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Juiz volta a autorizar uso de força policial para remover barracas da Vigília Lula Livre

Juiz volta a autorizar uso de força policial para remover barracas da Vigília Lula Livre
(Foto: Reprodução / Facebook / Lula)

O juiz Jailton Juan Carlos Tontini, da 3ª Vara da Fazenda Pública, voltou autorizar o uso de força polícial para retirar barracas da chamada "Vigília Lula Livre" montadas por apoiadores do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva nos arredores da Polícia Federal (PF), no bairro Santa Cândida, em Curitiba, onde o ex-presidente está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril. A decisão foi expedida sexta-feira (15). (Leia o mandado expedido ao oficial de Justiça)

No fim de maio, o desembargador Fernando Paulino da Silva Wolff Filho, do Tribunal de Justiça do Paraná, havia derrubado decisão anterior de Tontini, mas limitado as ocasiões e imposto restrições para reuniões públicas nas ruas do bairro. As manifestações e reuniões, favoráveis ou contrárias, podem ser feitas apenas a cada 15 dias, aos finais de semana (sábado e domingo), por períodos de seis horas, entre 9 horas e 19 horas.

O juiz, no entanto, voltou a determinar que oficial de Justiça verifique se a manutenção das estruturas descumpre ordem anterior da Justiça, “em caso negativo, com o auxílio da forma policial já deferida, remova quaisquer barracas, tendas, estruturas ou similares que estejam nas vias públicas”, determinou.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Município (PGM), todas as regras vêm sendo descumpridas no Santa Cândida. Para o juiz, a vigília mantém ocupação das vias públicas e não respeita a periodicidade imposta pela Justiça.

A decisão do juiz vem três dias após alguns moradores do bairro protestarem contra a presença dos apoiadores do ex-presidente. Os descontentes queimaram pneus, alegando que não conseguem ter uma vida normal por conta da presença dos manifestantes. Os organizadores da vigília disseram que foram atacados durante o ato.

Em alguns momentos da manifestação o clima esquentou e manifestantes de ambos os lados chegaram a bater boca, mas foram contidos por policiais militares da Rotam do 20º Batalhão. Após a queima de pneus e entulhos, o Corpo de Bombeiros foi chamado para apagar o fogo. No dia seguinda, outros moradores, mas que apoiam o movimento, participaram de um dos atos nas ruas e divulgaram carta de apoio à vigília.

Preso em Curitiba, Lula cumpre o início da pena de 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O petista foi condenado pelo juiz Sergio Moro, e teve a pena confirmada por três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por favorecimento à construtora OAS em contratos com a Petrobras. Em troca, receberia da empresa um tríplex no Guarujá, no litoral paulista.

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