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Juiz suspeita de “ocultação de réu” e manda Pepe Richa apresentar paradeiro

Juiz suspeita de “ocultação de réu” e manda Pepe Richa apresentar paradeiro
(Foto: Reprodução / TJ-PR)

O juiz Fernando Fischer, da 13 ª Vara Criminal de Curitiba, responsável pelas ações penais da Operação Rádio Patrulha, deu 24 horas para que o ex-secretário de Infraestrutura José Richa Filho, o Pepe Richa, irmão do ex-governador Beto Richa, apresente seu paradeiro. Ráu na operação, Pepe não foi encontrado pelo oficial de Justiça que esteve três vezes na casa dele, em Curitiba. Em uma das ocasiões, informa o juiz em despacho de quarta-feira (8), a esposa de Pepe, Morgana Richa, que é juíza do Trabalho, assinou a intimação e informou que seu marido estava viajando, sem data para retornar.

Pepe Richa é réu por corrupção passiva e fraude à licitação no caso que investiga denúncia de direcionamento no programa Patrulha do Campo e desvio de dinheiro, a partir dos contratos firmados pelo governo do Paraná com empresas privadas para reparação de estradas rurais. O programa foi lançado em 2011, no primeiro ano do primeiro mandato de Beto Richa, e consistia basicamente no aluguel de maquinários.

Em despacho, o juiz afirma que a ausência de intimação de Pepe pode configurar ocultação de réu. “A suspeita de ocultação apresentada se mostra razoável. No presente caso, o denunciado foi pessoalmente notificado do oferecimento da denúncia, estando ciente da existência de uma imputação formal. Ademais, além de estar assistido por defensores constituídos, o recebimento da denúncia foi amplamente divulgado nos meios de comunicação pela imprensa. Assim, a conduta da esposa do denunciado, Sra. Morgana, não sabendo informar a data do retorno do seu marido, nem mesmo indicando meios capazes de localizá-lo, consubstanciam a suspeita apresentada pelo Sr. Oficial de Justiça”, despachou o juiz. (veja a íntegra)

O magistrado deu prazo de 24 horas para que os advogados de Pepe Richa informem telefone e e-mail para que o ex-secretário seja comunicado formalmente de que houve a citação por hora certa.

Primo no Líbano

Da mesma forma, mas por mais tempo, o primo do ex-governador Beto Richa, Luiz Abi Antoun, também réu nesta e em outras ações, também tem paradeiro desconhecido. Logo após ser solto, em setembro, e dois dias antes da deflagração da Operação Piloto (55ª fase da Lava Jato) na qual também é investigado, Abi viajou para o Líbano. Desde então a defesa alega que o primo de Richa ficou doente, diagnosticado com “dispneia, tosse e febre”, e estaria impossibilitado de retornar.

O juiz também deu 24 horas para a defesa de Abi informar se há previsão de retorno dele para o Brasil a fim de que ele também possa ser intimado a apresentar defesa.

A defesa de Pepe Richa informou que só irá se manifestar no processo. A defesa de Luiz Abi ainda não enviou resposta à reportagem.

 

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