• Educação

    Em meio a protestos, governo cobra 'meritocracia' para repasses a universidades

    Em meio a protestos, governo cobra 'meritocracia' para repasses a universidades
    Ratinho Jr: governador diz que não haverá cortes, mas que Estado precisa reduzir os custos fixos das universidades (Foto: Gilson Abreu/ANPr)

    Um dia após as manifestações em protesto contra o corte de verbas da educação pelo governo federal, o governador Ratinho Júnior (PSD) confirmou hoje a intenção de estabelecer novas regras para o repasse de recursos às universidades estaduais. Segundo Ratinho Jr, uma das ideias é criar uma lei de eficiência em gestão universitária, vinculando os repasses ao cumprimento de metas de desempenho e transparência estabelecidas pelo Executivo. De acordo com o governo, as universidades que atingirem essas metas dentro de um critério de “meritocracia” poderão receber mais recursos.

    De acordo com o governador, o Estado precisa reduzir os custos fixos das universidades, que atualmente recebem aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano. Ele afirmou que o modelo de meritocracia não vai limitar a distribuição de recursos, mas servir como um bônus para aquelas universidades que demonstrarem excelência em ensino e pesquisa.

    “Vamos liberar os recursos necessários em cima daquilo que está programado. De forma alguma queremos prejudicar o trabalho. Estamos organizando esse cronograma de repasses dentro do fluxo de caixa, para que não pese ao Governo e atenda todas as universidades”, alegou o governador. Ratinho Jr garantiu que não haverá cortes nos repasses às universidades. "O que fizemos foi um contingenciamento de recursos para todo o governo, em janeiro. Isso não quer dizer corte. Esse risco de corte não existe”, argumentou.

    “Estamos conversado, discutindo, construindo junto com as universidades a modernização da gestão. Temos sete universidades, elas consomem papel, caneta, papel higiênico. Por que não criar uma central de compra das universidades para baixar o custo administrativo? Isso é eficiência. Temos que construir isso em todo o setor público”, explicou.

    O governador também pontuou que o Estado vai criar uma metodologia para melhorar a gestão, o ensino dos alunos, e remunerar melhor os servidores e colaboradores. “Vamos modernizar a gestão dos hospitais universitários, não tirar dinheiro das universidades. É uma discussão muito mais técnica-administrativa”, completou.

    O governador afirmou que recursos que envolvem a Desvinculação da Receita de Estados e Municípios (DREM) de maio a junho serão repassados às universidades. Pela lei, o Estado tem direito a 30% das receitas geradas diretamente pelas instituições.

    A decisão foi tomada em conjunto com a Secretaria de Estado da Fazenda e a Casa Civil. A partir de julho, o governo deve uniformizar o modelo para que não haja discrepâncias entre as universidades estaduais.

    O governador disse, em entrevista coletiva em Maringá (região Norte), que as universidades estaduais do Paraná serão propulsoras do desenvolvimento das cidades. Segundo ele, o Estado quer agregar a experiência das sete instituições e fomentar boas iniciativas nos campos tecnológico e social.

    Esse modelo vem sendo construído em parceria com os sete reitores e o superintendente estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona. A iniciativa também vai envolver professores e estudantes, que serão chamados para atuar como aceleradores do desenvolvimento econômico do Estado.

    O sistema de ensino superior passará pela reorganização de procedimentos. O governo estadual pretende unificar os processos de compra de insumos e itens básicos, implementar o programa de compliance, estimular o aumento da transparência e reorganização do cronograma da gestão pública, além de estimular acadêmicos a elaborar projetos em conjunto com as instituições.

    Segundo o governador, o sistema de ensino superior pode contribuir mais para o crescimento do Paraná e exemplificou: “As cidades do Paraná são pequenas, em sua maioria, mais de 80%. Por que não pegar o pessoal de arquitetura e urbanismo para pensar essas cidades, para que possam estar mais integrados? Eles querem, o que faltou é instigar, apresentar um projeto e ver como podem colaborar”, afirmou.

  • Transporte

    Projeto proíbe circulação de patinetes nas calçadas de Curitiba

    Projeto proíbe circulação de patinetes nas calçadas de Curitiba
    Patinetes: proposta prevê prazo de 60 dias após aprovação do projeto para a prefeitura regulamentar qual será a punição a quem descumprir a regra (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

    O vereador Jairo Marcelino (PSD) protocolou na Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei que pretende proibir o tráfego de patinetes nas calçadas da cidade. A proposta deixa para a Secretaria Municipal de Trânsito a fiscalização e dá prazo de 60 dias para a prefeitura regulamentar qual será a punição a quem descumprir a regra.

    “É uma modalidade relativamente nova (de transporte), não existindo ainda uma regulamentação própria para tal atividade”, afirma o parlamentar na justificativa. “O número de adeptos deste tipo de transporte é cada vez maior na cidade de Curitiba”, segue Jairo Marcelino,“(mas) vem aumentando também o número de acidentes causados pelos seus usuários, que não deveriam estar circulando nas calçadas”. Para o vereador, os patinetes interferem no “livre deslocamento de pedestres”.

    Esta é a primeira norma sugerindo regras para o uso do patinete elétrico em Curitiba. Há referências em outros atos legislativos, como a citação ao equipamento na proposta que institui o Dia da Eletromobilidade. Há um pedido de informações de Julieta Reis (DEM) sobre o programa Nota Curitibana, no qual a vereadora sugere que créditos do programa pudessem ser usados também para pagar o transporte público e, mediante convênio, as bicicletas e os patinetes.

    Já Bruno Pessuti (PSD) fez uma sugestão ao Executivo para que vagas do Estacionamento Regulamentado (Estar) tivessem seu uso alterado, para serem utilizadas gratuitamente por bicicletas e patinetes. “Dessa forma, reduz-se a interferência desse modal de transporte nas calçadas”, argumenta, pois também vê no fato de os aparelhos ficarem aleatoriamente nas calçadas um problema para o trânsito dos pedestres. Quando a sugestão foi levada ao plenário, mobilizou sete parlamentares no seu debate.

  • Placar

    Veja como votaram os deputados do Paraná sobre a convocação do ministro da Educação

    Veja como votaram os deputados do Paraná sobre a convocação do ministro da Educação
    (Foto: Agência Câmara)

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça (14) a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que ele preste esclarecimentos ao plenário nesta quarta (15) sobre bloqueios no orçamento do setor.

    O requerimento de convocação foi aprovado por 307 votos favoráveis e 82 contrários. Weintraub será ouvido em uma "comissão geral" (sessão de debates no plenário). Ele é o primeiro ministro do governo Jair Bolsonaro convocado por alguma das casas do Congresso. 

    Dos 30 deputados federais da bancada paranaense, 13 votaram a favor da convocação do ministro. Outros quatro votaram contra, mas o que chama a atenção é o número de ausentes na votação: 13 parlamentares não estavam na sessão que votou o requerimento.

    VOTARAM SIM


    Aliel Machado (PSB) Sim

    Christiane de Souza Yared (PR) Sim

    Boca Aberta (PROS) Sim

    Enio Verri (PT) Sim

    Gustavo Fruet (PDT) Sim

    Hermes Parcianello (MDB) Sim

    Luciano Ducci (PSB) Sim

    Luizão Goulart (PRB) Sim

    Reinhold Stephanes (PSD) Sim

    Rubens Bueno (Cidadania) Sim

    Sergio Souza (MDB) Sim

    Vermelho (PSD) Sim

    Zeca Dirceu (PT) Sim

    VOTARAM NÂO

    Felipe Francischini (PSL) Não

    Filipe Barros (PSL) Não

    Paulo Eduardo Martins (PSC) Não

    Pedro Lupion (DEM) Não

    AUSENTES

    Aline Sleutjes (PSL) Ausente

    Aroldo Martins (PRB) Ausente

    Diego Garcia (PODE) Ausente

    Evandro Roman (PSD) Ausente

    Gleisi Hofmman (PT) Ausente

    Leandre (PV) Ausente

    Luiza Canziani (PTB) Ausente

    Luiz Nishimori (PR) Ausente

    Ricardo Barros (PP) Ausente

    Sargento Fahur (PSD) Ausente

    Schiavinato (PP) Ausente

    Toninho Wandscheer (PROS) Ausente

    Giacobo (PR) Ausente





  • Complemento

    Junto com secretário, cúpula do DER também ganha cargo na Jari

    Junto com secretário, cúpula do DER também ganha cargo na Jari
    Secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex (Foto: divulgação / Seil)

    A nomeação do secretário Sandro Alex, da secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (Seil), para integrar a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari), como membro representante do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado (DER) no grupo, não foi a única. O diretor de Operações do DER, Alysson Rodrigo Priori Major, foi nomeado presidente da Jari I, mesma junta de Sandro Alex. Também integram o conselho, das Jaris I, II, e II, outros integrantes do DER, e de sindicatos de setores do transporte rodoviário. (Veja a lista abaixo). As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do dia 9 de maio.

    No caso de Sandro Alex e dos integrantes do DER, o cargo vai complementar os salários. O secretário, por exemplo, já ganha R$ 23.634,10 somente como titular da pasta. Ele passará a receber também um valor que giraria em torno do R$ 3,6 mil. O dado não está disponível no Portal da Transparência. A assessoria do DER não informou o valor. Um integrante da Jari do DER deve participar de uma reunião por semana no órgão.

    Em nota, a Seil informou que Sandro Alex, como secretário, é automaticamente nomeado para a Jari do DER. “A Secretaria de Infraestrutura e Logística esclarece que o secretário participa de conselhos afins já que é membro nato”, diz em nota. A assessoria também não informou quais outros cargos em conselhos o secretário ocupa. No Portal da Transparência, aparece apenas o salário de secretário.

    Jari I

    Alysson Rodrigo Priori Major - presidente
    Francisco Luiz dos Santos - membro do DER
    Sandro Alex Cruz de Oliveira - secretário de Estado, nomeado como membro do DER
    Letícia Maria de Athayde Vieira - membro do DER
    Gilberto Maurício Amorim - Sintracarp
    Felipe de Freitas - Sindicam
    Maria Helena Faria Martynez - secretária

    Jari 2

    Lineu Edison Tomass - presidente
    José Brustolin Neto - membro do DER
    Alessandro Nadal Pietrobelli - membro do DER
    Vinicius JOsé da Rocha - membro do DER
    Rosana Machiavelli - Setcepar
    Luiz Humberto Bagatim - Sin-coopar
    HOnório Olavo Bortolini - Fetranspar
    Edite Terezinha Gomes - secretária

    Jari 3

    Fernando Furiatti Saboia - presidente
    Patricia Manica - membro do DER
    MArcio Rocha Czeck - Sitro
    Roberto Luiz Harth Teixeira de Freitas - Fepasc
    Milton Jacques Silva - Fetranspar
    Vilmara Aparecida de Souza - secretária

  • Alep

    Comissão especial aprova fim de aposentadoria para ex-governadores no Paraná

    Comissão especial aprova fim de aposentadoria para ex-governadores no Paraná

    A Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 01/2019, que acaba com a aposentadoria dos ex-governadores, aprovou na manhã desta terça-feira (14) o parecer favorável do relator, deputado Cobra Repórter (PSD), ao texto original e à emenda apresentada com o apoio de 32 parlamentares. O parecer foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares membros da comissão. Proferiram o voto favorável os deputados Luiz Fernando Guerra (PSD), Reichembach (PSC) e Paulo Litro (PSD), este suplente do deputado Michele Caputo (PSDB).

    Participaram ainda do encontro o presidente da comissão, deputado Jonas Guimarães (PSB), e o relator da proposta, deputado Cobra Repórter. A PEC, de autoria do Poder Executivo, revoga o § 5º do art. 85 da Constituição do Estado do Paraná, que estabelece o pagamento de subsídio mensal e vitalício para quem tiver exercido em caráter permanente o cargo de governador do Estado. Já a emenda prevê a extinção do pagamento do subsídio mensal e vitalício a ex-governadores ou a suas viúvas, inclusive aos atuais beneficiários. Atualmente, 11 ex-governadores e viúvas recebem o benefício. “Entendo que estamos vivendo um momento importante no Paraná e no país. E este tipo de benefício, que onera o Estado, precisa ter fim”, afirmou o deputado Cobra Repórter.

    STF – A Comissão Especial havia decidido aguardar a votação de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF) que trata do mesmo assunto. A ação entrou na pauta de julgamentos do STF no mês passado, mas não chegou a ser votada. Diante disso, o presidente da Assembleia determinou o prosseguimento dos trâmites legislativos. “Mesmo com esse impasse da ADIN e com toda a complexidade que envolve o assunto, os trabalhos da comissão especial transcorreram de maneira tranquila. Agora o debate continuará no Plenário, que é soberano”, explicou o deputado Jonas Guimarães.

    Plenário – Durante a sessão plenária de segunda-feira (13), o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), anunciou que a PEC 01/2019 estará na pauta de votação já na sessão de quarta-feira (15). “Trata-se de um assunto de extrema importância, é de nossa responsabilidade votar, e não vou mais postergar essa votação” declarou.

     

  • Secretário complementa salário

    A nomeação do secretário Sandro Alex, da secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (Seil), para integrar a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari), como membro representante do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado (DER) no grupo, foi publicada no Diário Oficial do dia 9 de maio. O cargo vai complementar o salário de Sandro Alex, que já ganha R$ 23.634,10 como secretário. Ele passará a receber também um valor que giraria em torno do R$ 3,6 mil. O dado não está disponível no Portal da Transparência. A assessoria do DER não informou o valor. Um integrante da Jari do DER deve participar de uma reunião por semana no órgão. Em nota, a Seil informou que Sandro Alex, como secretário, é automaticamente nomeado para a Jari do DER. “A Secretaria de Infraestrutura e Logística esclarece que o secretário participa de conselhos afins já que é membro nato”, diz em nota. A assessoria também não informou quais outros cargos em conselhos o secretário ocupa. No Portal da Transparência, aparece apenas o salário de secretário.

    Sem rótulo
    Dos 33 representantes do Paraná no Congresso Nacional – 30 deputados e 3 senadores – 14 participaram de uma reunião ontem com integrantes de universidades, para debater o corte de 30% no orçamento descentralizado das instituições federais de ensino pelo governo federal. Embora não tenham participado da reunião, os três deputados petistas, Gleisi Hoffmann, Ênio Verri e Zeca Dirceu, são notórios opositores aos cortes nas universidades. A presença dos petistas teria sido evitada para não fomentar o ataque à educação pública superior por bolsonaristas que tentam rotular a as universidades públicas como “de esquerda”. A intenção da reitoria da UFPR é justamente articular com deputados de centro que possam ajudar no embate com o governo federal.

    Apoio
    A reunião foi no gabinete do reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca. Os parlamentares presentes se comprometeram lutar em Brasília pela reversão da medida que pode afetar o funcionamento da UFPR, da UTFPR, IFPR e Unila no próximo semestre. Estiveram presentes, além dos três senadores paranaenses (Alvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães), os deputados Gustavo Fruet, Rubens Bueno, José Carlos Schiavinato, Luciano Ducci, Sérgio de Souza, Luizão Goulart, Reinhold Stephanes Jr., Aliel Machado, Toninho Wandscheer e Leandre Dal Ponte.

    Compromisso com a Globo
    O deputado Homero Marchesi (PROS) cobrou que o presidente da Assembleia Legislativa alterasse a data da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das aposentadorias dos governadores, marcada para esta quarta-feira. Autor de emendas ao projeto, Marchesi disse que pelo menos dez deputados devem viajar para Maringá no dia, quando o  governador Ratinho Junior (PSD) faz a transferência simbólica da sede do governo para o município, por conta da Expoingá. Isso  inviabilizaria o quórum mínimo necessário para votar a PEC. Traiano negou o pedido e recusou, inclusive, a sugestão de alterar a sessão plenária para o período da manhã. O presidente da Alep, responsável pela pauta, disse que assumiu “compromisso com a Globo e demais veículos de comunicação” que colocaria a proposta em pauta . “Eu acho que essa matéria vai ser uma discussão muito ampla e marcar a sessão para de manhã não mudará nada. Não será o fato de estar lá no momento da abertura que vai comprometer a presença dos deputados em Maringá”, disse. “É uma decisão da presidência porque estou sendo muito cobrado. Quero limpar a lousa”, afirmou Traiano, completando que vai colocar em pauta também a votação do projeto Escola Sem Partido, que promete gerar discussões calorosas na Casa.

  • Crise na educação

    Veja quais deputados do Paraná compareceram e quais faltaram à reunião sobre cortes na UFPR

    Veja quais deputados do Paraná compareceram e quais faltaram à reunião sobre cortes na UFPR
    (Foto: Divulgação)

    Os Reitores das Universidades Federais e do Instituto Federal do Paraná reuniram-se, na manhã desta segunda (13), com os parlamentares da bancada federal paranaense na articulação de mobilizar forças contra os cortes orçamentários realizados pelo Ministério da Educação (MEC). No encontro, os reitores apresentaram dados importantes referentes a orçamento, ensino, pesquisa e extensão, para contextualizar o impacto que essa medida governamental pode causar se não revertida. Juntas, as quatro instituições federais de ensino superior somam quase cem mil estudantes: Universidade Federal do Paraná (R$ 33 mil), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (R$ 33 mil), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (R$ 6 mil) e Instituto Federal do Paraná (IFPR). Os três senadores do Paraná, Alvaro Dias (PODEMOS), Flavio Arns (REDE) e Oriovisto Guimarães (PODEMOS) e apenas dez dos 30 deputados federais participaram da reunião.  

    VEJA O NOME DOS DEPUTADOS QUE PARTICIPARAM DA REUNIÃO E DOS QUE FALTARAM NO BARULHO CURITIBA

  • Fundo vence em 2020

    Flávio Arns é designado relator da proposta que torna Fundeb vitalício

    Flávio Arns é designado relator da proposta que torna Fundeb vitalício
    (Foto: Divulgação )

    O senador Flávio Arns (Rede/PR) foi designado relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2019, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. A matéria, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede/PR), propõe que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) se torne vitalício, já que o Fundo terminaria em 2020.

    “O fim da vigência do Fundeb é muito preocupante, pois pode gerar uma desorganização e perda de recursos aplicados na educação básica pela União. Por isso, é fundamental avançarmos com essa PEC para que possamos garantir a sua permanência e aperfeiçoar o ensino no País”, destacou Flávio Arns.

    Pela proposta, são dois os grandes desafios: garantir a permanência do Fundo, inserindo-o como política de Estado no texto da Constituição Federal e promover o aperfeiçoamento do Fundeb, em sintonia com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), dentre as quais merecem destaque a implementação do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi), a oferta de educação em tempo integral em no mínimo 50% das escolas públicas, a política de valorização dos profissionais da educação básica pública e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto para a educação pública.

    A  PEC 65/2019 estabelece, ainda, que a complementação da União ao Fundeb, chamada Complementação Custo Aluno-Qualidade Inicial, será de no mínimo 40%, sendo ampliada progressivamente a partir do percentual de 20% no primeiro ano de vigência do novo Fundeb. E  que 75% de cada Fundo seja destinado ao pagamento dos profissionais da educação básica pública em efetivo exercício, de forma a assegurar a prioridade da aplicação dos recursos dos fundos para a remuneração e valorização dos profissionais da educação.

    Por fim, a PEC defende a oferta gratuita de educação de jovens e adultos a todos que não tiveram acesso à educação básica na idade própria, para a redução do analfabetismo.

    Fundeb - Desde a sua criação, o Fundeb se tornou uma garantia de financiamento, de forma equitativa, para a ampliação do acesso escolar na educação básica, com destaque para a expansão na educação infantil, além do ensino médio. Ele está em vigor desde janeiro de 2007 e vai até 2020.

    Além de valorizar a educação básica, o Fundeb valoriza também o magistério público e a expansão dos investimentos em educação.

  • PPA

    Oriovisto vai relatar projeto que define orçamento do governo Bolsonaro

    Oriovisto vai relatar projeto que define orçamento do governo Bolsonaro
    (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

    O senador Oriovisto Guimarães (PODE-PR) foi nomeado nesta semana como relator do Projeto de Lei do Plano Plurianual (PPA) de 2020 a 2023. Integrante da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Oriovisto é o segundo senador em primeiro mandato a ser escolhido ao cargo de relator na história do Plano Plurianual.

    “O PPA é o pré-requisito do direcionamento de todos os recursos públicos que serão gastos nos próximos quatro anos pelo governo federal. Nenhum centavo pode ser utilizado no Orçamento sem estar previsto no Plano”, lembrou o senador.

    O projeto deve ser enviado pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) ao Legislativo até o fim de agosto. O PPL traça objetivos, metas e programas que vão orientar o governo na elaboração dos orçamentos de 2020 a 2024, e balizará as ações de três anos da gestão de Bolsonaro e o primeiro ano do mandato seguinte. Oriovisto foi indicado para a relatoria pelo presidente da CMO, senador Marcelo Castro (MDB-PI) e seu nome foi aprovado por unanimidade em reunião realizada na terça-feira (7).

    As diretrizes servem para os próximos anos do governo Bolsonaro, além do primeiro ano do futuro Presidente da República. Essa passagem do PPA de um governo para outro visa promover a continuidade administrativa, de forma que os novos gestores possam avaliar e até aproveitar partes do plano que está sendo encerrado. A relatoria deste Plano é revezada entre as duas Casas do Congresso, portanto, o Senado só pode ter a relatoria a cada oito anos.

    Oriovisto afirma que a aprovação da reforma da previdência não deve ser condição para elaboração do relatório. “Não necessariamente. Uma coisa não está ligada a outra. O PPA é a primeira peça do orçamento. A partir de agosto, quando o Ministério da Economia enviar o projeto, vou ouvir os demais senadores, os deputados, os mais de 30 técnicos do ministério para fixarmos o cenário macroeconômico para os próximos quatro anos. Sempre trata politicas sociais, evolução da infraestrutura, é uma bussola paro o empresariado saber onde deve investir”, explica.

    O senador afirma que apoia “quase” integralmente a reforma da previdência proposta por Bolsonaro. “Se o Brasil não fizer a reforma da previdência e a reforma tributária o cenário será de queda. O projeto da previdência está sofrendo ajustes na Câmara. Nas linhas gerais, de acabar com privilégios, apoio integralmente. Tem um detalhe ou outro que posso não gostar. Mas todo mundo vai ter um ponto que não vai aprovar. Ainda é cedo para eu apontar uma crítica antes de chegar no Senado”, recua.

    Oriovisto se reuniu ontem com o presidente Jair Bolsonaro na residência oficial da presidência do Senado. Também participaram do encontro o ministro Onix Lorenzoni, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), líderes partidários e governadores. De acordo com a agenda oficial, a reunião tratou de Pacto Federativo e Reforma da Previdência. “Falamos sobre somar esforços para aprovar a reforma da previdência e rever o pacto federativo. Todos trouxeram as dificuldades que estão tendo nos estados”, disse Oriovisto.

    Empresário fundador do Grupo Positivo, Oriovisto é economista de formação e tem participado da agenda econômica do governo no Senado. Um projeto de lei apresentado pelo Senador prevê a “responsabilidade compartilhada” no setor público, ou seja, em casos de superávit os servidores públicos seriam premiados com bônus, mas em anos deficitários seus salários ficariam congelados. “Tudo parte do seguinte ponto: não é o presidente ou governador ou prefeito que determina o sucesso ou o fracasso da administração publica, se ele for capaz de formar uma equipe e se a equipe não trabalhar bem a responsabilidade deve ser da equipe toda. Se tiver déficit primário, o salário do servidor fica congelado. Se tiver superávit, ele recebe um bônus.

    “Cavalo de batalha que não existe”

    Oriovisto acompanha nesta sexta-feira a apresentação do ministro da Economia, Paulo Guedes, que debate o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020, em audiência pública na CMO. Integrantes do colegiado também questionam o ministro sobre o bloqueio de 30% nas verbas de custeio das universidades e institutos federais.

    Oriovisto já se manifestou contrário à medida de forma discriminada. “Sou totalmente contra a qualquer corte da Educação”, disse ao jornal Bem Paraná na semana passada. Ontem, no entanto, ponderou nas críticas. “Estamos fazendo um cavalo de batalha que não existe. O governo está quebrado, não tem dinheiro, não vai ter que fazer corte só na Educação, vai ter que fazer em saúde e segurança. O ministro fez uma explanação bem razoável. Ele só pediu que se faça esse contingenciamento até julho. Ele se prontificou a receber todos os reitores. Eu já conversei com os reitores do Paraná e vou estar na segunda-feira reunido com eles, me prontifiquei a ajudar e levar eles até o ministro. A oposição procura colocar uma lente de aumento no problema que muitas vezes não existe”, afirmou.

    O debate na CMO faz parte da tramitação do projeto da LDO 2019, primeira proposta orçamentária a ser analisada neste ano. O texto do Executivo prevê que o salário mínimo será reajustado para R$ 1.040 no próximo ano, sem ganho real (acima da inflação). Em relação à meta fiscal, aponta deficit primário pelo sétimo ano consecutivo — de R$ 124,1 bilhões para o governo central, que abrange as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central.

    Deútados do PT devem tentar impedir a votação de qualquer proposta orçamentária até que o governo dê explicações sobre os cortes nas universidades. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou o bloqueio em decorrência do contingenciamento de despesas discricionárias determinado pela equipe econômica. Por isso, o assunto deve predominar na audiência de Paulo Guedes.

  • RMC

    Agência do Banco do Brasil é alvo da gangue da dinamite na Lapa

    Agência do Banco do Brasil é alvo da gangue da dinamite na Lapa

    Moradores da cidade da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, acordaram assustados com o barulho de várias explosões e tiros nesta madrugada de quarta-feira, 8.  Um grupo de assaltantes explodiu a agência bancária, localizada na Lapa, por volta das 5 horas desta madrugada.  

    Segundo relato da Polícia Militar, minutos antes da ação, o grupo atacou o Batalhão da PM na cidade com tiros de fuzil. Pregos retorcidos, chamados de miguelitos, foram jogados ao redor da sede da polícia para evitar que os policiais saíssem do batalhão para interromper a ação na agência bancária.

    Depois do assalto ao banco, o grupo fugiu em dois carros por um desvio no sentido que leva a Quintandinha, outro município da Região Metropolitana. Então, trocaram de veículos, abandonando os que tinham sido usados em uma estrada rural do município.

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez um cerco na cidade, mas não conseguiu pegar o grupo. Essa é a única agência do Banco do Brasil na Lapa.

  • Posicionamento

    Cortes de verbas geram saia-justa entre governo do Paraná e UFPR

    Cortes de verbas geram saia-justa entre governo do Paraná e UFPR

    O governador Ratinho Junior (PSD) disse nesta terça-feira, 7, que o reitor Ricardo Marcelo Fonseca, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), “exagera” ao dizer que o Estado pode ser prejudicado com o corte de 30% na verba de custeio das instituições federais de ensino. Questionado sobre os cortes em evento no Palácio Iguaçu, o governador afirmou que o governo federal deve rever a decisão de um “corte unilateral” sem que as necessidades sejam debatidas.

    “Não acredito nisso (que o agronegócio e a indústria seriam prejudicados por sucateamento da UFPR). Há um pouco de exagero (do reitor) para poder, obviamente, a pauta ter um pouco mais de importância, mas é natural. Eu não acredito que o Ministério da Educação vá fazer um corte unilateral. É anunciado e depois, especificamente, vai liberando recursos conforme a necessidade”, pondera o governador.

    LEIA A MATÉRIA COMPLETA COM AS INFORMAÇÕES SOBRE O ASSUNTO NO BLOG POLÍTICA EM DEBATE

  • Polêmica

    Vereadores de Curitiba rejeitam repúdio  a corte no orçamento da UFPR

    Vereadores de Curitiba rejeitam repúdio  a corte no orçamento da UFPR
    (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

    Moção de repúdio ou protesto rejeitada em votação simbólica nesta terça-feira (7), na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), gerou debate em plenário sobre investimentos na educação pública brasileira, em especial no Ensino Superior. De iniciativa da Professora Josete (PT), o requerimento (060.00002.2019) criticava o corte de R$ 48 milhões do orçamento de 2019 da Universidade Federal do Paraná (UFPR), anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) na última quinta (2). O valor bloqueado equivale a 30% das verbas destinadas à instituição, que em nota à comunidade, criticou a medida.

    Nove vereadores se manifestaram sobre a proposta. Josete recebeu o apoio de Professor Euler (PSD), de Maria Leticia Fagundes (PV) e de Noemia Rocha (MDB). Já Dr. Wolmir Aguiar (PSC), Ezequias Barros (PRP), Julieta Reis (DEM), Mauro Ignácio (PSB) e Pier Petruzziello (PTB) defenderam a derrubada da moção de repúdio. “Na verdade não é só na Universidade Federal do Paraná, mas como foi o primeiro corte anunciado [a proposição foi protocolada na CMC na manhã da última sexta, dia 3]. São todos os institutos e universidades federais que estão sendo atingidos [com o bloqueio orçamentário de 30%]”, declarou a autora.

    Josete defendeu que a moção era direcionada “à iniciativa do MEC. Não é a uma pessoa especificamente. Já tivemos repúdios a atos ou a ações”. “Nós já tínhamos a avaliação que haveria desmonte, não só da universidade pública mas de toda a educação. Mas não imaginávamos que fosse acontecer de forma tão rápida”, avaliou. Ela citou declarações do reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, de que o corte “vai impactar de forma drástica, em despesas de luz, água, em contratos de prestação de serviço”. “O desempenho de todas as unidades e instituições federais será afetado”, continuou. A parlamentar destacou o papel da instituição pública na pesquisa.

    A primeira crítica à moção partiu de Ignácio, para quem “o PT já vinha reduzindo o orçamento”. Ele propôs um trabalho conjunto com os deputados estaduais: “Temos que ter informação sobre o [a aplicação do] orçamento das universidades. Não tem que ser repudiado, e sim buscar mais informações”. O vereador ponderou que grande parte das verbas são destinadas às folhas de pagamento. “Ninguém quer sucatear a universidade federal”, completou, defendendo “ações proativas”, como as reformas da Previdência e tributária.

    Na mesma linha, Petruzziello criticou as gestões Lula e Dilma Rousseff:  “Lembrando que o PT cortou mais de R$ 10 bilhões da educação no Brasil”. Apesar de considerar que o atual presidente possui “uma forma de agir um tanto quanto estranha”, o líder do prefeito na CMC atribuiu a vitória de Bolsonaro às gestões petistas. “Ninguém é favorável ao corte na educação. É difícil fazer essa avaliação de longe [sem  estudar as prestações de contas das instituições]”, argumentou. Ainda em sua avaliação, o repúdio só deve ser usado em casos extremos, como guerras ou crimes. 

    Petruzziello retomou críticas aos vereadores contrários ao chamado Plano de Recuperação, ajuste fiscal aprovado no primeiro ano da gestão Rafael Greca. “Hoje pedem mais vagas em creches, mais médicos. Mas e na prática, como se age? Quando você não tem onde cortar, como se faz?”, indagou. “Acho curioso comentar a respeito da votação do Plano de Recuperação, sendo que na legislatura anterior aprovou o plano de cargos e salários [do magistério, suspenso pelo ajuste fiscal]. As coisas vão mudando de acordo com a conveniência ou de acordo com o prefeito que está defendendo”, rebateu Euler. O líder contra-argumentou que na época “existia inclusive a perspectiva que a economia avançasse”.

    Barros, por sua vez, comparou os gastos médios com alunos da Educação Básica, na qual defendeu mais verbas públicas, e do Ensino Superior. O parlamentar também criticou o partido de Josete: “As universidades foram sucateadas pelo próprio PT”. “A gente está vendo uma perseguição a um governo que começou há 120 dias, que está se estabelecendo”, opinou. Ele ainda questionou a qualidade da formação ofertada pelos cursos superiores e ações estudantis, como no vídeo em que jovens protestam nus na Universidade de Brasília (UnB), em 2009. 

    “Vamos deixar o Bolsonaro trabalhar”, pediu Barros. “Sou contrário e também não apoio. Primeiro, pela bagunça que é. Pela algazarra. Lógico, por causa de uma minoria”, continuou Aguiar. “Aquela bagunça de andarem pelados. Drogas. Faculdade é para estudar.” Para ele, apesar do corte de 30%, restam altos valores às instituições federais.

    “Eu pessoalmente nunca votei repúdio a ninguém. Nem a um grande opositor. Porque a Casa é política e cada um tem sua ideologia”, alegou Julieta. “O voto de repúdio é muito desagradável. Claro que não somos favoráveis a cortes na educação, na saúde.” No entanto, ela ponderou ao momento e à realidade do país. Para a vereadora, há propostas importantes em discussão na esfera federal, como a reforma previdenciária. “Muitas universidades, não todas, se recusam a fazer a prestação de contas das verbas públicas”, criticou. 

    Apoio à moção
    Apesar de apoiar a moção, Euler concorda que o repúdio, “pela questão da forma”, pode passar uma ideia equivocada – no Sistema de Proposições Legislativas, a proposição é cadastrada como “requerimento de moção de repúdio ou protesto”. “Se fosse para fazer algum tipo de corte, seria de acordo com a realidade de cada instituição, após um estudo adequado. Tem que se investir mais na educação, na Básica e também na Superior”, avaliou. 

    Maria Leticia lembrou do congelamento das verbas da saúde e da educação por um prazo de 20 anos, aprovado na gestão Michel Temer. “Vamos criar um bando de gente sem condição crítica. O que me faz pensar que estamos caminhando para criar uma geração de ignorantes, de gente sem formação. Que vai certamente repercutir lá na frente em nossa economia, em nossa cultura. Universidade, [com] pelados ou não pelados, é lugar de diversidade”, respondeu. “Nosso presidente se elegeu falando de educação e parece que vai na contramão. O que ele vai fazendo é tirar recursos de uma universidade que já sangra há muito tempo.”

    Para Noemia, a “unanimidade é burra”. Ela destacou a carta aberta que envolve 800 instituições acadêmicas do mundo, escrita em Harvard, nos Estados Unidos, contra cortes em investimentos em cursos de Sociologia e Filosofia, anunciados por Bolsonaro. “Não dá para generalizar que todas as universidades estão fazendo coisa errada.” A vereadora atribuiu “questões pontuais” à “decadência de valores familiares”. Por fim, rebateu Julieta Reis: “Já assinou voto de repúdio sim. No caso do cantor [Agnaldo Timóteo, aprovado em março do ano passado]. Não vejo que vá desmoralizar o governo. Não, vai mostrar que o governo precisa ser reavaliado”.

    Por fim, Josete respondeu as críticas: “[O repúdio] está previsto em nosso Regimento Interno. Tivemos inclusive uma comissão [especial] no ano retrasado [de revisão do documento]”. Sobre os investimentos do PT na educação, alegou que “as pessoas podem usar os dados de forma equivocada”, mas que as gestões de seu partido avançaram nessa área, como na criação de institutos federais, do piso salarial nacional para professores da Educação Básica e de programa de iniciação científica para cursos de licenciatura. “Enxugou em vários aspectos, mas foi o governo que criou mais vagas. Dobramos as vagas na universidades públicas. Ao contrário do que está sendo feito. É um ajuste para desmontar a universidade pública e desmontar a pesquisa de ponta. É um ataque à universidade pública.”

  • Em Foz

    Bolsonaro e Benítez lançam pedra fundamental da nova ponte entre Brasil e Paraguai

    Bolsonaro e Benítez lançam pedra fundamental da nova ponte entre Brasil e Paraguai
    (Foto: Divulgação Itaipu Binacional)

    O presidente Jair Bolsonaro (PSL) virá para o Paraná neste fim desta semana. Segundo informações confirmadas pela assessoria do Palácio Iguaçu, Bolsonaro deve participar do lançamento do Programa Escola Segura, em Foz do Iguaçu, na quinta-feira, 9, e na sexta, 10, do lançamento da pedra fundamentel da segundo ponte entre Foz do Iguaçu e o Paraguai. A cerimônia contará com a presença do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez. A previsão é de que as obras comecem ainda no primeiro semestre deste ano.

    Com custo previsto em R$ 462,9 milhões - que serão cobertos com recursos da própria Itaipu Binacional -, a nova ponte sobre o Rio Paraná ligará Foz do Iguaçu a Presidente Franco, cidade vizinha a Ciudad del Este.

    A documentação para a realização da obra já está pronta e foi entregue ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Pelo que foi acordado, o governo do Paraná terá a delegação para gerenciar a construção da ponte. A previsão é de que a obra comece ainda neste primeiro semestre de 2019, com duração de 36 meses.

  • Assembleia

    Projeto que prevê período de tolerância nos pedágios é aprovado em primeiro turno

    Projeto que prevê período de tolerância nos pedágios é aprovado em primeiro turno
    (Foto: Franklin de Freitas)

    Um projeto de lei que garante aos usuários das rodovias pedagiadas do Estado um período de tolerância de 20 minutos para atravessar a mesma praça de pedágio, após o pagamento da tarifa, foi aprovado em primeiro turno nesta segunda-feira (6) na Assembleia Legislativa. Assim, o motorista não teria que pagar duas vezes a mesma tarifa de pedágio. O texto, assinado pelo deputado Paulo Litro (PSDB), avançou ainda precisa ser votado mais uma vez antes de ser levado à sanção do governador.

    De acordo a proposta, o Poder Executivo teria que incluir uma cláusula no contrato de concessão que preveja o direito dos motoristas de não pagar uma nova tarifa em casos, por exemplo, de o motorista errar a rota e se ver obrigado a realizar o retorno. O autor da proposta afirma na justificativa do texto que o pagamento de uma nova tarifa em casos de correção de rota se trata de uma situação que gera flagrante injustiça aos usuários das rodovias pedagiadas do estado.

    As empresas poderão questionar a medida judicialmente se entenderem que serão lesadas. 

  • Posicionamento

    'Balbúrdia relativa': Alvaro Dias engrossa coro contra cortes em universidades

    'Balbúrdia relativa': Alvaro Dias engrossa coro contra cortes em universidades
    (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

    Terceiro senador paranaense a se manifestar sobre o tema, Alvaro Dias (PODE-PR) criticou o corte linear de 30% nas verbas de custeio do orçamento descentralizado das universidades, tecnológicas e institutos federais pelo Ministério da Educação. O senador disse que defende uma fase de enxugamento, mas critica o ataque pontual à Educação.

    “Eu próprio advogo um limitador emergencial de despesas da ordem de 10% em todas as áreas da administração pública. O que me surpreendeu, confesso não ter a percepção se é verdade inteira ou meia verdade, ou mentira, o argumento de que se cortaria (verbas) nas universidades onde 'existe balbúrdia'. Essa é uma questão muito relativa, a balbúrdia. Retirar recurso da universidade porque houve algum ato de balbúrdia é punir aqueles que são comportados, disciplinados. Nem todos participam de balbúrdia na UNB. Se houve, certamente, nem todos participaram. Então estão este critério é inadequado para uma área tão importante como a Educação. Claro que há necessidade de investir na Educação da Primeira Infância, mas um investimento não pode anular o outro”, disse Alvaro Dias no Plenário do Senado ontem.

    Os senadores paranaenses Oriovisto Guimarães (PODE-PR) e Flavio Arns (REDE-PR) também condenaram os cortes. Oriovisto, fundador de uma das maiores universidades privadas do País, e do cursinho pré-vestibular do Grupo Positivo, se posicionou a favor das universidades públicas. Oriovisto disse ao Bem Paraná por telefone que fará o possível para ajudar o reitor Ricardo Marcelo Fonseca, da UFPR, que busca apoio político contra a medida. “Tenho o maior amor pela Educação. Qualquer corte que seja feito de verba para a universidade, eu sou contra. Quando eu for procurado terei o maior prazer em ajudar o reitor”, disse o senador.

    No sábado, o senador Flavio Arns (REDE-PR), que é professor licenciado do setor de Educação da UFPR, afirmou que a decisão do MEC de bloquear 30% das verbas de custeio “deve ser imediatamente revista”. “Temos que ter o discernimento necessário para não deixar que visões ideológicas divergentes contaminem um debate que deve ser do Brasil. O senador Alvaro Dias (PODE-PR) ainda não se manifestou.

    O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participará nesta terça-feira (7), às 11h, de audiência pública na Comissão de Educação do Senado. Ele será instigado a dar explicações sobre o recente corte de verba de universidades federais que, segundo ele, “promovem balbúrdia” e “eventos ridículos”. No próximo dia 15, uma audiência com o ministro está marcada para ocorrer na Câmara Federal.

  • Câmara

    Comissão especial da reforma da Previdência reúne-se nesta terça

    Comissão especial da reforma da Previdência reúne-se nesta terça
    (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

    A comissão especial que vai analisar o mérito da reforma da Previdência na Câmara terá a primeira reunião ordinária nesta terça-feira (7), às 14h30. Segundo cronograma apresentado pelo presidente do colegiado, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), serão realizadas 11 audiências públicas com cerca de 60 convidados para debater o tema.

    Segundo Ramos, apesar de haver sugestões para ouvir 130 pessoas, esse número deve ser reduzido. “Não posso usar o argumento de fazer audiência pública e inviabilizar o momento da matéria de ser votada. Vou tentar coordenar para que a gente possa ter mais tempo para discutir as emendas”, afirmou.

    O parlamentar disse ainda que os trabalhos no colegiado têm de ser coordenados com a construção de maioria no plenário. “Não adianta votar na comissão sem a garantia no plenário”, disse. Marcelo Ramos quer aprovar a reforma na comissão e entregar o texto para análise do Plenário da Câmara até julho.

    Gabinete de inteligência
    Para garantir os 308 votos necessários para a aprovação da medida na Câmara, o governo porá à disposição dos deputados, a partir da próxima terça-feira (7), técnicos do Ministério da Economia para tirar dúvidas sobre a proposta.

    Segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), esse “gabinete de inteligência” da Previdência será montado em uma sala da liderança do governo no Congresso e vai funcionar principalmente às terças, quartas e quintas-feiras.

    “O grupo do Ministério da Economia vai dar informações aos parlamentares tirando qualquer dúvida que possa haver em relação ao texto, inclusive por região. Queremos dar segurança para o parlamentar explicar para seu eleitor por que a nova Previdência é tão importante”, explicou Joice.

    Tramitação
    A comissão especial será composta por 49 membros e 49 suplentes de 25 partidos com representação na Câmara. Na comissão especial, será examinado o mérito da proposição. Essa comissão terá o prazo de até 40 sessões do Plenário, contados a partir de sua formação, para aprovar um parecer.

    Somente na comissão especial poderão ser apresentadas emendas, com o mínimo de 171 assinaturas de deputados cada uma, no prazo de dez sessões do Plenário. A relatoria da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6/2019) está sob a responsabilidade do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

    Após a publicação do parecer da comissão especial e o intervalo de duas sessões, a proposta será incluída na ordem do dia do Plenário da Câmara, onde será submetida a dois turnos de discussão e votação.

    Entre os dois turnos, há um intervalo de cinco sessões do Plenário. Para ser aprovada, a proposta precisa ter, em ambos os turnos, três quintos dos votos dos deputados – 308, em votação nominal. Em seguida, o texto vai para o Senado onde será submetido a uma nova tramitação.

  • Manifestação

    Professores poderão repor dia de paralisação do 29 de abril sem desconto no salário, anuncia Hussein Bakri

    Professores poderão repor dia de paralisação do 29 de abril sem desconto no salário, anuncia Hussein Bakri
    (Foto: Orlando Kissner/ALEP)

    Na primeira reunião da Comissão Permanente de Negociação com os servidores, o deputado Hussein Bakri (PSD) deu uma boa notícia aos professores das escolas estaduais. Em consenso com o Governador Ratinho Junior (PSD) e o Chefe da Casa Civil, Guto Silva (PSD), não haverá desconto no salário de quem aderiu à paralisação do dia 29 de abril, na última segunda-feira. A ausência poderá ser reposta numa outra data ainda a ser definida.

    “Essa é mais uma demonstração do respeito que o Governador tem com os servidores”, afirmou Hussein Bakri, que é Líder do Governo na Assembleia Legislativa e representante da Casa na Comissão de Negociação.


    O objetivo do grupo é tratar das diversas pautas envolvendo os servidores, entre elas a data-base do funcionalismo prevista anualmente para o dia 1º de maio. Também serão debatidos temas pontuais de cada categoria, conforme as especificidades de cada função. A próxima reunião deve ocorrer na semana que vem.

  • Ministro da Justiça

    Moro estaria descontente com governo,segundo matéria de Gilberto Dimenstain

    Moro estaria descontente com governo,segundo matéria de Gilberto Dimenstain

    O ministro da Justiça, Sergio Moro, pode pedir demissão do cargo. Essa e a informação postada nesta sexta-feira, 3, pelo site Antagonista.

    “Sergio Moro não está nada satisfeito com as recorrentes sabotagens contra sua gestão e chegou a falar com assessores sobre uma possível demissão, caso seu pacote anticrime não seja aprovado”, diz o trecho da reportagem, assinada por Gilberto Dimenstain. 

  • Paridade

    Vereadores aprovam ampliação da licença para taxistas para 2 anos

    Vereadores aprovam ampliação da  licença para taxistas para 2 anos
    (Foto: Carlos Costa/CMC)

    A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, na sessão desta segunda-feira (29), por unanimidade em primeiro turno, a ampliação do prazo da licença de condutor a taxistas de um para dois anos. Para entrar em vigor, o projeto precisa de confirmação em segunda votação nesta terça-feira (30) e da sanção do prefeito. Segundo o Executivo, autor da proposta, o objetivo é desburocratizar os procedimentos para a prática da condução de táxis, sem prejudicar os usuários nem a gestão do serviço. Os vereadores também adiaram um projeto da pauta e aprovaram outros dois.

    Para ampliar o prazo de um para dois anos, a Prefeitura propôs modificar o artigo 6º da lei municipal 13.957/2012, que normatiza o serviço de transporte individual. No entanto, a prefeitura ressalta que, de acordo com o artigo 13 do decreto municipal 1.959/2012, que regulamenta a lei vigente, a Urbs (Urbanização de Curitiba S.A ) “poderá, a qualquer momento, solicitar os documentos referentes ao cadastro dos taxistas necessários à emissão da licença do condutor”.

    Segundo o vereador Serginho do Posto (PSDB), a categoria dos taxistas vem enfrentando dificuldades desde que surgiram os serviços de transporte via aplicativo. “O aumento do prazo de um para dois anos ajudará os taxistas. O custo para o taxista acaba se tornando viável, pois cada vez que ele para um dia seu serviço fica prejudicado”. O vereador comentou que conversou com um taxista de aproximadamente 70 anos que se vê obrigado a cumprir 14 horas diárias e ainda trabalhar aos domingos. “O prefeito [Rafael Greca] foi sensível ao problema e ampliou o prazo para a renovação, evitando assim que os veículos não fiquem parados por um dia”, apontou.

    Jairo Marcelino (PSD), que também subiu à tribuna, entende que é o momento de se olhar mais pelos taxistas de Curitiba. “Esses profissionais recolhem anualmente R$ 5 milhões somente em outorga. Passam por vistoria duas vezes ao ano, tem de manter seus carros no padrão, tem de obedecer às regras e são seguidos pela fiscalização”. Ele frisou que os taxistas não são contra os aplicativos autorizados, mas sim contra aqueles que atuam na cidade sem autorização.

  • Presidente

    Bolsonaro volta ao Paraná em maio

    Bolsonaro volta ao Paraná em maio
    (Foto: Marcos Corrêa/PR)


    O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez, voltarão a Foz do Iguaçu (PR) para participar da solenidade de lançamento da pedra fundamental da segunda ponte entre os dois países, no dia 10 de maio. A confirmação foi feita na última sexta-feira (26), pelo Palácio do Planalto. O anúncio foi feito logo depois que o Conselho de Administração da Itaipu aprovou a construção da obra com recursos da própria binacional. A reunião ocorreu na usina, na sexta-feira, data de aniversário de 46 anos do Tratado de Itaipu.

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