• Data-base

    Governo faz nova proposta de reajuste a servidores; votação deve ficar para depois do recesso

    Governo faz nova proposta de reajuste a servidores; votação deve ficar para depois do recesso
    Servidores em greve: FES deve ter nova reunião com governo na tarde de hoje (Foto: Franklin de Freitas)

    O governo do Estado apresentou hoje uma nova proposta de reajuste salarial aos servidores públicos estaduais. Em reunião com representantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o Executivo acenou com a possibilidade de pagamento de reposição de 2% em janeiro de 2020 e o restante parcelado até 2022 de acordo com o cronograma original. O FES manteve a posição de defender o reajuste imediato de 4,94%, referente à inflação de abril de 2018 a maio de 2019, mas sinalizou que pode aceitar o parcelamento, desde que os 2% sejam pagos ainda este ano, em outubro. 

    Na semana passada, o governador Ratinho Júnior (PSD) apresentou proposta de reajuste de 5,09% parcelado até 2022, com pagamento de 0,5% a partir de outubro deste ano; 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021 e 1,5% a partir de janeiro de 2022. As duas últimas parcelas, porém, ficariam condicionadas ao crescimento da receita do Estado em relação ao ano anterior em 6,5% e 7%, respectivamente.

    Depois que os servidores rejeitaram a proposta inicial e decidiram manter a greve, o governador afirmou que ela seria "final" e que não haveria reabertura de negociações com os grevistas. A repercussão negativa dessa proposta na Assembleia Legislativa, incluindo na base do próprio governo e parlamentares da chamada "bancada da bala", que representam policiais civis e militares, levou o Executivo a retomar as conversas. 

    "Surgiu na quinta-feira (04), foi colocado uma contraproposta do FES, para que o governo colocasse esse ano ainda 2% e o restante como está no projeto", confirmou o líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD). "O governo coloca que não tem condições de pagar os 2% esse ano. Teria um impacto de quase R$ 500 milhões. O governo está fazendo uma proposta de colocar esses 2% em janeiro e o restante como está previsto no projeto", explicou ele, informando que o governo está entrando com o pedido de retirada do regime de urgência. "Como a implicação do projeto só vai se dar ou em outubro ou em janeiro, não há necessidade de se discutir com regime de urgência", avaliou Bakri.

    Recesso - Diante da nova negociação, o governo pediu a retirada do regime de urgência do projeto encaminhado à Assembleia Legislativa na semana passada. Com isso, o presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), afirmou que a votação da proposta deve ficar para agosto, depois do recesso parlamentar de julho. Segundo Traiano, os deputados vão encerrar as votações nesta semana. 

    “A ideia era pautarmos esse projeto ainda no dia de hoje, mas parece que há um processo de negociação com o Governo e a liderança do Governo me pediu para que a gente não colocasse na pauta”, disse Traiano. “Imagino que vamos tratar deste assunto só no mês de agosto. Os entendimentos estão ainda em fase de construção e eu não colocarei em pauta esta matéria neste período”, afirmou o tucano. “Vou zerar o período legislativo nessa semana. O único projeto do Governo ainda pendente é a convalidação dos benefícios fiscais que pretendo aprovar até quarta-feira. Fora isso não tem nenhum tema mais que comprometa a continuidade desse período”, alegou o presidente da Assembleia. 

  • Rádio Patrulha

    Após acordo, Ouro Verde paga R$ 16 milhões por esquema de corrupção no governo Richa

    Após acordo, Ouro Verde paga R$ 16 milhões por esquema de corrupção no governo Richa
    Beto Richa: ex-governador chegou a ser preso sob a acusação de envolvimento no esquema investigado pelo Gaeco (Foto: :Antonio Costa/ANPr)

    Foi paga nesta semana a primeira parcela do acordo de leniência firmado entre o Ministério Público Estadual, a Controladoria-Geral do Estado e a empresa Ouro Verde Locação e Serviço no âmbito da Operação Rádio Patrulha, que investiga suspeitas de direcionamento de licitação na compra de maquinário para o programa estadual Patrulha do Campo nos anos de 2012 a 2014, durante o governo Beto Richa, com pagamento de propina a agentes públicos e lavagem de dinheiro. O cumprimento da primeira parte do acordo levou à devolução de R$ 16.598.400,20 aos cofres estaduais. No total, incluído ressarcimento e multas, está prevista a devolução de R$ 33.186.800,39.

    Os termos do acordo foram formulados em conjunto pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidades do MP que estão à frente das investigações. O acordo estabelece a reparação integral do dano causado aos cofres públicos. 

    Multas – Além do ressarcimento ao erário, a empresa colaboradora e seus prepostos, após reconhecerem a participação nos fatos, comprometeram-se a reparar o dano difuso à sociedade e a pagar multas civis, previstas na Lei de Improbidade Administrativa e na Lei Anticorrupção. Um dos envolvidos também deverá pagar multa penal. Ainda na esfera patrimonial, o acordo envolveu a desistência de ação judicial proposta pela empresa contra o Estado.

    O ex-governador Beto Richa (PSDB) chegou a ser preso, em setembro do ano passado, pelo Gaeco, acusado de envolvimento no esquema. O tucano - que nega as acusações - foi solto por decisão do Supremo Tribunal Federal. 

  • Data-base

    Servidores rejeitam proposta do governo de reajuste parcelado e decidem manter a greve

    Servidores rejeitam proposta do governo de reajuste parcelado e decidem manter a greve
    Servidores: novos atos públicos estão previstos para o início da semana que vem (Foto: Franklin de Freitas)

    O Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR) dos servidores públicos estaduais decidiu, hoje, rejeitar a proposta do governo de reajuste de 5,09% parcelado até 2022 e manter a greve. A entidade considerou que a proposta do governo encaminhada ontem à Assembleia Legislativa é insuficiente para convocação de assembleia gerais das categorias, “tendo em vista que além de estar muito abaixo dos 4,94% da inflação dos últimos 12 meses, ainda congela a data base para os próximos anos”.

    “A greve continua, está forte e trabalhamos para sua ampliação”, afirmou o comando de greve do FES, em nota. O texto reafirma ainda que os funcionários públicos do Estado, que estão com os salários congelados desde 2016, acumulam perdas de 17,04%, “e que o índice reivindicado pelas categorias, nesse momento, é de no mínimo 4,94%, sem condicionantes, para continuar o debate com o governo para os próximos anos”.

    O fórum definiu como próximos passos do movimento o debate com os deputados estaduais em suas bases políticas, novos atos públicos de protesto para a próxima segunda-feira. Em Curitiba, a concentração está prevista para as 9 horas, no acampamento dos servidores no Centro Cívico. Na terça-feira, está previsto nova manifestação, com concentração na Praça 19 de Dezembro.

    A proposta do governo prevê o pagamento de 0,5% a partir de outubro deste ano; 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021 e 1,5% a partir de janeiro de 2022. As duas últimas parcelas, porém, ficam condicionadas ao crescimento da receita do Estado em 6,5% e 7%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

    Para compensar o aumento de gastos, o governo propôs o fim do pagamento da licença-prêmio. Atualmente, por lei, os funcionários públicos estaduais têm direito a três meses de licença remunerada a cada cinco anos trabalhados. Quando não tiram essa licença, eles podem receber o equivalente em dinheiro.

  • LDO 2020

    Deputados derrubam corte de verbas do Judiciário, Legislativo, MP e TCE

    Deputados derrubam corte de verbas do Judiciário, Legislativo, MP e TCE
    Comissão de Orçamento: relator da LDO, deputado Tiago Amaral alegou que "não dá para cortar o FPE neste momento" (Foto: Kleyton Presidente/Alep)

    A Assembleia Legislativa aprovou hoje, por 40 votos a 6, proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado para 2020, mantendo os porcentuais de repasse de recursos para o Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e do próprio Legislativo. Os deputados rejeitaram a proposta original do governo, que previa a redução desses porcentuais, o que garantiria um reforço de caixa de R$ 500 milhões para o Executivo no ano que vem. Os parlamentares também rejeitaram a proposta do governo de retirada das verbas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) da base de cálculo para esses repasses.

    O projeto foi aprovado pela comissão de Orçamento da Casa pela manhã e já entrou na pauta de votação do plenário poucos minutos depois. A bancada de oposição tentou adiar a votação, alegando não ter tido tempo para tomar conhecimento das mudanças feitas no projeto original, mas a base do governo rejeitou o pedido.  

    Em abril, o governo encaminhou à Assembleia proposta de LDO para o ano que vem estabelecendo a redução de 18,6% para 17,6% da fatia da receita do Estado que é repassada aos demais poderes. Pelo texto original do Executivo, a parte da receita que cabe ao Tribunal de Justiça cairia de 9,5% para 8,99%; para o Ministério Público de 4,1% para 3,88%, para a Assembleia de 3,1% para 2,93% e para o Tribunal de Contas de 1,9% para 1,8%. Além disso, a proposta também previa que a verba do FPE não seria mais contabilizada para o cálculo desses recursos, como acontecia até 2010. Estima-se que se a mudança fosse aprovada, o Judiciário perderia mais de R$ 280 milhões; o MP cerca de R$ 120 milhões; a Assembleia R$ 90 milhões e o TCE aproximadamente R$ 50 milhões.

    A medida foi tentada diversas vezes no governo anterior, de Beto Richa (PSDB), mas acabou sendo sempre rejeitada pelos parlamentares, que além de não concordar com a redução de verba para o próprio Legislativo, temiam se indispor com o Judiciário, o MP e o TCE, cortando recursos desses poderes.

    Pensões - O substitutivo-geral apresentado pelo relador da LDO, deputado Tiago Amaral (PSB), e aprovado hoje pela comissão de Orçamento da Assembleia reverte todas essas mudanças, mantendo os mesmos porcentuais e verbas atuais. A alegação dos parlamentares e de que outras alterações feitas no projeto garantiriam ao Executivo R$ 200 milhões hoje destinados aos outros poderes.

    Segundo a comissão, a economia se daria em duas frentes. Uma delas com o repasso aos poderes responsabilidades financeiras que vem sendo arcadas pelo governo do Estado. Em 2019, o pagamento das pensões do Tribunal de Justiça vai custar R$ 25,2 milhões e do Ministério Público de R$ 8,1 milhões, os dois que têm os maiores orçamentos. Estes valores deixarão de sair dos cofres do Estado e poderão ser utilizados pelo Executivo, diz a comissão. Além do pagamento das pensões, a proposta também prevê que o governo do Estado deixará de pagar as custas processuais judiciais e extrajudiciais (Funrejus) ao TJ, hoje calculadas em R$ 17 milhões.

    Outra mudança é a que fixa um limite para o repasse aos poderes e órgãos. Segundo a comissão, ao contrário do que ocorre todos os anos, a diferença entre a previsão da Secretaria da Fazenda para a arrecadação em 2020 e o que for efetivamente arrecadado não será repassada aos outros poderes. De acordo com a Assembleia, no orçamento de 2019 este valor alcançaria R$ 150 milhões. Esse suposto reforço de caixa, porém, dependeria de um aumento de arrecadação acima do previsto, num momento em que as previsões para a economia do País indicam baixo crescimento.

    Para chegar a esta proposta, o relator diz ter pedido aos Poderes as informações sobre os gastos. O TJ, por exemplo, alegou que tem quase 90% do orçamento comprometido com a folha de pagamento. E para o ano que vem, o Judiciário paranaense alega que por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 172 cartórios no Estado (cíveis, de família, de acidentes de trabalho e precatórios) que estavam privatizados voltam para a responsabilidade do Tribunal de Justiça, que deve arcar com estrutura e contratação de pessoal. O impacto seria de, aproximadamente, R$ 208 milhões. Se fosse aplicado o corte proposto, o TJ teria para o ano que vem R$ 292 milhões a menos, sendo que R$ 208 milhões estão comprometidos com a estatização dos cartórios.

    “O orçamento do TJ e do MP chega próximo de 90% de gasto com pessoal. Se nós cortarmos 13% do orçamento, que seria a proposta do Executivo, nós vamos comprometer o pagamento de pessoal e outras atividades, como é o caso de estatização das varas pelo TJ. E nós não podemos exigir que o MP faça demissão de promotores, por exemplo. Diante deste cenário, nós agimos com responsabilidade. Não dá para cortar o FPE neste momento, não dá para diminuir o percentual, mas há custos que o Estado tem que repassar para vocês, como o pagamento das pensões e das custas processuais”, afirmou o deputado Tiago Amaral, relator da proposta.

  • Oportunidade

    Governo do Estado anuncia concurso público para contratação de seis mil servidores

    Governo do Estado anuncia concurso público para contratação de seis mil servidores
    Ratinho Jr: "Só as contratações de novos servidores são R$ 200 milhões por ano a mais de gasto com folha do Estado” (Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr)

    O governador Ratinho Junior (PSD) anunciou hoje que o governo do Estado vai abrir novos concursos públicos para contratar mais servidores para atuarem em diversas áreas da administração pública estadual. A medida foi um dos itens apresentados pelo governo aos deputados estaduais, que inclui também o reajuste de 5,09% no salário do funcionalismo nos próximos quatro anos.

    O anúncio foi feito em coletiva para a imprensa no Palácio Iguaçu. “A proposta apresentada pelo governo soma alguns bilhões de reais. Só as contratações de novos servidores são R$ 200 milhões por ano a mais de gasto com folha do Estado”, disse Ratinho Jr.

    A proposta apresentada pelo governador prevê a contratação de 2.560 policiais militares, 400 policiais civis - incluindo 50 delegados, 50 papiloscopistas e investigadores-, 96 peritos e médicos para a Polícia Científica, 1.269 agentes de cadeia para o sistema prisional, 400 profissionais para Secretaria da Saúde, 80 para a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e 988 professores.

    Também foram previstos concursos para contratação de servidores para o Executivo, que inclui profissionais para a administração direta, para o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e para o Teatro Guaíra.

    De acordo com a Secretaria da Administração e Previdência, o Estado tem atualmente 134.347 servidores efetivos, 32.059 servidores temporários e 2.241 comissionados, que não têm vínculo com o Estado.

    Perícia – O governo ainda instituiu oito polos de perícia médica no interior do Estado, em Paranavaí, Apucarana, Cascavel, Campo Mourão, Cianorte, União da Vitória, Jacarezinho e Paranaguá. Serão licitadas clínicas com médicos do trabalho. O processo está sob análise da Procuradoria-Geral do Estado e em breve segue para a Secretaria de Administração e da Previdência para efetivação.

    Condições - Para cumprir a agenda de reajuste e novas contratações, sem ultrapassar o limite com as despesas de pessoal ativo e inativo imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o Estado prevê o fim da licença-prêmio dos servidores. Segundo o governo, serão preservadas as licenças já adquiridas e instituído um programa para indenizar ou assegurar o usufruto destas.

  • Data-base

    Governo propõe pagar 5,09% de reajuste a servidores parcelado até 2022 e vinculado à receita

    Governo propõe pagar 5,09% de reajuste a servidores parcelado até 2022 e vinculado à receita
    Ratinho Jr: reajuste vai depender de desempenho da receita (Foto: Frank de Freitas)

    Após dois meses de negociações, o governador Ratinho Junior (PSD) anunciou hoje que pagará 5,09% de reposição salarial aos servidores estaduais, de forma parcelada até 2022. Segundo a proposta, 0,5% será pago a partir de outubro deste ano e mais 1,5% a partir de janeiro do ano que vem. Outro 1,5% será aplicado em janeiro de 2021, no caso de a receita corrente líquida (RCL) do Estado no ano anterior tenha crescido pelo menos 6,5%. O restante, ou mais 1,5%, incidirá em janeiro de 2022, desde que a receita tiver apresentado crescimento mínimo de 7% nos doze meses anteriores. O índice é superior à inflação de 4,94% dos últimos doze meses – maio de 2018 a abril de 2019.

    A proposta prevê ainda reajuste no auxílio-alimentação, no vale-transporte e no salário mínimo regional; a fixação de 8 polos no interior para realização de perícias médicas; a retirada de tramitação na Assembleia Legislativa do projeto da Lei de Eficiência na Gestão do Estado (LEGE); a manutenção do programa de promoções e progressões nas carreiras do funcionalismo; e que não haja mudança na atual forma de eleição dos diretores das escolas estaduais.

    Além disso, haverá concursos públicos para contratação de 2.560 policiais militares; 400 policiais civis, sendo 50 delegados e 50 papiloscopistas e investigadores; 96 peritos e médicos para a Polícia Científica; 1.269 agentes de cadeia; 400 profissionais da saúde; 80 para a Adapar; de Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE) para a administração direta, IAP, DER, Ipardes e Teatro Guaíra; além de 988 professores.

    Como condições para a assinatura do acordo, o governo pede que os servidores assumam um compromisso público e explícito de concordância, além de aceitarem o fim da licença prêmio. Nesse caso, o funcionalismo deixaria de adquirir direito a novas licenças, enquanto as já adquiridas serão preservadas. Um cronograma seria estabelecido para indenizar ou assegurar o usufruto das licenças já adquiridas.

    Somente o impacto financeiro do reajuste será de R$ 2,1 bilhões aos cofres públicos até 2022. Somada a outras medidas, como a contratação de novos servidores e pagamento de promoções e progressões, o Governo do Estado prevê que o aumento dos gastos com a folha poderá chegar próximo a R$ 4 bilhões.

    Cenário - Segundo o governador, a proposta atende um compromisso de gestão de programar a reposição, manter o diálogo e atinge um limite possível diante das dificuldades financeiras do Estado e do País. Ele afirmou que há bastante tempo os técnicos da Secretaria da Fazenda e da Casa Civil estão debruçados nos dados para apresentar uma proposta.

    “Esse cenário que estamos apresentando aos servidores é baseado na economia de momento. Se a economia vier a ter estímulo de até 3% de crescimento isso pode ser reajustado dentro da realidade da saúde financeira do Estado”, afirmou. “Não vamos deixar em nenhum momento a saúde financeira, maior ativo do Paraná, de lado”.

    Ratinho Jr reforçou que o Estado faz um grande esforço para conceder este reajuste. Na avaliação do governador, o Paraná deve ser um dos poucos estados brasileiros, senão o único, que conseguirá conceder aumento geral na folha de pessoal neste ano, além de autorizar novos concursos públicos.

  • Rodovias

    Justiça manda Econorte reduzir tarifas de pedágio em 25,77%

    Justiça manda Econorte reduzir tarifas de pedágio em 25,77%
    Pedágio: juiz acatou pedido de liminar do governo do Estado (Foto: Jorge Woll/DER)

    A 1ª Vara Federal de Jacarezinho acatou uma ação de improbidade administrativa ajuizada pelo governo do Estado e determinou a redução imediata de 25,77% nas tarifas cobradas nas praças de pedágio administradas pela concessionária Econorte, responsável pelo Lote 1 do Anel de Integração.

    A ação movida pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) pede a restituição R$ 4 bilhões aos usuários, referentes ao que foi arrecadado na praça de pedágio em Jacarezinho (Norte Pioneiro), que não estava prevista no contrato original. A implantação da praça foi considerada nula pela Justiça por ter sido construída por meio de um aditivo no contrato.

    “O Estado entrou com esta ação em busca de um reequilíbrio no contrato, que não previa a construção da praça de pedágio em Jacarezinho. O ressarcimento aos usuários poderia ser feito tanto por meio de obras como pela redução da tarifa. A Justiça optou por esta última”, explicou a procuradora-geral do Estado, Letícia Ferreira. A demanda judicial também busca apurar a prática de atos de improbidade administrativa decorrentes do Termo Aditivo 272/14.

    O juiz federal da 1ª Vara de Jacarezinho,  Rogério Cangussu Dantas Cachichi, também concedeu liminar para a manutenção dos serviços e de investimentos da Econorte, com a prestação de contas relacionadas aos custos efetivos das obras; a vedação de distribuição anual de lucros e dividendos pelas empresas Econorte, Rio Tibagi e TPI Triunfo, com depósito dos valores em juízo; a continuidade das obras em Santo Antônio da Platina; e o bloqueio de bens das empresas no valor de R$ 300 milhões.

  • Plená

    'Cala a boca, por favor', diz presidente da Assembleia para manifestante

    'Cala a boca, por favor', diz presidente da Assembleia para manifestante
    Traiano: presidente da Assembleia se irritou com manifestante (Foto: reprodução/TV)

    O clima “esquentou” na sessão de hoje da Assembleia Legislativa, quando servidores públicos estaduais se manifestavam em defesa do reajuste salarial da categoria, vaiando deputados da base do governo na Casa. O confronto acabou se intensificando depois que o presidente do Legislativo, deputado Ademar Traiano (PSDB), ameaçou mandar retirar um manifestante que estaria xingando o líder governista, deputado Hussein Bakri (PSD), que tentava explicar mais uma adiamento da apresentação da proposta do Executivo sobre a data-base do funcionalismo.

    Bakri tentava argumentar que apesar do impasse nas negociações, o governo estaria mantendo um diálogo respeitoso com os servidores e deputados que representam a categoria e defendem o reajuste. Nesse momento, um dos manifestantes nas galerias do plenário teria xingado o líder do governo, que reagiu com visível irritação. “Mal educado. Pergunte para o professor Lemos se não houve respeito”, disse, citando o deputado do PT que representa os professores e já foi presidente da APP-Sindicato.

    Traiano então interviu, ameaçando mandar a segurança da Casa retirar o manifestante, que teria continuado a gritar, levando o presidente da Assembleia a reagir. “Então cala a boca, por favor”. “Estou envergonhado com o seu nível, professor. Os alunos não merecem você em sala de aula”, disse.

    Após o fim do bate-boca e os ânimos se acalmarem, o presidente da Assembleia se desculpou, e pediu que fosse retirada a frase das notas taquigráficas da sessão. “Com muita humildade eu retiro a expressão que usei: 'cala a boca'. Mas eu não permitir jamais que venham às galerias para afrontar os parlamentares”, alegou.

  • Data-base

    Governo mantém suspense, mas deve parcelar reajuste de servidores em quatro anos

    Governo mantém suspense, mas deve parcelar reajuste de servidores em quatro anos
    Servidores: governador recebeu representantes de policiais, mas manteve posição de não reabrir negociações com grevistas (Foto: Franklin de Freitas)

    O governador Ratinho Júnior (PSD) recebeu, hoje, no Palácio Iguaçu, representantes de policiais civis, militares e demais servidores da área de segurança pública para tratar da data-base do reajuste salarial anual do funcionalismo público estadual. Apesar da expectativa, o governo, porém, não divulgou nenhuma proposta de reposição da inflação dos servidores do Executivo. A versão oficial do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri (PSD), que participou da reunião, é de que a proposta será anunciada entre hoje à tarde e amanhã de manhã. Uma entrevista coletiva com Ratinho Jr foi convocada para amanhã, às 9 horas, no Palácio Iguaçu para tratar do assunto. O funcionalismo reivindica a reposição da inflação de abril de 2018 a maio de 2019, de 4,94%.

    “O governo disse que vai dar uma resposta entre hoje à tarde e amanhã cedo especificamente sobre a data-base”, disse Bakri. “O governador foi claro, entre hoje à tarde e amanhã cedo ele está finalizando um pacote, e nesse pacote, envolve também além da data-base, a contratação de profissionais para a área de segurança”, afirmou o líder governista.

    Extra-oficialmente, a informação corrente no Centro Cívico é de que o governo vai propor o pagamento parcelado da reposição de 4,94% nos próximos quatro anos.

    A data-base do reajuste anual dos servidores vence em maio. Os funcionários do Executivo estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas de 17%. Inicialmente, o governo sinalizou que não haveria nenhum reajuste, alegando que os gastos com pessoal já estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Após os protestos da categoria no dia 29 de abril, o Executivo concordou em montar uma comissão com representantes dos sindicatos e parlamentares para discutir o assunto. Depois de oito rodadas, porém, as negociações não avançaram.

    Ratinho Jr chegou a afirmar que não haveria nenhum reajuste, mas após uma carreata de policiais ao Palácio Iguaçu, no último dia 24, o governo pediu uma semana para apresentar uma proposta. Por isso, a categoria cancelou a "operação padrão" que estava prevista para ser iniciada nas delegacias, em apoio à greve, deflagrada pelas demais categorias no dia 25.

    Na reunião de hoje, o governador não recebeu representantes das demais categorias, mantendo a posição de não reabrir negociações com os grevistas.

  • Data-base

    Ratinho Jr reúne base aliada e recebe policiais para tratar de reajuste dos servidores

    Ratinho Jr reúne base aliada e recebe policiais para tratar de reajuste dos servidores
    Ratinho Jr: governador se reuniu com deputados no Palácio e se encontra com policiais na Sesp à tarde (Foto: Sandro Nascimento/Alep)

    Tudo indica que o governo do Estado deve finalmente apresentar hoje uma proposta sobre a data-base do reajuste salarial anual dos servidores públicos estaduais, em greve há uma semana. Pela manhã, o governador Ratinho Júnior (PSD) se reuniu com deputados da base do governo na Assembleia Legislativa para tratar do assunto. À tarde, está previsto uma reunião dele com representantes dos policiais civis e militares, na Secretaria de Estado da Segurança Pública. 

    "O governo está finalizando uma proposta para ser entregue a todos os funcionários públicos", confirmou hoje o líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD), após o encontro com o governador. Bakri não deu detalhes sobre a proposta do governo. Ontem, ele alegou que não poderia dar detalhes da negociação, por uma questão estratégica. 

    A data-base do reajuste anual dos servidores vence em maio. Os funcionários do Executivo estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas de 17%. e reivindicam a reposição da inflação dos últimos doze meses, de 4,94%. Inicialmente, o governo sinalizou que não haveria nenhum reajuste, alegando que os gastos com pessoal já estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Após os protestos da categoria no dia 29 de abril, o Executivo concordou em montar uma comissão com representantes dos sindicatos e parlamentares para discutir o assunto. Após oito rodadas, porém, as negociações não avançaram.

    Ratinho Jr chegou a afirmar que não haveria nenhum reajuste, mas após uma carreata de policiais ao Palácio Iguaçu, no último dia 24, o governo pediu uma semana para apresentar uma proposta. Por isso, a categoria cancelou a "operação padrão" que estava prevista para ser iniciada nas delegacias, em apoio à greve, deflagrada pelas demais categorias no dia 25. 

  • Polêmica

    Assembleia não vai votar 'escola sem partido' antes do recesso

    Assembleia não vai votar 'escola sem partido' antes do recesso
    Assembleia: projeto chegou a entrar em pauta no final de maio, mas foi retirado em meio a protestos de professores e estudantes (Foto: Dálie Felberg/Alep)

    O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), confirmou ontem que a Casa o polêmico projeto “escola sem partido” - que estabelece restrições a discussões sobre política, gênero, religião e sexualidade na rede estadual de ensino - não será colocado novamente em votação antes do recesso parlamentar de julho. O projeto – que tramita desde dezembro de 2016 e chegou a entrar em pauta no final de maio - foi retirado por dez sessões, em meio a protestos de estudantes e professores, que classificam a iniciativa como “lei da mordaça”, por ferir a liberdade de expressão e de cátedra.

    Traiano afirma que a decisão de adiar novamente a votação da proposta em plenário foi acertada com os autores do projeto, que incluem parlamentares da bancada evangélica e do grupo político do presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com o tucano, os deputados que defendem a medida vão conversar com o ministro da Educação, em Brasília, para saber o posicionamento do governo federal sobre o tema.

    Doutrinação - O projeto em discussão na Assembleia reproduz praticamente o mesmo texto de propostas semelhantes que vêm sendo apresentados por parlamentares das bancadas evangélicas e de outros setores em câmaras municipais e assembleias de todo o País, sob a alegação de combater a suposta “doutrinação” política nas escolas. Ele estabelece a obrigatoriedade de fixação de cartazes nas escolas informando que é proibida em sala de aula, a prática de “doutrinação política e ideológica”, bem como a veiculação de conteúdo ou a realização de atividades de cunho religioso ou moral que possam estar em conflitos com as convicções dos pais ou responsáveis. Prevê ainda que alunos e pais de estudantes poderão fazer denúncias anônimas contra os professores, que ficariam também proibidos de estimular seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas. Em caso de descumprimento da norma, eles estariam sujeitos a processos administrativos e sofrer punições que chegariam à demissão.

    O Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmam que a iniciativa é inconstitucional. Tanto o MP quanto a OAB já sinalizaram que se a proposta for aprovada, vão recorrer à Justiça para derrubá-la. Em junho do ano passado, a Justiça suspendeu votação de projeto semelhante na Câmara de Curitiba.

  • Operação Piloto

    Beto Richa e mais seis viram réus em nova ação da Lava Jato

    Beto Richa e mais seis viram réus em nova ação da Lava Jato
    Beto Richa: segundo MPF, empreiteira teria pago R$ 7,5 milhões em propina em troca de favorecimento em licitação (Foto: Geraldo Bubniak)

    O juiz da 23ª Vara Federal de Curitiba, Paulo Sergio Ribeiro, acatou hoje denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-governador Beto Richa; seu irmão, o ex-secretário de Estado da Infraestrutura, José Pepe Richa e outras cinco pessoas, no âmbito da operação Piloto, que investiga suspeitas de pagamento de propina em troca do favorecimento de empreiteiras em uma licitação para a duplicação da PR-323 (região Norte). Na denúncia, o MPF acusa Richa de terem recebido R$ 7,5 milhões da Odebrecht para fraudar a licitação em favor do Consórcio Rota das Fronteiras, composto, entre outras, pela empresa Tucumann em 2014. O tucano e os demais envolvidos são acusados de crimes de fraude a licitação, corrupção e lavagem de dinheiro.

    A investigação que dá base à nova denúncia contra o ex-governador identificou um contato entre executivos ligados às empresas do consórcio e os agentes públicos antes da publicação das diretrizes para a licitação ganha posteriormente pelo grupo. A Lava Jato afirma que “os agentes públicos atuaram para o afastamento de outros potenciais concorrentes e descumpriram formalidades legais”.

    A acusação tem como base a gravação de uma conversa em que o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, pede ao executivo de outra empresa para que não entrasse na disputa pela obra, porque o governo já teria um “compromisso” com o consórcio liderado pela Odebrecht. “Para garantir que o Consórcio Rota das Fronteiras vencesse a licitação para a exploração e duplicação da PR-323, executivos da Odebrecht ofereceram pelo menos R$ 4 milhões a Denilson Roldo, no interesse de Beto Richa, Pepe Richa e Ezequias Moreira e, para viabilizar o recebimento dissimulado de valores, Dirceu Pupo Moreira e Luiz Abi Antoun atuaram como intermediários”, afirma o MPF.

    A Lava Jato apontou que também houve recebimento de outra vantagem indevida, de R$ 3,4 milhões. O valor teria sido repassado, segundo a Procuradoria, a Beto Richa, por meio de cotas de um imóvel em valor subfaturado por parte de executivos da Tucumann. “Este valor foi dissimulado pela participação da Ocaporã como intermediária, empresa formalmente gerida por Dirceu Pupo Ferreira, mas ligada por intrincadas relações societárias a Beto Richa e seus familiares”, informa o Ministério Público Federal. Na época em que a denúncia foi apresentada, a defesa de Beto Richa “reafirma que seu cliente não cometeu nenhuma irregularidade, e que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos”.

    No despacho em que acatou a denúncia, o juiz aponta que ela "aborda supostos fatos criminosos relacionados a complexo esquema criminoso, envolvendo diversas pessoas emecanismos sofisticados relacionados à execução de atos criminosos". E que "nos incidentes relacionados à fase de investigação foi apresentado vasto conjunto de provas sobre a materialidade de fatos criminosos envolvendo o direcionamento da licitação para duplicação da PR 323 para o Consórcio liderado pela ODEBRECHT (formado pelas empresas ODEBRECHT, TUCUMANN, GEL e AMÉRICA), bem como indícios suficientes de participação de cada um dos denunciados no esquema criminoso". 

    Além do ex-governador e do irmão, também viraram réus no processo o contador da família Richa, Dirceu Pupo Ferreira, o ex-secretário de Cerimonial, Ezequias Rodrigues, os executivos da Tucumann, Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller, e o primo do tucano, Luiz Abi Antoun.

  • Codapar

    TCE aceita recurso de Pessuti e mantém punição a Requião

    TCE aceita recurso de Pessuti e mantém punição a Requião
    Pessuti: TCE considerou que não houve "negligência" em pagamento "amigável" e antecipado de indenização a empresa por incêndio na Codapar (Foto: Sandro Nascimento/Alep/divulgação)

    O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) aceitou recurso do ex-governador Orlando Pessuti contra decisão de 2015 do órgão que havia julgado irregular o pagamento “amigável e antecipado” à empresa Servcom - Serviços de Comércio Exterior, a título de indenização em razão de incêndio no Porto Seco de Cascavel, de propriedade da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), no qual a empresa tinha mercadorias depositadas.

    Com a nova decisão, os conselheiros anularam a determinação para que Pessuti devolvesse R$ 952.699,92 aos cofres públicos, o que equivale a 30% dos R$ 3.175.665,64 pagos à Servcom. No mesmo julgamento, o tribunal rejeitou recurso do ex-governador Roberto Requião (MDB) e manteve a determinação de que ele devolva R$ 442.162,01. O valor corresponde a R$ 340.124,63, pagos a três empresas como indenização pelas perdas decorrentes do incêndio, somados à multa proporcional ao dano de 30% sobre o montante pago indevidamente. Os valores devem ser atualizados quando o processo transitar em julgado.

    Auditoria instaurada em 2009 comprovou que o Estado pagou R$ 3.482.856,20 de indenização a clientes do Porto Seco que haviam perdido produtos agrícolas, pescados e têxteis em consequência do incêndio.

    Em seu recurso, Pessuti alegou ter levado em consideração os pareceres técnicos para a tomar a decisão de efetuar o pagamento das indenizações de forma amigável; e que “não há que se falar em desídia, negligência ou precipitação de sua parte, pois ele tinha o dever de indenizar os depositários prejudicados”. Os conselheiros consideraram que a falta de conclusão definitiva quanto à real causa do incêndio, após a realização de sindicância e perícia, exclui a responsabilidade do ex-governador.

    Segundo o tribunal, em abril de 2009, Requião havia revogado licitação iniciada pela Codapar em agosto de 2008, com a alegação de defesa do interesse público, por economicidade e ausência de competitividade, já que a única empresa participante da concorrência não havia oferecido o desconto almejado pelo governo. Em 2010, depois da ocorrência do incêndio, no entanto, o Estado realizou nova licitação e contratou apólice de seguradora por valor superior ao estabelecido na concorrência cancelada, diz o TCE.

    Na licitação revogada, o valor apresentado pela seguradora Tóquio Marine Brasil, de R$ 216,1 mil, era inferior ao preço máximo previsto no edital, de R$ 227,5 mil. Já na segunda licitação, a empresa Marítima Seguros fora contratada por R$ 280 mil, relata o tribunal.

    Na avalição do TCE, a revogação da licitação não havia seguido as hipóteses previstas na Lei de Licitações e o governo descumpriu determinação legal para que o serviço de armazenagem de grãos tivesse a cobertura de seguro, com o objetivo de preservar seu patrimônio e cumprir suas obrigações contratuais. Após analisar o recurso de Requião, os conselheiros concluíram que a decisão de não homologar a licitação resultou no descumprimento da obrigação da celebração do contrato de seguro, em violação ao princípio da legalidade.

    Negligência - O relator do processo, conselheiro Ivan Bonilha, apontou que não houve negligência e precipitação da parte de Pessuti. Ele considerou que, como não existiam elementos para uma eventual ação judicial, a medida prudente a ser tomada era a de acolher os pareceres técnicos da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Coordenadoria Técnico-Jurídica da Casa Civil e da Assessoria Jurídica da Codapar, que atestaram a legalidade dos pagamentos. Ele lembrou que a decisão pela autorização dos pagamentos não foi isolada; e estava respaldada em manifestações técnicas uniformes, que demonstraram a responsabilidade do Estado do Paraná em relação aos fatos.

  • Guerra jurídica

    STJ suspende redução de tarifa do pedágio do Paraná. Veja quais praças são afetadas

    STJ suspende redução de tarifa do pedágio do Paraná. Veja quais praças são afetadas
    (Foto: Divulgação)

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a decisão liminar que garantia a redução de tarifas em praças de pedágio das concessionárias Caminhos do Paraná e Viapar.  As decisôes do ministro João Otávio de Noronha do dia 28 de junho foram publicadas nesta segunda  (1º) no Diário da Justiça Eletrônico. As concessionárias poderão voltar a reajustar os valores em 25,77% nos pedágios da Caminhos do Paraná, e 19,02% nas praças da Viapar.

    De acordo com o ministro, a redução das tarifas interfere nos contratos de concessão "de maneira precipitada" e pode prejudicar a capacidade financeira das empresas, comprometer obras de manutenção das rodovias e colocar em risco a segurança dos usuários.

    Com a determinação do STJ, a decisão de abril do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que determinou a redução das tarifas cobradas no âmbito das investigações da Operação Integração I e II deixa de valer. 

    Veja as praças afetadas pela decisão

    Viapar

    Arapongas
    Marialva
    Presidente Castelo Branco
    Floresta
    Campo Mourão
    Corbélia
    Caminhos do Paraná

    Prudentópolis
    Irati
    Porto Amazonas
    Imbituva
    Lapa

  • Vaza Jato

    Governo diz que 'esgotou-se arsenal contra Moro' e Greenwald ri: "Vamos esperar até o final do dia"

    Governo diz que 'esgotou-se arsenal contra Moro' e Greenwald ri: "Vamos esperar até o final do dia"
    O jornalista Glenn Greenwald, editor do Intercept Brasil, na sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)

    Uma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal Estadão aponta que integrantes da inteligência do governo federal acreditam já teria se esgotado o "arsenal do The Intercept contra Moro". Nas últimas semanas, o jornal, que tem Glenn Greenwald como editor, publicou uma série de reportagens com diálogos privados que teriam sido mantidos pelo ex-juiz e hoje ministro da Justiça Sergio Moro, colocando em xeque a imparcialidade de Moro no julgamento de Lula e outras ações da Lava Jato, inclusive apontando a existência de um conluio entre o juízo e o Ministério Público Federal.

    Segundo o Estadão, os próximos "capítulos" da Vaza Jato, nome dado a série de reportagens do The Intercept (que agora conta com a parceria de outros jornais, como a Folha de S. Paulo, a Veja e a Bandnews/Reinaldo Azevedo), trariam apenas conversas entre Deltan Dallagnol e outros procuradores.

    Pelo Twitter, Greenwald reagiu à publicação do Estadão. No primeiro post, publicado há seis horas, o jornalista escreveu: "O desespero aqui é triste. Vamos esperar até o final do dia - hoje - e depois me dizer se o que o @Estadao publicou aqui hoje é verdade ou não. Eu acho que a resposta será bem clara."

    Em seguida, questionou em outro tweet: "'A versão de integrantes da inteligência do governo dá conta de que já se esgotou o arsenal do The Intercept contra Moro.'- rindo muito. De todos os dias para afirmar isso, hj é o pior dia possível para eles. E obviamente, eles não têm ideia do que temos, então por que fingir?"

    Tudo indica, portanto, que ainda hoje teremos mais revelações sobre a atuação do juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato.

  • Direito Eleitoral

    Prisão de laranjas pede mais que cotas para mulheres, diz Ana Carolina Clève

    Prisão de laranjas pede mais que cotas para mulheres, diz Ana Carolina Clève
    (Foto: Reprodução )

    Paraa a presidente do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral, Ana Carolina Clève, a prisão de pessoas ligadas a candidaturas laranjas nas eleições do ano passado em Minas Gerais deixa clara a necessidade de novas medidas para garantir a participação feminina na política. Ela afirma que o caso de Minas Gerais não é isolado, pois há investigações em curso em diversos estados, inclusive no Paraná. Clève argumenta que não é apenas com política de cotas que vai se garantir equidade de gênero no processo eleitoral.

    “Desde que houve a implementação da cota de gênero na lei das eleições, percebemos reiterado descompromisso dos partidos políticos com a efetiva aplicação da legislação para fins de garantir maior participação feminina no processo eleitoral. Isso porque, no mais das vezes, indicavam mulheres sem qualquer viabilidade, não disponibilizavam estrutura para fazer campanha e muito menos recursos financeiros”, diz.

    Para ela, embora a decisão do TSE, no sentido de garantir 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (fundão) para as mulheres, tratar-se de verdadeiro avanço, ainda é preciso muito mais. “O descaso dos partidos políticos ainda persiste: temos visto– de modo recorrente – notícias preocupantes a respeito do desvio dos recursos que deveriam ser direcionados para campanhas femininas”.

    Segundo a advogada, é preciso ir muito além das cotas. “É preciso investir na formação política das mulheres previamente ao processo eleitoral; dar oportunidade às filiadas para que integrem a direção das agremiações e chamar mulheres para estarem à frente das coordenações das campanhas”, diz Clève, que assumiu o Iprade com a bandeira de promover discussões e programas para o incentivo da participação feminina na política.

    Quanto ao financiamento, a advogada defende que os partidos devem propiciar mecanismos para que as próprias mulheres possam participar dos critérios para o repasse e aplicação dos recursos que devem ser destinados a candidaturas femininas.

  • Contas públicas

    TCE multa prefeito por gasto de R$ 70 mil com rodeio

    TCE multa prefeito por gasto de R$ 70 mil com rodeio
    Segundo TCE, repasse da prefeitura de Perobal a Sociedade Rural não atendeu o interesse público (Foto: TCE/divulgação)

    O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) julgou irregulares as contas de convênio firmado em 2013 entre a Prefeitura de Perobal e a Sociedade Rural e Recreativa desse município da região Noroeste. Os membros da Segunda Câmara da corte entenderam que a parceria não atendeu o interesse público. A entidade privada recebeu R$ 70 mil do município para realizar a edição 2013 do Perobal Rodeio Fest.

    Conforme a Constituição Federal, é permitida a colaboração entre o poder público e entidades públicas e privadas para atingir objetivos de relevância para a sociedade. Exemplos disso são projetos para erradicação de doenças, programas voltados à alfabetização, entre outros. Na avaliação do TCE-PR, a realização de um rodeio não se encaixa nesse grau de relevância, tendo em vista que é um evento particular, com o objetivo de obter lucro.

    Por essa irregularidade, os conselheiros da Segunda Câmara deliberaram pela devolução integral do valor repassado, solidariamente pela Sociedade Rural e Recreativa de Perobal (Sorbal) e o seu presidente à época do convênio, Márcio Pereira da Silva. Esse valor deverá ser corrigido monetariamente desde a época da transferência até a efetiva devolução, em cálculo que será feito pela Coordenadoria de Monitoramento e Execuções (CMEX) do TCE-PR após o trânsito em julgado do processo.

    Além do ressarcimento integral dos recursos repassados à entidade privada, o prefeito naquele exercício, Jefferson Cássio Pradella (gestão 2013-2016), foi multado em R$ 1.450,98.

    A então Diretoria de Análise de Transferências (DAT) do Tribunal e o Ministério Público de Contas do Estado do Paraná (MPC-PR) opinaram pela irregularidade das contas do convênio, com a aplicação de multa ao ex-prefeito e a determinação de restituição parcial dos valores aos responsáveis pela entidade.

    O relator do processo, conselheiro Ivan Bonilha, discordou da unidade técnica e do órgão ministerial a respeito da devolução de recursos, por entender que o convênio não se destinou ao interesse público. Assim, ele propôs o ressarcimento integral dos recursos repassados pela prefeitura.

  • Desperdício

    Paraná é o nono estado brasileiro com mais obras públicas paralisadas

    Paraná é o nono estado brasileiro com mais obras públicas paralisadas
    Paraná tem 137 obras públicas com valor superior a R$ 1,5 milhão paradas (Foto: Wagner Araújo/Divulgação TCE-PR)

    O Brasil possui 2.555 obras públicas paralisadas com custo individual superior a R$ 1,5 milhão, que resultam num total contratado de R$ 89,56 bilhões. Desse total, 137 (ou 5,4%) são de responsabilidade das administrações municipais e estadual paranaenses, contando com um orçamento global de R$ 691,2 milhões, conforme informações preliminares publicadas recentemente pelo TCE-PR. Segundo o órgão, R$ 303,5 milhões (ou 43,9%) já deixaram os cofres públicos para custear os trabalhos. Assim, o Paraná é o nono Estado brasileiro com o maior número de grandes obras paralisadas – o primeiro é São Paulo, onde estão aproximadamente 13% de todas elas.

    A informação foi divulgada pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), como resultado de um levantamento realizado pelos órgãos de controle do país – entre eles, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

    O diagnóstico foi feito a partir de pesquisa realizada pelos tribunais de contas brasileiros entre fevereiro e março deste ano. No período, foram aplicados questionários sobre o assunto a gestores públicos municipais, estaduais e federais. O Comitê Interinstitucional de Diagnóstico de Grandes Obras Suspensas, que coordenou o levantamento, conta com a participação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU), além da própria Atricon.

    Agora, cada corte de contas elencará as obras consideradas prioritárias, para compreender mais a fundo as causas de sua paralisação. O objetivo central de todo o trabalho é promover sua reativação e consequente conclusão, para que os projetos possam gerar benefícios à população e ajudar a reaquecer a economia nacional.

    Números - De acordo com o relatório publicado pela Atricon, três motivos principais foram atribuídos pelos jurisdicionados das cortes de contas para explicar a paralisação das obras: problemas associados ao repasse de recursos conveniados (20,9% do total), pendências com a empresa contratada (20,5%) e falhas no planejamento (19,1%).

    Também segundo a pesquisa, as obras mais atingidas pelo problema são aquelas relacionadas à educação (21,3% do total), infraestrutura (18,8%), saneamento (15,2%), mobilidade urbana (15,2%) e transporte (14,9%).

    Por fim, estão assim distribuídas as obras paralisadas detectadas pelo levantamento: 32% localizam-se no Sudeste, 27% no Nordeste, 20% no Norte, 11% no Centro-Oeste e 10% no Sul – mais da metade dessas últimas foram encontradas no Paraná.

  • Data-base

    Ratinho Jr minimiza greve de servidores: 'é muito pequena'

    Ratinho Jr minimiza greve de servidores: 'é muito pequena'
    Ratinho Jr sobre os grevistas: "São alguns poucos professores. Mais sindicalistas" (Foto: Arnaldo Alves/ANPr)

    O governador Ratinho Júnior (PSD) minimizou hoje a greve dos servidores públicos estaduais, iniciada na última terça-feira (25), em protesto pelo reajuste salarial de 4,94%, relativo à inflação dos últimos doze meses. "A greve é muito pequena. Nós contabilizamos 4% no Estado do Paraná. São alguns poucos professores. Mais sindicalistas. A grande massa dos professores têm consciência de sua missão", avaliou ele. 

    O governador também criticou os grevistas, lembrando que tem pouco tempo no cargo. "Essa greve é uma greve injusta. Porque com cinco meses de governo fazer uma greve?", questionou. Ratinho Jr afirmou ainda que a paralisação prejudica a população. "Além disso, uma greve que não é contra o governador, é contra os pais, é contra quem paga o salário deles", disse. 

    Ratinho Jr reafirmou que não vai reabrir negociações enquanto houver greve. "No governo do Estado quem faz greve não vai ter conversa", avisou. "Eu tenho conversado com vários outros servidores de outros sindicatos que não entraram em greve", disse. "Nós vamos trabalhar com quem faz no diálogo, quem realmente quer construir uma proposta com responsabilidade para o Estado não ser quebrado", defendeu. 

    O governador sinalizou que as negociações com policiais civis e militares estão avançando. Na segunda-feira, policiais civis fizeram uma carreata até o Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, com viaturas em más condições de conservação, para protestar pelo reajuste. Após conversas com o governo, que pediu mais uma semana para apresentar uma proposta, a categoria suspendeu operação padrão que estava prevista para ser iniciada na terça-feira, nas delegacias. 

    "Na área de segurança, por exemplo, nós temos feito um diálogo muito bom. E vamos avançar, inclusive, algumas propostas. Agora o Paraná tem essa responsabilidade, e eu como governador tenho essa responsabilidade, de fazer com que a gente possa ter avanços, mas sem ter a necessidade de ficar usando a greve como instrumento político. Esse tipo de pressão com meu governo não vai funcionar", afirmou. 

  • Redes sociais

    Ministro da Educação compara Dilma e Lula a drogas em tuíte e gera polêmica

    Ministro da Educação compara Dilma e Lula a drogas em tuíte e gera polêmica
    (Foto: Reprodução Twitter)

    O ministro da Educação, Abraham Weintraub, causou polêmica nesta manhã de quinta-feira, 27, ao comparar os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a drogas.

    Ele fazia referência à prisão do segundo-sargento da Aeronáuta Manoel Silva Rodrigues, flagrado com 39 quilos de cocaína no aeroporto de Sevilha, na Espanha. O militar integrava a equipe de apoio à viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro ao Japão e chegara ao terminal europeu em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

    “No passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”, escreveu Weintraub no Twitter.

    Parlamentares de oposição criticaram a postura do ministro em respostas à publicação. 

    A postagem gerou polêmica entre os internautas que não economizaram vocabulário para rebater ou aprovar o comentário de Weintraub. O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro de Lula, José Dirceu, entrou na discussão e disse que ele não tinha moral para fazer este tipo de comentário. " Lave a boca, pare de gracinha no Twitter, vá cuidar do caos que você criou nas universidades e institutos federais. Quanto aos 39 kg de cocaina no avião da comitiva presidencial, a PF cuidará, como já esta cuidando e prendendo hoje os laranjas do PSL", postou. 

    "O senhor é desprezível e uma vergonha para o MEC, os trabalhadores da educação e o restante do país" escreveu a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). "Que baixo nível", escreveu a deputada Sâmia Bomfim (PSOL). 

    Após a prisão do sargento Manoel Silva Rodrigues, na Espanha, várias publicações nas redes sociais passaram a associar o episódio à balbúrdia, palavra usada por Weintraub em entrevista para atacar universidades federais. Para criticar as instituições e seus alunos, Weintraub faz menção frequentemente a uso de drogas nas universidades.

    Na quarta, por exemplo, o perfil da UNE (União Nacional dos Estudantes), publicou: "Em nenhuma universidade foram encontrados 39 kg de cocaína. Já no avião presidencial... Balbúrdia é esse governo de @jairbolsonaro".

    Logo abaixo internautas favoráveis ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), postaram outras mensagens cheias de farpas. Um dizia que Zeca Dirceu era coaching de prisão. "Sem contar que além dessas duas drogas malditas transportavam cocaína também, a diferença é que eles passavam panos quentes", dizia outro post.

    A maioria, no entanto, desaprovou a abordagem do ministro. "É impressionante a dificuldade que este ministro tem de análise da realidade, ou então ele acha que a população é burra. Achar normal o flagrante de 40 quilos de cocaína no avião presidencial e fazer piada é realmente impressionante", postou uma internauta. 

    "E os enem tu ja cuidou? Sabia que era pago para fazer piada não", dizia outra. 

    Até mesmo os apoiadores de última hora a candidatura de Bolsonaro desaprovaram a postura do ministro. "Inacreditável um tweet desses do ministro da Educação. E olha que como todos sabem eu DETESTO Lula e Dilma e passei o governo todo deles atacando essa quadrilha. Mas há que se prezar um mínimo de liturgia do cargo!", dizia um internauta. 

    "Cheguei a verificar o check azul para confirmar se era mesmo do Ministro da Educação essa frase. É inacreditável um Ministro se portar dessa forma! Lamentável!", dizia outro post. "Partidos de esquerda são da oposição, já este senhor é um ministro do estado, todos nós esperamos que o mesmo tenha questões mais urgentes para se preocupar do que ficar fazendo piadinha no Twitter", dizia outro. 

DESTAQUES DOS EDITORES