• 26/09/2018

    TCE aprova contas de Richa com 24 'ressalvas' e alerta para déficit na previdência

     TCE aprova contas de Richa com 24 'ressalvas' e alerta para déficit na previdência
    (Foto: Franklin de Freitas)

    O Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) aprovou hoje parecer recomendando a aprovação das contas do ex-governador e hoje candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB) de 2017 com 24 ressalvas, 17 recomendações e 14 determinações. O parecer será enviado à Assembleia Legislativa, a quem cabe aprová-lo ou não. O conselheiro Ivens Linhares votou pela rejeição. Os conselheiros Nestor Baptista, Artagão de Mattos Leão, Ivan Bonilha e Fabio Camargo acompanharam o voto do relator, Fernando Guimarães.

    Apesar de recomendar a aprovação, o TCE apontou que a situação das finanças do governo inspiram cautela. “O cenário das contas públicas apresentado no exercício de 2017 pelo Poder Executivo mostrou-se temerário", anotaram os técnicos do tribunal. Segundo eles, os números encontrados indicam a "necessidade de adoção de políticas estratégicas e profiláticas, afinadas aos comandos legais e ajuste fiscal legítimo, com vistas a mitigar o risco fiscal".

    Entre os problemas identificados está o estoque total da Dívida Ativa do Estado, que somou R$ 30,3 bilhões. O que chamou a atenção é o baixo índice de recuperação dos valores devidos ao Estado. Por outro lado, o saldo da dívida com precatórios totalizou R$ 8,8 bilhões. "Situação que denota preocupação e merece esforços com vistas à quitação", apontou o TCE. O Paraná é o 3º maior devedor de precatórios dentre as 27 unidades da Federação, segundo o órgão.

    Apesar do aumento de 3,4% da arrecadação - que passou de R$ 44,1 bilhões em 2016 para R$ 45,6 bilhões em 2017, houve um desequilíbrio em relação à despesa na ordem de R$ 555,5 milhões. Os restos a pagar passaram de R$ 1,5 bilhão, em 2016, para R$ 4,1 bilhões ao final de 2017. Quanto às metas fiscais, o resultado primário totalizou um déficit de R$ 2,8 bilhões e o resultado nominal foi de R$ 513,7 milhões. A consequência foi o aumento da dívida fiscal líquida, o que, segundo os técnicos, "denota futuro comprometimento das finanças do Estado".

    Índices - No que se refere aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a despesa com pessoal do Poder Executivo atingiu 45,31% da receita corrente líquida. O limite máximo previsto é de 49%. Mesmo assim, o TCE emitiu dois alertas, pois o Estado extrapolou 90% do limite. Na análise consolidada das despesas do Poder Executivo e demais Poderes, o índice atingiu 53,98%, inferior ao limite máximo, que é 60%

    Foram aplicados 12,07% da receita de impostos em saúde - quando o mínimo é 12% - e 36,26% na educação (mínimo de 25%). Contudo, em Ciência e Tecnologia o dispêndio foi menor: 1,99%, contra um mínimo constitucional de 2%. Embora os limites previstos tenham sido observados, o resultado primário deficitário e o desequilíbrio financeiro e atuarial no Fundo de Previdência indicam futuro comprometimento das finanças do Estado, observam os técnicos.

    Uma das questões mais preocupantes, segundo o TCE, é a previdência. Estudos projetam déficit atuarial e insuficiência financeira para os próximos 75 anos dos Fundos de Previdência, Financeiro e Militar, respectivamente na ordem de R$ 16,6 bilhões, R$ 218,3 bilhões e R$ 156,9 bilhões. Para o período, o total chega a R$ 391,8 bilhões, o que corresponde, em média, a R$ 5,2 bilhões ao ano. Esse valor equivale a 14,26% da RCL de R$ 36,6 bilhões de 2017. "O cenário revela a extinção do patrimônio previdenciário em 19 anos considerando o déficit atuarial de R$ 16,6 bilhões", aponta o relatório do TCE.

     

  • 26/09/2018

    Após nova operação da Lava Jato, Cida pede à Justiça suspensão da cobrança do pedágio

    Após nova operação da Lava Jato, Cida pede à Justiça suspensão da cobrança do pedágio
    (Foto: Franklin de Freitas)

    A governadora e candidata à reeleição Cida Borghetti (PP) determinou hoje que a Procuradoria-geral do Estado ingresse na Justiça com ação pedindo a suspensão da cobrança de pedágio em todo o Anel de Integração. A medida se baseia nos fatos apurados pela Operação Integração, na 55ª fase da Lava Jato, que indica manipulação dos contratos e dos preços das tarifas para atender interesses das concessionárias. Entre os presos na operação de hoje estão José Pepe Richa Filho, irmão do ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB) e ex-secretário de Estado da Infraestrutura, o diretor regional da Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias (ABCR), João Chiminazzo Neto; o irmão do ex-governador Beto Richa, Pepe Richa; e representantes das seis concessionárias que cobram pedágio nas rodovias federais do Paraná: Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná. O primo de Richa, Luiz Abi, também teve a prisão decretada, mas não foi encontrado por estar em viagem ao exterior.

    “São denúncias muito graves que precisam ser investigadas a fundo. Enquanto isso ocorre é justo que haja a suspensão da cobrança do pedágio. Os paranaenses pagam uma tarifa muito alta e há indícios fortes de manipulação dos preços. Por isso, estamos adotando esta medida e espero que a Justiça acate”, defendeu Cida Borghetti.

    Segundo a governadora, a partir do pronunciamento da Justiça, não está descartada a possibilidade do governo do Estado pedir também o encerramento dos atuais contratos. “Vamos aguardar a manifestação da Justiça sobre o pedido de suspensão. A partir disso, avaliar outros encaminhamentos para o caso dos pedágios. Mas a possibilidade de pedir o imediato fim dos contratos também é uma medida que vamos estudar”, disse.

    A governadora lembrou que em junho notificou formalmente as concessionárias do fim dos atuais contratos em 2021. “Não concordo com este modelo e reforçamos que não haverá possibilidade de renovação dos contratos. A partir disso, as empresas têm três anos para entregar tudo que ainda está faltando. Em paralelo, vamos construir junto com a sociedade um novo modelo”, afirmou Cida.

    A PGE deve protocolar a ação nos próximos dias na Justiça Federal. O argumento é de que a suposta manipulação dos contratos, envolvendo servidores públicos e empresários, prejudica os usuários. Na ação, a procuradoria vai pedir para que os serviços de socorro médico e mecânico, realizados pelas concessionárias, sejam mantidos.

  • 26/09/2018

    Justiça acata denúncia contra Beto Richa por irregularidades em reforma de posto de saúde

    Justiça acata denúncia contra Beto Richa por irregularidades em reforma de posto de saúde
    (Foto: Geraldo Bubniak)

    A 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba acatou denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), em investigação sobre a aplicação irregular de R$ 100 mil para reformar unidades de saúde de Curitiba. A denúncia foi apresentada pelo MPF no Superior Tribunal de Justiça em junho de 2009, quando Richa era prefeito da Capital. No mês de abril, ao perder o foro privilegiado por deixar o governo para disputar o Senado, o processo contra o ex-governador foi enviado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) à primeira instância. A decisão foi tomada pelo ministro Herman Benjamin.

    O Ministério Público Federal ratificou a denúncia apresentada junto ao STJ, e pediu o prosseguimento da acusação. No final de junho o juiz Nivaldo Brunoni, da 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba decidiu acatar a acusação indicando que ela contém ``indícios suficientes de materialidade e autoria delitivas´´, fixando o prazo de dez dias para que o ex-governador e candidato ao Senado apresentasse sua defesa por escrito.

    Entretanto, em julho, a defesa do ex-governador impetrou um habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), buscando o trancamento da ação penal. Apesar do pedido da defesa do ex-governador ter obtido parecer favorável da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, em sessão, o Tribunal não reconheceu o habeas corpus. Na decisão os desembargadores reforçaram que ``tendo em vista que o magistrado a quo ainda não se manifestou sobre as teses ora suscitadas, o exame nesta Corte da questão aventada na impetração implica evidente supressão de instância, o que não se mostra admissível´´.

    Conforme apontou o MPF na denúncia, foi firmado um convênio com o Fundo Nacional de Saúde para reformar três unidades de saúde de Curitiba: Abaeté, Parque Industrial e Vila Machado. O dinheiro foi repassado à prefeitura em novembro de 2006 e resgatado em dezembro do mesmo ano. Segundo a investigado, o dinheiro, porém, foi empregado em desacordo com os planos a que se destinavam, sem aplicação em investimentos e tampouco na construção das unidades de saúde, objetos do plano de trabalho do convênio.

    Além disso, um parecer de dezembro de 2008 apontou que, à época, os objetivos do convênio tinham sido apenas parcialmente executados. De igual modo, o valor das licitações teria ficado além do pactuado com o governo federal. Ainda segundo a peça acusatória, na prestação de contas de fevereiro de 2008 constava a execução de 26% das obras.
    Após a decisão do TRF4, que rejeitou o habeas corpus e determinou o prosseguimento da ação, o juiz federal substituto Paulo Sérgio Ribeiro, também da 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba, analisou a defesa apresentada por Beto Richa e novamente acolheu a denúncia na semana passada, concluindo que ``Diante do exposto, entendo que, neste momento, não há que se falar em ausência de indícios mínimos de autoria, ausência de justa causa, tampouco entendo presentes quaisquer outras causas de absolvição sumária. Portanto, reafirmo a regularidade formal da denúncia e a presença de justa causa para o prosseguimento da ação penal".

  • 25/09/2018

    Ministério Público denuncia Beto Richa por corrupção passiva e fraude a licitação

    Ministério Público denuncia Beto Richa por corrupção passiva e fraude a licitação
    (Foto: Geraldo Bubniak)

    O Ministério Público Estadual apresentou hoje denúncia contra treze pessoas acusadas de envolvimento no esquema investigado na operação Rádio Patrulha, que apura suspeitas de fraude em obras de estradas rurais no Paraná. A lista de indiciados inclui o ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), seu irmão, o ex-secretário da Infraestrutura, José Pepe Richa (PSDB), e o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, acusados de corrupção passiva e fraude à licitação. O MP indiciou ainda o primo do ex-governador, Luiz Abi, os empresários Joel Malucelli e Celso Frare, o ex-secretário de Cerimonial, Ezequias Moreira, e o ex-secretário de Assuntos Estratégicos, Edson Casagrande.

    A denúncia é baseada nas delações do ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), Nelson Leal Júnior e do ex-deputado estadual Tony Garcia. Ambos apontaram a existência de um esquema para fraudar licitações do programa em troca de propina para o grupo político do ex-governador. Richa chego a ser preso na semana passada, junto com a mulher, Fernanda Richa, pelo Gaeco, mas ambos acabaram sendo soltos quatro dias depois por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O tucano nega as acusações. 

    A denúncia

    De acordo com a denúncia, no segundo semestre de 2011, os empresários Joel Malucelli e Celso Frare, junto com Tony Garcia, prometeram a Beto Richa, José Pepe Richa, Deonilson Roldo, Ezequias Moreira e Aldair Petry, além de Luiz Abi, “vantagem indevida” na forma de pagamento de propina para que eles manipulassem a licitação para contratação de empresas para o “fornecimento de equipamentos e veículos novos, mediante locação para atuação na adequação e melhorias de estradas rurais municipais”. Segundo o MP, as empresas favorecidas seriam a Ouro Verde Transpor e Locação, a Cotrans, e a J. Malucelli Equipamentos.

    Richa, seu irmão Pepe, Deonilson, Ezequias e Aldair Petry, na condição de agentes públicos, e "em conluio" com o primo do ex-governador, Luiz Abi, teriam concordado com o esquema e praticado “diversos atos de ofício” para direcionar a licitação. Segundo os promotores, logo após as eleições de 2010, em que Richa foi eleito, ficou acertado que as empresas, e não o Estado, adquiririam o maquinário para as patrulhas rurais, alugando o equipamento para o Estado. “Em contrapartida, pagariam ao Governador e a seu grupo uma porcentagem do que recebessem do Estado”, aponta a denúncia.

    O acordo também previa de Malucelli dividiria os contratos com a Cotrans e a Ouro Verde, “pagando, em contrapartida, vantagem ilícita aos agentes públicos envolvidos” e repassando parte dos mesmos a Tony Garcia.

    Eminência parda

    Luiz Abi, primo do ex-governador mesmo não ocupando cargo público, segundo o MP, “era, na verdade, uma das figuras mais importantes na cúpula do Poder Executivo Estadual, exercendo forte influência nas decisões de Estado”, comandado, à época, por Richa, e aderiu ao projeto apresentado pelos empresários Osni Pacheco e Celso Frare, “tendo, inclusive, procurado esse último, reforçando a necessidade de pagamento da vantagem indevida prometida”.

    Conhecimento

    Ainda de acordo com o MP, Richa tinha toda a ciência dessa negociação, informado por Tony Garcia, seu amigo, e “convalidou todo o arranjo criminoso, inclusive o aceite da promessa de vantagem indevida, autorizando, em seguida, a abertura de concorrência pública para a contratação das empresas, no valor máximo de R$ 72 milhões”, em despacho dede 28 de novembro de 2011.

    “O denunciado CARLOS ALBERTO RICHA, então Governador do Estado do Paraná, e principal destinatário final das vantagens indevidas prometidas pelos empresários, plenamente ciente das tratativas e reuniões realizadas, não apenas convalidou todo o arranjo criminoso, como também dispensava ordens para garantir que os pagamentos ilícitos por parte dos empresários fossem, de fato, efetivados”, aponta o MP na denúncia.

    Combinação 

    Entre o segundo semestre de 2011 e julho de 2012, o grupo teria agido para fraudar a licitação através de combinação de preços para direcionar a concorrência “às empresas conluiadas, as quais pagariam, em contrapartida, vantagem ilícita aos agentes públicos envolvidos”. Os promotores apontam que uma das reuniões aconteceu no próprio prédio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), responsável pelo programa, articulada por José Pepe Richa, então secretário da Infraestrutra. O grupo teria agido ainda para afastar outras empresas da concorrência, mas a Terra Brasil Terraplanagem acabou teria “furado” o acordo, apresentando propostas mais baixas que a Ouro Verde e a J. Malucelli. Os envolvidos teriam então descoberto que a Terra Brasil tinha como proprietário o então secretário de Assuntos Estratégicos do governo Richa, Edson Casagrande, tendo outras pessoas como “testas de ferro” para poder participar da licitação. Casagrande teria depois aderido ao esquema. No final, a Cotrans, a Ouro Verde, a J. Malucelli e a Terra Brasil dividiram os lotes do contrato. Em 5 de julho de 2012, Beto Richa assinou despacho homologando o resultado da licitação, “com conhecimento pleno de todos os ajustes realizados” e os contratos foram assinados em seguida.

    Valor da propina

    Em dezembro de 2012, na sede da Cotrans em Curitiba, Celso Frare, Osni Pacheco e Tony Garcia terial combinado que a propina paga aos agentes públicos seria de 8% a 10% dos valores dos contratos. José Pepe Filho teria participado da reunião e recebido a proposta de que o repasse dos 8% “teria como principal destinatário final” Beto Richa, então governador. Os empresários prometeram, ainda, que “em setembro ou agosto, antes da campanha” de 2014 fariam mais um “acerto”.

    Os pagamentos

    Segundo a denúncia, os pagamentos teriam sido feitos na sede da Cotrans. Luiz Abi, primo do governador, seria o principal operador financeiro do grupo, contando ainda com a colaboração de Deonilson Roldo e Ezequias Moreira. De acordo com os promotores, o total de pagamentos feitos pelo Estado às empresas foi de R$ 101 milhões. O valor total das propinas recebido pelos envolvidos chegaria a R$ 8,1 milhões.

    O MP relata pagamentos feitos por volta de outubro de 2013 alguns dias após serem pagas as faturas para a Ouro Verde, entre eles a entrega de R$ 200 mil em dinheiro por Celso Frare a José Pepe Richa “acondicionados em envelopes de papel”. Três meses depois, O mesmo Celso Frare teria chamado Pepe Richa em sua casa em Curitiba, e entregado outros R$ 70 mil em dinheiro, e filmado parte da entrega. O vídeo faz parte da denúncia. Em setembro de 2014, Frare teria entregue outros R$ 220 mil a Tony Garcia, que em razão de desentendimentos com Luiz Abi, foi orientado a procurar Ezequias Moreira, então secretário do Cerimonial do governo Richa, que também se recusou a receber o dinheiro. Segundo o MP, o próprio Ezequias confirmou o episódio em seu depoimento ao Gaeco. Garcia então levou o dinheira ao próprio Beto Richa no apartamento do ex-governador.

    Denunciados:

    Beto Richa – corrupção passiva e fraude a licitação
    Pepe Richa – corrupção passiva e fraude a licitação
    Deonilson Roldo – corrupção passiva e fraude a licitação
    Ezequias Moreira – corrupção passiva e fraude a licitação
    Aldair Petry – corrupção passiva e fraude a licitação
    Luiz Abi – corrupção passiva
    Celso Frare – corrupção ativa e fraude a licitação
    Joel Malucelli – corrupção ativa e fraude a licitação
    Edson Casagrande – fraude a licitação e corrupção ativa
    Túlio Bandeira – fraude a licitação e corrupção ativa
    André Felipe Bandeira – fraude a licitação e corrupção ativa
    Emerson Savanhago – fraude a licitação
    Robison Savanhago – fraude a licitação

     

  • 25/09/2018

    Governo do Estado ultrapassa limite de alerta dos gastos com servidores

    Governo do Estado ultrapassa limite de alerta dos gastos com servidores
    (Foto: Alep/divulgação)

    O governo do Estado ultrapassou, no segundo quadrimestre deste ano, o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal para os gastos com pessoal. Os dados foram apresentados em audiência pública, hoje, pelo secretário da Fazenda, José Luiz Bovo (foto), e pelo diretor geral da pasta, Acyr José Bueno Murbach, na Assembleia Legislativa.

    Segundo os números oficiais, a parcela de receita corrente líquida que o Executivo usou entre maio e agost de 2018, com folha de pagamento, foi de 46,12%, ou R$ 16,9 bilhões. O percentual está acima do limite de alerta da LRF, que é de 44,10%, e se aproxima do limite prudencial, de 46,55%.

    A LRF foi um dos argumentos utilizados pela governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti (PP), para não dar o reajuste dos servidores do Executivo, que estão com os salários congelados desde 2016. Cida chegou a encaminhar à Assembleia uma proposta de aumento de 1%, mas retirou o projeto de pauta depois que a oposição e deputados da base do governo apresentaram emenda para elevar o reajuste para 2,76%, equivalente à inflação de abril de 2017 a maio de 2018. Os deputados aprovaram esse índice de aumento de 2,76% para os servidores do próprio Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública, mas a governadora vetou os projetos. Os parlamentares, então derrubaram os vetos e Cida se recusou a sancioná-los, devolvendo as propostas à Casa. O presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), promulgou os reajustes alegando autonomia e independência entre os poderes. 

    De acordo com os números divulgados, a receita tributária do quadrimestre também apresentou um aumento real de 1,55%, totalizando o valor de R$ 21 bilhões. Os investimentos realizados pelo governo tiveram um crescimento de 58% no segundo quadrimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. O valor empenhado, segundo os dados, aumentou de R$ 1,2 bilhão, entre janeiro e agosto do ano passado, para R$ 1,9 bilhão no mesmo período de 2018.

    O Paraná, de acordo com o secretário, também superou o valor mínimo constitucional em recursos para a Educação e a Saúde, com repasses de R$ 6,6 bilhões e R$ 2,6 bilhões, respectivamente. Ainda segundo a apresentação, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) caiu de 29,34%, em 2017, para 24,56% no período de janeiro a agosto de 2018. E a despesa corrente do Estado teve uma queda de 6,17% no segundo quadrimestre de 2018, em comparação ao mesmo período do ano passado.

    A transferência de recursos do ICMS aos municípios teve um crescimento de 7,30%, entre janeiro e agosto de 2018, com relação ao mesmo período do ano anterior. Os recursos subiram de R$ 4,46 bilhões para R$ 4,79 bilhões. Ainda de acordo com a SEFA, em 2018 o Paraná contribuiu com 4,53% da arrecadação nacional e recebeu como transferência da União apenas 1,79% dessa arrecadação. De janeiro de 2013 a agosto de 2017, a cada R$ 100,00 de tributos federais arrecadados no Paraná, a União retornou para o Estado R$ 37,97, ficando para o Governo Federal o valor de R$ 62,03.

  • 25/09/2018

    Movimento 'Mulheres Contra Bolsonaro' faz manifestação em Curitiba no sábado

    Movimento 'Mulheres Contra Bolsonaro' faz manifestação em Curitiba no sábado
    (Foto: Alep/divulgação)

    O movimento “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que surgiu a partir de um grupo fechado no Facebook, e foi criado para unir mulheres indignadas com o posicionamento político e plano de governo do candidato do PSL à presidência da República, deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), marcou uma manifestação na Boca Maldita, em Curitiba, para o próximo sábado, 29. Segundo os organizadores, em 48 horas, mais de doze mil pessoas aderiram à mobilização no Facebook.

    A organização já promoveu dois encontros oficiais, e conta atualmente com mais de 120 mulheres distribuídas em várias funções: música, jurídico, comunicação, organização, segurança, entre outras.
    Mais de 20 mil pessoas, mulheres e homens, negras e negros, a comunidade LGBT, e outros coletivos já teriam confirmado presença ou se mostraram interessadas no evento oficial. A manifestação vai começar na Boca Maldita e percorrerá a Rua XV de Novembro até a Praça Santos Andrade.

    No plano nacional, em menos de 24 horas já somavam-se mais de um milhão e meio de mulheres interessadas no movimento. O movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro diz ser apartidário, e acolher todos quantos apoiem a causa.

    As manifestações estão previstas para ocorrerem por todo Brasil, simultaneamente. “O grande objetivo é deixar bem claro que não aceitamos um candidato à presidência da república, declaradamente machista, misógino, racista, homofóbico, intolerante, antidemocrático, que defende tortura e violência, que não respeita as liberdades individuais e, sem qualquer proposta concreta, apenas se promove com discursos de ódio”, diz o texto de divulgação do evento.

    A organização recomenda que as pessoas evitem levarem bandeiras de partidos para preservar a identidade apartidária do movimento.
     

    Serviço:
    Evento: Mulheres Contra Bolsonaro
    Local: Boca Maldita, Centro - Curitiba/PR
    Data e horário: 29/09 às 16 horas
    Responsáveis: Comissão Organizadora MUCB Curitiba
    Contato: [email protected]

  • 24/09/2018

    Leprevost recebe homenagem da Sociedade Paranaense de Ortopedia e Traumatologia

    Leprevost recebe homenagem da Sociedade Paranaense de Ortopedia e Traumatologia
    (Foto: divulgação)

    O deputado estadual Ney Leprevost (PSD), líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, será homenageado amanhã pela Sociedade Paranaense de Ortopedia e Traumatologia, pela sua luta na defesa da saúde dos paranaenses. O evento será ao 12 horas, na Associação Médica do Paraná.

    Leprevost é autor de centenas de iniciativas em prol da saúde, como a Linha de ônibus Inter-Hospitais, que atende pacientes de todo o Paraná; a Lei do Teste do Coraçãozinho, que passou a integrar o rol de exames obrigatórios a serem realizados nos recém-nascidos atendidos nas maternidades e hospitais do Estado. Também é autor da lei que garante a gratuidade do exame de mamografia, para prevenção do câncer. É autor da Lei Estadual sobre a Conscientização da Síndrome de Down e fez as leis que garantem aos idosos e as gestantes o direito de ter acompanhante durante o internamento hospitalar.

    Nas eleições deste ano, Leprevost é candidato a deputado federal e já se comprometeu publicamente a destinar 80% das emendas parlamentares a que terá direito para as áreas de saúde, educação, inclusão social, assistência ao idoso, a criança e a pessoa com deficiência. Ney Leprevost foi presidente da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas e é parceiro de entidades como a Rede Feminina de Combate ao Câncer, a Pró-Renal, a Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia, Pequeno Cotolengo do Paraná, Pastoral da Criança, entre outras.

    A indicação do deputado foi aprovada por unanimidade pela diretoria da instituição e recebida com muita satisfação pelo deputado. “É uma honra receber esta homenagem que incentiva nossa equipe a trabalhar ainda mais. Quero agradecer ao Dr. Márcio Raphael Pozzi e toda diretoria da Sociedade Paranaense de Ortopedia e Traumatologia pelo reconhecimento e apoio ao nosso trabalho”, disse Leprevost.

    A solenidade será realizada na terça-feira (25) às 12 horas na Associação Médica do Paraná, no Auditório Milton Macedo Munhoz, em Curitiba.

     

    É aberta a todos que quiserem prestigiar o Ney.

  • 24/09/2018

    Juiz mantém prisões de ex-aliados de Richa determinadas por Moro

    Juiz mantém prisões de ex-aliados de Richa determinadas por Moro
    (Foto: Bem Paraná/arquivo)

    O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba, manteve as decisões do juiz Sérgio Moro na operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, incluindo os mandados de prisão contra o ex-chefe de gabinete do ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), Deonilson Roldo e o empresário Jorge Atherino, apontado como operador financeiro do esquema. A operação investiga um esquema de pagamento de propina pela Odebrecht para um suposto caixa dois da campanha de reeleição de Richa em 2014, em troca do favorecimento da empreiteira em uma licitação para obras e instalação de pedágio na rodovia PR-323.

    Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça tirou a investigação de Moro, acatando os argumentos da defesa de que o caso não teria conexão com a Petrobras, alvo da operação Lava Jato. O STJ determinou então a redistribuição do processo, que acabou sendo transferido para a Vara de Paulo Sérgio Ribeiro, que já é responsável pela operação Integração, que investiga irregularidades nas concessões do pedágio.

    Ao despachar a transferência, Moro recomendou ao novo juiz a manutenção das prisões, citando fatos levantados por outra operação, a Rádio Patrulha, do Ministério Público Estadual, que chegou a levar à prisão de Richa, e investiga suspeitas de fraude em licitações para obras de estradas rurais. A Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi deflagrada no mesmo dia 11 de setembro que a Piloto, da Lava Jato. O ex-governador acabou conseguindo ser solto através de recurso ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. As prisões de Deonilson Roldo e Atherino, porém, continuaram em vigor na operação Piloto. “Quanto às prisões preventivas, destaco, por oportuno, que o esquema criminoso descoberto na Justiça Estadual reforça a constatação, em cognição sumária, da prática serial de crimes de corrupção e de lavagem pelos acusados presos, a recomendar a manutenção da cautelar”, afirmou Moro no despacho.

    A Operação Piloto é baseada na delação do ex-diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Nelson Leal Junior. Ele foi preso na Operação Integração, que também é de responsabilidade do juiz Paulo Ribeiro. Na delação, Leal Junior afirma que o pagamento de propinas da Odebrecht em negócio de rodovias no governo Richa era parte de um esquema sistêmico replicado em outras empresas e áreas da administração.

    Na ação do Gaeco, são alvos Richa, a esposa Fernanda Richa, o irmão e ex-secretário de Infraestrutura Pepe Richa, o primo Luiz Abi Antoun, o ex-secretário de Cerimonial Ezequias Moreira, além de Deonilson Roldo e outras 11 pessoas. Após quatro dias preso, o grupo foi solto por decisão de Gilmar Mendes, com base em uma ação que tornou proibida a condução coercitiva para interrogatório. Em recursos, o Ministério Público Estadual e a Procuradoria-Geral da República apontam que a defesa de Richa escolheu Gilmar Mendes por meio da ação, visto que o ministro havia se manifestado publicamente contra as decisões. Antes do salvo conduto de Gilmar Mendes, que impede a prisão dos investigados no âmbito da Rádio Patrulha, o STJ, o Tribunal de Justiça e o juiz Fernando Ficher já haviam negado habeas corpus ao grupo.

  • 23/09/2018

    Apresentador de TV Ratinho declara apoio a Bolsonaro

    Apresentador de TV Ratinho declara apoio a Bolsonaro
    (Foto: reprodução/You tube)

    O apresentador de televisão, Carlos Massa, o Ratinho, pai do deputado estadual e candidato ao governo do Estado, Ratinho Júnior, divulgou vídeo anunciando sua participação em uma carreata no Espírito Santo em favor do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro (RJ). 

    No vídeo, Ratinho pai convoca eleitores para o evento, marcado para o próximo dia 24, que terá a participação do senador Magno Malta (PR/ES), que chegou a ser cotado para vice de Bolsonaro. "O Brasil não é de outra cor. Nossa bandeira é verde amarela. O Brasil é nosso e não vamos entregá-lo a ninguém", afirma o apresentador. 

    Oficialmente, o PSD de Ratinho Jr integra a coligação que apoia a candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência. O candidato e filho do apresentador, porém, havia anunciado publicamente a intenção de apoiar a candidatura do senador Alvaro Dias, do Podemos, à presidência. O Podemos integra a coligação de Ratinho Jr no Paraná, tendo lançado o professor Oriovisto Guimarães como candidato ao Senado na chapa do deputado do PSD. 

    Assista o vídeo de Ratinho pai abaixo: 

     

  • 20/09/2018

    Marina Silva vem a Curitiba neste domingo

    Marina Silva vem a Curitiba neste domingo
    (Foto: Divulgação )

    A ex-ministra Marina Silva (REDE), candidata à presidência da República, vem a Curitiba no próximo domingo (23). A agenda, ainda sujeita a mudanças, segundo a assessoria, prevê a chegada de Marina às 8 horas, no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

    Em seguida, a candidata deve se reunir com correligionários, incluindo o candidato ao governo Jorge Bernardi (REDE) e ao Senado Flávio Arns (REDE), e seguir para um ato no Largo da Ordem, onde ocorre a Feira de Arte e Artesanato Garibaldi.

    Para o período da tarde, às 15h30, Marina deve visitar a Pastoral da Criança, no bairro Mercês, para depois participar de encontro com integrantes do Partido Verde (PV), no Jardim Botânico. O vice de Marina, Eduardo Jorge, é filiado ao PV, embora o partido no Paraná seja coligado à chapa do candidato ao governo Ratinho Junior (PSD).

    A previsão é de que a candidata siga viagem a outras cidades às 21 horas. De acordo com a assessoria, a agenda da candidata ainda pode sofrer alterações.

     

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