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Data-base

Governo mantém suspense, mas deve parcelar reajuste de servidores em quatro anos

Servidores: governador recebeu representantes de policiais, mas manteve posição de não reabrir negociações com grevistas
Servidores: governador recebeu representantes de policiais, mas manteve posição de não reabrir negociações com grevistas (Foto: Franklin de Freitas)

O governador Ratinho Júnior (PSD) recebeu, hoje, no Palácio Iguaçu, representantes de policiais civis, militares e demais servidores da área de segurança pública para tratar da data-base do reajuste salarial anual do funcionalismo público estadual. Apesar da expectativa, o governo, porém, não divulgou nenhuma proposta de reposição da inflação dos servidores do Executivo. A versão oficial do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri (PSD), que participou da reunião, é de que a proposta será anunciada entre hoje à tarde e amanhã de manhã. Uma entrevista coletiva com Ratinho Jr foi convocada para amanhã, às 9 horas, no Palácio Iguaçu para tratar do assunto. O funcionalismo reivindica a reposição da inflação de abril de 2018 a maio de 2019, de 4,94%.

“O governo disse que vai dar uma resposta entre hoje à tarde e amanhã cedo especificamente sobre a data-base”, disse Bakri. “O governador foi claro, entre hoje à tarde e amanhã cedo ele está finalizando um pacote, e nesse pacote, envolve também além da data-base, a contratação de profissionais para a área de segurança”, afirmou o líder governista.

Extra-oficialmente, a informação corrente no Centro Cívico é de que o governo vai propor o pagamento parcelado da reposição de 4,94% nos próximos quatro anos.

A data-base do reajuste anual dos servidores vence em maio. Os funcionários do Executivo estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas de 17%. Inicialmente, o governo sinalizou que não haveria nenhum reajuste, alegando que os gastos com pessoal já estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Após os protestos da categoria no dia 29 de abril, o Executivo concordou em montar uma comissão com representantes dos sindicatos e parlamentares para discutir o assunto. Depois de oito rodadas, porém, as negociações não avançaram.

Ratinho Jr chegou a afirmar que não haveria nenhum reajuste, mas após uma carreata de policiais ao Palácio Iguaçu, no último dia 24, o governo pediu uma semana para apresentar uma proposta. Por isso, a categoria cancelou a "operação padrão" que estava prevista para ser iniciada nas delegacias, em apoio à greve, deflagrada pelas demais categorias no dia 25.

Na reunião de hoje, o governador não recebeu representantes das demais categorias, mantendo a posição de não reabrir negociações com os grevistas.

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