• 17ª Corrida da Graciosa: em comunhão com a natureza

    17ª Corrida da Graciosa: em comunhão com a natureza

    A Estrada da Graciosa – PR-410 – tem 28,5 quilômetros e cruza o maior trecho preservado de Mata Atlântica do Brasil, conectando Curitiba ao litoral do Paraná. Os primeiros registros da estrada datam de 1721, mas ela foi oficialmente inaugurada em 1873, depois de mais de 20 anos de construção. Se hoje representa apenas um caminho de turismo, com mirantes, recantos e cursos d’água, já foi a principal conexão rumo ao Porto de Paranaguá.

    Nesse cenário único, foi realizada a 17ª Subida da Graciosa - que integra o circuito Amazing Runs -, no último dia 21, com percurso de 42 quilômetros (o desafio Mata Atlântica, que descia e subia a estrada) e os 21 quilômetros apenas de subida. Me inscrevi para a meia maratona logo após a Maratona de Floripa e, confesso, me arrependi em vários momentos. Sou um corredor que gosta de subidas até mais do que das descidas, mas 14 quilômetros ininterruptos subindo?

    Treinei durante um mês aproximadamente para a prova, contando com o lastro de corridas e treinamentos para a Maratona de Floripa. Tentei simular subidas consecutivas na esteira, variando inclinações e os tiros, para incrementar a capacidade cardiorrespiratória. Já aviso de antemão aos interessados: se quer chegar preparado, acostume-se a correr na esteira na inclinação 5, pelo menos.

    A prova

    A prova começa quase 4 horas antes de você largar. É possível ir de carro, mas a organização oferece um ônibus que leva até um ponto próximo à largada, o que é mais conveniente e fácil. No ônibus – que saiu entre às 4h30 e 5h45 para a Meia Maratona e das 4h às 4h30 para a Maratona –, é possível acompanhar a ansiedade, a preparação e os rituais de cada um. A maior parte conversava com os amigos, ouvia sua música, mas poucos relaxaram e dormiram.

    De lá, caminhava-se aproximadamente 1,5 quilômetro até a largada, que ocorreu pontualmente às 8 horas. Procurei conversar com quem já tinha treinado ou corrido na Graciosa, e a recomendação era unânime: respeite a Serra. Coloquei como objetivo terminar a prova abaixo de duas horas, sem muita pressão e em uma tentativa de não andar de jeito nenhum.

    No início, a prova oferece uma descida e um percurso plano, até aproximadamente o quilômetro 2. De lá, começa-se uma subida tímida, que só piora. A subida, quando muito intensa, atrapalha o movimento da corrida, ele fica mais curto, além de exigir muito mais da musculatura e da capacidade cardíaca. Mas ainda piora: logo se sai do asfalto para o paralelepípedo, mais irregular e que exige um planejamento de onde pisar para evitar lesões – se não me falha a memória, foram 8 kms nesse piso.

    Além disso, a estrada é desnivelada, fazendo com que você esteja sempre correndo de forma irregular, forçando mais o lado direito ou o esquerdo, dependendo de cada curva. Ao mesmo tempo em que se sofre, você se depara com visuais da Mata Atlântica, rios, cachoeiras, pássaros... É literalmente uma comunhão com a natureza.

    Depois de algum tempo na subida, o corpo parece se acostumar com a exigência do maior esforço, mas, dos quilômetros 12 ao 16, ela fica mais íngreme e em vez das curvas contínuas, é possível observar longas subidas retas, o que desafia ainda mais o psicológico, especialmente pelo cansaço. Os cinco quilômetros pós-serra também não são fáceis, com longas descidas (extremamente incômodas depois de subir tanto), seguidas por subidas.

    Corri tranquilo, exceto quando percebi que, se forçasse, conseguiria fazer em menos de duas horas nos dois quilômetros finais. Concluí a prova com 1h59m56s, sem andar. Fui o 60º atleta homem a concluir os 21 quilômetros, o 12º da minha faixa etária. Já fiz provas muito bonitas, como a Meia do Rio de Janeiro, de Vancouver e de Camboriú, mas essa – apesar da dificuldade – foi a mais bonita. Apesar de correr em casa, vejo a Estrada da Graciosa com uma nova perspectiva.

    A pergunta que sempre me faço após uma prova é: faria de novo? A resposta é: sim, com certeza. Aliás, acho que é uma daquelas experiências que todo corredor deveria se desafiar ao menos uma vez na vida.

  • Por que caminhar na corrida

    Por que caminhar na corrida


    O que significa andar durante uma corrida? Absolutamente nada! Somos corredores amadores e, por óbvio, estamos sempre tentando melhorar, independentemente do que isso significa para cada um. Para algumas pessoas, correr melhor significa necessariamente ser mais rápido; para outros, aumentar a resistência; um terceiro grupo visa ganhar mais saúde e terminar as provas cada vez melhor; e todos, invariavelmente, procuram se divertir – sem isso, perde-se o prazer no ato de correr.

    Para muitos, grupo no qual me incluo, a corrida é um momento de escape da vida real, a hora do dia em que é possível se encontrar consigo mesmo. De certa forma, é como uma terapia, um caminho para encontrar soluções para os problemas cotidianos. Ou seja, já praticamos esse esporte como uma forma de aliviar a cabeça das responsabilidades impostas pelas vidas profissionais e pessoais. A grande questão é: por que se cobrar ainda mais naquilo que deveria ser um lazer, uma diversão?

    Claro que colocamos alguns objetivos dentro da corrida. Eu preciso estabelecer algumas metas, que servem até mesmo como motivação para treinar. Neste ano, por exemplo, foquei em aumentar a minha velocidade e consegui cumprir todos os meus objetivos até agora: maratona em menos de 4 horas; meia maratona abaixo de 1h40 (1h37, em São Paulo); 10 kms em menos de 45 minutos (42’45’’); por fim, 5 kms em menos de 21 minutos (20’36’’). Para o ano que vem, a ideia é sempre abaixar um pouco mais (me incluo naquele primeiro grupo).

    No entanto, entre a maratona de 2017, em Curitiba, e a de 2018, em Florianópolis, houve uma diferença de quase 30 minutos: de 4h04m59 para 3h38m12. Não andei em Curitiba, mas caminhei duas vezes em Floripa. Tirei um pouco do peso e da responsabilidade de andar: peguei dois copos de água e tomei caminhando, sem sofrimento, sem pressão, antes de voltar a correr e curtir o pórtico de chegada.

    Claro que, de alguma maneira, sabia que tinha uma folga de tempo construída em cima de 32 quilômetros correndo dentro daquilo que eu me planejei e treinei para tal. Mas, ainda assim, a pausa no movimento da corrida foi importante para diminuir as dores nas articulações, a sensação de cãibra na panturrilha e o esforço mental de se manter focado por tanto tempo.

    O mesmo raciocínio vale para quem corre 5 ou 10 quilômetros. Se o corpo demanda parar, caminhe; se você não gosta de beber água correndo, faça isso (mas lembre-se da etiqueta da corrida). Enfim, aprenda o que te motiva, o que te faz sair da cama para ser um corredor melhor, mas, ao mesmo tempo, tire a pressão pelos resultados e descubra o prazer de correr e os benefícios que esse esporte traz para sua vida.

    Você caminha em provas? O que acha disso?

  • 10 dicas de etiqueta na corrida

    10 dicas de etiqueta na corrida

    A corrida de rua é um esporte democrático: aceita quem corre 5 quilômetros em 17 ou em 40 minutos. Em essência, basta colocar um tênis (ou ir descalço mesmo, se preferir) e fazer aquele percurso estabelecido. Ainda assim, dentro de uma prova, há algumas dicas de etiqueta que podem fazer a corrida ser ainda mais interessante para todos. Veja algumas delas:

    1 – Seu lugar no funil de largada

    O pace médio, o objetivo na corrida e seu estilo de correr devem determinar a sua posição no funil de largada. Se você é do tipo que vai correr pela morte e fecha os 5 quilômetros abaixo de 20 minutos, chegue cedo e vá para frente. Se você está na etapa de mesclar corrida e caminhada, não há qualquer razão para largar muito à frente. Em ambos os casos, você vai atrapalhar e colocar outras pessoas (e você mesmo) em risco.

    2 – Seja honesto na inscrição

    Algumas provas pedem a sua estimativa de tempo para o percurso e dividem a largada em funis com cores ou números. Seja sincero em relação ao seu tempo e, mais importante, respeite as cores – se você tem 10 quilômetros em 60 minutos como seu melhor tempo, é muito improvável uma redução para 50 minutos, certo? De nada adianta as organizações fazerem essas divisões, se o corredor busca meios de burlá-la. Essa estratégia só visa tornar a prova mais interessante para todos: os mais rápidos à frente e os mais lentos mais atrás.

    3 – Sinalize os seus movimentos

    Os inícios de prova costumam ser movimentados e acidentados. Se você pretende ir para a direita ou esquerda, faça um movimento com o braço, avisando que vai se direcionar para aquele lado. Se você precisa parar, erga os braços antes de fazê-lo. Esse tipo de aviso dá mais segurança e previsibilidade, sobretudo para aqueles que estão atrás, evitando acidentes. Também é de bom tom que os mais lentos fiquem à direita, seguindo os princípios das regras de trânsito.

    4 – Evite os paredões

    Nada melhor do que correr com os amigos, certo? Mas os paredões são um grande problema, especialmente nas vias mais estreitas. Grupos de três ou mais pessoas podem atrapalhar os demais. Nesse caso, vale aquela regra do bom senso. Dê uma olhada para trás e veja o número de pessoas: se estiver tranquilo, corram lado a lado. Se estiver cheio, aguarde os primeiros metros ou quilômetros para formar o paredão dos amigos, bater papo e se divertir.

    5 – Momento da hidratação

    Cada um tem sua regra no momento de se hidratar: alguns preferem parar para tomar água, outros pegam e continuam correndo. A regra de ouro, neste caso, é não atrapalhar quem está atrás: pegue a água e se afaste do posto de hidratação (em geral para o meio da pista). Se você precisa parar, não o faça ao lado do posto de hidratação -- também evite reduzir muito o ritmo. Também é de bom grado sinalizar ao staff quando vai pegar a água, de modo a deixá-lo preparado para seus movimentos.

    6 – A hora do cuspe

    Alguns, como eu, sentem mais vontade de jogar água na boca para cuspir do que necessariamente para tomar. Não custa olhar para os lados antes de fazer isso. Não é bacana tomar uma cusparada enquanto corre. Também vale o cuidado antes de descartar o copo de água. Em dias mais quentes, opte por diminuir a quantia de água no copo antes de jogá-lo para evitar que "exploda" em outro corredor.

    7 – Não seja “pipoca”

    As provas são organizadas para um determinado número de corredores, baseado no volume de inscritos. Copos de água, horário, frutas, entre outros pontos, dependem desse tipo de informação. Como as ruas são públicas, nada o impede de usar o espaço protegido da movimentação para fazer o seu treino, desde que não atrapalhe os corredores e use da estrutura oferecida para quem pagou para estar ali.

    8 – Oriente os apoios

    Em provas mais longas, como meias e maratonas, muitas pessoas correm acompanhadas de um apoio – geralmente, um amigo que carrega todos os apetrechos (gel, comidas, isotônicos, cápsulas de sal) em uma mochila de bicicleta. É importante que os apoios não invadam e atrapalhem a área determinada para os corredores.

    9 – Não atrapalhe a chegada dos demais

    Cada prova pode representar um grande momento para um corredor, independentemente da distância. Se você quer registrar aquele momento depois de cruzar a linha de chegada, não forme um paredão e bloqueie a passagem dos demais corredores. Em geral, as corridas colocam fiscais para que as pessoas sigam andando após concluírem suas provas, mas vale a orientação.

    10 – O banheiro químico

    Aprendi recentemente que se hidratar antes da prova é tão importante quanto comer bem. Só que tomar muita água antes, invariavelmente leva a vontade de fazer xixi. Se você sabe que isso vai acontecer, chegue antes e respeite a fila do banheiro químico. Outro ponto: não seja porco, porque alguém vai usar o banheiro depois de você.

    Dica bônus: lugar de lixo é no lixo. Ao fim da prova, procure um lixo mais próximo para jogar seus resíduos (copos de água, restos de frutas, embalagens plásticas). Se tiver um lixo no meio da prova, procure jogar o seu copo de água ali.

    Sentiu falta de alguma dica de etiqueta para corredores? Fale aqui ou deixe seu comentário no instagram @correr_viajar_beber!

  • Benefícios do Low Pressure Fitness para corredores

    Benefícios do Low Pressure Fitness para corredores

    Resultados vão além da estética; técnica atua na liberação do diafragma e melhora da capacidade respiratória, essenciais para o desempenho dos atletas

    Você já deve ter ouvido falar em barriga negativa, não? E pode ter pensado: “Meu Deus, é preciso parar de comer para ter uma dessas!” Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a técnica Low Pressure Fitness (LPF), conhecida como técnica da barriga negativa, que tivemos o prazer de conhecer.

    O que é o LFP?

    Baseado na técnica hipopressiva - vácuo abdominal com a ajuda da respiração -, o LPF combina técnicas posturais, de alongamento miofascial, de respiração e mobilização, um misto de yoga com RPG. Com resultados expressivos na Europa, a modalidade chegou ao Brasil com o objetivo de prevenir patologias, bem como melhorar performances esportivas e estéticas, embora tenha se tornado popular por causa da “barriga negativa".

    Principais benefícios

    - diminuição da circunferência abdominal e tonificação do abdômen (quem não quer?)

    - melhora da capacidade cardiorrespiratória

    - recuperação da musculatura abdominal no pós-parto

    - fortalecimento do assoalho pélvico e as musculaturas internas (previne a incontinência urinária e melhora funcionamento do intestino)

    - melhora da postura e diminuição de dores na coluna

    - estabilidade e fortalecimento do core (centro do nosso corpo)

    - ajuda na vascularização sanguínea

    Como funciona a prática do LPF?

    A técnica é um sistema de treinamento respiratório e postural. Consiste em apneia expiratória com a sucção do abdômen e abertura costal em diversas pautas posturais. As aulas têm duração de 30 minutos e devem ser feitas uma vez por semana.

    “A realização do LPF exige acompanhamento para não ser realizada de forma errada e para que os resultados apareçam”, explica a fisioterapeuta Luana Fabiano, que aplica a técnica em Curitiba, no seu estúdio no bairro Mossunguê e em atendimento domiciliar. Luana também comenta que, além da respiração, existe uma série de orientações, como posicionamento dos braços, pés, queixo e ombros que devem ser respeitados.

    Quando executada, a técnica faz um estiramento das tensões musculares, o que aumenta a mobilidade do corpo e reduz os desconfortos na musculatura e nas articulações. Além dos encontros semanais, a instrutora recomenda realizar pelo menos 5 minutos da prática diariamente, em casa, baseado nos aprendizados da semana. “As posturas são variadas – deitada, sentada, ajoelhada, em pé -, e o grau de dificuldade vai se intensificando de acordo com a prática e o aprofundamento da técnica”, afirma a fisioterapeuta.

    Como beneficia na corrida

    O hábito esportivo, quando realizado com frequência, pode aumentar a pressão interna da cavidade abdominal e causar hérnias dos mais variados tipos (discal, abdominal, vaginal, entre outras). A prática do LPF pode prevenir o surgimento dessas patologias, com a normalização das pressões internas e tonificação da região do core. “A técnica trabalha com o reposicionamento dos órgãos. Com menos pressão sobre eles, a estrutura do corpo se modifica e a postura fica mais alinhada”, diz Luana.

    O LPF também trabalha com a liberação miofascial do diafragma, muito importante para atletas, pois possibilita maior mobilidade do músculo, aumentando a capacidade respiratória, descomprimindo a lombar e melhorando a gestão de pressão interna. Além disso, favorece uma melhor execução dos movimentos e diminuição da tensão músculo-articular.

    Estima-se que, por trabalhar em apneia, a técnica aumente os glóbulos vermelhos no sangue, que são justamente os responsáveis por transportar o oxigênio no corpo. Dessa forma, a performance se otimiza, especialmente alinhada aos aspectos posturais e musculares.

    Para conhecer mais sobre a técnica, visite o perfil @lu_fisiofit no Instagram.

  • Obrigado, Florianópolis: aprendi a gostar dos 42 kms

    Obrigado, Florianópolis: aprendi a gostar dos 42 kms

    Na minha terceira maratona, pude curtir a distância e concluir bem abaixo do tempo que gostaria em uma das provas mais bonitas que já vi

    Correr 42 kms ainda é uma distância assustadora. Só me dou conta disso nas vésperas da maratona, quando você efetivamente começa a pensar no que significa se submeter a essa distância – e percebe que rodou uns 20 minutos de carro em uma área que você vai correr no dia seguinte. Mas é justamente esta sensação de frio no estômago e a incerteza de não saber nem se será possível concluir bem que tornam essas provas tão especiais e esperadas.

    Uma maratona não é algo que se faz em um dia. Exige um ciclo de treinos, de preparação do corpo e da cabeça. No meu caso, começou em fevereiro e se seguiu até a quinta-feira véspera da prova, quando fiz meu último treino para a Maratona Internacional de Floripa Uninter. Ao todo, foram 821 kms de treinos na rua e esteira, mais sessões de pilates e academia para aguentar o tranco. Fora um cuidado especial com a alimentação nos últimos dois meses.

    Venci minha terceira maratona em 3h38 minutos, um resultado muito melhor do que estava planejando, que era concluir em menos de 4 horas. Foram 27 minutos de diferença entre a Maratona de Curitiba e a de Floripa, algo que atribuo a uma preparação melhor, um entendimento melhor do meu corpo e da distância e a atenção à alimentação.

    Mais do que perfeito

    Sinceramente, não imaginava ter corrido uma prova tão bonita e em condições tão perfeitas. A Meia Maratona do Rio de Janeiro, de Vancouver e de Seattle foram lindas, mas Floripa se superou. Tivemos a demonstração perfeita das vantagens de acordar cedo para correr: a lua cheia ainda estava no céu, quando largamos para os 42 kms às 6h10, e, por volta do quilômetro 7, pudemos assistir o sol nascer, enquanto corríamos pelo continente. Inesquecível.

    Lamento não ter corrido com o celular, porque vi muita gente fotografando e até mandando aquela mensagem especial para os amigos que não foram picados pelo bichinho da corrida: “É por isso que eu deixo de tomar aquela cerveja até mais tarde e acordo cedo no domingo”. Só os colegas corredores que estiveram lá sabem exatamente o que estou dizendo.

    A escolha por Floripa não foi à toa: a ideia era uma prova mais plana do que a Maratona de Curitiba e em uma época do ano mais propícia para os 42 kms do que novembro (correr muito tempo no calor é um desgaste tremendo). Esse tipo de planejamento só dá certo se você contar com a sorte, algo que definitivamente tivemos no último domingo.

    A previsão do tempo marcava chuva em Florianópolis até sexta, quando chegamos para retirar o kit sob uma garoa chata que variava com chuva forte. No sábado, já não havia nuvem nenhuma e, no domingo, o mesmo céu de brigadeiro, com previsão de largada a 9 graus e máxima para o dia de 15 graus. Ou seja, temperatura perfeita e sem nenhum tipo de vento que pudesse atrapalhar.

    Ainda dá para melhorar

    Depois da minha primeira maratona, em 2016, falei que nunca mais faria isso. Mas frustrado com o meu desempenho, resolvi exorcizar Curitiba em 2017. Em 2018, acho que finalmente entendi o que é essa distância, que está longe de ser saudável, mas acho que todo mundo precisa de um desafio por ano, não é?

    A felicidade pelos 3h38 é enorme, mas sei que poderia ter feito melhor. Há sempre o que melhorar. E mal posso esperar pelos 42 quilômetros de 2019 em data e local ainda não definidos!

  • Acompanhamento nutricional para corredores

    Emagrecimento, reeducação alimentar, orientação de suplementação e de pré-prova fazem a diferença na vida do atleta

    Desde a nossa última viagem de férias, decidimos procurar por um acompanhamento nutricional. Os motivos? Vários e distintos. Um buscava melhores rendimentos na corrida, já que nunca tomou nada de suplementação nas duas maratonas que fez (e nos outros mais de mil quilômetros já rodados). O outro queria emagrecer antes de tudo. Férias, sabe como é.

    Procuramos a nutricionista Cristiane Carvalho pela ampla experiência que ela tem com atletas. Ela foi, durante dez anos, nutricionista do time do Atlético Paranaense, portanto, entende bem de rendimento esportivo. Além disso, ela atua com reeducação alimentar e emagrecimento. Perfeito para o interesse de ambos.

    A consulta

    No primeiro encontro, um longo papo e uma anamnese completa: o que come, como come, quando come. Quantidade de exercício que faz e quais tipos. Sono, intestino, hábitos. “Com todas essas informações é possível mapear o indivíduo e estabelecer um planejamento alimentar e de suplementação exclusivo, afinal cada corpo é único”, explica a nutricionista.

    Feito isso, realizamos a bioimpedância. O exame (realizado em uma balança especial com placas de metais que conduzem uma corrente pelo corpo) analisa toda a composição corporal: porcentagem de músculos, gordura, água e ossos. Algumas informações são inseridas na balança antes da pesagem, como idade e altura.

    Além do IMC, o índice de massa corporal, o resultado mostra a porcentagem de massa gorda, magra e muscular, a hidratação do corpo, densidade óssea, gordura visceral (armazenada na região abdominal) e a taxa de metabolismo basal, isso é, quantidade de calorias essenciais para o corpo. Depois da pesagem, algumas medidas são anotadas.

    Plano alimentar

    Alguns dias depois, a Cris enviou o nosso plano alimentar. Como os objetivos são diferentes, claro que cada um teve um plano: enquanto um comia o dobro, o outro comia reduzido! Nós não nos alimentamos mal no cotidiano, comemos pão integral, queijo branco, bebemos bastante água e zero refrigerante. Mas não dispensávamos uma pizza, pães de queijo e uma boa cerveja, claro.

    A dieta não era muito restritiva, apenas mudaram os tipos de carboidrato – excluindo a farinha branca – e foram incluídos muitos ovos, frutas, verduras. Alimentação liberada somente uma vez na semana, e sem exageros.

    Sempre houve uma preocupação com comer demais e engordar. Na dieta para performance, a quantidade de comida quase dobrou para os padrões anteriores. Os pratos de 300g saltaram para 500g -- 200g de carboidrato, 150g de proteína e 150g de saladas; o café da manhã ganhou duas bananas de complemento, assim como o café da tarde. Resultado? Mais força para os treinos, aumento da disposição e, sobretudo, menos fadiga no dia seguinte.

    Em 7 meses de treino para maratona, foram aproximadamente 900 kms percorridos, com muitas corridas na faixa ou superiores a 20 kms (4 meias maratonas usadas como teste), o que deixa o corpo esgotado em alguns momentos. Com a alimentação mais adequada para as necessidades, tudo ficou mais fácil, fluindo mais tranquilamente.

    Suplementação

    Como eu disse antes, nós nunca tínhamos usado nenhum tipo de suplementação além de carbogel nas provas mais longas. Foi manipulado um pré-treino, creatina, whey protein. “Suplemento não é refeição! É para complementar a boa alimentação e o resultado vai aparecer no desempenho dos exercícios”, diz Cristiane.

    A ideia da creatina e whey protein é contribuir para o ganho de massa magra. Para o emagrecimento, foi receitado um manipulado para queima de gordura, um para saciedade e outro para imunidade e melhor absorção dos nutrientes. Todos os manipulados foram feitos na Salvena Manipulação.

    Resultados

    Passado um mês, voltamos à nutricionista para a pesagem e análise dos resultados. Quem queria emagrecer, emagreceu! 3,6 kg (numa meta de 2 kg), menos 4% de gordura. Quem queria performance, diminuiu gordura (-3%) e aumentou massa muscular (+1.4 kg), além de sentir uma boa evolução na corrida! O acompanhamento e a rotina alimentar regrada continuam por, pelo menos, mais dois meses.

    Nós postergamos muito, mas percebemos o quanto um acompanhamento nutricional, não só relacionado à alimentação, mas também a treinos e suplementação, é essencial para quem busca uma vida mais saudável e a evolução nas corridas. Correr não deixa de ser só colocar um pé na frente do outro, mas com o apoio certo fica mais fácil!

  • Corridas de Rua de Curitiba: calendário do quarto trimestre

    Corridas de Rua de Curitiba: calendário do quarto trimestre

    Depois de enfrentar o frio do inverno, a primavera e o verão brindam Curitiba e região com uma série de corridas de rua. O destaque do último trimestre de 2018 é, inegavelmente, a Maratona de Curitiba, que, neste ano, será organizada pela Elive Eventos Esportivos. Trata-se do principal desafio de Curitiba, com percursos de 42 (solo e em dupla), meia maratona e cinco quilômetros.

    Engana-se, porém, quem pensa que a Maratona é a prova mais difícil deste calendário. Em 20 de outubro, ocorre o Amazing Runs Graciosa, com 42 ou 21 quilômetros subindo a Serra da Graciosa, em uma elevação de mais de 900 metros. Um daqueles desafios para vencer e guardar na memória.

    Se você é do tipo que prefere as corridas mais curtas, de 5 ou 10 quilômetros, o calendário está cheio de provas, incluindo opções gratuitas oferecidas pela prefeitura de Curitiba. Veja, abaixo, o calendário de outubro, novembro e dezembro.

    Outubro

    05 de outubro

    1a Corrida Outubro Rosa -  5 km

    Informações e inscrições: http://www.thomeesantos.com.br/

    14 de outubro

    M5K – Mulher em movimento – 5 km

    Informações e inscrições:

    Circuito de Corridas da Caixa – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/Circuito-De-Corridas-Caixa--Etapa-Curitiba-5666

    18 de outubro

    Esquenta de Corridas – Etapa 05 – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/

    20 de outubro

    Amazing Runs Graciosa – 42 e 21 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/17-Corrida-Da-Graciosa--Amazing-Runs--2018-5331

    21 de outubro

    4a Etapa do Circuito da Prefeitura de Curitiba – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/equipe-smelj/110

    26 de outubro

    6a Halloween Night Run – 6 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/Corrida-Irun--Halloween-Night-Run--2018-6212

    27 de outubro

    Serra da Graciosa Half Marathon – 21, 10 e 5 km

    Informações e inscrições: https://www.eliteeventos.com/services/serradagraciosahalfmarathon/

    Novembro

    10 de novembro

    IV Circuito SEST Senat de Caminhada e Corrida de Rua – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: http://projetossociais.sestsenat.org.br/Circuito

    10 de novembro

    Caminhada da Diabetes – 3,3 km

    Informações e inscrições:

    11 de novembro

    Circuito de Corridas Rústicas – Etapa Volvo – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: http://www.sesipr.org.br/corridasrusticas/

    10ª Corrida do Material Bélico – 5 e 10 km

    Informações e inscrições:

    18 de novembro

    Maratona de Curitiba – 42, 21 e 5 km

    Informações e inscrições: https://www.eliteeventos.com/services/maratonadecuritiba2018/

    25 de novembro

    Circuito das Estações – Verão – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: http://circuitodasestacoes.ativo.com/curitiba/verao/

    Dezembro

    1 de dezembro

    1ª Corrida do Bope – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/Circuito-Pmpr-4-Etapa--1-Corrida-Noturna-Da-Policia-Militar-Do-Parana--Bope-5701

    02 de dezembro

    23ª Corrida do Parque Tingui – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.globalvita.com.br/

    Track & Field Run Series – Shopping Barigui – 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.tfsports.com.br/eventos/parkshopping-barigui-2018

    08 de dezembro

    1ª Corrida Noturna Sesc/Smelj – 5 e 10 km / Caminhada de 4 km

    Informações e inscrições: https://www.sescpr.com.br/circuito/

    13 de dezembro

    Esquenta de Corridas – Etapa 6  - 5 e 10 km

    Informações e inscrições: https://www.ticketagora.com.br/

    16 de dezembro

    Circuito das Águas – 5 e 10 km

  • Meia Maratona de Curitiba Uninter celebra 8 anos com palestras para corredores

    Meia Maratona de Curitiba Uninter celebra 8 anos com palestras para corredores

    A Meia Maratona de Curitiba Uninter, agendada para 5 de agosto, está entre as principais provas da capital paranaense. Uma das novidades para este ano será a realização de inúmeras palestras para os corredores na véspera da prova, dia 04 de agosto, na Decathlon do Jardim Botânico (Rodovia BR-116 Pista Lateral), durante a retirada dos kits.

    Para os mais fissurados no esporte, este tipo de informação agrega ao evento e auxilia a encarar percursos mais longos com mais tranquilidade, além de disseminar conhecimento sobre a prática do esporte para mais pessoas. Confira a programação de palestras:

    13h – Como administrar ritmos em provas longas – Fábio Alonso

    14h – Nutrição como preparação para Corridas – Adriana Chastalo

    15h – A importância das avaliações fisiológicas para definição das zonas de intensidade – Pedro Limiar

    16h – A importância do treino resistido com peso [TRP] na corrida – Felipe Alves

    17h – Histórias de Superação – Eduardo Trombini, Eduardo Rocha, Ricardo Fagundes e João do Tiro

    18h – Experiência de um atleta fundista – Paulo Roberto Almeida Paula

    O tradicional percurso terá a largada no Museu Oscar Niemeyer e passará por diversos bairros da cidade, como Centro, Centro Cívico, Rebouças, Água Verde, Batel, Cristo Rei, Jardim Botânico, Juvevê e Alto da Glória. Os competidores podem escolher entre corrida – de 5 e 21 quilômetros (solo ou revezamento) –, corrida kids e caminhada – de 3 quilômetros.

    Serviço

    Meia Maratona Uninter de Curitiba

    Data: 5 de agosto

    Horário: a partir das 7h

    Distâncias: 3 km (caminhada), 21 km (solo e dupla) e 5 km.

    Modalidades: solo (masculino e feminino), revezamento (masculino, feminino e misto) e kids.

    Local: Museu Oscar Niemeyer

    Mais informações: www.esportepraviver.com.br

     

  • Corridas internacionais: Seattle e Vancouver (parte 2)

    Corridas internacionais: Seattle e Vancouver (parte 2)

    Como já falamos no post anterior, junho foi o mês de corrermos duas meias maratonas internacionais: a Rock’n’Roll Seattle e a ScotiaBank Vancouver. A prova de Vancouver aconteceu mais para o final das férias, dia 24 de junho (leia-se mais gordos, pesados e sem treinos regulares somado ao real início do verão norte-americano).

    A retirada do kit aconteceu no Canadá Place, um lugar lindo que fica quase no meio do mar, entre o porto e o Stanley Park. Diferente da grande expo de Seattle, em Vancouver a retirada do kit foi mais discreta: camiseta, número e uma barra proteica. Sem sacola, sem patrocinadores ou muitas pessoas (para não dizer que não tinha nada, a Asics e a marca da barra proteica estavam lá).

     

    Para essa prova chegamos com bastante antecedência, pois fomos de táxi. Não tinham muitas informações sobre como chegar ou disponibilidades de ônibus, e a estrutura também era menor que a prova americana (proporcional ao número de participantes: 18 mil em Seattle e 7 mil em Vancouver). Uma curiosidade dessa prova: os brasileiros estavam em terceiro lugar no número de inscritos, atrás somente dos canadenses e mexicanos!

    Hora da largada, nos separamos (ele lá na frente, eu lá atrás), mas dessa vez ela aconteceu simultaneamente. Mesmo assim, com as divisões de paces, não rolou estresse. Cada um no seu ritmo, bonitinho.

    O percurso de Vancouver é lindo, lindo, lindo! Belas paisagens, um céu azul bem aberto. Pouca gente na rua, mas o suficiente para animar e incentivar (com gritos, palmas ou mangueiradas). A hidratação com isotônico estava boa, a de água era preciso pegar mais de um copinho para satisfazer (beber, molhar a boca e jogar na cabeça).

    No final, o sol apertou. Após a ponte, já na parte final do percurso, o Vini, que finalizou em 1:41:45, apareceu para me buscar e dar aquele empurrãozinho maneiro. Eu estava cansada, esbaforida e, mesmo assim, deu boa: 2:36:41.

    O pós-prova de Vancouver era tão farto quanto o de Seattle: água, fruta, bagle doce e salgado, cookies, iogurte, suco. E um medalhão, que chega a pesar no pescoço!

    Já estamos montando o calendário com as próximas provas, locais, nacionais e internacionais... Tem alguma prova para indicar? Manda ae!

  • Etapa Novozymes do Circuito de Corridas Rústicas será no dia 22 de julho

    Etapa Novozymes do Circuito de Corridas Rústicas será no dia 22 de julho

    Mais um desafio para os corredores no dia 22 de julho, seja nos 5 ou 10 quilômetros, em uma mistura de asfalto e estrada de chão, na etapa Novozymes do Circuito de Corridas Rústicas das Indústrias, que será realizada em Araucária (PR), iniciando na Rua Professor Francisco Ribeiro, 683, às 7 horas. Os kits da corrida deverão ser retirados na Loja Procorrer (Avenida Vicente Machado, 320, Centro, Curitiba) até o dia 21 de julho, das 10h às 16h.

    Podem participar corredores de todas as idades, com inscrições a partir de R$ 53,50 (classe industriária) e R$ 79,75 (comunidade). Pessoas com idade acima de 60 anos têm desconto de 50%. As inscrições podem ser feitas no site do Ticket Agora, link: https://bit.ly/2MCOmI7

    O operador Técnico da Novozymes, Leomar Gomes, é um dos atletas que participam tradicionalmente do circuito. Mais do que a paixão pela atividade, ele conta que a corrida é o seu estilo de vida. “Correr em casa é um privilégio, é tudo de bom, é saúde e qualidade de vida. É muito bom correr com mais torcida, com o pessoal podendo acompanhar o percurso, inclusive, de bike. É emocionante e desafiadora essa etapa, ainda mais esse ano, que completamos 10 anos”, comenta.

    As mulheres também marcam presença nas corridas. A técnica de laboratório, Meri Cleuzair Freitas, é uma das que encaram os 10km, ressaltando os benefícios da prática na sua vida. “A minha saúde melhorou muito, além da autoestima, controle de peso, de estresse, tenho mais bem-estar e qualidade de vida desde que comecei a correr. Essa etapa da Novozymes é sempre um desafio, não é um circuito muito fácil, porém, quanto mais desafiante é o percurso maior é a emoção, é superação! Correr em casa é sempre bom”, diz.

  • Corridas internacionais: Seattle e Vancouver (parte 1)

    Corridas internacionais: Seattle e Vancouver (parte 1)

    No mês de junho nós saímos de férias. No roteiro, visitar a família em Seattle (oeste dos Estados Unidos) e aproveitar para conhecer Vancouver (no Canadá). Com as passagens compradas, fizemos a busca pelas corridas na região e, coincidentemente, duas meias maratonas aconteceriam no período: a Rock’n’Roll Seattle e a Scotiabank Vancouver.

    Inscrições feitas, um pouco mais de mil reais gastos e a expectativa de duas belas provas. Começamos pela de Seattle, logo no início da viagem. A retirada do kit foi no CenturyLink Field, famoso estádio do time de futebol americano Seattle Seahawks.

    Uma bela estrutura, com busca eletrônica do número de peito, estande com troca de número de camisetas e inúmeros expositores. O kit contemplava, além da sacolinha e da camiseta, algumas amostras dos parceiros, como cápsulas energéticas e para boa noite de sono. Aproveitamos também para comprar o estacionamento para o dia da prova.

    21k na Rock’n’Roll Seattle

    10 de junho, 5h e pouco da manhã, saímos de Redmond, cidade próxima de Seattle, para o local de prova. O trânsito de Seattle é meio chatinho, mas conseguimos estacionar a tempo. A largada é separada pelas baias, de acordo com o tempo de conclusão de prova. Enquanto o Vini ficou logo atrás do pelotão de elite, eu fui lá para as últimas divisões.

    Antes da largada eles sempre cantam o hino nacional - que é lindo e normalmente à capela -, e logo na sequência o pessoal começa a largada, espaçada em cerca de um minuto para cada setor. Essa é a primeira parte que chama atenção: o pessoal realmente respeita as largadas, sendo assim, você corre com pessoas do seu ritmo, sem atropelos ou lesminhas. (Na minha largada rolou uma homenagem aos combatentes americanos mortos em guerras e conflitos, bem bonito! Familiares bastante emocionados!)

    O percurso da prova não foi tão fácil quando parecia, na verdade, ele é tão complicadinho quanto o de Curitiba, com inúmeras subidas e descidas íngremes. Mas durante todo o percurso (que tinha de 21k e 42k), muitas pessoas na rua, hidratação perfeita com água e isotônico (em um ou dois pontos com carbogel), e muita animação dos músicos que ficam a cada milha (característica do circuito Rock’n’Roll, que acontece em várias cidades dos EUA e em outros países).

    Mesmo sendo uma prova cascudinha, fizemos bons tempos: o Vini RP com 1:38:57 e eu RP com 2:39:49. A medalha, bonitona, estampa alguns pontos da cidade, como o Space Needle. O pós-prova também foi lindo: água, frutas, pretzels, isotônico, achocolatado, barra proteica. E mais... Música, festa e uma cervejinha para hidratar!

    Quem aqui já fez provas internacionais? O que acharam? Em breve, a prova de Vancouver, no Canadá.

  • Conheça alguns tipos de treino de corrida

    Conheça alguns tipos de treino de corrida

    Não pense que é só colocar os tênis e sair correndo para melhorar a sua performance e se tornar um corredor melhor

    É normal que, com o passar do tempo, o corredor resolva se arriscar mais no esporte, seja tentando reduzir os seus tempos em provas de 5 ou 10 quilômetros ou resolvendo encarar os 21 ou 42 quilômetros, assim como as ultramaratonas. Essas escolhas são individuais e geralmente estão alinhadas a uma busca de melhora de performance.

    Ao contrário do que se fala, não basta colocar o tênis no pé e simplesmente sair correndo, embora sempre seja uma opção em alguns casos. Uma planilha, que misture os diferentes tipos de treinos, costuma dar mais resultado e fazer seu corpo evoluir de uma forma mais rápida, seja para suportar mais quilômetros ou aumentar o seu ritmo.

    Além disso, ao diversificar os estímulos, o corredor passa a se conhecer ainda mais, entendendo como o seu corpo reage ao pace, à velocidade, entre outros aspectos. O treinador e sócio proprietário da V8 Assessoria Esportiva Daniel Oliveira Júnior apresenta alguns tipos de treinos e os seus objetivos.

    Longo – Dependendo do objetivo do corredor, ele visa aproximar a distância de competição com o treino. Geralmente, usa-se essa terminologia para treinos com mais de 15 quilômetros, pois são mais longos do que o normal. No entanto, para quem busca uma maratona, os longos costumam superar os 30 quilômetros.

    Fartlek – Trata-se de um treino variado, que estimule o corpo de diferentes maneiras. Estabelecem-se variações de velocidade por tempo ou por distância, assim como de terreno e de ritmos, sem necessariamente ser organizado de uma forma exata. Exemplo: Correr 1 minuto rápido e 2 minutos devagar; correr 1 quilômetro rápido e um mais lento. A ideia é justamente fazer com que o corpo não se acostume com o ritmo.

    Intervalado – Se você já viu um corredor sentado ou deitado no chão depois de passar voando por você, é bem provável que ele esteja fazendo um intervalado. O foco é fazer estímulos de velocidade separadas por um intervalo de tempo ou de distância. Por exemplo: um treino de 10 estímulos de 400 metros, com 100 metros de intervalo caminhando. Também pode-se fazer o intervalo somente de tempo, com um descanso entre cada série.

    Progressivo – Como o seu próprio nome já diz, a velocidade vai aumentando ao longo do treino. Em um treino de 6 quilômetros, pode-se aumentar o pace gradativamente: 1 km a 6’00’’, depois a 5’40’’, 5’20’’, 5’00’’, 4’40’’ e o último a 4’20’’. Essas velocidades são apenas exemplos e cada corredor deve ajustar o seu ritmo ao treino.

    Regressivo – É exatamente o contrário do progressivo. Em vez de focar no aumento de velocidade, a ideia é ir reduzindo o ritmo para terminar mais lento. Nos dois casos, é um treino que oferece o autoconhecimento e como o corpo reage a cada velocidade.

    Regenerativo – Visa apenas manter o corpo condicionado. Normalmente, é recomendado depois de provas ou de outro treino muito intenso, visto que sua intensidade deve ser bastante leve.

    Qual é o seu treino predileto?

  • Critérios para escolher a corrida certa para você

    Critérios para escolher a corrida certa para você

    Com um calendário cada vez mais inchado, listamos alguns critérios que podem ser usados para você escolher o percurso certo

    Quando você completa alguns anos de corrida, acaba conhecendo boa parte das provas que são realizadas em sua cidade. Algumas delas viram suas prediletas, outras nem tanto, por uma série de motivos pessoais e critérios usados pelos corredores para escolher suas provas.

    Cada vez mais, até mesmo a fim de facilitar o planejamento para o ano, os corredores montam o seu calendário, pensando em provas-alvo, provas-treino e para conseguir organizar os compromissos pessoais e profissionais. Listamos alguns dos fatores usados por nós antes de fazer as inscrições.

    Local – Com quase 8 anos de experiência em corridas, temos optado por fazer mais provas fora de nosso círculo tradicional. Por esse motivo, em 2017, fizemos meias maratonas em São Paulo e Rio de Janeiro. Neste ano, fomos para Camboriú e iremos para Vancouver, Seattle, Florianópolis e São Paulo. Em suma, resolvemos fazer turismo e correr ao mesmo tempo – e é uma delícia!

    Distância – Esse talvez seja o aspecto mais analisado pelos corredores. Boa parte das provas oferece distâncias de 5 e 10 quilômetros. Há um número mais limitado de opções de provas na casa dos 15 quilômetros – ideias para aqueles que buscam a transição dos 10 para os 21. Meias maratonas e as maratonas requerem um planejamento mais longo, porque oferecem menos opções no calendário, assim como exigem um plano de treinamento com antecedência.

    Terreno – Você gosta de corrida de rua, de se aventurar em trilhas, encarar a areia da praia ou de superar obstáculos?

    Data - Você vai estar disponível e preparado para a distância escolhida neste dia? Para provas de longa distância, como meias e maratonas, recomenda-se pelo menos um período de quatro meses para acostumar o corpo à distância.

    Altimetria – Quanto mais pesada for a altimetria, mais complicada será a prova – mesmo que você seja do tipo de corredor que adora subidas e descidas. Por esse motivo, alguns corredores optam por percursos mais leves ou pesados, conforme os seus objetivos. Uma prova com grande altimetria se torna mais complexa para bater recordes pessoais, assim como exige mais cuidado e atenção no período de treinamento, a fim de simular as situações que serão vividas.

    Percurso – Pessoalmente, uma das coisas mais irritantes são os percursos de duas voltas em um mesmo lugar ou que contam com muitas idas e voltas. Por esse motivo, sempre olho o trajeto em cada um dos trechos desejados antes de fazer a escolha. Também costumo evitar provas em sequência pelos mesmos locais.

    Valor – Sabemos que a inscrição das provas está cada vez mais pesada. Por esse motivo, torna-se um critério de escolha, levando em conta uma série de atrativos e critérios para se escolher: vantagens do kit, quem é o organizador; percurso, entre outros detalhes.

    Você usa algum outro critério para escolher e montar o seu calendário ao longo do ano? Se sim, conta para a gente!

  • A primeira vez em uma corrida de obstáculos

    A primeira vez em uma corrida de obstáculos

    Depois de encarar a trilha, foi a vez de enfrentar a lama, o lago, o parkour e muito mais na Corrida de Obstáculos, no dia 26 de maio

    Assim como já disse ao fazer minha primeira corrida em trilha, sou essencialmente um corredor de rua. Procuro sempre treinar para melhorar a postura, a cadência e o comprimento dos passos, além de melhorar os meus tempos.

    Antes da prova

    Dito isso, não sabia exatamente o que esperar da Corrida de Obstáculos, realizada pelo Grupo Uninter no dia 26 de maio. A descrição era clara: mais de 40 obstáculos em 3,5 quilômetros. A questão era: “O que vem pela frente” Por não saber ao certo o que enfrentaria, optei por fazer a inscrição no modelo “treinamento” e não na “competição”, o que significa que poderia fugir de qualquer obstáculo, se assim o desejasse.

    No dia, um sábado típico curitibano, nublado e com uma garoa extremamente fina, cheguei ao 20 BIB, no Bacacheri, e me dei conta do que seria a prova. Como estava na quarta e última bateria do treinamento, pude acompanhar as pessoas chegando, correndo ou andando, com as roupas cheias de lama e indo tomar banho em um caminhão mangueira do exército.

    Preciso fazer um intervalo aqui para dizer que gosto muito de esportes e de atividades físicas, mas tenho certa preguiça de me molhar e seguir correndo, assim como ficar com lama pela cintura. Mas, já que estava lá, bora enfrentar, não é mesmo?

    Concluindo no pós-lama!

    A largada foi às 10h15, com um grupo de aproximadamente 30 pessoas, entre homens e mulheres. Basicamente, você corre por uns 200/300 metros e logo tem a primeira poça de lama, com água até a altura dos joelhos. Não pensei duas vezes e segui o caminho, tentando correr ou andar o mais rápido possível. Ainda estava tentando não sujar as mãos, até prender o pé e ter que me apoiar para não ir de cara na lama. Batizado feito, vamos em frente.

    A prova se divide em duas fases muito claras: a primeira na floresta, e a segunda no asfalto. Na mata, além da lama, é preciso atravessar um lago (nadando ou segurando em uma corda), subir e descer morros com cordas ou escorregando, simular um tiro, rastejar na lama e etc.

    Na segunda parte, os desafios são mais urbanos: fazer barra, carregar peso, pular muros, escalar cordas, além de uma espécie de parkour, no qual é necessário encontrar a forma mais rápida de superar os obstáculos. Confesso que, apesar do que disse antes, me senti muito mais à vontade no mato do que fazendo a etapa do parkour.

    O resultado

    Na largada, perguntei a um homem, que parecia bem preparado, em quanto tempo ele estava esperando fazer: “1h15” foi a resposta. Considerei aquele tempo o meu alvo – como corredor, a gente sempre estabelece um objetivo – sem saber se aquilo seria bom ou ruim.

    Aquele banho recompensador, porém gelado

    Concluí a prova em 50 minutos, em primeiro de minha bateria, com uma sensação de bem-estar muito grande. Até o banho de mangueira foi gostoso, apesar do friozinho. Como os estímulos são variados, você não sente a fadiga clássica da corrida de rua, especialmente nos tornozelos, joelhos e quadris.

    Uma experiência que certamente será repetida no futuro, de preferência em um dia um pouco mais quente!

    Dicas

    Algumas dicas se você pretende fazer algo do tipo:

    - Use o seu tênis mais velho, porque você pode imaginar como ele vai chegar ao fim do percurso.

    - Use calça e camiseta de manga comprida, pois você vai evitar arranhões e pequenas lesões.

    - Se você é do tipo competitivo e está bem fisicamente, pode se inscrever direto na categoria “competição”.

    - Deixe de lado o nojinho e vá viver essa experiência!

  • Calendário de Corridas de Curitiba: julho a setembro

    Calendário de Corridas de Curitiba: julho a setembro


    Confira as provas agendadas para o terceiro trimestre de 2018 na capital paranaense e proximidades

    De maratona na Serra da Graciosa a meia maratona, o calendário de provas de Curitiba promete no terceiro trimestre. Conheça, abaixo, as provas já agendadas para o período entre os meses de julho e setembro.

    As informações desse post se baseiam no calendário definido pela prefeitura de Curitiba para 2018. Se sentiu falta de alguma prova ou de algum percurso nas proximidades da capital, entre em contato para que possamos atualizar a informação. Algumas das etapas também não tiveram suas inscrições abertas até o momento.

    1 de julho
    Maratona Serra da Graciosa – 42 km (revezamento 21 km)
    Informações e inscrições: https://www.glpromo.com.br/eventos-esportivos/maratona-serra-da-graciosa/38

    08 de julho 
    Track & Field Run Series – Pátio Batel – 5/10 km
    Inscrições e informações: https://www.tfsports.com.br/eventos/tfrs-patiobatel-2018
    -
    2º Circuito Popular de Corrida – 5/10 km
    Inscrições e informações: http://www.eliteeventos.com/eventos/

    15 de julho
    Circuito das Estações – Inverno – 5/10 km
    Inscrições e informações: http://circuitodasestacoes.ativo.com/curitiba/inverno/

    22 de julho
    Circuito de Corridas Rústicas das Indústrias – Etapa Novozymes – 5/10km
    Inscrições e informações: http://www.sesipr.org.br/corridasrusticas/inscricoes-2018-1-11190-125911.shtml
    -
    6ª Corrida e Caminhada Mais Marias – 5 e 10 km
    Inscrições e informações: https://www.maismarias.org.br/corrida-mais-marias

    29 de julho
    IX Corrida de Revezamento das Nascentes do Iguaçu – 108 km
    Inscrições e informações: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/equipe-smelj/110 

    05 de agosto
    Meia Maratona de Curitiba Uninter – 5km/21km
    Inscrições e informações: https://www.ticketagora.com.br/e/Meia-Maratona-De-Curitiba-Uninter-5401

    12 de agosto
    22ª Prova Pedestre PMPR – Cel. Sarmento – 5/10km
    Inscrições e informações: https://www.ticketagora.com.br/e/Circuito-Pmpr-3-Etapa--22-Corrida-Da-Policia-Militar-Do-Parana--Coronel-Sarmento-5704
    -
    Circuito Sesc Caminhada e Corrida de Rua - 5/10km

    19 de agosto
    Meia Maratona de Revezamento – 5km/42km
    Inscrições e informações: http://www.thomeesantos.com.br/calendario

    23 de agosto
    Esquenta de Corridas – Etapa 4 – 5/10km

    26 de agosto
    3ª Etapa Circuito de Corridas Prefeitura – 5/10km
    Inscrições e informações: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/equipe-smelj/110

    02 de setembro
    Circuito e Caminhadas Viva com Saúde – 5/10km

    16 de setembro
    Circuito de Corridas Rústicas das Indústrias – Etapa Bosch – 6/13km
    Inscrições e informações: http://www.sesipr.org.br/corridasrusticas/
    -
    XV Corrida da Polícia Civil – 5/10km
    Inscrições e informações: http://www.thomeesantos.com.br/calendario

    30 de setembro
    Corrida do Fogo – 5/10km

     

  • Inscrições do primeiro lote da Meia Maratona de Curitiba Uninter encerram dia 21

    Inscrições do primeiro lote da Meia Maratona de Curitiba Uninter encerram dia 21

    Com um percurso já conhecido pelos corredores, a Meia Maratona de Curitiba Uninter será realizada no dia 05 de agosto, com largada no Museu Oscar Niemeyer e passagens pelos bairros Centro, Centro Cívico, Rebouças, Água Verde, Batel, Cristo Rei, Jardim Botânico, Alto da Glória e Juvevê.

    Com um percurso desafiador e de altimetria elevada, especialmente na fase final, a prova reuniu, em 2017, mais de três mil corredores. As inscrições estão abertas e seguem, no lote inicial, até o dia 21. Até o dia 28 de julho, os interessados podem garantir a sua participação na prova.

    “Em 2017 já nos surpreendemos com o público, e neste ano a expectativa é que mais pessoas se animem e participem desse grande encontro esportivo, um dos mais tradicionais da cidade”, diz Fabiano Ozique, gerente de marketing e comunicação da Uninter.

    As inscrições online podem ser feitas por meio do site: www.esportepraviver.com.br. Além da modalidade 21 e 5 quilômetros, a prova conta com o percurso da meia maratona dividido em duplas e uma caminhada de 3 quilômetros. As crianças também poderão participar da modalidade kids, que vai dos 4 até os 12 anos, com separações por idade.

    Serviço
    Meia Maratona Uninter de Curitiba
    Data: 5 de agosto
    Horário: A partir das 7 horas
    Modalidades: 3 km (caminhada), 21 km (solo e dupla) e 5 km.
    Local: Museu Oscar Niemeyer
    Mais informações: www.esportepraviver.com.br

  • Lapa comemora os 249 anos com corrida rústica

    Lapa comemora os 249 anos com corrida rústica

    Com sua origem ligada ao tropeirismo, a Lapa – distante cerca de 70 quilômetros de Curitiba – é uma das cidades mais antigas do Paraná e mantém seu Centro Histórico com as características originais. Com a economia baseada em atividades agropecuárias, o município tem investido cada vez mais em turismo, especialmente devido aos seus aspectos históricos e à gastronomia típica.

    Será em meio às ruas de paralelepípedos, as réplicas de luminárias antigas e as construções em estilo colonial português que os atletas cumprirão o percurso da Corrida de Aniversário da Lapa, realizada no dia 27 de maio (domingo), com largada prevista para as 9 horas.

    Com saída em frente ao 15° Grupo de Artilharia de Campanha Auto Propulsado Grupo General Sisson (GAC AP), a corrida rústica terá as distâncias de 5km e 10km (que consiste em 02 voltas), além de Caminhada 3k e Corrida Kids (para crianças e adolescentes entre 04 e 12 anos).

    Além da prática esportiva, a prova incentiva também o turismo local, com a possibilidade de saborear de pratos típicos da região (como o virado de feijão com torresmo, a quirera, os tijolinhos de abóbora e a coxinha de farofa) ao concluir o percurso.

    Inscrições

    Informações e inscrições online até 22/05 ou até o limite técnico de 600 participantes por meio do site:

    https://www.glpromo.com.br/eventos-esportivos/corrida-de-rua-aniversario-da-cidade-lapa/47

    Programação

    7h30 - Abertura do evento

    7h30 – 8h15 - Entrega de kit para atleta não residente em Curitiba e Região Metropolitana

    8h45 – 8h55 – Alinhamento dos atletas no funil

    9h – Largadas

    9h45 – 10h20 – Início da premiação 5 km e 10 km

    10h30 – Início Corrida Kids

    11h - Encerramento do evento

  • Teste genético para corredores

    Teste genético para corredores

    Os treinamentos de corrida e mesmo as orientações nutricionais para os corredores são desenvolvidos conforme uma regra geral, na maioria das vezes, como se todas as pessoas tivessem os mesmos pontos fortes e fracos para melhorar o seu desempenho. Mesmo quando individualizado, por mais personalizado que seja um treino, ele pode não ser totalmente eficiente para determinado atleta, em razão da composição corporal de cada um.

    Hoje, para diferenciar cada pessoa, é possível realizar exames de genética preditiva, identificando as necessidades específicas de cada um. Por meio deles, pode-se avaliar uma série de características, desde as demandas nutricionais, passando pela propensão a lesões e até mesmo o tipo de treino mais adequado para cada pessoa evoluir no esporte.

    Informação para sempre

    “Trata-se de uma informação para ser levada para o resto da vida. É uma análise de DNA, algo que não vai se modificar com o passar do tempo”, esclarece a biomédica Thamile Reus, da Clínica EmagreSee, local onde são realizadas as coletas para diversos exames genéticos em Curitiba. A coleta é simples, com o uso de uma espécie de esponja na bochecha, e os resultados são enviados para o Pro Genomics Genética Preditiva, em Maringá, e ficam prontos em até 30 dias.

    Os testes mais completos, como os realizados na Clínica EmagreSee, dão especificações individuais do paciente, sendo possível determinar os melhores treinos e nutrição. “Toda pessoa tem um metabolismo específico. Os testes personalizam os resultados e indicam muitos caminhos para quem quer ser um atleta melhor ou mesmo melhorar a qualidade de vida”, explica a médica Tatiana Patruni.

    Qual o seu perfil?

    Será que você conta com o tipo de fibra muscular mais adequada para corridas a longa distância? Você é do tipo que aguenta treinar todos os dias ou enfrenta dificuldade na recuperação muscular? Qual a sua resistência mental para suportar exercícios mais longos, como meias maratonas e maratonas?

    Ao realizar esse teste, é possível responder a algumas dessas questões e entender melhor o funcionamento e o comportamento do corpo, dentro da individualidade de cada um. A partir dessas respostas, o planejamento do tipo de exercício e treino mais adequados fica mais fácil, sem seguir uma regra geral.

    “O principal é entender o paciente de forma individual e única, para determinar quais as melhores atividades, a melhor nutrição ou tratamentos. Assim, ele poderá evoluir no desempenho e resultados”, diz Tatiana, uma das sócias da EmagreSee.

    O que pode ser analisado

    Os testes mais completos indicam uma série de aspectos físicos:

    • Tipos de fibras musculares

    • Propensão genética à força

    • Força muscular para isometria

    • Resistência muscular

    • Resistência mental

    • Resistência à hipóxia (redução do oxigênio, como na altitude)

    • Recuperação muscular pós-exercício

    • Flexibilidade

    • Lipólise

    • Vasodilatação

    • Resposta anti-inflamatória

    • Capacidade antioxidante

    • Risco de lesões ósseas

    • Lesões ligamentares

    • Cãimbras

    Também é possível analisar aspectos nutricionais:

    • Absorção de ácido fólico, vitamina C, vitamina D, ômega 3, de grãos integrais, gorduras insaturadas

    • Risco de intolerâncias (lactose, glúten, cafeína, álcool e sal)

    • Metabolismo de carboidrato, de gorduras

    São mais de 20 protocolos possíveis de realizar e cada um possui um valor. Mais informações pelo (41) 3121-2020 ou http://www.emagresee.com.br/.

  • Treinar a mente é tão importante quanto o corpo

    Treinar a mente é tão importante quanto o corpo

    Correr é só colocar um pé à frente do outro, certo? Errado! Estar bem fisicamente e acostumar o corpo às distâncias programadas é algo que todo corredor busca. Mas o que todo mundo que enfrentou uma prova, seja de rua ou trilha, sabe é que sua cabeça pode, em uma questão de segundos, lutar contra todo o seu ciclo de treinamentos, especialmente nas provas mais longas.

    É sobre este tema que a psicóloga e corredora de rua Morgana Marangone, de 25 anos, dá as suas dicas. “Tão importante quanto treinar o corpo é treinar a mente. É interessante que o atleta tenha um bom autoconhecimento a fim de conseguir se monitorar”, explica Morgana, que já concluiu maratonas e meias maratonas.

    Para equipes e atletas profissionais, há um investimento em Psicologia do Esporte. No caso dos amadores, as dificuldades mais comuns, conforme a psicóloga, são na manutenção do foco, automotivação e controle do estresse e ansiedade.

    Veja algumas dicas para se preparar melhor.

    - Vença as reclamações do corpo – Segundo Morgana, nosso corpo é programado para “reclamar” de tudo que é estranho ao organismo de imediato. Embora a corrida proporcione diversos benefícios à saúde (melhora do condicionamento, emagrecimento e fortalecimento muscular, mais disposição e bom humor), nem sempre essas vantagens são relacionadas no momento, afetando na motivação.

    - Desvie o foco dos pensamentos negativos – Em provas mais longas ou treinos de tiro, o preparo mental é mais do que necessário. Uma das dicas é priorizar a importância daquele treino dentro do ciclo e na evolução buscada.

    - Invista no autoconhecimento – Conheça-se. Compreenda as situações que geram mais desconforto e aprenda a manter o foco nos pensamentos que o mantém motivado. Isso é possível por meio do autoconhecimento, no qual, muitas vezes, a corrida ajuda as pessoas, como uma espécie de “higiene mental”.

    - Busque a evolução pessoal – Trabalhe a autoconfiança e a autoestima de forma a, cada vez mais, conseguir suportar treinos e provas mais intensas, tolerar velocidades cada vez mais rápidas ou mesmo um volume de treinos mais intenso.

    - Crie uma rotina – Transforme os treinos em um momento de lazer mais adequado ao seu dia a dia, seja pela manhã ou pela noite.

    - Tenha objetivos e uma planilha de treinos – Saber que há alguém monitorando seu esforço e performance pode ser um gatilho de motivação e benéfico para o desempenho. Alie essa planilha a uma meta específica dentro de um ciclo.

    - Faça amigos – Acompanhe outras pessoas com o mesmo hobby e conheça e compartilhe seus pontos fortes e fracos, troque experiências, planeje treino em conjunto.

    Quer contar suas experiências no mundo da corrida no blog? Como a sua profissão influencia no modo de correr ou como a corrida interfere em seu trabalho? Entre em contato pelo e-mail, pelo instagram @bomdedicadecorrida ou deixe um comentário.

  • Como se planejar para 13 maratonas no ano?

    Como se planejar para 13 maratonas no ano?

    Já imaginou fazer 13 maratonas em um ano? E se essa programação incluir 42 quilômetros na neve, no calor, viajando por vários países? Esse é o caso do gerente de projetos José Eduardo Motta Garcia, de 38 anos, que conta o apoio das marcas Adidas, Polar, Fisionoesporte, Nutricionista Stella Herrmann e o Jornal Corrida.

    Quer saber como simplificar o desafio de concluir uma maratona? “Uma das formas de tentar ‘suavizar’ a distância, é pensar que são 3 provas de 14 km. Faço isso para buscar o sub3h, por exemplo, pois sei que tenho que correr cada um dos trechos em menos de 1h”, explica.

     

    - Qual é o seu planejamento para 2018? Quantas meias? Quantas maratonas? Quais as principais provas serão realizadas?

    Meu calendário de 2018 inclui 13 maratonas e 4 meias maratonas, além de 3 revezamentos e outras provas menores. As maratonas neste ano serão bastante diversificadas, com alguns desafios interessantes. Iniciei em março em Little Rock no Arkansas, famosa por entregar a maior medalha do mundo aos concluintes. Fui o campeão da prova de 5k, na véspera, e o 13º colocado nos 42k, com 2h57min04, garantindo a terceira colocação na faixa etária.

    A próxima será Londres, onde farei a minha quinta major (restando apenas Tóquio para completar as seis principais maratonas do mundo). No dia seguinte, também na Inglaterra, faço novamente 42k na St. George’s Day Marathon. Em junho, vou para o Rio de Janeiro, na primeira edição do Desafio da Cidade Maravilhosa, onde farei a meia no sábado e a maratona no domingo. Na sequência, vou até Florianópolis, para os 42k do Mountain Do – Etapa Costão do Santinho e, em julho, a São Paulo City Marathon.

    Em agosto, uma experiência inédita para mim. Será a primeira vez correndo na neve, no Mountain Do - Etapa Fim do Mundo, em Ushuaia, na Argentina. Em setembro, duas provas onde o maior adversário serão as altas temperaturas, com as maratonas de Manaus e Salvador. Em outubro, vou até o Equador para a Maratona de Guayaquil, pois um dos meus objetivos é fazer maratonas em todos os países da América do Sul. Na semana seguinte, farei os 42k da Canastra Warriors Marathon, em Minas Gerais. Encerro o ano com a Maratona de Curitiba, em novembro, e o Rei da Montanha, em Mogi das Cruzes, em dezembro.

    - Como surgiu essa ideia de fazer várias maratonas ao longo do ano?

    As coisas foram caminhando para isso. Sempre gostei de fazer muitas provas, chegando a correr mais de 40 em apenas um ano, entre diversas distâncias. Nos últimos quatro anos, venho dando prioridade para as maratonas, principalmente depois de ter ido pela primeira vez na Maratona de Boston, em 2015. Virou um verdadeiro fascínio pelos 42,195 km. Você vê e vive emoções que não são da mesma forma para as demais distâncias. Os dias e horas que antecedem uma maratona, por exemplo, eu os vivo como se fosse a primeira vez na distância.

    - Como são os treinamentos (média de rodagem semanal, atividades realizadas)?

    Meus treinamentos não são diferentes do que a maioria faz. Procuro sempre fazer um treino longo (por volta de 30 km) no sábado ou domingo e, durante a semana, vario entre os de ritmo, intervalados ou apenas rodagem, dependendo da proximidade das provas. A média semanal varia entre 70 e 100 km. Também não deixo de fazer fortalecimento 1 ou 2 vezes na semana, pois considero fundamental para encarar uma sequência pesada de provas.

    - Como é a preparação psicológica?

    Apesar de sempre fazer as maratonas no meu limite, buscando me superar a cada prova, eu me divirto muito correndo os 42k. Gosto de ler sobre a próxima prova, analisar percurso, altimetria, tempos anteriores e conversar com quem já fez, mas não faço uma preparação psicológica específica. Uma das formas de tentar "suavizar" a distância, é pensar que são 3 provas de 14 km. Faço isso para buscar o sub3h, por exemplo, pois sei que tenho que correr cada um dos trechos em menos de 1h.

    - Que tipo de dica você pode dar para quem pretende enveredar nas corridas mais longas (meias, maratonas e ultras)?

    A principal dica que posso passar é ter paciência e não partir para as maratonas por pressão de amigos ou redes sociais. A evolução deve ser natural, e só você pode saber se está preparado ou não. Eu já tinha seis anos de corrida e muitas provas quando fiz a minha primeira maratona, e não pensava em encarar longas distâncias nos primeiros anos. Vejo muita gente correndo os 42 km sem nenhuma preparação, levando várias horas para percorrer a distância e submetendo o corpo a um grande sofrimento. Isso para mim não é superação.

    Veja mais sobre os treinos, as dicas e as provas concluídas por meio do instagram @joseedugarcia, onde Garcia compartilha suas experiências no mundo da corrida.

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