico do Brasil – trabalha para oferecer atendimento em saúde de excelência e cuidado humanizado a milhares de meninos e meninas. Instituição filantrópica, destina até 70% da sua capacidade a pacientes do SUS.

    Mais informações: https://rb.gy/n5spct

  • Prefeitura nega transferência do calendário de corrida de 2020 para 2021

    (Foto: Pexels.com)

    Segundo a administração municipal, ato poderia ser enquadrado como improbidade administrativa; organizadores de eventos alegam que há mecanismos legais para isso, sem colocar as empresas em risco

    A confusão entre a prefeitura de Curitiba e a Associação das Empresas Organizadoras de Corrida de Rua de Curitiba (Aoccwb) sobre o calendário de eventos teve novo capítulo na semana passada. E o cenário para as empresas do segmento se torna ainda mais nebuloso. As empresas sugeriram a transferência do calendário de 2020 para 2021 devido à pandemia de modo a garantir a realização dos eventos e prestar esclarecimentos aos atletas já inscritos, mas a prefeitura se manifestou de forma contrária.

    Em Curitiba, as corridas de rua contam com datas a serem preenchidas pelas empresas por meio de chamamentos públicos – uma espécie de licitação, regulada pela Lei 13.019/14. Para 2020, a escolha das organizadoras em cada uma das 95 datas disponíveis se deu ainda em 2019. No entendimento da administração municipal, não existe a possibilidade de se estender o prazo para 2021, pois iria ferir o princípio da isonomia – a garantia de igualdade de condições dos participantes no processo.

    Via assessoria de imprensa, a prefeitura informou que vai conduzir os chamamentos para 2021 e que as empresas podem se organizar de modo a garantir que as datas deste ano sejam mantidas. Caso apenas ampliasse o calendário de 2020 para 2021, a administração municipal alega que pode até mesmo incorrer em ato de improbidade administrativa.

    Segundo a AocCwb, que conta com 7 empresas que respondem por aproximadamente 90% dos eventos realizados na capital paranaense, se a administração municipal abrir os procedimentos, a situação se torna irreversível e pode ser um ataque fatal para as empresas do segmento na capital.

    “Nós conseguimos nos organizar bem. Mas a modalidade permite a participação de empresas de todo o Brasil neste tipo de chamamento desde que cumpram os requisitos, o que inviabiliza assegurar a manutenção das datas”, explica Marcos Pinheiro, presidente da entidade.

    O vice-presidente da AocCwb, Arthur Trauczynski, afirma que há mecanismos legais para se estender os prazos de realização de eventos, sem que a prefeitura seja penalizada ou que tenha custos. “Nós tivemos conversas com procuradores, advogados, dizendo que existem mecanismos legais para se estender o prazo. Além disso, trata-se de uma pandemia, uma situação de força maior, o que justificaria a criação de mecanismos legais, ainda mais tendo a anuência dos organizadores desses eventos”, argumenta.

    Na avaliação de Trauczynski, as demandas feitas à prefeitura são razoáveis. “Estamos pedindo por empatia e interesse em resolver os problemas. Não demandamos dinheiro público, mas a garantia de viabilização das empresas. A prefeitura não está disposta nem a isso neste momento”, ressalta.

    E os atletas?

    Os atletas já inscritos nestes eventos aguardam com ansiedade a resolução do problema. Em abril, o governo federal promulgou a Medida Provisória 948/20, que “dispõe sobre o cancelamento de serviços, de reservas e de eventos dos setores de turismo e cultura em razão do estado de calamidade pública” decorrente da Covid-19.

    Em seu artigo 2º, a MP estabelece que, “na hipótese de cancelamento de serviços, de reservas e de eventos, incluídos shows e espetáculos”, o prestador de serviços ou a sociedade empresária não serão obrigados a reembolsar os valores pagos pelo consumidor, desde que assegurem: (1) a remarcação dos serviços, das reservas e dos eventos cancelados; (2) a disponibilização de crédito para uso ou abatimento na compra de outros serviços, reservas e eventos, disponíveis nas respectivas empresas; ou (3) outro acordo a ser formalizado com o consumidor.

  • Calendário de corridas de rua em Curitiba segue indefinido em 2020 e 2021

    (Foto: Minoru Fotografias)

    Organizadoras solicitaram a transferência do calendário deste ano para 2021, mas a administração municipal diz que só vai se manifestar após posicionamento de Comitê de Técnica e Ética Médica

    Embora tenha havido organização do setor com a formação de uma Comissão Brasileira dos Organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor para criar protocolo específico para voltar com os eventos quando os contágios pela Covid-19 reduzirem, há pouca expectativa de que as corridas de rua voltem a ser realizadas em Curitiba até o fim do ano. A indefinição, na realidade, persiste até mesmo em relação ao cronograma para 2021.

    A Associação das Empresas Organizadoras de Corrida de Rua de Curitiba protocolou pedido para a Comissão de avaliação de eventos de Esporte e Lazer (Caeel), sugerindo que o calendário de 2020 fosse transferido para 2021, com suas devidas adequações em datas (caso haja necessidade) e seguindo novos protocolos rígidos, que, entre outras alterações, poderiam reduzir o total de participantes, obrigariam o uso de máscaras para os atletas e teriam dispersão imediata.

    Em resposta ao pedido, a prefeitura afirmou apenas que "haverá manifestação por essa comissão quanto à reprogramação de calendário 2020 e programação de calendário 2021 após manifestação do Comitê de Técnica e Ética Médica e conforme as orientações da procuradoria deste município." O blog questionou a prefeitura de Curitiba, que reforçou o mesmo posicionamento, alegando que a transferência depende do comitê e que atividades que geram aglomeração estão suspensas até o fim da pandemia.

    “Tratando-se de Curitiba, não [há expectativa de voltar este ano]. Além do cenário não ser favorável, temos ainda um ‘descaso’ dos órgãos responsáveis sobre o nosso setor”, critica Marcos Pinheiro, o presidente da Associação das Empresas Organizadoras de Corrida de Rua de Curitiba. De acordo com ele, a falta de uma resposta clara da Secretaria de Esportes e Lazer de Curitiba “inviabiliza qualquer planejamento de médio e longo prazo por parte das empresas, o que criaria um subsídio para que possam se posicionar junto aos atletas”.

    Pinheiro alega que, em comparação com outras capitais, como Florianópolis, São Paulo, Rio, Manaus, entre outras, Curitiba não parece demonstrar interesse em “fazer a mudança completa do calendário para 2021 e também não se interessa em propor auxílio ou pacote de assistência em um momento tão sensível, visando a sobrevivência do setor”, acrescenta. 

    Na avaliação de Pinheiro, a mudança seria benéfica até mesmo para a prefeitura. “Desde março, as provas foram canceladas. Não houve cancelamento por parte das organizadoras em razão de um decreto municipal. Com a possível mudança para 2021, temos tempo de planejar, de tentar vender, esperar uma retomada da economia, uma possível vacina, e que passe este caos do momento”, ressalta.

    Mercado de R$ 3,1 bilhão

    Estimativas do Sebrae apontam que o mercado de eventos esportivos de rua e outdoors movimentou R$ 3,1 bilhão em 2018 – considerando inscrições, patrocínios, venda de produtos, entre outros locais. Em todo o país, as projeções colocam 11 milhões de praticantes, sendo que, deste todo, cerca de 5 milhões participaram de algum evento. Em 2019, as vendas de inscrições de mais de 7 mil eventos ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão.

     

  • Novo protocolo de corrida de rua

    (Foto: Minoru Fotografias)

    Tanto corredores quanto organizadoras de eventos precisarão se adequar à nova realidade após Covid-19; confira algumas das sugestões dos organizadores desses eventos

    A Comissão Brasileira dos Organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor, que conta com representantes de todas as regiões do país, desenvolveu novo protocolo para a retomada das corridas de rua, a partir do momento que existam condições sanitárias para a sua realização. É seguro afirmar que os novos eventos terão menor número de participantes e mais cuidados para evitar a aglomeração.

    Com base em um documento desenhado pelos organizadores, eles defendem o tripé: disseminar (recomendações para diminuir riscos por meio de diferentes canais), fornecer (diretrizes em parceria entre poder público e empresas, com respeito a protocolos) e aconselhar (a melhor forma de planejar o retorno).

    Diretor da Sportion e presidente da Associação das Empresas Organizadoras de Corrida de Rua de Curitiba, Marcos Pinheiro defende que ainda é difícil falar sobre o preço. “Isso vai depender mais da economia de forma geral, pois, precisamos de patrocinadores para reduzir o custo final do produto, e eles dependem diretamente da situação econômica do país, ou seja, do poder de consumo da população”, explica.

    Veja algumas das recomendações:

    Inscrição

    - Processo de inscrição prévio e 100% online, com limitação de participantes, de preferência para distâncias curtas.

    - Formulário/termo de consentimento para que atletas se comprometam a não participar do evento em caso de sintomas da Covid-19.

    Entrega de kits

    - Fazer a entrega de kits em domicílio ou por meio de drive-thru, evitando a aglomeração em locais.

    Dia da Corrida

    - Somente a presença de participantes, sem familiares e acompanhantes.

    - Uso de máscaras nas áreas comuns - obedecendo às orientações em vigor pelas autoridades locais, em especial na largada e chegada.

    - Triagem na área do evento, com o uso de termômetros, impedindo a participação de atletas com temperatura acima de 37,5oC.

    - Largada em ondas, reduzindo o total de atletas aglomerados.

    - Pórticos diferentes para largada e chegada.

    - Dispersão imediata pós-prova.

    - Não realização de premiações (disponibilizada apenas online).

    Outros cuidados

    - Seguir as diretrizes estabelecidas pelos órgãos responsáveis.

    - Comunicação adequada sobre os cuidados com a Covid-19, inclusive com um manual determinando os novos cuidados.

    - Disponibilizar máscaras para o staff, empregados de fornecedores, fotógrafos, entre outros.

    - Oferecer espaço para o poder público fazer ações de orientação e conscientização.

    - Higienização constante de banheiros públicos e disponibilização de pias para lavar mão.

    Leia o protocolo completo aqui.

     

  • Correr ou não correr?

    O momento não é fácil, mas exige a tomada de decisões pensando no bem-estar coletivo

    E, de repente, nossas vidas mudaram. Aquele cenário quase de guerra que víamos pela televisão na China, Itália e Espanha chegou até o Brasil. Ainda estamos em uma escala menor, mas todos os serviços não essenciais à população tiveram o atendimento ao público cancelado, empresas dando folgas ou permitindo o trabalho em home office. Neste cenário, a questão é: correr na rua ou não correr?

    Se você tem esteira em casa, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é para manter as atividades em dia, mas evitar treinos muito intensos (como os intervalados) ou longos, que podem reduzir a imunidade. Se você depende da academia do seu prédio ou corre na rua, o cenário é outro.

    No último domingo (22), a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) se posicionou a respeito do que fazer. A orientação dada pela entidade é de que “os exercícios físicos não devem ser realizados ao ar livre ou em academias ou similares, mesmo as localizadas em condomínios fechados, cumprindo a orientação para que fiquem em casa”.

    Por outro lado, a SBMEE alega que “a manutenção da atividade física é muito importante, com o exercício devendo ser adaptado para realização na própria residência, de acordo com a faixa etária, estado físico e disponibilidade”.

    As dúvidas

    A Covid-19 é uma novidade e, por mais que médicos e especialistas tendem orientar, existem muitas dúvidas a respeito da enfermidade. Os diferentes materiais produzidos no mundo, como o da Runner’s World e da Men’s Health, afirmam que é possível correr ao ar livre, exceto se houver algum tipo de recomendação contrários dos órgãos de saúde. Os cuidados a serem tomados são:

    - Não se deve correr em grupos – o ideal é o treinamento individual;

    - Evitar a aglomerações ou locais muito cheios – evite parques e opte por percursos livres;

    - Se tiver qualquer sintoma, permaneça em casa, respeitando a quarentena;

    E o pensamento no coletivo?

    É aqui que entra o aspecto mais importante deste post. As recomendações são para que permaneçamos dentro de casa: os adultos estão distantes de seus escritórios e as crianças das escolas. O que diríamos de alguém que abandonou a quarentena por um mero lazer? Por que correr seria diferente?

    Os estudos dizem que o coronavírus permanece nas superfícies por horas ou dias. Ao sairmos de casa para correr, estamos abrindo a possibilidade de sermos contaminados – ainda que sejamos jovens, assintomáticos ou casos leves – e podemos contribuir para infectar um vizinho do condomínio, por exemplo. Vale o risco?

    É difícil, eu sei

    Nos últimos dois anos, eu perdi 3 treinos. Um por sinusite e outros dois por febre.

    Estava inscrito para a Maratona de Porto Alegre e começando a treinar em um nível muito bom (para o meu patamar). A prova foi adiada – e nem poderei fazer na outra data – e todo o ciclo de treinamento também. É difícil pensar em perder condicionamento e etc, mas estamos em uma situação que envolve muito mais do que o eu. Deve-se pensar no coletivo e, ao menos pelos próximos dias, o ideal é adaptar os treinos. Vai ser fácil? Não, especialmente para quem tem esse esporte na rotina.

    Mas, às vezes, situações extraordinárias exigem medidas extraordinárias. Fiquem em casa! Contribuam!

  • O que fazer em caso de provas canceladas ou adiadas

    Corredor deve tentar solucionar de forma amigável, mas, caso não possa participar do evento, pode recorrer à justiça para obter os valores

    Os efeitos do Covid-19 chegaram às corridas de rua. Estamos acompanhando provas suspensas ou adiadas em todo o país. O que fazer em caso de cancelamento ou adiamento da prova? Muitas delas têm muito claro em seus regulamentos que não fazem a devolução da inscrição, inclusive se a situação não for causada pela organizadora – exatamente o momento que vivemos hoje.

    Somente nos últimos dias, a Amazing Runs Ilha do Mel, que estava prevista para os dias 21 e 22, foi adiada; a Meia Maratona de São José dos Pinhais anunciou o adiamento para 10 de maio; a Etapa Copel do Circuito das Indústrias, agendada para domingo (22), foi cancelada; inclusive provas de abril, como a Corrida do Exército e a Maratona de São Paulo foram adiadas para o segundo semestre – por enquanto, outras três grandes maratonas seguem confirmadas.

    Situação extraordinária

    Até mesmo pelo status extraordinário do Covid-19, o consumidor deve tentar resolver a situação de forma amigável com a organizadora. Em caso de insucesso, é possível seguir dois caminhos: o Procon ou a Justiça, normalmente via Juizado Especial.

    “O Procon é um órgão mediador e conciliador entre o consumidor e a empresa. Ele notifica a empresa, e as questões podem ser solucionadas de maneira mais rápida e com menos burocracia”, explica Marcelo Rodrigues Veneri, advogado atuante em Direito do Consumidor no Escritório Veneri Advogados.

    “Entretanto, se o problema não for resolvido de maneira amigável e houver demora persistente na solução, a pessoa lesada poderá contratar um advogado para mover um processo contra a empresa no juizado especial, pois essa será a opção mais recomendada”, ressalta.

    Prazos e obrigações

    Uma das orientações de Veneri é para que o pedido de reembolso aconteça em até 30 dias, a partir do conhecimento do adiamento/cancelamento. “Pelo que estabelece o código de defesa do consumidor, em que há o dever de restituir os valores contratados, ainda que seja disponibilizada nova data para realização do evento, eis que não se pode obrigar o consumidor a comparecer nesta nova data”, revela.

    Mesmo em uma situação extraordinária, sem relação com a organização propriamente dita, o fornecedor deve ressarcir o consumidor, explica Veneri, comparando os casos do Covid-19 à gripe H1N1, em 2009. O Artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor diz que “o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos”.

    No caso de corridas nas quais o corredor pagou hotel e transporte, Veneri recomenda um pouco mais de cuidado e paciência em razão da situação do Coronavírus.

    “Há, por parte dos órgãos governamentais, a sugestão para que as empresas aceitem cancelamentos e alterações sem custo, assim como existem, por parte de sindicatos e associações empresariais, solicitações para que os consumidores não peçam o reembolso imediatamente, até mesmo para que consigam organizar seu fluxo de caixa frente a despesas não programadas”, diz.

    Jurisprudência

    Em um processo encerrado em 2015, uma agência foi obrigada a ressarcir uma consumidora em um valor próximo de R$ 12 mil. A autora da ação desistiu da viagem em razão do surto de gripe H1N1 e pediu o reembolso para a agência. A consumidora teve ganho de causa na primeira instância, e a agência recorreu, mas o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) manteve a decisão inicial.

    “Cumpre registrar que a responsabilidade da prestadora de serviços é objetiva, nos termos do mencionado art. 14 do CDC, razão pela qual se mostra desnecessária a demonstração de culpa, bastando a comprovação da existência do nexo de causalidade entre ato da recorrente e a violação ao direito dos recorridos”, diz o acórdão do processo.

  • Coronavírus

    Coronavírus: organizadores confirmam realização de maratonas do primeiro semestre no Brasil

    Atualizado: 12/03, às 17 horas.

    No entanto, decisão de autoridades públicas, como a adotada recentemente em Brasília, pode modificar este cenário

    As quatro principais maratonas do Brasil do primeiro semestre, agendadas entre abril e junho, confirmam a realização de suas provas nas datas estabelecidas. Não escondem, no entanto, que uma orientação das autoridades de saúde pode mudar todo o cenário. Previstas para os próximos três meses, as provas batem com um possível surto do Coronavírus no Brasil, segundo especialistas e o histórico da doença. A Maratona Internacional de São Paulo está agendada para 5 de abril; em 31 de maio, acontece a Maratona de Porto Alegre; e, em 14 de junho, ocorrem tanto a Maratona do Rio quanto a Maratona de Floripa.

    O receio de cancelamento ou adiamento das provas vem na esteira do que tem ocorrido no mundo, especialmente pelo fato de os grandes eventos esportivos resultarem na aglomeração de pessoas, o que contribuiria para a disseminação do vírus.

    Somente nesta semana, o jogo entre PSG e Borussia Dortmund em Paris, pela Liga dos Campeões da Europa, teve portões fechados; duas partidas das oitavas de final da Liga Europa foram adiadas; a NBA suspendeu a temporada por período indeterminado; e os jogos do Brasil pelas duas primeiras rodadas da Eliminatória para a Copa do Mundo ((27 e 31 de março) foram adiados.

    No universo da corrida de rua, a situação não seria diferente. A Maratona de Rotterdam, prevista para 5 de abril, foi adiada – ainda sem data definida; a de Hamburgo procura uma nova data – estava agendada para 19 de abril; a de Viena, que esperava 45 mil pessoas, foi cancelada. As Meias Maratonas de Praga e Lisboa, que integram as “Super Halfs”, foram adiadas. A de Boston (20 de abril) está com um espaço de atualizações sobre o Coronavírus em seu site: segue confirmada por ora.

    A situação também já chegou ao Brasil. A Meia das Torres, agendada para 15 de março em Brasília, foi cancelada – a organização já afirmou que enviará informações para reembolso. Na tarde desta quinta-feira (12), os 10 km da Tribuna (considerada a segunda maior prova do Brasil), que estava marcado para 17 de maio, foi adiado para 15 de novembro. De acordo com a organização, o adiamento visa reduzir a propagação do vírus

    Veja o posicionamento das quatro maratonas:

    Maratona Internacional de São Paulo – De acordo com a assessoria de imprensa da Yescom, a organizadora do evento, todas as atividades e a programação relacionada estão mantidas, embora afirmem que “estão acompanhando” a evolução da doença no país. EDITADO: prova adiada em 14/03 para o segundo semestre.

    Maratona de Porto AlegreO pronunciamento oficial do Clube dos Corredores de Porto Alegre, organizador da Maratona, é de “que a realização da 37ª Maratona Internacional de Porto Alegre está confirmada”. A organização afirma ainda que está “monitorando cuidadosamente todas as informações e atualizações relacionadas ao Coronavírus. Para garantirmos aos participantes do evento a maior segurança possível, tomaremos todas as medidas preventivas divulgadas pelos órgãos públicos”.

    Maratona do RioEm nota enviada por e-mail, a organização da Maratona do Rio afirma que “seguirá as orientações da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e esclarece que, segundo os órgãos competentes, até o momento não há qualquer sinalização dos mesmos para cancelamento ou mudança das datas do festival de corrida”. A nota continua: “o evento segue com o calendário anunciado e acontecerá entre os dias 11 a 14 de junho de 2020. A organização reitera que segue acompanhando de perto os desdobramentos do Coronavírus no Estado do Rio de Janeiro”. 

    Maratona de FloripaA Norte MKT, responsável pela organização, afirmou que a diretoria da empresa está conversando para entender o que vai ser feito. Mas, por ora, a prova está mantida.

    Opinião

    Se você ainda não está inscrito nessas provas, minha sugestão é que aguarde ao menos até o fim do março para tomar uma decisão. Oficialmente, os comunicados são de que as provas estão mantidas, mas uma decisão do governo pode proibir grandes aglomerações de pessoas, como a que ocorreu em Brasília e em vários locais do mundo.

    Em Seattle, nos Estados Unidos, foram vetados encontros que reúnam mais de 250 pessoas; na Alemanha, o adiamento da Maratona de Hamburgo se deve ao veto a reuniões de mais de 1 mil pessoas até 30 de abril; sem contar, obviamente, o estado de quarentena da Itália, que fechou lojas e obrigou as pessoas a permanecerem em suas casas, limitando até mesmo quem está autorizado a ir ao mercado.

     

  • Últimos dias para se inscrever na Amazing Runs Ilha do Mel

    As inscrições para a Amazing Runs Ilha do Mel, organizada pela Associação Pro Correr e Global Vita Sport, se encerram na segunda-feira (16) às 23h59. A prova acontece no fim de semana dos dias 21 e 22 de março, e tem como cenário o parque estadual da Ilha do Mel, um dos destinos turísticos mais bonitos do Brasil.

    Com distâncias de 6 km, 9km, 14Km e 22Km, a ilha paranaense recebe desde atletas iniciantes até os mais experientes. É possível se inscrever para as provas de forma individual ou participar dos desafios: da Butuquinha (6km e 9km) e da Butuca (14km e 22km). 

    Pelo sexto ano consecutivo, a Amazing Runs Ilha do Mel reúne atletas de todos os estados brasileiros e do exterior. Considerada por muitos um dos principais pontos turísticos do país e um refúgio ecológico, a ilha está localizada a menos de uma hora da capital paranaense. 

    Amazing Runs Ilha do Mel 

    Data: sábado, 21 e domingo, 22 de março de 2020 

    Local: Estação Ecológica e Parque Estadual Ilha do Mel, Ilha do Mel Paraná (Nova Brasília) 

    Largada dos percursos de  6km e 14km -  sábado, dia 21 de março às 9h30

    Largada dos percursos de  9km e 22km - domingo, dia 22 de março às 8h 

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/amazing-runs-ilha-do-mel-2020-29279

    Organização e realização: Associação ProCorrer e Global Vita Sports 

  • Run The Music Jovem Pan começa essa semana

    Preparar, apontar, fogo! O circuito mais consolidado da cidade chega em sua 7ª edição com a proposta de superação a cada etapa. A Run The Music Jovem Pan — que até o ano passado se chamava “Esquenta de Corridas” — vai ser realizada nas quintas-feiras à noite e a primeira etapa, das 7, já acontece na próxima quinta-feira (13), no Parque Barigui.

    O circuito conta com o patrocínio oficial da Jovem Pan e mantém o atrativo de ranking ao final das etapas, que soma os tempos dos atletas, classificando os melhores no geral e por faixas etárias. Para este ano, toda a estrutura do evento foi repensada: entre as novidades estão telão de led, pórtico e palco de premiação em formatos diferentes e medalhas colecionáveis das etapas, com a cara dos circuitos.

    Marcelo Gomes, diretor da Nosso Time, conta que a expectativa dos atletas é das melhores. “Nossos participantes merecem o melhor e vão sair muito satisfeitos de todas as etapas. Todo corredor gosta de música, música traz empolgação”, afirma Marcelo.

    As inscrições para a primeira etapa vão até o dia 11 de fevereiro e podem ser feitas no link https://www.ticketagora.com.br/e/RUN-THE-MUSIC-JOVEM-PAN-1-ETAPA-PQ-BARIGUI--29712. A abertura da arena será às 18h30, com largada única às 20h30. 

    Confira todas as etapas de 2020:

    13/02/20 1º Etapa - Barigui
    16/04/20 2º Etapa - Barigui
    04/06/20 3º Etapa - Tingui
    02/07/20 4º Etapa - A definir
    20/08/20 5º Etapa - Tingui
    01/10/20 6º Etapa - Tingui
    03/12/20 7º Etapa - Barigui
     

  • 9 ilhas para conhecer correndo

    Verão combina com areia, sol e mar, certo? Para entrar no clima de final de estação, preparamos uma lista com 10 destinos paradisíacos para você conhecer do jeito que você mais gosta: correndo.

    1. Meia Maratona de Andamã

    As ilhas de Andamã com o mar azul-turquesa e florestas tropicai são o cenário dessa prova que acontece em 16 de fevereiro de 2020. O arquipélago, localizado no sudeste da Índia, recebe a corrida desde 2011. As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de fevereiro para os percursos de 21Km e 10Km no site www.andamanmarathon.com   

    2. Amazing Runs Ilha do Mel 

    A Ilha do Mel é considerada um dos principais pontos turísticos do Brasil, um paraíso ecológico a menos de uma hora de Curitiba, no Paraná. Há 6 anos, a Global Vita Sports utiliza a paradisíaca ilha como pano de fundo para sediar a primeira etapa do Circuito Amazing Runs.Os atletas podem escolher entre as distâncias de 6km, 9km, 14km ou 22km. Quem quiser ir além pode optar pelos desafios da Butuquinha (6km e 9km) ou da Butuca (14,km e 22 km), que acontecem nos dias 21 e 22 março de 2020. As inscrições para a tradicional e concorrida prova estão abertas no https://ticketagora.com.br/e/amazing-runs-ilha-do-mel-2020-29279

    Nós estaremos lá novamente este ano, acompanhem! :)

    3. Meia Maratona Internacional de Aruba 

    Aruba é famosa por promover diversos eventos esportivos ao longo do ano. E a programação de 2020 começa em 22 de março, com a 35º Meia Maratona Internacional de Aruba, evento que percorre a ilha longitudinalmente, desde a cidade de San Nícolas até a capital Oranjestad. Interessados podem se inscrever diretamente no site da Meia Maratona Internacional de Aruba no link: https://registration.mylaps.com/Arubahalfmarathon. O prazo para inscrição termina em 20 de março, ou até se esgotarem as vagas.

    4. Maratona Internacional de Moorea

    A Ilha de Moorea, na Polinésia Francesa, foi considerada a terceira ilha mais bonita do mundo, segundo a renomada revista Condé Nast. A paisagem da ilha que reúne mar azul turquesa, montanhas cobertas de um verde aveludado e arrecifes de corais recebe nos dias 3 e 4 de abril a Maratona Internacional de Moorea. As inscrições para os percursos de 42K, 21K, 10K, 5K e corrida kids já estão abertas no site www.mooreamarathon.com  

    5. Madeira Island Ultra Trail

    Além de Cristiano Ronaldo, à Ilha da Madeira é conhecida por suas florestas, montanhas e cachoeiras dignas de filme épico. Essa paisagem de fantasia, localizada no oceano Atlântico, abriga uma ultramaratona de 115 Km com altimetria de 7.100 metros, que acontece no dia 25 de abril de 2020. As inscrições estão abertas no site www.miutmadeira.com   

    6. XTERRA Brazil - Etapa mundial de Ilha Bela/SP 

    Essa prova é a etapa brasileira que pontua para o  XTERRA World Championship, disputado no Havaí. Por isso, Ilha Bela, no litoral norte do estado de São Paulo, recebe centenas de estrangeiros para os desafios que reúnem triatlhon, natação, pedal e trail run no mesmo fim de semana. A XTERRA Brazil 2020 acontece nos dias 9 e 10 de maio e as inscrições pode ser feitas por meio do site https://www.ticketagora.com.br/e/XTERRA+BRAZIL+2020-29683 

    7. Maratona Laguna Phuket

    Coqueiros flamejantes, mares cristalinos, costas exuberantes e a hospitalidade do simpático povo tailandês fazem da Maratona Laguna Phuket uma das corridas mais populares do calendário. Com percursos de 5Km, 10,5Km, 21Km, 42Km e corrida kids, a prova acontece nos dias 13 e 14 de junho de 2020, e as inscrições podem ser realizadas pelo site http://www.phuketmarathon.com/   

    8. Maratona de Kauai

    A ilha havaiana de Kauai é conhecida por ser um paraíso tropical. O percurso da maratona acompanha a costa da ilha e passa por praias exóticas e florestas tropicais de imensa beleza. A próxima Maratona de Kauai acontece no dia 6 de setembro de 2020, mais informações e inscrições podem ser feitas pelo site www.thekauaimarathon.com   

    9. 21K de Noronha 

    Fernando de Noronha é um arquipélago vulcânico situado a 350Km da costa do nordeste e que possui uma beleza descomunal que atrai turistas do mundo inteiro. Esse cenério deslumbrante recebe, em dezembro, o Festival 21K de Noronha, evento que reúne música, praia, corrida e badalação nas areias da ilha pernambucana. Mais informações em http://www.21knoronha.com.br/ 

  • Somos favoráveis ao movimento #noprint

    Fotografia esportiva se disseminou em todo o Brasil, mas muitos corredores fazem apenas o print das imagens e compartilham em suas redes sociais, deixando de valorizar o trabalho do profissional

    Estima-se que, somente no Brasil, o mercado das corridas de rua movimente R$ 3,1 bilhões. Um estudo do imarc Group projeta que, no período entre 2019 e 2024, haverá aumento de 6% no segmento, considerando quatro itens principais: os tênis, o vestuário, os acessórios e aplicativos para mapear os treinos e provas. Ou seja, há cada vez mais empresas e pessoas transformando a corrida em seu estilo de vida – assessorias de corrida, nutricionistas, agências de viagens personalizadas e por aí vai.

    Ao organizar uma corrida, há uma série de empresas beneficiadas: as malharias (responsáveis pela confecção das camisetas), as fábricas de medalhas personalizadas, as próprias prefeituras (que recebem uma taxa pelo uso das ruas), as pessoas que trabalham de forma direta e indireta, entre tantos outros envolvidos. Além dos itens necessários para a prática e as inscrições para as corridas (cada vez mais personalizadas), um novo mercado amadureceu: o de venda de fotos.

    Especialização

    As organizadoras de corrida têm feito parcerias com empresas especializadas na cobertura fotográfica, dando a oportunidade aos corredores de ter um registro de muitos momentos especiais. Muitas dessas provas oferecem um valor específico antecipado, dando direito a fazer o download de um pacote com todas as fotos. Em outras, o corredor seleciona e adquire as fotos mais interessantes, que representam um momento especial daquela prova.

    Assim como outros sites/aplicativos da economia compartilhada, como o Uber, por exemplo, os sites fazem a intermediação entre os atletas e os fotógrafos – e uma parte do valor é absorvida pela empresa pelo uso da tecnologia, sistemas de pagamento e etc. Em outras palavras, a fotografia esportiva se tornou mais um caminho para a renda de muitas pessoas, seja para realizar como atividade principal ou mesmo como complemento de renda.

    #noprint

    Ao encerrar uma prova, muitos atletas aguardam com ansiedade para ver suas fotos. Nós, por exemplo, já tivemos mais de 100 fotografias tiradas em uma única prova. Em geral, as fotos custam a partir de R$ 10, considerando as versões para download em diferentes qualidades. Diante da gama de imagens disponíveis, há uma chuva de pessoas nas redes sociais que, ao invés de comprar a fotografia, tiram prints e postam. E o pior: não assumem que essa é uma postura errada! Veja alguns motivos para não fazer isso:

    - Empatia Assim como cada corredor, os fotógrafos chegam cedo, encaram sol, frio ou chuva para oferecer um registro que pode ser importante. Se você não sente vontade de comprar a imagem, sem problemas. Mas não faça print.

    - Regulamento da ProvaHá uma alegação de muitas pessoas de que não deram consentimento para que suas imagens fossem exploradas. No entanto, em 99% dos regulamentos concordados pelos atletas no ato da inscrição, há os artigos que deixam claro que a empresa pode, sim, usar a sua imagem para eventuais divulgações pós-prova.

    - Direito autoralO fotógrafo ou o próprio site podem entrar com pedido de Direito Autoral (Lei 6.910/98), visto que o uso da imagem não foi consentido – e, quando é feita a compra, esse direito é cedido.

    Em tese, a corrida deveria ensinar sobre respeito às regras e ética -- algo que, assim como mostramos no post anterior, está em falta em muitas ocasiões.