• 09/12/2018

    Como escolher o tênis de corrida?

    Como escolher o tênis de corrida?

    Natal chegando e você pode ter aquele amigo ou familiar que é fissurado por corrida de rua. Ou você é um corredor e quer se presentear. Por que não? De qualquer maneira, sempre surge aquela dúvida: qual tênis escolher?

    Não sou um especialista no assunto, mas tenho testado diferentes tênis e percebido o meu estilo predileto. Aliás, é normal que haja grandes diferenças de opinião entre os corredores, inclusive a respeito de marcas, tipos, quantidade de amortecimento, solado mais alto ou mais baixo, conforto, resposta, design, entre outros aspectos individuais na análise.

    Também percebi que ter mais de um tênis para quem corre com relativa frequência aumenta a durabilidade do calçado. Fala-se que um tênis de corrida dura, em média, entre 800 e mil quilômetros, mas não se trata de uma regra, pois vai depender do seu peso, intensidade dos treinos e do “descanso” dado a ele. Por isso, para corredores mais frequentes, a dica é deixá-lo descansar e ter mais de um calçado disponível para a prática.

    Antes de tudo, é preciso determinar o seu tipo de pisada. Há lojas especializadas e clínicas de fisioterapia que fazem esse tipo de teste. Veja as diferenças entre elas:

    - Pisada neutra – Estima-se que 45% da população tenha esse tipo de pisada, e a maior parte dos tênis é desenvolvido para esse corredor. Via de regra, o corredor impulsiona a passada com a parte da frente do pé, sendo que há uma leve rotação para dentro.

    - Pisada pronada – Aproximadamente 50% das pessoas do mundo têm esse tipo de pisada. Nesse caso, costuma-se indicar tênis com maior amortecimento e controle de estabilidade leve devido ao fato de a pisada iniciar no lado esquerdo do calcanhar, sendo concluída no dedão.

    - Pisada supinada – A projeção é de que somente 5% da população pise dessa forma, pois a passada inicia no calcanhar e termina na parte externa do pé, usando o dedo mínimo na impulsão. Os supinadores necessitam de mais amortecimento.

    Onde se informar?

    Particularmente, uso duas referências principais antes de comprar um tênis.

    RunrepeatTrata-se de um site no qual os corredores avaliam os modelos. É possível observar comentários feitos e as informações gerais, como para qual terreno é indicado (rua ou trilha), o suporte do arco, tipo de uso, preço e peso. Um dos cuidados a ser tomado é pesquisar o nome exato do tênis, já que há diferenças entre os lançamentos brasileiros e americanos.

    Canal Tênis Certo O canal fala sobre lançamentos e apresenta análises sobre os tênis, com as indicações de uso, peso, pontos fortes e fracos e comparativos. É uma ótima opção antes de fazer a sua escolha.

    Há outros sites e canais que podem ser usados e identificados com uma rápida pesquisa online. Se você entende bem inglês, há ótimos sites e canais americanos. Aqui uma das sugestões de vídeo sobre o tema.

    O que levar em conta?  

    Como mencionado anteriormente, cada corredor tem um perfil específico. Eu, por exemplo, descobri que prefiro tênis mais baixos e que ofereçam mais resposta do que amortecimento. Foi algo que percebi com um modelo específico e tenho adotado nas escolhas dos meus tênis. Outros pontos a se considerar:

    Seu bolso – Não se trata de um investimento barato. Por isso, estabeleça um limite de valor e trabalhe com ele.

    Para qual distância – Cada tênis é desenvolvido para um objetivo específico. Se você corre 5 ou 10 quilômetros, talvez não seja o caso de um grande investimento. Para quem parte para 21, 42 ou mais, trata-se de um item de primeira necessidade.

    Histórico de lesões - Existem pessoas que sentem dores no joelho ou costas após os treinos. Nesses casos, vale apostar em modelos mais robustos, que ofereçam mais conforto e amortecimento do que aqueles destinados à performance, geralmente com solados mais baixos e que visam mais resposta.

    Histórico na corrida - Se você é corredor iniciante, é muito mais efetivo apostar em um tênis com mais amortecimento e, com o passar do tempo, ir evoluindo para os calçados do estilo performance.

    Esperamos ter ajudado no momento de escolher o seu próximo tênis de corrida! Tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe o seu comentário ou entre em contato!

  • 29/11/2018

    TF Sports e Santander realizam a Santander Track&Field Run Series no próximo domingo

    TF Sports e Santander realizam a Santander Track&Field Run Series no próximo domingo

    A TF Sports, empresa do grupo Track&Field, e o Banco Santander, firmaram parceria de três anos para dar sequência ao circuito Track&Field Run Series que passa ser chamado de Santander Track&Field Run Series. O acordo prevê a realização de aproximadamente 240 provas que acontecerão em diversas cidades do país ao longo destes anos. Hoje, o circuito é considerado o maior em número de provas de corridas de rua da América Latina e no dia 2 de dezembro, realiza a etapa de Curitiba. A inscrição na prova dá direito a um kit exclusivo TF Sports, contendo: uma bolsa do evento e uma camiseta Thermodry®.

    A primeira prova da parceria aconteceu no início de maio, em São Paulo, e reuniu 1.900 inscritos. A etapa de Curitiba é dividida em duas modalidades: 5km e 10km. A etapa contará com uma corrida Kids. O percurso terá início na Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600.

    “Ao associar a marca Santander ao maior circuito em número de provas de corrida de rua da América Latina, queremos proporcionar experiências a todas as pessoas que buscam melhorar sua qualidade de vida e praticar esportes ao ar livre. Assinar essa parceria com Track&Field®, uma marca reconhecida por seus produtos de alta qualidade, tecnologia e gestão de negócios, estamos compartilhando dos mesmos atributos que buscamos oferecer em nossos produtos e serviços do Banco”, afirma Marcos Madureira, vice-presidente executivo de comunicação, marketing, relações institucionais e sustentabilidade do Santander.

    “Há 15 anos, criamos o nosso circuito de corridas de rua para incentivar a prática do esporte como parte essencial de um estilo de vida saudável. O circuito passa a se chamar Santander Track&Field Run Series. Com o Santander ao nosso lado aprimoraremos ainda mais as experiências para os atletas durante os eventos, além de expandir o circuito para novas cidades em todo o Brasil. É uma satisfação muito grande iniciar uma parceria e desenvolver negócios com uma empresa alinhada com nossos valores.”, conta Fred Wagner, um dos fundadores da Track&Field®.

    Cronograma

    04:30 – Abertura do estacionamento

    05:30 às 08:00 – Bloqueio do percurso

    05:30 às 06:30 – Retirada de chip

    06:30 – Alongamento

    07:00 – Largada

    08:30 – Premiação

    08:30 – Corrida Kids

    Percurso e inscrição: https://www.tfsports.com.br/eventos/parkshopping-barigui-2018

    Quer correr com desconto? Insira o código CORRER15 ou BOMDEDICA15 e ganhe 15% na inscrição!

  • 21/11/2018

    A Maratona de Curitiba de 2018 por outra perspectiva

    A Maratona de Curitiba de 2018 por outra perspectiva

    Já deixamos reservado no calendário o final de semana por volta do dia 20 de novembro, quando normalmente é realizada a Maratona de Curitiba. Em 2016 e em 2017, participamos como corredores – em 2016, eu nos 42; em 2017, eu nos 42 e a Fer no revezamento dos 21. Em 2018, devido a compromissos profissionais, ficaria inviável correr, mas optamos por tentar ajudar de alguma forma.

    (Nota crítica: Tenho reclamações sobre a realização da prova em novembro. Maratona é uma prova que permite melhores desempenhos no frio, algo que Curitiba oferece durante boa parte do ano. Não à toa, em Porto Alegre e Florianópolis, os 42 quilômetros são realizados no outono e inverno – junho e agosto. Por ser o fechamento do calendário de maratonas do Brasil, Curitiba ganha certa relevância no cenário nacional, mas seria interessante ter mais uma prova no frio, especialmente porque daria outra característica e charme ao evento. Fica a sugestão para a prefeitura de Curitiba, que estabelece a data do evento).

    No quilômetro 26, montamos uma mesa, com balas de goma, de coco, de banana, de café, chocolates para os participantes, além de uma caixinha de som com muito rock’n’roll. Foi muito legal participar de uma forma diferente, dando apoio, aplaudindo, gritando o nome de conhecidos e de desconhecidos. Me chamou a atenção o fato de muitos corredores pedirem água, especialmente por nossa mesa de doces estar logo após um posto oficial de hidratação, mas achei que poderia ser apenas o desgaste natural da prova. Como retribuição a essa força, nós recebemos sorrisos e resolvemos estender um pouco mais a ajuda.

    Por volta das 10h40, eu saí de bicicleta e cumpri os últimos 16 quilômetros da prova apoiando os participantes, enquanto a Fer continuou correndo por trechos da prova, dando uma força para a galera. É muito gratificante ver que palavras de apoio e incentivo ajudam os corredores em momentos tensos da prova, como as subidas da Marechal Floriano Peixoto. Posso afirmar que 99% das pessoas erguiam a cabeça e pareciam mais motivadas na luta psicológica que os 42 quilômetros impõem a qualquer um.

    Nesse percurso de 16 quilômetros, pude encontrar amigos, conhecidos e desconhecidos e despejar um pouco da energia que ficou guardada por não participar da prova em forma de apoio. Independentemente do tempo que cada um faz, continuo respeitando igualmente quem faz os 42 quilômetros, pois exige esforço, resiliência e muita coragem! Esperamos, de coração, ter ajudado de alguma maneira!

    Um ponto positivo foi o fato de não ter encontrado nenhum motorista buzinando nos pontos de bloqueio para o trânsito – embora eu não tenha rodado na parte mais complicada para o tráfego de veículos, que é a rápida sentido Pinheirinho. Inclusive em trechos nos quais os carros circulavam pelo sentido inverso, vi muitos motoristas buzinando como apoio. Foi muito legal! A expectativa é de desenvolver uma cultura de incentivo ao esporte na cidade.

    Reclamações

    Ainda empolgados por aquilo que vimos nas ruas, fomos acompanhar os relatos dos corredores sobre a Maratona de Curitiba de 2018. Na página oficial do evento no Facebook, vimos uma série de reclamações a respeito da entrega de kits e, principalmente, sobre a falta de hidratação, tanto na prova de 5 quilômetros (na qual não havia um posto sequer) e nos 42 quilômetros, com relatos de que os corredores mais lentos ficaram sem água por mais de 10 quilômetros. Além disso, boa parte dos corredores também relatou que a água estava quente.

    No meu trajeto de bicicleta, até pela empolgação e o objetivo de apoiar as pessoas, não percebi muitas reclamações a esse respeito, embora alguns corredores tenham me pedido água – o que não tive a preocupação em carregar. Mas também não tomamos nenhuma água dos postos de hidratação para saber se estavam quentes, afinal de contas elas são destinadas aos corredores. Nesta quarta-feira (21), o canal Corrida no Ar disponibilizou um vídeo, repercutindo essas críticas. O link está aqui.

    Como maratonista, fico triste por ver falta de hidratação em uma prova que expõe pessoas ao seu limite – e que a água deveria ser item básico. Se faltasse isotônico, por exemplo, seria menos importante, embora pense que, se a organização informou sobre os postos e que “inovou” na hidratação, cada atleta planeja sua estratégia levando isso em consideração. Há diferentes tipos de erros na organização de corrida de rua, e a falta de água é algo que não pode ser tolerado.

    O blog entrou em contato com a Elite Eventos Esportivos, organizadora da Maratona neste ano e em 2019, que enviou uma nota sobre o assunto:

    “Com certeza, uma falha MUITO [Nota da redação: o destaque é da própria Elite] grave [a falta de hidratação], já conversamos com os coordenadores de percurso dos trechos e identificamos os erros e asseguramos que o mesmo não irá repetir-se novamente. Tivemos vários problemas de atletas com números duplicados, ciclistas apoio consumindo a hidratação e atletas dos 21k revezamento seguindo para o solo. Já estamos elencando soluções para que tais fatos não ocorram ano que vem e verificando meios de fazer verificação vídeo nos pontos de hidratação para logo que a água em um ponto esteja acabando possa ser enviado de imediato novas remessas. Estamos nos colocando à disposição de todos os atletas prejudicados pelo [email protected] para conversarmos individualmente com cada atleta para levantar um meio específico para cada um para minimizar os danos causados”.

    Obviamente, quem ficou sem kit premium pode ter seu problema reparado, mas e aqueles que tiveram a prova comprometida depois de meses de treino? A esperança é que tanto a Elite Eventos Esportivos quanto a prefeitura de Curitiba – que tem o dever de fiscalizar o evento – tenham mais cuidado e atenção na edição de 2019.

    Edição pós-publicação: A prefeitura de Curitiba enviou uma nota a respeito das ocorrências na Maratona de Curitiba. "A Secretaria do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) vai fazer uma reunião de avaliação da Maratona de Curitiba, 2018, na próxima semana. Representantes da Urbs e Setran também vão participar. Falhas ou problemas que tenham ocorrido serão cobrados da empresa responsável pela Maratona, para que os erros não se repitam".

    Crédito da Foto: Washington Ikeda/Minoru Fotografias

     

  • 20/11/2018

    Naventura divulga calendário para 2019

    Naventura divulga calendário para 2019

    Já chegou a hora de planejar o calendário de provas para 2019! Se você está organizando a agenda e pretende mesclar a rua com as corridas de trilha ou de montanha, a Naventura Outdoor Experiences é uma das boas opções para mudar o perfil de terreno. Em fevereiro deste ano, contamos como foi a experiência de participar de uma corrida de trilha pela primeira vez.

    Embora sejam percursos mais difíceis, com maior variação de altimetria, as corridas de trilha ou de montanha têm um perfil diferente para o atleta e são excelentes treinos para mudar a rotina, melhorar o desempenho e se deparar aquele visual que faz toda a diferença.

    Confira as opções disponíveis e suas datas! Até 23 de novembro, as inscrições estão com preços promocionais em uma promoção de Black Friday!

     

    Naventura Ultra Trail Ouro Fino

    16 de fevereiro - Grande Curitiba/PR


    Naventura Trail Guarda do Embaú

    06 de abril - Palhoça/SC


    Naventura Ultra Trail Morretes

    01 de junho - Morretes/PR

     

    Naventura Ultra Trail Garopaba

    03 de agosto - Garopaba/SC


    Naventura Trail Marathon Canyon Guartelá

    05 de outubro - Tibagi/PR


    Naventura Trail Ilha do Mel

    02 de novembro - Paranaguá/PR

     

    Mais informações em: https://www.naventura.com.br/

     

  • 13/11/2018

    Confira as ruas que serão afetadas pela Maratona de Curitiba (só buzine para apoiar)

    Confira as ruas que serão afetadas pela Maratona de Curitiba (só buzine para apoiar)

    A Maratona de Curitiba é, sem dúvida alguma, a prova mais tradicional de Curitiba. Os 42 quilômetros passam por boa parte dos bairros da capital, do Centro Cívico ao Capão Raso, do Água Verde ao Hauer. O percurso afeta algumas das principais vias da cidade em uma manhã do ano.

    Ou seja, trafegar de carro na manhã do próximo domingo (18) não será fácil, dependendo do percurso. Os bairros afetados serão: Centro Cívico, São Francisco, Juvevê, Alto da Glória, Centro, Batel, Seminário, Vila Izabel, Portão, Novo Mundo, Capão Raso, Rebouças, Parolin, Hauer, Prado Velho, Jardim Botânico e Alto da Rua XV. O percurso completo pode ser visualizado aqui.

    Antes de buzinar para os corredores, pense que cada um dos 8 mil participantes treinou e se dedicou para estar lá. O ciclo de uma maratona dificilmente leva menos de quatro meses. Ou seja, em vez de uma buzinada de reclamação, apoie cada uma das pessoas que estará passando, pois esse incentivo auxilia (e muito) para concluir a prova.

    A prova terá largada às 7 horas na Praça Nossa Senhora de Salete e tem horário máximo estabelecido para encerrar às 13 horas. Por óbvio, na medida em que a prova vai seguindo, as ruas vão sendo liberadas para o tráfego normal de veículos.

    O que acha de trocar a reclamação pelo apoio?

    Veja as ruas que serão afetadas:

    Largada: Praça Nossa Senhora de Salete

    - Cândido de Abreu – Até o km 1

    - Pequeno trecho da Inácio Lustosa

    - Mateus Leme – Até o km 3

    - José Saboia Cortês, Vieira dos Santos e Albano Reis – Km 3 ao Km 4

    - Marechal Hermes – Até o km 5,5

    - Cândido de Abreu – Km 5,5 ao km 7

    - Augusto Stellfeld – Km 7 ao km 8

    - Desembargador Mota – Km 9

    - Visconde de Guarapuava – Km 10 ao 11,5

    - Pequeno trecho na Cândido Xavier

    - Avenida Iguaçu – Km 12 ao 13

    - Arthur Bernardes – Km 13 ao 15

    - Rápida Sentido Pinheirinho – Km 15 ao 19,5

    - Des. Ernâni Guaritá Cartaxo, Winston Churchill e Rua Ipiranga – Km 19,5 ao km 20

    - Rápida Sentido Centro – Km 20 ao 26

    - Brasílio Itiberê – Km 26 ao 28

    - Marechal Floriano Peixoto – Km 28 ao 31

    - Ruas Maj. Fabriciano do Rêgo Barros, Tenente Francisco Ferreira de Souza e Presidente Pádua Fleury – Km 31 ao 32

    - Marechal Floriano Peixoto – Km 32 ao 33

    - Aluizio Finzetto/Francisco Nunes – Km 33 ao km 35,5

    - Pequeno trecho da Cel Zacarias

    - Conselheiro Laurindo – Km 35,5 ao 36,5

    - Dário Lopes dos Santos – Km 36,5 ao 38

    - Viaduto do Capanema – Km 39

    - Sete de Abril – Km 39 ao 40

    - Augusto Severo – Km 40 ao 41

    - Comendador Fontana – Km 41 ao 42

    Chegada: Cândido de Abreu

  • 22/10/2018

    17ª Corrida da Graciosa: em comunhão com a natureza

    17ª Corrida da Graciosa: em comunhão com a natureza

    A Estrada da Graciosa – PR-410 – tem 28,5 quilômetros e cruza o maior trecho preservado de Mata Atlântica do Brasil, conectando Curitiba ao litoral do Paraná. Os primeiros registros da estrada datam de 1721, mas ela foi oficialmente inaugurada em 1873, depois de mais de 20 anos de construção. Se hoje representa apenas um caminho de turismo, com mirantes, recantos e cursos d’água, já foi a principal conexão rumo ao Porto de Paranaguá.

    Nesse cenário único, foi realizada a 17ª Subida da Graciosa - que integra o circuito Amazing Runs -, no último dia 21, com percurso de 42 quilômetros (o desafio Mata Atlântica, que descia e subia a estrada) e os 21 quilômetros apenas de subida. Me inscrevi para a meia maratona logo após a Maratona de Floripa e, confesso, me arrependi em vários momentos. Sou um corredor que gosta de subidas até mais do que das descidas, mas 14 quilômetros ininterruptos subindo?

    Treinei durante um mês aproximadamente para a prova, contando com o lastro de corridas e treinamentos para a Maratona de Floripa. Tentei simular subidas consecutivas na esteira, variando inclinações e os tiros, para incrementar a capacidade cardiorrespiratória. Já aviso de antemão aos interessados: se quer chegar preparado, acostume-se a correr na esteira na inclinação 5, pelo menos.

    A prova

    A prova começa quase 4 horas antes de você largar. É possível ir de carro, mas a organização oferece um ônibus que leva até um ponto próximo à largada, o que é mais conveniente e fácil. No ônibus – que saiu entre às 4h30 e 5h45 para a Meia Maratona e das 4h às 4h30 para a Maratona –, é possível acompanhar a ansiedade, a preparação e os rituais de cada um. A maior parte conversava com os amigos, ouvia sua música, mas poucos relaxaram e dormiram.

    De lá, caminhava-se aproximadamente 1,5 quilômetro até a largada, que ocorreu pontualmente às 8 horas. Procurei conversar com quem já tinha treinado ou corrido na Graciosa, e a recomendação era unânime: respeite a Serra. Coloquei como objetivo terminar a prova abaixo de duas horas, sem muita pressão e em uma tentativa de não andar de jeito nenhum.

    No início, a prova oferece uma descida e um percurso plano, até aproximadamente o quilômetro 2. De lá, começa-se uma subida tímida, que só piora. A subida, quando muito intensa, atrapalha o movimento da corrida, ele fica mais curto, além de exigir muito mais da musculatura e da capacidade cardíaca. Mas ainda piora: logo se sai do asfalto para o paralelepípedo, mais irregular e que exige um planejamento de onde pisar para evitar lesões – se não me falha a memória, foram 8 kms nesse piso.

    Além disso, a estrada é desnivelada, fazendo com que você esteja sempre correndo de forma irregular, forçando mais o lado direito ou o esquerdo, dependendo de cada curva. Ao mesmo tempo em que se sofre, você se depara com visuais da Mata Atlântica, rios, cachoeiras, pássaros... É literalmente uma comunhão com a natureza.

    Depois de algum tempo na subida, o corpo parece se acostumar com a exigência do maior esforço, mas, dos quilômetros 12 ao 16, ela fica mais íngreme e em vez das curvas contínuas, é possível observar longas subidas retas, o que desafia ainda mais o psicológico, especialmente pelo cansaço. Os cinco quilômetros pós-serra também não são fáceis, com longas descidas (extremamente incômodas depois de subir tanto), seguidas por subidas.

    Corri tranquilo, exceto quando percebi que, se forçasse, conseguiria fazer em menos de duas horas nos dois quilômetros finais. Concluí a prova com 1h59m56s, sem andar. Fui o 60º atleta homem a concluir os 21 quilômetros, o 12º da minha faixa etária. Já fiz provas muito bonitas, como a Meia do Rio de Janeiro, de Vancouver e de Camboriú, mas essa – apesar da dificuldade – foi a mais bonita. Apesar de correr em casa, vejo a Estrada da Graciosa com uma nova perspectiva.

    A pergunta que sempre me faço após uma prova é: faria de novo? A resposta é: sim, com certeza. Aliás, acho que é uma daquelas experiências que todo corredor deveria se desafiar ao menos uma vez na vida.

  • 18/10/2018

    Por que caminhar na corrida

    Por que caminhar na corrida


    O que significa andar durante uma corrida? Absolutamente nada! Somos corredores amadores e, por óbvio, estamos sempre tentando melhorar, independentemente do que isso significa para cada um. Para algumas pessoas, correr melhor significa necessariamente ser mais rápido; para outros, aumentar a resistência; um terceiro grupo visa ganhar mais saúde e terminar as provas cada vez melhor; e todos, invariavelmente, procuram se divertir – sem isso, perde-se o prazer no ato de correr.

    Para muitos, grupo no qual me incluo, a corrida é um momento de escape da vida real, a hora do dia em que é possível se encontrar consigo mesmo. De certa forma, é como uma terapia, um caminho para encontrar soluções para os problemas cotidianos. Ou seja, já praticamos esse esporte como uma forma de aliviar a cabeça das responsabilidades impostas pelas vidas profissionais e pessoais. A grande questão é: por que se cobrar ainda mais naquilo que deveria ser um lazer, uma diversão?

    Claro que colocamos alguns objetivos dentro da corrida. Eu preciso estabelecer algumas metas, que servem até mesmo como motivação para treinar. Neste ano, por exemplo, foquei em aumentar a minha velocidade e consegui cumprir todos os meus objetivos até agora: maratona em menos de 4 horas; meia maratona abaixo de 1h40 (1h37, em São Paulo); 10 kms em menos de 45 minutos (42’45’’); por fim, 5 kms em menos de 21 minutos (20’36’’). Para o ano que vem, a ideia é sempre abaixar um pouco mais (me incluo naquele primeiro grupo).

    No entanto, entre a maratona de 2017, em Curitiba, e a de 2018, em Florianópolis, houve uma diferença de quase 30 minutos: de 4h04m59 para 3h38m12. Não andei em Curitiba, mas caminhei duas vezes em Floripa. Tirei um pouco do peso e da responsabilidade de andar: peguei dois copos de água e tomei caminhando, sem sofrimento, sem pressão, antes de voltar a correr e curtir o pórtico de chegada.

    Claro que, de alguma maneira, sabia que tinha uma folga de tempo construída em cima de 32 quilômetros correndo dentro daquilo que eu me planejei e treinei para tal. Mas, ainda assim, a pausa no movimento da corrida foi importante para diminuir as dores nas articulações, a sensação de cãibra na panturrilha e o esforço mental de se manter focado por tanto tempo.

    O mesmo raciocínio vale para quem corre 5 ou 10 quilômetros. Se o corpo demanda parar, caminhe; se você não gosta de beber água correndo, faça isso (mas lembre-se da etiqueta da corrida). Enfim, aprenda o que te motiva, o que te faz sair da cama para ser um corredor melhor, mas, ao mesmo tempo, tire a pressão pelos resultados e descubra o prazer de correr e os benefícios que esse esporte traz para sua vida.

    Você caminha em provas? O que acha disso?

  • 08/10/2018

    10 dicas de etiqueta na corrida

    10 dicas de etiqueta na corrida

    A corrida de rua é um esporte democrático: aceita quem corre 5 quilômetros em 17 ou em 40 minutos. Em essência, basta colocar um tênis (ou ir descalço mesmo, se preferir) e fazer aquele percurso estabelecido. Ainda assim, dentro de uma prova, há algumas dicas de etiqueta que podem fazer a corrida ser ainda mais interessante para todos. Veja algumas delas:

    1 – Seu lugar no funil de largada

    O pace médio, o objetivo na corrida e seu estilo de correr devem determinar a sua posição no funil de largada. Se você é do tipo que vai correr pela morte e fecha os 5 quilômetros abaixo de 20 minutos, chegue cedo e vá para frente. Se você está na etapa de mesclar corrida e caminhada, não há qualquer razão para largar muito à frente. Em ambos os casos, você vai atrapalhar e colocar outras pessoas (e você mesmo) em risco.

    2 – Seja honesto na inscrição

    Algumas provas pedem a sua estimativa de tempo para o percurso e dividem a largada em funis com cores ou números. Seja sincero em relação ao seu tempo e, mais importante, respeite as cores – se você tem 10 quilômetros em 60 minutos como seu melhor tempo, é muito improvável uma redução para 50 minutos, certo? De nada adianta as organizações fazerem essas divisões, se o corredor busca meios de burlá-la. Essa estratégia só visa tornar a prova mais interessante para todos: os mais rápidos à frente e os mais lentos mais atrás.

    3 – Sinalize os seus movimentos

    Os inícios de prova costumam ser movimentados e acidentados. Se você pretende ir para a direita ou esquerda, faça um movimento com o braço, avisando que vai se direcionar para aquele lado. Se você precisa parar, erga os braços antes de fazê-lo. Esse tipo de aviso dá mais segurança e previsibilidade, sobretudo para aqueles que estão atrás, evitando acidentes. Também é de bom tom que os mais lentos fiquem à direita, seguindo os princípios das regras de trânsito.

    4 – Evite os paredões

    Nada melhor do que correr com os amigos, certo? Mas os paredões são um grande problema, especialmente nas vias mais estreitas. Grupos de três ou mais pessoas podem atrapalhar os demais. Nesse caso, vale aquela regra do bom senso. Dê uma olhada para trás e veja o número de pessoas: se estiver tranquilo, corram lado a lado. Se estiver cheio, aguarde os primeiros metros ou quilômetros para formar o paredão dos amigos, bater papo e se divertir.

    5 – Momento da hidratação

    Cada um tem sua regra no momento de se hidratar: alguns preferem parar para tomar água, outros pegam e continuam correndo. A regra de ouro, neste caso, é não atrapalhar quem está atrás: pegue a água e se afaste do posto de hidratação (em geral para o meio da pista). Se você precisa parar, não o faça ao lado do posto de hidratação -- também evite reduzir muito o ritmo. Também é de bom grado sinalizar ao staff quando vai pegar a água, de modo a deixá-lo preparado para seus movimentos.

    6 – A hora do cuspe

    Alguns, como eu, sentem mais vontade de jogar água na boca para cuspir do que necessariamente para tomar. Não custa olhar para os lados antes de fazer isso. Não é bacana tomar uma cusparada enquanto corre. Também vale o cuidado antes de descartar o copo de água. Em dias mais quentes, opte por diminuir a quantia de água no copo antes de jogá-lo para evitar que "exploda" em outro corredor.

    7 – Não seja “pipoca”

    As provas são organizadas para um determinado número de corredores, baseado no volume de inscritos. Copos de água, horário, frutas, entre outros pontos, dependem desse tipo de informação. Como as ruas são públicas, nada o impede de usar o espaço protegido da movimentação para fazer o seu treino, desde que não atrapalhe os corredores e use da estrutura oferecida para quem pagou para estar ali.

    8 – Oriente os apoios

    Em provas mais longas, como meias e maratonas, muitas pessoas correm acompanhadas de um apoio – geralmente, um amigo que carrega todos os apetrechos (gel, comidas, isotônicos, cápsulas de sal) em uma mochila de bicicleta. É importante que os apoios não invadam e atrapalhem a área determinada para os corredores.

    9 – Não atrapalhe a chegada dos demais

    Cada prova pode representar um grande momento para um corredor, independentemente da distância. Se você quer registrar aquele momento depois de cruzar a linha de chegada, não forme um paredão e bloqueie a passagem dos demais corredores. Em geral, as corridas colocam fiscais para que as pessoas sigam andando após concluírem suas provas, mas vale a orientação.

    10 – O banheiro químico

    Aprendi recentemente que se hidratar antes da prova é tão importante quanto comer bem. Só que tomar muita água antes, invariavelmente leva a vontade de fazer xixi. Se você sabe que isso vai acontecer, chegue antes e respeite a fila do banheiro químico. Outro ponto: não seja porco, porque alguém vai usar o banheiro depois de você.

    Dica bônus: lugar de lixo é no lixo. Ao fim da prova, procure um lixo mais próximo para jogar seus resíduos (copos de água, restos de frutas, embalagens plásticas). Se tiver um lixo no meio da prova, procure jogar o seu copo de água ali.

    Sentiu falta de alguma dica de etiqueta para corredores? Fale aqui ou deixe seu comentário no instagram @correr_viajar_beber!

  • 05/09/2018

    Benefícios do Low Pressure Fitness para corredores

    Benefícios do Low Pressure Fitness para corredores

    Resultados vão além da estética; técnica atua na liberação do diafragma e melhora da capacidade respiratória, essenciais para o desempenho dos atletas

    Você já deve ter ouvido falar em barriga negativa, não? E pode ter pensado: “Meu Deus, é preciso parar de comer para ter uma dessas!” Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a técnica Low Pressure Fitness (LPF), conhecida como técnica da barriga negativa, que tivemos o prazer de conhecer.

    O que é o LFP?

    Baseado na técnica hipopressiva - vácuo abdominal com a ajuda da respiração -, o LPF combina técnicas posturais, de alongamento miofascial, de respiração e mobilização, um misto de yoga com RPG. Com resultados expressivos na Europa, a modalidade chegou ao Brasil com o objetivo de prevenir patologias, bem como melhorar performances esportivas e estéticas, embora tenha se tornado popular por causa da “barriga negativa".

    Principais benefícios

    - diminuição da circunferência abdominal e tonificação do abdômen (quem não quer?)

    - melhora da capacidade cardiorrespiratória

    - recuperação da musculatura abdominal no pós-parto

    - fortalecimento do assoalho pélvico e as musculaturas internas (previne a incontinência urinária e melhora funcionamento do intestino)

    - melhora da postura e diminuição de dores na coluna

    - estabilidade e fortalecimento do core (centro do nosso corpo)

    - ajuda na vascularização sanguínea

    Como funciona a prática do LPF?

    A técnica é um sistema de treinamento respiratório e postural. Consiste em apneia expiratória com a sucção do abdômen e abertura costal em diversas pautas posturais. As aulas têm duração de 30 minutos e devem ser feitas uma vez por semana.

    “A realização do LPF exige acompanhamento para não ser realizada de forma errada e para que os resultados apareçam”, explica a fisioterapeuta Luana Fabiano, que aplica a técnica em Curitiba, no seu estúdio no bairro Mossunguê e em atendimento domiciliar. Luana também comenta que, além da respiração, existe uma série de orientações, como posicionamento dos braços, pés, queixo e ombros que devem ser respeitados.

    Quando executada, a técnica faz um estiramento das tensões musculares, o que aumenta a mobilidade do corpo e reduz os desconfortos na musculatura e nas articulações. Além dos encontros semanais, a instrutora recomenda realizar pelo menos 5 minutos da prática diariamente, em casa, baseado nos aprendizados da semana. “As posturas são variadas – deitada, sentada, ajoelhada, em pé -, e o grau de dificuldade vai se intensificando de acordo com a prática e o aprofundamento da técnica”, afirma a fisioterapeuta.

    Como beneficia na corrida

    O hábito esportivo, quando realizado com frequência, pode aumentar a pressão interna da cavidade abdominal e causar hérnias dos mais variados tipos (discal, abdominal, vaginal, entre outras). A prática do LPF pode prevenir o surgimento dessas patologias, com a normalização das pressões internas e tonificação da região do core. “A técnica trabalha com o reposicionamento dos órgãos. Com menos pressão sobre eles, a estrutura do corpo se modifica e a postura fica mais alinhada”, diz Luana.

    O LPF também trabalha com a liberação miofascial do diafragma, muito importante para atletas, pois possibilita maior mobilidade do músculo, aumentando a capacidade respiratória, descomprimindo a lombar e melhorando a gestão de pressão interna. Além disso, favorece uma melhor execução dos movimentos e diminuição da tensão músculo-articular.

    Estima-se que, por trabalhar em apneia, a técnica aumente os glóbulos vermelhos no sangue, que são justamente os responsáveis por transportar o oxigênio no corpo. Dessa forma, a performance se otimiza, especialmente alinhada aos aspectos posturais e musculares.

    Para conhecer mais sobre a técnica, visite o perfil @lu_fisiofit no Instagram.

  • 31/08/2018

    Obrigado, Florianópolis: aprendi a gostar dos 42 kms

    Obrigado, Florianópolis: aprendi a gostar dos 42 kms

    Na minha terceira maratona, pude curtir a distância e concluir bem abaixo do tempo que gostaria em uma das provas mais bonitas que já vi

    Correr 42 kms ainda é uma distância assustadora. Só me dou conta disso nas vésperas da maratona, quando você efetivamente começa a pensar no que significa se submeter a essa distância – e percebe que rodou uns 20 minutos de carro em uma área que você vai correr no dia seguinte. Mas é justamente esta sensação de frio no estômago e a incerteza de não saber nem se será possível concluir bem que tornam essas provas tão especiais e esperadas.

    Uma maratona não é algo que se faz em um dia. Exige um ciclo de treinos, de preparação do corpo e da cabeça. No meu caso, começou em fevereiro e se seguiu até a quinta-feira véspera da prova, quando fiz meu último treino para a Maratona Internacional de Floripa Uninter. Ao todo, foram 821 kms de treinos na rua e esteira, mais sessões de pilates e academia para aguentar o tranco. Fora um cuidado especial com a alimentação nos últimos dois meses.

    Venci minha terceira maratona em 3h38 minutos, um resultado muito melhor do que estava planejando, que era concluir em menos de 4 horas. Foram 27 minutos de diferença entre a Maratona de Curitiba e a de Floripa, algo que atribuo a uma preparação melhor, um entendimento melhor do meu corpo e da distância e a atenção à alimentação.

    Mais do que perfeito

    Sinceramente, não imaginava ter corrido uma prova tão bonita e em condições tão perfeitas. A Meia Maratona do Rio de Janeiro, de Vancouver e de Seattle foram lindas, mas Floripa se superou. Tivemos a demonstração perfeita das vantagens de acordar cedo para correr: a lua cheia ainda estava no céu, quando largamos para os 42 kms às 6h10, e, por volta do quilômetro 7, pudemos assistir o sol nascer, enquanto corríamos pelo continente. Inesquecível.

    Lamento não ter corrido com o celular, porque vi muita gente fotografando e até mandando aquela mensagem especial para os amigos que não foram picados pelo bichinho da corrida: “É por isso que eu deixo de tomar aquela cerveja até mais tarde e acordo cedo no domingo”. Só os colegas corredores que estiveram lá sabem exatamente o que estou dizendo.

    A escolha por Floripa não foi à toa: a ideia era uma prova mais plana do que a Maratona de Curitiba e em uma época do ano mais propícia para os 42 kms do que novembro (correr muito tempo no calor é um desgaste tremendo). Esse tipo de planejamento só dá certo se você contar com a sorte, algo que definitivamente tivemos no último domingo.

    A previsão do tempo marcava chuva em Florianópolis até sexta, quando chegamos para retirar o kit sob uma garoa chata que variava com chuva forte. No sábado, já não havia nuvem nenhuma e, no domingo, o mesmo céu de brigadeiro, com previsão de largada a 9 graus e máxima para o dia de 15 graus. Ou seja, temperatura perfeita e sem nenhum tipo de vento que pudesse atrapalhar.

    Ainda dá para melhorar

    Depois da minha primeira maratona, em 2016, falei que nunca mais faria isso. Mas frustrado com o meu desempenho, resolvi exorcizar Curitiba em 2017. Em 2018, acho que finalmente entendi o que é essa distância, que está longe de ser saudável, mas acho que todo mundo precisa de um desafio por ano, não é?

    A felicidade pelos 3h38 é enorme, mas sei que poderia ter feito melhor. Há sempre o que melhorar. E mal posso esperar pelos 42 quilômetros de 2019 em data e local ainda não definidos!

Quem faz o blog

DESTAQUES DOS EDITORES