• 30/10/2018

    Transição de governo entre Cida e Ratinho Jr enfrenta primeiro impasse

    Transição de governo entre Cida e Ratinho Jr enfrenta primeiro impasse

    A governadora Cida Borghetti (PP) negou ontem ao governador eleito Ratinho Junior (PSD) O pedido de antecipação da transição dos governos. Até o fim da tarde de ontem, Ratinho Jr estava sem resposta ao pedido feito na primeira reunião com Cida, no último dia 17, para que sua equipe tivesse acesso antecipado ao Palácio Iguaçu e aos dados do Estado.

    Após duas semanas sem resposta, a equipe do novo governo protocolou na última sexta-feira um pedido formal para antecipação para o primeiro dia após o segundo turno da eleição presidencial, o que não ocorreu. A assessoria de Cida informou nesta terça-feira (30) que o pedido está em análise. 

    Em nota, o governo Cida informou que o processo de transição e suas regras estão estabelecidas no decreto 11.397/2018, que foi assinado no dia 16. A data de início está marcada para o dia 3 de dezembro (primeiro dia útil do mês). “O objetivo é organizar a transição e garantir transparência e harmonia nas ações e informações repassadas. Até então, ou seja, antes da edição do decreto, as transições eram feitas conforme as normas definidas no momento”, diz a nota.O decreto já havia sido assinado por Cida um dia antes da reunião com Ratinho Jr, ou seja, o pedido do novo governador foi feito justamente para mudar o decreto. A equipe de Ratinho Jr discorda do argumento do atual governo e prevê maior dificuldade de gestão em razão do curto período de tempo para tomar parte das informações do Estado. São apenas 18 dias úteis entre a data em que a equipe entrará no Palácio Iguaçu e o dia 1º de janeiro, data da posse.  

    Coordenação - De acordo com o decreto da governadora, a equipe de transição pode ter até dez membros - cinco representantes da governadora e cinco do governador eleito. O atual chefe da Casa Civil, Dilceu Sperafico, coordenará os trabalhos por parte do governo. Darci Piana (PSD), vice de Ratinho, deve ser o homem forte do outro lado no processo de transição. O decreto prevê que a partir do dia 3 de dezembro haja disponibilidade de infraestrutura e apoio técnico-administrativo para a equipe de transição. O documento assegura a transferência de dados fundamentais para facilitar o desenvolvimento de programas e projetos de Estado.

    Por escrito - Como não foi revisto, o decreto já está em vigor. Mesmo sem acesso físico, já é possível que o novo governo encaminhe pedidos de acesso a informações do governo, que não estiverem na base pública de dados. Os pedidos devem ser feitos por escrito. Poderão ser solicitados programas realizados e em execução, relativos ao período do mandato da governadora; agenda de compromissos com calendário definido para os primeiros 120 dias do mandato que se inicia; projetos a serem implementados ou suspensos; e glossário de termos técnicos e siglas da administração pública.

    Por enquanto, o novo governo anunciou apenas um nome do secretariado. O general Luiz Felipe Kraemer Carbonell, atual chefe da Assessoria de Informações da Itaipu Binacional, vai assumir a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná. Outros nomes, bem como os detalhes das políticas públicas que devem ser adotadas pelo novo governo, ainda devem demorar mais de dois meses para serem divulgados. A equipe de Ratinho Jr e o próprio governador eleito evitam comentar medidas justamente em razão da falta de acesso aos dados. 

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  • 30/10/2018

    Comissão da Câmara aprova derrubada de veto contra uso de recuos para estacionamento

    Comissão da Câmara aprova derrubada de veto contra uso de recuos para estacionamento
    (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

    A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Curitiba aprovou hoje parecer do vereador Felipe Braga Côrtes (PSD) que recomenda a derrubada do veto do prefeito Rafael Greca (PMN) a projeto aprovado em setembro pela Casa que autoriza  uso do recuo obrigatório para a circulação e o estacionamento de veículos,

    Sujeita à avaliação do Conselho Municipal de Urbanismo (CMU), a permissão citada na proposição poderia ser solicitada por comércios, prestadores de serviços e edificações de uso comunitário – ou seja, destinadas a cultos religiosos, lazer, cultura, saúde e assistência social. Recuos são as faixas junto aos limites do terreno que não podem conter edificações. O frontal, por exemplo, é o espaço entre o imóvel e o passeio – ou seja, a calçada, na qual o projeto mantém a proibição ao estacionamento. 

    O texto ainda alerta ao cumprimento da taxa mínima de permeabilidade do lote - área capaz de absorver chuva. Caso o responsável pelo estabelecimento utilize a faixa de recuo sem autorização da Prefeitura de Curitiba, poderá ser aplicada uma multa de R$ 400,00.

    Atualmente, o Código de Posturas da cidade proíbe o uso de recuos para estacionamento. No veto, a Prefeitura diz que a proposta aprovada pelos vereadores “faz entender que haverá aumento das guias rebaixadas” e “aumento de manobras sobre o passeio”, que “diminuirá a área de solo permeável”, “áreas jardinadas serão substituídas por espaços áridos e pavimentados” e “retirada de árvores”. Argumenta também que a proposta estaria em desacordo com o Plano Diretor, com o Código de Trânsito Brasileiro e que exige do CMU análises para as quais o conselho não estaria apto.

    No seu parecer, Braga Côrtes disse que nessa argumentação há “alegações incabíveis”, especialmente no tocante ao Conselho Municipal de Urbanismo, pois “o conselho já tem assessoria técnica prevista”. Ele argumenta que o Código de Trânsito não proíbe trânsito pontual no passeio e que o cuidado com a paisagem urbana “não é critério jurídico para veto total”. “Não se pode só multar o comércio”, reclamou o vereador. Julieta Reis (DEM) apresentou parecer favorável ao veto, mas foi vencida, prevalecendo a indicação pela derrubada da opinião da prefeitura.

    Os vereadore têm 30 dias contados do recebimento do veto, para, em votação aberta, mantê-lo ou rejeitá-lo em plenário - neste caso, mediante voto da maioria absoluta dos parlamentares – “metade mais um”, ou seja, 20 parlamentares.

  • 30/10/2018

    Em reunião com o G7 em Itaipu, Ratinho Jr fala em ampliar parcerias com setor privado

    Em reunião com o G7 em Itaipu, Ratinho Jr fala em ampliar parcerias com setor privado
    (Foto: Assessoria de Imprensa Itaipu)

    O governador eleito Ratinho Júnior, participou, hoje, de uma reunião com as principais lideranças empresariais do Estado - o chamado G7, que reúne as instituições estaduais ligadas ao comércio, indústria, agricultura e transporte - e o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Marcos Stamm. A reunião ocorreu no escritório da binacional em Curitiba. O principal tema do encontro foi a possibilidade de ampliar as parcerias entre o poder público e a inciativa privada para tratar de temas estratégicos para o Estado, principalmente na área de infraestrutura.

    O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Marcos Stamm, destacou o papel da empresa na liderança de diversas iniciativas voltadas à sustentabilidade da Região Oeste do Paraná. “A binacional, conjuntamente com o Parque Tecnológico Itaipu, vem desenvolvendo um trabalho em parceria com

    cooperativas, prefeituras e outros atores da região, com excelentes resultados. É um modelo que outras regiões do Paraná também podem adotar”, afirmou.

    O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, atestou o bom relacionamento entre as instituições que atuam no Oeste, favorecendo os processos de planejamento e tomada de decisão nos projetos voltados ao desenvolvimento regional. O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneghette, comentou sobre a importância do alinhamento em relação a temas estratégicos. Ele citou como exemplo a união de esforços para a certificação de área livre de aftosa, um assunto que vem sendo tratado pela Faep junto aos governos desde os anos 1990. “E este é um momento histórico. Temos aqui um grupo que representa todo o setor produtivo do estado”, completou o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Luiz Campagnolo.

    O governador eleito enfatizou a importância de parcerias estratégicas com a Itaipu e o setor empresarial. Ao final, propôs a realização de encontros regulares com o grupo, para estabelecer uma agenda permanente de trabalho. “O modelo adotado pela Itaipu é um exemplo para o Estado”, disse Ratinho Júnior.

  • 30/10/2018

    Vereadora propõe regulamentar denúncias de maus-tratos a animais por veterinários

     Vereadora propõe regulamentar denúncias de maus-tratos a animais por veterinários
    (Foto: Chico Camargo/CMC)

    A vereadora Fabiane Rosa (DC) apresentou projeto para regulamentar as denúncias de suspeita de maus-tratos a animais constatada em atendimento prestado por médico veterinário, zootecnista ou assistente em Curitiba. A proposta determina o envio de notificação à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA). Responsável pela fiscalização de denúncias, a Rede de Defesa e Proteção Animal (RDPA) é vinculada à pasta.

    Fabiane argumentou, hoje, que a matéria tem respaldo na resolução 1.236/2018, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Segundo a norma, publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (26), casos suspeitos de crueldade, abuso ou maus-tratos contra animais devem ser registrados pelos médicos veterinários ou zootecnistas e remetidos imediatamente à entidade. Caso contrário, o profissional pode ser acusado de infração ética.

    O projeto pretende incluir a regulamentação da denúncia à secretaria na lei municipal 13.908/2011, que trata das penalidades aos maus-tratos. O registro, segundo o texto, deverá indicar o responsável pela guarda, local, data e descrição da suspeita. Com isso, avalia Fabiane, as sanções previstas poderão ser aplicadas “com mais rigor”, diminuindo a impunidade aos agressores.

    A aprovação da matéria, diz a vereadora, “permitirá que tenhamos mais olhos e ouvidos à causa animal”. “A parceria (com o CFMV) era um desejo antigo”, declarou. Os profissionais da área, para ela, assumem um “compromisso com o bem-estar animal”. Se aprovada em plenário e sancionada, a norma entrará em vigor 90 dias após a publicação no Diário Oficial do Município.

  • 30/10/2018

    Greca quer ampliar contratação de servidores temporários por PSS

    Greca quer ampliar contratação de servidores temporários por PSS
    (Foto: Chico Camargo/CMC)

    O prefeito Rafael Greca (PMN) encaminhou à Câmara Municipal de Curitiba projeto que prevê a contratação de servidores temporários através de Processo Seletivo Simplificado (PSS) para todas as áreas da administração pública da Capital. Atualmente, a Lei Orgânica do Município (LOM) proíbe esse tipo de contratação para “atividades que possam ser regularmente exercidas por servidores públicos” concursados.

    A prefeitura alega que a proposta “que adequa as regras para as contratações de profissionais em caráter emergencial” e que esse tipo de mecanismo “já é utilizado por governos estaduais e municipais em todo o país”. Em Curitiba, está previsto em lei de 1994 e foi feito pela última vez em 2013, afirma o Executivo. O prefeito alega ainda na proposta que o PSS está previsto na Constituição Federal. "Em face da realidade administrativa contemporânea da administração pública brasileira, um dos institutos que vem sendo subaproveitado, apesar de previsto no sistema constitucional brasileiro desde 1988, é o da contratação por tempo determinado para atender necessidade temporária de excepcional interesse público", diz Greca na justificativa do projeto.

    De acordo com o projeto, a cidade passará a utilizar o processo seletivo simplificado numa versão atualizada, conforme o enquadramento técnico definido pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná para a seleção e contratação de pessoal. O modelo atual exige prazos maiores para a sua realização, equivalentes aos de um concurso público.

    Atualmente, as contratações por tempo determinado têm prazo máximo de 12 meses e podem ser prorrogadas por mais um ano. Com a alteração, o prazo máximo será de dois anos, sem possibilidade de extensão do prazo. O contratado também não poderá ser recontratado em PSS subsequente. Uma vez concluída a contratação, ele ficará impedido de participar de novo PSS nos dois anos seguintes.

    "Com o PSS, poderemos garantir a contratação rápida de pessoas para atender situações de emergência, calamidade pública, para combater epidemias, promover campanhas de saúde pública e suprir a falta de profissionais quando houver demissão, exoneração, afastamento, aposentadoria ou falecimento, especialmente em áreas prioritárias como educação, saúde e segurança", argumenta a superintendente da Secretaria de Recursos Humanos, Luciana Varassin. "O objetivo principal é garantir o atendimento ao cidadão curitibano", afirma.

    A prefeitura alega ainda que mesmo com a adoção do PSS, prepara o próximo concurso público, conforme a capacidade financeira do município. A expectativa é que até início de 2019 esteja definida a instituição que será responsável pela preparação e aplicação do concurso. "O tempo de um concurso público é bem maior do que o do processo seletivo simplificado. O concurso exige de 9 a 10 meses, enquanto o PSS pode ser feito em 90 dias", compara Luciana.

    A lei atual só permite a contratação por PSS em caso de calamidade pública. A prefeitura pretende acrescentar também “situação de emergência”, “combates a surtos epidêmicos e campanhas de saúde pública de caráter eventual”.

    Servidores – Os sindicatos dos servidores já anunciaram protesto para amanhã, na Câmara, contra as novas propostas da prefeitura. Eles alegam que as medidas fazem parte de uma nova fase do pacote de ajuste fiscal, iniciado em 2017, que congelou os salários da categoria, entre outras mudanças. Entre os projetos encaminhados pelo prefeito nos últimos dias está também a proposta de reajuste de 3% nos salários do funcionalismo e a mudança da data-base anual de março para 31 de outubro.

    “Além de intensificar a perda que já é sentida há mais de dois anos pelo conjunto dos servidores do município, a proposta vai limitar o poder de negociação do funcionalismo público em ano de eleição municipal. Isso acontece porquê a lei eleitoral veda reajuste acima dos índices de inflação de 180 dias antes da eleição até a posse dos eleitos” afirma o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba |(SISMUC) em nota.

    Sobre a ampliação das contratações temporárias, a entidade alega que isso “abre portas para que a administração deixe de fazer concursos públicos”.

    O sindicato critica também a proposta de exclusividade no uso do cartão transporte, “o que na prática significa o fim da função de cobrador e cobradora no município”, afirma.

  • 29/10/2018

    Um em cada quatro eleitores de Curitiba opta por 'não-voto' no 2º turno

    Um em cada quatro eleitores de Curitiba opta por 'não-voto' no 2º turno
    (Foto: Agência Brasil/arquivo)

    No segundo turno da eleição presidencial, um em cada quatro eleitores de Curitiba optou por não escolher nenhum dos dois candidatos: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). De acordo com os dados oficiais da Justiça Eleitoral, 312.157 ou 24,56% dos curitibanos preferiram não comparecer às urnas no domingo, anular ou votar em branco.

    Desse total, 231.439 ou 17,28% optaram pela abstenção, 55.089 ou 4,97% por anular o voto e outros 25.629 ou 2,31% por votar em branco. Ou seja, o contingente dos “não-votantes” é superior à votação do segundo colocado, Fernando Haddad, que fechou o segundo turno com 241.015 votos, o que representa 23,46% dos votos válidos ou 17,9% dos votos totais.

    O resultado é um pouco superior ao do primeiro turno, onde 294.873 eleitores da Capital, 23,06%, se absteve, anulou ou votou em branco.

    No plano estadual, o “não-voto” ficou um pouco abaixo da média de Curitiba, com 1.798.874 eleitores, 23,67% do total, deixando de comparecer, votando em branco ou anulando o voto. No primeiro turno, o número foi maior, com 1.826.619 ou 24,13% do total no Estado somando abstenções, votos nulos e brancos.

  • 29/10/2018

    Em Curitiba, Bolsonaro teve mais de 76% dos votos no segundo turno

    Em Curitiba, Bolsonaro teve mais de 76% dos votos no segundo turno
    (Foto: Tânia Regô/Agência Brasil )

    Em Curitiba, a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial foi ainda maior do que no resultado da votação nacional e estadual. No domingo, o candidato do PSL teve 786.377 votos, ou 76,54% dos votos válidos, contra 241.015 votos ou 23,46% de Fernando Haddad (PT).

    No plano nacional, Bolsonaro teve 55,13% contra 44,87% de Hadadd. Ou seja, na Capital paranaense, o candidato do PSL obteve mais de 20 pontos porcentuais a mais do que na média nacional. 

    No Paraná, o presidente eleito também teve um resultado acima da média, com 4.224.416 votos ou 68,43% dos votos válidos, contra 1.948.790 votos ou 31,57% do candidato do PT.

  • 29/10/2018

    Prefeitura apresenta projeto que pode extinguir cobradores no transporte coletivo

    Prefeitura apresenta projeto que pode extinguir cobradores no transporte coletivo
    (Foto: Chico Camargo/CMC)

    A prefeitura de Curitiba encaminhou à Câmara Municipal de Vereadores projeto que pode abrir caminho para a extinção da função de cobradores no transporte coletivo da Capital, e a implantação da cobrança por bilhetagem eletrônica em todo o sistema. A proposta altera a lei municipal 10.133/2001, no seu artigo 2º, que atualmente exige cobradores nas estações-tubo, terminais de transporte e no interior dos ônibus que circulam em Curitiba.

    Essa norma regulamenta a bilhetagem eletrônica na cidade, que já substituiu a cobrança em dinheiro nas linhas que operam com microônibus. O projeto da prefeitura altera o texto antigo, estabelecendo que: “fica autorizada a implementação exclusiva do Sistema de Bilhetagem Eletrônica do Município por meio da utilização dos cartões transporte nos pontos de acesso aos serviços de transporte coletivo de Curitiba”. Na justificativa, o prefeito Rafael Greca (PMN) alega que a alteração é para “trazer maior agilidade ao transporte público”.

    “O transporte coletivo é alvo de constantes assaltos, em que pese todos os esforços empregados pela administração municipal para coibir essa prática”, argumenta a prefeitura. “Os dados demonstram que os cobradores são alvo de roubos e violência, bem como o patrimônio público acaba sendo objeto de vandalismo e depredações”, afirma o Executivo.

    Na justificativa da proposição é dito que “o pagamento de passagens com cartão eletrônico reduziu o número de assaltos em mais de 90%, além de ser importante pontuar que tal fato acaba por gerar mais segurança para os usuários e para os motoristas dos coletivos”.

    Sobre os cobradores, o Executivo diz que a situação deles foi discutida com as concessionárias e que eles terão “a oportunidade de requalificação mediante cursos de formação de motoristas, bem como podendo os mesmos ser realocados para serviços de natureza administração e operacional dentro das concessionárias”.

    O texto referencia ainda a convenção coletiva entre os sindicatos patronal e dos colaboradores, que considera “a modernização do sistema de transporte urbano de passageiros de Curitiba” e a “nova realidade tecnológica” implicando a “redução da atividade do empregado cobrador” como justificativas para o “aproveitamento, sempre que possível, da mão de obra dos cobradores em outras atividades existentes nas empresas empregadoras”. 

    Reação - Em nota divulgada hoje, Sindimoc, criticou a proposta da prefeitura. A entidade disse considerar a medida "totalmente absurda e descabida, irresponsável, com grave impacto social, considerando ambiente de desemprego que vivemos no Brasil", alegando que se implantada, ela poderia deixar mais de 6 mil trabalhadores desempregados, com impacto de R$ 212 milhões ao ano na renda das famílias que seriam potencialmente atingidas. "Levantamento do Dieese mostra que a medida retiraria R$ 17 milhões mensais das mãos 6.000 famílias e direcionaria para 8 famílias, que controlam o transporte público em Curitiba.  No ano, são R$ 212 milhões. Esse recurso deixa de ser injetado na economia da cidade", alega o sindicato. 

    Ainda segundo o Sindimoc, levantamento feito pela entidade em em 43 cidades do Brasil (capitais e grandes centros urbanos) mostraria que "em todas as cidades em que o cobrador foi retirado, a passagem não caiu de preço". De acordo com o sindicato, em todas elas o preço caiu um pouco no primeiro momento,  para ter aprovação popular, "depois subiu ainda mais do que antes da retirada dos cobradores".

    "Em Joinville, primeira cidade do Brasil a extinguir o cobrador, passagem atual é a mais cara do país", afirma a nota. 

    O sindicato não descarta promover uma greve caso a medida seja aprovada. 


     

     

     

  • 26/10/2018

    Rossoni volta a culpar denúncia do MP na Quadro Negro por derrota na eleição

    Rossoni volta a culpar denúncia do MP na Quadro Negro por derrota na eleição
    (Foto: reprodução/Facebook)

    O deputado federal e ex-chefe da Casa Civil do governo Beto Richa, Valdir Rossoni (PSDB) – que não conseguiu se reeleger para a Câmara – voltou a atribuir a derrota na eleição à denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual contra ele no último dia 1º, sob acusação de envolvimento no esquema de desvio de recursos para construção e reformas de escolas públicas investigado na operação Quadro Negro. Na ação, o MP acusa Rossoni, o ex-governador Beto Richa (PSDB) e o deputado estadual e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Plauto Miró Guimaraes (DEM) e outras nove pessoas de improbidade administrativa em ação que corre na 5.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. As investigações têm como base as delações premiadas do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza e do ex-diretor-geral da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, e apura desvios de R$ 20 milhões entre 2012 e 2015.

    Rossoni – que foi presidente da Assembleia entre 2011 e 2014, e deixou a Casa Civil do governo em abril para disputar a reeleição para a Câmara – teve 72.096 votos e não se reelegeu. Em 2014, ele havia sido o terceiro mais votado para deputado federal no Paraná, com 177.324 votos.

    "Eu aparecia nas últimas pesquisas todas em primeiro lugar como o deputado mais votado do Paraná na sexta-feira. E a notícia da improbidade administrativa sendo noticiada de uma maneira bastante tendenciosa", afirmou o tucano, alegando que a imprensa teria divulgado "a palavra de um delator criminoso e mentiroso".

    O deputado apontou ainda que das cerca de 20 pessoas ouvidas na investigação, apenas o delator citou seu nome. "Nenhum fez nenhuma menção ao meu nome. E todos foram questionados pelo Ministério Público se eu tinha participação nesse episódio. Nenhuma pessoa. Apenas o delator", argumentou. 

    Rossoni afirmou ainda que o dono da construtora Valor, que foi liberado da prisão após acordo com o Ministério Público e a Justiça mediante uso de tornozeleira eletrônica não estaria cumprindo as determinações do Judiciário. "Eu posso afirmar que esse Eduardo, delator, não está cumprindo. Ele está saindo do perímetro, em lugares inadequados fora de horário", disse. 

    O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen/PR) divulgou nota afirmando que "Todas as ocorrências relacionadas" a Eduardo Lopes de Souza "foram comunicadas ao Judiciário". 

     

  • 24/10/2018

    TRE desmente novo boato e promove audiência sobre segurança de urnas

    TRE desmente novo boato e promove audiência sobre segurança de urnas
    (Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom)

    O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) desmentiu ontem por meio de nota em seu site oficial mais um boato que circula no Whatsapp e outras redes sociais. A notícia falsa, ou fake news, diz que que as urnas estariam preparadas para funcionar de acordo com o horário de verão e que, por isso, os votos registrados a partir das 16 horas não seriam computados. “Isso é mentira”, pontua o TRE.

    De acordo com a nota publicada pelo tribunal, as urnas no Paraná estão programadas para funcionar no horário oficial de Brasília. “Quando os eleitores forem votar no próximo domingo, dia 28 de outubro, a hora que estiver marcando no seu relógio coincidirá com o horário mostrado pelas urnas. Também é importante esclarecer que a urna não pode ser encerrada antes das 17h, mas ela pode seguir funcionando após as 17h até que se encerre a fila dos eleitores que chegaram à seção eleitoral dentro do horário limite da votação. E esses votos registrados após as 17h são computados”, esclarece o TRE.

    Na nota, o TRE conclui dizendo que “o boato não possui nenhuma relação com a realidade e todos os votos registrados, do início ao final da votação, serão computados”.

    Desde a véspera do primeiro turno das eleições, o TRE-PR realiza uma série de publicações para desmentir boatos, fake news e informações distorcidas. O desembargador Luiz Taro Oyama, presidente do TRE-PR, convocou uma Audiência Pública para ocorrer hoje sobre a Segurança da Votação Eletrônica. O evento, aberto para qualquer pessoa, será às 14 horas no auditório da sede do TRE-PR, na Rua João Parolin, 224, em Curitiba.

    Na semana passada, uma comissão de auditores organizada pelo TRE informou que não há indícios de qualquer tipo de fraude no funcionamento das urnas eletrônicas. Oito equipamentos foram auditados ao longo da última sexta-feira (19), em Curitiba, após impugnação (contestação) da Comissão Provisória do PSL, partido do candidato à presidência Jair Bolsonaro, após relatos de que as urnas concluíram o processo de votação “imediatamente após a digitação dos dois números para candidato à presidente.” A comissão de auditoria promoveu um teste de votação e o boletim de urna impresso indicou o mesmo resultado apurado na votação real. Segundo o relatório final divulgado pelo TRE, os sistemas instalados nas urnas auditadas são os mesmos que foram lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E, segundo a comissão, as urnas estavam em perfeitas condições de uso e funcionamento.

    Assinaram o relatório três auditores do TRE-PR, dois do TRE de Santa Catarina, três do TSE, um integrante da Polícia Federal, outro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), além de representantes do PDT e do PT. O enviado do PSL deixou a auditoria antes do final e o do Patriotas não compareceu. Em meio à onda de “fake news” que tomou conta do País no período eleitoral, o TRE destaca que a auditoria é importante provar a lisura do processo eleitoral.

     

DESTAQUES DOS EDITORES