• Maratona das Gerais: será que sempre melhora?

    Maratona das Gerais: será que sempre melhora?

    A quarta maratona foi conquistada com muito suor, calor e subidas em 3h21m08s, na acidentada Belo Horizonte, 17 minutos a menos do que o resultado obtido em Florianópolis no ano passado

    Não escondo de ninguém que tenho um objetivo com a corrida: fazer uma maratona por ano. Nós nos inscrevemos (eu nos 42 kms e a Fer nos 21) antes da virada do ano na Maratona das Gerais, em Belo Horizonte. Era uma prova nova, barata (quase um terço do valor da São Silvestre deste ano) e em uma cidade que eu não conhecia. Para quem segue os nossos perfis no instagram, o @nomadescorredores e o @bomdedica, sabe que gostamos de viajar e sempre inserir uma corrida no roteiro. Dessa vez, a corrida foi a razão da viagem.

    Na chegada, na sexta-feira pré-prova, percebemos que não seria brincadeira. Apesar de conhecermos a altimetria, as subidas da região central de Belo Horizonte deram um frio na barriga. Quando fomos buscar o kit, seguimos de metrô em boa parte do trecho pelo qual a prova passaria: sim, as subidas eram longas e constantes. Será que daria para fazer as 3h20 sonhadas? Lembrando que meu recorde era de 3h38, em Florianópolis.

    A Maratona

    Seguimos para a Cidade Administrativa de BH com o ônibus/metrô fornecido pela organização, e a largada ocorreu pontualmente às 6h30. Sabia que o trecho da prova mais pesado seria os 21 kms iniciais. Mesmo assim consegui manter um ritmo de 4’35/4’40 por km, fechando a meia maratona para 1h38. O combinado com o meu treinador seria manter o ritmo entre 4’40 e 4’55. No meu planejamento, no segundo trecho, por ser mais plano, eu teria pernas para forçar entre 4’20 e 4’30 até o fim.

    Assim o fiz até o km 37, quando aquele leve incômodo na panturrilha esquerda, que já vinha me acompanhando desde o km 25 aproximadamente, se tornou uma daquelas fisgadas de cãibra. Toda maratona tem um momento decisivo e este foi o meu: optei por ser conservador e não deixar a cãibra estourar de vez. Acelerava quando podia e reduzia o ritmo quando sentia que a situação apertava. Meu medo era: se tivesse que parar para alongar, perderia 2/3 minutos preciosos.

    Saldo final: fechei a prova em 3h21m08s. Ainda consegui encontrar a Fer para chegarmos juntos – um momento único para toda a minha vida. Ao todo, foram 643 metros de elevação em toda a prova: a título de comparação, a Amazing Runs Graciosa (meia maratona que sobe a Serra da Graciosa) teve uma variação de 908 metros – dados do meu Strava.

    Ou seja, considerando a dificuldade da prova, não posso nem pensar em ficar chateado com esse 1 minuto acima do que havia projetado. Tenho convicção de que, em uma prova mais plana, meu tempo seria próximo das 3h15. Um puta orgulho, de verdade. E que venha Porto Alegre, em 2020!

    O caminho até a Maratona das Gerais

    - 1.479 kms rodados entre janeiro e 15/08;

    - Média de 197,5 quilômetros por mês;

    - O pico de treino foi em junho (devido à concentração de 5 treinos longos) de 255,6 kms;

    - De janeiro a março, treinava 3x na semana; a partir de abril, foram 4x na semana (além de fortalecimento com pilates e funcional).

    Sobre a Maratona das Gerais

    Para quem quer fugir do circuito mais tradicional de maratonas, é uma prova diferente. Ela não ocorreu em um período de dez anos, até ser reativada, no ano passado. Neste ano, em sua segunda edição, ela teve pontos altos e baixos:

    Pontos altos

    - Valor (R$ 75)

    - Percurso (apesar de duro, é uma prova bonita de se correr)

    - Fugir do circuito tradicional de provas brasileiras

    - Kit com bom custo-benefício para o valor investido

    - Transporte até o local de largada (apesar da falta de informação ele funcionou direito)

    - Facilidade em conversar com a organização

    Pontos baixos

    - Hidratação (só tinha um posto de isotônico para os 42 e nenhum para a meia. Apesar de eu ter pego gel em dois pontos, a Fer não recebeu em nenhum)

    - Falta de apoio e divulgação na cidade (poucas pessoas na rua, muita gente sem conhecimento sobre a prova)

    - Problemas na retirada do kit (mais de 1h30 de espera)

    Para quem quiser se desafiar, a prova já está com data para 2020: 16/08. Inscrições em breve. Mais informações em http://www.byjapao.com.br/site/.

  • O que o valor da São Silvestre indica sobre o mercado de corridas de rua

    O que o valor da São Silvestre indica sobre o mercado de corridas de rua

    Inscrição para a principal prova do país custa R$ 197,50, o equivalente a 19,8% do salário mínimo;

    Corrida de rua mais conhecida do Brasil, a São Silvestre abriu suas inscrições ao preço de R$ 197,50 – sim, você não leu errado. É o equivalente a 19,8% do salário mínimo atual, de R$ 998. Este valor será mantido até 22 de novembro (ou seja, pode aumentar ainda!). Mais do que criticar o preço – o que se tornou motivo de inúmeros memes e piadas nas redes sociais –, a ideia deste post é discutir o que significa este valor pensando no mercado de corridas de rua do país.

    Não é incomum encontrar corredores que iniciaram neste universo com um propósito bem específico: finalizar a São Silvestre. Dali em diante, acabaram gostando e partiram para outros desafios: 5, 10, 21, 42, ultras. Nós fizemos a São Silvestre em 2013: particularmente, não é o tipo de prova que me atrai.

    Os motivos? É mais festa do que corrida e há muita gente. Quando fizemos, levamos mais de 30 minutos para passar o pórtico, e os primeiros 5 quilômetros foram intransitáveis pela quantidade de pessoas nas vias. Particularmente, entendo valer fazer o investimento em outras grandes provas do que a SS – especialmente se você precisa viajar --, mas isso é algo muito pessoal.

    Uma baliza de preços

    O que não se pode negar é que, assim como a SS é a porta de entrada para muitos corredores, ela também baliza e indica os preços de provas Brasil afora. Via de regra, a SS lota todos os anos (cerca de 30 mil corredores) e deve ser assim mais uma vez, até em razão de sua mística.

    Portanto, muitos organizadores continuam a subir os valores da prova, criando uma espiral complexa: quanto maior o valor da prova, mais o corredor espera do kit (qualidade da camiseta, itens distribuídos por patrocinadores, o que se entrega no pós-prova e etc). 

    Dentro desta lógica, a tendência é que os valores continuem a subir, pois o organizador tem mais custos e novas demandas, e o consumidor (corredor) se torna ainda mais exigente – sentindo que tem mais razões para reclamar. Ou seja, em linhas gerais, torna-se uma relação que começa a fugir daquilo que parecia ser seu objetivo: a organização de uma prova com distância aferida, com hidratação e segurança.

    O que esperar de uma prova?

    Essa é uma questão complexa, porque cada pessoa pode ter uma resposta – e, além disso, existem diferentes perfis de corredores. Eu, particularmente, espero uma aferição correta da distância, segurança (especialmente em provas grandes, que trancam o trânsito de grandes cidades e irritam muitos motoristas malucos por aí), hidratação adequada e organização para a retirada do kit – se houver uma expo, melhor ainda.

    Medalha é legal? Sim. Mas confesso que tenho muito mais recordações das provas do que da medalha em si. Camiseta é bacana? Sim. Mas estou disposto a pagar um valor menor por uma inscrição sem camiseta e sem medalha, por exemplo, desde que haja uma diferença de valor entre os pacotes oferecidos pelas organizações. Sei que há vários corredores com o meu perfil espalhados pelo Brasil, assim como aqueles que não abrem mão de um mega kit.

    Chegamos em um ponto no qual as principais praças do Brasil contam com eventos semanais. Em Curitiba, quase todos os finais de semana temos uma prova para fazer – e o mesmo acontece em outras praças, como São Paulo e Rio de Janeiro, muitas vezes até com mais de uma prova no dia. E a questão é: até quando as provas serão viáveis com o aumento contínuo dos preços?

    Em última análise, nós, corredores, teremos que fazer o filtro do que vale o investimento de tempo e dinheiro e daquelas que não merecem ser valorizadas, até mesmo para que o mercado amadureça.

  • 58ª Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama em São Paulo

    58ª Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama em São Paulo

    O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) realiza, no dia 29 de setembro, a 58ª edição da Corrida e Caminhada contra o Câncer de Mama em São Paulo. Organizado pela Life Marketing Esportivo com o apoio da Prefeitura da cidade, o evento ocorre a partir das 7h, no Campo de Marte, e terá os percursos de corrida de 5km e 10km e caminhada de 3km. As inscrições podem ser feitas no www.corridaibcc.com.br.

    A corrida é uma forma de engajamento na luta contra a doença que mais mata mulheres no país, mostrando a prevenção e detecção precoce, por meio do autoexame e da mamografia, como fator de superação. A cada ano, quase 60 mil novos casos surgem no Brasil e podem ser curados em mais de 90% dos casos, se diagnosticada em fase inicial. Além da conscientização, a prática de atividades esportivas contribui muito para uma vida saudável. 

    Os valores líquidos arrecadados pela Corrida serão revertidos para a Campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda”. Em 2018, o evento reuniu mais de 8 mil pessoas entre participantes e acompanhantes, em um dia especial para comemorar a vida. Os participantes procuram bater recordes pessoais, mas são as histórias de vida de cada um que fazem a diferença. Este ano, a corrida abre o calendário de ações da campanha Outubro Rosa que será realizada pelo instituto. 

    A Corrida

    Criada em 1999, o evento fitness já faz parte do calendário de milhares de pessoas, atletas ou não, que todos os anos vestem a camisa estampada com o alvo azul. O IBCC já realizou 57 edições do evento em mais de 10 cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Blumenau, Brasília, Curitiba, Recife, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, Florianópolis e Porto Alegre.

    Confira a programação do evento:

    06h40 – Alongamento Geral
    07h00 – Largada PCD
    07h05 – Largada 5K / 10K
    07h40 – Largada Caminhada 3K
    08h30 – Premiação aos Primeiros Colocados
    11h00 – Encerramento do Evento

    Campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda”

    A Campanha "O Câncer de Mama no Alvo da Moda" foi idealizada em 1994 por Ralph Lauren, que após acompanhar a luta de sua amiga e jornalista Nina Hyde contra o câncer de mama decidiu que precisava usar a moda para falar com as mulheres sobre esse assunto. Criador do alvo azul, ele fez muito mais do que isso.

    Sua campanha, abraçada pelos seus colegas do Council of Fashion Designers of America (CFDA), fez sucesso nos EUA e chegou ao Brasil em 1995, com a escolha do IBCC como detentor exclusivo da marca. Há 27 anos, os recursos arrecadados pela campanha têm sido utilizados na melhoria do atendimento aos pacientes e na conscientização da população em geral com relação à importância da prevenção e da detecção precoce da doença.

    Serviço - 58ª Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama

    Dia: 29/09/2019 (domingo)

    Local: Campo de Marte, em São Paulo

    Inscrições: www.corridaibcc.com.br

  • O relato de um Iron Man

    O relato de um Iron Man

    Por Leonardo Dambiscki*

    Uma prova de Iron Man consiste em nadar 3,8 kms, pedalar 180 kms e correr uma maratona (42 kms) em sequência. Na natação, o tempo máximo é de 2h20; o ciclismo precisa ser fechado em até 10h30 após a última onda de largada, com corte intermediário no km 146,5, às 16h10. E a duração máxima da prova é de 17 horas.

    “Desde que comecei a praticar o Triathlon em 2008, meu sonho era realizar um Ironman. Em 2012, parei com o tri e voltei no final de 2017, justamente com a ideia de fazer o Iron em 2019. Foram quase 2 anos de treinamento para a prova. A preparação foi muito cansativa: quase dois anos em função desta prova, 7 dias por semana de treinos. Nos últimos três meses, a preparação se intensifica: são 1,2 mil kms de bicicleta, de 150 a 170 kms de corrida e em torno de 60 kms de natação a cada mês.

    Além do treino em si, a nutrição é ajustada para a performance: ter a quantidade de energia necessária é a principal preocupação. Também fiz muita recuperação pós-treino, com banheira de gelo, bota compressiva, entre outros métodos. Quanto mais recuperasse, melhor seria para aguentar a intensidade dos treinos. O recovery e a nutrição são importantes para conseguir dar sequência aos treinos. Você pedalou 70 kms em um dia e tem mais 70 no dia seguinte ou a corrida e a natação.

    O propósito era realizar a prova em Florianópolis, no último dia 26 de maio. A prova, em si, é surreal. Não falo só do dia, mas do clima e de tudo que ronda a cidade nos dias que antecedem a prova. Não tem explicação.

    O grande dia

    Eu dividi a prova em partes: a natação em duas pernas; o ciclismo e a corrida também (4 voltas de 10,5 kms), exatamente como eu fiz com os treinos. Aquela ansiedade na largada. Pretendia fazer a natação para 1h07 ou 1h10. Quando saí da água, tinha feito minha natação para 1 hora cravado. Fiquei muito feliz e isso me deu um gás para o pedal. Passei os primeiros 120 quilômetros muito bem, com média de velocidade de 35,5 km/h.

    A partir daí, senti bastante. Cãibras e muito vento no ciclismo, fazendo com que tivesse que diminuir muito o meu ritmo, pois, ao terminar a bike, tinha nada mais nada menos do que uma maratona para correr. Nessa hora, vem à cabeça tudo o que passei: dois anos treinando embaixo de chuva, no frio. Isso fica muito forte na memória, e eu tive muita ajuda, muitas pessoas me acompanhando no aplicativo (que permite acompanhar em tempo real o desempenho).

    Eu sabia que não dava para abandonar e coloquei na cabeça que estava treinado, ainda que com todos os altos e baixos da prova. Mesmo com as dificuldades, fiz um pedal muito bom, com 33,3 km/h de média.

    Saí para a corrida: 42 quilômetros pela frente, já com as pernas cansadas. Eram 4 voltas de 10,5 quilômetros. Nas 2 primeiras, tudo muito bem, dentro do que tinha estipulado: média de 5’ de pace. Na terceira volta, tudo caiu. Senti muitas dores e cãibras. 

    Minha meta sempre foi terminar abaixo de 11 horas. Quando abri a última volta da corrida, mudei a configuração do meu relógio para o tempo total da prova. Se eu mantivesse o ritmo, não conseguiria atingir o meu objetivo. Decidi administrar: forçava o ritmo, se a sensação de cãibra viesse, eu reduzia. Foi muito na raça para fechar a prova em 10h56m56s. Uma realização pessoal e uma sensação indescritível de atingir o objetivo proposto.

    Um ironman não tem explicação: só fazendo um para entender o que é!”

    *Formado em educação física e sócio fundador da CF Trainer; Terminou seu primeiro Iron Man em Florianópolis, no último 26 de maio

     

  • Corrida anos 80 encerra inscrição nesta terça-feira

    As inscrições para a 80`s Night Run se encerram nesta terça-feira (16). A corrida será no dia 20 de julho no Parque Barigui, a partir das 20 horas, com percursos de 5 e 10 quilômetros. As inscrições estão abertas no site https://ticketagora.com.br/e/80-s-night-run-7961

    “É um percurso ótimo para a diversão entre amigos, fazer uma atividade física e ainda relembrar momentos incríveis dos anos 80, que curiosamente era uma época em que número de praticantes de corridas de rua era muito menor. Será uma prova inesquecível”, explica o diretor de negócios da Global Vita Sports, Arthur Trauczynski. Toda a temática, o kit do atleta e as músicas vão fazer parte da festa que será uma viagem no tempo.

    A escolha do local também se tem uma relação com o propósito da prova. Na década de 1980, o Parque Barigui abrigava um parque de diversões com brinquedos como roda gigante, carrinho bate-bate e trem fantasma, além do passeio romântico de pedalinho pelo lago do parque. Hoje, é o principal ponto de encontro de assessorias de corrida e praticantes de esportes ao ar livre.

    Serviço

    Data: sábado, 20 de julho de 2019
    Horário: 20 horas
    Local de Chegada e Largada: Parque Barigui, Curitiba-PR
    Distâncias: 5km / 10km
    Inscrições: https://ticketagora.com.br/e/80-s-night-run-7961
    Realização e Organização: Associação Procorrer e Global Vita Sports

  • A corrida por razões psicológicas

    A corrida por razões psicológicas
    (Foto: Otávio Imamura)

    Cada vez mais, as pessoas estão correndo por razões psicológicas em vez de físicas. Essa é, pelo menos, uma das conclusões possíveis tiradas do estudo "The State of Running 2019”, elaborado pelo site RunRepeat.com e a Federação Internacional de Atletismo. Para chegar a essa afirmação, a pesquisa estabelece quatro razões para correr: psicológicas, sociais (reconhecimento e aproximação social), físicas e realização pessoal -- (competição ou metas pessoais). Nesse contexto, tomando como base o tempo de fechamento de provas dos participantes entre 1986 e 2018, um aumento de pessoas viajando para correr e o envelhecimento dos atletas amadores, o estudo chegou a essa conclusão. Publicamos a primeira parte da análise da pesquisa, mostrando que as mulheres já são maioria entre os corredores.

    De acordo com a pesquisa, há uma mudança da competição pela busca pela experiência. Muitos corredores relatam um foco maior nos benefícios psicológicos gerados pela atividade física do que a realização pessoal para buscar uma melhor performance. No entanto, há uma ponderação: como a corrida é um esporte acessível para boa parte das pessoas, é possível que haja um novo perfil de corredores, menos baseado na performance. Isso não significa que o corredor "raiz" (mais focado em seu tempo) tenha deixado de existir. 

    Corredores mais lentos

    O estudo constata que, hoje, os corredores são mais lentos do que no passado -- os homens, em especial. Em 1986, a média de conclusão de maratonas era de 3h52, número que subiu para 4h32 no ano passado. Há uma diferença considerável de 40 minutos -- 8 quilômetros a um pace de 5 min/km neste intervalo de 28 anos. 

    De fato, conforme é possível enxergar no gráfico abaixo, os resultados de 2018 estão no pico da performance média dos amadores do globo. Isso, em tese, indica um perfil de corredores mais focados em obter uma experiência e saber o que significa correr uma maratona do que interessados em performance.

    Nesse contexto, o gênero tem diferença quando se observa o gráfico abaixo. Os homens seguem aumentando o seu tempo para a conclusão das provas, mesmo com uma leve redução no crescimento a partir de 2001. Entre 1986 e 2001, o tempo de conclusão de provas de 42 kms masculino saltou de 3h48 para 4h15 -- a partir de 2001, o aumento foi de 7 minutos, atingindo 4h22.

    No caso das mulheres, elas estão ficando mais lentas, mas em menor intensidade do que os homens. Entre 1986 e 2001, houve um aumento de 15% na velocidade média de fechamento de maratonas: de 4h18 para 4h56. No entanto, a partir de 2001, houve queda de 1.3%.

    Mais velhos

    A média de idade dos corredores está aumentando. Em 1986, era de 35,2 anos e saltou para 39,3 anos em 2018. Uma das hipóteses do estudo é que as pessoas estão iniciando na corrida com mais idade -- os dados das corridas de 5 kms indicam isso, ao menos, com um aumento de 32 anos para 40. O mesmo ocorreu nas demais modalidades: 10 kms, de 33 para 39 anos; 21 kms, de 37,5 para 39 anos; e maratonistas, de 38 para 40 anos.

    - Comentário: No nosso caso, começamos a correr antes dos 30 anos, mas por uma razão específica e objetiva: emagrecer. Correr é um dos exercícios mais em conta e fáceis de se fazer: em tese, basta colocar um pé atrás do outro. É provável que um dos motivos que esteja levando ao aumento da idade média esteja relacionada a aspectos de saúde, com muitos corredores buscando melhorar a sua qualidade de vida, além de a saúde passar a ser uma preocupação maior a partir dos 30 anos.

    Viaje para correr

    Essa busca por experiências faz com que muitos corredores estejam buscando viajar para correr. No caso da pesquisa, ela considera o número de participantes estrangeiros em comparação aos locais. Para esse tipo de viagem, as maratonas são as mais buscadas: houve aumento de 0,2% para 3,5% entre o total de corredores inscritos de outros países. Nas meias maratonas e 10 quilômetros, os índices saíram de 0,1% e 0,2% para 1,9% e 1,4%, respectivamente. A única queda registrada foi nos 5 quilômetros.

    - Comentário: Nós somos exemplos vivo disso. Deixamos de fazer uma série de corridas em nossa cidade para conhecer outras cidades por uma diferente perspectiva. Já estivemos no Rio de Janeiro, em São Paulo, Ilha do Mel, Balneário Camboriú, Florianópolis, Santos, Seattle e Vancouver. A ideia é que isso seja cada vez mais frequente daqui para frente, já temos a Paraíba engatilhada para este ano!

     

    Metodologia e dados

    O estudo cobriu 96% dos resultados de corridas nos Estados Unidos e 91% da União Europeia, Canadá e Austrália, além de grandes porções da Ásia, África e América do Sul – os 193 países reconhecidos pelas Nações Unidas foram considerados. Os corredores de elite foram excluídos do levantamento – foram considerados apenas os amadores –, assim como eventos de corrida e caminhada, corridas de obstáculos e outras modalidades “não convencionais”.

     

  • Mulheres são maioria em corridas de rua

    Mulheres são maioria em corridas de rua

    Estudo global mostrou que as mulheres somam 50,24% do total de corredores em 193 países. É a primeira vez que há mais corredoras do que corredores no mundo

    Pela primeira vez na história, há mais mulheres (50,24%) do que os homens entre os corredores do mundo. Essa é uma das principais constatações do estudo “The State of Running 2019”, elaborado pelo site RunRepeat.com e a Federação Internacional de Atletismo, que trouxe alguns números interessantes sobre as corridas de ruas.

    Se compararmos a divisão por gênero entre 1986 e 2018, houve um salto da presença feminina: de menos de 20% do total de participantes para pouco acima dos 50% em 2018. Nas provas de 5 quilômetros, as mulheres somam mais de 60% dos participantes, tomando como base o ano passado. As mulheres ainda são minoria nas maratonas, mas se mostram em ascensão nos 10 e nos 21 quilômetros. A pesquisa levou em conta 107,9 milhões de resultados de 70 mil eventos no período.

    Número de corredores

    A participação em eventos caiu 13% desde 2016, quando foi registrado um pico de 9,1 milhões de concluintes em provas (conforme o gráfico abaixo). A queda se deve à diminuição de corredores em provas nos EUA e na Europa. Apesar do aumento de participantes na Ásia, não foi o suficiente para impedir a queda.

    De acordo com a pesquisa, nos últimos 10 anos, o número de corredores cresceu 57%: por isso é natural que haja períodos de declínio. O estudo é inconclusivo se essa queda vai persistir ou se é uma variação natural. Além disso, há um aspecto social importante: há alguns anos, correr uma maratona era considerado um grande desafio.

    Como houve um elevado número de corredores "menos preparados" e com tempos mais altos terminando maratonas, muitos amadores migraram para ultramaratonas, trail-running, triathlon (Iron Man), entre outros desafios. Trata-se de uma mudança social por aspectos comparativos, avalia o estudo.

    Quais as distâncias prediletas?

    Tomando como base a inscrição das provas, as corridas de 5 quilômetros e as meias maratonas detém os maiores números de participantes. Houve um declínio do total de inscritos para esses percursos, mas eles seguem como os prediletos entre os corredores. Os 10 quilômetros e as maratonas não perderam inscritos, mas seguem estáveis na terceira e quarta colocação, respectivamente.

    - Comentário: Tradicionalmente, os 5 quilômetros são as corridas de entrada, com uma evolução para os 10 quilômetros e, posteriormente, meia-maratona e maratona. Fiquei surpreso com um maior número de atletas amadores em 21 kms do que nos 10 kms. Os gráficos da pesquisa mostram que os 10 quilômetros cresceram nos últimos anos e se aproximam das meias.

    Metodologia e dados

    O estudo cobriu 96% dos resultados de corridas nos Estados Unidos e 91% da União Europeia, Canadá e Austrália, além de grandes porções da Ásia, África e América do Sul – os 193 países reconhecidos pelas Nações Unidas foram considerados. Os corredores de elite foram excluídos do levantamento – foram considerados apenas os amadores –, assim como eventos de corrida e caminhada, corridas de obstáculos e outras modalidades “não convencionais”.

  • Inscrições para o PUC Night Run estão abertas

    Como parte das comemorações de 60 anos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a instituição promove no dia 24 de agosto o PUC Night Run. A corrida noturna de rua é voltada para toda comunidade. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site http://www.pucpr.br/pucrun/. As vagas são limitadas.

    A corrida é dividida nas categorias Geral, Colaborador, Estudante e Alumni, com percursos de 5 e 10 quilômetros. Para a categoria Kids, crianças de 4 a 15 anos participam do percurso interno, com o trajeto de 100 a 900 metros, de acordo com a idade. Os participantes ainda podem optar pelos 3 quilômetros de caminhada. O evento tem início a partir das 18h com a categoria infantil.

    Os preços das inscrições variam entre R$35,00 e R$95,00, conforme a categoria, idade e lote da compra. R$5,00 de cada inscrição será destinado ao Projeto Todo Mundo Sonha, da Rede Marista de Solidariedade, que oferece oportunidades a crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social (http://todomundosonha.org.br/). Todos os atletas que completarem o percurso receberão medalha e os primeiros colocados de cada categoria recebem um troféu. Para o dia, são esperadas cerca de 3.600 pessoas.

    A concentração para o PUC Night Run acontece a partir das 16h, no estacionamento próximo ao portão 02 da Universidade. Para o dia, a PUCPR preparou diferentes interações: praça de alimentação, espaço kids, espaço pet, atividades lúdicas e jogos interativos para os participantes de todas as idades. Em uma parceria com a Rádio Transamérica, a concentração também contará com DJ, distribuição de brindes e jogos de futebol inflável. A instituição preparou, ainda, diversas ações voltadas à saúde dos atletas, com a colaboração dos cursos da Universidade e do Hospital Marcelino Champagnat.

    Serviço

    PUC Night Run

    Quando: 24 de agosto 

    Onde: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) - Portão 2

    Informações e inscrições: http://www.pucpr.br/pucrun/

  • Onde Está Wally? Walk&Run;

    Onde Está Wally? Walk&Run;

    Que tal ser o Wally por um dia e correr com outras pessoas vestidas com as roupas e cores do famoso personagem? Essa é a proposta da Onde Está Wally? Walk&Run, a primeira corrida temática do Wally. O evento terá caminhada de 2 km e corrida de 5 km, e acontecerá em três praças diferentes: São Paulo (4 de agosto), Belo Horizonte (18 de agosto) e Rio de Janeiro (22 de setembro).

    Experiência incrível do início ao fim 

    Com um percurso democrático para todos os níveis de corredores e um kit divertido, a prova é para toda a família. O kit será composto por camisa de manga longa listrada, touca, óculos de armação redonda e número de peito. Ao longo do caminho haverá painéis para os participantes tirarem fotos e todos que concluírem a prova terão direito a uma medalha de participação, além de poder curtir as ativações do evento. Os primeiros colocados, tanto na categoria masculina quanto feminina, receberão troféus como premiação.

    As inscrições para São Paulo e Belo Horizonte já estão abertas e custam R$ 89,90, mais taxa de conveniência, e podem ser feitas pelo site: www.ondeestawally.com.br.

    Serviço

    Onde Está Wally? Walk&Run

    São Paulo (4 de agosto), Belo Horizonte (18 de agosto) e Rio de Janeiro (22 de setembro)

    Inscrições: www.ondeestawally.com.br

    Valor: R$ 89,90 + taxa de conveniência

  • Treinar para longas distâncias vai além do longão: seja consistente

    Treinar para longas distâncias vai além do longão: seja consistente

    Confira a tradução e adaptação do texto de Nick Anderson para o blog da Polar; você pode conferir o texto original aqui

    Muitos corredores estão em suas fases finais de treino para suas maratonas – logo ocorrem as Maratonas de Porto Alegre, de Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro. Claro que é importante passar mais tempo ativo nas próximas semanas, mas é importante evitar um erro comum: focar apenas nos longões. É muito fácil para o corredor se concentrar apenas no longo e relegar os demais treinos. Lembre-se: o longão é só uma das variáveis de um treino para longas distâncias.

    Manter o treino equilibrado, motivador e saudável é essencial para chegar ao dia da prova bem preparado e apto a correr na sua melhor performance. É aquele velho ditado: o dia da maratona é como se fosse o quilômetro final – treinar para a maratona equivale aos outros 41,195 metros.

    É importante garantir que as suas corridas longas estejam dentro do nível de esforço corretos e progredindo de forma realista. Nesse contexto, é importante construir a sua base de corrida: correr mais leve de vez em quando, ocasionalmente completar um treino mais rápido e incluir provas intermediárias para avaliar como anda o seu progresso. Focar só nos longões é um mito. Veja dicas para ter treinos mais produtivos:

    1- Tenha um plano

    Desenvolva um plano – de preferência com orientação profissional – para que a evolução seja gradual. Tenha um diálogo com o seu treinador para que a planilha esteja adequada ao seu estilo de vida, condição física e objetivos. Saiba que a mistura de corridas longas, leves e fortes – que testem o seu limiar – vai desenvolver a base necessária para o seu objetivo.

    2 - Aumente o volume gradualmente

    Cresça o volume da sua corrida longa 10 minutos por semana. Mantenha esses treinos fáceis – que você seja capaz de conversar --, especialmente se for um iniciante na distância. Esses treinos devem ficar entre 60-70% de seu batimento cardíaco máximo, retirando energia de gordura e carboidrato. Nas 8 ou 10 semanas finais, é comum inserir períodos dentro do longo em que se usa o ritmo de prova ou uma intensidade maior.

    3 - Quantidade não é qualidade

    O sucesso de uma maratona não depende só do volume de treino. O coração ficará mais forte na medida em que o volume cresça e desenvolva uma melhor condição física e de economia de energia. Fazer treinos mais rápidos e curtos vai auxiliar a melhorar sua velocidade, o que tende a fazer com que suas longas distâncias se tornem mais confortáveis. Momentos de desconforto no treino auxiliam a tornar o seu corpo mais forte e preparado – além de uma mente acostumada a ir além dos limites.

    4 - Aprenda a correr leve

    O pace não é importante nesse tipo de treino. As corridas leves e regenerativas não devem ser feitas em ritmos muito rápidos. Um maratonista se torna mais eficiente ao usar as gorduras e carboidratos armazenados para a prova – corridas longas em paces confortáveis e regenerativas (a cerca de 60 ou 70% da capacidade) vão estimular e desenvolver isso. Os glóbulos vermelhos e a capilarização e a estimulação das mitocôndrias ocorrem em intensidades menores, quando o corpo utiliza a gordura como energia. Isso resulta em um aumento da capacidade de consumo de oxigênio, o VO2max. Em outras palavras, é como se o metabolismo muscular melhorasse.

    5 - Dê a energia necessária ao seu corpo

    Recorra a um nutricionista para auxiliar a construir uma alimentação adequada aos seus objetivos e as suas necessidades corporais. Essa orientação é fundamental para se manter saudável ao longo do treino e ter a energia necessária para concluir a prova. Não é inteligente eliminar grupos alimentares de dieta, exceto se houver algum tipo de orientação médica.

    6 - Recuperação

    Descansar também é treinar! Embora não pareça, o período de regeneração é fundamental para a melhora do seu condicionamento, a progressão e os seus resultados. Uma das formas de controlar é monitorar os seus batimentos cardíacos. Caso eles estejam acima do normal, podem indicar uma série de coisas, como:

    - Não houve recuperação da última corrida longa.

    - Você está estressado ou desidratado.

    - Você pode estar no início de algum quadro de enfermidades.

    7 - Seja flexível

    Nem mesmo os atletas de elite são extremamente rígidos em seu plano de treinamento: eles são flexíveis e adaptam de acordo com o rendimento do seu corpo e suas rotinas. Esteja preparado a considerar períodos de descanso, se houver necessidade, ou de aumento do volume e intensidade.

    8 - Descanse

    Dormir mais cedo pode contribuir para o seu treinamento, pois é o momento que o corpo efetivamente descansa. Não deixe em segundo plano suas horas de sono, pois isso pode acarretar em lesões e um aumento da probabilidade de doenças.

    9 - Mentalidade de maratona

    Treinar para uma maratona é uma jornada e nem sempre será um processo linear. Haverá treinos que não vão funcionar como o esperado, corridas em que você não se sente confortável e adaptações. Também é importante se preparar psicologicamente para a maratona: os treinos longos auxiliam neste aspecto, criando uma casca e uma preparação física e mental para enfrentar as dificuldades que aparecerão. É importante desenvolver esta mentalidade.

    10 - A semana “fácil”

    Como dissemos antes, o corpo fica mais preparado com o equilíbrio entre treino e recuperação. A cada três ou quatro semanas, é importante incluir uma semana mais leve de treinos, reduzindo o volume para que o corpo possa se adaptar e ficar mais forte.

    11 - Seja consistente

    A lógica é simples: um corredor que treina regularmente, dorme bem, sabe se alimentar, tem uma planilha adaptada e procura saúde sabe que é essa consistência que vai levá-lo a um bom resultado no dia da prova.

     

  • O relógio de corrida: um item essencial para corredores intermediários

    O relógio de corrida: um item essencial para corredores intermediários

    Uma das dúvidas mais frequentes de corredores é: quando devo trocar meu celular por um relógio?

    É inegável que a corrida é um esporte democrático. Em essência, não há necessidade de roupas mais elaboradas ou tênis ultra tecnológico: basta colocar um pé na frente do outro. Por outro lado, na medida em que as pessoas se apaixonam pelo esporte, elas tendem a buscar mais informações e equipamentos que estejam alinhados às suas expectativas. Por isso, é normal que os corredores procurem por tênis e equipamentos mais avançados com o passar do tempo.

    Em determinado momento, haverá a pergunta cruel: é hora de abandonar o meu celular e comprar um relógio? Dentro da lógica dessa evolução gradual, é comum que os corredores comecem usando o seu celular e os diversos aplicativos disponíveis – Nike Run Club, Strava, Runtastic, Runkeeper, Adidas Sports & Style, entre outros. Boa parte deles funciona perfeitamente e resolve o problema de marcar as distâncias, saber como foi a corrida, o tempo total, as marcações por quilômetros, entre outros dados.

    Para mim, contudo, o relógio mudou a minha forma de correr. Assim como um gestor de empresa gostaria de ter informações em tempo real para fazer os ajustes necessários em sua cadeia produtiva, o relógio faz isso por mim. Os modelos mais simples das principais marcas do mercado – uso um Garmin Forerunner 35 – oferece todas as informações essenciais para o corredor: tempo transcorrido, pace, frequência cardíaca, zona cardíaca, número de passos, cadência, altimetria e por aí vai.

    Além disso, mesmo os modelos mais simples costumam contar com ferramentas bastante importantes para um corredor: configuração de treinos intervalados (você pode inserir distância, tempo do intervalo, de aquecimento e desaquecimento) e um pacer virtual (no qual você estabelece um ritmo, e o relógio avisa se você está dentro, acima ou abaixo desta faixa periodicamente).

    Uma grande vantagem...

    Por muito tempo, fui dependente da música para correr. Não pensava sequer em sair de casa sem um fone de ouvido. Neste ano, 90% dos meus treinos foram feitos sem música, mas 100% deles foram feitos com o relógio. São as informações apresentadas por ele que uso para seguir as orientações do meu treinador e para fazer um planejamento de prova.

    Desde que comecei a correr com o relógio, no fim de 2017, meus tempos de prova mudaram consideravelmente. Saí de 10 kms em 48 minutos para 42; 21 kms de 1h55 para 1h36; 42 kms de 4h40 para 3h38. Há muito treino e dedicação por trás desses números, mas também existe uma coisa que considero fundamental (ainda mais para um jornalista): informação na hora em que você mais precisa.

    Em Florianópolis, me mantive até onde pude no ritmo que eu queria terminar a prova, de 4 minutos e 50 segundos por quilômetro. Sem o relógio, eu teria reduzido o ritmo muito antes, sem sombra de dúvida.

    ... e uma dificuldade

    Ao mesmo tempo, a informação é um limitador. Se você está acostumado a treinar a um determinado ritmo, existe uma tendência a correr mais rápido em provas, quando o corpo tende a estar descansado e há um objetivo por trás. Neste caso, a informação trazida pelo relógio pode criar uma barreira mental a ser superada. É um desafio enfrentado por muitas pessoas – grupo no qual eu me incluo – de olhar o relógio e pensar: “Será que sou capaz de terminar a prova neste ritmo?”

    Outro ponto a se preocupar é a dependência: a facilidade que a tecnologia traz, neste caso, acaba fazendo com que nos tornemos reféns. Não consigo nem imaginar como seria treinar sem um relógio atualmente!

    Conclusão

    Se você já sabe que gosta de correr e está disposto a ter uma performance melhor, o relógio é um excelente investimento. Se você é novato na corrida, o seu celular vai ter as informações básicas para você se apaixonar por esse esporte. Quanto mais nos aprofundamos nele, percebemos que vai muito além de colocar um pé na frente do outro.

     

  • Corrida de rua exclusiva para crianças em Curitiba

    Corrida de rua exclusiva para crianças em Curitiba

    A Maratoninhas – Corridas Infantis, organizadora de corridas de rua, vai promover um evento exclusivo para os pequenos corredores. Dia 26 de maio, na pista de atletismo da Universidade Positivo, vai rolar o 1º Maratoninhas. Crianças de três a 12 anos podem participar das provas que serão de 50 a 800 metros. No dia da corrida, todo o espaço destinado à competição será tomado por diversas estações brincantes para deixar tudo bem voltado para os atletas mirins. Muitas brincadeiras retrô, artes marciais e aulas de tênis estão na programação.

    As inscrições já estão abertas e incluem mochilinha Maratoninhas, camiseta atletinha, número de peito com o nome da criança, chip de cronometragem e medalha de participação. Ao final da prova, todos receberão um kit com água e fruta.

    Na Maratoninhas também vai rolar premiação. De três a 11 anos todos ganham medalha e na categoria 12 anos haverá disputa por pódio, com troféu e brindes para o primeiro, segundo e terceiro lugares masculino e feminino. O investimento é de R$ 65 e parte das inscrições será destinada ao Hospital Pequeno Príncipe. Inscrições no site www.gopanda.com.br e no www.ticketagora.com.br e informações pelo e-mail maratoninhas@gmail.com e nas redes sociais @maratoninhas. As inscrições vão até dia 19 de maio e a retirada de kits será no dia 25. A primeira largada será às 9h.

    Categorias

    50m – atletinhas de 3 anos (nascidos em 2016)
    100m – atletinhas de 4 e 5 anos (nascidos em 2014 e 2015)
    200m – atletinhas de 6 e 7 anos (nascidos em 2012 e 2013)
    400m– atletinhas de 8 e 9 anos (nascidos em 2010 e 2011)
    600m– atletinhas de 10 e 11 anos (nascidos em 2008 e 2009)
    800m – atletinhas de 12 anos (nascidos em 2007)

    Serviço

    O que: 1º Maratoninhas
    Quando: 26 de maio – 1ª largada às 9h
    Inscrições: R$ lote único R$ 65 por criança – www.gopanda.com.br e www.ticketagora.com.br
    Informações: maratoninhas@gmail.com ou @maratoninhas
    Produção: Maratoninhas – Corridas de Rua Infantis

  • Grupo Uninter promove 23 provas no PR e SC em 2019

    Grupo Uninter promove 23 provas no PR e SC em 2019
    Camisetas personalizadas para a divulgação do calendário esportivo

    No total, cinco circuitos de corridas passarão por cidades do Paraná e de Santa Catarina

    Em 2019, corredores profissionais e amadores contam com 23 corridas de rua, em cinco diferentes circuitos, promovidas pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Ao longo do ano, as competições passarão por diferentes cidades do Paraná e Santa Catarina.

    Os eventos visam promover o esporte e um estilo de vida mais saudável. Em três anos, o Grupo Uninter já realizou mais de 100 corridas de rua, incentivando a prática esportiva. “Assim como a educação e a cultura, o esporte é um agente transformador da sociedade que promove mais saúde e qualidade de vida para seus praticantes, sejam profissionais ou amadores. Estamos incentivando a corrida por ser um esporte democrático, inclusivo e acessível a todos”, explica Igor Pacheco, gerente de marketing da Uninter.

    Todos os eventos somam pontos em um ranking anual e os melhores atletas são premiados na festa Esporte pra Viver, organizada pelo NossoTIME Brasil Projetos Esportivos, marcada para janeiro de 2020.

    Confira o calendário completo abaixo:

    Esquenta de Corridas Uninter

    Maior campeonato de corridas de Curitiba (PR). Diferentemente de outras competições, é promovido em dias úteis, nos maiores parques da cidade.

    Distâncias: 10 km, 5 km e 2,5 km.

    Categorias: geral (masculino e feminino), casal e kids.

    1ª etapa: 21 de fevereiro – Parque Barigui – Concluída

    2ª etapa: 25 de abril – Parque Tingui – Inscrições até 23 de abril

    3ª etapa: 13 de junho

    4ª etapa: 22 de agosto

    5ª etapa: 10 de outubro

    6ª etapa: 12 de dezembro

    Corrida de Obstáculos Uninter

    Competição conhecida por seus obstáculos militarizados, como trincheira, rastejo e escalada. A cada volta na pista, os corredores enfrentam 44 obstáculos de diferentes tipos e níveis de dificuldade, típicos do treinamento de um soldado.

    Distâncias: 3,5 km (treinamento) ou 7 km (competição)

    1ª etapa: 8 de junho – 20º Batalhão de Infantaria Blindado

    2ª etapa: 28 de setembro – 20º Batalhão de Infantaria Blindado

    Meia Maratona Uninter

    Campeonato que estimula as corridas de rua no Estado do Paraná.

    Distâncias: 21 km, 10 km e 5 km.

    Categorias: geral (masculino e feminino) e kids.

    1ª etapa: 20 de janeiro – Foz do Iguaçu – Concluída

    2ª etapa: 3 de março – Matinhos – Concluída

    3ª etapa: 21 de julho – Cascavel

    4ª etapa: 4 de agosto – Curitiba

    5ª etapa: 1 de setembro – Pinhais

    6ª etapa: 22 de setembro – Ponta Grossa

    7ª etapa: 8 de dezembro – Guarapuava

    Running Tour Uninter PR

    Campeonato que promove as corridas de rua no Estado do Paraná, com interação entre profissionais e amadores.

    Distâncias: 10 km, 5 km e 2,5 km.

    Categorias: geral (masculino e feminino) e casal (apenas para 5 km).

    1ª etapa: 1º de junho – Ponta Grossa

    2ª etapa: 27 de julho – Londrina

    3ª etapa: 17 de agosto – Maringá

    4ª etapa: 3 de novembro – Curitiba

    Running Tour Uninter SC

    Campeonato que promove as corridas de rua no Estado de Santa Catarina, com interação entre profissionais e amadores.

    Distâncias: 10 km, 5 km e 2,5 km.

    Categorias: geral (masculino e feminino) e casal (apenas para 5 km).

    1ª etapa: 6 de abril – Florianópolis

    2ª etapa: 14 de julho – Joinville

    3ª etapa: 24 de agosto – Brusque

    4ª etapa: 19 de outubro – Balneário Camboriú

  • Uma nova experiência na Amazing Runs Ilha do Mel

    Uma nova experiência na Amazing Runs Ilha do Mel
    Medalhas dos Desafios da Butuca e da Butuquinha

    Pela primeira vez, o adversário não foi só o próprio corpo: e isso foi demais

    Estamos no universo da corrida desde 2011. Honestamente, achava difícil ter uma experiência que fugisse daquilo que já havia vivido – são três maratonas, mais de 15 meias maratonas e dezenas de provas de 10 e 5 quilômetros. Até viver o Desafio da Butuca, da Amazing Runs Ilha do Mel, no último fim de semana.

    Foi a primeira vez que participamos de um desafio. Eu fui no da Butuca, que consistia em 14,5 quilômetros no sábado e outros 22 no domingo; a Fer foi no Desafio da Butuquinha: 6 quilômetros no sábado e 9 no domingo. Para mim, a corrida é uma tentativa de que eu seja melhor do que já fui um dia, sem me incomodar com os outros.

    A organização da prova foi impecável: preocupação e informação com os atletas nos locais mais perigosos, responsabilidade com o meio ambiente, mutirão de limpeza pós-prova e boa sinalização, com fácil identificação do caminho pelos corredores. Como o número de atletas é restrito – cerca de 800 –, em alguns momentos, corre-se sozinho ou acompanhado por poucas pessoas.

    Sem contar, é claro, o fato de a Ilha do Mel ser um lugar incrível. É, literalmente, uma oportunidade de fugir da rotina e testar o limite do corpo. Em alguns momentos, cheguei a me arrepender de ter me inscrito para o Desafio, mas voltamos da Ilha felizes e já pensando em treinar mais para o ano que vem!

    Desafio da Butuca: quando o resultado vai além das expectativas

    Não sou um corredor de trilhas e fui até a Ilha para dar o meu melhor e me divertir. No sábado, o percurso dos 14,5 pegava duas subidas pesadas, praticamente uma escalada na Fortaleza e a desafiadora subida das escadas do Farol das Conchas. Consegui imprimir um ritmo forte nos trechos planos, andar muito pouco nas subidas... Terminei a prova com 1’12’’28. Quando saíram os resultados, me surpreendi ao ser o 14º melhor atleta e estar na 4º posição na disputa pelo pódio na categoria de 30 a 39 anos do desafio – que premiava até o terceiro atleta.

    Meu combinado com o treinador era forçar no sábado e ir mais tranquilo no domingo, mas isso mudava completamente o planejamento. Valia a pena se colocar ainda mais à prova nos 22 quilômetros em busca de um troféu, algo inédito para mim. Em vez de seguir no ritmo de 5’ por quilômetro, optei por dar o meu máximo logo no início da prova de domingo, já que o trecho, desta vez, seria inteiro plano. Só não contava com a passagem por um mangue – que outros corredores chamavam de “pântano” – que impedia de seguir no ritmo planejado.

    Na largada, contra tudo aquilo que o bom senso prega, saí o mais forte que conseguia. A estratégia? Abrir a diferença para os dois e ir controlando, se houvesse essa necessidade. Tudo foi lindo até por volta do km 12. Em determinado momento do pântano, eu corria a uma distância segura do meu adversário mais próximo – e sabia que carregava cerca de 10 segundos à frente dele devido ao tempo de sábado. Era o cenário perfeito.

    Só que, ao sair do mangue, o cansaço acumulado de sábado, a força feita para imprimir um ritmo mais forte e correr quase 5 quilômetros com o pé afundando, começaram a pesar. Por mais força que tentasse fazer, por mais que buscasse encaixar a postura, a cadência das passadas, o ritmo que o relógio marcava não diminuía. E, ao mesmo tempo, conseguia ver meu concorrente se aproximando. Nessa hora, resolvi segurar minha energia, reduzir o ritmo e correr corpo a corpo com ele, contando que, por alguma razão maluca, as dores cessariam e eu teria energia para um sprint final.

    Corremos lado a lado dos 17 aos 20 quilômetros, quando ele foi para o sprint. E, por mais força que fizesse, eu não conseguia me aproximar. Cheguei pouco mais de 1 minuto atrás dele – 57 segundos no desafio – e fiquei em quarto lugar na categoria. Fechei os 22 em 1’50’’04, sendo o 14º melhor atleta, e o 12º melhor no desafio. Não trouxe o troféu para casa, mas tive uma experiência maluca e sensacional: ter mais do que a si como um adversário.

    E o mais legal disso tudo é que, no sábado, eu e o Mauricio Rech, que corria com a camisa de uma equipe de Pato Branco, dividimos água, conversamos antes, durante e depois da prova e nos parabenizamos pelo resultado. No domingo, mesmo sabendo que havia ficado atrás dele, fiz questão de cumprimentá-lo. Afinal de contas, apesar de correr contra ele, o maior adversário continua sendo meu próprio corpo. E tenho uma certeza: ninguém sai desses 36,5 quilômetros – que equivalem a uma maratona em dois dias – da mesma forma que entrou. Só isso já vale a pena.

    Desafio da Butuquinha: menor, mas não menos desafiador

    Quem nos acompanha aqui pelo blog ou pelos nossos IGs (@nomadescorredores e @bomdedica) sabe que o Vini corre forte, maratonista, adora desafios, e eu corro mais devagar, curtindo, sem muita disputa ou risco. Nunca imaginei correr na trilha, molhar os pés, pisar na lama, no barro, na água até a canela e seguir correndo. E foi bem isso que aconteceu durante o percurso do desafio. E o melhor: eu adorei a experiência.

    O clima chuvoso fez com que parte do trajeto ficasse enlameado, tornando-se escorregadio e até mesmo perigoso. Por alguns instantes pensei que o clima fosse ser um problema, mas pelo contrário: nublado, garoa fina, perfeito para correr.

    A estreia no sábado com os 6 quilômetros foi boa. Apesar de não ter treinado na semana que antecedeu a prova por conta de uma fisgada na posterior da coxa e com os receios de sentir dor, fui com a cara e a coragem. Na mente, se sentisse dor, ia continuar até o fim e dar o meu máximo. Por sorte e cuidados, a dor não veio. Corri nos ritmos propostos pelo treinador, mas a felicidade mesmo veio ao fim da prova, ao ouvir de outra atleta um “valeu, pacer. Você foi me puxando e eu só não andei por sua causa”! Delícia saber que, além de estar satisfeita pelo meu desempenho, consegui ajudar outra pessoa.

    No domingo acordei disposta, mesmo com a chuva intensa da madrugada. Seria dia de subir a Fortaleza, trecho que eu achei que fossem cortar da prova por conta da chuva. Mas não! Ao invés disso, muita orientação por parte da organização, salientando os cuidados que deveríamos ter para subir e descer a trilha, em meio ao mato, lama e pedras muito lisas.

    E lá fomos nós, para mais 9. Tentei correr forte nos primeiros quilômetros, pois sabia que a subida e descida do Forte seriam mais lentas. Logo ouvi a minha companheira de pace de sábado se aproximando. Subimos e descemos juntas, cuidando dos nossos passos e dos demais colegas corredores. Na descida, ensaiei dar uma forçada, mas o cansaço da subida do morro foi muito mais forte.

    Cheguei bem, realizada e fiquei mais feliz ainda por vez meu nome na primeira página da classificação geral do desafio, algo que nem cogitava: 28º lugar geral, 15º na categoria. Mas o melhor disso tudo é ver como a corrida une as pessoas, no companheirismo, nos cuidados, broderagem mesmo.

    Valeu Amazing RunsGlobal Vita pela prova e organização, nós já estamos prontos para o ano que vem!

  • Que tal correr por uma causa?

    Que tal correr por uma causa?
    Corrida do Pequeno Príncipe celebra os 100 anos do hospital em 2019

    Corridas beneficentes movimentam Curitiba no primeiro semestre: a do Pequeno Principe, em abril, e a The Hardest Run, em maio

    Correr é bom, participar de corridas de rua é gostoso, mas tudo isso é ainda melhor quando acontece em prol de alguma instituição. E o calendário de corridas de rua de Curitiba conta com duas provas beneficentes no primeiro semestre: a tradicional Corrida e Caminhada do Pequeno Príncipe, em 14 de abril, e a novidade The Hardest Run, dia primeiro de maio.

    Hospital Pequeno Príncipe

    Há mais de dez anos no calendário de corrida de rua de Curitiba, a edição 2019 da Corrida e Caminhada do Pequeno Príncipe celebra os 100 anos do hospital, que é referência no atendimento pediátrico no país. O evento é resultado de uma parceria entre o Complexo Pequeno Príncipe, a Associação Pro Correr e a Global Vita Sports, e tem 100% do seu resultado revertido para as atividades de assistência em saúde e pesquisa do Complexo.

    A prova acontece no domingo, 14 de abril, com largada na Praça da Espanha e trajetos de 5km e 10km para corrida e de 5km para caminhada, além da Corrida Kids, na qual poderão participar crianças com idades de quatro a 12 anos, que percorrerão um trajeto de até 500 metros.

    As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no link https://bit.ly/2FLi1x7. Serão premiados com troféus os cinco primeiros colocados na classificação geral feminina e masculina dos dois percursos de corrida.

    Hospital Erastinho

    Outra corrida solidária é a The Hardest Run, que acontece no feriado de primeiro de maio, com largada na Praça Afonso Botelho. Com trajetos de 5km, 10km e caminhada de 3km, a missão desta prova é de doar 1 milhão de reais para a construção do Erastinho, o primeiro hospital oncopediátrico do estado. Serão 4,8 mim m2 com 39 leitos de internamento privativo e semi-privativo, consultórios e espaço recreativo que a corrida irá ajudar a construir. Para isso, a meta é atingir a participação de 10 mil atletas, conquistada exatamente hoje, um mês antes da prova.

    O The Hardest Run é um movimento idealizado pelo maratonista Marcelo Alves e surgiu com o propósito de sensibilizar as pessoas para causas relacionadas à saúde. Com a oferta de red numbers, os atletas apoiavam a causa e ainda divulgavam o projeto, encorajando corredores, atletas e admiradores do esporte para encarar a prova mais difícil: a luta pela vida. As inscrições para a corrida se encerraram hoje, mas para saber mais sobre o projeto acesse https://bit.ly/2uEbjDK.

  • Ultramaratonista corre sozinho 137 kms ao redor de Curitiba

    Ultramaratonista corre sozinho 137 kms ao redor de Curitiba
    Condrati, ao centro, de regata azul, ao lado do técnico e companheiros;

    O objetivo é ousado: incentivar a criação de uma ultramaratona oficial ao redor da capital paranaense já para o ano que vem

    Concluir uma ultramaratona – provas com distância superior a 42 quilômetros – já é um desafio e tanto. Imagine, então, correr 137 quilômetros com dois propósitos muito claros: (1) treinar para uma prova que será realizada fora do Brasil e (2) servir de referência para criar uma prova com essa distância aqui mesmo em Curitiba. Foi isso que o ultramaratonista Cesar Condrati, que atua na área de seguros, fez há exato um mês, no dia 23 de fevereiro, dando o pontapé inicial de um projeto maior.

    Largou meia noite do dia 23 em Campo Largo e passou por outros 8 municípios da Região Metropolitana de Curitiba: Araucária, Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Piraquara, Pinhais, Colombo, Almirante Tamandaré e Campo Magro, concluindo o ciclo novamente em Campo Largo. Foram 137 quilômetros em 15’34’’41, sendo que 12’57’’ em movimento.

    “Foi praticamente tudo como planejado. A única coisa que não esperava foi o sol - a previsão do tempo informava tempo nublado e simplesmente o sol deu as caras o tempo todo. Isso me fez atrasar (reduzir o ritmo) no último trecho, já na hora do almoço. O percurso é variado entre asfalto e estradas de chão, com subidas mais frequentes na segunda metade, em Colombo, Almirante Tamandaré e Campo Magro. Por sorte tive um ‘anjo da guarda’ me acompanhando o tempo todo: Marco Piazza, meu treinador, que foi de carro”, relata Condrati.

    Um propósito maior

    O percurso serviu de treino para sua prova-alvo: a Umstead100, que ocorre no final de semana de 6 e 7 de abril, uma semana antes da Maratona de Boston, a mais tradicionais das provas de 42 quilômetros, a qual Condrati obteve o índice.

    A Umstead100 se trata de um percurso de 100 milhas – 160 quilômetros – que deve ser concluído em um limite de 30 horas. O sacrifício ao que se expôs, mais do que um desafio pessoal, é uma tentativa de ter uma ultramaratona deste porte ao redor de Curitiba. “A terceira e última parte desse projeto é unificar as outras duas. Realizar uma volta em Curitiba com a distância de 100 Milhas (160km), e torná-la uma prova oficial realizada anualmente”, diz Condrati.

    De acordo com ele, a ideia é que uma empresa se responsabilize pelo evento, sendo ele um dos responsáveis pela parte técnica e detalhes gerais, especialmente em relação ao bem-estar dos corredores. Outro cuidado é que o evento tenha sua renda revertida a ações sociais.

    Os ultramaratonistas ainda têm poucas opções de provas no Brasil. “São poucas provas realizadas no Brasil que possuem essa distância: em 2017, o Brasil teve 8 provas desse tipo, com menos de 200 concluintes ao todo. Nos Estados Unidos, foram 129 provas no ano e 8 mil concluintes. O número de corridas que possuem a distância de 100 milhas nos Estados Unidos é maior até que o total de provas acima de 42km aqui no Brasil”, revela.

    Lições

    Vários amigos e apoiadores estiveram ao lado de Condrati durante o trajeto de 137 quilômetros. Alguns deles correram parte do trecho, outros acompanharam e deram apoio em hidratação, além de suporte psicológico. “Treinamento e planejamento são fundamentais. Então, dedicação e comprometimento devem estar sempre consigo. Pessoas próximas lhe apoiando também são essenciais: sem uma equipe durante os treinos e no próprio desafio complicaria finalizá-lo com sucesso”, conta.

    O ultramaratonista também dá dicas para os corredores na véspera de seus objetivos. “Nos últimos dias (pré-prova), não deve alterar sua rotina. Nada de experimentar coisas novas, tanto de alimentação quanto de métodos de treinos ou até mesmos passeios cansativos. Portanto, descansar alguns dias antes, se possível, reduzindo o volume de treinos, é importantíssimo. Você chegará com mais energia para concluir aquilo a que se dispôs”, sugere.

  • Amazing Runs 2019 abre o calendário na Ilha do Mel: e nós estaremos lá

    Amazing Runs 2019 abre o calendário na Ilha do Mel: e nós estaremos lá
    Visual perfeito para uma corrida na Ilha do Mel

    Prova acontece nos dias 6 e 7 de abril, com percursos de 6k, 9k, 14,5k e 22k; tem virada de lote no próximo dia 19

    Nos dias 6 e 7 de abril, a Ilha do Mel vai receber 700 corredores do Brasil e de outros países para viverem uma experiência inesquecível: a Amazing Runs. Restam apenas 200 vagas e as inscrições podem ser realizadas pelo site https://ticketagora.com.br/e/amazing-runs-ilha-do-mel-2019-6074. O lote vira no próximo dia 19 de março. É a primeira vez que nós estaremos presentes nesse desafio!

    Os atletas podem escolher entre as distâncias de 6km, 9km, 14,5km ou 22km. Quem quiser ir além pode optar pelos desafios da Butuquinha (6km e 9km) ou da Butuca (14,5km e 22km), que acontecem nos dois dias. E não é que a gente resolveu se desafiar? No sábado, um vai correr 6km e o outro 14,5km. Já no domingo, um encara 9km e o outro 22km.

    Atletas que optarem pelos desafios ganham uma camiseta extra

    Estreia do casal

    É a primeira vez que nós correremos na Ilha do Mel. Sempre fazemos provas nas ruas e poucas vezes nos desafiamos em trilhas. Para ser mais preciso, uma única vez, quando o Vini fez a Naventura Ouro Fino. Acreditamos que a corrida seja um esporte democrático: não restringe idade, classe, cor, gênero. Basta ter saúde e disposição. Nós não temos um treino específico para trail, então a ideia é aproveitar o lindo visual da ilha, o contato com a natureza e nos divertirmos!

    A Ilha do Mel é considerada um dos principais pontos turísticos do Brasil, um paraíso ecológico a menos de uma hora de Curitiba. Há 5 anos, a Global Vita Sports utiliza a paradisíaca ilha como pano de fundo para sediar a primeira etapa do Circuito Amazing Runs. 

    Novidades

    Uma das (ótimas) novidades da prova é a inclusão de um canudo ecológico no kit do atleta. “Temos como principal objetivo a conscientização dos nossos atletas sobre os impactos negativos que esse grande vilão pode causar ao meio ambiente”, comenta Arthur Trauczynski, diretor de negócios e marketing da Global Vita Sports.

    Todos os anos acontecem diversas práticas para melhorar a sustentabilidade do evento, como a compensação do carbono emitido com o plantio de árvores, a realização de mutirões de limpeza para remoção de resíduos no local, a contratação de ao menos 85% de toda a equipe de apoio localmente para geração de renda na comunidade local, entre outras.

    Estrutura

    A arena da prova terá uma infraestrutura completa de alta qualidade, com espaço VIP, área de alongamento e massagem, espaço kids e diversas atrações.
    E aí, quem vem com a gente?!

    Serviço 

    Amazing Runs Ilha do Mel 2019 
    Data: 6 e 7 de abril de 2019 
    Local: Ilha do Mel/PR 
    Distâncias: 6km; 9Km; 14,5Km; 22Km; Desafio da Butuquinha (6Km + 9Km) ; Desafio da Butuca(14,5Km + 22Km).
    Inscriçõeshttps://ticketagora.com.br/e/amazing-runs-ilha-do-mel-2019-6074 
    Realização: Global Vita Sports

  • A importância do Recovery para os corredores

    A importância do Recovery para os corredores
    Recuperação contribui para os ciclos de treinamento mais intensos (Foto: Divulgação)

    Em ciclos de treino para provas mais longas, a recuperação muscular se torna uma parte importante do processo de treinamento para atletas amadores

    Ao entrar em um ciclo de treinamentos para provas mais longas ou para ganhar velocidade e reduzir tempo, é preciso ter em mente que serão meses de preparação física e psicológica para aguentar este desafio. Em geral, os profissionais da corrida falam que, para uma maratona, o período de treinamento deve durar pelo menos 3 meses, considerando uma pessoa já treinada e acostumada ao exercício físico. Da mesma forma, os 21 quilômetros também exigem um período de adaptação para os atletas, com a inclusão de treinos mais longos e de aumento de velocidade, como os tiros.

    Para quem já passou por esses ciclos, sabe que o descanso e a recuperação são extremamente importantes para superar os desafios relativos ao volume de treinos, com os sempre desafiadores longões, e o fortalecimento necessário para que a musculatura seja capaz de suportar o tranco das provas-alvo.

    Em alguns casos, o corredor pode sentir a necessidade de um trabalho mais profissional, realizado por fisioterapeutas e clínicas especializadas, para soltar a musculatura e dar continuidade à rotina de treinos. O blog conversou com o fisioterapeuta Gabriel Amorim Ramos, da Four Fisio, a respeito da recuperação.

    Tratamento com theragun propicia alívio das dores e recuperação muscular

    Blog: Como funciona o trabalho de recuperação de atletas?

    Gabriel Amorim: Uma das propostas da nossa clinica é proporcionar o Recovery para atletas amadores e profissionais. O Recovery é uma terapia composta por um conjunto de técnicas que são capazes de reduzir os sintomas causados pela fadiga e acelerar o processo de recuperação muscular. Em nossa clínica, temos um espaço moderno e exclusivo para a realização dessas técnicas.

    Blog: Qual a importância deste cuidado nos ciclos de treinamento dos amadores?

    GA: A fadiga muscular é um sinal comum após treinos exaustivos de qualquer praticante de atividade física, seja amador ou profissional. Sabemos que a fadiga é um fator de risco para lesões e de diminuição de performance, logo o Recovery vem para minimizar esses sinais de fadiga e, sendo colocado em uma periodização de treinamento, o atleta tende a diminuir o risco de lesões e aumentar o seu desempenho, por sempre estar em suas melhores condições físicas durante os treinos.

    Blog: Em ciclos para provas mais longas, como meias e maratonas, como o recovery auxilia no treinamento?

    GA: Em ciclo de provas dessa característica, podemos ter treinos bem exaustivos. Se o recovery for realizado após essas sessões de treinamento, vai preparar melhor os praticantes de corrida para o próximo treino. Ou seja, dentro de uma periodização vai minimizar a queda de performance devido ao cansaço muscular, fazendo com que os treinos rendam mais.

    Blog: Quais os tipos de equipamentos e tratamentos são usados?

    GA: Temos várias modalidades terapêuticas para acelerar essa recuperação muscular, as botas pneumáticas são um recurso moderno, utilizado nos principais centros esportivos do mundo e temos na nossa clínica. As botas criam pressão em diferentes áreas, proporcionando a drenagem dos marcadores de fadiga e aumento do fluxo sanguíneo. Outro recurso é a liberação miofascial, com o objetivo de relaxar o músculo. Ela pode ser feita de forma manual (massagem desportiva) ou com um aparelho de terapia vibratória. E, por fim, temos um eletroestimulador, também com a função de “soltar” a musculatura e minimizar os sinais de fadiga.

    Bota de compressão é uma das possibilidades oferecidas

    Tem alguma dúvida sobre a recuperação muscular? Sobre os treinos de corrida? Entre em contato conosco!

     

     

  • Parque Barigui sedia primeira etapa do Esquenta de Corridas Uninter

    Parque Barigui sedia primeira etapa do Esquenta de Corridas Uninter

    Competição acontece no dia 21 de fevereiro, com largada às 20h30 e percursos de 2,5, 5 e 10 km

    Com o objetivo de promover o espírito esportivo e de levar corridas de rua para os parques de Curitiba, o Esquenta de Corridas Uninter chega a mais uma edição. A primeira etapa de 2019 acontece no Parque Barigui, dia 21 de fevereiro, quinta-feira, com largada às 20h30. Ingressos podem ser adquiridos até o dia 19.

    Os competidores podem se inscrever em três categorias: geral (masculino e feminino), casal e kids.

    Corredores da categoria geral podem optar entre percursos de 2,5, 5 e 10 km. Já os casais devem correr a distância de 5 km.Crianças de 4 a 12 anos, que competem na categoria kids, serão organizadas em baterias de 400, 600 e 1.000 metros, de acordo com sua idade.

    Serão premiados com troféus os cinco primeiros colocados na categoria geral, além dos três primeiros nas faixas etárias. Demais competidores, crianças e aqueles que optarem pelo percurso de 2,5 km levam para casa uma medalha de participação.

    O valor dos ingressos inicia em R$ 49,90 para adultos e em R$ 20 para crianças. Inscrições podem ser realizadas on-line pelo site: esportepraviver.com.br

    Sobre o circuito

    Promovido pelo Centro Universitário Internacional Uninter, o Esquenta é o maior campeonato de corridas de Curitiba, pois soma pontos em um ranking anual. Ao final das seis etapas, os três primeiros colocados de cada categoria por idade serão premiados na Festa Esporte para Viver, ainda sem data marcada, organizada pelo NossoTIME Brasil Projetos Esportivos.

    Diferentemente de outras competições, é promovido em dias úteis, nos maiores parques da cidade.

    Serviço – Esquenta de Corridas Uninter 2019 – 1ª etapa

    Data: 21 de fevereiro.

    Largada: 20h30.

    Distâncias: 10 km, 5 km e 2,5 km.

    Categorias: geral (masculino e feminino), casal e kids.

    Premiação: troféus para os 5 primeiros na categoria geral e para os 3 primeiros nas faixas etárias (5 e 10 km).

    Inscrições pelo site: esportepraviver.com.br

  • Etapa de Curitiba dá início ao calendário 2019 do Santander Track&Field; Run Series

    Etapa de Curitiba dá início ao calendário 2019 do Santander Track&Field; Run Series
    Etapa Curitiba marca o início do circuito (Foto: Divulgação)

    Maior circuito de corridas de rua da América Latina tem as primeiras etapas nas cidades de Curitiba e João Pessoa. 

    O Santander Track&Field Run Series dá início às etapas de 2019. No dia 17 de fevereiro, em João Pessoa (Patio Altiplano) e Curitiba (Shopping Mueller). As corridas contam com categorias nas modalidades de 5km e 10km. A realização é dos parceiros Santander e Track&Field, com organização da TF Sports.

    O circuito conta com um kit em todas as etapas, que inclui uma exclusiva camiseta Track&Field Thermodry AmniBiotech® e itens de alimentação saudável, além de uma arena para o atleta com infraestrutura e serviços diferenciados, como tendas de massagem, distribuição de água e frutas, e outras atividades ligadas à corrida.

    Além disso, são desenvolvidas diversas ações em conjunto, como por exemplo, benefícios para os clientes Santander que terão 25% de desconto nas inscrições para participar das provas.

    O evento esportivo, que acontece há 16 anos, ganhou em 2018 ainda mais abrangência com o novo acordo entre Santander e TF Sports, que prevê a realização de aproximadamente 240 provas em diversas cidades do país, ao longo de três anos. Em Curitiba, além da etapa Shopping Mueller, a prova do Pátio Batel está agendada para 30 de junho. 

    Agenda Santander Track&Field Run Series 2019

    17/02/2019 - Etapa Shopping Mueller (Curitiba)

    17/02/2019 - Etapa Patio Altiplano (João Pessoa)

    24/02/2019 - Etapa Iguatemi Florianópolis

    24/02/2019 - Etapa RioMar Fortaleza

    17/03/2019 -  Etapa Villa Lobos I (São Paulo)

    31/03/2019 - Etapa Santos Parque do Emissário

    14/04/2019 - Etapa Galleria Shopping (Campinas)

    14/04/2019 - Etapa CenterShopping (Uberlândia)

    28/04/2019 - Etapa Iguatemi São Carlos

    05/05/2019 - Etapa Colinas Shopping (São José dos Campos)

    11/05/2019 - Etapa Pompeia (São Paulo)

    19/05/2019 - Etapa Boulevard Shopping BH (Belo Horizonte)

    26/05/2019 - Etapa Iguatemi São José do Rio Preto

    09/06/2019 - Etapa Shopping da Ilha I (São Luís)

    09/06/2019 - Etapa Ribeirão Preto I

    30/06/2019 - Etapa Pátio Batel (Curitiba)

     

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