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Servidores públicos invadem a Assembleia e dizem que só saem após nova proposta de reajuste

Servidores ocupam galerias da Assembleia: invasão ocorreu após discurso de deputado Ricardo Arruda (PSL)
Servidores ocupam galerias da Assembleia: invasão ocorreu após discurso de deputado Ricardo Arruda (PSL) (Foto: Franklin de Freitas)

Servidores públicos estaduais invadiram a Assembleia Legislativa, hoje, em protesto pelo pagamento do reajuste salarial anual da categoria. Eles dizem que só desocupam o local após nova proposta de reajuste pelo governo. A princípio, uma nova sessão está marcada para amanhã, às 9 horas, e seria a última antes do início do recesso parlamentar de julho. Uma comissão de deputados pretende tentar uma reunião com representantes do governo para buscar um acordo. 

A invasão ocorreu logo após discurso do deputado Ricardo Arruda (PSL), que defendeu a proposta do governo, de reposição de 5,09% parcelado até 2022. Arruda tem se notabilizado por ataques à oposição e aos sindicatos, e por provocações aos manifestantes em seus discursos. Na sessão de hoje, ele também comparou os salários dos deputados ao dos servidores, alegando que os parlamentares estão há quatro anos sem reajuste. Arruda deixou o plenário logo após o discurso, instantes antes da invasão. 

O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), suspendeu a sessão por alguns minutos, pedindo calma aos manifestantes, reabrindo os trabalhos em seguida, após parlamentares do PT solicitarem que os servidores recuassem para evitar o risco de acidentes, já que a porta de acesso ao comitê de imprensa é de vidro, e poderia se quebrar. Os servidores também invadiram as galerias do plenário. Todas os acessos ao plenário da Casa foram fechados, e os deputados e funcionários da Assembleia estão impedidos de sair. 

O líder da bancada de oposição, deputado Tadeu Veneri (PT) defendeu a renúncia do secretário de Estado da Educação, Renato Feder. Os manifestantes também entoaram palavras de ordem em defesa da saída do secretário. 

Na semana passada, o governador Ratinho Júnior (PSD) apresentou proposta de reajuste de 5,09% parcelado até 2022, com pagamento de 0,5% a partir de outubro deste ano; 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021 e 1,5% a partir de janeiro de 2022. As duas últimas parcelas, porém, ficariam condicionadas ao crescimento da receita do Estado em relação ao ano anterior em 6,5% e 7%, respectivamente.

Ontem, o governo apresentou nova proposta, com pagamento de reposição de 2% em janeiro de 2020 e o restante parcelado até 2022 de acordo com o cronograma original. O Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR) manteve a posição de defender o reajuste imediato de 4,94%, referente à inflação de abril de 2018 a maio de 2019, mas sinalizou que pode aceitar o parcelamento, desde que os 2% sejam pagos ainda este ano, em outubro. 

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