• 19/09/2018

    Ativista pro meio ambiente disputa vaga na Assembleia

    Ativista pro meio ambiente disputa vaga na Assembleia
    (Foto: Franklin de Freitas)

    Candidato a deputado estadual pela primeira vez, o advogado Aristides Athayde (PV), diretor do Observatório de Justiça e Conservação, quer levar a defesa das Unidades de Conservação da Natureza para dentro da Assembleia Legislativa. O candidato ganhou notoriedade nos últimos anos ao comandar um levante de resistência contra um projeto dos deputados Plauto Miró Guimarães (DEM) e Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia, que pretende reduzir em 70% a área de proteção ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, nos Campos Gerais do Paraná. 
    A atuação de Athayde atrasou a tramitação do projeto, que atualmente está estacionado no Legislativo e provavelmente não derá votado nesta legislatura. Ele também comandou o movimento Salve a Ilha do Mel, que luta contra a contrução e manutenção de portos e rodovias em áreas de mata atlântica. 
    “Para os meus amigos mais à direita, sou de esquerda, e para os mais a esquerda, eu sou direita. Essa é a maldição do ambientalista. Antes de mais nada eu sou ambientalista”, afirma o candidato. Recém filiado ao PV, Athayde já atua no partido há dez anos, embora não estivesse formalizado. Seu interesse, segundo ele, sempre foi voltado ao que ele poderia fazer pelo meio ambiente. “Eu sempre me interessei por política e me envolvi mais no ativismo ambiental e socioambiental. A política é um meio. (Minhas bandeiras são) proteção da naturaza, das causas ambientais; desde a faculdade eu me envolvo, eu pro bono (pelo bem público) na área, esse ativismo, essas batalhas ganharam bastante repercussão”, afirma. Com isso, o ativista pretende levar o capital político adiquirido para o debate na assembleia. 
    “Atuei na campanha Salve a Ilha do Mel e tenho atuado fortemente contra a PL (Projeto de Lei) do Veneno, que flexibiliza regras de controle dos agrotóxicos no Brasil, e tenho atuado fortemente também contra a PL do Sangue (ou PL da Caça), que tenta liberar a caça de animais silvestres”, conta. 
    Compromisso - No Paraná, o PV é coligado com o candidato ao governo Ratinho Junior (PSD), que é tem forte ligação com o agronegócio. Entretanto, Athayde afirma que o candidato assumiu com o PV o compromisso de que a pauta ambiental será norteada dentro dos princípios da legenda. “Ele fez um compromisso com o PV e quero estar lá (na Assembleia) para cobrar”, diz. 
    Presidência - Apesar de seu partido estar coligado com a Rede, da presidenciável Marina Silva, com Eduardo Jorge (PV) na vice, à presidência, Athayde apoia o candidato Alvaro Dias (PODEMOS). “A nível nacional está coligando com a REDE, mas hoje meu candidato a presidência é o Alvaro – ele fez um compromisso com o PV nesse sentido”, garante. 
    O candidato, que também é presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Paraná (OAB-PR), afirma que os candidatos que ele apoia assumiram as pautas ambientais. “Eu acredito que conservação e desenvolvimento, com geração de renda e postos de trabalho, caminham lado a lado. Eu quero garantir as medidas que asseguram as unidades de conservação, mas também maximizar a viabilidade econômica dessas unidades. Quero garantir o acesso aos produtos orgânicos e as boas práticas”, afirma. 
    Aristides também é fundador do coletivo Hub Verde, que reúne advogados, juristas e ativistas, que defendem o meio ambiente. “São 114 pessoas que assinam nossa carta princípios de conservação”, explica.  

     

  • 18/09/2018

    Justiça proíbe Arruda de associar Ratinho Jr a Beto Richa em programa eleitoral

    Justiça proíbe Arruda de associar Ratinho Jr a Beto Richa em programa eleitoral
    (Foto: Reprodução / Programa João Arruda)

    A Justiça Eleitoral determinou nesta terça-feira (18) que o candidato ao governo João Arruda (MDB), e sua vice Eliana Cortez (MDB), suspendam propaganda eleitoral no rádio e na TV contra o também candidato ao governo Ratinho Junior (PSD). Além disso, estão impedidos de novas inserções ou programa de bloco com o mesmo conteúdo, sob pena de multa no valor de R$ 10 mil por exibição.

    A propaganda em questão traz um carro enlameado entrando em um lava a jato, onde é empregada uma fala destacando mal feitos da gestão do ex-governador e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB), relacionando-os com Ratinho Jr.

    A decisão é da juíza auxiliar Graciane Lemos, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Para ela, “esse jogo de frases lançadas tanto no programa veiculado no rádio, como também naquele veiculado na TV, emprega meios publicitários ‘destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais’, que distorcem a realidade dos fatos, trazendo informação que prejudica a candidatura do ora representante, que não tem envolvimento nenhum, até o presente momento, com os fatos pelos quais o ex-governador está sendo investigado.”, despachou a juiza. 

    Degundo a magistrada, a propaganda eleitoral deve seguir critérios de moralidade e ética "Trazendo informação real e autêntica, não distorcida, e que permita ao eleitor formar a sua convicção e opinião para a escolha de seus candidatos de forma legítima, preservando-se os valores democráticos.”, disse. 

    Segundo o advogado Gustavo Guedes, coordenador jurídico da campanha de Ratinho Jr, a decisão bem reconheceu orientação recente do Tribunal Superior Eleitoral. "No sentido de que a propaganda não possa ser utilizada para enganar o eleitor, característica marcante da publicidade que vem realizando o candidato do MDB no Paraná”, disse. 

     

  • 18/09/2018

    Em encontro fechado, Beto Richa reúne 25 prefeitos, chora e diz que não desiste de candidatura

    Em encontro fechado, Beto Richa reúne 25 prefeitos, chora e diz que não desiste de candidatura
    (Foto: facebook/reprodução)

    No primeiro evento de campanha desde que foi preso na operação “Rádio Patrulha”, que investiga suspeitas de fraude em licitações para obras em estradas rurais, o ex-governador Beto Richa (PSDB) reuniu 25 prefeito em Curitiba, chorou e reafirmou que manterá a candidatura ao Senado. O evento foi fechado para a imprensa. “Não sou homem de desistir”, garantiu o tucano.

    Na segunda-feira, último dia do prazo para substituição ou troca de candidatos, a coligação da governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti (PP), aprovou o afastamento de Richa da chapa, mas a decisão não tem efeito, já que ele só deixaria de concorrer em caso de morte, renúncia ou impugnação pela Justiça. “Os órgãos de investigação se transformam em um verdadeiro partido político”, alegou.

    “Queriam me destruir moralmente. Como naquele filme 'Um cabra marcado para morrer'. Mantenho a minha candidatura, compreendo a eventual desconfiança dos eleitores, mas peço que se coloquem no meu lugar”, disse o tucano.

    No encontro, Richa repetiu praticamente o mesmo texto já levado ao ar no programa eleitoral de ontem à noite, afirmando ter sido vítima de um “estado policial”. “Vocês acham que não conseguem imaginar o terror que foram esses últimos dias. A violência, a indignidade, a truculência. Eu tive a minha casa invadida em uma verdadeira operação de guerra às 6h30 da manhã”, contou. “Eu recebi a notícia na frente do meu filho menor que eu e minha mulher Fernanda seríamos detidos. Eu não fui chamado para depor. Não fui ouvido”, afirmou. “É doído. Mas eles não vão manchar a minha história no Estado do Paraná”, disse ele, que chegou a chorar ao relatar as buscas feitas pela polícia na casa de sua mãe.

    “Eu, minha mulher, outras pessoas fomos presos em razão de fatos que teriam cessado há mais de cinco anos. Primeiro eles querem nos humilhar, destruir, para depois nos ouvir. Primeiro eles querem nos esmagar, para depois nos ouvir. Invadiram a minha casa, aterrorizaram a minha mulher, constrangeram, invadiram a casa da minha mãe”, disse o ex-governador.

    “Não quero nenhum privilégio de natureza nenhuma. Eu quero a garantia legal a que todos os brasileiros têm direito”, afirmou. “Até a imprensa, toda a imprensa, sabe que nós fomos vítimas de ilegalidades e truculência, mas é um pouco reticente em admitir porque hoje em dia nós políticos viramos uma espécie a ser extinta ou exterminada”, disse o tucano.

  • 17/09/2018

    Em fala cortada na TV, Richa diz ser vítima de ‘estado policial’

    Em fala cortada na TV, Richa diz ser vítima de ‘estado policial’
    (Foto: reprodução/You tube)

    Em sua primeira aparição no horário eleitoral desde que foi preso pela operação “Rádio Patrulha”, do Gaeco, que investiga suspeitas de fraude em obras de estradas rurais, o ex-governador Beto Richa (PSDB) reafirmou que mantém a candidatura ao Senado e que sua família teria sido vítima de “um estado policial” que querem implantar no Estado. No início da noite, a coligação que apoia a candidatura à reeleição de Cida Borghetti (PP) para o governo anunciou a decisão de afastar Richa da chapa, após pedido da própria governadora.

    “O que aconteceu comigo, com a minha mulher Fernanda e meu irmão José Richa Filho, constitui, como reconheceu o próprio Supremo Tribunal Federal um ato de violência cujo viés político é muito claro. Queriam atingir a minha candidatura ao Senado. Queriam liquidar a minha trajetória política. Queriam me destruir moralmente há muito tempo”, afirmou.

    “Fomos presos sem nem sermos ouvidos. Fui vítima do estado policial que alguns querem implantar no Paraná”, queixou-se o tucano, afirmando ainda compreender “a desconfiança dos eleitores”, mas dizendo que vai provar sua inocência na Justiça. “Primeiro eles querem nos humilhar para depois nos destruir. Invadiram a minha casa. Aterrorizaram a minha mulher. Invadiram a casa da minha mãe de 78 anos”. A fala de Richa, porém, acabou sendo cortada antes do final.

    Em entrevista ao Bem Paraná, o segundo candidato ao Senado da coligação, deputado federal Alex Canziani (PTB) afirmou que o programa de Richa não deveria mais ser exibido. Segundo ele, a tendência é que a questão acabe sendo levada à Justiça.

    Preso entre os dias 11 e 15 de setembro, Beto Richa é investigado na Operação Rádio Patrulha, que apura esquema de desvio de dinheiro de obras em estadas rurais. Junto com familiares e aliados, o tucano é alvo de inquérito do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual. Na sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão dos 14 investigados no esquema, entre eles a mulher do ex-governador, Fernanda Richa e seu irmão, o ex-secretário de Estado da Infraestrutura, José Pepe Richa.

  • 17/09/2018

    Beto Richa anuncia que vai falar sobre prisão no horário eleitoral

    Beto Richa anuncia que vai falar sobre prisão no horário eleitoral
    (Foto: Geraldo Bubniak)

    O ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), divulgou comunicado nas redes sociais anunciando que pretende falar, no horário eleitoral da noite de hoje sobre sua prisão na operação “Rádio Patrulha”, do Ministério Público Estadual, que investiga suspeitas de fraudes em licitações para obras em estradas rurais. No comunicado, o tucano destaca que a prisão foi “comparada aos tempos de ditadura militar” pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que na última sexta-feira, mandou libertar Richa, sua mulher Fernanda Richa e ex-assessores.

    O ex-governador diz ainda “confiar na Justiça dos homens e de Deus”.

     

  • 17/09/2018

    Ratinho Jr acusa Cida e Greca por uso indevido da máquina pública

    Ratinho Jr acusa Cida e Greca por uso indevido da máquina pública
    (Foto: Foto: Jaelson Lucas/ANPr)

    A Coligação Paraná Inovador, do candidato ao governo do Paraná Ratinho Junior (PSD), entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), nesta quinta-feira (13/9), contra o prefeito de Curitiba Rafael Greca e governadora Cida Borghetti (PP), candidata à reeleição, por divulgação de matérias e imagens em favor dos políticos "travestidas de publicidade institucional na página da Prefeitura Municipal de Curitiba".

    Além de Greca e Cida, são alvos da ação o vice na chapa ao governo Coronel Malucelli (PMN) e o secretário de Comunicação Social da Prefeitura, Israel Reinstein.

    De acordo com advogados de Ratinho Jr, Greca desde o final de 2017 já havia anunciado que caso Cida Borghetti fosse candidata ao governo do estado em 2018 teria seu apoio pessoal na campanha. Para Ratinho Jr, a manifestação utilizou da máquina pública municipal, especialmente da Secretaria da Comunicação, para promover a imagem de Rafael Greca, Cida Borghetti e enaltecer seus feitos em relação à parceria entre Estado e Município.

    Em uma busca apurada no banco de notícias da Prefeitura de Curitiba a coligação de Ratinho Jr encontrou mais de 260 imagens, e ainda, verificou que cada imagem ou grupo de imagens está relacionada com uma notícia ou chamada divulgada na página da Prefeitura, demonstrando que o Prefeito colocou toda a estrutura de comunicação municipal em proveito da campanha da Governadora.

    Por isso, segundo os advogados Gustavo Guedes e Paulo Valério, da campanha de Ratinho Jr, “trata-se de procedimento flagrantemente violador do princípio da isonomia entre os candidatos, perpetrado pelo abuso de poder político, de autoridade e econômico, a partir da utilização da coisa pública em favor da Governadora e sua coligação.”

    Outro lado

    A advogada Carla Karpstein, que defende a campanha de Cida Borghetti, afirmou que a ação é baseada em uma ficção. "Buscaram fotos do ano passado, do começo do ano, quando Cida era governadora em exercício. Estão criando uma tese para forçar a Justiça Eleitoral a decidir sobre uma coisa que não tem cabimento. Fazem uma confusão entre publicidade institucional, que é permitida. Rafael Greca não está na eleição", afirma. 

    A assessoria da prefeitura de Curitiba e do prefeito Rafael Greca informaram que ainda não foram notificados da ação e que comentariam quando fossem oficiados. 

  • 17/09/2018

    Paranaense com mais faltas no Congresso, Takayama alega que justificou ausências

    Paranaense com mais faltas no Congresso, Takayama alega que justificou ausências
    (Foto: Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara)

    Apontado pela ONG Ranking dos Políticos como o parlamentar paranaense que mais faltou nos últimos quatro anos na Congresso Nacional, o deputado federal Hidekazu Takayama (PSC) afirmou em nota nesta segunda-feira (17) que "suas faltas foram devidamente justificadas".

    Conforme a ONG, Takayama faltou 115 vezes no período. O site da Câmara aponta que 19 dessas faltas não foram justificadas. Na nota, o deputado e candidato à reeleição lembra que passou por cirurgia cardiaca e que se ausentou por determinado período. 

    Leia a íntegra:

    "Nota à Imprensa 

    Com relação a matéria intitulada “Bancada do Paraná faltou mais de 1.100 vezes no Congresso”, publicada na última sexta-feira, 14, pelo site Bem PARANÁ, o deputado Federal Takayama vem a público esclarecer:

    1º- Em relação às faltas do parlamentar nas sessões do Congresso Nacional no período de 2015 a 2018, suas faltas foram devidamente JUSTIFICADAS através de atestados, decorrentes de tratamento médico,  protocolados na Câmara dos Deputados no período mencionado. 

    2º- Em 2015, o parlamentar sofreu um ENFARTE e passou por uma cirurgia para implantação de uma Ponte de Safena e Mamaria tendo se recuperado numa Unidade de Tratamento Intensivo - UTI, razão essa pela qual não compareceu em algumas sessões do Congresso Nacional.

    3º-  O deputado Takayama é Presidente das frentes BRASIL–JAPÃO e BRASIL-PARAGUAY e também é Titular das Comissões
    CCTCI - CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA e do MERCOSUL e Suplente das Comissões CE, CIDOSO, CEPREVI, PEC18115,PL631405, PL658313 e, em diversas oportunidades, se faz necessária sua ausência para cumprimento de missões oficiais do Congresso, pelas frentes e comissões citadas! Todas, também devidamente registradas no Congresso através de seus relatórios de viagem! 
    4º- Em momento algum, o veículo BEM PARANÁ, entrou em contato com o parlamentar ou sua assessoria para ouvi-lo ANTES da publicação! 

    5º- Após a publicação de sexta, 14, a assessoria do deputado entrou em contato com o veículo que hoje, 17, publicou nova nota online e impressa, onde insiste que o parlamentar é o mais faltoso mesmo tendo este, através de sua assessoria, enviado link do portal da Câmara onde constam apenas 19 faltas injustificadas e, ainda, tendo sido esclarecido que o parlamentar passou por mais de uma intervenção cirúrgica no período. Todos os atestados foram devidamente protocolados na Câmara dos Deputados e estão à disposição de todos os interessados! 

    6º- Sabendo que é obrigação da imprensa trabalhar com a verdade dos fatos, o Deputado Takayama vem, por meio do seu direito de resposta, solicitar a publicação desta nota na íntegra, a fim de evitar danos à sua imagem, bem como o enfraquecimento de seu trabalho de anos na Câmara, em prol da população do Paraná! 

    PARANÁ, 17 de setembro de 2018. 
    Deputado Federal Takayama (PSC/PR)"

  • 16/09/2018

    Deonilson diz que atuava na “parte legal” da campanha de Richa ao Senado

    Deonilson diz que atuava na “parte legal” da campanha de Richa ao Senado
    (Foto: Geraldo Bubniak )

    Em descrição de grampo telefônico de inquérito assinado no dia 29 de agosto, a Polícia Federal (PF) revela diálogo entre o jornalista Deonilson Roldo, ex-chefe de Gabinete do ex-governador Beto Richa (PSDB), e um interlocutor identificado como “Francisco”. Para a PF, mesmo afastado do governo após a revelação pela imprensa do áudio envolvendo o favorecimento da Odebrecht na licitação da PR-323, Deonilson ainda coordenava a campanha de Richa ao Senado na chapa da governadora Cida Borghetti (PP).

    Na gravação, Deonilson diz que estava em período de “quarentena”, que não poderia “aparecer” e que atuava nos bastidores. “Pra você saber nós trabalhamos no bastidor pra parte legal”, diz Deonilson ao interlocutor.

    As gravações da PF foram feitas entre os dias 28 e 29 de julho, período em que o deputado federal Ricardo Barros (PP) havia sugerido que Richa poderia lançar candidatura avulsa ao Senado, fora da chapa de Cida Borghetti (PP), candidata à reeleição e esposa de Barros.

    Deonilson foi exonerado do cargo que ocupava no governo no dia 11 de maio. Na ocasião, áudios em que ele aparece tentando convencer Pedro Rache – diretor-executivo da Construtora Contern – a abrir mão da participação na licitação da obra de duplicação da PR-323, que já estaria prometida para a Odebrecht, foram divulgados pela imprensa.

    “A governadora Cida Borghetti não participou de qualquer dos fatos que estão sendo alvos de operação policial nesta terça-feira (11/09). Ela demitiu o ex-chefe de gabinete do Governo do Estado, Deonilson Roldo”, disse Cida em nota, no dia da deflagração das operações Piloto, que prendeu Deonilson, e Rádio Patrulha, que prendeu Beto Richa, familiares e aliados. Após sair da prisão no último sábado, Richa disse que irá retomar sua campanha. “Vou retomar minha campanha e nós vamos poder falar em outra oportunidade”, disse.

    A defesa de Deonilson tem afirma que vai se manifestar apenas nos autos dos processos.

    Veja a transcrição do grampo disponível no inquérito:

    FRANCISCO: Oi Deo.
    DEONILSON: Oi Francisco. Ele vai a partir das três ta.
    FRANCISCO: Certo.
    DEONILSON: É bom esperar lá. Tem fotógrafo?
    FRANCISCO: Tem, tem. O ROGÉRIO vai, já aviso o ROGÉRIO.
    DEONILSON: Ta e amanhã pra Marechal Rondon qual fotógrafo que vai?
    FRANCISCO: Vai o MAURÍLIO.
    DEONILSON: MAURÍLIO. Ta bom então.
    FRANCISCO: Ta bom?
    DEONILSON: Ta escalado já?
    FRANCISCO: Isso, ta escalado.
    DEONILSON: Ta bom.
    FRANCISCO: Ta combinadinho.
    DEONILSON: Ok. Então ta.
    FRANCISCO: Ta bom. Outra coisa que eu esqueci de comentar. Não
    sei se ele falou contigo é a chapa foi praticamente confirmada por todos lá viu. RAFAEL falando, CIDA, ALEX e BETO. Ele não falou abertamente, mas a CIDA falou, o ALEX falou.
    DEONILSON: eu sei porque, enquanto vocês estavam lá eu tava tomando um café com o CRISTIANO ali do lado.
    FRANCISCO: ah ta ta.
    DEONILSON: Eu não posso aparecer lá, to de quarentena ainda.
    FRANCISCO: Sim, sim.
    DEONILSON: Mas eu, a ata foi feita ontem, o CRISTIANO com o PAULO PALACIOS que é o advogado do PMN e marido da VANESSA.
    FRANCISCO: certo
    DEONILSON: Foi feita ontem pra apoiar, pra dar certo.
    FRANCISCO: Ah então ta bom. Tudo certo então? Tudo encaminhado?
    DEONILSON: Pra você saber nós trabalhamos no bastidor pra parte legal.

  • 15/09/2018

    Em `textão´ no Facebook, Tony Garcia, delator da Operação Rádio Patrulha, desafia Beto Richa

    Em `textão´ no Facebook, Tony Garcia, delator da Operação Rádio Patrulha, desafia Beto Richa
    (Foto: Geraldo Bubniak )

    O empresário  Antonio Celso Garcia, Tony Garcia, delator da denúncia de fraude de licitação do Programa Patrulha do Campo, desencadeada na última terça-feira (11), fez um desabafo e um desafio no Facebook logo após o ex-governador Beto Richa (PSDB) sair na prisão na madrugada deste sábado (15).  "Beto acaba de sair da cadeia, e como um péssimo ator de novelão mexicano, faz o que melhor sabe fazer, nega o inegável, e tenta comparar sua credibilidade com a minha. Ora Beto, não me meça pela sua régua, achar que sua palavra vale mais que a minha pelos cargos que ocupou é um enorme equívoco que comete. C argos públicos exercidos com lisura, dignidade, honradez e honestidade te dariam esta prerrogativa, porém, é público e notório  que não é o seu caso, visto o mar de lama em que se meteu em todos que exerceu", escreveu Tony Garcia. Em entrevista na saída do Regimento da Polícia Montada, Beto questionou a moralidade de Tony Garcia para fazer as denúncias: "Lamento que a palavra de um delator sem credibilidade tenha começado isso. Vale a minha palavra ou a dele?".

    Leia reportagem completa no Bem Paraná

  • 14/09/2018

    Na TV, Arruda exibe vídeo com Ratinho Jr pedindo voto para Beto Richa; assista

    Na TV, Arruda exibe vídeo com Ratinho Jr pedindo voto para Beto Richa; assista
    (Foto: Geraldo Bubniak )

    O candidato do MDB ao governo do Estado, deputado federal João Arruda, exibiu hoje em seu programa eleitoral, trecho de um vídeo da campanha de 2014 em que o candidato do PSD, deputado estadual Ratinho Júnior, aparece declarando apoio ao então governador e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB) preso na operação "Rádio Patrulha", do Gaeco, que investiga suspeita de fraudes em obras de estradas rurais.

    No programa, a campanha do emedebista afirma que o "governo Beto Richa sujou o nome do Paraná", levando o Estado às manchetes da imprensa nacional por causa de escândalos de corrupção, que "levaram para a cadeia o próprio Richa e muita gente de seu governo". 

    "Quem você prefere para ser o próximo governador do Estado?", questiona a locução, para em seguida mostrar o vídeo no qual Ratinho Jr diz: "eu conheço o potencial de cada um de vocês. E é por isso governador Beto Richa que eu estou junto com você nessa campanha". 

    O locutor então segue: "Ratinho Júnior, secretário e aliado de Richa, que é investigado na Lava Jato e preso pela Justiça, ou alguém que sempre esteve do outro lado". 

     

     
    Nosso 6º programa de TV está no ar!

    O governo do Beto Richa sujou o nome do Paraná com escândalos de corrupção. E agora? Você prefere que o estado continue sendo governado por alguém que seja aliado dessa mesma turma? Ou prefere alguém que seja atuante na luta contra a corrupção ?

DESTAQUES DOS EDITORES