• 26/06/2018

    Deputados também adiam votação de reajuste para servidores dos outros poderes

    Deputados também adiam votação de reajuste para servidores dos outros poderes
    (Foto: Henry Milleo)

    Os deputados estaduais também decidiram hoje adiar pela terceira vez, a votação de cinco projetos que prevêem reajuste de 2,76% para os servidores públicos do Legislativo, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública. A decisão foi tomada em meio a um movimento dos parlamentares para esvaziar a sessão e não votar as propostas para os demais poderes, como pressão para que o governo garanta a reposição da inflação dos últimos 12 meses também para os servidores do Executivo. O governo encaminhou ontem à Assembleia Legislativa, proposta de reajuste de 1% para os funcionários do Executivo – que estão com os salários congelados há dois anos – alegando não ter como pagar a reposição integral.

    Além disso, a governadora Cida Borghetti (PP) fez apelo às cúpulas do Judiciário, MP, Defensoria, TC e do Legislativo, para que eles também reduzam o reajuste para seus funcionários para 1%. Ela alegou que, apesar dos outros poderes terem autonomia orçamentária e financeira, o aumento dos salários dos servidores acima do índice proposto pelo governo do Estado poderia colocar em risco o acordo de renegociação da dívida estadual com o governo federal. O não cumprimento do termo pode acarretar na devolução de R$ 1,9 bilhão à União.

    Antes disso, um pedido de vistas do deputado de oposição, Tadeu Veneri (PT), já havia adiado a votação, pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, do aumento de 1% para os servidores do Executivo. Parlamentares da oposição, do bloco independente e do grupo liderado pelo deputado e pré-candidato ao governo, Ratinho Júnior (PSD), ameaçaram esvaziar o plenário para impedir a votação do reajuste para os servidores dos outros poderes enquanto o mesmo índice não fosse estendido aos funcionários do Executivo.

    “Quem estabelece os percentuais dos poderes é a LDO. Não me lembro de questionamentos em relação a isso. Os poderes têm seus orçamentos independentes. As reposições já estão programadas nos Orçamentos dos demais poderes”, reagiu o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB).

    O líder do governo, deputado Pedro Lupion (DEM), lembrou que se a sessão caísse por falta de quórum, prejudicaria também a votação de outros projetos de interesse do funcionalismo, como a regulamentação da gratificação do Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide) para os professores universitários e o plano de carreira para os soldados da Polícia Militar. Diante do impasse, o próprio Lupion propôs o acordo para retirar de pauta o reajuste dos servidores dos outros poderes, mantendo os demais prazos de votação.

  • 26/06/2018

    Veneri pede vistas e votação de reajuste de 1% a servidores é adiada

    Veneri pede vistas e votação de reajuste de 1% a servidores é adiada
    (Foto: Sandro Nascimento / Alep )

    Um pedido de vistas do deputado Tadeu Veneri (PT) impediu a análise na reunião do início da tarde da Comissão de Constituição e Justiça, da proposta da governadora Cida Borghetti (PP) concedendo 1% de reposição salarial aos servidores do Poder Executivo.

    O pedido de vistas impede que a proposta vá ao plenário ainda na sessão desta terça-feira (26) e, dificilmente, entrará em pauta na sessão desta quarta-feira (27), já que será realizada pela manhã em razão do jogo do Brasil contra a Croácia, às 15 horas, pela Copa do Mundo.

    O presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), disse que a votação vai ficar pra semana que vem. Segundo ele, não há como votar nesta quarta. 

    Reajuste

    A governadora encaminhou na segunda-feira (25) à Assembleia Legislativa a proposta de reajuste de 1% para os salários dos servidores públicos estaduais.

    O Fórum das Entidades Sindicais (FES), que reúne sindicatos dos servidores públicos paranaenses, reivindica aumento de 2,76% equivalente à inflação dos últimos doze meses. 

    O governo alega não ter condições financeiras de pagar a reposição, e as promoções e progressões de carreira, que deve custar R$ 280 milhões. O impasse levou a Assembleia a adiar por duas vezes consecutivas a votação de cinco projetos que prevêem o reajuste de 2,76% para os servidores do Legislativo, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública. Traiano deve manter a votação dos demais reajustes para esta terça-feira (26).

    Acampados no Centro Cívico, os servidores do Executivo - que estão com os salários congelados desde 2016 - cobravam o mesmo reajuste oferecido ao funcionalismo dos demais poderes. 

  • 26/06/2018

    Ratinho Junior lidera na disputa pelo Palácio Iguaçu

    Ratinho Junior lidera na disputa pelo Palácio Iguaçu
    (Foto: Arquivo Bem Paraná)

    O candidato Ratinho Junior (PSD) lidera nas intenções de voto ao governo do Estado, com 32,1% na pesquisa estimulada. Em segundo está Osmar Dias (PDT) com  26,2% e, a atual governadora Cida Borghetti (PP) aparece em terceiro, com 10,2%. Foram ouvidos 1.494 eleitores em diversas cidades e em oito regiões do Paraná, entre os dias 19 e 24 de junho. 

    Os dados são da pesquisa  do Instituto Radar Inteligência, registrada no Tribunal Regional Eleitoral  PR-04594/2018,  que tem nível de confiança de 95, 5% e margem de erro de 2,6 pontos porcentuais, para mais ou para menos, divulgada nesta terça-feira, 26.

    Dr. Rosinha (PT) também está na pesquisa e aparece com 2,9% e Jorge Bernardi (REDE), 2,5%. Brancos e nulos somaram 16,8% e 9,3% disseram não saber ou não quiseram opinar sobre os nomes apresentados. 

    SEGUNTO TURNO

    Em uma simulação para um eventual segundo turno envolvendo os três primeiros colocados Ratinho Júnior  venceria Osmar Dias e Cida Borghetti. Segundo a pesquisa, no segundo turno  Ratinho Júnior teria 37,4% e Osmar Dias 31%. Já em outra simulação, Ratinho Júnior aparece com 43% contra Cida Borghetti com 18%. Brancos e Nulos somaram 22% e não sabe ou não opinaram 16,1%.

    Em um eventual segundo turno, entre os candidatos Cida Borghetti e Dr. Rosinha, Cida ganharia com 31, 2% dos votos. Rosinha ficaria com 11,1%. Brancos e nulos somaram 28% e não sabem ou não opinaram 29, 7%. Se o segundo turno fosse entre Cida Borghetti e Jorge Bernardi, Cida ganharia com 30,7%, contra 11,4% de Bernardi. Brancos e Nulos 27,4% e 30,5% não sabem ou não opinaram.

    Mas se o segundo turno fosse entre Cida e Osmar Dias, o candidato vencedor seria Dias com 39,5% das intenções, contra 19,5% de Cida. Brancos e Nulos somaram 21,9% e não sabem ou não opinaram 19,1%

  • 25/06/2018

    Com requerimento, Ratinho Junior tenta barrar aumento da tarifa de luz

    Com requerimento, Ratinho Junior tenta barrar aumento da tarifa de luz
    (Foto: Divulgação / Ratinho Junior )

    Pré-candidato ao governo, o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) protocolou nesta segunda-feira (25) um requerimento para tentar barrar o aumento médio de 15% nas tarifas da energia elétrica da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), que passou valer no domingo (24) em todo o Paraná. 

    Para o deputado, o aumento penaliza a sociedade e dificulta a atividade econômica no Estado, diminuindo a geração de emprego e renda.


    "Já se tem uma previsão de que o aumento da Conta da Luz para 2018 pode chegar até 44%. Os impactos de tais aumentos sobre a energia elétrica consumida pela indústria, agricultura, serviços e pela população serão enormes, fazendo crescer a inflação e traduzindo em aumento de preços de produtos e diminuindo a qualidade de vida da população", diz Ratinho Jr. no requerimento (veja a íntegra).

    O aumento atinge 4,5 milhões de unidades consumidoras no Paraná. Consumidores residenciais e de comércios de pequeno porte terão reajustes de 15,3%. Os consumidores industriais e de estabelecimentos de grande porte terão elevados em 17,55%.

  • 25/06/2018

    Após condenação no STF, cassação de Meurer entra na pauta do Conselho de Ética

    Após condenação no STF, cassação de Meurer entra na pauta do Conselho de Ética
    (Foto: Foto: Câmara dos Deputados)

    Primeiro político com mandato condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em processo decorrente da Operação Lava Jato, o deputado federal Nelson Meurer (PPR) agora pode ter o mandato cassado na Câmara Federal. O Conselho de Ética da Casa incluiu na pauta desta terça-feira (26) as representações feitas contra Meurer pela REDE e pelo PSOL por quebra de decoro parlamentar. A reunião ordinária do Conselho de Ética está marcada para as 10 horas e deve fazer sorteio do relator do processo.

    Nelson Meurer foi condenado em maio pela Segunda Turma do STF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, após denúncia da Procuradoria-Geral da República, no âmbito da Lava Jato. 

    Segundo a PGR, teriam sido feitos pelo menos 161 repasses ao PP e ao deputado, que totalizaram R$ 357,9 milhões, entre 2006 e 2014, em esquema envolvendo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Yousseff. Segundo a PGR, Meurer praticou corrupção por dar apoio e manter o ex-diretor na Petrobras e permitir os esquemas de corrupção em benefício do PP. Com ajuda de seus filhos Nelson Meurer Júnior e Cristiano Augusto Meurer, o parlamentar teria recebido parte das vantagens indevidas. 

    De acordo com a denúncia, Meurer teria solicitado e aceitado, de forma periódica, pelo menos R$ 29,7 milhões, correspondentes a 99 repasses de R$ 300 mil mensais, fruto do desvio de recursos no âmbito da Diretoria. Todas as irregularidades são negadas pelo parlamentar.

  • 25/06/2018

    'Não se trata de mero caixa dois', diz Moro ao enviar processo de Richa à Justiça Eleitoral

    'Não se trata de mero caixa dois', diz Moro ao enviar processo de Richa à Justiça Eleitoral
    (Foto: Lula Marques / AGPT)

    O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, encaminhou à Justiça Eleitoral nesta segunda-feira (25) inquérito que investiga o  ex-governador Beto Richa (PSDB) por suposto caixa dois em campanhas eleitorais de 2008, 2010 e 2014. Em despacho, Moro afirma que não se trata de “mero caixa dois de campanha”. O processo foi encaminhado à Justiça Eleitoral por determinação do Superior Tribunal Justiça (STJ), após recurso do ex-governador, quando Moro já havia determinado abertura de inquérito (veja o documento).

    Richa foi citado nos acordos de colaboração de executivos da empreiteira Odebrecht, no âmbito de investigações da Operação Lava Jato.  O processo está em sigilo.

    Na decisão desta terça-feira, Moro afirma que apesar de ter remetido o inquérito à Justiça Eleitoral, a competência para julgar o caso é da Justiça Federal. 

    "Embora seja prematura qualquer conclusão antes do encerramento das investigações e mesmo do contraditório, há, em cognição sumária, prova de que os pagamentos em 2014 tiveram presente contrapartida específica, e, portanto, os fatos possivelmente se enquadram no crime de corrupção, de lavagem de dinheiro (pelo emprego dos mecanismos de ocultação e dissimulação do Setor de Operações Estruturadas) e ainda de ajuste fraudulento de licitação", escreveu Moro.

    "Não se trata de "mero caixa dois" de campanha, mas sim de, pelo menos em cognição sumária, pagamento de vantagens financeiras por solicitação de agente público, no caso o ex-Chefe de Gabinete do então Governador, em troca da prática ou da omissão de ato de oficio. Por outro lado, cumpre agregar que até o momento não há qualquer elemento probatório que permita concluir que os valores supostamente pagos pelo Setor de Operação Estruturadas foram destinados, no caso concreto, ao financiamento de campanhas eleitorais", pondera o juiz da Lava Jato. (Veja a íntegra do despacho

    De acordo com as investigações, o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Rodo, teria pedido pagamento de vantagens indevidas “em troca da prática ou da omissão de ato de ofício”. O juiz Sergio Moro afirmou no despacho que espera que o processo seja devolvido à Justiça Federal para que às autoridades responsáveis possam dar prosseguimento às investigações.

    Inicialmente, os processos foram encaminhados para as duas esferas judiciárias, federal comum e eleitoral, com base nos acordos de colaboração e leniência. O caso trata principalmente da duplicação da PR-323 e investiga suposto favorecimento à Odebrecht em troca de dinheiro para a campanha de reeleição de Richa ao governo, em 2014.

    Por meio de nota, Beto Richa afirmou que a decisão do STJ "é perfeita e justa, ao reconhecer a competência exclusiva da Justiça Eleitoral, onde os fatos serão devidamente esclarecidos".

  • 25/06/2018

    TJ julga caso de viagem a Paris que pode tornar Richa inelegível

    TJ julga caso de viagem a Paris que pode tornar Richa inelegível
    (Foto: Reprodução / Hotel Napoleon )

    A Quarta Câmara do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) deve julgar nesta terça-feira (26) recurso apresentado pela defesa do ex-governador Beto Richa (PSDB), pré-candidato ao Senado, no caso em que ele e sua esposa, Fernanda Richa, secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social, são acusados usar dinheiro público para bancar viagem não-oficial a Paris, em 2015. O casal foi condenado a ressarcir os cofres públicos em junho de 2017, pelo juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Pública (veja a sentença).

    Agora, a apelação será relatada pela desembargadora Astrid Maranhão, do TJ. A desembargadora Regina Afonso Portes e do desembargador Abraham Lincoln Calixto também devem votar. Caso haja divergência entre eles serão convocados a votar os demais desembargadores da Quarta Câmara (desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima e o juiz substituto Hamilton Rafael Marins Schwartz.

    A ação foi ajuizada por Bernardo Seixas Pilotto, Xênia Mello, Rodrigo Tomazini Dias, Gisele Ricobom, Ramom Prestes Bentivenha, Hugo Simões, Amanda Coelho Marzall, Felipe Alejandro Rojas e Felipe dos Santos Barreto. Na ação popular, eles apresentaram a reportagem veiculada pelo jornal Folha de São Paulo em 13 de outubro de 2015 que narra a viagem de Richa pela Europa. O texto chega a alegar que “em meio a uma crise financeira que o fez aumentar impostos e congelar investimentos, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) passou o fim de semana em Paris, hospedado num hotel cinco estrelas, às custas do erário. Richa deixou o Paraná na noite de sexta-feira (9), rumo a uma missão internacional para atrair investimentos da China, Rússia e França”.

    A expectativa dos autores da ação popular é que a condenação em primeiro grau seja mantida e que o ex-governador seja obrigado a devolver o dinheiro público. Além da devolução dos valores, o grupo espera que os desembargadores se pronunciem expressamente sobre eventual crime contra o patrimônio público. Nesse caso, Richa e a esposa correriam risco de ficar inelegíveis, com base na Lei da Ficha Limpa.

    Os advogados que assinam ação, integrantes do escritório Bentivenha Advocacia Social, pretendem fazer sustentação oral defendendo a manutenção da condenação. O julgamento deve começar às 13h30 e será analisado conforme a ordem da pauta da 4ª Câmara (que se reúne no Palácio da Justiça, no primeiro andar).

    O caso

    Em outubro de 2015, Richa passou o fim de semana em um hotel cinco estrelas em Paris, às custas do Estado. Quatro pessoas, incluindo o governador e a esposa dele, Fernanda Richa, que ainda é secretária da Família e Desenvolvimento Social no governo Cida Borghetti (PP), ficaram no Hotel Napoléon, onde a diária custaria na época cerca de 250 euros por pessoa.

    Na ocasião, não havia agenda oficial em Paris. Segundo o Portal da Transparência, o custo foi de R$ 38 mil por pessoa, incluindo passagens, hospedagem e alimentação para todos os dias. Em nota oficial, o governo afirma que a comitiva fez uma parada técnica em Paris, em função da disponibilidade de voos e conexões para Xangai.

    Outro lado

    O ex-governador Beto Richa reafirma que "a ação é descabida". "A parada técnica foi comprovadamente justificada em função de conexões e dos custos menores de passagens para deslocamentos até a China e retorno ao Brasil. O ex-governador diz ainda que os valores, superiores à diária inclusive, já foram devolvidos logo após o retorno. Prática essa que sempre ocorreu espontaneamente por parte do ex-governador. Beto Richa afirma ainda crer que a Justiça irá arquivar esse processo", diz em nota.

  • 25/06/2018

    Paraná terá nova pesquisa ao Senado e governo; veja os candidatos relacionados

    Paraná terá nova pesquisa ao Senado e governo; veja os candidatos relacionados
    (Foto: Narley Resende )

    Uma pesquisa do Instituto Radar Inteligência, com dados sobre intenções de votos em candidatos ao governo do Paraná e ao Senado, pode ser divulgada a partir desta terça-feira (26). Além da pesquisa expontânea, o levantamento inclui no questionário cinco pré-candidatos ao Palácio Iguaçu. Também mede índice de rejeição e relaciona 12 cenários para um possível segundo turno.  

    Fazem parte da lista a governadora Cida Borghetti (PP); o ex-deputado Doutor Rosinha (PT); o ex-vereador de Curitiba Jorge Bernardi (REDE); o ex-senador Osmar Dias (PDT); e o deputado estadual Ratinho Junior (PSD).

    Os pré-candidatos Professor Piva (PSOL) e Geonísio Marinho (PRTB) não tiveram os nomes incluídos no questionário. 

    Senado

    Para o Senado, a pesquisa Radar relacionou 12 pré-candidatos e deu aos eleitores duas possibilidades de voto, tendo em vista a disputa por duas vagas neste ano.

    Estão relacionados o deputado federal Alex Canziani (PTB); o ex-governador Beto Richa (PSDB); a deputada federal Christiane Yared (PR); o deputado federal Fernando Francischini (PSL); o ex-senador Flavio Arns (Rede); o empresário Professor Oriovisto (PODE); o deputado federal Hidekazu Takaiama (PSC); o senador Roberto Requião (MDB); e o ex-deputado federal Wilson Picler (PSL).

    A pesquisa também relaciona o deputado federal Rubens Bueno (PPS), que declarou ao Bem Paraná que não vai disputar o Senado neste ano.

    Os pré-candidatos Rodrigo Tomazini (PSOL), Jacqueline Parmigiani (PSOL)Mirian Gonçalves (PT) e José Boni (PRTB) não foram incluidos no questionário.  

    As entrevistas com 1.494 eleitires começaram na terça-feira (19) e os resultados devem ser divulgados nesta terça-feira (26). A margem de erro é de 2,6% e o grau de confiança, de 95,5%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PR-04594/2018.

    Veja o questionário completo

  • 25/06/2018

    Em urgência, vereadores aprovam faxina na Dívida Ativa de Curitiba

    Em urgência, vereadores aprovam faxina na Dívida Ativa de Curitiba
    (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

    Foi aprovado pela Câmara de Vereadores, em primeiro turno e em regime de urgência, nesta segunda-feira (25), projeto da Prefeitura de Curitiba que permite uma “faxina” na Dívida Ativa da cidade. Dos atuais 230 mil processos de execução fiscal, diz a administração, apenas 16% podem ser efetivamente cobrados dos devedores, por diversos motivos. Em votação unânime, 28 parlamentares apoiaram a medida. Mesmo votando a favor, a oposição anunciou que pedirá informações ao Executivo sobre o impacto financeiro das mudanças.

    Com 13 itens, distribuídos em oito artigos, o projeto de lei complementar (002.00006.2018) cria a previsão legal para que a Prefeitura de Curitiba desista das dívidas inviáveis, autorizando também o reflexo disso no cálculo da dívida ativa – o “cancelamento do crédito”. A prefeitura poderá desistir de execuções fiscais inferiores a R$ 3 mil, das cobranças distribuídas até dezembro de 2004, das ações sobrestadas há cinco anos (ou mais por força da lei 6.830/1980) e daquelas em que o devedor não está identificado pelo CPF ou CNPJ.

    Lidar com essas dívidas inviáveis, algumas pendentes de pagamento desde 1970, argumenta o prefeito Rafael Greca na justificativa do projeto, sobrecarrega a “enxuta” estrutura de cobrança da Procuradoria Geral do Município. “Hoje temos oito procuradores para cuidar das 230 mil ações [de cobrança judicial]”, disse em plenário Pier Petruzziello (PTB), líder do governo no Legislativo. “Sem poder analisar com tranquilidade as execuções viáveis, o Município perde dinheiro. Estamos 'remando pra trás' lidando com esses créditos com pouca chance de recuperação”, afirmou o parlamentar.

    “A bancada de oposição vai protocolar um pedido de informação”, garantiu a vereadora Professora Josete (PT), “pois o projeto propõe renúncia fiscal [quando o Executivo abre mão de receita, no caso de cobrar dinheiro que lhe é devido], mas não apresenta estimativa de impacto financeiro”. “Os dados no projeto são genéricos, sem demonstrar o alegado prejuízo causado pela manutenção dessas cobranças judiciais [das quais se quer desistir]”, comentou a parlamentar, depois de tecer críticas ao fato de a proposta ter tramitado em regime de urgência.

    Título protestados
    A matéria também altera dois artigos da lei municipal 14.697/2015, que permitiu à prefeitura buscar o reconhecimento de dívidas diretamente em tabelionatos, em vez de ajuizar medidas judiciais para cobrar valores devidos ao Executivo. É acrescentado inciso no artigo 1º para prever que “sobre os créditos enviados a protesto não ajuizados incidirão honorários na ordem de 5% e sobre os ajuizados incidirão os valores já arbitrados na execução ou os previstos no Código de Processo Civil quando não arbitrados pelo Juízo, que constituirão receita do Fundo Especial da Procuradoria-Geral do Município”.

    O Executivo também reescreveu o artigo 3º da norma, que antes autorizava a Procuradoria Geral do Município a não ajuizar ações inferiores a R$ 1 mil. Com a nova redação, a Procuradoria Fiscal poderá não ajuizar execuções fiscais inferiores a R$ 3 mil “em se tratando de crédito relativo ao Imposto sobre Serviços [ISS] constituído através de auto de infração” e menores que R$ 1 mil “em se tratando de IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano] e nos demais débitos”.

    Essas previsões não se aplicariam nos casos tipificados como crime contra a ordem tributária consoante previsão em lei específica, nos casos de substituição e retenção tributárias e nos casos em que a Procuradoria Fiscal entender necessário o ajuizamento. Uma emenda aditiva (032.00008.2018), aprovada hoje, prevê a atualização anual, por decreto do Executivo, até o limite da inflação, dos valores fixados na lei – como a marca de R$ 3 mil para desistência de ações da execução fiscal.

    Outras três emendas, apresentadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com correções de redação, foram igualmente acatadas pelo projeto – 034.00031.2018, 034.00032.2018 e 034.00033.2018. A matéria retorna nesta terça-feira (26), em segundo turno, antes de estar pronta para a sanção do prefeito.

  • 25/06/2018

    Cresce desaprovação a Bolsonaro, mostra pesquisa Ipsos

    Cresce desaprovação a Bolsonaro, mostra pesquisa Ipsos
    (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

    O deputado Jair Bolsonaro é desaprovado por quase dois terços (64%) dos brasileiros. No último mês, esse índice subiu quatro pontos percentuais e atingiu o maior patamar desde abril de 2015, quando o nome do deputado foi incluído pela primeira vez no levantamento realizado pela Ipsos. Ele é o sexto mais desaprovado no Barômetro Político Estadão-Ipsos que avaliou 19 nomes de destaque no cenário nacional. É também o quinto mais aprovado com 20% de avaliação positiva.

    “O mau humor generalizado dos brasileiros em relação ao sistema e aos políticos continua forte. Ao término da Copa do Mundo as eleições deverão ganhar mais força na agenda nacional e poderemos ter um pouco mais de clareza sobre os rumos de cada potencial candidato”, avaliar Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs.

    A desaprovação aos políticos permanece alta, com pouca variação. O presidente Michel Temer lidera o ranking com 93% de avaliação negativa, seguido por Fernando Collor (81%), Fernando Henrique Cardoso (78% - crescimento de 9 pontos percentuais em relação ao mês anterior), Geraldo Alckmin (70%) e empatados Ciro Gomes e João Dória (ambos com 65%).

    Nenhum dos nomes é aprovado pela maioria dos entrevistados. Preso e sem saber se poderá se candidatar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve a maior aprovação com 45%. No entanto, sua desaprovação oscilou de 52% para 54% - dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais.

    O segundo mais aprovado é Sérgio Moro, mas a avaliação positiva do juiz oscilou de 40% para 37% - no limite da margem de erro - e a negativa subiu de 50% para 55%. O terceiro mais aprovado é o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, com 30% de aprovação e 47% de desaprovação. Ele desistiu do pleito presidencial. Já a candidata Marina Silva é a quarta mais aprovada com 29% e tem uma taxa de avaliação negativa de 63%.

    O Barômetro Político integra o estudo Pulso Brasil realizado mensalmente pela Ipsos. A pesquisa entrevistou presencialmente 1.200 pessoas em 72 cidades do Brasil entre 1º e 13 de junho. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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