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Polêmica

Plauto nega ter ameaçado colegas e alerta para risco de retrocesso na Assembleia

Plauto: “Não sou um acusador, apenas me posicionei para que diante de uma possível e descabida acusação, terei como me defender”
Plauto: “Não sou um acusador, apenas me posicionei para que diante de uma possível e descabida acusação, terei como me defender” (Foto: Sandro Nascimento )

Depois de causar polêmica na semana passada, ao dizer que fez cópias de todos os documentos que tramitaram pela Assembleia Legislativa, nos oito anos em que foi primeiro-secretário da Casa, o deputado estadual Plauto Miró Guimarães (DEM) voltou hoje à carga, alertando em texto publicado em sua página oficial e nas redes sociais sob o título de "Meninos, eu vi", para o risco de retrocesso na administração do Legislativo.

A primeira-secretaria é o segundo cargo mais importante da Assembleia, ficando abaixo apenas da presidência. O primeiro-secretário é responsável pela administração da Casa, incluindo verbas, contratos, além de ter o poder de nomear dezenas de cargos. Plauto ocupava o posto desde 2011, ainda durante a gestão do então presidente Valdir Rossoni (PSDB), e permaneceu no cargo após a eleição de Ademar Traiano (PSDB), em 2015. Na eleição para a Mesa Executiva da nova legislatura, porém, ele perdeu a vaga para o ex-líder do governo Beto Richa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB) e acabou ficando com a 1ª vice-presidência.

Na terça-feira da semana passada, Plauto afirmou em discurso ter feito cópia de todos os documentos que tramitaram na Assembleia “por precaução”. Também falou ter recebido muitos pedidos de deputados, e que conhece os mais “gulosos”. No dia seguinte, o deputado delegado Jacovós (PR) pediu explicações de Plauto sobre as supostas ameaças veladas aos colegas, afirmando que ele não poderia guardar documentos oficiais “para pressionar ninguém”.

No texto publicado hoje, o deputado do DEM negou ter feito ameaças aos colegas. “Não sou aventureiro e devolvo, com letras maiúsculas, qualquer insinuação de procrastinador, achacador ou senil. Os que o fazem, não me conhecem”, escreveu ele. “Não nasci ontem! Passei mais tempo da minha vida no parlamento do que em qualquer outro lugar. Também não sou um neófito!”, alega.

O ex-primeiro-secretário comenta que, durante seu período no cargo, a Assembleia avançou na transparência. “Quem comigo convive sabe do zelo, da responsabilidade em cada ato, no cuidado de cada assinatura e no enfrentamento para combater os que tentavam fazer deste parlamento algo como se fosse propriedade particular”, afirma. “Meus amigos sabem o desprezo que nutro por aqueles que se afastam da missão diária de servir e optam por desrespeitar a palavra empenhada. Dizem uma coisa, e agem de modo contrário”, aponta, sem dar nomes.

“Mas de repente observei movimentos assustadores que indicavam uma temerária volta ao passado, na época em que as regras não eram cumpridas e a ética não era exercida. Não aceito! Não jogo minha história no lixo e por isso cumpro o dever de advertir o Paraná. Pois acredito que um estado se faz com atitudes e não com jogadas de marketing. Quem alerta não quer o mal”, diz Plauto.

Plauto afirma que torce para que o governo Ratinho Jr tenha sucesso, lembrando que apoiou a eleição do governador, apesar do DEM ter apoiado a candidatura à reeleição da ex-governadora Cida Borghetti (PP). “E para isso, a gestão que se inicia não pode começar com agentes novos repetindo erros antigos. Para dar certo não pode permitir que 'gulosos' se coloquem como os senhores da razão”, afirma, dizendo que cunhou a expressão em referência “aos que, muitas vezes, sem representatividade nas urnas, se sentem senhores dos espaços públicos e das posições políticas. Exalam a soberba pelo simples fato de estarem momentaneamente em uma posição de poder. Por vezes, uma conquista que se dá por questões circunstanciais e não por mérito”, alega.

“Tudo o que falei, assumo. Tenho cópias de documentos que assinei e dos pedidos administrativos que me fizeram. Os originais seguem em arquivo público, como deve ser. Fiz meu próprio arquivo para que seja possível comprovar os atos administrativos, caso, por algum motivo, em algum momento, se tente apagar a história. Caso a história seja ameaçada, ou se tente alterar as versões dos fatos, terei como recompor a verdade. Com responsabilidade afirmo que estou vigilante, como sempre estive”, reforça Plauto. “Não sou um acusador, apenas me posicionei para que diante de uma possível e descabida acusação, terei como me defender”, conclui ele.

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