• 05/09/2018

    Benefícios do Low Pressure Fitness para corredores

    Benefícios do Low Pressure Fitness para corredores

    Resultados vão além da estética; técnica atua na liberação do diafragma e melhora da capacidade respiratória, essenciais para o desempenho dos atletas

    Você já deve ter ouvido falar em barriga negativa, não? E pode ter pensado: “Meu Deus, é preciso parar de comer para ter uma dessas!” Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a técnica Low Pressure Fitness (LPF), conhecida como técnica da barriga negativa, que tivemos o prazer de conhecer.

    O que é o LFP?

    Baseado na técnica hipopressiva - vácuo abdominal com a ajuda da respiração -, o LPF combina técnicas posturais, de alongamento miofascial, de respiração e mobilização, um misto de yoga com RPG. Com resultados expressivos na Europa, a modalidade chegou ao Brasil com o objetivo de prevenir patologias, bem como melhorar performances esportivas e estéticas, embora tenha se tornado popular por causa da “barriga negativa".

    Principais benefícios

    - diminuição da circunferência abdominal e tonificação do abdômen (quem não quer?)

    - melhora da capacidade cardiorrespiratória

    - recuperação da musculatura abdominal no pós-parto

    - fortalecimento do assoalho pélvico e as musculaturas internas (previne a incontinência urinária e melhora funcionamento do intestino)

    - melhora da postura e diminuição de dores na coluna

    - estabilidade e fortalecimento do core (centro do nosso corpo)

    - ajuda na vascularização sanguínea

    Como funciona a prática do LPF?

    A técnica é um sistema de treinamento respiratório e postural. Consiste em apneia expiratória com a sucção do abdômen e abertura costal em diversas pautas posturais. As aulas têm duração de 30 minutos e devem ser feitas uma vez por semana.

    “A realização do LPF exige acompanhamento para não ser realizada de forma errada e para que os resultados apareçam”, explica a fisioterapeuta Luana Fabiano, que aplica a técnica em Curitiba, no seu estúdio no bairro Mossunguê e em atendimento domiciliar. Luana também comenta que, além da respiração, existe uma série de orientações, como posicionamento dos braços, pés, queixo e ombros que devem ser respeitados.

    Quando executada, a técnica faz um estiramento das tensões musculares, o que aumenta a mobilidade do corpo e reduz os desconfortos na musculatura e nas articulações. Além dos encontros semanais, a instrutora recomenda realizar pelo menos 5 minutos da prática diariamente, em casa, baseado nos aprendizados da semana. “As posturas são variadas – deitada, sentada, ajoelhada, em pé -, e o grau de dificuldade vai se intensificando de acordo com a prática e o aprofundamento da técnica”, afirma a fisioterapeuta.

    Como beneficia na corrida

    O hábito esportivo, quando realizado com frequência, pode aumentar a pressão interna da cavidade abdominal e causar hérnias dos mais variados tipos (discal, abdominal, vaginal, entre outras). A prática do LPF pode prevenir o surgimento dessas patologias, com a normalização das pressões internas e tonificação da região do core. “A técnica trabalha com o reposicionamento dos órgãos. Com menos pressão sobre eles, a estrutura do corpo se modifica e a postura fica mais alinhada”, diz Luana.

    O LPF também trabalha com a liberação miofascial do diafragma, muito importante para atletas, pois possibilita maior mobilidade do músculo, aumentando a capacidade respiratória, descomprimindo a lombar e melhorando a gestão de pressão interna. Além disso, favorece uma melhor execução dos movimentos e diminuição da tensão músculo-articular.

    Estima-se que, por trabalhar em apneia, a técnica aumente os glóbulos vermelhos no sangue, que são justamente os responsáveis por transportar o oxigênio no corpo. Dessa forma, a performance se otimiza, especialmente alinhada aos aspectos posturais e musculares.

    Para conhecer mais sobre a técnica, visite o perfil @lu_fisiofit no Instagram.

  • 31/08/2018

    Obrigado, Florianópolis: aprendi a gostar dos 42 kms

    Obrigado, Florianópolis: aprendi a gostar dos 42 kms

    Na minha terceira maratona, pude curtir a distância e concluir bem abaixo do tempo que gostaria em uma das provas mais bonitas que já vi

    Correr 42 kms ainda é uma distância assustadora. Só me dou conta disso nas vésperas da maratona, quando você efetivamente começa a pensar no que significa se submeter a essa distância – e percebe que rodou uns 20 minutos de carro em uma área que você vai correr no dia seguinte. Mas é justamente esta sensação de frio no estômago e a incerteza de não saber nem se será possível concluir bem que tornam essas provas tão especiais e esperadas.

    Uma maratona não é algo que se faz em um dia. Exige um ciclo de treinos, de preparação do corpo e da cabeça. No meu caso, começou em fevereiro e se seguiu até a quinta-feira véspera da prova, quando fiz meu último treino para a Maratona Internacional de Floripa Uninter. Ao todo, foram 821 kms de treinos na rua e esteira, mais sessões de pilates e academia para aguentar o tranco. Fora um cuidado especial com a alimentação nos últimos dois meses.

    Venci minha terceira maratona em 3h38 minutos, um resultado muito melhor do que estava planejando, que era concluir em menos de 4 horas. Foram 27 minutos de diferença entre a Maratona de Curitiba e a de Floripa, algo que atribuo a uma preparação melhor, um entendimento melhor do meu corpo e da distância e a atenção à alimentação.

    Mais do que perfeito

    Sinceramente, não imaginava ter corrido uma prova tão bonita e em condições tão perfeitas. A Meia Maratona do Rio de Janeiro, de Vancouver e de Seattle foram lindas, mas Floripa se superou. Tivemos a demonstração perfeita das vantagens de acordar cedo para correr: a lua cheia ainda estava no céu, quando largamos para os 42 kms às 6h10, e, por volta do quilômetro 7, pudemos assistir o sol nascer, enquanto corríamos pelo continente. Inesquecível.

    Lamento não ter corrido com o celular, porque vi muita gente fotografando e até mandando aquela mensagem especial para os amigos que não foram picados pelo bichinho da corrida: “É por isso que eu deixo de tomar aquela cerveja até mais tarde e acordo cedo no domingo”. Só os colegas corredores que estiveram lá sabem exatamente o que estou dizendo.

    A escolha por Floripa não foi à toa: a ideia era uma prova mais plana do que a Maratona de Curitiba e em uma época do ano mais propícia para os 42 kms do que novembro (correr muito tempo no calor é um desgaste tremendo). Esse tipo de planejamento só dá certo se você contar com a sorte, algo que definitivamente tivemos no último domingo.

    A previsão do tempo marcava chuva em Florianópolis até sexta, quando chegamos para retirar o kit sob uma garoa chata que variava com chuva forte. No sábado, já não havia nuvem nenhuma e, no domingo, o mesmo céu de brigadeiro, com previsão de largada a 9 graus e máxima para o dia de 15 graus. Ou seja, temperatura perfeita e sem nenhum tipo de vento que pudesse atrapalhar.

    Ainda dá para melhorar

    Depois da minha primeira maratona, em 2016, falei que nunca mais faria isso. Mas frustrado com o meu desempenho, resolvi exorcizar Curitiba em 2017. Em 2018, acho que finalmente entendi o que é essa distância, que está longe de ser saudável, mas acho que todo mundo precisa de um desafio por ano, não é?

    A felicidade pelos 3h38 é enorme, mas sei que poderia ter feito melhor. Há sempre o que melhorar. E mal posso esperar pelos 42 quilômetros de 2019 em data e local ainda não definidos!

  • 22/08/2018

    Acompanhamento nutricional para corredores

    Emagrecimento, reeducação alimentar, orientação de suplementação e de pré-prova fazem a diferença na vida do atleta

    Desde a nossa última viagem de férias, decidimos procurar por um acompanhamento nutricional. Os motivos? Vários e distintos. Um buscava melhores rendimentos na corrida, já que nunca tomou nada de suplementação nas duas maratonas que fez (e nos outros mais de mil quilômetros já rodados). O outro queria emagrecer antes de tudo. Férias, sabe como é.

    Procuramos a nutricionista Cristiane Carvalho pela ampla experiência que ela tem com atletas. Ela foi, durante dez anos, nutricionista do time do Atlético Paranaense, portanto, entende bem de rendimento esportivo. Além disso, ela atua com reeducação alimentar e emagrecimento. Perfeito para o interesse de ambos.

    A consulta

    No primeiro encontro, um longo papo e uma anamnese completa: o que come, como come, quando come. Quantidade de exercício que faz e quais tipos. Sono, intestino, hábitos. “Com todas essas informações é possível mapear o indivíduo e estabelecer um planejamento alimentar e de suplementação exclusivo, afinal cada corpo é único”, explica a nutricionista.

    Feito isso, realizamos a bioimpedância. O exame (realizado em uma balança especial com placas de metais que conduzem uma corrente pelo corpo) analisa toda a composição corporal: porcentagem de músculos, gordura, água e ossos. Algumas informações são inseridas na balança antes da pesagem, como idade e altura.

    Além do IMC, o índice de massa corporal, o resultado mostra a porcentagem de massa gorda, magra e muscular, a hidratação do corpo, densidade óssea, gordura visceral (armazenada na região abdominal) e a taxa de metabolismo basal, isso é, quantidade de calorias essenciais para o corpo. Depois da pesagem, algumas medidas são anotadas.

    Plano alimentar

    Alguns dias depois, a Cris enviou o nosso plano alimentar. Como os objetivos são diferentes, claro que cada um teve um plano: enquanto um comia o dobro, o outro comia reduzido! Nós não nos alimentamos mal no cotidiano, comemos pão integral, queijo branco, bebemos bastante água e zero refrigerante. Mas não dispensávamos uma pizza, pães de queijo e uma boa cerveja, claro.

    A dieta não era muito restritiva, apenas mudaram os tipos de carboidrato – excluindo a farinha branca – e foram incluídos muitos ovos, frutas, verduras. Alimentação liberada somente uma vez na semana, e sem exageros.

    Sempre houve uma preocupação com comer demais e engordar. Na dieta para performance, a quantidade de comida quase dobrou para os padrões anteriores. Os pratos de 300g saltaram para 500g -- 200g de carboidrato, 150g de proteína e 150g de saladas; o café da manhã ganhou duas bananas de complemento, assim como o café da tarde. Resultado? Mais força para os treinos, aumento da disposição e, sobretudo, menos fadiga no dia seguinte.

    Em 7 meses de treino para maratona, foram aproximadamente 900 kms percorridos, com muitas corridas na faixa ou superiores a 20 kms (4 meias maratonas usadas como teste), o que deixa o corpo esgotado em alguns momentos. Com a alimentação mais adequada para as necessidades, tudo ficou mais fácil, fluindo mais tranquilamente.

    Suplementação

    Como eu disse antes, nós nunca tínhamos usado nenhum tipo de suplementação além de carbogel nas provas mais longas. Foi manipulado um pré-treino, creatina, whey protein. “Suplemento não é refeição! É para complementar a boa alimentação e o resultado vai aparecer no desempenho dos exercícios”, diz Cristiane.

    A ideia da creatina e whey protein é contribuir para o ganho de massa magra. Para o emagrecimento, foi receitado um manipulado para queima de gordura, um para saciedade e outro para imunidade e melhor absorção dos nutrientes. Todos os manipulados foram feitos na Salvena Manipulação.

    Resultados

    Passado um mês, voltamos à nutricionista para a pesagem e análise dos resultados. Quem queria emagrecer, emagreceu! 3,6 kg (numa meta de 2 kg), menos 4% de gordura. Quem queria performance, diminuiu gordura (-3%) e aumentou massa muscular (+1.4 kg), além de sentir uma boa evolução na corrida! O acompanhamento e a rotina alimentar regrada continuam por, pelo menos, mais dois meses.

    Nós postergamos muito, mas percebemos o quanto um acompanhamento nutricional, não só relacionado à alimentação, mas também a treinos e suplementação, é essencial para quem busca uma vida mais saudável e a evolução nas corridas. Correr não deixa de ser só colocar um pé na frente do outro, mas com o apoio certo fica mais fácil!

  • 03/08/2018

    Corridas de Rua de Curitiba: calendário do quarto trimestre

    Corridas de Rua de Curitiba: calendário do quarto trimestre

    Depois de enfrentar o frio do inverno, a primavera e o verão brindam Curitiba e região com uma série de corridas de rua. O destaque do último trimestre de 2018 é, inegavelmente, a Maratona de Curitiba, que, neste ano, será organizada pela Elive Eventos Esportivos. Trata-se do principal desafio de Curitiba, com percursos de 42 (solo e em dupla), meia maratona e cinco quilômetros.

    Engana-se, porém, quem pensa que a Maratona é a prova mais difícil deste calendário. Em 20 de outubro, ocorre o Amazing Runs Graciosa, com 42 ou 21 quilômetros subindo a Serra da Graciosa, em uma elevação de mais de 900 metros. Um daqueles desafios para vencer e guardar na memória.

    Se você é do tipo que prefere as corridas mais curtas, de 5 ou 10 quilômetros, o calendário está cheio de provas, incluindo opções gratuitas oferecidas pela prefeitura de Curitiba. Veja, abaixo, o calendário de outubro, novembro e dezembro.

    Outubro

    05 de outubro

    1a Corrida Outubro Rosa -  5 km

    Informações e inscrições: http://www.thomeesantos.com.br/

    14 de outubro

    M5K – Mulher em movimento – 5 km

    Informações e inscrições:

    Circuito de Corridas da Caixa – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/Circuito-De-Corridas-Caixa--Etapa-Curitiba-5666

    18 de outubro

    Esquenta de Corridas – Etapa 05 – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/

    20 de outubro

    Amazing Runs Graciosa – 42 e 21 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/17-Corrida-Da-Graciosa--Amazing-Runs--2018-5331

    21 de outubro

    4a Etapa do Circuito da Prefeitura de Curitiba – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/equipe-smelj/110

    26 de outubro

    6a Halloween Night Run – 6 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/Corrida-Irun--Halloween-Night-Run--2018-6212

    27 de outubro

    Serra da Graciosa Half Marathon – 21, 10 e 5 km

    Informações e inscrições: https://www.eliteeventos.com/services/serradagraciosahalfmarathon/

    Novembro

    10 de novembro

    IV Circuito SEST Senat de Caminhada e Corrida de Rua – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: http://projetossociais.sestsenat.org.br/Circuito

    10 de novembro

    Caminhada da Diabetes – 3,3 km

    Informações e inscrições:

    11 de novembro

    Circuito de Corridas Rústicas – Etapa Volvo – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: http://www.sesipr.org.br/corridasrusticas/

    10ª Corrida do Material Bélico – 5 e 10 km

    Informações e inscrições:

    18 de novembro

    Maratona de Curitiba – 42, 21 e 5 km

    Informações e inscrições: https://www.eliteeventos.com/services/maratonadecuritiba2018/

    25 de novembro

    Circuito das Estações – Verão – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: http://circuitodasestacoes.ativo.com/curitiba/verao/

    Dezembro

    1 de dezembro

    1ª Corrida do Bope – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/Circuito-Pmpr-4-Etapa--1-Corrida-Noturna-Da-Policia-Militar-Do-Parana--Bope-5701

    02 de dezembro

    23ª Corrida do Parque Tingui – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.globalvita.com.br/

    Track & Field Run Series – Shopping Barigui – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.tfsports.com.br/eventos/parkshopping-barigui-2018

    08 de dezembro

    1ª Corrida Noturna Sesc/Smelj – 5 e 10 km / Caminhada de 4 km

    Informações e inscrições: https://www.sescpr.com.br/circuito/

    13 de dezembro

    Esquenta de Corridas – Etapa 6  - 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/

    16 de dezembro

    Circuito das Águas – 5 e 10 km

  • 27/07/2018

    Meia Maratona de Curitiba Uninter celebra 8 anos com palestras para corredores

    Meia Maratona de Curitiba Uninter celebra 8 anos com palestras para corredores

    A Meia Maratona de Curitiba Uninter, agendada para 5 de agosto, está entre as principais provas da capital paranaense. Uma das novidades para este ano será a realização de inúmeras palestras para os corredores na véspera da prova, dia 04 de agosto, na Decathlon do Jardim Botânico (Rodovia BR-116 Pista Lateral), durante a retirada dos kits.

    Para os mais fissurados no esporte, este tipo de informação agrega ao evento e auxilia a encarar percursos mais longos com mais tranquilidade, além de disseminar conhecimento sobre a prática do esporte para mais pessoas. Confira a programação de palestras:

    13h – Como administrar ritmos em provas longas – Fábio Alonso

    14h – Nutrição como preparação para Corridas – Adriana Chastalo

    15h – A importância das avaliações fisiológicas para definição das zonas de intensidade – Pedro Limiar

    16h – A importância do treino resistido com peso [TRP] na corrida – Felipe Alves

    17h – Histórias de Superação – Eduardo Trombini, Eduardo Rocha, Ricardo Fagundes e João do Tiro

    18h – Experiência de um atleta fundista – Paulo Roberto Almeida Paula

    O tradicional percurso terá a largada no Museu Oscar Niemeyer e passará por diversos bairros da cidade, como Centro, Centro Cívico, Rebouças, Água Verde, Batel, Cristo Rei, Jardim Botânico, Juvevê e Alto da Glória. Os competidores podem escolher entre corrida – de 5 e 21 quilômetros (solo ou revezamento) –, corrida kids e caminhada – de 3 quilômetros.

    Serviço

    Meia Maratona Uninter de Curitiba

    Data: 5 de agosto

    Horário: a partir das 7h

    Distâncias: 3 km (caminhada), 21 km (solo e dupla) e 5 km.

    Modalidades: solo (masculino e feminino), revezamento (masculino, feminino e misto) e kids.

    Local: Museu Oscar Niemeyer

    Mais informações: www.esportepraviver.com.br

     

  • 12/07/2018

    Corridas internacionais: Seattle e Vancouver (parte 2)

    Corridas internacionais: Seattle e Vancouver (parte 2)

    Como já falamos no post anterior, junho foi o mês de corrermos duas meias maratonas internacionais: a Rock’n’Roll Seattle e a ScotiaBank Vancouver. A prova de Vancouver aconteceu mais para o final das férias, dia 24 de junho (leia-se mais gordos, pesados e sem treinos regulares somado ao real início do verão norte-americano).

    A retirada do kit aconteceu no Canadá Place, um lugar lindo que fica quase no meio do mar, entre o porto e o Stanley Park. Diferente da grande expo de Seattle, em Vancouver a retirada do kit foi mais discreta: camiseta, número e uma barra proteica. Sem sacola, sem patrocinadores ou muitas pessoas (para não dizer que não tinha nada, a Asics e a marca da barra proteica estavam lá).

     

    Para essa prova chegamos com bastante antecedência, pois fomos de táxi. Não tinham muitas informações sobre como chegar ou disponibilidades de ônibus, e a estrutura também era menor que a prova americana (proporcional ao número de participantes: 18 mil em Seattle e 7 mil em Vancouver). Uma curiosidade dessa prova: os brasileiros estavam em terceiro lugar no número de inscritos, atrás somente dos canadenses e mexicanos!

    Hora da largada, nos separamos (ele lá na frente, eu lá atrás), mas dessa vez ela aconteceu simultaneamente. Mesmo assim, com as divisões de paces, não rolou estresse. Cada um no seu ritmo, bonitinho.

    O percurso de Vancouver é lindo, lindo, lindo! Belas paisagens, um céu azul bem aberto. Pouca gente na rua, mas o suficiente para animar e incentivar (com gritos, palmas ou mangueiradas). A hidratação com isotônico estava boa, a de água era preciso pegar mais de um copinho para satisfazer (beber, molhar a boca e jogar na cabeça).

    No final, o sol apertou. Após a ponte, já na parte final do percurso, o Vini, que finalizou em 1:41:45, apareceu para me buscar e dar aquele empurrãozinho maneiro. Eu estava cansada, esbaforida e, mesmo assim, deu boa: 2:36:41.

    O pós-prova de Vancouver era tão farto quanto o de Seattle: água, fruta, bagle doce e salgado, cookies, iogurte, suco. E um medalhão, que chega a pesar no pescoço!

    Já estamos montando o calendário com as próximas provas, locais, nacionais e internacionais... Tem alguma prova para indicar? Manda ae!

  • 05/07/2018

    Etapa Novozymes do Circuito de Corridas Rústicas será no dia 22 de julho

    Etapa Novozymes do Circuito de Corridas Rústicas será no dia 22 de julho

    Mais um desafio para os corredores no dia 22 de julho, seja nos 5 ou 10 quilômetros, em uma mistura de asfalto e estrada de chão, na etapa Novozymes do Circuito de Corridas Rústicas das Indústrias, que será realizada em Araucária (PR), iniciando na Rua Professor Francisco Ribeiro, 683, às 7 horas. Os kits da corrida deverão ser retirados na Loja Procorrer (Avenida Vicente Machado, 320, Centro, Curitiba) até o dia 21 de julho, das 10h às 16h.

    Podem participar corredores de todas as idades, com inscrições a partir de R$ 53,50 (classe industriária) e R$ 79,75 (comunidade). Pessoas com idade acima de 60 anos têm desconto de 50%. As inscrições podem ser feitas no site do Ticket Agora, link: https://bit.ly/2MCOmI7

    O operador Técnico da Novozymes, Leomar Gomes, é um dos atletas que participam tradicionalmente do circuito. Mais do que a paixão pela atividade, ele conta que a corrida é o seu estilo de vida. “Correr em casa é um privilégio, é tudo de bom, é saúde e qualidade de vida. É muito bom correr com mais torcida, com o pessoal podendo acompanhar o percurso, inclusive, de bike. É emocionante e desafiadora essa etapa, ainda mais esse ano, que completamos 10 anos”, comenta.

    As mulheres também marcam presença nas corridas. A técnica de laboratório, Meri Cleuzair Freitas, é uma das que encaram os 10km, ressaltando os benefícios da prática na sua vida. “A minha saúde melhorou muito, além da autoestima, controle de peso, de estresse, tenho mais bem-estar e qualidade de vida desde que comecei a correr. Essa etapa da Novozymes é sempre um desafio, não é um circuito muito fácil, porém, quanto mais desafiante é o percurso maior é a emoção, é superação! Correr em casa é sempre bom”, diz.

  • 03/07/2018

    Corridas internacionais: Seattle e Vancouver (parte 1)

    Corridas internacionais: Seattle e Vancouver (parte 1)

    No mês de junho nós saímos de férias. No roteiro, visitar a família em Seattle (oeste dos Estados Unidos) e aproveitar para conhecer Vancouver (no Canadá). Com as passagens compradas, fizemos a busca pelas corridas na região e, coincidentemente, duas meias maratonas aconteceriam no período: a Rock’n’Roll Seattle e a Scotiabank Vancouver.

    Inscrições feitas, um pouco mais de mil reais gastos e a expectativa de duas belas provas. Começamos pela de Seattle, logo no início da viagem. A retirada do kit foi no CenturyLink Field, famoso estádio do time de futebol americano Seattle Seahawks.

    Uma bela estrutura, com busca eletrônica do número de peito, estande com troca de número de camisetas e inúmeros expositores. O kit contemplava, além da sacolinha e da camiseta, algumas amostras dos parceiros, como cápsulas energéticas e para boa noite de sono. Aproveitamos também para comprar o estacionamento para o dia da prova.

    21k na Rock’n’Roll Seattle

    10 de junho, 5h e pouco da manhã, saímos de Redmond, cidade próxima de Seattle, para o local de prova. O trânsito de Seattle é meio chatinho, mas conseguimos estacionar a tempo. A largada é separada pelas baias, de acordo com o tempo de conclusão de prova. Enquanto o Vini ficou logo atrás do pelotão de elite, eu fui lá para as últimas divisões.

    Antes da largada eles sempre cantam o hino nacional - que é lindo e normalmente à capela -, e logo na sequência o pessoal começa a largada, espaçada em cerca de um minuto para cada setor. Essa é a primeira parte que chama atenção: o pessoal realmente respeita as largadas, sendo assim, você corre com pessoas do seu ritmo, sem atropelos ou lesminhas. (Na minha largada rolou uma homenagem aos combatentes americanos mortos em guerras e conflitos, bem bonito! Familiares bastante emocionados!)

    O percurso da prova não foi tão fácil quando parecia, na verdade, ele é tão complicadinho quanto o de Curitiba, com inúmeras subidas e descidas íngremes. Mas durante todo o percurso (que tinha de 21k e 42k), muitas pessoas na rua, hidratação perfeita com água e isotônico (em um ou dois pontos com carbogel), e muita animação dos músicos que ficam a cada milha (característica do circuito Rock’n’Roll, que acontece em várias cidades dos EUA e em outros países).

    Mesmo sendo uma prova cascudinha, fizemos bons tempos: o Vini RP com 1:38:57 e eu RP com 2:39:49. A medalha, bonitona, estampa alguns pontos da cidade, como o Space Needle. O pós-prova também foi lindo: água, frutas, pretzels, isotônico, achocolatado, barra proteica. E mais... Música, festa e uma cervejinha para hidratar!

    Quem aqui já fez provas internacionais? O que acharam? Em breve, a prova de Vancouver, no Canadá.

  • 13/06/2018

    Conheça alguns tipos de treino de corrida

    Conheça alguns tipos de treino de corrida

    Não pense que é só colocar os tênis e sair correndo para melhorar a sua performance e se tornar um corredor melhor

    É normal que, com o passar do tempo, o corredor resolva se arriscar mais no esporte, seja tentando reduzir os seus tempos em provas de 5 ou 10 quilômetros ou resolvendo encarar os 21 ou 42 quilômetros, assim como as ultramaratonas. Essas escolhas são individuais e geralmente estão alinhadas a uma busca de melhora de performance.

    Ao contrário do que se fala, não basta colocar o tênis no pé e simplesmente sair correndo, embora sempre seja uma opção em alguns casos. Uma planilha, que misture os diferentes tipos de treinos, costuma dar mais resultado e fazer seu corpo evoluir de uma forma mais rápida, seja para suportar mais quilômetros ou aumentar o seu ritmo.

    Além disso, ao diversificar os estímulos, o corredor passa a se conhecer ainda mais, entendendo como o seu corpo reage ao pace, à velocidade, entre outros aspectos. O treinador e sócio proprietário da V8 Assessoria Esportiva Daniel Oliveira Júnior apresenta alguns tipos de treinos e os seus objetivos.

    Longo – Dependendo do objetivo do corredor, ele visa aproximar a distância de competição com o treino. Geralmente, usa-se essa terminologia para treinos com mais de 15 quilômetros, pois são mais longos do que o normal. No entanto, para quem busca uma maratona, os longos costumam superar os 30 quilômetros.

    Fartlek – Trata-se de um treino variado, que estimule o corpo de diferentes maneiras. Estabelecem-se variações de velocidade por tempo ou por distância, assim como de terreno e de ritmos, sem necessariamente ser organizado de uma forma exata. Exemplo: Correr 1 minuto rápido e 2 minutos devagar; correr 1 quilômetro rápido e um mais lento. A ideia é justamente fazer com que o corpo não se acostume com o ritmo.

    Intervalado – Se você já viu um corredor sentado ou deitado no chão depois de passar voando por você, é bem provável que ele esteja fazendo um intervalado. O foco é fazer estímulos de velocidade separadas por um intervalo de tempo ou de distância. Por exemplo: um treino de 10 estímulos de 400 metros, com 100 metros de intervalo caminhando. Também pode-se fazer o intervalo somente de tempo, com um descanso entre cada série.

    Progressivo – Como o seu próprio nome já diz, a velocidade vai aumentando ao longo do treino. Em um treino de 6 quilômetros, pode-se aumentar o pace gradativamente: 1 km a 6’00’’, depois a 5’40’’, 5’20’’, 5’00’’, 4’40’’ e o último a 4’20’’. Essas velocidades são apenas exemplos e cada corredor deve ajustar o seu ritmo ao treino.

    Regressivo – É exatamente o contrário do progressivo. Em vez de focar no aumento de velocidade, a ideia é ir reduzindo o ritmo para terminar mais lento. Nos dois casos, é um treino que oferece o autoconhecimento e como o corpo reage a cada velocidade.

    Regenerativo – Visa apenas manter o corpo condicionado. Normalmente, é recomendado depois de provas ou de outro treino muito intenso, visto que sua intensidade deve ser bastante leve.

    Qual é o seu treino predileto?

  • 08/06/2018

    Critérios para escolher a corrida certa para você

    Critérios para escolher a corrida certa para você

    Com um calendário cada vez mais inchado, listamos alguns critérios que podem ser usados para você escolher o percurso certo

    Quando você completa alguns anos de corrida, acaba conhecendo boa parte das provas que são realizadas em sua cidade. Algumas delas viram suas prediletas, outras nem tanto, por uma série de motivos pessoais e critérios usados pelos corredores para escolher suas provas.

    Cada vez mais, até mesmo a fim de facilitar o planejamento para o ano, os corredores montam o seu calendário, pensando em provas-alvo, provas-treino e para conseguir organizar os compromissos pessoais e profissionais. Listamos alguns dos fatores usados por nós antes de fazer as inscrições.

    Local – Com quase 8 anos de experiência em corridas, temos optado por fazer mais provas fora de nosso círculo tradicional. Por esse motivo, em 2017, fizemos meias maratonas em São Paulo e Rio de Janeiro. Neste ano, fomos para Camboriú e iremos para Vancouver, Seattle, Florianópolis e São Paulo. Em suma, resolvemos fazer turismo e correr ao mesmo tempo – e é uma delícia!

    Distância – Esse talvez seja o aspecto mais analisado pelos corredores. Boa parte das provas oferece distâncias de 5 e 10 quilômetros. Há um número mais limitado de opções de provas na casa dos 15 quilômetros – ideias para aqueles que buscam a transição dos 10 para os 21. Meias maratonas e as maratonas requerem um planejamento mais longo, porque oferecem menos opções no calendário, assim como exigem um plano de treinamento com antecedência.

    Terreno – Você gosta de corrida de rua, de se aventurar em trilhas, encarar a areia da praia ou de superar obstáculos?

    Data - Você vai estar disponível e preparado para a distância escolhida neste dia? Para provas de longa distância, como meias e maratonas, recomenda-se pelo menos um período de quatro meses para acostumar o corpo à distância.

    Altimetria – Quanto mais pesada for a altimetria, mais complicada será a prova – mesmo que você seja do tipo de corredor que adora subidas e descidas. Por esse motivo, alguns corredores optam por percursos mais leves ou pesados, conforme os seus objetivos. Uma prova com grande altimetria se torna mais complexa para bater recordes pessoais, assim como exige mais cuidado e atenção no período de treinamento, a fim de simular as situações que serão vividas.

    Percurso – Pessoalmente, uma das coisas mais irritantes são os percursos de duas voltas em um mesmo lugar ou que contam com muitas idas e voltas. Por esse motivo, sempre olho o trajeto em cada um dos trechos desejados antes de fazer a escolha. Também costumo evitar provas em sequência pelos mesmos locais.

    Valor – Sabemos que a inscrição das provas está cada vez mais pesada. Por esse motivo, torna-se um critério de escolha, levando em conta uma série de atrativos e critérios para se escolher: vantagens do kit, quem é o organizador; percurso, entre outros detalhes.

    Você usa algum outro critério para escolher e montar o seu calendário ao longo do ano? Se sim, conta para a gente!

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