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Carbonell

Pressão da PM teria motivado pedido de demissão de general da Sesp

O general Luiz Felipe Kraemer Carbonell
O general Luiz Felipe Kraemer Carbonell (Foto: José Fernando Ogura/ANPr)

Um desentendimento com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, teria motivado pedido de demissão do general Luiz Felipe Kraemer Carbonell, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp-PR), na última quarta-feira (10). O pedido, no entanto, foi desmentido em seguida pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD).

Segundo apurado pelo blog com deputado da Assembleia Legislativa, um dos estopins da crise seria um ofício assinado pelo coronel Péricles de Matos, no fim de março, em que ele solicita que a PM deixe de realizar escoltas de presos, especialmente em casos de atendimento médico aos detentos. A medida, tomada sem consulta à Sesp, teria contrariado o general secretário.

Em seguida, o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), também se manifestou em um processo dizendo que não teria condições de realizar as escoltas e que não há legislação que atribua a atividade ao departamento. Como a Polícia Civil também não teria condições, em razão de um déficit de policiais que afeta inclusive o atendimento nas delegacias, a discussão gerou uma crise na Sesp.

Um descontentamento do general Carbonell com a situação teria gerado um pedido de demissão ao governador, também em razão de haver convites do governo federal para que ele atue em outras áreas. O ofício do comandante da PM contraria uma resolução em vigor que determina escolta pela corporação. 

Outra razão da crise seria uma articulação política para trocar o secretário. Integrantes do alto escalão da PM estariam descontentes com a gestão do general e teriam intenção de indicar um coronel policial militar para a vaga. O deputado estadual Fernando Francischini (PSL), que foi secretário de Segurança na gestão de Beto Richa (PSDB), teria indicado o deputado Coronel Lee (PSL).

Para pressionar, segundo deputado ouvido pelo bolg, os oito parlamentares do PSL teriam votado contra o governo em um projeto de menor relevância, na terça-feira (9), deixando o placar em 24 a 22 contra o governo, em uma demonstração de força no Legislativo.

Na última quarta, o governador negou que o general Carbonell tenha pedido para deixar o cargo de secretário. A informação, no entanto, chegou a ser confirmada pouco antes pela assessoria do Palácio Iguaçu. Carbonell teria alegado problemas de ordem pessoal.

Questionado sobre um suposto convite recebido pelo general para atuar no governo federal, Ratinho Jr disse que é natural que ele tenha recebido convites, mas que não confirma a demissão.

"Já teve convites, inclusive, desde janeiro para alguns cargos federais, uma coisa constante, mas ele é nosso secretário, está bem, está rodando, falei com ele agora, estava em Apucarana e vinco pra cá (Londrina). Obviamente que convites de outras áreas do governo federal já teve algumas inclusive, mas ele tem trabalhado com a gente, tem feito um belo trabalho, amanhã vamos estar inaugurando aqui em Londrina a Delegacia da Mulher com 24 horas o atendimento. Acho que é uma especulação", disse.

Primeiro secretário anunciado pelo governo Ratinho Junior (PSD), ainda antes da posse do governador, Carbonell foi chefe da assessoria de Informações da Itaipu Binacional. Ele também serviu no Centro de Comunicação Social do Exército, em Brasília, e foi Chefe da Seção de Comunicação Social da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti, em Porto Príncipe.

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