• O mercado de luxo na corrida

    O mercado de luxo na corrida
    (Foto: Reuters)

    Novo tênis da nike custa 170% do salário mínimo e causou furor nas redes sociais, gerando até mesmo uma onda de ataques à marca

    O preço de prateleira do novo Alphafly, tênis usado por Eliud Kipchoge para quebrar a barreira das 2 horas em maratonas, chegou ao mercado brasileiro por R$ 1.799. Este valor corresponde a cerca de 170% do salário mínimo do Brasil – de R$ 1.045. O valor do calçado causou revolta em muitos corredores, mas há uma explicação por trás deste número: o desenvolvimento de um mercado de luxo na corrida.

    Destaca-se que a maioria das marcas tem calçados na faixa de R$ 1 mil para modelos mais recentes e tecnológicos. Se formos usar a lógica do salário mínimo, o preço de R$ 999 cotado para o Mizuno Enerzy, que foi lançado recentemente, também deveria incomodar. Os preços assustam por estarem associados a um esporte que, em essência, demanda muito pouco, além da vontade de treinar e de se movimentar.

    Investir em tênis, relógio com GPS, roupas esportivas, fone de ouvido bluetooth, suplementos alimentares e outros acessórios pode ser uma maneira de tornar essa rotina mais confortável e agradável, mas não são materiais determinantes para os resultados. Pelo contrário, inclusive. Há muitos corredores amadores com desempenhos excelentes com pouco ou nada dos materiais mais modernos.

    Apesar de o esporte ser simples, isso não quer dizer que não exista um mercado de luxo. Assim como em outros setores, há sempre produtos mais caros para quem está disposto a pagar – pela exclusividade, pelo status e pela valorização. Por isso, é claro, a Nike não vai lançar o mesmo volume de Alphafly e de Zoom Fly 3 em sua loja – exclusividade e indisponibilidade torna o modelo usado por Kipchoge mais cobiçado.

    Será que o Brasil tem um público de luxo? E como! Entre 2013 e 2018, o faturamento desses produtos teve alta de 18% no Brasil, de acordo com a consultoria Euromonitor. Vale lembrar que, nestes seis anos, o Brasil enfrentou grave crise econômica – O PIB caiu 1,3% neste período. E as projeções para o setor são de crescimento: a estimativa é de aumento do faturamento em 4% ao ano, com alta de 20% até 2023.

    Valores intangíveis

    O mercado de luxo vai além da qualidade do tênis: ele traz valores intangíveis. Para sairmos do exemplo da corrida, imagine o universo das motos. Existe o motociclista que usa a moto para o trabalho, aquele que compra para rodar no fim de semana (geralmente procura as motos esportivas ou customizadas) e o que gosta de viajar, que investe em motos mais confortáveis e robustas.

    A pergunta é: a Harley-Davidson vende só a moto? Longe disso. Quem adquire esta moto compra um valor intangível: o sonho de liberdade construído pela marca ao longo de muitos e muitos anos. Quer dizer que o “harleiro” vai fazer uma expedição e conhecer toda a América do Sul sobre duas rodas? Não necessariamente. Ele pode seguir só entre Curitiba e Matinhos, mas ele adquiriu este sonho.

    A lógica é parecida com o mundo da corrida: será que todos os corredores que vão adquirir o Alphafly correm a um pace que justifica este investimento? Tenho minhas dúvidas e, para a Nike, essa questão é irrelevante. Ela conseguiu despertar o desejo e, mais do que isso, atribuiu ao calçado o valor intangível da velocidade. A pessoa que o adquirir pode não ser um corredor rápido, mas vai se sentir como tal.

    Essa construção não é simples e veio ao longo dos anos, com patrocínios no esporte de alto rendimento, o desenvolvimento de um evento para tentar quebrar a barreira das 2 horas, a criação de diversos tênis para o dia da prova (incluindo a última linha com a placa de carbono, que trouxe um novo movimento de tênis muito próximo do salário mínimo).

    Em outras palavras, o Brasil – e a corrida de rua – tem público para consumir esses produtos. Você precisa dele? Esta questão é de foro íntimo. Eu não gasto mais de R$ 400 nos meus tênis e tenho convicção de que eles cumprem com o seu objetivo. Apesar de eu não ter desejo ou interesse em ter esse tênis, isso não significa que a marca deve ser atacada por desenvolver um produto voltado a um público que não só existe no país como está em pleno desenvolvimento.

     

  • A polêmica do momento: correr com ou sem máscara?

    A polêmica do momento: correr com ou sem máscara?

    Apesar do desconforto causado pela proteção, médico recomenda o uso do acessório; exceção seria treinar em locais totalmente isolados, com a garantia de que não haverá contato com outras pessoas

    Há um grande debate entre corredores e quem manteve suas atividades físicas ao longo dos quase 5 meses de quarentena devido à pandemia: usar ou não usar máscara? De fato, quando se observa as decisões tomadas por diferentes países, não há uma unidade de como proceder. Nos Estados Unidos, por exemplo, o uso de máscaras para atividades físicas era obrigatório em São Francisco, enquanto, em Nova Iorque, os praticantes deveriam usá-la somente quando vissem outra pessoa transitando.

    Ao que parece, a forma como a Covid-19 atua e o fato de os estudos sobre a doença estarem se desenrolando em meio à pandemia torna a questão ainda mais complexa, gerando dúvidas e questionamentos. Uma das causas é o fato de terem existido recomendações distintas pelos órgãos: a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício do Esporte (SBMEE) já deram diferentes orientações a esse respeito.

    Especialista em Medicina Esportiva do Hospital Marcelino Champagnat, Pedro Murara diz que as práticas esportivas ao ar livre em ambientes espaçosos e sem aglomeração representam risco baixo de contágio. Porém, o momento epidemiológico e a adesão da população às recomendações das autoridades devem ser os fiéis da balança para tomar essa decisão, assim como o respeito à legislação local.

    Segundo Murara, a OMS teve o cuidado de orientar as pessoas sobre os riscos de treinar com máscaras úmidas, e a SBMEE “corrigiu” o problema ao sugerir que o atleta leve mais de uma unidade para efetuar a troca.

    Pontos favoráveis e desfavoráveis das máscaras

    Embora seja desagradável, a máscara efetivamente oferece proteção ao usuário. “A má experiência que ela proporciona pode realmente ser uma dificuldade adicional, mais uma barreira à prática regular de exercícios físicos que tanto incentivamos, fundamentais para saúde cardiovascular, metabólica, musculoesquelética e, especialmente neste momento, imunológica e mental. Por outro lado, a máscara é uma importante barreira física contra gotículas, o principal veículo de transmissão comunitária do vírus”, esclarece Murara.

    Máscara molhada?

    Um dos argumentos contrários ao uso da máscara é o fato de molhar com facilidade em exercícios ao ar livre. Na opinião de Murara, é recomendável usar a máscara nos treinos, mesmo com o aumento da dificuldade – e, ao molhar, fazer a troca por uma máscara seca durante a prática.

    “As máscaras umedecem precocemente quando usadas durante a prática esportiva de fato, o que realmente anula a proteção que visamos obter com seu uso ao criar um meio de continuidade entre o ambiente interno da máscara em contato direto com as vias aéreas e o meio externo. É por essa razão que a SBMEE recomenda portar outras máscaras limpas para trocas conforme necessidade”, justifica.

    Baixar e levantar durante o exercício?

    Muitas pessoas têm adotado uma espécie de etiqueta: carregam a máscara no queixo ou pescoço e a colocam apenas ao verem outras pessoas. Esse procedimento é correto? Não, na opinião do profissional.

    “Abaixar a máscara no queixo ao chegar ao local de exercício a contamina com as sujidades e micro-organismos da região, que até então estava exposta e é contraindicado. Após adaptar a máscara no rosto para sair de sua casa, deve-se mexer o mínimo possível nela. Quando o fizer, o apropriado é pelas tiras laterais”, afirma.

    É necessário em treinos isolados?

    Na teoria, não há riscos de transmissão para quem consegue sair de um local e chegar ao ponto da prática isolado, treinar de forma individual para, ao fim da atividade, colocar a máscara novamente. “O risco de encontrar alguém inesperadamente está sendo assumido como inexistente, o que é difícil de garantir na maioria dos casos. Entendo que esse tipo de situação não é realidade para todos, e as sociedades médicas devem pautar suas recomendações nas maiorias e não nas exceções”, afirma.

    Existe “máscara esportiva”?

    De algodão, de neoprene, de knit... O mercado passou a oferecer inúmeras opções para os corredores por diferentes valores. Mas existe uma máscara esportiva? Apesar dos argumentos comerciais usados por muitas empresas, a lógica é simples: quanto mais respirável um tecido, mais permeável ele é. Em outras palavras, embora ofereça mais conforto ao corredor, ela é, em tese, menos segura.

    No entanto, Murara argumenta que o fato de dar mais segurança e diminuir o volume de toques no rosto durante o exercício pode fazer com que esses itens auxiliem os atletas. “As máscaras esportivas podem superar as comuns em conforto e adaptação ao rosto. Haveria ganho de proteção contra o vírus e, ainda assim, facilitaria o treino, diminuindo o deslocamento da máscara pela face”.

    O que diz a lei no Paraná

    No Paraná, por exemplo, desde 28 de abril, é obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos, conforme a lei estadual 20.189/20. Em seu artigo 1º, o texto da lei “obriga, no Estado do Paraná, o uso de máscara por todas as pessoas que estiverem fora de sua residência, enquanto perdurar a pandemia”.

    A legislação estabelece a obrigatoriedade para espaços “abertos ao público ou de uso coletivo”, caso de vias públicas, parques e praças, terminais de ônibus, estabelecimentos comerciais e outros locais em que possa haver aglomeração de pessoas.

    “Independentemente de recomendações controversas, deve ser observado o que estado e município regulamentam. No Paraná, a lei determina obrigatoriedade do uso em espaços abertos ao público ou de uso coletivo. Treinar sem máscara é passível de multa”, ressalta Murara.

     

  • Treinar sem provas: apaixone-se pelo processo

    Treinar sem provas: apaixone-se pelo processo

    Deixe o corpo evoluir e aprenda a curtir os treinos e a sensação de bem-estar causada pela corrida

    Há uma reclamação constante de muitos corredores nas redes sociais sobre a dificuldade para treinar sem um calendário de provas definido. Os atrasos e cancelamentos de provas tornam bem mais complicado se imaginar cruzando a linha de chegada naquele momento difícil do treino ou no dia em que as coisas parecem mais duras do que costumam ser.

    Para muitos – grupo no qual me incluo --, é mais fácil se motivar tendo uma prova-alvo no futuro para atingir um objetivo. E o propósito de cada um pode ser variado: terminar a primeira prova de rua; seu melhor tempo ou finalizar bem provas de 5 ou 10 quilômetros; concluir a primeira meia maratona ou maratona ou atingir marcas como sub1h30/sub2 (nos 21 kms), sub3 e sub4 (nos 42 kms), entre outras.

    Apesar de me incluir no grupo que gosta de treinar com um objetivo, descobri nos últimos três anos que sou um apaixonado pelo processo em si. Para mim, ao conseguir treinar de forma adequada ao longo do período, há uma grande chance de se atingir o objetivo estabelecido – ou de chegar muito perto, desde que as metas sejam plausíveis.

    Há variáveis incontroláveis no dia da prova: clima (muito calor ou muito vento podem atrapalhar); umidade do ar (muito alta ou muito baixa são adversárias duras); chuva; a sua condição (por melhor que seja o seu treino, há dias e dias). Ou seja, o fato de não atingir o objetivo não inviabiliza o processo de melhora obtido durante o período.

    Motive-se sem provas

    Compartilho um relato pessoal. Há alguns anos, reduzi o número de provas em que participo por um motivo específico: quanto mais provas participamos, mais difícil fica para treinar.

    O raciocínio parece esquisito, mas explico: gosto de ir para uma prova para fazer o melhor. Dessa forma, a semana anterior e a posterior têm menos intensidade e volume de treinos, visando, respectivamente, a preparação e a recuperação.

    Em outras palavras, um atleta que corre uma prova (no limite) a cada 15 dias praticamente não treina da forma mais adequada, pois está sempre se expondo a um limiar de força em prazos muito curtos, sem dar chance de o corpo, de fato, melhorar.

    Para aperfeiçoar o rendimento, o corpo precisa de tempo e constância. Sem a definição de um calendário, o corredor pode usar esse período para focar na melhoria de valências que, por vezes, ficam em um segundo plano: mobilidade, força, mais velocidade, dificuldade em subidas e etc.

    Ao usar a quarentena dessa forma, dando espaço e pensando em evoluir sem ter uma prova específica, você estará mais preparado para quando as provas de rua voltarem. E se você sente necessidade de ter uma prova ou uma data pré-determinada para se testar, por que não aproveitar uma corrida virtual – o que também vai ajudar as empresas do ramo?

    Um apelo

    Por último, um apelo: muitos países – mesmo nos momentos mais rigorosos do isolamento social – não impediram a realização de atividades físicas. Sou um defensor disso: ter a sua hora de exercícios diários ao ar livre contribui demais para encarar a quarentena. Mas é importante respeitar as recomendações dos órgãos de saúde: usar a máscara, procurar correr de forma isolada e não treinar em grupo (exceto se for com as pessoas da sua própria casa). Não é difícil, né?

     

  • Projeto Movimente-se pelo Hospital Pequeno Príncipe

    Projeto Movimente-se pelo Hospital Pequeno Príncipe
    (Foto: Divulgação)

    Toda a renda das inscrições será revertida para as atividades de assistência e pesquisa do HPP no enfrentamento ao coronavírus 

    A chegada da pandemia do coronavírus trouxe um dos maiores desafios enfrentados pela instituição em seus 100 anos de história, acarretando um déficit operacional da ordem de R$ 20 milhões.

    Para arrecadar fundo, o hospital criou o PROJETO MOVIMENTE-SE, com a venda de kits com medalha, camiseta e máscara. O primeiro lote vai até o dia 26/7, a partir de R$ 64,90. Toda a renda arrecadada com os kits será revertida para as atividades de assistência e pesquisa do Hospital Pequeno Príncipe no enfrentamento ao coronavírus.

    Além de contribuir com o hospital, quem adquirir o kit fará parte do PROJETO MOVIMENTE-SE. Funciona assim: o participante terá um login no site do projeto, onde irá registrar o tempo do exercício físico praticado em casa e entrará para o ranking de classificação do evento. Vale de tudo, aula de dança, ginástica, corrida na esteira, alongamento. O importante é se movimentar!

    Há 100 anos, o Pequeno Príncipe – maior hospital pediátrico do Brasil – trabalha para oferecer atendimento em saúde de excelência e cuidado humanizado a milhares de meninos e meninas. Instituição filantrópica, destina até 70% da sua capacidade a pacientes do SUS.

    Mais informações: https://rb.gy/n5spct

  • Prefeitura nega transferência do calendário de corrida de 2020 para 2021

    Prefeitura nega transferência do calendário de corrida de 2020 para 2021
    (Foto: Pexels.com)

    Segundo a administração municipal, ato poderia ser enquadrado como improbidade administrativa; organizadores de eventos alegam que há mecanismos legais para isso, sem colocar as empresas em risco

    A confusão entre a prefeitura de Curitiba e a Associação das Empresas Organizadoras de Corrida de Rua de Curitiba (Aoccwb) sobre o calendário de eventos teve novo capítulo na semana passada. E o cenário para as empresas do segmento se torna ainda mais nebuloso. As empresas sugeriram a transferência do calendário de 2020 para 2021 devido à pandemia de modo a garantir a realização dos eventos e prestar esclarecimentos aos atletas já inscritos, mas a prefeitura se manifestou de forma contrária.

    Em Curitiba, as corridas de rua contam com datas a serem preenchidas pelas empresas por meio de chamamentos públicos – uma espécie de licitação, regulada pela Lei 13.019/14. Para 2020, a escolha das organizadoras em cada uma das 95 datas disponíveis se deu ainda em 2019. No entendimento da administração municipal, não existe a possibilidade de se estender o prazo para 2021, pois iria ferir o princípio da isonomia – a garantia de igualdade de condições dos participantes no processo.

    Via assessoria de imprensa, a prefeitura informou que vai conduzir os chamamentos para 2021 e que as empresas podem se organizar de modo a garantir que as datas deste ano sejam mantidas. Caso apenas ampliasse o calendário de 2020 para 2021, a administração municipal alega que pode até mesmo incorrer em ato de improbidade administrativa.

    Segundo a AocCwb, que conta com 7 empresas que respondem por aproximadamente 90% dos eventos realizados na capital paranaense, se a administração municipal abrir os procedimentos, a situação se torna irreversível e pode ser um ataque fatal para as empresas do segmento na capital.

    “Nós conseguimos nos organizar bem. Mas a modalidade permite a participação de empresas de todo o Brasil neste tipo de chamamento desde que cumpram os requisitos, o que inviabiliza assegurar a manutenção das datas”, explica Marcos Pinheiro, presidente da entidade.

    O vice-presidente da AocCwb, Arthur Trauczynski, afirma que há mecanismos legais para se estender os prazos de realização de eventos, sem que a prefeitura seja penalizada ou que tenha custos. “Nós tivemos conversas com procuradores, advogados, dizendo que existem mecanismos legais para se estender o prazo. Além disso, trata-se de uma pandemia, uma situação de força maior, o que justificaria a criação de mecanismos legais, ainda mais tendo a anuência dos organizadores desses eventos”, argumenta.

    Na avaliação de Trauczynski, as demandas feitas à prefeitura são razoáveis. “Estamos pedindo por empatia e interesse em resolver os problemas. Não demandamos dinheiro público, mas a garantia de viabilização das empresas. A prefeitura não está disposta nem a isso neste momento”, ressalta.

    E os atletas?

    Os atletas já inscritos nestes eventos aguardam com ansiedade a resolução do problema. Em abril, o governo federal promulgou a Medida Provisória 948/20, que “dispõe sobre o cancelamento de serviços, de reservas e de eventos dos setores de turismo e cultura em razão do estado de calamidade pública” decorrente da Covid-19.

    Em seu artigo 2º, a MP estabelece que, “na hipótese de cancelamento de serviços, de reservas e de eventos, incluídos shows e espetáculos”, o prestador de serviços ou a sociedade empresária não serão obrigados a reembolsar os valores pagos pelo consumidor, desde que assegurem: (1) a remarcação dos serviços, das reservas e dos eventos cancelados; (2) a disponibilização de crédito para uso ou abatimento na compra de outros serviços, reservas e eventos, disponíveis nas respectivas empresas; ou (3) outro acordo a ser formalizado com o consumidor.

  • Calendário de corridas de rua em Curitiba segue indefinido em 2020 e 2021

    Calendário de corridas de rua em Curitiba segue indefinido em 2020 e 2021
    (Foto: Minoru Fotografias)

    Organizadoras solicitaram a transferência do calendário deste ano para 2021, mas a administração municipal diz que só vai se manifestar após posicionamento de Comitê de Técnica e Ética Médica

    Embora tenha havido organização do setor com a formação de uma Comissão Brasileira dos Organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor para criar protocolo específico para voltar com os eventos quando os contágios pela Covid-19 reduzirem, há pouca expectativa de que as corridas de rua voltem a ser realizadas em Curitiba até o fim do ano. A indefinição, na realidade, persiste até mesmo em relação ao cronograma para 2021.

    A Associação das Empresas Organizadoras de Corrida de Rua de Curitiba protocolou pedido para a Comissão de avaliação de eventos de Esporte e Lazer (Caeel), sugerindo que o calendário de 2020 fosse transferido para 2021, com suas devidas adequações em datas (caso haja necessidade) e seguindo novos protocolos rígidos, que, entre outras alterações, poderiam reduzir o total de participantes, obrigariam o uso de máscaras para os atletas e teriam dispersão imediata.

    Em resposta ao pedido, a prefeitura afirmou apenas que "haverá manifestação por essa comissão quanto à reprogramação de calendário 2020 e programação de calendário 2021 após manifestação do Comitê de Técnica e Ética Médica e conforme as orientações da procuradoria deste município." O blog questionou a prefeitura de Curitiba, que reforçou o mesmo posicionamento, alegando que a transferência depende do comitê e que atividades que geram aglomeração estão suspensas até o fim da pandemia.

    “Tratando-se de Curitiba, não [há expectativa de voltar este ano]. Além do cenário não ser favorável, temos ainda um ‘descaso’ dos órgãos responsáveis sobre o nosso setor”, critica Marcos Pinheiro, o presidente da Associação das Empresas Organizadoras de Corrida de Rua de Curitiba. De acordo com ele, a falta de uma resposta clara da Secretaria de Esportes e Lazer de Curitiba “inviabiliza qualquer planejamento de médio e longo prazo por parte das empresas, o que criaria um subsídio para que possam se posicionar junto aos atletas”.

    Pinheiro alega que, em comparação com outras capitais, como Florianópolis, São Paulo, Rio, Manaus, entre outras, Curitiba não parece demonstrar interesse em “fazer a mudança completa do calendário para 2021 e também não se interessa em propor auxílio ou pacote de assistência em um momento tão sensível, visando a sobrevivência do setor”, acrescenta. 

    Na avaliação de Pinheiro, a mudança seria benéfica até mesmo para a prefeitura. “Desde março, as provas foram canceladas. Não houve cancelamento por parte das organizadoras em razão de um decreto municipal. Com a possível mudança para 2021, temos tempo de planejar, de tentar vender, esperar uma retomada da economia, uma possível vacina, e que passe este caos do momento”, ressalta.

    Mercado de R$ 3,1 bilhão

    Estimativas do Sebrae apontam que o mercado de eventos esportivos de rua e outdoors movimentou R$ 3,1 bilhão em 2018 – considerando inscrições, patrocínios, venda de produtos, entre outros locais. Em todo o país, as projeções colocam 11 milhões de praticantes, sendo que, deste todo, cerca de 5 milhões participaram de algum evento. Em 2019, as vendas de inscrições de mais de 7 mil eventos ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão.

     

  • Novo protocolo de corrida de rua

    Novo protocolo de corrida de rua
    (Foto: Minoru Fotografias)

    Tanto corredores quanto organizadoras de eventos precisarão se adequar à nova realidade após Covid-19; confira algumas das sugestões dos organizadores desses eventos

    A Comissão Brasileira dos Organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor, que conta com representantes de todas as regiões do país, desenvolveu novo protocolo para a retomada das corridas de rua, a partir do momento que existam condições sanitárias para a sua realização. É seguro afirmar que os novos eventos terão menor número de participantes e mais cuidados para evitar a aglomeração.

    Com base em um documento desenhado pelos organizadores, eles defendem o tripé: disseminar (recomendações para diminuir riscos por meio de diferentes canais), fornecer (diretrizes em parceria entre poder público e empresas, com respeito a protocolos) e aconselhar (a melhor forma de planejar o retorno).

    Diretor da Sportion e presidente da Associação das Empresas Organizadoras de Corrida de Rua de Curitiba, Marcos Pinheiro defende que ainda é difícil falar sobre o preço. “Isso vai depender mais da economia de forma geral, pois, precisamos de patrocinadores para reduzir o custo final do produto, e eles dependem diretamente da situação econômica do país, ou seja, do poder de consumo da população”, explica.

    Veja algumas das recomendações:

    Inscrição

    - Processo de inscrição prévio e 100% online, com limitação de participantes, de preferência para distâncias curtas.

    - Formulário/termo de consentimento para que atletas se comprometam a não participar do evento em caso de sintomas da Covid-19.

    Entrega de kits

    - Fazer a entrega de kits em domicílio ou por meio de drive-thru, evitando a aglomeração em locais.

    Dia da Corrida

    - Somente a presença de participantes, sem familiares e acompanhantes.

    - Uso de máscaras nas áreas comuns - obedecendo às orientações em vigor pelas autoridades locais, em especial na largada e chegada.

    - Triagem na área do evento, com o uso de termômetros, impedindo a participação de atletas com temperatura acima de 37,5oC.

    - Largada em ondas, reduzindo o total de atletas aglomerados.

    - Pórticos diferentes para largada e chegada.

    - Dispersão imediata pós-prova.

    - Não realização de premiações (disponibilizada apenas online).

    Outros cuidados

    - Seguir as diretrizes estabelecidas pelos órgãos responsáveis.

    - Comunicação adequada sobre os cuidados com a Covid-19, inclusive com um manual determinando os novos cuidados.

    - Disponibilizar máscaras para o staff, empregados de fornecedores, fotógrafos, entre outros.

    - Oferecer espaço para o poder público fazer ações de orientação e conscientização.

    - Higienização constante de banheiros públicos e disponibilização de pias para lavar mão.

    Leia o protocolo completo aqui.

     

  • Correr ou não correr?

    Correr ou não correr?

    O momento não é fácil, mas exige a tomada de decisões pensando no bem-estar coletivo

    E, de repente, nossas vidas mudaram. Aquele cenário quase de guerra que víamos pela televisão na China, Itália e Espanha chegou até o Brasil. Ainda estamos em uma escala menor, mas todos os serviços não essenciais à população tiveram o atendimento ao público cancelado, empresas dando folgas ou permitindo o trabalho em home office. Neste cenário, a questão é: correr na rua ou não correr?

    Se você tem esteira em casa, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é para manter as atividades em dia, mas evitar treinos muito intensos (como os intervalados) ou longos, que podem reduzir a imunidade. Se você depende da academia do seu prédio ou corre na rua, o cenário é outro.

    No último domingo (22), a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) se posicionou a respeito do que fazer. A orientação dada pela entidade é de que “os exercícios físicos não devem ser realizados ao ar livre ou em academias ou similares, mesmo as localizadas em condomínios fechados, cumprindo a orientação para que fiquem em casa”.

    Por outro lado, a SBMEE alega que “a manutenção da atividade física é muito importante, com o exercício devendo ser adaptado para realização na própria residência, de acordo com a faixa etária, estado físico e disponibilidade”.

    As dúvidas

    A Covid-19 é uma novidade e, por mais que médicos e especialistas tendem orientar, existem muitas dúvidas a respeito da enfermidade. Os diferentes materiais produzidos no mundo, como o da Runner’s World e da Men’s Health, afirmam que é possível correr ao ar livre, exceto se houver algum tipo de recomendação contrários dos órgãos de saúde. Os cuidados a serem tomados são:

    - Não se deve correr em grupos – o ideal é o treinamento individual;

    - Evitar a aglomerações ou locais muito cheios – evite parques e opte por percursos livres;

    - Se tiver qualquer sintoma, permaneça em casa, respeitando a quarentena;

    E o pensamento no coletivo?

    É aqui que entra o aspecto mais importante deste post. As recomendações são para que permaneçamos dentro de casa: os adultos estão distantes de seus escritórios e as crianças das escolas. O que diríamos de alguém que abandonou a quarentena por um mero lazer? Por que correr seria diferente?

    Os estudos dizem que o coronavírus permanece nas superfícies por horas ou dias. Ao sairmos de casa para correr, estamos abrindo a possibilidade de sermos contaminados – ainda que sejamos jovens, assintomáticos ou casos leves – e podemos contribuir para infectar um vizinho do condomínio, por exemplo. Vale o risco?

    É difícil, eu sei

    Nos últimos dois anos, eu perdi 3 treinos. Um por sinusite e outros dois por febre.

    Estava inscrito para a Maratona de Porto Alegre e começando a treinar em um nível muito bom (para o meu patamar). A prova foi adiada – e nem poderei fazer na outra data – e todo o ciclo de treinamento também. É difícil pensar em perder condicionamento e etc, mas estamos em uma situação que envolve muito mais do que o eu. Deve-se pensar no coletivo e, ao menos pelos próximos dias, o ideal é adaptar os treinos. Vai ser fácil? Não, especialmente para quem tem esse esporte na rotina.

    Mas, às vezes, situações extraordinárias exigem medidas extraordinárias. Fiquem em casa! Contribuam!

  • O que fazer em caso de provas canceladas ou adiadas

    O que fazer em caso de provas canceladas ou adiadas

    Corredor deve tentar solucionar de forma amigável, mas, caso não possa participar do evento, pode recorrer à justiça para obter os valores

    Os efeitos do Covid-19 chegaram às corridas de rua. Estamos acompanhando provas suspensas ou adiadas em todo o país. O que fazer em caso de cancelamento ou adiamento da prova? Muitas delas têm muito claro em seus regulamentos que não fazem a devolução da inscrição, inclusive se a situação não for causada pela organizadora – exatamente o momento que vivemos hoje.

    Somente nos últimos dias, a Amazing Runs Ilha do Mel, que estava prevista para os dias 21 e 22, foi adiada; a Meia Maratona de São José dos Pinhais anunciou o adiamento para 10 de maio; a Etapa Copel do Circuito das Indústrias, agendada para domingo (22), foi cancelada; inclusive provas de abril, como a Corrida do Exército e a Maratona de São Paulo foram adiadas para o segundo semestre – por enquanto, outras três grandes maratonas seguem confirmadas.

    Situação extraordinária

    Até mesmo pelo status extraordinário do Covid-19, o consumidor deve tentar resolver a situação de forma amigável com a organizadora. Em caso de insucesso, é possível seguir dois caminhos: o Procon ou a Justiça, normalmente via Juizado Especial.

    “O Procon é um órgão mediador e conciliador entre o consumidor e a empresa. Ele notifica a empresa, e as questões podem ser solucionadas de maneira mais rápida e com menos burocracia”, explica Marcelo Rodrigues Veneri, advogado atuante em Direito do Consumidor no Escritório Veneri Advogados.

    “Entretanto, se o problema não for resolvido de maneira amigável e houver demora persistente na solução, a pessoa lesada poderá contratar um advogado para mover um processo contra a empresa no juizado especial, pois essa será a opção mais recomendada”, ressalta.

    Prazos e obrigações

    Uma das orientações de Veneri é para que o pedido de reembolso aconteça em até 30 dias, a partir do conhecimento do adiamento/cancelamento. “Pelo que estabelece o código de defesa do consumidor, em que há o dever de restituir os valores contratados, ainda que seja disponibilizada nova data para realização do evento, eis que não se pode obrigar o consumidor a comparecer nesta nova data”, revela.

    Mesmo em uma situação extraordinária, sem relação com a organização propriamente dita, o fornecedor deve ressarcir o consumidor, explica Veneri, comparando os casos do Covid-19 à gripe H1N1, em 2009. O Artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor diz que “o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos”.

    No caso de corridas nas quais o corredor pagou hotel e transporte, Veneri recomenda um pouco mais de cuidado e paciência em razão da situação do Coronavírus.

    “Há, por parte dos órgãos governamentais, a sugestão para que as empresas aceitem cancelamentos e alterações sem custo, assim como existem, por parte de sindicatos e associações empresariais, solicitações para que os consumidores não peçam o reembolso imediatamente, até mesmo para que consigam organizar seu fluxo de caixa frente a despesas não programadas”, diz.

    Jurisprudência

    Em um processo encerrado em 2015, uma agência foi obrigada a ressarcir uma consumidora em um valor próximo de R$ 12 mil. A autora da ação desistiu da viagem em razão do surto de gripe H1N1 e pediu o reembolso para a agência. A consumidora teve ganho de causa na primeira instância, e a agência recorreu, mas o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) manteve a decisão inicial.

    “Cumpre registrar que a responsabilidade da prestadora de serviços é objetiva, nos termos do mencionado art. 14 do CDC, razão pela qual se mostra desnecessária a demonstração de culpa, bastando a comprovação da existência do nexo de causalidade entre ato da recorrente e a violação ao direito dos recorridos”, diz o acórdão do processo.

  • Coronavírus

    Coronavírus: organizadores confirmam realização de maratonas do primeiro semestre no Brasil

    Coronavírus: organizadores confirmam realização de maratonas do primeiro semestre no Brasil

    Atualizado: 12/03, às 17 horas.

    No entanto, decisão de autoridades públicas, como a adotada recentemente em Brasília, pode modificar este cenário

    As quatro principais maratonas do Brasil do primeiro semestre, agendadas entre abril e junho, confirmam a realização de suas provas nas datas estabelecidas. Não escondem, no entanto, que uma orientação das autoridades de saúde pode mudar todo o cenário. Previstas para os próximos três meses, as provas batem com um possível surto do Coronavírus no Brasil, segundo especialistas e o histórico da doença. A Maratona Internacional de São Paulo está agendada para 5 de abril; em 31 de maio, acontece a Maratona de Porto Alegre; e, em 14 de junho, ocorrem tanto a Maratona do Rio quanto a Maratona de Floripa.

    O receio de cancelamento ou adiamento das provas vem na esteira do que tem ocorrido no mundo, especialmente pelo fato de os grandes eventos esportivos resultarem na aglomeração de pessoas, o que contribuiria para a disseminação do vírus.

    Somente nesta semana, o jogo entre PSG e Borussia Dortmund em Paris, pela Liga dos Campeões da Europa, teve portões fechados; duas partidas das oitavas de final da Liga Europa foram adiadas; a NBA suspendeu a temporada por período indeterminado; e os jogos do Brasil pelas duas primeiras rodadas da Eliminatória para a Copa do Mundo ((27 e 31 de março) foram adiados.

    No universo da corrida de rua, a situação não seria diferente. A Maratona de Rotterdam, prevista para 5 de abril, foi adiada – ainda sem data definida; a de Hamburgo procura uma nova data – estava agendada para 19 de abril; a de Viena, que esperava 45 mil pessoas, foi cancelada. As Meias Maratonas de Praga e Lisboa, que integram as “Super Halfs”, foram adiadas. A de Boston (20 de abril) está com um espaço de atualizações sobre o Coronavírus em seu site: segue confirmada por ora.

    A situação também já chegou ao Brasil. A Meia das Torres, agendada para 15 de março em Brasília, foi cancelada – a organização já afirmou que enviará informações para reembolso. Na tarde desta quinta-feira (12), os 10 km da Tribuna (considerada a segunda maior prova do Brasil), que estava marcado para 17 de maio, foi adiado para 15 de novembro. De acordo com a organização, o adiamento visa reduzir a propagação do vírus

    Veja o posicionamento das quatro maratonas:

    Maratona Internacional de São Paulo – De acordo com a assessoria de imprensa da Yescom, a organizadora do evento, todas as atividades e a programação relacionada estão mantidas, embora afirmem que “estão acompanhando” a evolução da doença no país. EDITADO: prova adiada em 14/03 para o segundo semestre.

    Maratona de Porto AlegreO pronunciamento oficial do Clube dos Corredores de Porto Alegre, organizador da Maratona, é de “que a realização da 37ª Maratona Internacional de Porto Alegre está confirmada”. A organização afirma ainda que está “monitorando cuidadosamente todas as informações e atualizações relacionadas ao Coronavírus. Para garantirmos aos participantes do evento a maior segurança possível, tomaremos todas as medidas preventivas divulgadas pelos órgãos públicos”.

    Maratona do RioEm nota enviada por e-mail, a organização da Maratona do Rio afirma que “seguirá as orientações da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e esclarece que, segundo os órgãos competentes, até o momento não há qualquer sinalização dos mesmos para cancelamento ou mudança das datas do festival de corrida”. A nota continua: “o evento segue com o calendário anunciado e acontecerá entre os dias 11 a 14 de junho de 2020. A organização reitera que segue acompanhando de perto os desdobramentos do Coronavírus no Estado do Rio de Janeiro”. 

    Maratona de FloripaA Norte MKT, responsável pela organização, afirmou que a diretoria da empresa está conversando para entender o que vai ser feito. Mas, por ora, a prova está mantida.

    Opinião

    Se você ainda não está inscrito nessas provas, minha sugestão é que aguarde ao menos até o fim do março para tomar uma decisão. Oficialmente, os comunicados são de que as provas estão mantidas, mas uma decisão do governo pode proibir grandes aglomerações de pessoas, como a que ocorreu em Brasília e em vários locais do mundo.

    Em Seattle, nos Estados Unidos, foram vetados encontros que reúnam mais de 250 pessoas; na Alemanha, o adiamento da Maratona de Hamburgo se deve ao veto a reuniões de mais de 1 mil pessoas até 30 de abril; sem contar, obviamente, o estado de quarentena da Itália, que fechou lojas e obrigou as pessoas a permanecerem em suas casas, limitando até mesmo quem está autorizado a ir ao mercado.

     

  • Últimos dias para se inscrever na Amazing Runs Ilha do Mel

    Últimos dias para se inscrever na Amazing Runs Ilha do Mel

    As inscrições para a Amazing Runs Ilha do Mel, organizada pela Associação Pro Correr e Global Vita Sport, se encerram na segunda-feira (16) às 23h59. A prova acontece no fim de semana dos dias 21 e 22 de março, e tem como cenário o parque estadual da Ilha do Mel, um dos destinos turísticos mais bonitos do Brasil.

    Com distâncias de 6 km, 9km, 14Km e 22Km, a ilha paranaense recebe desde atletas iniciantes até os mais experientes. É possível se inscrever para as provas de forma individual ou participar dos desafios: da Butuquinha (6km e 9km) e da Butuca (14km e 22km). 

    Pelo sexto ano consecutivo, a Amazing Runs Ilha do Mel reúne atletas de todos os estados brasileiros e do exterior. Considerada por muitos um dos principais pontos turísticos do país e um refúgio ecológico, a ilha está localizada a menos de uma hora da capital paranaense. 

    Amazing Runs Ilha do Mel 

    Data: sábado, 21 e domingo, 22 de março de 2020 

    Local: Estação Ecológica e Parque Estadual Ilha do Mel, Ilha do Mel Paraná (Nova Brasília) 

    Largada dos percursos de  6km e 14km -  sábado, dia 21 de março às 9h30

    Largada dos percursos de  9km e 22km - domingo, dia 22 de março às 8h 

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/amazing-runs-ilha-do-mel-2020-29279

    Organização e realização: Associação ProCorrer e Global Vita Sports 

  • Run The Music Jovem Pan começa essa semana

    Run The Music Jovem Pan começa essa semana

    Preparar, apontar, fogo! O circuito mais consolidado da cidade chega em sua 7ª edição com a proposta de superação a cada etapa. A Run The Music Jovem Pan — que até o ano passado se chamava “Esquenta de Corridas” — vai ser realizada nas quintas-feiras à noite e a primeira etapa, das 7, já acontece na próxima quinta-feira (13), no Parque Barigui.

    O circuito conta com o patrocínio oficial da Jovem Pan e mantém o atrativo de ranking ao final das etapas, que soma os tempos dos atletas, classificando os melhores no geral e por faixas etárias. Para este ano, toda a estrutura do evento foi repensada: entre as novidades estão telão de led, pórtico e palco de premiação em formatos diferentes e medalhas colecionáveis das etapas, com a cara dos circuitos.

    Marcelo Gomes, diretor da Nosso Time, conta que a expectativa dos atletas é das melhores. “Nossos participantes merecem o melhor e vão sair muito satisfeitos de todas as etapas. Todo corredor gosta de música, música traz empolgação”, afirma Marcelo.

    As inscrições para a primeira etapa vão até o dia 11 de fevereiro e podem ser feitas no link https://www.ticketagora.com.br/e/RUN-THE-MUSIC-JOVEM-PAN-1-ETAPA-PQ-BARIGUI--29712. A abertura da arena será às 18h30, com largada única às 20h30. 

    Confira todas as etapas de 2020:

    13/02/20 1º Etapa - Barigui
    16/04/20 2º Etapa - Barigui
    04/06/20 3º Etapa - Tingui
    02/07/20 4º Etapa - A definir
    20/08/20 5º Etapa - Tingui
    01/10/20 6º Etapa - Tingui
    03/12/20 7º Etapa - Barigui
     

  • 9 ilhas para conhecer correndo

    9 ilhas para conhecer correndo

    Verão combina com areia, sol e mar, certo? Para entrar no clima de final de estação, preparamos uma lista com 10 destinos paradisíacos para você conhecer do jeito que você mais gosta: correndo.

    1. Meia Maratona de Andamã

    As ilhas de Andamã com o mar azul-turquesa e florestas tropicai são o cenário dessa prova que acontece em 16 de fevereiro de 2020. O arquipélago, localizado no sudeste da Índia, recebe a corrida desde 2011. As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de fevereiro para os percursos de 21Km e 10Km no site www.andamanmarathon.com   

    2. Amazing Runs Ilha do Mel 

    A Ilha do Mel é considerada um dos principais pontos turísticos do Brasil, um paraíso ecológico a menos de uma hora de Curitiba, no Paraná. Há 6 anos, a Global Vita Sports utiliza a paradisíaca ilha como pano de fundo para sediar a primeira etapa do Circuito Amazing Runs.Os atletas podem escolher entre as distâncias de 6km, 9km, 14km ou 22km. Quem quiser ir além pode optar pelos desafios da Butuquinha (6km e 9km) ou da Butuca (14,km e 22 km), que acontecem nos dias 21 e 22 março de 2020. As inscrições para a tradicional e concorrida prova estão abertas no https://ticketagora.com.br/e/amazing-runs-ilha-do-mel-2020-29279

    Nós estaremos lá novamente este ano, acompanhem! :)

    3. Meia Maratona Internacional de Aruba 

    Aruba é famosa por promover diversos eventos esportivos ao longo do ano. E a programação de 2020 começa em 22 de março, com a 35º Meia Maratona Internacional de Aruba, evento que percorre a ilha longitudinalmente, desde a cidade de San Nícolas até a capital Oranjestad. Interessados podem se inscrever diretamente no site da Meia Maratona Internacional de Aruba no link: https://registration.mylaps.com/Arubahalfmarathon. O prazo para inscrição termina em 20 de março, ou até se esgotarem as vagas.

    4. Maratona Internacional de Moorea

    A Ilha de Moorea, na Polinésia Francesa, foi considerada a terceira ilha mais bonita do mundo, segundo a renomada revista Condé Nast. A paisagem da ilha que reúne mar azul turquesa, montanhas cobertas de um verde aveludado e arrecifes de corais recebe nos dias 3 e 4 de abril a Maratona Internacional de Moorea. As inscrições para os percursos de 42K, 21K, 10K, 5K e corrida kids já estão abertas no site www.mooreamarathon.com  

    5. Madeira Island Ultra Trail

    Além de Cristiano Ronaldo, à Ilha da Madeira é conhecida por suas florestas, montanhas e cachoeiras dignas de filme épico. Essa paisagem de fantasia, localizada no oceano Atlântico, abriga uma ultramaratona de 115 Km com altimetria de 7.100 metros, que acontece no dia 25 de abril de 2020. As inscrições estão abertas no site www.miutmadeira.com   

    6. XTERRA Brazil - Etapa mundial de Ilha Bela/SP 

    Essa prova é a etapa brasileira que pontua para o  XTERRA World Championship, disputado no Havaí. Por isso, Ilha Bela, no litoral norte do estado de São Paulo, recebe centenas de estrangeiros para os desafios que reúnem triatlhon, natação, pedal e trail run no mesmo fim de semana. A XTERRA Brazil 2020 acontece nos dias 9 e 10 de maio e as inscrições pode ser feitas por meio do site https://www.ticketagora.com.br/e/XTERRA+BRAZIL+2020-29683 

    7. Maratona Laguna Phuket

    Coqueiros flamejantes, mares cristalinos, costas exuberantes e a hospitalidade do simpático povo tailandês fazem da Maratona Laguna Phuket uma das corridas mais populares do calendário. Com percursos de 5Km, 10,5Km, 21Km, 42Km e corrida kids, a prova acontece nos dias 13 e 14 de junho de 2020, e as inscrições podem ser realizadas pelo site http://www.phuketmarathon.com/   

    8. Maratona de Kauai

    A ilha havaiana de Kauai é conhecida por ser um paraíso tropical. O percurso da maratona acompanha a costa da ilha e passa por praias exóticas e florestas tropicais de imensa beleza. A próxima Maratona de Kauai acontece no dia 6 de setembro de 2020, mais informações e inscrições podem ser feitas pelo site www.thekauaimarathon.com   

    9. 21K de Noronha 

    Fernando de Noronha é um arquipélago vulcânico situado a 350Km da costa do nordeste e que possui uma beleza descomunal que atrai turistas do mundo inteiro. Esse cenério deslumbrante recebe, em dezembro, o Festival 21K de Noronha, evento que reúne música, praia, corrida e badalação nas areias da ilha pernambucana. Mais informações em http://www.21knoronha.com.br/ 

  • Somos favoráveis ao movimento #noprint

    Somos favoráveis ao movimento #noprint

    Fotografia esportiva se disseminou em todo o Brasil, mas muitos corredores fazem apenas o print das imagens e compartilham em suas redes sociais, deixando de valorizar o trabalho do profissional

    Estima-se que, somente no Brasil, o mercado das corridas de rua movimente R$ 3,1 bilhões. Um estudo do imarc Group projeta que, no período entre 2019 e 2024, haverá aumento de 6% no segmento, considerando quatro itens principais: os tênis, o vestuário, os acessórios e aplicativos para mapear os treinos e provas. Ou seja, há cada vez mais empresas e pessoas transformando a corrida em seu estilo de vida – assessorias de corrida, nutricionistas, agências de viagens personalizadas e por aí vai.

    Ao organizar uma corrida, há uma série de empresas beneficiadas: as malharias (responsáveis pela confecção das camisetas), as fábricas de medalhas personalizadas, as próprias prefeituras (que recebem uma taxa pelo uso das ruas), as pessoas que trabalham de forma direta e indireta, entre tantos outros envolvidos. Além dos itens necessários para a prática e as inscrições para as corridas (cada vez mais personalizadas), um novo mercado amadureceu: o de venda de fotos.

    Especialização

    As organizadoras de corrida têm feito parcerias com empresas especializadas na cobertura fotográfica, dando a oportunidade aos corredores de ter um registro de muitos momentos especiais. Muitas dessas provas oferecem um valor específico antecipado, dando direito a fazer o download de um pacote com todas as fotos. Em outras, o corredor seleciona e adquire as fotos mais interessantes, que representam um momento especial daquela prova.

    Assim como outros sites/aplicativos da economia compartilhada, como o Uber, por exemplo, os sites fazem a intermediação entre os atletas e os fotógrafos – e uma parte do valor é absorvida pela empresa pelo uso da tecnologia, sistemas de pagamento e etc. Em outras palavras, a fotografia esportiva se tornou mais um caminho para a renda de muitas pessoas, seja para realizar como atividade principal ou mesmo como complemento de renda.

    #noprint

    Ao encerrar uma prova, muitos atletas aguardam com ansiedade para ver suas fotos. Nós, por exemplo, já tivemos mais de 100 fotografias tiradas em uma única prova. Em geral, as fotos custam a partir de R$ 10, considerando as versões para download em diferentes qualidades. Diante da gama de imagens disponíveis, há uma chuva de pessoas nas redes sociais que, ao invés de comprar a fotografia, tiram prints e postam. E o pior: não assumem que essa é uma postura errada! Veja alguns motivos para não fazer isso:

    - Empatia Assim como cada corredor, os fotógrafos chegam cedo, encaram sol, frio ou chuva para oferecer um registro que pode ser importante. Se você não sente vontade de comprar a imagem, sem problemas. Mas não faça print.

    - Regulamento da ProvaHá uma alegação de muitas pessoas de que não deram consentimento para que suas imagens fossem exploradas. No entanto, em 99% dos regulamentos concordados pelos atletas no ato da inscrição, há os artigos que deixam claro que a empresa pode, sim, usar a sua imagem para eventuais divulgações pós-prova.

    - Direito autoralO fotógrafo ou o próprio site podem entrar com pedido de Direito Autoral (Lei 6.910/98), visto que o uso da imagem não foi consentido – e, quando é feita a compra, esse direito é cedido.

    Em tese, a corrida deveria ensinar sobre respeito às regras e ética -- algo que, assim como mostramos no post anterior, está em falta em muitas ocasiões.

     

  • As trapaças na corrida de rua

    As trapaças na corrida de rua
    (Foto: Agência Brasil)

    Em essência, o corredor amador tem a si próprio como seu “adversário”. É gratificante fazer uma prova e ver no relógio que o seu desempenho melhorou. Ou, mesmo que não tenha saído o recorde pessoal, ter a consciência de que foi feita uma boa prova, com condições mais adversas, como um percurso com grande variação de altimetria, muito calor, frio ou vento, entre outras situações que dificultam ainda mais conseguir os resultados desejados.

    Tentar ser melhor do que você mesmo em uma prova ou distância é o que move a muitas pessoas. É, de certa maneira, uma das essências do esporte amador – ao lado, é claro, das pessoas que praticam por puro prazer, sem a cobrança por resultados. Em praticamente todas as provas, há troféus, medalhas e camisetas diferentes para os mais velozes (prática cada vez mais comum nas corridas de rua), rankings em circuitos em jogo, mas a melhor forma de mensurar o seu resultado é o seu próprio desempenho.

    Cortar caminho ou usar o chip de outra pessoa para competir em uma modalidade menos difícil não é só um desrespeito aos adversários, mas a si próprio. Melhorar na corrida exige persistência, suor, consistência, coragem para assumir riscos (especialmente nas longas distâncias), abrir mão de certos exageros em relação à dieta, entre uma série de outras coisas. Em outras palavras, não há atalho.

    Está sendo cada vez mais comum a descoberta de pessoas que obtiveram índices para provas de rua de forma irregular – cortando caminho ou passando o chip para outra pessoa – e situações que decorrem da troca de chips e numerais, especialmente de mulheres para homens, afetando os resultados. Veja algumas das trapaças que marcaram o universo da corrida de rua recentemente:

    - Indenização para a São SilvestreSe não tem a ver com o desempenho, a maior prova do Brasil protagoniza, a cada ano, “invenções” para fraudar as inscrições – o que não deixa de ser uma trapaça. Em 2017, um corredor permitiu que o seu número fosse clonado para integrantes da assessoria Run Up, de Sorocaba (SP). O blog do Harry mostrou que um dos fraudadores indenizou a organização em R$ 25 mil.

    - Moto ou carro na Meia Maratona de Florianópolis Um corredor que conquistou o pódio em sua categoria na Meia Maratona de Florianópolis foi desclassificado da prova. O motivo? Estima-se que ele percorreu 65% do percurso com um veículo motorizado, como um carro ou moto.

    - Brasileiro frauda a maratona de BostonA rainha das Maratonas, Boston exige que os corredores obtenham índice para poderem participar dessa festa. Segundo o site Marathon Investigation, um brasileiro teria passado em um posto de controle de Boston a um pace acima de 6’ nos 5 kms e terminado a prova em pouco mais de 3 horas. O próprio índice obtido por Alexandre Faria em Chicago também pode ter sido fraudado, segundo o Webrun.

    - Americano se suicida após descoberta de fraude Uma das histórias mais tristes de 2019. O mesmo site Marathon Investigation identificou um corredor de 70 anos, que teria fraudado a Maratona de Los Angeles e obtido o recorde mundial em sua faixa etária. Após a investigação, ficou claro que Frank Meza teria fraudado mais de uma vez a prova, cortando caminho e até usado uma bicicleta em anos anteriores. Após a cobertura sobre o assunto se disseminar nos Estados Unidos, Meza acabou se suicidando.

    - A grande fraude da Maratona da Cidade do México – Em 2018, dos 28 mil concluintes, 5 mil foram desqualificados. A The Economist analisou o caso.

  • Meia Maratona de João Pessoa: os 21k mais quentes que já corremos

    Meia Maratona de João Pessoa: os 21k mais quentes que já corremos

    Em 2017, começamos um novo estilo de vida no mundo das corridas: viajar para correr! Fomos para o Rio de Janeiro fazer a Meia Maratona e, desde então, sempre que vamos viajar procuramos alguma prova no local ou, quando tem uma prova bacana que queremos fazer, organizamos uma viagem para tal. Com isso, além do Rio, já corremos em São Paulo, Florianópolis, Camboriú, Santos, Belo Horizonte, nos Estados Unidos, Canadá... E agora podemos riscar mais uma cidade: João Pessoa!

    Já estávamos com planos de morar no nordeste por alguns meses este ano, mas ainda não tínhamos definido as localidades ou datas. Em maio, achei a Meia Maratona de João Pessoa no Instagram: prova plana, internacional, em lote promocional... Por que não? A partir da inscrição, começamos a planejar o restante da temporada no nordeste.

    Chegamos em João Pessoa uma semana antes da prova, no dia 8 de novembro. Um calor que nem o mais nordestino estava aguentando. Fizemos alguns treinos de manhã e à noite para nos acostumarmos com a temperatura e já sabíamos que não seria nada fácil: em um sentido era um bafo de calor (mais para uma sauna) e a falta do vento. No oposto, o vento contra parecia um paredão!

    Pré-prova

    Na sexta-feira que antecedeu a prova fomos retirar o kit em um shopping. Filas e mais filas! Nos lembramos da retirada nada agradável da Meia das Gerais, em agosto, e já desanimamos. Mas, apesar da fila longa, os atendentes foram muito rápidos: scanner com QR Code, sacolas semi-prontas, agilidade. O kit veio com camiseta, viseira, alguns brindes de patrocinadores, como salgadinho e barra de cereal.

    Dia D

    Chegamos no local da prova com meia hora de antecedência, aproximadamente. Deixamos algumas coisas no guarda-volumes e fomos nos preparar para a largada. O tempo parecia estar bom, clima animado, locutor agitando a galera. Meu espírito não estava dos melhores, mas... Vamos lá.

    Largada às 6h da manhã. O percurso saia do Busto de Tamandaré e percorria a orla até Intermares, em Cabedelo, cidade vizinha a João Pessoa. Até os 5km estava tudo nos conformes, com ritmo bom. Mas foi só me melecar com uma suplementação que o negócio desandou. Esse negócio de hidratar e suplementar sem parar não é comigo, hahaha.

    Próximo dessa parada, a primeira surpresa da prova: um caminhão pipa banhava os corredores, maravilhoso! A vontade era de ficar por lá, tomando banho (vide outros corredores), mas precisávamos seguir rumo.

    Não sei ao certo qual o espaçamento das hidratações, mas em momento algum senti sede. Para nossa surpresa, todos os postos estavam com água bem gelada, essencial para beber e molhar o corpo, que estava fervendo. Perto dos 10k também tinha um posto com isotônico e muitos tambores para jogar o lixo no caminho.

    O retorno

    Tudo que vai, volta. E que volta. Foi difícil... além do sol que já pegava, um vento que segurava até canhão. Foi preciso força para conseguir chegar. Um pouco mais demorado do que o melhor tempo, mas com certeza com muita superação em um visual lindo.

    Agora a prova aos olhos de quem foi um pouquinho mais rápido do que eu!

    Fica para outra vez o sub 1h30 -- sem grilo, nenhum 

    Em 2019, fiz uma única meia maratona séria - a Meia de Curitiba, ainda em fevereiro, com 1h37. Depois, as meias maratonas foram sempre como preparação para a maratona: ou seja, em ritmo de treino longo. Ainda assim, fiz 1h35 na Meia Maratona Internacional de Curitiba, em agosto. Por outro lado, em uma prova de 18 kms em São Paulo, em julho, teria fechado os 21 kms para 1h27. 

    Logo, fechar em menos de 1h30 seria algo factível, em tese, especialmente por ser uma prova plana. Já no primeiro treino em João Pessoa, a percepção mudou: não adianta correr que nem louco, é preciso ser estratégico: o problema não era o calor, mas o vento. Optei por largar a um ritmo de 4’15/4’20 e seguir nele, o que já dificultaria baixar de 1h30, mas me permitiria sobreviver sem quebrar. 

    Mesmo com a sensação de mais de 30 graus já na largada, às 6 da manhã, cheguei ao retorno dos 10,5 quilômetros dentro da meta, mas sabia que, devido ao vento, iria perder tempo na segunda parte. Com a ventania na casa de 25/30 km/h contra, é como se você estivesse correndo em uma subida eterna. O tempo final foi de 1h33’20”. Esses três minutos foram justamente a diferença entre a primeira e a segunda metades e dão o tom da dificuldade.

    Dentro das condições oferecidas, o resultado foi bem positivo. Mesmo corredores de João Pessoa e de cidades próximas (como Recife, Maceió e Natal) reclamaram da intensidade do calor e, sobretudo, do vento. Mais uma prova concluída, mais bagagem na mente (sobre como encarar o calor e o vento) e mais uma cidade conhecida por meio da corrida. Dá para reclamar? 

     

    Confira o vídeo oficial da prova.

  • Amazing Runs e TRC Brasil anunciam parceria para a Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® 2020

    Amazing Runs e TRC Brasil anunciam parceria para a Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® 2020

    Duas das principais empresas organizadoras de corridas em trilhas do Paraná formaram uma parceria para ampliar e trazer ainda mais qualidade para a Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® - uma das maiores e mais importantes corridas trilha do Brasil. Com esta parceria, tanto a TRC Brasil quanto a Global Vita Sports, com o Circuito Amazing Runs, buscam trazer o máximo de qualidade e inovação para potencializar o projeto, unindo o que as duas empresas têm de melhor para cravar de vez a prova como uma das maiores da América Latina.

    "As empresas já são próximas há algum tempo e sempre concorreram de forma muito saudável no mercado. Somente agora para a edição de 2020 da Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® a parceria se concretizou. Não vemos a hora de ver até onde a Ultramaratona dos Perdidos ainda pode chegar", revela Ricardo Tourinho, co-fundador e diretor técnico da TRC Brasil. 

    “Sempre admiramos a Ultra dos Perdidos e a forma com que a TRC Brasil conduziu o projeto. Com a nossa entrada, queremos alavancar o projeto e dar ainda mais qualidade à experiência de prova dos atletas”, comenta Arthur Trauczynski, Diretor de Negócios da Global Vita Sports.

    Quem ganha com esta parceria são os atletas e as marcas que investem no trail run brasileiro. Serão duas empresas com profissionais capacitados atuando no planejamento estratégico de todas as fases do projeto, da criação do produto à entrega final da experiência. 

    Em comemoração ao lançamento da parceria, as inscrições estão com 15% de desconto durante a semana da Black Friday. Para utilizar o benefício basta inserir o código BLACKFRIDAY na finalização do  pedido.

    Serviço

    Ultramaratona dos Perdidos Skymarathon® 2020
    Data: 11/07/2020
    Distâncias: 4k, 13k, 25k, 45k e 80k
    Código de 15% de desconto: BLACKFRIDAY
    Inscrições: http://bit.ly/ultraperdidos2020 
    Realização: TRC Brasil e Global Vita Sports

  • Calendário de corrida de rua 2020

    Calendário de corrida de rua 2020

    Quem já está preparando o calendário de corridas para 2020, planejando as provas-alvo, as metas e os objetivos? Já temos algumas corridas propostas no calendário oficial de Curitiba e de outras regiões. Aproveite, pois várias delas já estão com as inscrições abertas.

    Esse calendário será atualizado conforme as provas vão sendo confirmadas. Temos provas de Curitiba, região e de estados vizinhos, como São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande. Sabe de alguma prova bacana que não está aqui? Mande para a gente!

    Algumas dessas farão parte do nosso calendário também... Bora se programar e correr com a gente!

     

    JANEIRO

    19/01 - Corrida da Ponte – 5km e 10km - https://www.globalvita.com.br/calendario/corrida-da-ponte

    19/01 – Discover Trail – 7,5km, 13,5km, 19km - https://www.glpromo.com.br/eventos-esportivos/discover-trail/93

    19/01 – Meia Maratona Foz do Iguaçu Uninter – 5km e 21km - https://www.ticketagora.com.br/e/MEIA-MARATONA-DE-FOZ-DO-IGUACU-UNINTER--2020-29127?origem=assessocor

    25/01 - Summer Night Run - 3,5km e 7km - https://www.eliteeventos.com/

    26/01 – Batel Run – 5km e 10km - https://www.glpromo.com.br/eventos-esportivos/eventos-esportivos-curitiba-26Jan-batel-run/79

    26/01 - 15k Morretes - 7km e 15km - https://www.thomeesantos.com.br/

     

    FEVEREIRO

    02/02 – Meia Maratona Internacional de São Paulo – 5km e 21km - https://www.ticketagora.com.br/Evento/28919/14-MEIA-MARATONA-INTL-SAO-PAULO-2020-?origem=assessocor

    09/02 - Meia de Curita – 5km, 10km e 21km - https://www.globalvita.com.br/calendario/meia-de-curita

    13/02 - Esquenta de Corridas – Barigui – 5km e 10km - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    15/02 – Naventura Ouro Fino – 7km, 15km, 33km, 55km - https://www.naventura.com.br/Orfn/Aprsntc.html

    16/02 – Evento Esportivo Smelj - https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/corridas-chanceladas-de-curitiba/3011

    16/02 - Beach Run Transamérica - 5km - https://ticketagora.com.br/e/beach-run-transamrica-29349

    23/02 – Meia Maratona Litoral PR - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

     

    MARÇO

    01/03 - Corrida Cross Country - local a definir - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    01/03 - Circuito Popular - 4km, 8km no Parque Tingui - https://www.eliteeventos.com/

    08/03 - Corrida da Mulher – 6km e 10km - https://www.globalvita.com.br/calendario/corrida-da-mulher

    08/03 – Trail to Woman – 6km e 12km - https://www.naventura.com.br/TrltWmn/Prcrss.html

    15/03 - Evento Esportivo Smelj - https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/corridas-chanceladas-de-curitiba/3011

    21 e 22/03 - Amazing Runs Ilha do Mel – 6km, 9km, 14km, 22km - https://www.globalvita.com.br/calendario/amazing-runs-ilha-do-mel - PROVA ADIADA COVID-19

    22/03 – Circuito de Corridas Rústicas das Indústrias Etapa Copel – 5km, 9,9km e 20km - http://www.sesipr.org.br/corridasrusticas/ - PROVA CANCELADA COVID-19

    29/03 – Circuito das Águas - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    29/03 – Athenas Run Faster São Paulo – 5km, 10km, 15km - https://iguanasports.com.br/athenas-15k-sp2020

    29/03 - Corrida do Atlhético Paranaense - 5km, 10km e kids - https://www.thomeesantos.com.br/

     

    ABRIL

    05/04 – Corrida do Exército – 5km e 10km - https://www.eliteeventos.com/

    05/04 – Maratona de São Paulo – 5km, 21km, 42km - https://www.ticketagora.com.br/Evento/28913/26-MARATONA-INTL-DE-SAO-PAULO-2020?origem=assessocor - PROVA ADIADA COVID-19

    16/04 – Esquenta de Corridas Barigui – 5km e 10km - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    18/04 – Naventura Canion Guartela – 6km, 15km, 25km, 42km - https://www.naventura.com.br/CnnGrtl/Aprsntc.html

    18 e 19/04  - Amazing Runs Garopaba – 5km, 10km, 27km, 50km - https://www.globalvita.com.br/calendario/amazing-runs-garopaba

    26/04 – Corrida Verde – Desafio 10 milhas - https://www.thomeesantos.com.br/

    26/04 - Corrida do Paraná Clube - 2,5km, 5km, 10km e kids - https://www.eliteeventos.com/

    26/04 – Meia Maratona Balneário Camboriú – 5km, 21km solo e dupla - http://www.correbrasil.com.br/meia-maratona-balneario-2020

     

    MAIO

    01/05 – Corrida Stadium Marathon – 6,5km, 11km, 16km - https://www.corridastematicas.com.br/stadium-marathon/page.html

    03/05 – Rio City Half Marathon - https://iguanasports.com.br/riocity-half-marathon-2020

    10/05 - CWB Night Run - 3km, 6km, 12km - https://www.eliteeventos.com/

    17/05 - The Hardest Run - 1,5km, 5km, 10km - https://www.thomeesantos.com.br/

    30/05 – Naventura Garopaba – 8km, 17km, 35km, 55km - https://www.naventura.com.br/Grpb/Aprsntc.html

    31/05 - Evento Esportivo Smelj - https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/corridas-chanceladas-de-curitiba/3011

    31/05 - Maratona de Porto Alegre - 7,5km, 21km, 42km - http://maratonadeportoalegre.com.br/

     

    JUNHO

    04/06 – Esquenta de Corrida Tingui – 4,4km e 9,8km - https://portal.ticketagora.com.br/esporte-pra-viver

    07/06 - Corrida do Artilheiro - 5km e 10km - https://www.eliteeventos.com/

    14/06 - Meia Maratona Internacional de Curitiba - 5km, 10km, 21km - https://www.thomeesantos.com.br/

    14/06 – Maratona de Floripa – 10km, 21km e 42km - https://www.42kdefloripa.com/

    13 e 14/06 – Maratona do Rio – 5km, 10km, 21km, 42km - https://www.ticketagora.com.br/Evento/28592/MARATONA-DO-RIO-2020?origem=assessocor

    14/06 – Meia Maratona Internacional de Curitiba - https://www.thomeesantos.com.br/

    21/06 – Naventura Canion da Faxina – 6km, 12km, 21km - https://www.naventura.com.br/Cnndfxn/Aprsntc.html

    21/06 - Corrida da Cavalaria - 2,5km, 5km, 10km e kids - https://www.eliteeventos.com/

    28/06 - Circuito Popular (segunda etapa) - 4km, 8km no Parque Náutico- https://www.eliteeventos.com/

    28/06 - Corrida do Perpétuo Socorro - 5km, 10km, 21km - https://www.thomeesantos.com.br/

  • 18ª edição da Corrida Arrastão MPR pela cidadania acontece em dezembro, em São Paulo

    18ª edição da Corrida Arrastão MPR pela cidadania acontece em dezembro, em São Paulo
    (Foto: Divulgação)

    Idealizada pelo preparador físico Marcos Paulo Reis, da MPR Assessoria Esportiva, e pela ONG Projeto Arrastão, a Corrida Arrastão MPR pela Cidadania chega à sua 18ª edição com novidades. Esse ano o evento acontecerá no domingo, 15 de dezembro, a partir das 7 da manhã, no Parque do Povo, na zona oeste de São Paulo, e os percursos de 5K e 10K serão montados na marginal do Rio Pinheiros. Buscando a interação familiar e o estímulo à atividade desde a infância, a corrida terá também baterias especialmente preparadas para crianças e adolescentes de 3 a 13 anos - com percursos de 50 a 400 metros de distância, dentro do parque.

     "Melhoramos ainda mais o evento para que todos possam aproveitar ao máximo essa grande festa de esporte e solidariedade. Convido você a correr, a se divertir e ajudar ao próximo por meio da Corrida Arrastão MPR Pela Cidadania, fechando mais uma temporada com saúde e sucesso", diz Marcos Paulo Reis.

    A renda líquida obtida na Corrida Arrastão MPR pela Cidadania será revertida ao Projeto Arrastão para manutenção de seu trabalho de acolhimento das famílias e de contribuição para o desenvolvimento das comunidades do Campo Limpo.

    O Projeto Arrastão

    Fundado em 1968, o Arrastão é uma organização sem fins lucrativos que faz o acolhimento e dá suporte às famílias da região do Campo Limpo, em São Paulo, que vivem em condição de pobreza. Esse trabalho de promoção humana e de desenvolvimento das comunidades é feito junto com estas famílias e dão origem aos programas oferecidos nas áreas de educação, cultura, geração de renda, habitação e qualidade de vida.

    Missão: formar cidadãos capazes de transformar a realidade e o meio em que vivem sempre considerando o espírito coletivo de não dar o peixe, mas ensinar a pescar. Compromisso: formação e crescimento das pessoas que constroem as comunidades de Campo Limpo e Taboão da Serra, buscando o desenvolvimento integrado e sustentável. Essência: o Projeto Arrastão é uma rede em movimento que valoriza o potencial de cada um, unindo inteligências individuais e coletivas, integrando as diferenças e criando vínculos que se fortalecem em uma trama forte.

    Impacto na comunidade: 13.735 atendidos nos programas educacionais e sociais; 2.628 atendidos na sede do Projeto; 11.107 atendidos em ações comunitárias e organizações parceiras; mais de 400 mil refeições servidas ao ano; 13 organizações beneficiadas pelos programas sociais e educacionais (escolas, universidades, organizações sociais).

    SERVIÇO

    18ª Corrida Arrastão MPR pela Cidadania

    Data: 15 de dezembro (domingo)

    Arena: Parque do Povo - Av. Henrique Chamma, 420, Pinheiros, São Paulo (SP)

    Largada adultos: 7 da manhã (abertura do parque 5h30)

    Largada infantil: a partir das 9h30 da manhã

    Modalidades: infantil, 5K, 10K

    Valor: R$ 99,90 (adulto); R$ 59,90 (infantil)

    Inscrições: https://iguanasports.com.br/corrida-arrastao-mpr-cidadania

    No Instagram @projetoarrastao

    Hashtags #corridapelacidadania2019 #projetoarrastao

  • Corrida do Tingui terá sua última edição em dezembro de 2019

    Corrida do Tingui terá sua última edição em dezembro de 2019

    Com sua primeira edição em 1995, a Corrida do Tingui, tradicional e mais antiga corrida de rua de Curitiba, terá a sua última edição no domingo, 15 de dezembro. A largada será às 7h, no Parque Tingui, de provas de 5kms, 10 kms, caminhada e corrida kids. As inscrições podem ser feitas no site http://bit.ly/tingui2019 e custam a partir de R$44,90 mais taxas.

    Criada pelo professor Tadeu Natálio, diretor técnico da Global Vita Sports,  organizadora da prova junto à Associação Procorrer, a Corrida do Tingui fez parte do calendário de diversos corredores de Curitiba e região nos últimos anos.  A prova ficou famosa por suas subidas que desafiaram os participantes sempre ao final da temporada esportiva.

    “É uma prova tradicional, com realização ininterrupta por mais de 20 anos, e já deixa saudade, mesmo antes da última edição. Será a chance de relembrar histórias, momentos de perceber como a corrida de rua evoluiu nos últimos anos. Novos projetos virão pela frente e a Corrida do Tingui será uma agradável lembrança para os apaixonados por corridas de rua. Teremos muitas novidades em 2020, aguardem”, avisa Arthur Trauczynski, diretor de negócios da Global Vita Sports.

    Serviço

    A ÚLTIMA CORRIDA DO TINGUI
    QUANDO: domingo, 15 de dezembro de 2019
    ONDE: Parque Tingui - Estacionamento Memorial Ucraniano – Curitiba-PR
    DISTÂNCIAS: 5km | 10km | Caminhada | Corrida Kids
    HORÁRIO: 5KM e 10KM: 07h00
    CORRIDA KIDS: 08h30
    INSCRIÇÕES: http://bit.ly/tingui2019_
    REALIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO: Global Vita Sports | Associação Procorrer

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