• 28/01/2018

    Londrina será a capital do metal no sul durante o carnaval

    26230667_1453239698136486_514222119418983767_n A sexta edição do Open the Road Festival será realizada entre os dias 10 e 12 de fevereiro, em Londrina, em uma chácara na zona leste da cidade. Serão mais de 20 bandas, entre elas grandes nomes do metal extremo nacional, Genocidio, Leviaethan e Holocausto, além de Massacre (Colômbia) Atomic Agressor (Chile), Interceptor e Metaluria (Argentina). As quatro edições anteriores do festival foram em São Paulo. Em Londrina, será no formato open air (ao ar livre). Os shows do palco principal começam às 15 horas e vão até às 22 horas. Na sequência começam as atrações com entrada franca, do palco "Let it be Free". A maior parte desse cast é formado por bandas de Londrina e região, mas também há grupos de Curitiba, São Paulo e Argentina. "É um cast totalmente voltado para uma união de nosso continente sul americano", afirma Silvio Rocha, organizador do evento. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=mExPTAcxL-A Com quase 12 horas de programação musical diária, o Open the Road Festival também vai contar com estrutura para camping, food-trucks, cervejas e chopps artesanais, drinks exclusivos, restaurante, cafés especiais e outras atrações. O público deve chegar de vários pontos do Brasil. Já há confirmação de excursões paranaenses, dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, além de uma de El Dorado, na Argentina. Muitos fãs vão pernoitar na área de camping do evento, que já atingiu a lotação máxima, segundo a organização do evento. Os ingressos podem ser adquiridos através do site Ticket Brasil ou em pontos físicos relacionados no site da Open the Road Agency, empresa organizadora do festival. A entrada inteira, para um dia de evento, custa R$ 200, mas quem aproveitar a compra antecipada paga o valor promocional de R$ 120. A meia entrada sai por R$ 100. Quem quiser acompanhar toda a programação pode comprar um combo, que da acesso aos 3 dias de shows e estacionamento. O valor da entrada inteira é de R$ 300 e com a promoção sai por R$180. Já a meia custa R$ 150. O festival Organizado pela agência londrinense Open the Road, o evento já teve cinco edições, com nomes de peso como Benediction (Inglaterra), Nile (EUA), Assassin (Alemanha), Ratos de Porão (Brasil) e Metalucifer (Japão). Na sexta edição, a agência decidiu migrar o festival para Londrina, o que foi possível graças a diferentes patrocinadores e apoiadores da cidade. Além de ser estruturado no formato "open air" (ao ar livre), o evento passou a dar maior ênfase à união do continente latino-americano. "Tendo como meta tornar-se uma referência de união entre os países do México ao extremo sul da América do Sul", destaca o proprietário da agência, Silvio Rocha. Serviço Open the Road Festival Data: 10, 11 e 12 de fevereiro de 2018 Local: Xákara Eventos, Estrada dos Limoeiros – Estrada dos Pampas 153 (Londrina/PR) Ingressos: ticketbrasil.com.br/festival/5483-opentheroadfestival-londrina-pr Valores: Pista Individual para um dia R$ 100 - Meia-entrada R$ 120 - Promocional R$ 200 - Inteira Pista para os três dias (Combo) • Ingresso + Camping (esgotado) + Estacionamento R$ 150,00 - Meia-entrada R$ 180,00 - Promocional R$ 300,00 - Inteira Estacionamento - Limitado para 150 carros - R$ 20 por dia Meia-entrada: Válida para estudantes, professores da rede pública, maiores de 65 anos, doadores de sangue e deficientes físicos, todos com carteira do ano letivo. Lote de 40% do evento, destinado a meia-entrada conforme a lei. Promocional: Lote promocional e limitado destinado para divulgação do evento. Pontos de venda em Curitiba: - Túnel do Rock (Rua XV de Novembro, 74 - Centro) - Dr. Rock (Shopping Metropolitan - Loja 04, Praça Rui Barbosa, 765 - Centro) - Metal Mania (Rua Izaac Ferreira da Cruz, 3018 - Loja 01 - Sítio Cercado)  
  • 25/01/2018

    Alma Negra lança o segundo CD neste ano. Confira a entrevista

    alma1 Agenor, Maito e Tiago Braga   Quem frequenta o underground curitibano certamente já se deparou com os três cabeludos do Alma Negra, uma das bandas mais presentes em espaços como Lino’s Bar, Lado B e 92 Graus. Formado por volta de 2010, o trio composto por Tiago Maito (baixo e vocais), Tiago Braga (guitarra e vocais) e Agenor Nicolodi (bateria) parte do heavy metal básico e mistura influências de thrash e death metal em seu som, como pode ser conferido no primeiro CD, “Alma Negra”. Eles estão para lançar o segundo CD, que já está pronto, e estão fechando a agenda de shows para este ano. E vale a pena conferir: os caras tocam pra cacete. Segue abaixo a entrevista com a galera do Alma (sim, ainda fazemos entrevistas no estilo fanzine): Como foi o início do Alma Negra? A primeira reunião foi em 2009 ou 2010, onde Agenor e Braga começaram um projeto para tocar Ozzy cover, mas o Ozzy nunca foi achado. Nesta época Felipe Biagio, grande baixista da capital paranaense, controlava as quatro cordas. Após isso Braga e Agenor continuaram a parceria, agora com repertório de musicas autorais, com o conjunto denominado Drawma, com Carlos nos vocais e Helton no baixo. Pouco tempo durou essa formação, mas rendeu boas ideias. Em meados de 2011 Maito ganhou um baixo usado de Braga, assim começando a banda Gamera juntamente com Heise na bateria. Por motivos do destino Gamera virou uma música e foi a primeira que reuniu o power trio Agenor, Braga e Maito, dando início ao Alma Negra. Com essa formação passaram pela banda dois grandes vocais, Criss Pop (que batizou a banda como Alma Negra) e Rod Kafka, mas não ficaram muito tempo por motivos diversos. Acabaram deixando um grande legado para o Alma Negra. Assim com a saída dos vocalistas, o Power trio começou a incorporar as vozes, que ao acaso Maito assumiu como novo frontman da banda. Como começou a relação de vocês com o metal? Na adolescência. Bandas como Black Sabbath, AC/DC, Slayer, Morbid Angel, Megadeth, Death, Pantera e King Diamond sempre fizerem parte de nossa história. O Metal acabou se transformando em um estilo de vida e é com essa atitude que o Alma Negra sobe no palco e toca suas músicas, ou seja, um metal feito de coração. https://www.youtube.com/watch?v=CHq-TOWn_yo Vocês definem o Alma Negra apenas como heavy metal, mas influências de estilos mais pesados acabam aparecendo. É difícil definir um estilo único para banda, pois passamos por várias vertentes e ritmos do metal em nossas composições. Algumas de nossas principais influências foram citadas na resposta anterior. Envolve rock, heavy metal, thrash, death, entre outros. Tentamos passar algumas verdades e emoções da vida e da consciência humana em nossas letras, melodias e solos. Como foi o processo de gravação do primeiro álbum? Em nosso primeiro álbum (confira lá embaixo) já existiam músicas compostas em reuniões anteriores dos integrantes, onde letras já haviam sido criadas, conseguimos colocar nossas novas idéias e composições foram criadas para fechar o álbum. Para o nosso segundo CD, que certamente será lançado em 2018, as músicas foram feitas todas em reuniões da banda entre ensaios e bebedeiras, todos juntos. O álbum intitulado “Alma Negra” foi produzido e gravado no Kafofo Studio, nossa segunda casa, onde também funciona um estúdio de ensaio e gravação para várias bandas de cidade. Já a mixagem final foi feita por Maicon. Nosso segundo CD está seguido o mesmo processo. O álbum esta todo composto, estamos em processo de gravação e seu lançamento está previsto para meados de 2018. Várias bandas cantam em português atualmente, o Alma também. Como foi essa escolha? Desde o inicio da banda a intenção nunca foi escrever letras em inglês ou em qualquer outro idioma. No português conseguimos achar nossa essência, nossa raiz e além de tudo é nosso idioma, onde em riffs, solos e tercinas tentamos transformar em uma coisa única o que tocamos. alma3 Vocês estão sempre presentes no underground curitibano, quais os planos para 2018, além de lançar o CD? O Lado-B, o 92 Graus e o Linos’s Bar são lugares que sempre abriram as portas para nós, assim sendo nossos bares preferidos para tocar, juntamente com o público em geral, que sempre está presente em nossos shows, assim fazendo parte da legião underground curitibana. O dia 17 de dezembro foi um dia muito especial para banda, conhecemos o pessoal do Khrophus, de Santa Catarina, e o Mortuorial Eclipse, da Argentina. Mais uma vez ao lado de nossa banda irmã Slammer, que sempre abriu portas para o Alma Negra. Fizemos nosso primeiro show em Paranaguá, e apesar de pouco tempo de apresentação ficamos muito contentes com o evento. Em 2018 queremos tocar cada vez mais em eventos em outras regiões, não deixando de comparecer em eventos em nossa cidade sempre que chamados. Nossa agenda de 2018 esta em fase de fechamento de datas. Contato: Kafofo Studio: (41) 98808-2384 E-mail: [email protected] Facebook: www.facebook.com/BandaAlmaNegra Soundcloud: www.soundcloud.com/bandaalmanegra Instagram: almanegraheavy https://www.youtube.com/watch?v=Ftk3dcdpoME
  • 25/01/2018

    Guitarrista Frank Blackfire se apresenta em Curitiba em março

    blackfire   O guitarrista Frank Blackfire, que tocou em álbuns clássicos de dois dos maiores nome do thrash metal alemão, Sodom e Kreator, fará uma apresentação em Curitiba no dia 8 de março, no Jokers. Depois dessa turnê ele voltará ao Sodom após quase 20 anos - o anúncio foi feito nesta semana pela banda. Com o Sodom, Blackfire participou do EP "Expurse of Sodomy" (1987) e os álbuns Persecution Mania (1987), o ao vivo "Mortal Way of Live" (1988) e "Agent Oragen (1989). Depois, seguiu para o Kreator e participou dos discos "Coma of Souls" (1990), "Renewal" (1992) e "Cause for Conflict" (1995). Ele também tocou no Assassin. Neste show, Blackfire tocará apenas músicas do Sodom e do Kreator, como "Remember de Fallen". https://www.youtube.com/watch?v=NWLvKFpnCaI   Os ingressos custam R$ 30 (primeiro lote), R$ 40 (segundo lote) e R$ 50 (na hora). As vendas começam nesta sexta-feira (26), nas lojas Túnel do Rock, Dr. Rock e Let's Rock. A abertura ficará a cargo da banda curitibana de death metal Ethel Hunter. Confira aí o Ethel Hunter! https://www.youtube.com/watch?v=5ZQ3ZCym4cE
  • 23/01/2018

    Com nova formação, Choke divulga música inédita e lança EP em março

    choke12.2017pb A nova formação do Choke (foto: Giuliana Veiga) Com nova formação, a banda curitibana Choke acaba de lançar a música “Apocalyptic Carnival”, que fará parte do EP “Supernova”. “Apocalyptic Carnival” foi gravada no estúdio Silent Music, em Curitiba, com produção de Karim Serri. O registro marca a estreia da nova formação do Choke: junto ao vocalista e fundador Ottavio Lourenço e o baixista Tony Martins estão o guitarrista Paulo Lidio e a baterista Cris Nascimento. A arte é de Giuliana Veiga. A banda define “Apocalyptic Carnival” como “uma crítica a um círculo vicioso de ignorância que assola a atual realidade brasileira: desinformação refletida nas redes sociais, o que alicerça discursos totalitários e dá força a atrocidades políticas como a bancada evangélica. Grupo este que reforça pensamentos limitados que se refletem na tela do computador – a reprodução midiática da ignorância”. 1400 O EP “Supernova” terá a participação do tecladista Fernando Nahtaivel em algumas faixas, e trará letras inspiradas no filósofo romeno Emil Cioran. O EP será lançado em março deste ano nas plataformas digitais e em CD. Com duas décadas de estrada, o Choke lançou “Slum Radio” (2003), “Manifest from Sudamerica” (2008), “Latino Revolution” (2012) e “Les Liquid Temps” (2015). Confira aí a faixa “Apocalyptic Carnival”: https://www.youtube.com/watch?v=q0vYtjq_KK4
  • 22/12/2017

    Metal brasileiro perde a voz de Mario Linhares

    21768245_1431668426868624_6399149381898782404_n   Morreu nesta sexta-feira (22) Mario Linhares, dono de uma das maiores vozes do metal brasileiro. Vocalista do Dark Avenger e do Harllequin, Mario tinha 45 anos e foi internado em Brasília para procedimentos cardíacos de emergência, mas não resistiu. Ele nasceu em Fortaleza, em 1º de junho de 1972, e criou o Dark Avenger na década de 1990 em Brasília. Ao longo de sua carreira, Mario se destacou como uma das mais poderosas vozes do heavy metal e do power metal no país. Com o Dark Avenger, lançou "Dark Avenger" (1995), "Tales of Avalon: The Terror" (2001), o EP "Dark Years" (2003), " Tales of Avalon: The Lament" (2013), o ao vivo "Alive in the Dark" (2015) e "The Beloved Bones: Hell" (2017). Com o Harllequin foram lançados o EP "King of the Dead" (2005), "Archangel Asylum" (2008) e Hellakin Riders (2012). Nossas condolências aos familiares e amigos de Mario Linhares. https://www.youtube.com/watch?v=WOuLhWHxq1I
  • 03/12/2017

    Underground brasileiro perde Cherry, do NervoChaos e do Hellsakura

    24232714_10156110484954645_2594654073788319234_n O underground brasileiro está de luto, morreu neste domingo (3) Cherry Sickbeat, guitarrista do NervoChaos e guitarrista/vocalista do Hellsakura, ambas de São Paulo. Ela descobriu recentemente que tinha um câncer. Nossos sentimentos aos familiares e amigos de Cherry. ch
  • 30/11/2017

    Curitiba verá o Pestilence em abril

    23844394_382176545568868_814068163763558831_n   O Pestilence, maior nome do thrash/death metal holandês, tocará no Brasil em abril de 2018. O grupo passará por Curitiba, no Jokers Pub. Fundado ainda nos anos 80, o grupo lançou sete álbuns de estúdio, o último deles "Obsideo", em 2013. O Pestilence passou do thrash ao death e chegou a flertar com o metal progressivo na década de 1990. "Consuming Impulse", álbum de 1989: https://www.youtube.com/watch?v=cQc4ZKH185E  
  • 30/11/2017

    Nervosa em Curitiba no sábado

    23795740_381636942289495_6352341602378646493_n   O Nervosa, trio paulistano de thrash metal que vem fazendo extensas turnês pela Europa e pela América Latina, se apresenta pela primeira vez em Curitiba no próximo sábado, no Jokers (Rua São Francisco, 164). O festival Metal Thrashing Mad ainda terá as locais Jailor, Hell Gun e Slammer. O Nervosa é formado por Fernanda Lira (baixo e vocais), Prika Amaral (guitarra) e Luana Dametto (bateria) e lançou os álbuns "Victim of Yourself" (2014) e "Agony" (2016). https://www.youtube.com/watch?v=BH7oNQ2SYs8
  • 27/11/2017

    Tripanossoma, violência sonora mais que necessária

    20150522_003247 O TRIPANOSSOMA surgiu em 2008 em Curitiba com o objetivo de fazer música da forma "mais pesada, veloz e suja" possível. Desde então, o trio vem cumprindo a promessa. Lançado no Youtube, o álbum "Nunca subestime a madrugada" é uma paulada sonora com influências do metal extremo oitentista e do punk. Sem invenções e modernices, como explica o baterista Horak: "Não concordamos com os rótulos de thrash core, metal core, ou qualquer rótulo que vincule ao som moderno. Mais adequado seria associar o Tripa aos sons das antigas", diz. Além da sonoridade suja e direta, também chamam atenção as letras. "As letras do Tripanossoma foram cuidadosamente elaboradas levando em conta as regras gramaticais da linguagem culta", diz Horak. Leia aí a entrevista com Horak e ouça "Nunca subestime a madrugada". Mob Metal - Como foi o início do Tripanossoma? Quando começou? Houve muitas mudanças de formação, qual a formação atual? Hordak - O Tripa foi criado em 2008 por mim junto com um mano do bairro, pra fazer som próprio em português da forma mais pesada, veloz e suja que conseguíssemos. No início diversos integrantes passaram pela banda, cada um trazendo suas próprias influências e, de alguma forma, agregando algo às composições. Após diversas mudanças a formação se estabilizou com Hordak (eu) na bateria, Grizlor no baixo e voz e Mantena na guitarra. Mob Metal - O álbum “Nunca Subestime a Madrugada”, que está disponível no Youtube, mostra influências de thrash/death metal oitentista e crossover. Foi algo natural, ou partiu de algumas influências definidas? Hordak - Desde o início a idéia é mesclar riffs de metal tradicional dos anos 80 com a atitude punk da geração 77, presente no som e nas letras. O resultado desta fusão é um som sujo, veloz, que transita entre o punk e o metal, mantendo-se sempre fiel à sonoridade oitentista. Por esse motivo, não concordamos com os rótulos de thrash core, metal core, ou qualquer rótulo que vincule ao som moderno. Mais adequado, portanto, seria associar o Tripa aos sons das antigas. Afinal, nunca tivemos a intenção de criar algo novo; pelo contrário, queremos soar igual as bandas que nos influenciaram. Temos influências de Amebix, DRI, Exploited, Discharge, Onslaught, Venom, Psychic Possessor, Vulcano e Sarcófago, dentre outras. Em breve pretendemos lançar o álbum também em formato físico. https://www.youtube.com/watch?v=zwNuyJKhwQc Mob Metal - Como é o processo de composição? Hordak - As composições seguem o princípio de que devem sempre estar de acordo com a vontade de cada um dos três membros. Todos devem estar plenamente satisfeitos com o que está sendo criado. Na verdade, independentemente de quem criou o quê, todas as letras e música são divulgadas como compostas pelos membros atuais, ex membros e amigos da banda. Isso reflete a união e parceria. Todo mundo contribui de alguma forma, de modo que nenhum membro possui maior ou menor participação no processo criativo. Mob Metal - As letras parecem bem trabalhadas, há uma preocupação especial com essa parte? Hordak - As letras do Tripanossoma foram cuidadosamente elaboradas levando em conta as regras gramaticais da linguagem culta. O vernáculo é levado a sério. Tais letras retratam assuntos polêmicos como violência gratuita, luta de classes, destruição do meio ambiente, falsa democracia, religiões alienadoras, repressão policial e, principalmente, o fato de o ser humano estar se auto-destruindo através de seu próprio ódio e ganância. Por motivos meramente lúdicos e, sob a perspectiva da liberdade artística e poética, muitas letras foram escritas em primeira pessoa gramatical, o que não deve sob nenhuma hipótese levar o interlocutor à equivocada interpretação de que a banda estaria incentivando, ou mesmo praticando tais atos. Um exemplo disso é a letra de “Beber e Dirigir”, que retrata a rotina de um alcoolista que conduz seu veículo em alta velocidade, oferecendo risco à sociedade. O fato de a letra estar redigida em primeira pessoa poderia levar o ouvinte desinformado a interpretar equivocadamente que a banda consente com tais atos, o que não é verdade. IMG_2942 Hordak, Grizlor e Mantena Mob Metal - No vídeo gravado no Tenda a banda tinha uma vocalista. A formação pode aumentar, ou vai se manter como trio? Hordak - O trio que gravou o álbum estabilizou-se em 2013 e, desde então, permanece fixo como formação oficial. No início de 2017, porém, Kassandra Speltri (ex vocal da AAAAAA Malencarada), uma talentosa atriz e amiga da banda foi convidada para participar de uns shows e, devido à afinidade com as músicas, recebeu o convite para se tornar membro oficial da banda. Neste contexto ocorreu a produção do vídeo do Tenda. Poucas semanas depois o destino fez com que ela se mudasse pra Alemanha, de modo que a formação voltou a ser o mesmo trio que gravou o álbum. De acordo com a banda, as chances de entrada de outros membros é quase inexistente. Mob Metal - Tem material novo, algum lançamento previsto? Hordak - Até o momento, o único lançamento previsto é o álbum “Nunca Subestime a Madrugada”, em formato físico, que atualmente encontra-se disponível apenas no Youtube. Existem planos também para a produção de outros vídeo clipes em breve. Paralelamente, novas composições já estão em andamento para fazerem parte de um álbum futuro. Algumas novas composições já têm sido apresentadas nos shows mais recentes. Mob Metal - Vocês têm feito várias apresentações no circuito curitibano, estão abertos para tocar em outros lugares? Qual o contato da banda? Hordak - Uma das metas para 2018 é a realização de apresentações em outros Estados pelo Brasil. Após vários anos de apresentações em Curitiba, estamos sentindo que chegou a hora de percorrer outras cidades para difundir o trabalho do Tripanossoma. O contato com a banda pode ser feito através da nossa fan page, ou pelo whatsapp +55 41 99997-4873. Tripa nova logo
  • 15/11/2017

    Accept: sempre uma aula do mais puro metal

    a1 Quatro décadas levando o mais puro heavy metal a todos os cantos do planeta é uma tarefa para poucos. E entre eles está o ACCEPT, maior nome do metal alemão que passou pela terceira vez por Curitiba na noite desta terça-feira (14). Mark Tornillo, Wolf Hoffmann, Uwe Lulis, Peter Baltes e Christopher Williams arrebentaram pescoços durante duas horas na Ópera de Arame para o lançamento de "The Rise of Chaos", seu 15º álbum de estúdio e o quarto da fase com o vocalista Mark Tornillo. O Accept no palco é algo impressionante desde a década de 1980, quando Udo Dirkschneider ainda segurava os vocais. A peteca nunca cai, ninguém fica parado, não se ouve uma microfonia, uma nota fora do lugar. E o destaque é o guitarrista Wolf Hoffmann, um dos maiores da história do metal e um dos primeiros a incorporar elementos de música erudita no rock pesado, ainda nos anos 70. Sem a cabeleira loira que ostentava nos 80, Hoffmann ainda atua como um verdadeiro maestro do metal. Ele e o baixista Peter Baltes são os únicos remanescentes da formação original e estiveram em todas as fases da banda. a11 Baltes e Hoffmann, a dupla original: um privilégio ver esses dois em ação O show começou com "Die by the Sword", do novo álbum, e seguiu com "Stalingrad", um dos "novos clássicos", do disco homônimo de 2012. Seguiram dois clássicos para fazer qualquer fã se descabelar, "Restless and Wild" (do clássico absoluto de mesmo nome, de 1982), e "London Leatherboys", do álbum "Balls to the Wall" (1983). Depois de "Living for Tonite" (do álbum "Metal Heart", de 1985), eles mandaram cinco sons do novo álbum. Deram um refresco com "Shadow Soldiers", quase uma "balada" da nova fase, e mandaram ver com mais clássicos oitentistas: "Neon Nights", "Princess of the Dawn", "Midnight Mover" e "Up to the Limit". Uma surpresa foi "Objection Overruled", do disco de mesmo nome de 1993. Foi quando Hoffmann e Baltes deram seu show particular. Emendaram com "Pandemic", uma cacetada da fase Tornillo, e fecharam a primeira parte com a imortal "Fast as a Shark", para muitos a primeira música de speed metal da história. A encore já era esperada: "Metal Heart", com sua passagem de "Für Elise" de Beethoven, "Teutonic Terror" (uma das músicas de metal mais fodas do século 21) e "Balls to the Wall", que nunca pode faltar. Vale dizer ainda que o baterista Christopher Williams é um monstro e que o guitarrista Uwe Lulis (ex-Grave Digger) garante o peso com maestria enquanto Hoffmann vira a guitarra do avesso. a7 Fundado na década de 1970 em Solingen, na Alemanha, o Accept foi a primeira banda de metal do país. Lançou os álbuns "Accept" (1979) e "I'm a Rebel" (1980) e se firmou na cena com "Breaker" (1981). O sucesso veio com "Restless and Wild" (1982) e ainda mais com "Balls to the Wall" (1983), que tornou o grupo conhecido nos Estados Unidos. "Metal Heart" (1985) já trazia guitarras sintetizadas e temas mais "acessíveis". "Breaker", "Restless and Wild", "Balls to the Wall" e "Metal Heart" são itens OBRIGATÓRIOS em qualquer coleção metálica que se preze. Depois de "Russian Roulette" (1986), os problemas internos se agravaram e o grupo trocou de vocalista. Fizeram um som mais comercial em "Eat the Heat" (1989), que bateu na trave. O vocalista Udo Dirkschneider voltou na década de 90 e gravou mais três discos, mas o encanto parecia ter sido quebrado. Ele se lançou definitivamente em carreira solo e o Accept suspendeu suas atividades. Em 2009, Hoffmann e Baltes se encontraram com o americano Mark Tornillo, ex-vocalista de uma banda dos anos 80 chamada TT-Quick, para tocar alguns clássicos. A química deu certo e Tornillo foi convidado para entrar na banda. Com novo fôlego, o Accept lançou três ótimos discos, "Blood of the Nations" (2010), "Stalingrad: Brothers in Death" (2012) e "Blind Rage" (2014) que mantiveram o espírito do metal clássico, e voltou com toda força aos palcos. a10 Setlist: 1 - Die by the Sword 2 - Stalingrad 3 - Restless and Wild 4 - London Leatherboys 5 - Living for Tonite 6 - The Rise of Chaos 7 - Koolaid 8 - No Regrets 9 - Analog Man 10 - Final Journey 11 - Shadow Soldiers 12 - Neon Nights 13 - Princess of the Dawn 14 - Midnight Mover 15 - Up to the Limit 16 - Objection Overruled 17 - Pandemic 18 - Fast as a Shark Encore: 19 - Metal Heart 20 - Teutonic Terror 21 - Balls To The Wall a14

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